Documentário produzido por jovens de Passos é destaque em festival nacional de cinema estudantil – Foto: redes sociais
Os jovens cineastas Bruno Sette e Laiandra Silva, naturais de Passos (MG), foram indicados ao prestigiado Festival de Cinema Estudantil de Miranorte – o Miracine, que acontece no estado do Tocantins. A dupla concorre em duas categorias: Jovem Cineasta – Melhor Filme e Melhor Direção, com o documentário “A 12 Passos da Liberdade”.
A obra retrata a rotina da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Passos, uma unidade prisional que se diferencia por adotar um modelo de ressocialização sem o uso de grades ou agentes armados. O método APAC é amplamente reconhecido no Brasil e no exterior por seus resultados positivos na redução da reincidência criminal, promovendo a reintegração por meio da disciplina, valorização pessoal e respeito ao ser humano.
Produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, o documentário foi viabilizado por meio de um edital da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico de Passos, destinado a incentivar a produção audiovisual local.
O Miracine tem como missão democratizar o acesso ao cinema entre os jovens, estimulando a criação independente e dando visibilidade a novos talentos de todas as regiões do país. Os vencedores recebem o Troféu Abacaxi Dourado, uma estatueta irreverente que simboliza a criatividade e a ousadia das obras selecionadas.
O anúncio dos premiados está previsto para agosto, dentro da programação oficial do festival.
A seleção do documentário “A 12 Passos da Liberdade” é um reconhecimento ao talento, à sensibilidade e ao compromisso social desses estudantes de Passos.
Mais do que uma conquista pessoal, essa indicação representa o fortalecimento da produção audiovisual jovem no interior de Minas Gerais e destaca o poder transformador da arte e da cultura na formação de cidadãos conscientes e engajados. Que esse seja apenas o começo de uma trajetória brilhante.
Em ação do MPMG, Carmo do Rio Claro é condenado a adotar medidas para garantir transporte escolar adequado a estudantes da zona rural – Foto: divulgação
Em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça condenou o município de Carmo do Rio Claro (MG), a adotar medidas para garantir transporte escolar eficiente e adequado aos estudantes residentes na zona rural que frequentam a Escola Municipal do Taquaral.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro, em Inquérito Civil instaurado, apurou-se problemas na estrutura física da escola, bem como irregularidades no transporte escolar, com a utilização de veículos precários e inadequados e estradas desniveladas e esburacadas, representando situação de perigo para os alunos.
Segundo o promotor de Justiça Cristiano Cassiolato, as crianças e adolescentes que residem a zona rural e frequentam a Escola Municipal do Taquaral são forçados a permanecer diariamente mais de três horas dentro do micro-ônibus. “Em consequência, chegam cansadas em suas casas, condições nas quais dificilmente possuem disposição para estudar e realizar suas tarefas escolares, assim como praticar qualquer atividade de lazer em família, afetando seu bem-estar e podendo causar esgotamento psicológico, o qual impede o pleno desenvolvimento destes jovens”.
Após a expedição de Recomendação e requisição de informações pela Promotoria de Justiça, o município providenciou melhorias na estrutura da escola, mas nenhuma atitude foi tomada a respeito do transporte escolar. Por isso, foi proposta Ação Civil Pública, na qual foi proferida a sentença.
A decisão determina que o município deverá proporcionar transporte escolar eficiente e adequado, de forma a alcançar o menor deslocamento possível tanto entre as residências dos alunos e os pontos de embarque/desembarque, quanto ao percurso até a escola, limitando a duração máxima de cada trecho (ida e volta) do transporte escolar a 45 minutos. A duração poderá ser estendida a no máximo uma hora, de forma justificada e a depender de condições climáticas adversas ou outras peculiaridades devidamente comprovadas que demandem maior tempo de percurso.
O município deverá apresentar ao Juízo, no prazo improrrogável de 180 dias, contados da intimação da sentença, um plano detalhado de operacionalização e execução das medidas necessárias para o cumprimento integral da obrigação, que inclua, mas não se limite, à aquisição de novos veículos, redefinição e otimização das rotas de transporte, ou a modificação do critério de nucleação escolar, com o cronograma de implementação e a comprovação do cumprimento dos limites de tempo estabelecidos.
Foi fixada multa diária no valor de mil reais, a ser revertida em favor do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) ou a fundo congênere que beneficie as crianças e adolescentes do município, para o caso de descumprimento injustificado da obrigação ou do prazo estabelecido.
Estudantes de MG desenvolvem primeiro doce de leite sem açúcar nem lactose – Foto: divulgação
Uma delícia brasileira agora para dietas especiais. Estudantes de Minas desenvolveram o primeiro doce de leite sem açúcar e sem lactose. O trabalho cuidadoso, feito no Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade de Viçosa (UFV), é para quem ama doce de leite mas não pode comer açúcar ou é intolerante à lactose.
Os pesquisadores afirmam que o novo produto tem 25% menos calorias que o tradicional e pode ser indicado para diabéticos, pessoas intolerantes à lactose ou para dietas com controle de calorias. O doce também pode ser usado como pré-treino, especialmente para atividades físicas que exigem energia rápida para melhorar a performance física, segundo eles.
“Quando retiramos o açúcar, ele fica fluido, como se fosse um leite condensado, o que não agrada ao paladar. Por isso, para chegar à textura mais próxima do original, os produtos que já existem no mercado usam gomas, criando uma sensação gelatinosa, de musse, nem sempre aceita por quem compra”, disse Gustavo Silva Campos, um dos criadores.
Acertar o ponto
Nos laboratórios do Departamento, os estudantes Gustavo Silva Campos e Jonathan Gusmão buscaram desenvolver um doce de leite diferente que alcançasse a textura pastosa, mas sem a adição de açúcar e cozido com o leite já sem a lactose.
É o que as doceiras chamam de acertar o ponto.
“Estamos sempre em busca de criar produtos que atendam às demandas do mercado consumidor”, disse o professor Evandro Martins, responsável pelos alunos de graduação, do Curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.
Retirando o açúcar
Jonathan Gusmão disse que a remoção do açúcar na fabricação do doce de leite gera incrustação nas paredes do equipamento de cozimento, causada pelo depósito de minerais de leite.
Esse foi um dos desafios técnicos que a equipe precisou solucionar para permitir que um doce de leite sem açúcar pudesse ser produzido em escala industrial.
O resultado foi testado e modificado muitas vezes até chegar a um sabor semelhante ao doce tradicional e ainda alcançar textura, sabor, brilho e cor no doce diet e deslactosado.
Segredo da fórmula
Estudantes de MG desenvolvem primeiro doce de leite sem açúcar nem lactose – Foto: divulgação
Os pesquisadores afirmam não podem contar o segredo da formulação e o processo de fabricação, já que o produto está em fase de depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
“Quando chegamos à formulação ideal, os colegas do Departamento nos incentivaram a procurar o Núcleo de Inovação Tecnológica da UFV (NIT). Tivemos toda a orientação e apoio para registrar o produto em nome da Universidade Federal de Viçosa, que será a proprietária da patente”, afirmou o professor Evandro.
Assim que os trâmites junto ao INPI forem concluídos, o NIT iniciará a prospecção de empresas interessadas no licenciamento da tecnologia em busca de parcerias estratégicas para viabilizar a comercialização do doce de leite.
Reclamações dos consumidores
Segundo os pesquisadores, as versões sem açúcar apresentam uma grande quantidade de aditivos para imitar a cor e o aroma do produto original, o que vai na contramão das tendências de mercado, que busca alimentos industrializados com menos ingredientes.
Os consumidores também reclamam do gosto amargo e enjoativo dos adoçantes.
Por isso, foi preciso muito trabalho para ajustar a formulação e achar a dose certa dos produtos usados para retirar a lactose e adoçar sem gerar sabor residual.
Estudantes do ensino médio de Minas Gerais já podem se inscrever no Enem 2025 – Foto: reprodução
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já estão abertas e devem ser feitas até o dia 7/6, exclusivamente pela Página do Participante.
Neste ano, alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas terão uma pré-inscrição já feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em Minas Gerais, cerca de 195 mil estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública estadual estão aptos a se inscrever na edição deste ano do Enem. Além disso, 444 mil estudantes do 1º e 2º anos também podem participar como treineiros, como forma de preparação, sem que o resultado seja válido para acesso ao ensino superior.
Preparação da rede pública
Para apoiar a preparação dos estudantes, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), disponibiliza gratuitamente a plataforma Enem MG. A ferramenta reúne conteúdos alinhados à Matriz de Referência do Enem e oferece videoaulas, simulados, correção de redações e planos de estudo personalizados.
Os estudantes também podem simular suas notas e verificar a chance de ingresso em instituições públicas de ensino superior. Segundo a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Senra, a preparação dos estudantes para o Enem é uma prioridade da rede estadual.
“O Governo de Minas, por meio da plataforma Enem MG, oferece diversas ações de apoio, como simulados, correção de redações e trilhas formativas que ajudam a organizar a rotina de estudos. É essencial que os alunos aproveitem esses recursos desde agora, com foco e dedicação, para alcançar um bom resultado no fim do ano”, destaca a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Senra.
Certificação para o ensino médio
Participantes com 18 anos completos até a data da primeira aplicação da prova, que indicarem, no momento da inscrição, a intenção de obter a certificação do ensino médio, poderão utilizar os resultados do Enem 2025 para este objetivo.
Para isso, é necessário atingir, no mínimo, 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação. A lista das instituições certificadoras será divulgada em portaria específica do Inep. O retorno da certificação pelo Enem não exclui o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que continua sendo aplicado e possibilitando a certificação de conclusão do ensino médio.
Ações realizadas
No último dia 21/5, a rede estadual realizou o segundo teste de redação, que segue o formato do Enem, com a participação de mais de 700 mil estudantes. Além disso, em abril foi realizado o primeiro simulado em preparação para o Enem nas escolas públicas e outro será realizado no segundo semestre, ao longo do ano ainda estão previstos outros testes de redação e aulões.
Os estudantes também podem acompanhar as aulas ao vivo da Maratona Enem, que acontecem de segunda a sexta-feira, sempre às 14h, pelo canal da Educação no YouTube, no canal 2 da multiprogramação da TV Rede Minas, e na plataforma Enem MG. Os estudantes podem acessar as aulas tanto pelo site quanto pelo aplicativo, garantindo praticidade e acessibilidade a todos.
Realização das provas
As provas do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16/11, em todo o país. O exame é composto por quatro áreas do conhecimento (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática) e uma redação.
O resultado do Enem pode garantir vaga em instituições de ensino superior públicas ou privadas, tanto no Brasil quanto no exterior. As formas de acesso incluem o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em instituições públicas; o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas integrais e parciais em faculdades particulares; e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de financiamento estudantil.
Governo de Minas anuncia ferramenta de exercícios inédita para estudantes e educadores da rede pública estadual de ensino – Foto: divulgação
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou, nesta sexta-feira (4/4), do anúncio da ferramenta Série de Exercícios, recurso desenvolvido pelo Google em parceira com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). O sistema é customizado exclusivamente para atender às necessidades da rede pública estadual de ensino de Minas Gerais.
Iniciativa pioneira no mundo, a plataforma disponibiliza aos estudantes um ambiente de aprendizagem interativo e adaptável às necessidades de cada um. Já os professores terão acesso a ferramentas avançadas para planejar aulas, monitorar o desempenho dos estudantes e desenvolver planos de ensino baseados nas dificuldades e desafios individuais.
“Esta parceria vai fortalecer o aprendizado do aluno. Quando ele tiver uma resposta errada, a plataforma avisa e fornece um material de estudo com base no erro. Isso faz com que ele aprenda questões na qual tem dificuldade. Este é um avanço muito importante, pois muda muito a forma de preparação de conteúdo e os professores conseguem detectar as disciplinas que cada estudante tem dificuldade”, destacou o vice-governador Mateus Simões.
O secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga ressaltou que a parceria com o Google capacita os estudantes e melhora a dinâmica de trabalho dos professores.
“Esta é uma parceria inédita no mundo inteiro. É uma tecnologia de ponta que traz modernidade para a nossa rede de ensino”, enfatizou o secretário Igor de Alvarenga.
Experiência personalizada
A plataforma foi especialmente desenvolvida em alinhamento com o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), documento norteador do Governo de Minas. A personalização do Série de Exercícios se destaca pela integração digital com o banco de dados da SEE/MG.
O Estado investiu cerca de R$ 30,6 milhões e a adoção do Série de Exercícios e demais ferramentas do Google Workspace for Education Plus beneficiará aproximadamente 245 mil servidores, além de 1,3 milhão de alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Modernização da educação
Um dos principais avanços da ferramenta é direcionar alunos para diferentes recursos de aprendizagem, conforme as escolhas e desafios identificados durante o processo educativo. Além disso, o AI Tutor, uma inteligência artificial presente na plataforma, reconhece as dificuldades enfrentadas pelos estudantes e sugere estratégias específicas para otimizar o ensino, conforme cada experiência.
Outro diferencial da ferramenta é a possibilidade de feedback instantâneo, permitindo que os alunos recebam orientações imediatas sobre seu progresso e tenham à disposição diferentes recursos de aprendizagem. O mecanismo favorece um aprendizado mais significativo, ajudando a reduzir possíveis lacunas e dificuldades.
Tecnologia avançada
O Série de Exercícios integra um conjunto de funcionalidades avançadas do Google Workspace for Education Plus. O pacote inclui análise de dados para acompanhamento detalhado do desempenho dos alunos, maior capacidade de armazenamento em nuvem para facilitar o acesso a materiais didáticos, gravação e transcrição de reuniões no Google Meet, criação de enquetes para estimular a participação ativa dos estudantes e a expansão das salas de videoconferência para até 500 participantes, com transmissão ao vivo para até 100 mil pessoas.
A plataforma também conta com uma biblioteca que disponibiliza relatórios de plágio para auxiliar na avaliação acadêmica, o Google Cloud Search para pesquisas personalizadas e o AppSheet, uma ferramenta no Code que permite a criação de aplicativos educacionais por professores e estudantes.
Ao trazer tecnologia avançada para a sala de aula, os professores do estado de Minas Gerais vão ter ferramentas para desenvolver e acompanhar o aprendizado dos estudantes de forma mais adaptativa e individualizada, permitindo potencializar e incrementar ainda mais no aprendizado dos matriculados na rede.
Estudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEE
Um grupo de 38 estudantes da rede pública de ensino de Minas Gerais está a caminho da Tailândia para representar o Brasil na International Talent Mathematics Contest (ITMC), a mais prestigiosa competição de matemática do mundo. O evento ocorrerá entre os dias 22 e 26/2 em Bangkok. Essa conquista reflete os projetos educacionais desenvolvidos nas escolas da rede estadual, destacando os jovens talentos em matemática.
Com o apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o sonho dessa viagem tornou-se realidade, com um investimento de R$ 1,1 milhão, que cobre as despesas, incluindo passagens aéreas, hospedagem e alimentação para todos os estudantes, além das despesas dos professores e servidores que os acompanharão.
A superintendente de Políticas Pedagógicas da SEE/MG, Rosely Lima, enfatiza que a participação dos estudantes em um evento internacional enriquece sua formação integral e valoriza a educação pública mineira.
“Ao financiar esses estudantes e profissionais, pensamos na valorização da educação pública e tudo o que pode acrescentar à formação desses estudantes, além de servir de incentivo àqueles que poderão participar futuramente”, comenta a superintendente.
Minas Gerais terá a maior delegação brasileira na competição, totalizando 53 pessoas. No total, 122 participantes de todo o país estarão presentes, dos quais 87 são estudantes.
As escolas que representarão Minas Gerais na competição são: E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira (Belo Horizonte); Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) – Unidade Argentino Madeira (Belo Horizonte); E.E. Sant’Ana (Brasília de Minas, no Norte de Minas); E.E. Regina Pacis (Raul Soares, na Zona da Mata); e E.E. Presidente Bernardes (Pouso Alegre, no Sul de Minas).
Desempenho excepcional
Os estudantes, em sua maioria do ensino médio, foram selecionados para representar o estado devido ao seu excelente desempenho na edição de 2024 da Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras (OIMSF). Na etapa nacional, eles conquistaram duas medalhas de ouro, dez de prata e 22 de bronze, além de oito medalhas de ouro na etapa regional.
Os estudantes da E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, na capital, que estudam à noite, mostraram que não existem limites para quem busca resultados. A diretora da escola, Cristina Andrade, expressou seu orgulho.
“A conquista desses estudantes é um imenso orgulho, especialmente por serem do noturno, trabalharem durante o dia e, mesmo assim, dedicarem-se muito. Essa experiência é importante para o amadurecimento, para o crescimento e para o futuro deles”, comenta.
Expectativas para a competição
A delegação mineira embarca para a Tailândia a partir do dia 18/2, acompanhada por professores, diretores e profissionais da educação. Em um misto de felicidade e ansiedade, os estudantes estão se preparando desde o ano passado para essa importante competição.
Diully Ranieri, 17 anos, da E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, compartilha sua emoção por viajar para fora do país pela primeira vez. “A prova é em inglês, então estudo um pouco do idioma e matemática todos os dias. Espero voltar com boas experiências sobre a cultura, a comida e, claro, com uma medalha,” diz.
Já em Pouso Alegre, Breno Henrique, 18 anos, estudante do 3º ano do ensino médio da E.E. Presidente Bernardes, comenta sobre os desafios enfrentados: “Sacrificamos nosso tempo nas férias para estudar, mas é um sacrifício necessário. É divertido compartilhar essa jornada com meus colegas e tenho certeza de que será inesquecível.”
Diego Xavier, professor de matemática do grupo de Breno, expressou suas expectativas: “Nosso time está muito bem preparado. Revisamos conteúdos e praticamos com provas anteriores. Estamos confiantes de que teremos um bom desempenho, assim como na fase inicial, onde ganhamos medalhas de ouro”.
Sobre a Olimpíada
O ITMC é promovido pela Thai Talent Training (Treinamento de Talentos Tailandeses), uma agência de educação em matemática. A competição contará com provas individuais em inglês, ressaltando a importância dos estudantes se dedicarem a diversas áreas do conhecimento. No Brasil, a olimpíada é organizada pela Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (POC), com a meta de despertar o interesse dos alunos por inovação, ciência e tecnologia.
Estudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEEEstudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEEEstudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEEEstudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEEEstudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEE
Governo de Minas anuncia distribuição de kits escolares para cerca de 350 mil estudantes, programa inédito na rede estadual de ensino – Foto: divulgação
O vice-governador de Minas Gerais, Professor Mateus, participou do início da distribuição de kits escolares para aproximadamente 350 mil estudantes da rede pública estadual, nesta segunda-feira (10/2), em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce
A iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), quer promover a equidade no aprendizado, assegurando que os alunos tenham acesso aos materiais necessários para o desenvolvimento das atividades educacionais e incentivando a permanência na escola.
“Tomamos uma decisão no final do ano passado, considerando a queda de poder de aquisição das famílias mais pobres, especialmente por conta da inflação de alimentos. Por isso, pusemos de pé um programa para atender as escolas nas regiões mais vulneráveis”, disse o vice-governador.
A ação beneficiará 1.097 escolas em 400 municípios mineiros, com investimento de R$ 66 milhões. O Governo de Minas vai destinar os recursos de forma descentralizada, diretamente pelas escolas, estimulando a economia local, ao fortalecer fornecedores regionais.
A previsão é que os kits sejam entregues em duas etapas: a primeira consiste na entrega dos materiais escolares adquiridos pelas próprias escolas, que ocorrerá a partir desta segunda-feira. Professor Mateus apresentou os kits e destacou o contato do Governo de Minas com os pais que dependem de auxílio para complementar a renda.
“Nós estamos falando de mochila, estojo, caderno, caneta, canetinha, régua, tesoura, cola. Nós conversamos com alguns pais – especialmente os que dependem de Bolsa Família – e eles disseram que teriam que escolher entre comprar material para o aluno ou fazer a compra de casa”, explicou Professor Mateus.
A segunda etapa contempla a entrega das mochilas e estojos personalizados. Por conta da logística necessária para atender todo o estado, esses itens serão distribuídos ao longo de fevereiro e março aos estudantes.
Governo de Minas anuncia distribuição de kits escolares para cerca de 350 mil estudantes, programa inédito na rede estadual de ensino – Foto: divulgação
“Esses kits vão aumentar a motivação para o início do ano letivo e, com certeza, melhorar ainda mais a educação no estado”, destacou o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais disponibiliza, neste link, um guia para responder às principais perguntas sobre os kits escolares.
Materiais diferenciados
Os materiais seguirão padrões de alta qualidade e segurança, com certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). As escolas já receberam as orientações da Secretaria de Estado de Educação com as especificações técnicas do material a ser adquirido.
Os kits foram cuidadosamente planejados para atender às necessidades pedagógicas de cada etapa de ensino e estão divididos em:
• Anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano): Apontador, borracha, lápis grafite, cadernos (brochurão e desenho), lápis de cor, giz de cera, caneta hidrográfica, régua, tesoura sem ponta, cola branca, estojo e mochila.
• Anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano): Apontador, borracha, lápis grafite, cola branca, cadernos universitários, transferidor, esquadros e canetas esferográficas.
• Ensino médio e EJA: adiciona-se cadernos de 180 folhas e canetas marca-texto.
Público-alvo
A seleção foi feita com base no Indicador de Nível Socioeconômico (NSE), ferramenta utilizada para classificar escolas da educação básica no Brasil segundo fatores socioeconômicos.
O NSE permite identificar com precisão as escolas que atendem estudantes em maior situação de vulnerabilidade, garantindo que os recursos sejam direcionados às localidades que mais precisam.
O indicador avalia diversos fatores, como renda média familiar, escolaridade dos pais ou responsáveis, acesso a bens de consumo duráveis – como geladeira, computador e automóvel, infraestrutura disponível na residência (acesso a água encanada, energia elétrica e internet), além das condições do entorno e da escola.
Escolas localizadas em regiões onde a maioria das famílias possui baixa renda e acesso limitado a recursos básicos, por exemplo, são priorizadas com base nesse indicador.
Assim, foram selecionadas 1.097 instituições de ensino, abrangendo 1.312 endereços em 400 municípios. Todas as matrículas dessas escolas, independentemente do nível de ensino, serão atendidas.
Início do ano letivo 2025
Conforme previsto no Calendário Escolar 2025, o ano letivo da rede estadual de ensino começa nesta segunda-feira (10/2). Durante o período de férias o Governo de Minas, por meio da SEE/MG, promoveu melhorias nas escolas, como pintura, troca de telhados, limpeza de caixas d’água, poda de árvores e reformas. Essas ações foram viabilizadas por meio do recurso de manutenção predial que destinou aproximadamente R$ 156 milhões.
Governo de Minas anuncia distribuição de kits escolares para cerca de 350 mil estudantes, programa inédito na rede estadual de ensino – Foto: divulgação
Escolas da rede estadual de Minas Gerais se preparam para receber estudantes no início do ano letivo – Foto: divulgação
Com a aproximação do fim das férias escolares, cresce a expectativa dos estudantes para o retorno às aulas, marcado para o dia 10 de fevereiro, que dará início ao ano letivo de 2025.
Para garantir um ambiente acolhedor e funcional, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), está promovendo melhorias nas escolas, incluindo pintura, troca de telhados, limpeza de caixas d’água, poda de árvores e reformas.
Essas ações, viabilizadas por meio do recurso de manutenção predial que destinou aproximadamente R$ 156 milhões para reparos nas unidades escolares, conservam as estruturas e garantem segurança, especialmente diante do período de chuvas.
A SEE/MG acompanha de perto essas intervenções, assegurando que os espaços estejam adequados para receber estudantes e servidores com conforto, segurança e melhores condições de aprendizado.
“A preparação para o início do ano letivo inclui a manutenção preventiva e a corretiva das nossas unidades, garantindo mais conforto para estudantes e servidores. Temos acompanhado essas intervenções, inclusive devido às chuvas intensas que atingiram diversas regiões do estado nas últimas semanas”, afirma a subsecretária de Administração da SEE/MG, Luciana Quaresma.
Revitalização de bibliotecas
Lançado em setembro de 2024, o Projeto de Leitura e Escrita representa um marco na educação mineira, com um investimento histórico de R$ 212 milhões – o maior já realizado pelo Estado com foco no desenvolvimento da leitura.
Desse montante, R$ 180 milhões foram destinados à revitalização de bibliotecas em mais de 3,4 mil escolas.
Na Escola Estadual Orlando Alves Pereira, em Taparuba, da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Caratinga, os estudantes serão recebidos com um ambiente de leitura renovado, proporcionando uma experiência mais envolvente para o aprendizado. Foram investidos cerca de R$ 32 mil em mobiliários e acervo literário.
Para o diretor Alex Correa, a transformação da biblioteca representa um avanço significativo no incentivo ao hábito de ler e no desenvolvimento dos estudantes.
“Nossa biblioteca tornou-se um espaço muito mais aconchegante e atrativo para os nossos estudantes, onde além dos clássicos da literatura conseguimos atender também os pedidos dos nossos alunos com suas sugestões de obras para o espaço. Assim, incentivamos a leitura puramente por prazer, além de incentivar os projetos de leitura e escrita da escola”, destaca.
Plano
Além das melhorias estruturais, a Secretaria enviou às SREs e gestores escolares o Plano Estratégico de Preparação para o Início do Ano Letivo.
O documento tem diretrizes sobre a organização dos espaços escolares, planejamento da alimentação, alocação de profissionais e planejamento pedagógico.
O plano foi acompanhado de uma carta do secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, destacando o compromisso da rede com o acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes.
Na mensagem, o secretário mencionou o investimento de R$ 374 milhões por meio do Programa Estadual de Melhoria e Investimento no Ensino Público (Premiep), reforçando a necessidade de aplicação estratégica dos recursos na modernização das escolas e no fortalecimento das atividades pedagógicas.
Além disso, enfatizou a importância das avaliações externas e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no aprimoramento do ensino, ressaltando a necessidade da participação ativa da comunidade escolar nesses processos.
Estudantes de Alpinópolis conquistam medalhas em jornada de foguetes no Rio de Janeiro – Foto: divulgação
Três estudantes do Ensino Médio de Alpinópolis (MG) conquistaram a medalha de prata na 59ª Jornada de Foguetes, realizada entre os dias 21 e 24 de outubro em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.
A conquista veio após uma trajetória de dedicação e preparo, que começou com a participação dos alunos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e na Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), fases preliminares da competição.
Os alunos Sara Nassor Bueno de Paula e Pedro Arimatéia Tozzi de Oliveira, ambos do 2º ano do Ensino Médio, e Sofia Nassor Brasileiro do Carmo, do 1º ano, integraram a equipe orientada pelos professores André Leonel e Berenice Nassor.
Os jovens, todos estudantes da Cooperativa de Ensino de Alpinópolis, foram selecionados para participar da competição nacional após se destacarem na Mobfog com lançamentos de foguetes de garrafa PET, que atingiram excelentes alcances, respeitando as normas de segurança e desempenho exigidas pela organização.
A diretora da escola, Oxlaine Cristina dos Santos Rodrigues, destacou o orgulho e a importância da conquista para a comunidade escolar. “Esses alunos são o exemplo de como o comprometimento e a paixão pelo conhecimento podem abrir portas. A medalha de prata é o reconhecimento de um trabalho coletivo e de um talento que nos enche de esperança para o futuro”, disse.
A Jornada de Foguetes, realizada em Barra do Piraí (RJ), é uma competição nacional que busca promover o interesse dos estudantes pela ciência espacial, combinando provas teóricas e práticas que exploram física, química, matemática e aerodinâmica. O evento faz parte da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que anualmente reúne estudantes de todo o Brasil, de diferentes níveis educacionais, e visa fomentar o conhecimento sobre o universo e incentivar a formação de futuros cientistas.
Sebastião Sandre Ângelo, presidente da entidade mantenedora da escola, ressaltou o papel da cooperativa de ensino e dos professores orientadores no apoio ao desenvolvimento científico dos alunos. “É uma honra para nós vermos nossos estudantes representando Alpinópolis em uma competição de nível nacional. Investir no conhecimento e na criatividade dos jovens é investir no futuro da nossa cidade e do país”, disse. (Clic Folha)
Estudantes de uma escola técnica brasileira desenvolveram uma luva que combate um dos principais sintomas do Parkinson: os tremores. Tecnologia para melhorar vidas!
A ideia do grupo, da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Paulo Freire, em Carnaíba, Pernambuco, veio por uma causa nobre. Os alunos descobriram que a mãe de um professor do colégio sofre com a doença e resolveram ajudar.
Para chegar ao projeto final, os estudantes uniram conceitos de robótica e física que aprenderam durante o ano letivo. A luva tem um motor que funciona como um giroscópio, garantindo estabilidade para a mão e custa menos de R$ 100. As de mercado chegam a custar R$ 8 mil.
Professor motivou
A orientação do projeto, desenvolvido no clube de robótica da escola, ficou sob a responsabilidade dos professores Gustavo Bezerra e Carla Robecia.
Foi a partir de uma conversa com Gustavo que os estudantes Danilo Morais, Felipe Santos, Gustavo Henrique e Rayane Morais, se sentiram motivados.
“Eu tive que faltar alguns dias pra levar minha mãe a um tratamento de Parkinson e, quando cheguei lá no clube, comentei com os alunos que ela estava enfrentando essa necessidade. Então, os quatro estudantes do grupo discutiram a possibilidade de encontrar uma alternativa na robótica. Achei muito bacana, porque, por mais que eu sempre tenha desenvolvido projetos com os alunos para resolver problemas da comunidade, eu nunca imaginei que pudesse ser um problema tão próximo a mim”, explicou.
Estabilizando a mão
A partir do desafio, o grupo começou a trabalhar duro para construir algo que pudesse fazer a diferença na vida de muita gente. E eles conseguiram!
A primeira parte do projeto foi encontrar um motor de alta rotação. Essa peça seria usada para funcionar com um antitremor.
“Eles chegaram ao motor de HD de computador, disponível em algumas máquinas antigas lá na escola. A rotação desse motorzinho na superfície da mão vai fazer com que o portador evite realizar movimentos involuntários, tentando controlar os movimentos causados pelo Parkinson”, explicou o orientador.
O primeiro protótipo, além do motor, também leva componentes eletrônicos e uma placa programável. Tudo isso é acoplado a uma luva tradicional de academia.
Para polir, lixar e deixar o objeto mais perfeito possível, os estudantes usaram materiais disponíveis no Espaço 4.0 da escola.
Segundo Rayane Morais, uma das estudantes envolvidas, a fase de testes é a mais delicada. Isso porque, de início, eles não poderiam testar a ideia com uma pessoa que tem a doença.
“A gente não poderia testar logo de cara em uma pessoa que tem a Doença de Parkinson, então um amigo nosso ia usando e dizia o que incomodava. O objetivo foi preservar a autonomia sem afetar o desempenho do nosso protótipo”.
Mesmo com todas as dificuldades, a luva foi um dos 50 melhores projetos de 2023 do Solve for Tomorrow, um prêmio da Samsung, e o primeiro lugar no QCiência, eventos e ciência e tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco.
Além disso, para Rayne, o trabalho na pesquisa abriu portas. Antes de se envolver na fabricação, ela queria cursar letras, mas ao longo do trabalho descobriu a paixão pela tecnologia. Hoje ela cursa Sistemas de Informação na UFPE.
“Com a ajuda dos colegas, consegui me adequar melhor ao projeto. Essa oportunidade me mostrou uma área que eu consegui me identificar e que eu me sinto mais à vontade e mais confiante em atuar profissionalmente.”, conta a jovem, que antes planejava cursar licenciatura em letras.
Futuro da luva
Como grupo inicial concluiu o Ensino Médio, a luva agora está sob a responsabilidade de um outro time.
O objetivo é melhorar cada vez mais o dispositivo.
“Dentre essas melhorias, a gente visa diminuir o tamanho dela para ficar mais confortável para o portador da doença, substituindo o Arduino Uno por um Arduino Nano, além de deixar ela mais automatizada, acoplando baterias recarregáveis, o que vai facilitar a locomoção das pessoas com a luva”, explicou Gustavo em entrevista à Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco.
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