Jovem morre e dois ficam feridos em explosão durante trabalho em empresa de máquinas em Pouso Alegre – Foto: redes sociais
Um acidente de trabalho ocorrido na tarde desta quinta-feira (2) no distrito industrial de Pouso Alegre (MG) resultou na morte de um jovem de 24 anos e deixou outros dois funcionários feridos.
A vítima fatal foi identificada como Eric Carone, natural de Conceição dos Ouros e funcionário da empresa XCMG Brasil, onde atuava como operador de montagem. Segundo a Polícia Militar, ele realizava a calibração do pneu de um rolo compactador quando houve uma explosão. O deslocamento de ar o arremessou, causando politraumas que levaram à sua morte ainda no local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou manobras de reanimação, mas não conseguiu reverter o quadro. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Pouso Alegre.
Outros dois trabalhadores que prestavam auxílio à vítima sofreram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio.
A empresa informou, por meio de nota, que acionou imediatamente sua Brigada de Emergência e o médico do trabalho, prestando os primeiros socorros até a chegada da equipe do Samu. Também comunicou a Polícia Militar e a perícia técnica.
A XCMG lamentou o ocorrido, declarou estar oferecendo apoio integral à família de Eric e garantiu colaborar com as autoridades para apuração das causas do acidente.
Um acidente registrado na noite desta quinta-feira (2) envolveu um veículo oficial da Prefeitura de Carmo do Rio Claro e um caminhão na rodovia MG-050, altura do km 280, em Capitólio.
De acordo com as primeiras informações, a colisão aconteceu por volta das 19h, quando a caminhonete Fiat Strada, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde, atingiu a traseira de um caminhão com semi-reboque.
O condutor do caminhão não percebeu o impacto e seguiu viagem. Ao parar em um posto de combustíveis próximo, foi informado sobre o acidente e retornou ao local, deixando seu veículo estacionado no pátio do posto.
Na caminhonete estavam o motorista e o secretário adjunto de Saúde, Ederaldo Leandro. Ambos foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados para a Santa Casa de Piumhi, onde permanecem internados.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, os dois motoristas realizaram o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo.
A caminhonete foi retirada da pista por um guincho da concessionária que administra a rodovia. O caminhão foi liberado para o motorista.
Veículo da Prefeitura de Carmo do Rio Claro se envolve em acidente na MG-050, em Capitólio – Foto: redes sociais
Anvisa busca antídoto no exterior após aumento de casos de bebidas adulteradas – Foto: UFMG
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou fabricantes internacionais em busca do Fomepizol, considerado antídoto para intoxicações por metanol. Como o remédio não é encontrado no Brasil, o governo tenta viabilizar sua importação emergencial.
Diante do aumento de casos de bebidas adulteradas, a Anvisa também procurou autoridades reguladoras internacionais, entre elas a FDA, dos Estados Unidos, e a EMA, da União Europeia, além de agências da Argentina, México, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália.
Além disso, a agência publicou um edital de chamamento internacional para localizar laboratórios e distribuidores com estoque disponível do medicamento. A medida atende a um pedido do Ministério da Saúde.
O aumento de registros de intoxicação por metanol em diferentes estados do Brasil acendeu o alerta das autoridades de saúde, que tratam o caso como prioridade nacional. O governo afirmou, por ora, que o país tem 11 casos confirmados e 48 suspeitos.
O que está acontecendo
O metanol é um álcool industrial, altamente tóxico, que não deveria estar presente em bebidas destinadas ao consumo humano. Por ser mais barato que o álcool comum usado em bebidas, criminosos o utilizam para adulterá-las, reduzindo custos e aumentando o rendimento.
O organismo humano não consegue metabolizar o metanol de forma segura. Quando ingerido, ele se transforma em compostos tóxicos que podem causar náusea, vômito e dor abdominal; cegueira irreversível; lesões neurológicas; e, em doses mais altas, até a morte.
O Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa que, entre 12 e 24 horas após consumir bebida alcoólica, apresente sinais como embriaguez prolongada, desconforto gástrico ou alterações na visão, deve procurar imediatamente um serviço de saúde para atendimento emergencial.
Estudante fere colega com faca dentro de escola por dívida de R$ 50 em Formiga – Foto: divulgação/Polícia Militar
Uma confusão entre duas estudantes terminou em caso de polícia na manhã desta quinta-feira (2), na Escola Estadual Jalcira Santos Valadão, localizada no Centro de Formiga (MG). Durante a briga, uma jovem de 18 anos feriu uma colega de 17 com uma faca. A discussão teria começado por causa de uma dívida de R$ 50.
Segundo a Polícia Militar (PM), a aluna mais velha relatou que vinha recebendo ameaças da colega por mensagens e, temendo ser agredida, levou a arma branca para a escola. Durante a aula, as duas começaram a discutir. A adolescente de 17 anos puxou o cabelo da outra estudante e deu socos em sua cabeça. Em reação, a jovem de 18 anos golpeou a colega duas vezes: um ferimento na coxa e outro no abdômen.
Mesmo machucada, a vítima ainda tentou atingir a adversária com uma cadeira. A estudante que estava com a faca deixou a sala e procurou a direção da escola.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a adolescente ferida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Apesar dos cortes, os ferimentos foram considerados leves e ela não corre risco de vida.
Câmeras de segurança da instituição registraram tanto o início da agressão quanto o momento em que a faca foi usada. As imagens foram encaminhadas à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação. A faca foi apreendida, e a jovem de 18 anos recebeu voz de prisão, sendo levada à delegacia.
O que diz a Secretaria de Estado de Educação
“Sobre o fato ocorrido na manhã desta quinta-feira (2/10), na Escola Estadual Jalcira Santos Valadão, em Formiga, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que a direção da escola agiu imediatamente, para assistência à aluna, que foi prontamente socorrida e recebeu atendimento em unidade de saúde.
Ela teve ferimentos leves e está fora de risco de vida. A SEE ressalta que a direção da instituição acionou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Conselho Tutelar do município.
Uma equipe da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Passos encontra-se na escola para prestar apoio e auxílio necessários, enquanto o serviço de inspeção escolar realiza a apuração dos fatos. A SEE/MG segue acompanhando o caso de perto.
Equipe do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), formado por psicólogo e assistente social, está na escola prestando toda a assistência necessária. Em conjunto com a equipe escolar, o núcleo vai realizar um plano de ação para reforçar a mediação de conflitos e as ações de prevenção da violência no ambiente escolar, que são realizadas nas instituições.
Como parte de sua política permanente de promoção da cultura de paz, a SEE/MG desenvolve, ao longo de todo o ano letivo, ações do Programa de Convivência Democrática, do Projeto Socioemocional e do NAE, incluindo palestras, rodas de conversa, oficinas, escutas e mediações, com o objetivo de fortalecer o respeito às diferenças e promover o convívio saudável nas escolas.
A SEE/MG repudia qualquer forma de agressão e violência no ambiente escolar e reitera seu compromisso com a construção de espaços educativos seguros, acolhedores e democráticos”.
Alguns de vocês certamente se lembram do acidente trágico ocorrido em frente à exposição, em Passos (MG). Naquele dia, um jovem perdeu a vida e sua namorada, Mariana Rodrigues, ficou gravemente ferida. Desde então, a vida dela se transformou em uma verdadeira batalha.
Mariana tem mostrado uma força imensa e uma coragem que emocionam a todos. Porém, agora ela enfrenta um novo desafio em sua recuperação: os médicos foram categóricos ao dizer que, para se manter saudável e evitar infecções, ela precisa viver em um ambiente limpo, arejado e livre de poeira.
Infelizmente, essa condição exige custos que vão além daquilo que Mariana consegue arcar sozinha. Por isso, estamos nos unindo em uma corrente de solidariedade para que ela possa ter um lar digno, seguro e tranquilo — essencial para que continue vencendo essa luta.
✨ A sua ajuda pode transformar a vida da Mariana.
Cada contribuição, por menor que pareça, fará diferença. É com a generosidade de pessoas como você que ela poderá pagar o aluguel e cuidar da saúde sem carregar mais esse peso.
🙏 Vamos mostrar que ela não está sozinha? Chave PIX: 706.306.136-48 (CPF)
Contamos com o seu apoio. Juntos, podemos devolver à Mariana a estabilidade e a esperança que ela tanto merece. 💙
Perfis no Instagram difamam e ameaçam moradores de Bom Jesus da Penha; vítimas registram boletins e lançam abaixo-assinado – Foto: reprodução/Instagram
Moradores de Bom Jesus da Penha (MG) estão reagindo com preocupação e indignação após a proliferação de perfis falsos em redes sociais — sobretudo no Instagram — usados para caluniar, difamar e divulgar informações pessoais de pessoas da cidade. Dezenas de moradores já registraram boletins de ocorrência e reuniram provas digitais que, segundo eles, demonstram a prática reiterada de violência moral.
De acordo com vítimas ouvidas pela reportagem, as contas criadas têm um único objetivo: publicar mentiras, expor imagens e dados privados e encaminhar ataques verbais com linguagem agressiva e ameaças. Um dos alvos informou que sua fotografia foi repostada, seu endereço divulgado e que foi falsamente acusado de ser o criador das páginas fraudulentas. Ele também registrou boletim de ocorrência e armazenou capturas de tela como prova.
— “Divulgaram minha fotografia, expuseram meu endereço e chegaram a me acusar, de forma totalmente infundada, de ser o responsável pela criação dessas páginas fraudulentas”, disse o morador, que afirmou manter cópia do boletim de ocorrência e dos registros digitais.
Postagens com ofensas e ameaças
Em várias publicações, o autor — que aparenta utilizar múltiplos perfis falsos — faz uso de linguagem ofensiva e ameaças explícitas. Entre as mensagens que circulam pela cidade estão trechos como:
“Já vou dar uma dica até aparecer mais seguidores! Esse sem oque fazer mora na !! E tem aparência de gay! E ctz deve ser neh pra falar tanto de p*** de homem”
“Eu sou louco esquizofrênico, tomo remédios e vou em destruir vocês bando de a*******”.
“Às 00h divulgarei os nomes das 6 v****** da cidade que foi meu alvo nos últimos dias, são mulheres que deram o fora em mim, fiz perfis delas em site de p**, tele delas devem tá lotados”.
“Mais o objetivo é outro, estou de volta com vários perfis com nomes comuns. Sou um homem solteiro e venho sendo esculachado no meu perfil verdadeiro por mulheres, que são solteiras v*******. São 6 mulheres que vou perseguir aqui até o fim. São solteiras”.
“Não postarei fofocas em caixa de perguntas, odiosos, cidade c* do mundo, as mulheres de bom Jesus a maioria são p*******, terei o prazer de me vingar de vocês, suas odiosas do c sujo”.
Tais publicações, além de ofensivas, configuram para os moradores como ameaça à integridade moral e à privacidade, especialmente quando envolvem exposição de imagem, endereços e criação de perfis falsos que associam as vítimas a atividades humilhantes.
Reação da comunidade: abaixo-assinado e busca por providências
Para reforçar a mobilização e pressionar por ações efetivas das autoridades e das plataformas digitais, moradores lançaram um abaixo-assinado público intitulado “Bom Jesus da Penha Clama: Ação Imediata contra Crimes Digitais!”, aberto à adesão da população. O documento, segundo os organizadores, pede investigação imediata, retirada do conteúdo ofensivo, identificação e responsabilização dos responsáveis, e medidas de prevenção por parte das redes sociais.
Vítimas e apoiadores também cobram das autoridades locais e da Polícia Civil agilidade nas apurações, além de orientações para que outros moradores possam preservar provas digitais (capturas de tela, URLs, registros de outros perfis vinculados) e formalizar denúncias.
O que dizem as autoridades e as plataformas
Até o fechamento desta matéria não houve posicionamento oficial público da Polícia Civil, nem comentário das redes sociais sobre os casos citados. Moradores afirmam que boletins de ocorrência foram registrados em delegacias da região e esperam que as investigações identifiquem os responsáveis pelos perfis falsos.
Especialistas em direitos digitais costumam orientar que vítimas de difamação e exposição de dados pessoais:
Guardem todas as provas (prints, URLs, mensagens, vídeos e dados de perfis).
Registrem boletim de ocorrência e solicitem cópia do registro.
Façam denúncia formal às plataformas (utilizando as ferramentas de denúncia do Instagram/Facebook).
Procurem orientação jurídica para medidas como pedidos de remoção e reparação por danos morais, se necessário.
Comunidade pede fim da impunidade
Moradores entrevistados pedem que a cidade não tolere a naturalização de ataques virtuais e que a mobilização em torno do abaixo-assinado sirva para conscientizar sobre os riscos dos crimes digitais e pressionar por respostas concretas. “Não é apenas ofensa: é vida privada desrespeitada, é família exposta. Queremos investigação, responsabilização e garantias de que isso não se repetirá”, afirmou uma das moradoras afetadas.
Quem tiver informações ou quiser aderir ao abaixo-assinado pode procurar os organizadores locais — que orientam a buscar as publicações e reunir evidências antes de formalizar a adesão — ou registrar denúncia na delegacia mais próxima.
Perfis no Instagram difamam e ameaçam moradores de Bom Jesus da Penha; vítimas registram boletins e lançam abaixo-assinado – Foto: reprodução/Instagram
Perfis no Instagram difamam e ameaçam moradores de Bom Jesus da Penha; vítimas registram boletins e lançam abaixo-assinado – Foto: reprodução/Instagram
PM recupera veículo clonado em Cássia – Foto: divulgação/Polícia Militar
Na noite desta quarta-feira (1º), a Polícia Militar recuperou um veículo Toyota SW4 clonado durante uma operação na rodovia que liga Cássia (MG) a Capetinga (MG).
De acordo com a corporação, a equipe foi acionada pelo Copom após informações de que o carro seguia em direção a Cássia. Ao perceber a presença da viatura, o condutor tentou fugir em alta velocidade pela rodovia, chegando a entrar em um cafezal às margens da estrada.
Com o apoio de outras guarnições, o veículo foi localizado em uma ribanceira. Durante consulta no sistema, os policiais constataram que o automóvel havia sido furtado em Alfenas (MG). Ainda segundo a PM, o carro apresentava adulterações na placa e nos vidros.
O Toyota SW4 foi removido para o pátio credenciado.
Homem é preso após perseguição policial em São José da Barra; arma de fogo é apreendida em Alpinópolis – Foto: redes sociais
A Polícia Militar realizou, na madrugada da última quinta-feira (3), uma ação que terminou com a prisão de um homem e a apreensão de uma arma de fogo após disparos no Bairro Santa Efigênia, em Alpinópolis (MG). A ocorrência mobilizou equipes policiais de Alpinópolis e São José da Barra, resultando em perseguição e cerco na rodovia.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu na praça do Bairro Santa Efigênia. Testemunhas relataram que um homem, sem camisa e com o rosto parcialmente coberto pela própria roupa, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra um desafeto. No entanto, os tiros acabaram atingindo outra pessoa, que não era o alvo pretendido. A vítima sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico no Hospital Municipal de Alpinópolis e foi liberada em seguida.
Segundo a PM, a motivação do crime teria sido um desentendimento entre o autor e seu desafeto horas antes do ocorrido.
Perseguição e prisão
Após os disparos, o suspeito fugiu a pé e posteriormente embarcou como passageiro em uma motocicleta, seguindo em direção a São José da Barra. A Polícia Militar de Alpinópolis acionou reforço da equipe de São José da Barra, que montou cerco e bloqueio na rodovia.
Durante a perseguição, o condutor da moto desobedeceu às ordens de parada, avançando em alta velocidade e colocando em risco usuários da via. Em determinado ponto do trajeto, a arma de fogo utilizada no crime foi dispensada e recuperada pelos policiais.
O motociclista acabou interceptado e preso após intensa perseguição. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Passos para as providências legais.
Autor dos disparos continua foragido
O responsável pelos disparos não foi localizado e segue foragido. A Polícia Militar informou que continua realizando diligências para capturá-lo.
Comissão do Senado aprova aumento da punição para maus-tratos a animais de todas espécies – Foto: reprodução
A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou na última terça-feira (26) projeto que majora a pena do crime de maus-tratos a animais. Tutores que maltratarem seus pets terão pena aumentada de um sexto a um terço. O PL 519/2021, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), recebeu voto favorável da relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), na forma de um substitutivo. Agora, o texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Atualmente, a Lei de Crimes Ambientais determina a condenação de quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Também pode ser condenado quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos; e quem realiza ou permite tatuagens e piercings em cães e gatos, com fins estéticos.
Mas hoje a pena é fixada de acordo com o animal que foi maltratado. Para os casos de cães e gatos, a pena é de dois a cinco anos, multa e proibição de o condenado ter a guarda. Para os outros animais, a pena varia de três meses a um ano, e multa. Nos dois casos, se o animal morrer, a pena pode aumentar de um sexto a um terço. O texto aprovado na CMA muda essa perspectiva, além de aumentar a punição.
Igualdade
O projeto fixa a mesma punição para quem maltratar qualquer animal. O texto original previa a condenação entre quatro a 16 anos e multa, com pena em dobro para o dono. Além disso, estabelecia o crime como inafiançável. Relatora, Leila Barros manteve a igualdade na punição para os maus-tratos, seja a cães e gatos ou a qualquer outra espécie nativa ou exótica. Mas a senadora apresentou texto substitutivo que diminui essas penas.
Pelo parecer, a pena será de dois a cinco anos e multa para quem maltrata qualquer animal, além de proibir o condenado de ter a guarda. A mesma pena será aplicada para quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. O texto da relatora também prevê aumento de um sexto a um terço da pena para o tutor ou dono que maltratar o animal e mantém a pena de três meses a um ano e multa para os condenados por tatuagens e piercings em cães e gatos, com fins estéticos.
Segundo Leila, o projeto original fixava uma pena excessiva, destoando das penas máximas de até cinco anos previstas atualmente, como a de maus-tratos a cães e gatos. A senadora afirma que a pena de quatro a 16 anos do projeto original poderia superar a de homicídio simples estabelecida no Código Penal, que varia de seis a vinte anos.
Para a senadora, o texto alternativo é mais adequado, pois equipara a pena de maus-tratos para todos os animais, mantém o agravante pela morte do animal e inclui o aumento da pena para o tutor ou dono do animal.
— Maus-tratos a animais são recorrentes no país, tanto a animais de convívio doméstico quanto a animais de criação ou silvestres. Ainda assim, a Lei de Crimes Ambientais prevê penas brandas demais e não suficientes para desestimular essa conduta, não só no tipo em exame como também em outros, como o tráfico de animais silvestres — disse a relatora.
Leila acatou emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) para excluir da pena de maus-tratos as práticas e procedimentos regulamentados no âmbito das atividades agropecuárias, quando realizados em animais de produção. A emenda também foi apoiada pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Jayme Campos (União-MT).
Debate
Presidente da CMA, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a lei ainda é muito permissiva quanto a quem maltrata animais. Ele lembrou um caso recente de um jovem que mutilou as patas de um cavalo.
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) também reforçou que a legislação precisa ser alterada:
— Nós não podemos ser permissivos como estamos sendo na nossa legislação. Nós não podemos compactuar com os maus-tratos aos animais, como estamos vendo ultimamente.
Já para o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), uma pessoa que maltrata animal também o faz com pessoas, por isso, seriam mais benéficas a aplicação de medidas socioeducativas.
Um acidente inusitado chamou a atenção em Franca (MG). Um motociclista, que trafegava sem capacete e ignorando a sinalização de parada obrigatória, acabou atropelando um cavalo que puxava uma carroça. O caso aconteceu no último dia 21 de setembro, mas as imagens, registradas por uma câmera de segurança, só foram divulgadas dias depois.
O vídeo mostra o momento em que o carroceiro para a carroça em uma faixa de sinalização horizontal dentro de uma rotatória. Segundos depois, o motociclista surge em alta velocidade, não respeita a sinalização e colide contra o animal.
Com o impacto, o condutor da moto e o veículo caíram ao chão. O cavalo, assustado, invadiu a contramão com a carroça, mas logo foi contido pelo carroceiro.
Apesar da gravidade da cena e das infrações cometidas, ninguém ficou ferido. O episódio reacende o alerta sobre o risco do desrespeito às normas de trânsito e da condução de veículos sem o uso de equipamentos de segurança.
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