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Jornal Folha Regional

Passos tem etanol e gasolina mais baratos do estado, diz ANP

Passos tema a gasolina e o etanol mais baratos de Minas. Em dezembro, a gasolina aditivada vendida no município tinha o preço mais em conta no estado e a gasolina comum e o etanol estavam na segunda posição, segundo levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No etanol, Passos divide com Uberaba o primeiro lugar no ranking de meno preço.

Na última pesquisa da ANP, realizada entre os dias 8 e 14 deste mês, a gasolina comum estava com preço médio de R$4,74, com máximo em R$4,99 e mínimo em R$4,59. O valor médio teve alta de R$0,02 em relação à pesquisa realizada em dezembro, quando a gasolina comum registrava R$4,72.

Em relação ao último mês, o gás de cozinha registrou redução no preço médio, enquanto todos os outros combustíveis registraram aumento de preço. O levantamento realizado no mês de dezembro pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que a gasolina comum e aditivada, o etanol e o óleo diesel, na versão comum e na versão S10, tiveram aumento nos preços médios.

Ainda conforme a última pesquisa, o preço médio da gasolina aditivada em Passos era de R$4,83, o que representa um aumento de 2,6% em relação ao último mês, quando registrava R$4,71. Mesmo com o aumento, a gasolina aditivada de Passos se manteve na primeira colocação entre as mais baratas de Minas. O etanol registrou R$3,73 no preço médio, com máxima de R$3,99 e mínima de R$3,59, mas em relação ao último mês, apresentou um aumento de 1,4% no município, já que registrava R$3,68 no valor médio.

No diesel, Passos estava com preço médio de R$6,11 na versão comum e de R$6,35 na versão S10 na pesquisa da segunda semana de janeiro. No mês anterior, o valor estava em R$6,10 e R$6,19, respectivamente. Entre os municípios pesquisados, o óleo diesel comum mais barato do estado foi encontrado em Lavras (R$5,20). Na versão S10, Guaxupé lidera o ranking do preço médio mais em conta R$6,07 de média.

A última pesquisa de preços realizada pela ANP em Minas foi feita nos municípios de Araguari, Araxá, Barbacena, Belo Horizonte, Betim, Campo Belo, Caratinga, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Coronel Fabriciano, Curvelo, Divinópolis, Formiga, Frutal, Governador Valadares, Guaxupé, Ipatinga, Itaúna, Ituiutaba, Juiz de Fora, Lavras, Manhuaçu, Monte Carmelo, Montes Claros, Muriaé, Nova Lima, Pará de Minas, Passos, Patos de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, São João Del Rei, São Sebastião do Paraíso, Sete Lagoas, Timóteo, Uberaba e Uberlândia.

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO

O município de São Sebastião do Paraíso voltou a fazer parte da pesquisa de preços da ANP. No último levantamento, o etanol hidratado registrou preço médio de R$4,10, com máxima de R$4,69 e mínima de R$3,90. A gasolina comum estava com média de R$5,28 e, a aditivada, R$5,33. O óleo diesel apontou valor médio de R$6,42 na versão comum e R$6,58 na versão S10.

GLP

O gás liquefeito de petróleo (GLP) foi o único que apresentou queda de preço no município de Passos. Em dezembro, o botijão de 13 quilos do gás de cozinha estava com preço médio R$112,50 e, na última pesquisa, realizada em janeiro, registrou R$107,28, uma redução de 4,4% ou de R$5,22. Em São Sebastião do Paraíso, o gás de cozinha apresentou valor médio de R$96,41 na última pesquisa. (Clic Folha)

Ministério da Justiça notifica postos que aumentaram preço da gasolina

O governo Lula prorrogou oficialmente a isenção de impostos federais sobre o diesel, o etanol e a gasolina na última segunda-feira (2). Alguns postos pelo país, inclusive em Belo Horizonte e região, aumentaram o preço dos combustíveis na virada do ano sob a justificativa de que o decreto demorou um dia para ser publicado no “Diário Oficial da União (DOU)” e que, por isso, as distribuidoras elevaram os valores, também impulsionados por alta na demanda. Agora, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, afirma que notificará estabelecimentos que elevaram os preços neste início do ano.

O novo secretário do órgão, Wadih Damous, afirmou em suas redes sociais, na noite de segunda-feira, que desconfia das motivações por trás dos aumentos. “Inaceitável e inexplicável a alta da gasolina pois não houve aumento no preço internacional do barril de petróleo e a isenção de tributos federais sobre os combustíveis foi renovada. Como secretário nacional do Consumidor, já mandei notificar esses postos.Parece coisa orquestrada”, escreveu, no Twitter. A reportagem questionou a Senacon sobre quantos postos em Minas foram notificados e quais são as possíveis consequências para os estabelecimentos e aguarda retorno.

Em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, a reportagem apurou altas de quase R$ 1 nessa segunda-feira, com a gasolina beirando os R$ 6. Na semana do Natal, segundo levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro, o preço médio da gasolina na região era R$ 4,79. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Minaspetro) justifica que as distribuidoras vinham aumentando os preços desde a última semana de 2022, devido à alta demanda das festas de final de ano.

Somado a isso, de acordo com o sindicato, os postos teriam comprado combustível mais caro, já com a reincidência dos impostos federais, a partir de meia-noite do dia 1º de janeiro até pelo menos o final da manhã dessa segunda, quando foi publicada a Medida Provisória (MP) que zera esses tributos. “Diante desse aumento de tributos, em sequência à perceptível alta do final de ano em função de repasse das distribuidoras pelo aumento da demanda, já observa-se postos carregados com estoques mais caros, estoques esses que podem durar por alguns dias”, afirma trecho da nota do Minaspetro, divulgada poucas horas antes da publicação da MP. A reportagem também procurou as distribuidoras, por meio da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Federação Brasilcom), porém a instituição disse que não comenta questões relativas a preços.

Consumidores podem acionar o Procon-MG caso se sintam lesados com o aumento dos preços neste início de ano. O aumento de preços não é ilegal, mas, se o consumidor entender que o valor foi abusivo, pode acionar os órgãos de proteção, de acordo com o advogado especialista em Direito do Consumidor, Bruno Brugarelli. “Não existe um tabelamento de preços em relação a combustíveis, mas é claro que há uma referência da Petrobras sobre os valores praticados. Se tem um aumento da noite para o dia que, aparentemente, nada justifica, é claro que cabe aos órgãos de proteção e defesa do consumidor abrir uma investigação preliminar para verificar o que motivou este aumento, se há algum abuso econômico. Apurada esta questão, aí sim aplicar uma sanção aos postos de combustíveis”, explica.

A reportagem procurou o Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na manhã desta terça-feira (3) e o órgão afirmou que aguardará “alguns dias para se pronunciar”. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), também consultada pela reportagem, orientou que, caso algum cidadão se sinta lesado, procure a unidade policial mais próxima para registrar um boletim de ocorrência a fim de iniciar uma investigação.

Leia a nota do Minaspetro, divulgada antes da publicação da MP de Lula, na íntegra

“A manutenção da desoneração dos impostos federais sobre os combustíveis, anunciada pelo novo governo, ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. Os revendedores que adquiriram produtos nas bases a partir da 00 hora do dia 1° de janeiro, já têm estoques majorados pela incidência de PIS, Cofins e Cide. 

Diante desse aumento de tributos, em sequência à perceptível alta do final de ano em função de repasse das distribuidoras pelo aumento da demanda, já observa-se postos carregados com estoques mais caros, estoques esses que podem durar por alguns dias.

É preciso ressaltar que os postos são substituídos tributários, ou seja, quando compram os combustíveis, o imposto já vem recolhido. Isso significa que os revendedores só conseguirão repassar o desconto tributário quando a companhia assim o fizer”.

Passos tem gasolina aditivada mais barata em Minas, segundo ANP

Os preços dos combustíveis caíram em Passos no mês de dezembro. A cidade possui a gasolina aditivada mais barata de Minas Gerais, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Os valores cobrados pela gasolina comum e o etanol ficaram em segundo entre os mais baratos do estado na última semana.

A pesquisa foi realizada pela ANP entre o final de novembro e a última semana. As informações mostram queda nos valores cobrados pelo diesel comum e S10, na gasolina comum e aditivada, e no etanol, nos postos de combustíveis de Passos.

De acordo com o levantamento realizado entre os dias 18 e 24 deste mês, em Passos, o preço médio da gasolina comum estava em R$4,72, com máximo de R$4,99 e mínimo de R$4,63. O valor médio é maior que o registrado na semana anterior (R$4,68), mas menor que o verificado no período de 27 de novembro a 3 de dezembro (R$4,95), o que representa uma queda de R$0,23, cerca de 4,4%.

Também na última pesquisa, o etanol registrou preço médio de R$3,68 no município, sendo o preço mínimo R$3,58 e o máximo R$3,89. O valor apresenta um aumento de cerca de 2,5% no preço médio registrado no levantamento anterior. Levando em conta o final do mês de novembro, o preço médio do etanol caiu em R$0,16, uma redução de aproximadamente 4%.

Já a gasolina aditivada e o óleo diesel apresentaram redução de preço na última pesquisa. O preço da gasolina aditivada reduziu R$0,01 em relação ao levantamento anterior. O preço do óleo diesel comum reduziu R$0,11 e, na versão S10, apresentou R$0,22 de redução. Nos últimos três levantamentos da ANP, tanto a gasolina aditivada como o óleo diesel reduziram o preço médio no município.

A ANP fez pesquisa de preço em 27 municípios mineiros, sendo: Araguari, Araxá, Barbacena, Belo Horizonte, Betim, Caratinga, Contagem, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Frutal, Governador Valadares, Ipatinga, Ituiutaba, Manhuaçu, Monte Carmelo, Montes Claros, Muriaé, Nova Lima, Pará de Minas, Passos, Patos de Minas, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Timóteo, Ubá e Uberlândia.

Entre esses, o etanol mais barato está em Araguari e a gasolina comum, em Barbacena. Já a gasolina aditivada com menor preço médio é a de Passos. O único município com óleo diesel abaixo dos R$6 é Coronel Fabriciano, que tem preço médio de R$5,99 no combustível.

Com informações de Clic Folha.

Gasolina tem nova baixa e termina 2022 R$ 2,14 mais barata

O motorista termina 2022 pagando quase 31% a menos pelo litro da gasolina, em comparação a janeiro deste ano, mostra levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro, divulgado nesta segunda-feira (26). O preço médio do combustível em Belo Horizonte e região é, hoje, R$ 4,79 — no início do ano, chegava a R$ 6,93. Em um mês, desde o final de novembro, o combustível teve uma nova queda de 2,4% e ficou R$ 0,14 mais barato. A baixa ocorreu após a Petrobras diminuir em 6% o preço de venda às refinarias no início de dezembro, a quinta redução do segundo semestre.

O diesel, por outro lado, essencial para caminhoneiros, vans, ônibus e máquinas agrícolas, por exemplo, ficou mais caro ao longo de 2022. Em janeiro, o preço médio na capital mineira era R$ 5,69. Ele aumentou 12,3% e chega ao final do ano a R$ 6,39, mesmo após uma baixa de 4,4% no último mês.

O etanol também ficou mais barato desde dezembro, com um corte de cerca de 2,6% na bomba, e chegou à média de R$ 3,80. Ainda assim, hoje ele ultrapassa 70% do valor da gasolina — quando isso ocorre, a opção não compensa para o motorista, pois o combustível rende menos no tanque, em geral. Desde o começo do ano, o álcool baixou 27,8%. Em janeiro, o preço médio era R$ 5,26.

Gasolina custa até R$ 5,29 em BH

O motorista encontra uma variação de até 15,2% no preço da gasolina entre diferentes postos. A opção mais barata registrada pelo Mercado Mineiro, R$ 4,59, foi localizada no bairro Santa Efigênia, na região Leste de BH. Já a mais cara, R$ 5,29, foi no Belvedere, na região Centro-Sul. O preço do etanol varia 12,4% e vai de R$ 3,64, no mesmo posto no Santa Efigênia, a R$ 4,09 no Belvedere.

O cenário se repete para o diesel, que custa de R$ 6,09 em sete diferentes postos espalhados pela capital e Contagem, na região metropolitana, a R$ 7,05 no Nova Suíssa, na região Oeste de BH.

Petrobras reduz preços do diesel e da gasolina

Os preços da gasolina e do diesel vendidos pela Petrobras às distribuidoras vão ficar menores a partir da próxima quarta-feira (7).

Segundo a estatal, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, uma redução de R$ 0,20 por litro, ou 6,1%. Já no caso do diesel A, o preço médio de venda do litro passará de R$ 4,89 para R$ 4,49, uma redução de R$ 0,40 por litro, ou 8,2%.

O preço do diesel havia sido alterado pela última vez em 20 de setembro, quando o valor do litro foi reduzido de R$ 5,19 para R$ 4,89. Já o litro da gasolina estava inalterado desde 2 de setembro, quando o preço havia caído de R$ 3,53 para R$ 3,28.

Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 4,04 a cada litro vendido na bomba. Já no caso da gasolina, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,25 a cada litro vendido na bomba.

“Essas reduções acompanham a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, diz a estatal em nota.

Gasolina sobe pela quarta semana seguida e fica perto de R$ 5, diz ANP

O preço médio da gasolina comum subiu pela quarta semana consecutiva nos postos do Brasil, indicou pesquisa divulgada nessa segunda-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O litro foi vendido por R$ 4,98 na semana passada (30 de outubro a 5 de novembro). É uma alta de 1,4%, ou R$ 0,07 a mais, em relação aos sete dias anteriores (23 a 29 de outubro), quando o combustível estava em R$ 4,91.

A semana passada foi marcada por protestos de grupos bolsonaristas que contestam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Esses atos bloquearam rodovias, o que dificultou o fornecimento de combustíveis em regiões como Santa Catarina e o interior de São Paulo. A gasolina já custa R$ 5 ou mais, em média, em 11 unidades da federação, de acordo com a ANP. O maior valor médio foi registrado na Bahia: R$ 5,51. O Rio Grande do Norte (R$ 5,44) veio em seguida.

Na outra ponta da lista, o menor preço foi verificado em Mato Grosso do Sul: R$ 4,78. A Paraíba aparece com o segundo mais baixo (R$ 4,79). A sequência de quatro altas da gasolina ocorre após 15 semanas de quedas, conforme os dados da ANP. As baixas haviam sido provocadas por cortes de impostos e reduções dos valores praticados nas refinarias da Petrobras.

Às vésperas do segundo turno das eleições, o petróleo voltou a ganhar força no mercado internacional, o que pressionou os combustíveis nas refinarias do Brasil. A Petrobras, contudo, segurou repasses em meio à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Enquanto isso, o avanço do etanol passou a impactar o preço da gasolina nas bombas.

Etanol e diesel também sobem

O litro de etanol alcançou R$ 3,70 nos postos na semana passada, conforme a ANP. A alta foi de 1,9% em relação aos sete dias anteriores (R$ 3,63). Já o óleo diesel atingiu R$ 6,58 no semana passada. A marca significa leve aumento de 0,3% frente aos sete dias anteriores (R$ 6,56).

Na abertura do mercado nesta segunda-feira, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calculava a defasagem da gasolina em 3% por litro nas refinarias, ou R$ 0,10 abaixo da paridade de importação. A defasagem do diesel era maior, de 8%, ou R$ 0,40. Em outras palavras, os preços nas refinarias do Brasil ainda estão em nível inferior a valores praticados no exterior. 

Preço da gasolina sobe pela terceira semana seguida nos postos

Apesar da Petrobras manter congelado há 60 dias o preço do combustível para as refinarias, a gasolina continua subindo de preço nos postos de abastecimento, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana de 23 a 29 de outubro, o combustível teve alta de 0,6%, com preço médio em todo o País de R$ 4,91 por litro, ainda se mantendo abaixo dos R$ 5.

O preço máximo de revenda encontrado pela ANP foi de R$ 7,34 por litro e o mais baixo, de R$ 3,49 por litro.

Já o preço do diesel S10 caiu 0,6%, para uma média de R$ 6,68, com o valor mais alto atingindo R$ 8,49 e o mais baixo, R$ 5,96 por litro.

Gás 0,2% mais barato

Já o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de 13 quilos, ou gás de cozinha, teve queda de 0,2% na revenda, para uma média de R$ 109,86. O preço mais alto encontrado pela agência no período foi de R$ 149 e o mais baixo, de R$ 83 por botijão.

Durante a campanha eleitoral encerrada no domingo passado, a queda no preço dos combustíveis foi uma das principais bandeiras que o presidente Jair Bolsonaro utilizou para sinalizar à população que o governo tomara medidas para reduzir o valor do insumo. A zeragem de impostos federais contribuiu para a queda de preços, além da redução dos impostos estaduais, mas também contribuiu para o cenário o fato de o preço do barril do petróleo ter caído nos últimos meses. Essa realidade, porém, mudou nas últimas semanas, devido à instabilidade no cenário internacional, e o preço do petróleo voltou a subir, de forma a pressionar a Petrobras, que ainda assim evitou reajustes.

Conforme o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), na terça-feira anterior à eleição a gasolina da estatal estava 12,27% (ou R$ 0,46 por litro) mais barata do que os preços internacionais, e o diesel, 14,13% (ou R$ 0,80 por litro). Mesmo sem reajustes nas refinarias, a pressão inflacionária levou a aumentos no preço dos combustíveis nos postos.

Preço da gasolina volta a subir após 15 semanas de queda, mostra ANP

Após 15 semanas consecutivas de queda, o preço da gasolina voltou a subir no Brasil na última semana. Segundo pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (17), o valor médio do litro passou de R$ 4,79, entre os dias 2 e 8 de outubro, para R$ 4,86 na semana entre 9 e 15 deste mês, uma alta de R$ 0,07 ou quase 1,5%.

A gasolina passou por um período de baixa após quatro reduções anunciadas pela Petrobras, sendo que a última delas passou a valer no início de setembro. O combustível também sofreu os efeitos da limitação da alíquota do ICMS nos estados, que entrou em vigor em julho, após o pico de R$ 7,39 em junho.

Internacionalmente, o petróleo passa por uma valorização e a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta uma defasagem nos preços nacionais.

Os dados da entidade mostram que a gasolina no Brasil, nesta segunda-feira, era comercializada, em média, R$ 0,30 mais barata do que no mercado internacional. No caso do diesel, a defasagem era ainda maior: de R$ 0,70.

Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBI), o aumento da gasolina pode ter duas explicações.

“No Brasil, o preço da bomba é livre. O dono do posto pode achar que a economia melhorou, que as pessoas estão com uma situação melhor e quer melhorar a margem dele. Aí vai lá e aumenta. Outra possibilidade é que o dono do posto pode estar imaginando que a Petrobras vai aumentar o preço porque está com defasagem. Aí já aumenta para se preparar para comprar”, pontuou.

O boletim atualizado da ANP mostra que o preço médio do diesel comum (S500) foi de R$ 6,51 entre os dias 8 e 15 deste mês, após ser encontrado a R$ 6,52 na semana anterior. Já o diesel S10 registra uma média de R$ 6,65, após R$ 6,66 entre os dias 2 e 10.

Com uma redução de 5% programada a partir de 1º de novembro pela Petrobras às distribuidoras, o Gás Natural Veicular (GNV) foi observado, em média, a R$ 4,87, contra R$ 4,90 na semana anterior.

Já o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, era encontrado a R$ 110,62, entre 2 e 10 de outubro, em queda de 1,3% após duas reduções anunciadas pela Petrobras. Já no novo boletim da ANP, subiu para R$ 110,99, ou seja, um aumento de 0,37%.

E o etanol teve a segunda semana seguida de alta, após 22 de queda, indo de R$ 3,39 para R$ 3,46.

Na 11ª semana seguida de queda, preço médio da gasolina nas bombas cai 2,5%

O preço médio da gasolina comum nas bombas caiu mais 2,5% na última semana, informou a Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP).

O levantamento oficial diz respeito ao período entre os dias 4 e 10 de setembro, quando o preço médio do combustível ficou a R$ 5,04 por litro, ante R$ 5,17 aferido na semana anterior.

Trata-se da 11ª semana seguida de queda no preço do combustível ao consumidor desde o pico histórico de R$ 7,39, registrado na penúltima semana de junho.

Desde então, no acumulado de dois meses e meio, o preço da gasolina já caiu 31,8% nos postos.

A trajetória de queda começou em 24 de junho, quando o governo federal sancionou a lei que limitou o ICMS incidente sobre combustíveis a 17% em todo o país.

A medida surtiu efeito quase imediato no preço aos consumidores.

Em seguida, nos meses de julho, agosto e setembro, os preços seguem caindo em função das quatro reduções seguidas nos preços praticados pela Petrobras em suas refinarias.

A queda mais recente nas bombas se deve justamente ao último reajuste da Petrobras, que reduziu em 7% o preço aos distribuidores a partir de 2 de setembro, o que já se refletiu nas bombas.

A uma média de R$ 5,04 por litro em todo o país, a gasolina voltou a patamares vistos em fevereiro de 2021. Então, o litro variou entre R$ 4,76 no início daquele mês e R$ 5,17 ao fim.

A redução de impostos sobre combustíveis e a pressão do governo para a Petrobras diminuir os preços praticados nas refinarias se devem aos esforços do governo em dar uma resposta ao eleitorado e conter a inflação perto das eleições.

Esse processo tem sido facilitado pelo recuo das cotações internacionais do barril de petróleo e seus derivados. Na semana passada, o barril do Brent chegou a fechar abaixo dos US$ 90, devido aos temores de queda na demanda chinesa, o que se refletiu nos preços dos derivados e reforçou a janela de reajustes para baixo da Petrobras.

Na semana passada, executivos da estatal veem espaços para mais reduções nos preços da gasolina, mas nem tanto no caso do diesel, cujos preços seguem sob forte volatilidade no mercado internacional.

Diesel

A Petrobras já reduziu o preço do diesel duas vezes em agosto, nos dias 4 e 11 daquele mês. Somado ao corte de impostos de junho, esse movimento também se refletiu em queda sustentada nas bombas, ainda que em intensidade bem menos intensa que a verificada para a gasolina.

Na semana entre 4 e 10 de setembro, informou a ANP, o preço médio do diesel S10 nos postos brasileiros foi de R$ 6,96, leve redução de 0,4% na comparação com os R$ 6,99 por litro registrados na semana imediatamente anterior.

Desde a semana em que foi imposto o teto de 17% no ICMS, em 24 de junho, o diesel acumula queda de 9,3% no preço médio do litro, que também caiu por 11 semanas seguidas, de R$ 7,68 no início do ciclo para os atuais R$ 6,96. (Canal Rural)

Passos tem a gasolina mais cara de Minas Gerais

Postos de combustíveis de Passos (MG), vendem o litro de gasolina mais caro do estado. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que o insumo é comercializado a R$8,199 na cidade. Três Corações, na mesma região, ocupa o segundo posição de preços mais altos, com a gasolina disponibilizada por até R$8,169. 

No Noroeste de Minas, o terceiro preço mais alto foi verificado em Unaí, onde os motoristas desembolsam R$8,069 no litro do combustível. Se comparado o custo observado em Passos, com o menor valor verificado no estado, de R$7,499, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a diferença chega a R$0,70. Em Belo Horizonte, o boletim da ANP encontrou postos comercializando gasolina com valores entre R$7,290 e R$7,690. 

Em Contagem, na Grande BH, o menor preço da gasolina foi de R$7,380 e o maior chegando a R$7,599. Já em Betim, segundo a ANP, os motoristas encontram o litro da gasolina por R$7,399 até R$7,567. A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 19 de março, sendo a primeira depois do mega reajuste anunciado pela Petrobras, em 10 de março. A empresa reajustou a gasolina em 16%, e elevou o diesel em quase 25% nas refinarias. 

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