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Jornal Folha Regional

Parecer favorável fortalece proposta da Lei Mar de Minas, destaca Alago

Parecer favorável fortalece proposta da Lei Mar de Minas, destaca Alago – Foto: reprodução

A proposta que pretende fortalecer a proteção dos reservatórios de Furnas e Mascarenhas de Moraes deu um importante passo em Brasília. O Projeto de Lei nº 2.130/2024, conhecido como Lei Mar de Minas, recebeu parecer favorável do relator, deputado Newton Cardoso Jr., avanço comemorado pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago).

Segundo a entidade, o parecer reconhece a constitucionalidade e a viabilidade da proposta, considerada estratégica para garantir maior segurança jurídica à região e preservar as cotas mínimas de operação dos reservatórios, fundamentais para o desenvolvimento econômico dos municípios banhados pelos lagos.

O projeto prevê a criação da Área Especial de Interesse Turístico (AEIT), mecanismo que busca conciliar a geração de energia elétrica com a preservação das atividades econômicas ligadas ao turismo e ao uso múltiplo das águas.

Pelo texto, os reservatórios deverão respeitar critérios técnicos de operação, estabelecendo como referência uma cota mínima de 762 metros acima do nível do mar para Furnas e 663 metros para Mascarenhas de Moraes. A proposta defende que a gestão dos lagos mantenha equilíbrio entre a produção de energia e a preservação das atividades turísticas, ambientais e sociais.

Para a Alago, a manutenção dos níveis dos reservatórios é essencial para a economia regional. A entidade destaca que o esvaziamento excessivo dos lagos pode provocar uma queda superior a 70% no fluxo de turistas, afetando diretamente diversos segmentos da economia.

Os impactos também são percebidos na geração de empregos e na atividade turística. Dados apresentados pela associação apontam que o setor foi responsável por aproximadamente 56 mil postos de trabalho em apenas seis meses. Com os reservatórios em níveis elevados, a ocupação de hotéis, pousadas e demais empreendimentos turísticos chega a cerca de 85%.

A Alago também cita estudos que demonstram a estabilidade histórica do Lago de Furnas. Entre 1963 e 2003, o reservatório permaneceu abaixo da metade de sua capacidade em apenas 20% do tempo, cenário utilizado como referência para defender uma operação mais equilibrada.

Após receber parecer favorável nas comissões responsáveis pela análise da constitucionalidade da matéria, o projeto aguarda agora votação no plenário da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, a Alago afirma que intensificou a articulação com instituições regionais e parlamentares para que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, inclua a proposta na pauta de votações.

Na avaliação da entidade, a Lei Mar de Minas representa mais do que uma alteração legislativa. A expectativa é que a medida traga previsibilidade para investidores, fortaleça o turismo regional e assegure que os recursos hídricos cumpram, de forma equilibrada, suas funções social, ambiental e econômica.

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em Belo Horizonte

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

As pautas relacionadas ao Lago de Furnas estiveram entre os temas apresentados durante o Fórum de Meio Ambiente da Associação Mineira de Municípios (AMM), realizado na última terça-feira (16), em Belo Horizonte. A participação reforçou a presença do chamado Mar de Minas nos debates sobre sustentabilidade e políticas públicas ambientais em Minas Gerais.

A representação da região foi conduzida por integrantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob coordenação das professoras Sonaly Rezende e Izabel Andrade. A iniciativa faz parte do Projeto Mar de Nós, desenvolvido em parceria com a UNELAGOS, a ALAGO e a FECITUR.

Durante o evento, as pesquisadoras compartilharam informações sobre as ações que vêm sendo realizadas pelo projeto, além de apresentar reivindicações relacionadas às causas defendidas pelo grupo. Os participantes também tiveram acesso a um questionário por meio de um QR Code disponibilizado pela equipe.

Segundo a professora Izabel Andrade, a receptividade do público e o espaço concedido para a divulgação das propostas superaram as expectativas. Ela destacou que o projeto teve a oportunidade de apresentar suas demandas diretamente aos presentes e ampliar o alcance da iniciativa.

A avaliação positiva também foi reforçada pela professora Sonaly Rezende, que definiu a participação da equipe como extremamente produtiva.

A presença da UFMG no encontro evidenciou a importância da contribuição científica para a formulação de políticas ambientais e para o fortalecimento de estratégias voltadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável do Lago de Furnas.

Além disso, a atuação conjunta entre instituições de ensino, entidades representativas e lideranças regionais tem sido fundamental para ampliar a visibilidade das demandas do território e fortalecer a defesa dos interesses do Mar de Minas em espaços de discussão e tomada de decisões.

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

Pressão institucional cobra cumprimento da cota mínima do Lago de Furnas em Minas

Pressão institucional cobra cumprimento da cota mínima do Lago de Furnas em Minas – Foto: Globo Repórter

A mobilização em defesa do Lago de Furnas ganhou novos contornos e passou a avançar também no campo institucional e político. Lideranças regionais, junto a representantes do setor produtivo, agora cobram diretamente o cumprimento da legislação que estabelece a cota mínima de 762 metros para o reservatório.

O movimento se intensificou após a iniciativa do deputado Antônio Carlos Arantes, que protocolou em Brasília os Requerimentos 20.314 e 20.315/2026. Os documentos foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, solicitando ações imediatas para garantir o nível mínimo do lago.

De acordo com defensores da pauta, a forma como os recursos hídricos vêm sendo administrados atualmente tem privilegiado demandas relacionadas à geração de energia e à operação da hidrovia Tietê-Paraná. Esse cenário, segundo eles, acaba deixando em segundo plano os chamados usos múltiplos da água, com reflexos diretos sobre o turismo, o agronegócio e o equilíbrio ambiental das cidades do entorno.

A cobrança mais incisiva marca uma mudança de postura entre as lideranças envolvidas, que afirmam não aceitar mais práticas consideradas prejudiciais ao reservatório. Para o grupo, manter o nível mínimo é essencial não só para a economia regional, mas também para a preservação dos ecossistemas.

Nesse cenário, a UNELAGOS tem desempenhado papel central na articulação das ações. A entidade reúne produtores, empresários e membros da sociedade civil em torno de uma agenda que busca conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental, sempre com base no cumprimento da legislação vigente.

Como estratégia, o movimento tem recorrido a instrumentos de fiscalização legislativa para pressionar órgãos federais e reforçar a aplicação das normas previstas na Constituição estadual. Para os envolvidos, o debate ultrapassa os limites regionais e está diretamente ligado à gestão dos recursos hídricos e à chamada soberania hídrica de Minas Gerais.

A expectativa agora é de que os órgãos responsáveis apresentem respostas e adotem medidas concretas para assegurar a manutenção do nível do lago, evitando impactos econômicos e ambientais na região.

Com informações de Tribuna Centro Oeste.

Operação Mar de Minas registra mais de 100 prisões no Lago de Furnas

Operação Mar de Minas registra mais de 100 prisões no Lago de Furnas – Foto: Maurício Vieira

Mais de 100 pessoas foram presas durante a Operação Mar de Minas 5, na Região do Lago de Furnas, no Sul do estado. O balanço parcial da ação aponta ainda a abordagem de 848 pessoas, a fiscalização de 1.422 veículos e 312 embarcações, além da apreensão de armas, celulares e drogas. A iniciativa, realizada entre 23 de março e 13 de abril, reúne forças de segurança estaduais, federais e órgãos parceiros com o objetivo de combater práticas criminosas em uma das principais áreas turísticas do estado.

Em sua quinta edição, a Operação Mar de Minas já é uma das principais estratégias de segurança pública voltadas para a região do Lago de Furnas. Coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a ação conta com a atuação conjunta de diferentes instituições, incluindo as polícias Federal, Militar, Civil e Penal, o Corpo de Bombeiros Militar, além de órgãos como a Marinha do Brasil, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Neste ano, a operação teve ainda a participação inédita do Exército Brasileiro, que contribuiu com apoio logístico às ações ostensivas.

Ao todo, 393 agentes foram mobilizados, com o uso de 208 viaturas, 10 embarcações e uma moto aquática. Durante o período analisado, foram realizados 276 testes de bafômetro em condutores e oito veículos foram retidos.

No enfrentamento direto à criminalidade, a operação resultou em 102 prisões e na lavratura de 94 autos de prisão em flagrante. Além disso, foram instaurados 200 inquéritos policiais e concluídos outros 260. As equipes também apreenderam oito armas, entre brancas e de fogo, e 32 celulares, além de porções de entorpecentes como cocaína, crack e maconha.

No ambiente aquático, a Marinha do Brasil registrou 317 abordagens realizadas em balsas, flutuantes, motos aquáticas e embarcações de transporte de passageiros, além de áreas destinadas à prática esportiva e recreativa. Ao todo, 312 embarcações foram fiscalizadas, 36 notificadas e nove apreendidas.

Segundo os organizadores, o foco não está somente NA repressão a crimes, mas também Na prevenção e Na orientação de turistas e moradores, especialmente em períodos de maior movimentação na região.

A quinta edição segue até 21 de abril e novos balanços devem ser divulgados ao término das atividades. Os dados apresentados até o momento são parciais e refletem apenas parte das ações já realizadas.

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação – Foto: reprodução

O reservatório da Usina Hidrelétrica de Furnas passou a contar oficialmente com licenciamento ambiental. Pela primeira vez desde sua criação, há mais de seis décadas, o lago recebeu a Licença de Operação (LO) concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A autorização estabelece novas diretrizes ambientais, sociais e territoriais para o funcionamento do reservatório, considerado um dos maiores lagos artificiais do Brasil e um importante polo turístico e econômico do Sul de Minas.

A licença tem validade inicial de cinco anos e é resultado de um processo de regularização ambiental iniciado em 2017. Como a hidrelétrica foi construída antes da consolidação da legislação ambiental brasileira, o empreendimento operou por décadas sem licenciamento formal, situação semelhante à de outras grandes obras de infraestrutura implantadas no país antes da criação de mecanismos modernos de controle ambiental.

Com a emissão da LO, a operação do reservatório passa a seguir uma série de condicionantes. Entre elas estão o monitoramento ambiental contínuo das condições do lago, a definição e delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo das margens e a atualização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), instrumento que orienta o uso e a preservação das áreas próximas ao lago.

O documento também determina medidas voltadas à regularização fundiária de áreas afetadas pela variação do nível da água, além de prever apoio técnico aos municípios do entorno para adequar planos diretores e outros instrumentos de planejamento urbano às diretrizes estabelecidas no licenciamento ambiental. Caso todas as exigências sejam cumpridas durante o período de vigência, a concessionária responsável pela usina poderá solicitar, no futuro, a Licença de Operação definitiva.

A regularização ambiental ocorre em um contexto marcado por quase três décadas de mobilização regional em defesa do Lago de Furnas e da manutenção de níveis considerados adequados para seus múltiplos usos. Esse movimento teve início em 1997, com a criação da Associação Pró-Furnas, em Formiga, reunindo empresários ligados ao turismo e às atividades náuticas.

Nos anos seguintes, a defesa da chamada cota mínima de 762 metros ganhou força com a atuação de entidades como a ALAGO e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas (CBH GD3), além de outras instituições regionais. O objetivo dessas organizações é garantir condições que permitam o uso sustentável do lago, preservando tanto a economia local quanto o equilíbrio ambiental.

Entre 2019 e 2021, o debate ganhou repercussão nacional em meio à crise hídrica que atingiu o país. O tema foi discutido em audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no Senado Federal do Brasil e na Agência Nacional de Águas (ANA).

Em 2022, uma resolução da ANA que permitiu o reenchimento do reservatório foi considerada uma vitória para o movimento regional. No entanto, a situação voltou a gerar preocupação após a publicação da Resolução nº 193, em maio de 2024, quando o nível do lago voltou a cair e chegou à cota de 757 metros em novembro, abaixo do limite de 762 metros definido pela Emenda Constitucional 106, que determinou o tombamento do lago acima desse patamar.

Diante desse novo cenário, representantes do poder público, especialistas e integrantes da sociedade civil devem se reunir no Fórum Regional sobre o Licenciamento Ambiental do Lago de Furnas, marcado para o dia 27 de março, em Varginha. O encontro será realizado no auditório da FESSUL, localizado na Rua Maria Benedita, 78, na Vila Pinto, com início previsto para as 8h.

O evento é organizado pelo CBH GD3, pela ALAGO, pelo Circuito Turístico Lago de Furnas e pelo Movimento Pró-Furnas 762. A proposta é discutir os impactos do licenciamento ambiental, além de analisar os desafios e oportunidades que surgem com a nova fase de gestão do reservatório.

Ultra dos Canyons de Furnas consolida desafios em águas abertas e anuncia novo percurso de 25 km

Ultra dos Canyons de Furnas consolida desafios em águas abertas e anuncia novo percurso de 25 km – Foto: divulgação

Silenciosas e extensas, as águas do Lago de Furnas guardam percursos que exigem preparo, estratégia e persistência. É nesse ambiente que o Ultra Canyons de Furnas constrói sua trajetória, unindo esporte de resistência, planejamento técnico e valorização da paisagem mineira.

Desde suas primeiras realizações, o evento vem revelando o potencial esportivo das travessias de longa distância na região, reunindo atletas dispostos a enfrentar condições naturais variadas e desafios que vão além do desempenho físico, envolvendo também concentração, gestão de ritmo e conexão profunda com o percurso.

A prova inaugural evidenciou o potencial esportivo do evento, enquanto a edição seguinte ampliou sua visibilidade regional, com participação de atletas de diferentes cidades, fortalecendo o calendário esportivo local.

Agora, um novo capítulo se inicia.

No dia 10 de fevereiro, a ultramaratonista Karla Lemos realizará um desafio especial de 25 quilômetros em águas abertas. O percurso terá largada prevista às 6 horas da manhã, no Porto que liga os municípios de São José da Barra e Guapé, seguindo em nado contínuo até a barragem de Furnas.

A travessia tem tempo estimado entre 7 e 9 horas, podendo variar conforme as condições naturais do percurso, reafirmando o caráter técnico, físico e mental exigido pela modalidade.

A preparação da atleta conta com uma equipe multidisciplinar:

  • Treinador/técnico/preparador físico: Samir Barel
  • Suporte técnico nos simulados: Cássio Calisto, da Raia Viva
  • Rumyara Silva e Cristina Bertolucci(do Clube Passense de Natação), responsáveis pela viabilização e acompanhamento dos treinos diários.
  • Nutricionista: Alessandra Rodrigues
  • Apoio náutico: Rony Passeios – Agência de turimo.
  • Cobertura, sonorização: Thayne Ribeiro – THR Sports (@thrsports)

Mais do que um desafio esportivo individual, a travessia integra o movimento de crescimento da Ultra Canyons de Furnas, iniciativa que valoriza o esporte de resistência, incentiva novos atletas e impulsiona o turismo esportivo na região conhecida como o Mar de Minas.

A cada edição e a cada novo percurso, o evento reafirma seu propósito:
promover experiências esportivas autênticas, seguras e conectadas à natureza, consolidando a região do Mar de Minas como referência nacional em provas de águas abertas de longa distância.

Alago prioriza aprovação do PL do Mar de Minas e defesa da Cota 762

Alago prioriza aprovação do PL do Mar de Minas e defesa da Cota 762 – Foto: reprodução

A Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) inicia o ano com foco em duas frentes consideradas prioritárias para o desenvolvimento dos municípios do entorno do Lago de Furnas. A avaliação é do presidente da entidade e prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, que aponta a articulação política em Brasília e a defesa do nível mínimo do reservatório como os principais desafios do momento.

Com o retorno das atividades da Câmara dos Deputados previsto para 1º de fevereiro, após o recesso parlamentar, a entidade pretende ampliar a mobilização junto aos deputados federais para viabilizar a votação do Projeto de Lei 2130/2024. A proposta cria a Região Turística Mar de Minas e reconhece a área como Área Especial de Interesse Turístico.

Durante o período de recesso, a Alago contará com o engajamento dos prefeitos filiados para sensibilizar os parlamentares e também buscará uma agenda com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com o objetivo de apresentar os fundamentos técnicos que embasam a aprovação do projeto. Paralelamente, a entidade segue atuando na revisão da outorga relacionada à chamada Cota 762.

A manutenção da Cota 762 é tratada pela Alago como um ponto central da pauta institucional. Cristiano Silva explica que, apesar da necessidade de liberação de água para a geração de energia, a redução do nível do lago abaixo de 762 metros acima do nível do mar causa prejuízos diretos aos municípios da região. Entre os setores mais afetados estão a piscicultura, a agropecuária e o turismo, atividades fundamentais para a economia local.

Atualmente, mesmo com o início do período chuvoso, o nível do Lago de Furnas está em torno de 757 metros, índice considerado insuficiente para garantir o pleno uso do reservatório. Diante desse cenário, a Alago defende que o governo federal promova uma alteração definitiva na outorga, elevando o nível mínimo de operação de 750 para 762 metros, de forma a assegurar o uso múltiplo das águas e a sustentabilidade econômica e ambiental da região.

Com investimento de R$ 280 milhões, Lago de Furnas terá travessias modernizadas após publicação de edital

Com investimento de R$ 280 milhões, Lago de Furnas terá travessias modernizadas após publicação de edital – Foto: reprodução

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), publicou, na última terça-feira (30), o edital de licitação da parceria público-privada (PPP) para a operação, manutenção e modernização das travessias aquaviárias no lago da usina hidrelétrica de Furnas, no Sul do Estado.

O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 280 milhões em novas balsas e serviços aos usuários, ao longo dos 30 anos de contrato, e tem como objetivo qualificar um serviço essencial prestado há cerca de seis décadas na região.

A estimativa é de que mais de 300 mil pessoas, em 52 municípios, sejam beneficiadas com um transporte mais seguro, regular e eficiente para veículos e passageiros.

A concessão contempla sete travessias: Penas (São José da Barra–Guapé), Fernandes (Guapé–Cristais), Águas Verdes (Carmo do Rio Claro–Campo do Meio), Fama (Fama–Campos Gerais), Pontalete (Paraguaçu, Elói Mendes e Três Pontas), Mendes (Campo Belo–Nepomuceno) e Itaci (Carmo do Rio Claro).

Atualmente, o sistema é operado pelas prefeituras, que enfrentam limitações técnicas e financeiras. A Eletrobras é responsável pela disponibilização e manutenção das embarcações. Entre os principais desafios estão dificuldades operacionais e longas filas em períodos de alta temporada.

Com a PPP, a proposta é padronizar os serviços e as tarifas, ampliar a frequência das travessias, estabelecer horários fixos, renovar as balsas, incluir manutenção corretiva permanente e reforçar os equipamentos de segurança.

A modernização do sistema aquaviário visa contribuir para o desenvolvimento regional, facilitar o escoamento da produção agrícola, fortalecer o turismo e ampliar o acesso da população a serviços essenciais.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o projeto representa um grande avanço para a população que depende diariamente das balsas.

“A proposta é unir esforços para garantir um serviço mais seguro, regular e eficiente aos usuários do transporte aquaviário. Com a publicação do edital, damos sequência ao processo para modernização dessas travessias, que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social da região”, afirma.

Participação

A Seinfra recebeu contribuições sobre o projeto por meio de consulta pública realizada entre 16/9 e 19/10, com o objetivo de ampliar o diálogo com a sociedade.

No mesmo período, foram promovidas audiências públicas presenciais nos municípios de São José da Barra, Campo do Meio, Três Pontas e Campo Belo, além de uma audiência virtual transmitida pelo canal oficial da secretaria no Youtube.

Os encontros permitiram apresentar o projeto à população, esclarecer dúvidas com as equipes técnicas e recolher sugestões que contribuíram para o aprimoramento da proposta.

O leilão da concessão está previsto para o primeiro trimestre de 2026.

Jovem morre após caiaque virar durante passeio em Capitólio

Jovem morre após caiaque virar durante passeio em Capitólio – Vídeo: 104 FM

Um jovem morreu afogado após o caiaque em que ele estava virar, na tarde da última quarta-feira (26), na região do “Murcegão”, em Capitólio (MG). Ele e um amigo seguiam juntos no passeio, porém nenhum dos dois utilizava colete salva-vidas no momento do acidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, depois que o caiaque virou, o amigo da vítima conseguiu nadar até a margem e buscou ajuda imediatamente. O jovem que não sobreviveu, contudo, desapareceu na água e não conseguiu retornar à superfície.

Pessoas que estavam próximas conseguiram localizar o corpo e o retiraram da água. Antes da chegada do socorro, elas iniciaram os procedimentos de reanimação na tentativa de salvar o rapaz.

Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local, assumiu o atendimento e continuou as manobras por cerca de 40 minutos. Apesar dos esforços, o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que participou da ocorrência confirmou o óbito ainda no local.

O caso reforça a importância do uso de colete salva-vidas em atividades aquáticas e chama a atenção para os riscos do turismo náutico quando realizado sem os equipamentos de segurança necessários.

Minas Gerais é eleito um dos melhores destinos do mundo para 2026 pela Condé Nast Traveler

Minas Gerais é eleito um dos melhores destinos do mundo para 2026 pela Condé Nast Traveler – Foto: reprodução

Minas Gerais foi eleito um dos melhores destinos do mundo para visitar em 2026 pela Condé Nast Traveler, uma das principais publicações de viagem e lifestyle do planeta. A lista anual da revista aponta lugares com experiências culturais autênticas, valorização do patrimônio, gastronomia de excelência e rotas de natureza únicas, atributos que colocaram Minas no mapa internacional como destino imprescindível para viajantes atentos à originalidade e à profundidade das experiências.

A Condé Nast Traveler enfatiza que Minas Gerais é “um dos tesouros mais subestimados do Brasil”, ressaltando seu patrimônio histórico, sua cena gastronômica reconhecida pela UNESCO e o estilo de vida acolhedor que transforma cada viagem em uma vivência afetiva e memorável. A reportagem também ressalta o vigor cultural do estado, sua hospitalidade reconhecida mundialmente e a potência de Belo Horizonte como capital criativa do país.

Nos últimos anos, Minas consolidou políticas integradas entre cultura e turismo, ampliou investimentos públicos e privados no setor, descentralizou ações para o interior e fortaleceu o ecossistema criativo, com foco no desenvolvimento territorial e comunitário. O resultado é uma presença cada vez mais evidente do estado nos rankings nacionais e internacionais e um ciclo virtuoso de visibilidade, geração de renda e desenvolvimento social sustentável.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o reconhecimento da Condé Nast Traveler confirma o que Minas Gerais representa para o Brasil e para o mundo: “um território de cultura viva, patrimônio preservado e experiências que tocam o coração. Vivemos um momento de transformação, fruto de políticas públicas consistentes, do protagonismo do nosso setor cultural e da força do empreendedorismo mineiro”, ressalta.

“Minas cuida de suas tradições, celebra sua história e olha para o futuro com inovação, sustentabilidade e acolhimento. Este destaque internacional fortalece ainda mais o nosso compromisso de promover um turismo cultural de excelência, gerador de desenvolvimento e orgulho para os mineiros”, acrescenta a secretária.

Mineiridade como valor mundial

A presença de Minas Gerais entre os destinos globais confirma uma tendência crescente: a busca por experiências autênticas, sustentáveis e ligadas à identidade e à memória dos territórios. Em Minas, essa essência se revela na gastronomia, com destaque para Belo Horizonte, laureada com o título de Cidade Criativa da Gastronomia, e os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, eleitos Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Além disso, ressalta-se a cultura viva, expressa em museus, festivais, tradições populares, congados, fé e arte em todo o estado. Os patrimônios históricos, com cidades coloniais, modernistas e contemporâneas, e as paisagens naturais, do Mar de Minas à Cordilheira do Espinhaço, da Mantiqueira ao Cerrado.

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