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Jornal Folha Regional

Capitólio inaugura maior árvore de Natal sobre as águas do Lago de Furnas

Capitólio inaugura maior árvore de Natal sobre as águas do Lago de Furnas – Foto: divulgação

Conhecida por suas paisagens exuberantes e pelo turismo às margens do Lago de Furnas, Capitólio se prepara para viver um dos natais mais encantadores de Minas Gerais. No próximo dia 10 de novembro, às 19h, a cidade inaugura oficialmente o “Natal dos Lagos”, projeto que promete transformar a orla da Praia Artificial em um espetáculo de luzes, cores e emoção.

No centro do evento está a maior árvore de Natal sobre as águas do estado, com 35 metros de altura e 15 toneladas de estrutura, instalada sobre uma plataforma flutuante no Rio Piumhi. O reflexo das luzes no espelho d’água cria uma cena que deve se tornar um dos cartões-postais mais marcantes do fim de ano em Minas.

Natal de encantos e tradição

O “Natal dos Lagos” vai muito além da árvore monumental. Arcos luminosos, árvores brancas decoradas, flocos dourados, doces gigantes e presentes coloridos compõem um cenário que promete encantar moradores e turistas. O letreiro de Capitólio, ponto tradicional de visitação, também ganhou iluminação especial e se tornou símbolo da festa.

Segundo a organização, o projeto foi idealizado para reforçar o turismo e o espírito natalino que já fazem parte da identidade cultural da cidade. “Cada detalhe foi pensado para transformar Capitólio em um destino de Natal inesquecível, valorizando o que a cidade tem de melhor: sua beleza natural e o acolhimento do povo”, destacam os organizadores.

Espetáculo à beira do Lago de Furnas

Toda a Orla da Praia Artificial será tomada por um circuito de luzes e cenários interativos. Um portal dourado, estrelas luminosas e palmeiras resplandecentes formam um caminho encantado para passeios, registros fotográficos e momentos em família.

Entre os destaques estão o balanço turístico decorado com cascatas de luzes e uma estrela cadente, o “Caminho Encantado” com palmeiras iluminadas e a “Ponte Encantada”, que se transforma em travessia mágica repleta de cores e figuras natalinas.

Celebração de fim de ano

O evento também se estende até as comemorações da virada de ano, com estruturas douradas e números iluminados dando boas-vindas a 2026. As luzes refletidas no lago e o brilho prateado da lua completam o cenário que une tradição, inovação e emoção.

O “Natal dos Lagos” busca consolidar Capitólio como referência em turismo natalino em Minas Gerais, unindo natureza, cultura e fé em um mesmo espetáculo.

Mais que luzes, um símbolo de união

Para os organizadores, o projeto simboliza mais do que uma celebração estética: é um convite à união e à esperança.

“O Natal dos Lagos vai muito além de luzes e decorações. É um momento de celebrar a vida, fortalecer laços e renovar a fé. Cada espaço foi planejado para acolher e inspirar quem visita Capitólio nesta época do ano.”

Com o brilho refletido nas águas do Lago de Furnas e o encanto da maior árvore natalina sobre as águas de Minas, Capitólio promete viver um Natal inesquecível — um espetáculo que une tradição, emoção e o melhor da hospitalidade mineira.

Minas Gerais é eleito um dos melhores destinos do mundo para 2026 pela Condé Nast Traveler

Minas Gerais é eleito um dos melhores destinos do mundo para 2026 pela Condé Nast Traveler – Foto: reprodução

Minas Gerais foi eleito um dos melhores destinos do mundo para visitar em 2026 pela Condé Nast Traveler, uma das principais publicações de viagem e lifestyle do planeta. A lista anual da revista aponta lugares com experiências culturais autênticas, valorização do patrimônio, gastronomia de excelência e rotas de natureza únicas, atributos que colocaram Minas no mapa internacional como destino imprescindível para viajantes atentos à originalidade e à profundidade das experiências.

A Condé Nast Traveler enfatiza que Minas Gerais é “um dos tesouros mais subestimados do Brasil”, ressaltando seu patrimônio histórico, sua cena gastronômica reconhecida pela Unesco e o estilo de vida acolhedor que transforma cada viagem em uma vivência afetiva e memorável. A reportagem também ressalta o vigor cultural do estado, sua hospitalidade reconhecida mundialmente e a potência de Belo Horizonte como capital criativa do país.

Nos últimos anos, Minas consolidou políticas integradas entre cultura e turismo, ampliou investimentos públicos e privados no setor, descentralizou ações para o interior e fortaleceu o ecossistema criativo, com foco no desenvolvimento territorial e comunitário. O resultado é uma presença cada vez mais evidente do estado nos rankings nacionais e internacionais e um ciclo virtuoso de visibilidade, geração de renda e desenvolvimento social sustentável.

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o reconhecimento da Condé Nast Traveler confirma o que Minas Gerais representa para o Brasil e para o mundo: “um território de cultura viva, patrimônio preservado e experiências que tocam o coração. Vivemos um momento de transformação, fruto de políticas públicas consistentes, do protagonismo do nosso setor cultural e da força do empreendedorismo mineiro”, ressalta.

“Minas cuida de suas tradições, celebra sua história e olha para o futuro com inovação, sustentabilidade e acolhimento. Este destaque internacional fortalece ainda mais o nosso compromisso de promover um turismo cultural de excelência, gerador de desenvolvimento e orgulho para os mineiros”, acrescenta a secretária.

Mineiridade como valor mundial

A presença de Minas Gerais entre os destinos globais confirma uma tendência crescente: a busca por experiências autênticas, sustentáveis e ligadas à identidade e à memória dos territórios. Em Minas, essa essência se revela na gastronomia, com destaque para Belo Horizonte, laureada com o título de Cidade Criativa da Gastronomia, e os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, eleitos Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Além disso, ressalta-se a cultura viva, expressa em museus, festivais, tradições populares, congados, fé e arte em todo o estado. Os patrimônios históricos, com cidades coloniais, modernistas e contemporâneas, e as paisagens naturais, do Mar de Minas à Cordilheira do Espinhaço, da Mantiqueira ao Cerrado.

Ministro Alexandre Silveira se reúne com prefeitos para debater ações e investimentos no Lago de Furnas

Ministro Alexandre Silveira – Foto: reprodução

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estará em Alfenas nesta sexta-feira (31) para discutir o futuro do Lago de Furnas, conhecido como o “Mar de Minas”. O encontro, que reunirá lideranças políticas e regionais, acontecerá a partir das 14h, no Auditório da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) – Campus Pinheiro.

Promovido pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), o evento reunirá prefeitos, vereadores e representantes dos 52 municípios que compõem a região do reservatório. A proposta é buscar soluções conjuntas e investimentos que promovam o desenvolvimento sustentável e a preservação hídrica do lago, considerado vital para a economia local.

Entre os temas em pauta estão:

  • Novos investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional;
  • Acesso ao Fundo de Desestatização da Eletrobras (Axia Energia) como alternativa de financiamento;
  • Defesa da cota mínima de 762 metros, fundamental para o equilíbrio das atividades turísticas, da piscicultura e da agropecuária.

A reunião é considerada estratégica para o fortalecimento da região, uma vez que busca consolidar ações integradas entre o governo federal e os municípios em prol da gestão equilibrada das águas e do crescimento econômico sustentável nas margens do Lago de Furnas.

São José da Barra reúne autoridades para discutir transporte por balsas no Lago de Furnas

Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência

A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.

Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.

O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.

O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:

  • Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
  • Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
  • Fernandes, entre Guapé e Cristais;
  • Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
  • Fama, que liga o município a Campos Gerais;
  • Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
  • e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.

Estado explica modelo de concessão

O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.

“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.

Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.

“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.

Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.

“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.

“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.

Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”

Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.

“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.

Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.

“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.

Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos

O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.

“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.

Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.

“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.

Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.

“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.

“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.

Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores

O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.

“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.

Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.

“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.

Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo

O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.

“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.

Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.

“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.

“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas – Foto: reprodução/G1

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um pacote de verbas para obras de melhoria na infraestrutura do Lago de Furnas e no transporte por balsas no Sul de Minas. O anúncio foi feito durante reunião no Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF), com a presença de 11 prefeitos da Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas).

Contexto: O investimento atende a uma demanda antiga dos municípios do entorno do Lago de Furnas, que com a saída da Eletrobras, as balsas que fazem a travessia de veículos intermunicipais fossem trocadas.

O pacote prevê a doação de 16 embarcações pela Eletrobras para municípios do entorno dos reservatórios das usinas de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Também será feita a transferência de contratos de manutenção, certificação e locação das balsas de utilidade pública.

Segundo o governo, os contratos somam R$ 42 milhões, sendo R$ 16,5 milhões destinados diretamente às balsas e cerca de R$ 25 milhões para manutenção, certificação e repasse de recursos aos municípios.

“Queremos resolver o problema do saneamento básico definitivo dos municípios do entorno no mar de Minas, que é a Bacia de Furnas, para que a gente possa ter cada vez mais fortalecido o emprego e a renda ali com o turismo, com agricultura familiar, com a produção do agronegócio do Lago de Furnas e a segurança energética é tão fundamental para o desenvolvimento de Minas Gerais”, disse Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Até então, quem era responsável pela manutenção preventiva das balsas eram os municípios e a Eletrobras fazia as manutenções corretivas. Mas as prefeituras alegam que esse acordo não era o suficiente para garantir a qualidade do transporte.

“A gente precisa que essas balsas estejam em melhores qualidades, a gente precisa ter balsas maiores para transportar um volume maior de veículos, a gente precisa que elas tenham manutenção em dia. Então, a gente acredita muito que esse recurso, esse investimento que será feito, vai ser muito benéfico por conta disso”, afirmou Cristiano Silva, presidente da Alago.

O dinheiro vai ser repartido proporcionalmente para nove cidades: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis. E beneficia outros seis municípios da região que usam as embarcações: Paraguaçu, Elói Mendes, Nepomuceno, Cássia, São José da Barra e Campos Gerais.

O ministério mandou fazer um estudo técnico para saber quais alternativas eram melhores para ajudar na infraestrutura da região. A expectativa é que essa nova estrutura seja uma solução sustentável e que resolva as demandas de hoje e do futuro.

Além desses recursos para as balsas, com a desestatização da Eletrobras, a empresa está destinando mais de R$ 2 bilhões por 10 anos para a recuperação dos recursos hídricos da região da usina de Furnas.

“Nós já temos aí cinco projetos aprovados que já vão receber esses fundos, já vão receber esse recurso para fazer obra, fazer tratamento de esgoto”, completou o presidente da Alago.

Via: G1

São José da Barra se firma como destino da pesca esportiva no Mar de Minas

São José da Barra se firma como destino da pesca esportiva no Mar de Minas – Foto: reprodução

O município de São José da Barra (MG), localizado às margens do Lago de Furnas, vem se consolidando como um dos principais destinos de pesca esportiva em Minas Gerais. Conhecido como “Mar de Minas” pela imensidão de suas águas, o reservatório, formado a partir da Usina Hidrelétrica de Furnas, oferece cenários ideais para a prática da modalidade que mais cresce no país.

Com águas abundantes e habitats diversificados, o lago abriga espécies como tucunaré, dourado, tilápia, traíra e pacu, atraindo tanto pescadores amadores quanto profissionais. A prática do “pesque e solte”, cada vez mais difundida, reforça o compromisso da região com a sustentabilidade e a preservação da fauna aquática, ao mesmo tempo em que movimenta a economia local.

De acordo com o Ministério do Turismo, a pesca esportiva mobiliza mais de R$ 1 bilhão por ano no Brasil e gera mais de 200 mil empregos diretos. Em São José da Barra, esse impacto é sentido no fortalecimento de pousadas, restaurantes, serviços náuticos e pacotes oferecidos por guias especializados, que incluem desde barcos equipados até a indicação dos melhores pontos de pesca.

A lei estadual que reconheceu a pesca esportiva como modalidade esportiva e de lazer em Minas Gerais ampliou ainda mais o potencial da atividade no Lago de Furnas. Especialistas destacam que a regulamentação deve atrair novos investimentos, fomentar campeonatos e consolidar o turismo ligado ao setor.

Para além da pesca, os visitantes encontram no Mar de Minas opções de passeios de lancha, esportes aquáticos, trilhas e cachoeiras que compõem o cenário natural do entorno da hidrelétrica. Dessa forma, São José da Barra se projeta não apenas como destino de lazer, mas como referência em turismo sustentável, unindo preservação ambiental, esporte e desenvolvimento econômico.

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região – Foto: Reprodução/EPTV

O Lago de Furnas, um dos principais reservatórios de Minas Gerais e fonte vital para turismo, piscicultura, geração de energia e diversas atividades econômicas, enfrenta impactos significativos da estiagem prolongada. Em setembro de 2025, o volume útil do lago chega a 48,03%, conforme dados oficiais. Embora o índice seja superior ao registrado em 2024, quando o nível estava em 42%, ele permanece distante dos melhores resultados dos últimos anos: 88,18% em 2023 e 62% em 2022.

Em várias áreas do entorno, locais que deveriam estar cobertos por água agora exibem extensões de pastagem seca. O nível do lago encontra-se abaixo da cota de 762 metros, considerada mínima para garantir o funcionamento adequado das atividades turísticas e econômicas da região.

De acordo com Fausto Costa, secretário-executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), a situação gera preocupações econômicas, sociais e ambientais. Ele aponta que o turismo, responsável por movimentar mais de 50 atividades e impulsionar a economia regional, é um dos setores mais prejudicados. A piscicultura também sofre impactos severos: a oscilação do nível da água deteriora plantações submersas, reduz o oxigênio disponível e compromete o pescado, afetando tanto pescadores profissionais quanto artesanais.

Costa ressalta que o problema não se limita às chuvas, envolvendo também a necessidade de políticas públicas e estratégias de gestão eficientes. Segundo ele, há mais de duas décadas os municípios articulam com órgãos governamentais a adoção de um uso mais racional da água do lago. Embora o reservatório abasteça outras hidrelétricas, ele defende que sejam consideradas alternativas de geração de energia para reduzir a dependência hidrelétrica e garantir níveis seguros para a manutenção da economia regional.

A análise jurídica e as discussões em andamento reforçam a urgência de medidas estruturais que assegurem o equilíbrio entre abastecimento energético e preservação das atividades ligadas ao Lago de Furnas.

Serra da Canastra e Mar de Minas: Participação de Minas Gerais em feira de turismo gera conexões estratégicas e alto fluxo de visitantes

Mais de 3 mil profissionais visitaram o estande com Serra da Canastra, Mar de Minas e gastronomia premiada em destaque

Serra da Canastra e Mar de Minas: Participação de Minas Gerais em feira de turismo gera conexões estratégicas e alto fluxo de visitantes – Foto: divulgação

Minas Gerais encerrou sua participação na 27ª Feira de Turismo da AVIRRP (Associação das Agências de Viagens de Ribeirão Preto e Região) com resultados expressivos e grande visibilidade junto ao trade turístico nacional. Realizado nos dias 5 e 6/9, no Taiwan Centro de Eventos, em Ribeirão Preto (SP), o encontro reuniu mais de 6 mil profissionais do setor e consolidou-se como um dos principais espaços de negócios e promoção de destinos no país.

Localizado na entrada da feira, o estande de Minas Gerais foi um dos mais visitados, chamando atenção pelo conjunto de experiências oferecidas e pela hospitalidade mineira. A ação foi fruto de uma mobilização do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, em parceria com municípios, hotéis, receptivos turísticos e Instâncias de Governança Regionais.

O público foi recebido com a tradicional cozinha mineira, que incluiu queijos premiados, doces, quitandas e pratos preparados ao vivo pelo chef Igor Anaxagoras, em uma homenagem aos banquetes do Congado Mineiro, Patrimônio Cultural Imaterial de Minas. Ao longo dos dois dias, foram servidos mais de 600 pratos, entre quitutes, doces e o emblemático tutu de feijão com leitão à pururuca.

Além da cozinha, o estande destacou dois destinos estratégicos que unem natureza, cultura e hospitalidade: a Serra da Canastra e o Mar de Minas, com o Lago de Furnas e seus cânions monumentais. Os visitantes também puderam conhecer as 13 Rotas Temáticas da IGR Montanhas Cafeeiras e testar a plataforma IA Turismo Chiquinho, que conecta viajantes às experiências do estado.

A participação mineira também se fez presente nos espaços de networking e capacitação da feira, promovendo encontros estratégicos com agentes de viagem, operadoras, companhias aéreas e redes hoteleiras. prefeitos e gestores municipais reforçaram a relevância da ação coletiva, que projeta Minas Gerais como destino cada vez mais competitivo no cenário turístico.

O evento ocorreu em um momento promissor para o estado, especialmente com a consolidação do turismo náutico como vetor de desenvolvimento. Minas já figura entre os seis estados com maior frota de embarcações de esporte e lazer do país, ultrapassando inclusive alguns litorâneos. O Lago de Furnas, conhecido como Mar de Minas, soma lazer, aventura e cultura, com alta taxa de ocupação hoteleira em destinos como Capitólio, São Roque de Minas, Delfinópolis, Piumhi, Vargem Bonita e São João Batista do Glória.

Integrado ao Mar de Minas, o destino Serra da Canastra reforça o protagonismo do estado no turismo de experiência. Além de ecoturismo, trilhas e cachoeiras, a região abriga os queijos artesanais reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade – a única distinção da gastronomia brasileira com esse título.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, destaca o impacto estratégico da presença de Minas Gerais na AVIRRP: “Promover a Serra da Canastra e o Mar de Minas em uma feira estratégica como a AVIRRP é mostrar ao Brasil e ao mundo a força do turismo mineiro. São destinos que unem natureza, tradição, inovação e hospitalidade, e que reafirmam Minas Gerais como o estado do turismo cultural e de experiência no país”, reforça.

“Montamos um espaço para mostrar o que Minas tem de melhor no turismo e na cultura. Foram dias de muitas conexões e oportunidades que, com certeza, se traduzirão em negócios e no fortalecimento da imagem de Minas como destino de turismo cultural e de experiência”, afirma a subsecretária de Turismo de Minas Gerais, Patrícia Moreira.

Tecnologia imersiva apresenta Lago de Furnas e atrativos da Canastra no Salão Nacional do Turismo 2025

Tecnologia imersiva apresenta Lago de Furnas e atrativos da Canastra no Salão Nacional do Turismo 2025 – Foto: divulgação

Entre os dias 21 e 23 de agosto, São Paulo sediará o Salão Nacional do Turismo 2025, evento organizado pelo Ministério do Turismo em paralelo ao Feirão do Turismo. A feira é considerada uma das mais importantes do setor e tem como foco ampliar a valorização dos destinos nacionais e incentivar as viagens dentro do Brasil.

Neste ano, a Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (ASCATUR) será uma das protagonistas, apresentando uma proposta inovadora para promover as belezas naturais e culturais do município e da região do Território da Canastra.

A inovação tecnológica

Capitólio levará ao público uma plataforma digital em realidade virtual, que permite explorar atrativos turísticos em 360 graus. Lançada com destaque durante a WTM Latin America, feira internacional do setor realizada em São Paulo, a ferramenta oferece imersão em pousadas, hotéis, restaurantes, cânions, cachoeiras e fazendas produtoras do Queijo Canastra.

A experiência possibilita ao visitante “caminhar” por trilhas, simular passeios de lancha no Lago de Furnas, ouvir sons ambientes e acessar informações detalhadas de cada ponto turístico — tudo sem sair do lugar.

O projeto é resultado de uma parceria entre a ASCATUR, a consultoria GKS e a empresa de tecnologia MEVIZ, e representa um marco no uso da realidade virtual aplicada ao turismo no Brasil.

O “Mar de Minas” em destaque

Conhecida como o “Mar de Minas”, a região de Capitólio se consolida como um dos principais polos turísticos do estado. Além das águas cristalinas do Lago de Furnas, o território abriga o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco e se encontram paisagens exuberantes que atraem visitantes de todo o país.

Importância do Salão Nacional do Turismo

Durante os três dias de programação, o evento reunirá empresários, representantes de governos, marcas ligadas ao turismo e profissionais do setor para apresentar tendências, inovações e oportunidades de negócios.

Além de dar visibilidade a destinos como Capitólio, o Salão busca fortalecer a comercialização direta de serviços e produtos turísticos, fomentar a regionalização das atividades e manter o setor ativo também em períodos de baixa temporada.

Tecnologia imersiva apresenta Lago de Furnas e atrativos da Canastra no Salão Nacional do Turismo 2025 – Foto: divulgação

Esporte, turismo e sustentabilidade se encontram no Festival Águas de Furnas 2025, neste fim de semana

Esporte, turismo e sustentabilidade se encontram no Festival Águas de Furnas 2025, neste fim de semana – Vídeo: Yago Meireles

O Lago de Furnas, cartão-postal mineiro que abrange Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, será o cenário de um dos maiores encontros de vela do país neste fim de semana. Entre sexta-feira (15) e domingo, a terceira edição do Festival Águas de Furnas promete reunir atletas de todo o Brasil, incluindo nomes das classes olímpicas ILCA (Laser) e NACRA17, além de competidores em diversas categorias de veleiros.

Com um número recorde de inscritos, a edição 2025 será a maior já realizada e terá como pontos centrais o Flutuante Nossa Praia e a Pequena Capitólio. Mais que uma competição, o evento aposta na integração entre esporte, natureza e sustentabilidade, com atividades ao ar livre e ações de preservação ambiental que destacam a importância da qualidade das águas e da conservação da região.

Desde sua estreia, em 2023, o festival tem atraído atenção no cenário esportivo nacional. No primeiro ano, de 1º a 3 de setembro, a programação contou com provas válidas pelo Campeonato Mineiro nas categorias cabinados, ILCA7 e Dingue, percorrendo trajetos de até 15 quilômetros entre pontos turísticos, como as enseadas dos hotéis do lago. Na ocasião, participaram 44 velejadores com idades entre 8 e 80 anos.

A cada edição, o evento amplia seu alcance e impacto. Além de movimentar a economia local e incentivar o turismo sustentável, o festival também aproxima a comunidade do esporte, oferecendo um espaço inclusivo e saudável para a prática de atividades náuticas. Grandes nomes da vela brasileira, como Torben Grael — presente na largada da classe cabinados — e Lars Grael, que enviou mensagem de incentivo aos competidores, reforçam a importância da iniciativa.

A organização está a cargo da velejadora mineira Paula Schweizer, com apoio da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros, Associação dos Empresários de Capitólio (ASCATUR), Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO) e da Prefeitura de Capitólio. Empresas e empreendimentos locais também participam como patrocinadores, fortalecendo o caráter colaborativo do festival.

Com energia limpa movendo as velas e um cenário natural de tirar o fôlego, o Festival Águas de Furnas 2025 reforça a posição do lago como destino estratégico para esportes náuticos e turismo ecológico em Minas Gerais.

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