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Jornal Folha Regional

Estudantes de nutrição promovem análise sensorial

Estudantes de Nutrição promovem análise sensorial - Foto: reprodução
Estudantes de Nutrição promovem análise sensorial – Foto: reprodução

Brownie de feijão preto, almôndegas produzidas com farinha da larva de besouro de Tenebrio molitor e grão de bico, bolo com e sem farinha da larva de besouro de Tenebrio molitor e barra de cereal com e sem farinha da larva de besouro de Tenebrio molitor. Este cardápio diferente faz parte da atividade relacionada à análise sensorial que busca medir, examinar e interpretar as reações dos indivíduos às características dos alimentos a partir dos cinco sentidos dos humanos; paladar, olfato, audição, tato e visão.

A coordenadora do curso de Nutrição, professora Gislaine Ferreira Nogueira e estudantes envolvidas em projetos de pesquisa e trabalhos de conclusão de curso (TCC) estão realizando encontros com o objetivo de desenvolverem com voluntários o processo de análise sensorial. A atividade conta com a colaboração e parceria do Núcleo Entomológico de Ensino Pesquisa e Extensão, coordenado pelo vice-diretor e professor Vinícius de Abreu D’Ávila. “A aceitação e seleção do produto alimentício pelo consumidor são influenciadas pelo aspecto sensorial. Um alimento de alta qualidade tem atributos sensoriais agradáveis que são exclusivos dele, como cor, consistência, aroma e sabor. Quando estes atributos não atendem às expectativas do consumidor, outros produtos serão escolhidos. Por isso, sempre quando se elabora, cria ou modifica uma preparação alimentícia é necessário avaliar se o produto atende as exigências do consumidor antes dele ser lançado no mercado”, explica Gislaine.

A análise sensorial também pode ser aplicada como uma ferramenta no controle de qualidade, porque a partir dela é possível perceber se o produto está com suas características sensoriais próximas ou não em relação a um produto considerado padrão. “Ainda permite avaliar a vida de prateleira do produto, em que tempo reações químicas, enzimáticas e microbiológicas levam alterações de cor, aroma, consistência e sabor e consequentemente possível rejeição pelo consumidor”, complementa a professora sobre a abrangência da aplicação da análise sensorial.

De acordo com a professora, no processo de análise sensorial, a pessoa que está experimentando o produto, na maioria das vezes, percebe o alimento na seguinte ordem: aparência, cor, aroma, textura (consistência) e sabor. Porém, a maioria, ou todas essas características, podem ser interpretadas de forma simultânea na experimentação, despertando no indivíduo várias informações sensoriais. “O alimento e o consumidor têm um relacionamento muito mais complexo, que é o resultado da interação humana. Sua condição fisiológica, psicológica, sociológica e cultural com o alimento, suas características próprias, tais como aparência, sabor e textura”, afirma.

A expectativa é que outros encontros para a realização de análise sensorial sejam promovidos ainda neste ano. “Pode-se afirmar que a análise sensorial é uma ferramenta eficaz para empresas e instituições acadêmicas em todas as fases do processo de produção de alimentos, da concepção e criação de um novo produto à padronização e avaliação do nível de qualidade do produto final”, conclui a coordenadora do curso de Nutrição.

Conheça as estudantes que estão realizando a atividade sobre análise sensorial com a supervisão da professora Gislaine:

  • Letícia Rassi Gomes Pinto é a discente do 7°P do Curso de Nutrição que desenvolveu o TCC intitulado “Elaboração, caracterização e aceitabilidade sensorial de brownie de feijão preto”;
  • Mariane de Faria Andrade e Karina Ellen Marciano RG são discentes do 3°P do Curso de Nutrição, bolsista do Projeto financiado pelo PAPq intitulado” Elaboração e caracterização das propriedades físico-químicas e sensoriais de almôndegas produzidas com farinha da larva de besouro de Tenebrio molitor e grão de bico”
  • Charliane Aparecida dos Santos, discente do 7º período do Curso de Ciências Biológicas, que está na fase de desenvolvimento do seu TCC intitulado “Desenvolvimento e avaliação sensorial de barras de cereal e bolo proteicos com Farinha de Tenebrio molitor”

Nobel do estudante: mineira de 17 anos está entre melhores alunos do mundo

Nobel do estudante: mineira de 17 anos está entre melhores alunos do mundo – Foto: arquivo pessoal

A mineira Milena Xavier Martins, de 17 anos, está entre os 50 melhores estudantes do mundo. Ela é uma das finalistas do Global Teacher Prize, considerado o prêmio Nobel dos estudantes. A jovem é de Juiz de Fora (MG), e cursa o ensino médio no Colégio de Aplicação (Coluni), na Universidade Federal de Viçosa. 

É dentro do campus que ela criou o “Autinosis”, uma ferramenta de triagem de autismo baseada em Inteligência Artificial que é capaz de estimar a probabilidade de uma pessoa ou criança possuir autismo por meio de um simples formulário. Os resultados saem na mesma hora. A ideia surgiu por conta de um amigo que apresentava traços de autismo, mas não tinha acesso ao diagnóstico.

Com o projeto, foi ganhadora da Olimpíada Brasileira de Inteligência Artificial, finalista na seleção da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), top 1 projeto da seleção do Programa de iniciação científica (PIBIC), medalha de Prata na Conferência Internacional de Jovens Cientistas (ICYS) na Turquia e selecionada para receber uma bolsa em uma conceituada instituição de pesquisa. 

Aos 14 anos, ela fundou a Prep Olimpíadas, a maior ONG de olimpíadas científicas do Brasil. Mais de 100 mil impactados ao longo de quase quatro anos. A IA utilizada no projeto com o PrepAI, uma plataforma voltada para conectar estudantes, escolas e olimpíadas científicas. O aplicativo responde dúvidas dos alunos e compartilha lições de história e matemática. Ao todo, mais de 60 mil alunos já utilizaram a ferramenta.

Seu trabalho em pesquisa científica e olimpíadas levou-a a ser convidada para integrar o Conselho Consultivo da Olimpíada Internacional de Pesquisa (IRO), tornando-se a mais jovem e única latina no comitê.

Conhecimento para mudar o mundo

Aos 10 anos, Milena ia com a mãe para a escola em que dava aulas, testemunhando os desafios enfrentados por aqueles alunos. Desde pequena, ela já queria buscar melhores oportunidades e ajudar outras pessoas. Ainda criança, as duas organizaram uma campanha de presentes de Natal para os alunos, arrecadando mais de 30 brinquedos. 

O interesse pelas olimpíadas científicas começou quando ela soube da Olimpíada de Astronomia (OBA) de um estudante premiado. A escola, de início, relutou em participar da competição. Durante a pandemia, ela participou de forma independente.

Percebendo que muitos alunos careciam de apoio escolar para essas competições na época, ela iniciou uma tutoria para 12 colegas, de olho nas olimpíadas de matemática. É daí que surgiu a Prep Olimpíadas. 

Por conta de seu trabalho, ela foi a pessoa mais jovem a aparecer na lista Forbes Under 30 na categoria ‘Ciência e Educação’ . Além de representar o Brasil na Olimpíada Internacional de IA (IOAI) na Bulgária, sendo a primeira latino-americana a participar. 

Ela ganhou prêmios, incluindo o Prudential Young Visionaries Award, foi aceita em programas prestigiosos como Yale Young Global Scholars e recebeu bolsas de estudo integrais de várias escolas secundárias internacionais.

A jovem ainda organizou aulas gratuitas para crianças em favelas, sendo que sete de seus alunos ganharam medalhas e receberam bolsas de estudo. Ela também coordenou a Olimpíada Afrodiversidade Brasileira (OBAFRO), impactando 20.000 participantes e aumentando a conscientização sobre questões raciais. 

“Sua determinação em superar desafios é evidente em sua história pessoal. Mudando sozinha para uma nova cidade aos 15 anos, ela enfrentou dificuldades de adaptação e lidou com uma proprietária de pensão psicologicamente instável. Apesar dessas adversidades, continuou sua educação e seguiu sua paixão pela ciência, colhendo todos os feitos e reconhecimentos que resultaram desses esforços”, destacou o site da premiação.

A premiação é realizada anualmente pela Varkey Foundation. Em setembro, serão anunciados os dez finalistas.

O ganhador recebe US$ 100 mil e vai viajar à Nova York para discursar em uma assembleia com líderes mundiais. Até agora, o Global Student Prize só foi vencido por homens – e nenhum deles era do Brasil.

Estudantes capacitados no Butantan ganham medalhas de prata e bronze em Olimpíada Internacional de Biologia no Cazaquistão

Estudantes capacitados no Butantan ganham medalhas de prata e bronze em Olimpíada Internacional de Biologia no Cazaquistão - Foto: divulgação
Estudantes capacitados no Butantan ganham medalhas de prata e bronze em Olimpíada Internacional de Biologia no Cazaquistão – Foto: divulgação

Estudantes brasileiros fizeram bonito na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), que aconteceu no último sábado (13), e faturaram medalhas de prata e bronze.

Capacitados no Butantan, os jovens foram até o Cazaquistão, onde disputaram a competição. A delegação era formada por quatro estudantes do Ensino Médio, medalhistas de ouro da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB).

Alexandre Andrade de Almeida e Iara Vieira Vitarelli levaram prata, enquanto Clara Nakata de Carvalho, trouxe um bronze na bagagem. Esse foi o melhor resultado entre os países ibero-americanos.

Estudantes capacitados no Butantan ganham medalhas de prata e bronze em Olimpíada Internacional de Biologia no Cazaquistão - Foto: divulgação
Estudantes capacitados no Butantan ganham medalhas de prata e bronze em Olimpíada Internacional de Biologia no Cazaquistão – Foto: divulgação

A preparação no Butantan

Os 16 melhores estudantes na Olimpíada Brasileira de Biologia passaram por uma capacitação exclusiva no Butantan.

Com uma semana de duração, eles assistiram aulas teóricas e práticas nos laboratórios da Instituição. Tudo isso foi ministrado por pesquisadores renomados do Butantan.

Ao final do curso, os alunos foram submetidos a uma prova classificatória. Os que ficaram entre o 1° e 4°, foram para a IBO. Já os que ficaram entre o 5° e 8° estão classificados para a Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB), marcada para setembro em Cuba.

Turminha fez bonito

E eles estavam muito bem preparados. Conseguiram três medalhas e voltaram para o Brasil cheios de moral.

Os alunos foram acompanhados por dois pesquisadores do Butantan, José Ricardo Jensen e Milton Y Nishiyama Jr.

Segundo Milton, a participação dos jovens no evento é muito importante para o futuro.

“A olimpíada desperta um desejo natural de conhecimento e engajamento acadêmico global, oferecendo experiências culturais e conexões intercontinentais”, explicou.

Vaga em universidade

A importância da participação vai além do crescimento como profissional, ela também pode abrir portas.

Isso porque algumas instituições de Ensino Superior permitem o ingresso de candidatos medalhistas sem a necessidade de vestibular.

A Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), são algumas delas.

Parabéns aos três vencedores.

Custo com moradia pode chegar a R$ 9 mil por ano para estudantes em Passos

Custo com moradia pode chegar a R$ 9 mil por ano para estudantes em Passos - Foto: reprodução
Custo com moradia pode chegar a R$ 9 mil por ano para estudantes em Passos – Foto: reprodução

O custo com moradia individual para estudantes universitários em Passos (MG) pode chegar, em média, a cerca de R$ 9 mil por ano, segundo levantamento realizado em seis imobiliárias do município.

Para alugar um apartamento ou quitinete com um quarto, o estudante deve gastar, em média, R$ 750 por mês com aluguel. De acordo com o levantamento, o imóvel mais barato custa em torno de R$ 550 de aluguel e o mais caro, cerca de R$ 1.000.

Uma das opções para diminuir o gasto com moradia é morar em uma república de estudantes, onde o custo anual pode cair para cerca de R$ 4,2 mil, com cota de R$ 350 mensal no valor do aluguel de imóveis.

A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) disponibiliza, no início de cada período, editais para auxílio estudantil. A universidade não conta com alojamentos para os estudantes, e, entre os auxílios, conta com a bolsa de moradia, no valor de R$ 380.

O Instituto Federal Sul de Minas também disponibiliza auxílios aos estudantes, mas sem categorias específicas, com valores entre R$ 100 e R$ 600. (Clic Folha)

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