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Jornal Folha Regional

Governo aumenta expectativa de crescimento econômico de 2,5% para 3,2% em 2023

Governo aumenta expectativa de crescimento econômico de 2,5% para 3,2% em 2023 – Foto: reprodução

O Ministério da Fazenda aumentou a estimativa de crescimento econômico do país em 2023, de 2,5% para 3,2%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18).

A pasta justifica a elevação na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 por causa de:

  • “surpresa com o avanço do PIB” no segundo trimestre deste ano;
  • aumento da safra projetada para o ano;
  • resultados positivos no terceiro trimestre;
  • expectativa de recuperação da economia chinesa no quarto trimestre.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

As expectativas do governo para o crescimento da economia em 2023 superam a previsão do mercado financeiro. Os analistas esperam um aumento de 2,89% no PIB, segundo dados do Banco Central do Brasil publicados nesta segunda (18).

O mercado também ampliou suas estimativas, depois do crescimento de 0,9% no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas. A previsão anterior para 2023 era de 2,64%.

Para 2024, a Fazenda manteve a projeção do PIB em 2,3%. Segundo a pasta, indústria e setor de serviços devem se beneficiar dos programas de incentivo ao investimento, renegociação de dívidas e de transferência de renda.

De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as estimativas do mercado financeiro e a precificação dos juros e da taxa de câmbio têm confirmado as projeções do Ministério da Fazenda.

“O conjunto de projeções do mercado […] tem tido um resultado bastante benigno na nossa leitura em relação à dinâmica da economia brasileira e tem tido também um comportamento que tem confirmado de alguma forma as projeções que nós fazemos aqui na SPE [Secretaria de Política Econômica]”, afirmou.

Inflação

O Ministério da Fazenda estima ainda a manutenção da inflação em 4,85% em 2023.

Segundo o ministério, a alta nos preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras – que têm impactos sobre a inflação – está sendo compensada pela redução nos preços da alimentação e outros serviços relacionados. Por isso, a expectativa de IPCA em 2023 foi mantida.

A meta de inflação para este ano é de 3,25%, podendo variar de 1,75% a 4,75%. Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar nesse intervalo, a meta será considerada cumprida.

Já para 2024, a previsão para o IPCA aumentou de 3,3% para 3,4% em razão da mudança no cenário de câmbio e preços das commodites.

O governo considerou o aumento nos preços do petróleo, o impacto do fenômeno climático El Niño sobre a produção de alimentos e alta na taxa de câmbio.

Brasil gerou 142.702 novos empregos formais em julho

Todas atividades registraram saldo positivo, diz Caged

Carteira de trabalho digital – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil criou 142.702 novos postos de trabalho em julho. Só no setor de serviços, foram geradas 56.303 vagas. No comércio, o saldo aumentou em 26.744 postos de trabalho. De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano foram gerados 1.166.125 postos de trabalho.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo foi registrado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas e em 26 das 27 unidades federativas. O estoque total recuperado para o Caged no mês fico em 43.610.550 postos de trabalho formais no país.

O salário médio real de admissão em julho foi R$ 2.032,56, valor R$ 19,33 acima do registrado em junho (R$ 2.013,23).

O saldo no setor de serviço foi maior nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de 27.218 postos); alojamento e alimentação (9.432 postos); e transporte, armazenagem e correio (8.904).

No setor de comércio, a área de comércio varejista de produtos farmacêuticos registrou saldo positivo de 3.554 novos postos de trabalho. Já na área de mercadorias em geral (com predominância de produtos alimentícios), os supermercados apresentaram saldo positivo de 2.419 novas vagas, enquanto minimercados registraram alta de 1.704.

O saldo positivo na construção civil ficou em 25.423, enquanto a indústria teve saldo foi 21.254 novos postos.

Houve um aumento de 43.947 novos empregos formais para mulheres e de 98.755 para homens. “No que se refere à População com Deficiência, identificou-se saldo positivo de 452 postos. O emprego em julho foi positivo para pardos (75.918), brancos (15.919), pretos (13.035), amarelos (720) e indígenas (311)”, informou o ministério.

“Em termos geográficos, apenas no Rio Grande do Sul (-2.129) houve queda do emprego formal, que ficou positivo nas outras 26 unidades da federação. Os maiores saldos foram em São Paulo (43.331), Rio de Janeiro (12.710) e Minas Gerais (12.353)”, explicou.

Grupo Heineken lança pedra fundamental de nova cervejaria que será inaugurada em 2025 em Passos

A unidade de Passos (MG) vai receber investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão e irá gerar 350 empregos diretos, além de 11 mil postos de trabalho indiretos, quando estiver em operação.

Grupo Heineken lança pedra fundamental de nova cervejaria que será inaugurada em 2025 em MG — Foto: Gustavo Oliva/EPTV

O Grupo Heineken lançou na manhã desta quinta-feira (25) em Passos (MG) a Pedra Fundamental da cervejaria que será construída na cidade. A fábrica, com previsão de inauguração em meados de 2025, será a 15ª unidade da empresa no país.

A unidade de Passos vai receber investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão e irá gerar 350 empregos diretos, além de 11 mil postos de trabalho indiretos, quando estiver em operação.

Na atual fase de obras, o projeto deve criar 2 mil oportunidades de trabalho para os moradores de Passos e região. A cervejaria vai produzir as marcas Heineken e Amstel na cidade.

A cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o prefeito de Passos, Diego Rodrigo De Oliveira e autoridades locais, além do presidente do Grupo HEINEKEN, Maurício Giamellaro, e do vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativas da cervejaria, Mauro Homem.

Ações sustentáveis

Segundo a companhia, a cervejaria está projetada para ser a unidade mais sustentável da empresa até aqui. Ela será abastecida com fontes de energias 100% renováveis, que irá contribuir para a meta da empresa de alcançar a neutralidade de carbono de toda a cadeia do grupo até 2040.

A fábrica também vai contar com um sistema de abastecimento hídrico eficiente que permitirá a ampliação da infraestrutura de captação de água existente na cidade.

Cervejaria holandesa inicia obras para instalação de fábrica em Passos (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

Em abril, a cervejaria aderiu ao Programa Produtor de Águas da Agência Nacional de Águas (ANA), tornando-se apoiadora do Projeto Bocaina de Pagamento por Serviços Ambientais. A parceria tem como objetivo estimular produtores rurais locais a investirem em ações sustentáveis em suas propriedades, recompensando-os financeiramente por contribuírem com o meio ambiente e por agirem de forma preventiva para evitar que o município venha a passar por situações de desabastecimento hídrico.

Ainda como parte dos compromissos ambientais da empresa, a cidade de Passos já faz parte do programa de geração distribuída de energia verde da marca, que permite que todos os moradores do município tenham acesso à energia renovável por meio de usinas sustentáveis a partir de um cadastro simples e 100% digital na plataforma da marca.

O projeto contribui para a redução do impacto de cada residência ao meio ambiente e ainda oferece desconto de 15% na conta mensal de luz.

Via, EPTV

Heineken anuncia investimento bilionário em Pernambuco; mil novas vagas de emprego serão geradas

A cervejaria vai abastecer o mercado de Pernambuco e todo Norte e NordesteA cervejaria vai abastecer o mercado de Pernambuco e todo Norte e Nordeste – Foto: Paullo Almeida

O objetivo do aporte de R$ 1,2 bilhão é desenvolver ações sustentáveis na unidade de Igarassu

A Heineken, a segunda maior fabricante de cerveja no mercado brasileiro, anunciou, no início de maio, um investimento de R$ 1,2 bilhão em sua fábrica localizada em Igarassu, em Pernambuco. O objetivo do aporte é expandir a unidade, triplicar a produção e desenvolver ações sustentáveis. A cervejaria estima gerar mil empregos, sendo 700 durante as obras de ampliação, com prazo estimado de um ano. No Estado, a indústria vai impulsionar o portfólio puro malte, especialmente com o aumento da produção das marcas Amstel e Devassa.

Norte e Nordeste

A cervejaria vai abastecer o mercado de Pernambuco e todo Norte e Nordeste. A governadora Raquel Lyra (PSDB), a prefeita de Igarassu, Elcione Ramos, e representantes da companhia formalizaram o anúncio no Palácio do Campo das Princesas. Este investimento acontece em um momento de crescimento para a Heineken. O Brasil é o maior mercado do mundo na venda de Heineken, o dobro do segundo, que é os Estados Unidos. Já a Amstel, uma cerveja holandesa que foi lançada no Brasil em 2015, também já tem o maior mercado destes produtos no mundo.

“O Estado celebra o anúncio desse investimento bilionário do Grupo Heineken com a certeza de que a companhia não só ampliará suas atividades em Pernambuco, como também irá melhorar a eficiência da utilização dos recursos naturais. Melhor do que tudo é trabalhar com geração de oportunidade, com a pegada de sustentabilidade, da redução de carbono, da reutilização da água e da diminuição do consumo de energia”, disse a governadora.

A indústria está localizada em uma cidade estratégica no Estado – com disponibilidade de água de qualidade – e será abastecida com energia 100% renovável, incluindo a utilização de caldeiras de biomassa com reaproveitamento dos efluentes tratados, retroalimentando seu sistema energético. Por questões de competitividade e estratégia, a cervejaria não divulgou o volume de produção de Pernambuco. A empresa tem incentivos fiscais por meio do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe).

Pernambuco entre os cinco

“O mercado de cerveja é dividido em quatro grandes grupos, como cervejas econômicas, mainstream puro malte, premium e especial. Pernambuco está entre os cinco estados de maior consumo de cerveja premium (Heineken e Eisenbahn), próximo de Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e entre os três de maior consumo de cerveja especial. No segmento de mainstream puro malte, a gente tem oportunidade muito grande no Estado e por isso está investindo nessa linha de produção”, disse o CEO do Grupo Heineken, Maurício Giamellaro.

A Heineken tem 14 cervejarias no Brasil, uma em construção e outra em expansão.

“Nós estamos triplicando a produção dessa unidade cervejeira e vamos fazer aqui, basicamente, as marcas Amstel e Devassa”, acrescentou Maurício.

Expansão

Em Pernambuco, a cervejaria tem um centro de distribuição no Recife, duas unidades produtivas (uma também na capital). Com a expansão em Igarassu, a fábrica suprime uma demanda existente. “Nós estamos alocando parte do volume que a gente produz em outras cervejarias para essa (de Igarassu) por causa da geografia e qualidade da água. Essa cervejaria traz uma eficiência para o grupo que vale a pena produzir mais”, completou o CEO da Heineken.

O vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Grupo Heineken, Mauro Homem, também acompanhou a solenidade. Entre os secretários presentes, estiveram Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico), Ana Luíza Ferreira (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha) e Daniel Coelho (Turismo e Lazer). A cerimônia também foi prestigiada pelo deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) e cinco deputados estaduais, entre outros nomes.

Preço do gás de cozinha em Passos chega até R$ 115

Pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 24 e 30 de outubro, em Passos (MG), aponta para variação de até R$ 15 no preço do gás de cozinha, botijão de 13 quilos: entre R$ 100 e R$ 115. Com preço médio de R$ 106 na cidade, o produto está R$ 4 (pouco mais de 4%) acima da média nacional, que fechou a última semana com o valor praticamente estável.

No início desta semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que é possível que os combustíveis tenham novo aumento dentro de 20 dias, porém a Petrobras desmentiu.

Em Passos, a gasolina varia entre R$ 6,97 e R$ 7.29.

Via: Da Redação.

Câmara discute mudar cálculo de imposto para deixar combustível mais barato

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), propôs a lideranças partidárias que a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis leve em consideração o valor médio do produto nos dois anos anteriores.

Hoje, o tributo, cobrado pelos estados, tem como base o preço médio da gasolina, do diesel e do etanol nos 15 dias anteriores.

Se a proposta for acatada, portanto, os estados levariam em consideração o preço médio dos combustíveis em 2020 e 2021 ao fazer a cobrança do ICMS ao longo do ano de 2022, por exemplo.

A mudança no período seria uma forma de reduzir a volatilidade nos valores. Contudo, a expectativa é que a nova regra leve à perda de receita para os estados – e, por isso, deve sofrer resistências de parlamentares e governadores.

Segundo interlocutores, a ideia é que a média do preço seja recalculada anualmente, com base nos últimos 24 meses. Pela proposta, não haveria mudança nas alíquotas do ICMS cobrado por cada estado.

Após reunião nesta terça-feira (5) com Lira, que apresentou a ideia inicial do texto, líderes da oposição pediram mais tempo para analisar a proposta.

Inicialmente, o presidente da Câmara pretendia votá-la ainda na sessão desta terça-feira. Houve um acordo, segundo lideranças da oposição, para que a proposta seja votada na próxima quarta-feira (13), sem obstrução à matéria.

Questionado por jornalistas ao chegar na Câmara nesta terça, Lira disse que conversaria com o relator da matéria, deputado Dr. Jaziel (PL-CE), antes de detalhar a proposta.

Combustíveis

O preço dos combustíveis tem gerado atritos entre o governo e a Petrobras. Na segunda-feira (27), após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que estuda maneiras de reduzir o preço dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou que a política de preços da estatal será mantida, admitindo que os valores poderiam subir.

Alinhado ao presidente Bolsonaro, Lira atacou a política de preços da estatal e disse que discutiria com líderes alternativas para segurar o preço dos combustíveis.

No mesmo dia, a Petrobras anunciou que elevaria o preço do diesel vendido às distribuidoras. Com o reajuste, o preço médio de venda do diesel passou de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro.

Segundo a Petrobras, a alta de 8,89% vem após 85 dias de preços estáveis para o combustível – a última alta antes dessa havia sido em 7 de julho passado. A Petrobras não informou reajuste nos preços dos demais combustíveis.

O presidente da Câmara articulou reunião com líderes da base de apoio do governo e também os de oposição para chegar a uma alternativa. A proposta de hoje ainda será analisada pelos partidos e deve ir a votação na próxima semana.

Ambev anuncia que cerveja ficará mais cara a partir de segunda-feira

A cervejaria Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, anunciou,  na noite desta terça (28), o aumento do preço das cervejas. No comunicado enviado a clientes e distribuidores, a cervejaria afirma que o reajuste vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária.

Ainda segundo a Ambev, o reajuste pode variar entre regiões, marcas, embalagens e segmentos. A empresa concentra 60% de participação de mercado no mercado no país. No comunicado, a Ambev ainda diz que “reforçamos o nosso compromisso com a competitividade das nossas marcas no mercado, visando sempre a boa performance do volume de vendas da indústria”.

A Ambev não informou qual será a faixa de reajustes. A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) disse que o aumento de preços deve ser alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, em torno de 10%.

Mais da metade da inflação é resultado da disparada dos combustíveis, energia e carne

Os combustíveis, a energia elétrica e a carne estão entre os itens que mais têm pesado no bolso do brasileiro e na inflação oficial do país, que chegou a 9,68% no acumulado em 12 meses até agosto.

Se os preços desses itens tivessem permanecido estáveis em vez de dispararem, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estaria abaixo de 5% e ainda dentro da meta fixada pelo governo para o ano. É o que mostra levantamento do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV).

Segundo o estudo, elaborado pelo economista e professor Robson Gonçalves, os itens gasolina, etanol, diesel, gás de botijão, energia elétrica e carnes vermelhas foram responsáveis por mais da metade da taxa acumulada em 12 meses até agosto, respondendo por 5,31 pontos percentuais do IPCA. Ou seja, sem esses 6 itens, a inflação seria de 4,37%, em vez dos atuais 9,68%.

“A inflação está concentrada em itens que são do consumo cotidiano das famílias e essa inflação claramente penaliza mais a baixa renda”, afirma Gonçalves, destacando que inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere às famílias com renda até 5 salários-mínimos, está acima dos dois dígitos e atingiu 10,42% no acumulado em 12 meses até agosto.

O levantamento do economista mostra ainda que, se os preços dos combustíveis, energia e da carne tivessem permanecido estáveis, o INPC estaria em 4,91% no período de 12 meses até agosto, em vez dos atuais 10,42%.

“Essa inflação tem um aspecto que é difícil fugir dela. E a implicação disso que é que outros itens acabam sendo sacrificados para que se consiga pagar conta de energia, o botijão de gás, e assim por diante”, acrescenta.

Inflação muito acima da meta para o ano

Desde março, o IPCA acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação par 2021, que é de 5,25%. A inflação persistente em meio a um cenário de piora da crise hídrica e de tensão política tem levado diversos economistas a preverem uma inflação maior para este e o próximo ano.

No último boletim Focus — levantamento semanal de expectativas do mercado realizado pelo Banco Central — a projeção para a inflação em 2021 passou de 7,58% para 8%. Para 2022, a previsão foi elevada de 3,98% para 4,10%.

Gasolina e energia são itens com maior peso na inflação

A disparada da gasolina e da energia elétrica tem um agravante extra pois são gastos essenciais e com maior peso na composição do IPCA entre os mais de 400 itens e subitens monitorados pelo IBGE para o cálculo da inflação oficial.

gasolina tem um peso de 5,98% na taxa e a energia elétrica, 4,81%. Considerando a soma dos 6 itens da cesta do levantamento do ISAE/FGV, o peso chega a 16,23%. É por isso que a alta destes itens impacta tanto na inflação e na percepção de perda de poder aquisitivo.

“Os itens que mais estamos vendo aumento de preços são incompressíveis, ou seja, não tem como fugir deles. Você tem uma possibilidade de economia de energia elétrica muito limitada. Um motorista de aplicativo tem uma possibilidade quase nula de redução do consumo de gasolina ou etanol. As famílias têm uma possibilidade quase nula de redução de consumo de gás de cozinha”, explica Gonçalves.

O cenário de preços nas alturas e de desemprego elevado tem reduzido a qualidade do prato feito dos mais pobres. Para as famílias com renda de um salário mínimo, o preço da cesta básica de alimentos passou a consumir 65,32% dos ganhos mensais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Num contexto de aumento da energia elétrica, do botijão de gás e dos combustíveis, o consumidor acaba cortando a carne bovina por duas razões: primeiro porque está cara e, segundo, porque está sobrando menos dinheiro mesmo”, destaca o economista.

Com alta nos preços, idosa pede gordura em açougue para alimentar família

“Eu vou ao açougue pedir gordura para comer. Eu falo assim ‘tem como me dar as pelanquinhas’, eles me dão e eu coloco sal e misturo com o feijão para comer”.

Com a alta no preço dos alimentos, muitas famílias estão tendo que recorrer a outras maneiras de realizar as refeições diárias, muitas vezes substituindo alimentos, como a aposentada Aisa Teixeira Gomes, que começou a pedir gordura de boi no açougue para alimentar a família.

“Eu vou ao açougue pedir gordura para comer. Eu falo assim ‘tem como me dar as pelanquinhas’, eles me dão e eu coloco sal e misturo com o feijão para comer”.

Ela mora com nove pessoas e todos os filhos estão desempregados. Aisa está pagando as contas apenas com a aposentadoria no valor de R$ 1.100, um salário mínimo.

A idosa recebe uma cesta básica da entidade Legião da Boa Vontade, na Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, no entanto, com a alta no valor dos alimentos, até a entidade está com dificuldade de receber alimentos.

Na última doação, a dona Aisa também conseguiu algumas caixas de leite que, segundo ela, devem durar uma semana. “Vamos usar para reforçar o café da manhã das crianças antes de ir para a escola, mas não dá nem para uma semana. Estamos controlando para não colocar muito, eles ficam com vontade de tomar mais, mas não dá”.

Alta no preço dos alimentos

Puxado pelo aumento da energia elétrica e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 0,89% em agosto, após registrar taxa de 0,72% em julho, informou nesta quarta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo da alimentação no domicílio passou de 0,47% em julho para 1,29% em agosto.

Entre as altas que mais contribuíram para aceleração, segundo o IBGE, destaques para a do tomate (16,06%), do frango em pedaços (4,48%), das frutas (2,07%) e do leite longa vida (2,07%). Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-6,46%), do feijão-preto (-4,04%) do arroz (-2,39%) e do feijão-carioca (-1,52%).

Na alimentação fora do domicílio (0,35%), o movimento foi inverso, influenciado pela desaceleração da refeição (0,10%), que havia registrado alta de 0,53% em junho.

Fonte: G1

Gasolina chega a quase R$ 6,80 em Minas e passa de R$ 7 em alguns estados

O aumento nos preços da gasolina nos postos revendedores da Grande Belo Horizonte alcançou 3,07% em apenas 17 dias deste mês, levando o consumidor a pagar até R$ 6,499 pelo litro do combustível, segundo levantamento divulgado ontem pelo site de pesquisas de preços Mercado Mineiro. Para o etanol, a alta foi ainda maior no período, ao atingir 5,95% entre o dia 5 e domingo, com custo máximo de R$ 4,899. Foram consultados 145 estabelecimentos de BH e entorno.

Os gastos impostos aos motoristas que o Mercado Mineiro constatou são coerentes com relatório publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que acompanha os preços dos combustíveis em todo o país. Na semana passada, o menor preço do litro da gasolina encontrado em Minas Gerais era de R$ 5,899 em Uberlândia, no Triângulo; e o maior custo nas bombas chegou a R$ 6,759 em Paracatu, no Noroeste do estado. O preço médio foi de R$ 6,185 por litro entre os dias 15 e 21 deste mês.

De acordo com a ANP, a gasolina teve reajuste de 1,5% em média no Brasil, bem abaixo do medido na Grande BH, vendida a R$ 5,956. Mas, o consumidor já paga mais de R$ 7 no litro do combustível em postos do Rio Grande do Sul (R$ 7,18), Rio de Janeiro (R$ 7,05),e Acre (R$ 7,13). Na comparação entre os estados, o preço mais alto, em média, é o dos postos do Rio de Janeiro (R$ 6,485) e o mais baixo foi verificado no Amapá (R$ 5,143).

Quanto ao etanol, o preço médio subiu 2,2%, também abaixo do reajuste da Grande BH, alcançando R$ 4,497. O recorde de Minas é de Bom Despacho, no Centro-Oeste: o litro a espantosos R$ 6,19, mais caro que a média da gasolina na Grande BH. O menor valor é de R$ 4,149 em Montes Claros, no Norte do estado, e novamente Uberlândia.

Diante da corrida dos preços, a pergunta essencial é se o consumidor pode evitar o prejuízo crescente. Feliciano Abreu, diretor do site Mercado Mineiro, indica o caminho. “Não compensa abastecer com etanol hoje, porque ele representa (em média) 75% do preço da gasolina (historicamente, diferenças abaixo de 70% indicam que esse combustível vale mais a pena). Está sendo uma surpresa desagradável, porque subiu até mais que a gasolina. Não é uma desculpa do dólar (alto), mas do mercado, que está demandando muito. A gente nem viu safra este ano”, avalia.

Por outro lado, Feliciano afirma que o índice de 70% não pode ser interpretado como lei para optar pelo etanol ou pela gasolina. Isso ocorre porque há variações de desempenho dos veículos, além do comportamento do próprio motorista. “Sempre indico perguntar para o taxista ou para o motorista de aplicativo. Eles sabem responder melhor que qualquer um”, diz.

O crescimento dos preços apresentado na última pesquisa do Mercado Mineiro surpreendeu o diretor do site. O preço médio da gasolina na Grande BH evoluiu de R$ 5,918, no último dia 5, para R$ 6,10 no domingo, representando R$ 0,18 por litro. No caso do etanol, o custo do litro nas bombas subiu de R$ 4,319, na média, para R$ 4,576. Quanto ao diesel, que abastece a maioria dos veículos de carga, o crescimento de preços foi de de 0,34%. Na prática, o motorista passou a pagar dois centavos a mais no litro desse combustível: de R$ 4,691 para R$ 4,707.

“A gente fez a pesquisa semana passada e se assustou muito porque repassaram praticamente a integralidade da alta (do preço da Petrobras). Geralmente, cai um pouco por recomposição e transporte”, afirma. Para quem usa muito o carro e consome cerca de um tanque de combustível por semana, a alta do valor do litro da gasolina, neste ano, onera o bolso de forma considerável, como explica Feliciano Abreu.

Considerando-se os reajustes aplicados desde o início do ano, em oito meses a variação alcança 31%. “Se você colocar isso em 50 litros por semana (um tanque), você está pagando R$ 70 a mais por semana. É muito dinheiro”, avalia.

Extremos

A título de exemplo do comportamento dos preços, o posto Wilson Piazza, de bandeira Shell, na Região Centro-Sul de BH, vendia o combustível mais barato no domingo na Grande BH, entre os 145 estabelecimentos pesquisados pelo Mercado Mineiro. O litro era oferecido a R$ 5,899 e o do etanol a R$ 4,299.

Na mesma região, é vendida a gasolina mais cara entre os preços levantados, no valor de R$ 6,499, no Bairro Luxemburgo. A bandeira é da Petrobras. O preço varia em 10,17% na comparação com o estabelecimento do Serra. O motorista que optou pelo etanol encontrou o litro mais caro, a R$ 4,899, em posto sem bandeira instalado no Anel Rodoviário, na altura do Bairro Nazaré, Nordeste da capital mineira.

(*Amanda Quintiliano/Especial para o EM)

Promoção em Divinópolis e pesquisa em Uberlândia

Em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, até domingo era possível encontrar o litro da gasolina a R$ 6,09. O menor valor praticado na cidade, que fica a cerca de 120 quilômetros da capital, é reflexo de promoção realizada sempre aos domingos por redes de postos de combustíveis. Em poucos estabelecimentos, que não aderem à prática, o combustível era comercializado a R$ 6,19. Ainda sem saber quanto as revendas poderão cobrar durante esta semana, alguns frentistas imaginam ao menos R$ 6,29 por litro.

O combustível teve alta acumulada de 27,5% neste ano até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quem sentiu no bolso o aumento foi o motorista de aplicativo Gustavo Miguel. Atuando nesta área desde o início do ano, ele acompanhou reajuste a reajuste e, aos poucos, viu a renda encolher.

Aproveitando a promoção, ainda na manhã de domingo, ele completou o tanque e gastou R$ 250. “Vai dar para eu rodar até terça ou quarta no máximo”, contou. Somam-se a isso outras despesas com a manutenção do veículo. “Se colocar pneus, óleo, que são gastos a longo prazo, não está compensando porque precisamos ainda pagar o percentual do aplicativo”, disse.

Para tentar equilibrar o orçamento, o motorista está cortando despesas no dia a dia. “Um lanchinho que eu fazia na rua, o almoço, agora é só em casa”, exemplificou. Alternativa para complementar a renda é fazer viagens particulares. Entretanto, nesse caso, o peso do aumento é compartilhado com o cliente.

A alta no preço da gasolina tem dado o que falar no Sul de Minas. Em Varginha, o preço ultrapassou os R$ 6 e já subiu cerca de 50% no acumulado do ano. Os motoristas que dependem do combustível para trabalhar ficam no prejuízo. O preço da gasolina já foi reajustado nove vezes só este ano.

Os motoristas, que precisam do combustível em Varginha, pagam entre R$ 6,17 e R$ 6,19. Em janeiro, o preço não chegava a R$ 5. “Está um absurdo. Eu trabalho fazendo entregas na região e o meu lucro está sendo usado para abastecer o veículo”, diz um trabalhador autônomo, que prefere não ser identificado.

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