Jornal Folha Regional

VÍDEO | Raios atingem áreas urbanas de Passos durante tempestade e assustam moradores

A forte tempestade registrada no início da noite do último domingo (MG) provocou susto e apreensão em moradores de Passos (MG), após a queda de raios em diferentes pontos da cidade. Um dos casos ocorreu no bairro Jardim Canadá e foi flagrado por câmeras de segurança. Outro raio também caiu no bairro Flamboyant, conforme relatos de moradores da região.

As imagens registradas no Jardim Canadá mostram o clarão intenso da descarga elétrica, seguido de um forte estrondo. No Flamboyant, moradores relataram momentos de pânico, com muitos raios caindo em sequência e o forte barulho fazendo casas tremerem.

“Foi um atrás do outro. A gente sentia a casa balançar”, contou uma moradora do Jardim Canadá. Outros residentes relataram que o barulho das trovoadas era tão intenso que chegou a acionar alarmes e causar quedas momentâneas de energia.

Apesar do susto, não há registro oficial de feridos ou danos estruturais graves até o momento. Ainda assim, o episódio reacendeu a preocupação da população com a segurança durante tempestades elétricas.

Aumento no número de raios preocupa moradores

Moradores de diferentes bairros de Passos afirmam que, com as fortes chuvas das últimas semanas, a quantidade de raios tem aumentado significativamente. A sensação, segundo eles, é de que as tempestades estão mais intensas e frequentes neste período.

Residentes pedem a implantação de para-raios, especialmente em áreas residenciais e pontos mais elevados, como forma de reduzir os riscos e aumentar a segurança da população.

“Com tantos raios caindo perto das casas, a gente fica com medo. Um sistema de proteção ajudaria muito”, relatou um morador.

Especialistas explicam que Minas Gerais está entre os estados com maior incidência de descargas elétricas no país, principalmente durante o verão, quando o calor e a umidade favorecem a formação de nuvens de tempestade.

Perigos das descargas elétricas

A queda de raios pode causar:

  • Ferimentos graves ou até mortes;
  • Incêndios em residências e áreas urbanas;
  • Danos a aparelhos eletrônicos;
  • Interrupções no fornecimento de energia;
  • Risco indireto por propagação da corrente elétrica pelo solo e por estruturas metálicas.

Mesmo dentro de casa, os riscos existem caso a residência não tenha proteção adequada.

Orientações de segurança durante tempestades

A Defesa Civil orienta que, durante chuvas com raios, a população:

  • Evite permanecer em áreas abertas;
  • Não fique debaixo de árvores;
  • Evite contato com objetos metálicos;
  • Desligue aparelhos eletrônicos da tomada;
  • Evite tomar banho durante tempestades;
  • Permaneça em locais fechados e protegidos.

Em situações de risco, como quedas de árvores, incêndios ou fios energizados, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil.

Com a previsão de continuidade das chuvas fortes na região, o alerta permanece para que moradores redobrem a atenção e adotem medidas preventivas.

Mundo entra em era de “falência hídrica” diante do uso excessivo de água doce, alertam pesquisadores da ONU

Mundo entra em era de “falência hídrica” diante do uso excessivo de água doce, alertam pesquisadores da ONU – Foto: reprodução/Sistab

O planeta está consumindo água doce em um ritmo tão acelerado, somado aos impactos das mudanças climáticas, que já ultrapassou o limite das crises pontuais e entrou em uma fase estrutural de colapso: a chamada falência hídrica. Em muitas regiões, a escassez deixou de ser temporária e passou a ser um estado permanente, do qual os sistemas naturais já não conseguem se recuperar.

Atualmente, cerca de 4 bilhões de pessoas — quase metade da população mundial — enfrentam escassez severa de água por pelo menos um mês ao ano, sem acesso suficiente para suprir todas as necessidades básicas. Em outras áreas, os efeitos do déficit hídrico aparecem de forma indireta, mas igualmente grave: reservatórios secos, cidades afundando, perdas agrícolas, racionamentos, incêndios florestais mais frequentes e tempestades de poeira e areia.

Os sinais desse colapso se espalham pelo mundo. Em Teerã, a combinação entre secas prolongadas e exploração insustentável esgotou reservatórios fundamentais para o abastecimento da capital iraniana, ampliando tensões sociais e políticas. Nos Estados Unidos, a demanda por água já ultrapassou a capacidade do Rio Colorado, fonte essencial de água potável e irrigação para sete estados.

O que é a falência hídrica

A falência hídrica vai além de uma simples metáfora. Trata-se de uma condição crônica que surge quando uma região passa a consumir mais água do que a natureza consegue repor de forma confiável. O problema se agrava quando aquíferos, zonas úmidas e outros sistemas naturais responsáveis por armazenar e filtrar água sofrem danos tão profundos que se tornam difíceis ou impossíveis de recuperar.

Um estudo recente conduzido pelo autor deste artigo em parceria com o Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Meio Ambiente e Saúde aponta que o mundo já ultrapassou a fase das crises hídricas temporárias. Muitos sistemas não conseguem mais retornar às condições naturais históricas. Em termos práticos, isso significa que já estão em estado de falência.

Como a falência hídrica se manifesta

Assim como ocorre na falência financeira, os primeiros sinais costumam parecer administráveis. Inicialmente, regiões passam a extrair um pouco mais de água subterrânea durante períodos de seca. Poços são aprofundados, bombas se tornam mais potentes e a água é transferida de uma bacia para outra. Pântanos são drenados e rios canalizados para abrir espaço para cidades e lavouras.

Com o tempo, os custos ocultos surgem. Lagos diminuem ano após ano, poços precisam ser perfurados cada vez mais fundo e rios que antes corriam continuamente passam a secar em determinadas épocas. Em áreas costeiras, a água salgada começa a invadir aquíferos de água doce.

Um dos efeitos mais visíveis — e frequentemente subestimado — é a subsidência, o afundamento do solo. Quando a água subterrânea é retirada em excesso, a estrutura do solo, que funciona como uma esponja, colapsa. Na Cidade do México, por exemplo, o solo afunda cerca de 25 centímetros por ano. Uma vez compactados, esses espaços não podem ser restaurados.

O relatório Global Water Bankruptcy, publicado em 20 de janeiro de 2026, mostra que esse fenômeno já ocorre em escala global. A extração excessiva de água subterrânea causou afundamento do solo em mais de 6 milhões de quilômetros quadrados, incluindo áreas urbanas onde vivem aproximadamente 2 bilhões de pessoas. Cidades como Jacarta, Bangkok e Ho Chi Minh estão entre os casos mais emblemáticos.

Impactos na produção de alimentos

A agricultura responde por cerca de 70% do consumo mundial de água doce, o que a torna especialmente vulnerável à escassez. À medida que a água se torna mais rara, a produção agrícola fica mais cara e instável, agricultores perdem renda e empregos, e tensões sociais se intensificam — com potencial impacto na segurança nacional.

Cerca de 3 bilhões de pessoas e mais da metade da produção global de alimentos estão concentradas em regiões onde a capacidade de armazenamento de água já está em declínio ou apresenta grande instabilidade. Mais de 1,7 milhão de quilômetros quadrados de áreas agrícolas irrigadas enfrentam estresse hídrico alto ou muito alto, ameaçando a segurança alimentar mundial.

Secas mais longas e frequentes

O avanço das mudanças climáticas intensifica ainda mais o problema. As secas estão se tornando mais longas, frequentes e severas à medida que as temperaturas globais aumentam. Entre 2022 e 2023, mais de 1,8 bilhão de pessoas — quase um quarto da humanidade — enfrentaram condições de seca em algum momento.

Esses números se refletem em consequências concretas: aumento no preço dos alimentos, queda na geração de energia hidrelétrica, riscos à saúde pública, desemprego, migrações forçadas, instabilidade social e conflitos.

Como chegamos a esse ponto

Todos os anos, a natureza fornece a cada região uma espécie de “renda hídrica”, por meio da chuva e da neve. Essa é a quantidade de água disponível para uso humano e para a manutenção dos ecossistemas.

Quando a demanda supera essa renda, passamos a consumir a “poupança”: retiramos mais água subterrânea do que será reposta, drenamos zonas úmidas e desviamos recursos essenciais à natureza. Assim como no endividamento financeiro, esse modelo pode funcionar por um período, mas cobra seu preço no longo prazo.

Nas últimas cinco décadas, o mundo perdeu mais de 4,1 milhões de quilômetros quadrados de zonas úmidas naturais. Além de armazenar água, esses ecossistemas filtram poluentes, reduzem inundações e sustentam a biodiversidade. Sua destruição compromete todo o ciclo hidrológico.

A qualidade da água também vem piorando. Poluição, salinização do solo e intrusão de água salgada tornam muitos mananciais impróprios para uso, aprofundando o cenário de falência.

As mudanças climáticas agravam o quadro ao reduzir a precipitação em várias regiões, aumentar a demanda hídrica das lavouras e elevar o consumo de energia para bombeamento de água. O derretimento de geleiras, que funcionam como grandes reservatórios naturais, também compromete o abastecimento futuro.

Apesar disso, muitos países seguem ampliando a retirada de água para sustentar o crescimento urbano, agrícola, industrial e, mais recentemente, a expansão de centros de dados (datacenters) ligados à inteligência artificial.

O que pode ser feito

Assim como na falência financeira, a saída passa por mudanças profundas:

  • Reconhecer o problema: é necessário estabelecer limites reais de uso da água, baseados na disponibilidade efetiva, e não na exploração contínua de aquíferos.
  • Proteger o capital natural: restaurar rios, zonas úmidas, solos e aquíferos é essencial para manter o abastecimento hídrico e a estabilidade climática.
  • Reduzir o consumo de forma justa: políticas que penalizam apenas os mais pobres tendem ao fracasso. São necessárias proteções sociais, apoio à transição agrícola e investimentos em eficiência hídrica.
  • Melhorar o monitoramento: o uso de satélites pode ajudar a acompanhar tendências, antecipar colapsos e orientar decisões.
  • Planejar para usar menos água: talvez o desafio mais difícil seja psicológico. A falência hídrica exige repensar cidades, sistemas alimentares e economias para operar dentro de novos limites.

Assim como ocorre nas finanças, a falência pode ser um ponto de virada. A humanidade pode continuar agindo como se a natureza oferecesse crédito ilimitado — ou aprender a viver dentro das condições impostas pelo ciclo da água.

Kaveh Madani não presta consultoria, não possui vínculos financeiros e não recebe financiamento de organizações que possam se beneficiar com a publicação deste artigo, além de sua atuação acadêmica.

VÍDEO | Tempestade provoca alagamento de residência e transtornos em Passos

Uma forte tempestade registrada no início da noite do último domingo (25) causou diversos transtornos em Passos (MG). Entre os impactos, uma residência localizada na Rua Rio Pardo, no bairro Santa Luzia, acabou sendo invadida pela água, causando prejuízos à moradora.

O alagamento foi registrado em vídeo pela neta da proprietária do imóvel. As imagens mostram a água tomando conta da casa, cobrindo parcialmente móveis, uma máquina de lavar roupas e outros objetos. Segundo relato da idosa, a água que invadiu a residência seria proveniente da rede de esgoto.

Além do caso no bairro Santa Luzia, a tempestade provocou queda de árvores em diferentes pontos da cidade, vias com grande acúmulo de água e dificuldades no trânsito. Também houve o registro da queda de um raio dentro do perímetro urbano de Passos, o que aumentou a apreensão entre os moradores.

A chuva intensa em Passos fez parte de um cenário mais amplo de instabilidade climática que atingiu cidades do Sul de Minas, com volumes elevados de precipitação em curto espaço de tempo, rajadas de vento e descargas elétricas. Em vários municípios da região, moradores relataram alagamentos pontuais e transtornos semelhantes.

Horas antes da tempestade, a Defesa Civil de Minas Gerais havia emitido alertas de risco de chuva forte acompanhada de trovoadas. As notificações foram enviadas para celulares cadastrados no sistema de alertas no município de Passos, orientando a população sobre a possibilidade de eventos climáticos severos.

Após homem mexer com cavalo, animal sofre ferimentos graves e é sacrificado em Alpinópolis

Após homem mexer com cavalo, animal sofre ferimentos graves e é sacrificado em Alpinópolis – Foto: Pablo Sena

Um cavalo precisou ser sacrificado após sofrer ferimentos gravíssimos em um incidente registrado no último sábado (24), em Alpinópolis (MG). O animal estava amarrado a uma placa de “PARE”, em uma esquina da cidade, quando um homem, já identificado pela polícia, mexeu com ele, provocando uma reação que fez o animal se debater, arrebentar a sinalização e sair correndo desgovernado pela via.

Durante a fuga, o cavalo sofreu ferimentos extremamente graves, incluindo o rompimento dos tendões das patas traseiras. As lesões causaram intenso sangramento e dor severa. Mesmo ferido, o animal permaneceu por várias horas em estado de agonia até ser levado para uma propriedade rural do município.

Um médico veterinário que passava pelo local avaliou o quadro e recomendou a realização imediata da eutanásia, diante da gravidade das lesões e da mínima possibilidade de recuperação. No entanto, o proprietário do cavalo, emocionalmente abalado, não autorizou o procedimento naquele momento.

Ao longo da noite, houve mobilização para tentar encontrar outro profissional veterinário que pudesse prestar atendimento, mas não foi possível localizar alguém disponível. Somente no dia seguinte o animal passou por uma nova avaliação, quando já se encontrava em estado crítico, em sofrimento intenso e sem chances reais de sobrevivência.

Diante do agravamento do quadro, o cavalo acabou sendo sacrificado na manhã de domingo (25). O caso causou grande tristeza na comunidade e reacendeu discussões sobre maus-tratos, responsabilidade dos envolvidos e a necessidade de cuidados adequados e segurança no manejo de animais em áreas urbanas.

Mineiro de Formiga é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar ex-namorada brasileira

Mineiro de Formiga é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar ex-namorada brasileira – Foto: reprodução/redes sociais

O mineiro Miller Pacheco, de 32 anos, natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi anunciada na última sexta-feira (23) pelo Tribunal Criminal Central de Cork, na Irlanda, um dia após a condenação formal do réu, conforme informou a família da vítima.

Bruna foi morta no dia 1º de janeiro de 2023, estrangulada dentro de um apartamento localizado na Liberty Street, região central de Cork, onde Miller morava. Durante a audiência de sentença, o brasileiro aceitou a pena e pediu desculpas à família da vítima, segundo noticiou o jornal irlandês The Journal.

Pela legislação da Irlanda, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente em prisão perpétua.

“Aqui a Justiça é muito mais rigorosa e temos certeza de que a pena será cumprida. Isso nos tranquiliza muito”, afirmou Izabel Fonseca, irmã de Bruna.

Ainda de acordo com o The Journal, o advogado de defesa, Ray Boland, informou ao final da sessão que o réu não pretende recorrer da decisão e quis manifestar arrependimento pela “devastação” causada à família Fonseca.

Motivação do crime

Ao proferir a sentença, a juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma “jovem excepcional” e um “ser humano completo”. Segundo a magistrada, o assassinato ocorreu porque Miller não aceitou o fim do relacionamento.

“A vida foi tirada porque uma mulher não teve o direito de seguir em frente”, declarou a prima da vítima, Marcela Fonseca.

A juíza destacou ainda que Bruna deixou claro ao ex-companheiro que não era um “troféu” e que tinha o direito de conduzir a própria vida. Em uma conversa gravada, mencionada durante o julgamento, a jovem afirmou que ninguém tinha qualquer direito sobre ela além dela mesma. O conteúdo da gravação não foi divulgado.

Relação marcada por controle

Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cerca de cinco anos no Brasil. Bibliotecária e com formação no ensino superior, Bruna decidiu se mudar para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada da sobrinha, em busca de novas oportunidades profissionais. Miller chegou ao país dois meses depois.

Poucos dias após a chegada dele a Cork, o casal rompeu definitivamente. Segundo a família, eles já haviam se separado meses antes, ainda no Brasil, mas reataram antes da mudança.

Antes de irem para a Irlanda, os dois moraram juntos em Franca (SP). Izabel contou que o relacionamento era muito reservado e que a família desconhecia detalhes da convivência entre o casal.

O crime

No primeiro dia de 2023, por volta das 6h30 de um domingo, a polícia irlandesa foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no apartamento onde Miller morava. Paramédicos tentaram reanimá-la, mas ela não resistiu.

Exames médicos apontaram posteriormente que a jovem morreu em decorrência de estrangulamento e agressões físicas. Miller foi preso no mesmo dia, sem direito a fiança. Em sua primeira audiência no Tribunal Distrital de Cork, ele negou ter cometido o crime.

Segundo a polícia, horas antes do assassinato, Bruna participou de uma festa de réveillon, da qual o ex-namorado também esteve presente. A acusação afirmou que ela foi até o apartamento de Miller para realizar uma chamada de vídeo por FaceTime com um familiar que cuidava do cachorro que o casal teve no Brasil.

Moradores do prédio relataram à polícia ter ouvido gritos de uma mulher por volta das 4h15 da madrugada.

Último contato com a família

O último contato de Bruna com familiares em Formiga ocorreu nas primeiras horas de 2023. Em uma chamada de vídeo, ela conversou com parentes e aparentava estar bem, segundo a irmã Izabel. A jovem estava em uma festa no momento da ligação.

Quem era Bruna Fonseca

Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga (MG), Bruna era descrita por familiares e amigos como batalhadora, discreta e carismática. Religiosa, decidiu participar de um programa de intercâmbio e passou a morar com uma prima na Irlanda.

Em 2018, aos 24 anos, concluiu a graduação em Biblioteconomia na Universidade de Formiga (Unifor-MG).

“Toda vida foi muito discreta, mas ela sempre dizia que, mesmo se tudo desse errado, tentaria de novo. Nunca desistia. Jamais imaginamos que isso pudesse acontecer”, relatou Izabel em entrevista anterior.

PM prende quatro pessoas na MG-050 e apreende 12 kg de drogas que seriam levadas para Piumhi

PM prende quatro pessoas na MG-050 e apreende 12 kg de drogas que seriam levadas para Piumhi – Foto: divulgação/Polícia Militar

Uma ação estratégica da Polícia Militar resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas na noite de sexta-feira (23). A ocorrência foi registrada por volta das 18h30, na rodovia MG-050, durante a interceptação de um veículo que transportava entorpecentes com destino ao município de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas.

De acordo com a Polícia Militar, equipes do setor de inteligência já acompanhavam a movimentação de uma quadrilha organizada responsável pelo abastecimento de pontos de tráfico em Piumhi. As informações indicavam que um carregamento sairia da cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em direção ao município.

Com base nesses dados, os policiais montaram um cerco ao longo da MG-050 para abordar o veículo suspeito. Durante a ação, foi realizada uma busca minuciosa no automóvel, onde os militares localizaram aproximadamente 10 quilos de maconha, acondicionados em barras, além de 1 quilo de crack e 1 quilo de cocaína.

Quatro suspeitos foram presos em flagrante — três mulheres e um homem. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido e o veículo utilizado no transporte da droga.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

TJMG condena Facebook a indenizar influenciadora de Passos após invasão de contas

TJMG condena Facebook a indenizar influenciadora de Passos após invasão de contas – Foto: reprodução

A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que o Facebook Serviços Online do Brasil deve indenizar uma influenciadora digital que teve suas contas do Instagram e do Facebook invadidas por hackers. O colegiado reconheceu falha na segurança da plataforma, mas reduziu o valor da indenização por danos morais de R$ 10 mil para R$ 5 mil.

O processo teve origem na Comarca de Passos (MG), após a influenciadora recorrer à Justiça por conta da suspensão de seus perfis em novembro de 2022. Conforme relatado nos autos, criminosos conseguiram acessar as contas, alterar configurações e realizar anúncios fraudulentos, o que resultou em cobranças indevidas que somaram cerca de R$ 3 mil.

A autora afirmou que utilizava as redes sociais como ferramenta profissional para a venda de produtos e que a indisponibilidade dos perfis, após a invasão, prejudicou diretamente sua atividade comercial, além de comprometer sua credibilidade diante dos clientes.

Em sua defesa, o Facebook sustentou que a responsabilidade pela invasão seria da própria usuária, argumentando que cabe ao titular da conta proteger suas credenciais de acesso. A empresa alegou ainda que, em geral, esse tipo de ocorrência decorre de descuido do usuário ou do compartilhamento de informações com terceiros.

Na decisão de primeira instância, a Justiça entendeu que houve falha na prestação do serviço e condenou a empresa ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. Insatisfeitas, ambas as partes recorreram.

Ao analisar o recurso, o relator, juiz convocado Christian Gomes Lima, manteve o reconhecimento da responsabilidade da plataforma, mas considerou excessivo o valor fixado inicialmente, reduzindo a indenização para R$ 5 mil. Segundo ele, o montante está mais alinhado aos critérios adotados pelo TJMG em casos semelhantes.

O magistrado destacou que a relação entre a usuária e a rede social é de consumo, sendo aplicável o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Com isso, a empresa responde de forma objetiva pelos danos causados, já que a segurança do sistema faz parte dos riscos da atividade econômica, conforme prevê o artigo 14 do CDC.

Para o relator, ficou comprovado que a plataforma falhou ao não impedir o acesso indevido de terceiros.

“Não há dúvida de que a violação da conta não foi causada por ato imputável à usuária, mas decorreu de falha na prestação do serviço, cujo sistema de segurança não foi capaz de detectar a fraude”, afirmou.

O pedido de indenização por danos materiais e lucros cessantes foi rejeitado. De acordo com o entendimento do colegiado, os valores apresentados pela influenciadora não passaram de estimativas e não houve comprovação efetiva de prejuízo financeiro. Os desembargadores Lílian Maciel e Fernando Lins acompanharam o voto do relator.

Governo comemora redução de 80% nos buracos, mas motoristas contestam qualidade das rodovias mineiras

Governo comemora redução de 80% nos buracos, mas motoristas contestam qualidade das rodovias mineiras – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais afirma ter alcançado uma redução de 80% no número de buracos nas rodovias estaduais ao longo dos últimos seis meses de 2025, após a adoção de um sistema de monitoramento baseado em inteligência artificial. Apesar dos números positivos apresentados pelo Estado, motoristas e turistas que trafegam pelas estradas mineiras seguem relatando más condições de tráfego, com buracos frequentes e risco à segurança.

A tecnologia começou a ser utilizada em maio de 2025, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Segundo o governo, Minas se tornou o primeiro estado do país a aplicar a ferramenta tanto em rodovias estaduais quanto nas concedidas à iniciativa privada.

De acordo com a gestão estadual, o monitoramento, antes feito majoritariamente de forma manual, passou a ser realizado por meio da análise automatizada de imagens captadas por veículos equipados com câmeras de alta resolução. O sistema identifica e classifica defeitos no pavimento, problemas de sinalização, falhas de drenagem e outros elementos da via, gerando dados georreferenciados que orientam o planejamento da manutenção.

Atualmente, cerca de 20 mil quilômetros de rodovias pavimentadas são avaliados mensalmente, funcionando como suporte ao Índice de Condição da Manutenção (ICM). O investimento no sistema é de aproximadamente R$ 5 milhões. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Apesar dos indicadores oficiais, a realidade percebida por quem usa as estradas diariamente parece distante dos dados divulgados. Motoristas relatam que buracos continuam sendo um problema constante em diversas regiões do estado.

“Eu viajo toda semana entre o Sul de Minas e a Região Metropolitana de Belo Horizonte e sinceramente não vejo essa redução toda. Tem trecho que parece até pior do que antes”, afirma o caminhoneiro Carlos Henrique de Souza, de 46 anos.

A professora aposentada Maria Lúcia Fernandes, que costuma viajar de carro para visitar familiares no interior, também questiona os números. “Se diminuiu 80%, eu fico imaginando como era antes, porque ainda encontro muito buraco, principalmente em rodovias mais afastadas das cidades grandes”, relata.

Para o DER-MG, os dados refletem uma melhora significativa na gestão da malha viária. Segundo Rodrigo Colares, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do órgão, a queda no número de buracos no segundo semestre de 2025 está diretamente ligada ao uso das novas ferramentas de monitoramento, o que teria aumentado a eficiência dos contratos de manutenção e dos investimentos públicos.

“O DER hoje possui ferramentas de gestão que melhoram a qualidade do gasto público, como o Índice de Condição da Manutenção, que monitora mensalmente, por meio de imagens, problemas como buracos, vegetação e limpeza de drenagem. Além disso, utilizamos dados do Waze, que permitem identificar em tempo real pontos de alagamento, congestionamentos, acidentes e também buracos, a partir dos alertas dos usuários”, explica.

A Codex, empresa responsável pelo sistema de governança e monitoramento dos dados, defende que a tecnologia permite antecipar falhas antes que elas se agravem. Para Lucas Teixeira, Executivo de Negócios da empresa, a transformação de grandes volumes de dados em informação estratégica torna as decisões mais rápidas e eficazes.

“Com esse modelo, conseguimos enxergar os problemas antes que eles se tornem críticos. Isso ajuda o gestor público a planejar melhor as intervenções e alcançar resultados concretos, como a redução da reincidência de falhas no pavimento”, afirma.

Mesmo assim, usuários das rodovias avaliam que os efeitos práticos ainda não são plenamente percebidos. “A tecnologia pode até existir, mas, na ponta, quem dirige sente o impacto dos buracos no carro e no bolso”, comenta o vendedor autônomo João Paulo Ribeiro, que trafega frequentemente por rodovias do Centro-Oeste mineiro.

Com os resultados apresentados, o DER-MG estuda ampliar o uso da inteligência artificial para rodovias não pavimentadas, que somam mais de 6 mil quilômetros em Minas Gerais. Enquanto isso, a divergência entre os números oficiais e a percepção da população segue levantando questionamentos sobre a efetividade das melhorias anunciadas.

VÍDEO | Avô descobre morte de neto durante missa e emociona fiéis ao abraçar padre

O silêncio da missa foi quebrado por um gesto de dor que comoveu fiéis e internautas no último domingo (18), em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Durante a celebração, um momento inesperado transformou o altar em espaço de acolhimento e emoção profunda, envolvendo o padre Carlos Henrique e um idoso que acabara de receber uma notícia triste.

A cena ocorreu no instante em que o sacerdote se preparava para iniciar o rito da comunhão. Enquanto a celebração seguia normalmente, um homem subiu as escadas do altar, abraçou o padre com força e caiu em prantos, em visível estado de choque. O episódio foi transmitido ao vivo pelas redes sociais da paróquia e rapidamente repercutiu pela intensidade do momento.

Padre Carlos Henrique contou que conhece o homem há cerca de dez anos. Ele é ministro da comunhão na igreja, mas naquele dia participava da missa apenas como fiel. Poucos minutos antes do abraço, o idoso havia sido informado da morte do neto, um jovem de apenas 20 anos. Abalado, desorientado e sem conseguir conter o sofrimento, ele buscou amparo no altar.

O sacerdote relatou que, ao ver a cena, acreditou inicialmente que o homem estivesse passando mal. Diante da situação, interrompeu o rito e o acolheu, sem saber, naquele momento, da tragédia que havia acabado de acontecer. Apenas mais tarde, após o término da comunhão, ele foi informado de que o neto do idoso havia falecido.

Outros membros da igreja se aproximaram rapidamente, ajudaram a amparar o avô e o conduziram até uma sala reservada. Lá, ofereceram água, escutaram seu relato e permaneceram ao seu lado, tentando confortá-lo diante da perda repentina.

Segundo o padre, o homem estava profundamente abalado, em choque, procurando socorro emocional após receber a notícia. Ele destacou que não sabe de que forma o idoso foi informado sobre a morte do neto, mas reforçou que tudo aconteceu de maneira muito intensa e abrupta, refletindo o desespero e a dor estampados no abraço que marcou a celebração.

O episódio, registrado ao vivo, se transformou em um símbolo de humanidade, empatia e acolhimento em meio ao sofrimento, emocionando quem acompanhava a missa presencialmente e pelas redes sociais.

Motorista morre após batida entre carro e caminhão na MG-050, em Piumhi

Motorista morre após batida entre carro e caminhão na MG-050, em Piumhi – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros

Uma colisão frontal entre um veículo de passeio e um caminhão deixou uma pessoa morta na MG-050, em Piumhi, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, na madrugada desta sexta-feira (23).

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o condutor do carro apresentava sinais vitais logo após o impacto, mas estava em estado grave e permanecia preso às ferragens do veículo.

Após avaliação médica, o óbito da vítima presa no carro foi constatado ainda no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 

No caminhão envolvido no acidente havia dois ocupantes. Eles foram avaliados pela equipe médica e não apresentaram ferimentos, sendo dispensado o encaminhamento hospitalar.

Após os trabalhos periciais e a liberação da cena, o Corpo de Bombeiros realizou a retirada do corpo das ferragens. A área permaneceu sob os cuidados da Polícia Militar Rodoviária.

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