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Jornal Folha Regional

Supermercados já podem vender medicamentos; entenda

Supermercados já podem vender medicamentos; entenda – Foto: reproduçãp

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.

A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

Entenda

De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.

Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.

Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

Farmacêutico

A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.

As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.

Controle especial

Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável. 

Comércio eletrônico

Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros – Foto: reprodução

A partir de abril, o Brasil terá novas regras para definir o valor de venda de novos medicamentos. A Resolução Normativa nº 3/2025, publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no final do ano passado, substitui normas que estavam em vigor há mais de duas décadas. A mudança impacta diretamente o chamado “preço de entrada”, o valor máximo autorizado pelo governo para que um produto comece a ser comercializado no país.

A regulação de preços é um pilar fundamental para o sistema de saúde brasileiro. Antes de um remédio chegar às prateleiras, o governo estabelece tetos para a indústria, para as vendas ao governo e para o consumidor final. Se esse valor inicial é fixado em um patamar elevado, os reajustes anuais tendem a encarecer o produto. 

No entanto, conforme o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), a atualização ficou aquém do que deveria, já que não resolve problemas centrais que existem atualmente. Além disso, o instituto acredita que, na prática, os medicamentos podem continuar ficando mais caros para os consumidores ao longo do tempo.

Como funciona o controle de preços?

A CMED regula o setor estabelecendo três indicadores principais:

  • Preço Fábrica (PF): o teto para a indústria vender o produto.
  • Preço Máximo ao Consumidor (PMC): o limite do que pode ser cobrado de você nas farmácias.
  • Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG): o valor limite para compras públicas que abastecem o SUS.

O que muda com a nova norma?

A nova regra altera a forma como a indústria farmacêutica deve justificar o preço de um lançamento. Entre as principais mudanças estão novas classificações para os medicamentos, incluindo a chamada “inovação incremental”, quando o remédio não é totalmente novo, mas passou por mudanças na fórmula ou no modo de uso.

Apesar da atualização ser vista como necessária, entidades de defesa do consumidor, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), demonstram preocupação. 

“A norma que regula os preços de medicamentos novos realmente precisava ser atualizada. Mas o resultado da atualização não supera problemas atuais, como a pressão nas compras feitas pelo SUS e, por consequência, o acesso da população a esses medicamentos. Além disso, por enquanto, não há previsão da atualização das regras sobre o preço de venda ao consumidor, que são as regras que estabelecem os reajustes dos medicamentos que já são vendidos nas farmácias,” enfatiza Marina Paullelli, porta-voz do instituto. 

Desafios para o acesso à saúde

Um dos avanços apontados pela nova norma é o fim da exigência de patente para que um remédio seja enquadrado em categorias de preços mais altos, o que evita aumentos artificiais. No entanto, o modelo brasileiro ainda utiliza uma lista de países de referência (como Japão e Estados Unidos) para comparar valores. Para o Idec, comparar a realidade brasileira com a desses países pode pressionar os preços para patamares incompatíveis com o bolso da população.

Outro ponto criticado pelo instituto é a falta de transparência. A nova resolução prevê sigilo em informações sobre acordos de preços feitos em outros países. Segundo o Idec, essa confidencialidade dificulta a fiscalização pela sociedade civil e enfraquece o controle social.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou que a CMED definiu novas regras para a precificação de medicamentos no Brasil “com o objetivo de corrigir defasagens de mais de 20 anos, estimular a incorporação de tecnologias inovadoras e ampliar o acesso à saúde. Por exemplo, a padronização dos preços máximos de medicamentos biossimilares derivados de um mesmo medicamento originador promove mais competividade no mercado e redução de custos para a população. Da mesma forma, a categoria de medicamentos de inovação incremental estimula o desenvolvimento de produtos com benefícios clínicos adicionais”. 

A pasta disse ainda que “promove outras iniciativas para reduzir o custo de medicamentos e ampliar o acesso à saúde, como a proposta de precificação para Produtos de Terapias Avançadas (PTA) e uma consulta pública sobre preços-teto para aquisição de medicamentos relacionados a demandas judiciais”.

Cofen autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos em todo o país

Cofen autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos em todo o país – Foto: reprodução

Uma resolução publicada na última quinta-feira (22) pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) passou a autorizar, de forma oficial, a prescrição de antibióticos por enfermeiros em todo o país. A medida amplia o conjunto de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais no exercício da enfermagem.

A decisão está alinhada a uma atualização realizada no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Com a mudança, o sistema passou a reconhecer o registro profissional de enfermeiros em receitas médicas, permitindo o monitoramento das movimentações de medicamentos.

O SNGPC é responsável por acompanhar a entrada e a saída de medicamentos em farmácias e drogarias privadas, incluindo compras, vendas, transferências, transformações e perdas. Apesar do reconhecimento do registro profissional pela Anvisa, a prescrição de antibióticos por enfermeiros ainda dependia de regulamentação específica do Cofen, o que foi formalizado com a nova resolução.

O documento atualiza a lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui antibióticos como amoxicilina, azitromicina e eritromicina. A autorização vale tanto para pacientes adultos quanto para crianças.

A medida gerou reação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Em nota, a entidade afirmou que a prescrição de medicamentos deve ser atribuição exclusiva dos médicos, por envolver a definição do diagnóstico e do prognóstico do paciente. Segundo o CFM, aos enfermeiros caberia apenas a administração de medicamentos em programas de saúde pública e rotinas institucionais previamente estabelecidas, sempre após diagnóstico médico.

O conselho médico também alertou que a resolução do Cofen afronta a legislação brasileira e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), além de representar risco à saúde da população. O posicionamento contrário não é novo: no ano passado, após a atualização da Anvisa, o CFM já havia se manifestado contra a autorização e chegou a ingressar com ação judicial contra uma norma que permitia a prescrição de antibióticos por enfermeiros no Distrito Federal.

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’

Anvisa proíbe venda de duas marcas de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’ – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21/1), a apreensão e a proibição da tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”. A decisão também se aplica a retatrutida de todas as marcas e lotes.

Com a medida, os produtos ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou utilizados em todo o país.

Segundo a Anvisa, os medicamentos foram produzidos por empresas desconhecidas e vêm sendo anunciados e vendidos por meio de perfis no Instagram, sem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto à agência.

Em nota, a Anvisa alerta que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a segurança ou a qualidade. Por isso, o uso não é recomendado em nenhuma circunstância.

Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas citadas podem entrar em contato com a Anvisa por meio dos Canais de Atendimento ou acionar a Vigilância Sanitária (Visa) local. A íntegra da resolução está publicada no Diário Oficial da União.

MPMG deflagra segunda fase de operação contra falsificação de medicamentos no Sul de Minas

MPMG deflagra segunda fase de operação contra falsificação de medicamentos no Sul de Minas – Foto: EPTV

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Passos e da 1ª Promotoria de Justiça de Campos Gerais, deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a segunda fase da Operação Reação Adversa, que tem como foco o combate a uma organização criminosa envolvida na falsificação e comercialização de medicamentos.

De acordo com o MPMG, o grupo atuava na região de Campo do Meio (MG) e obtinha vantagem econômica com a produção e venda de medicamentos veterinários e de uso humano falsificados, comercializados por meio de plataformas de e-commerce.

Durante a ação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo do Meio, Boa Esperança, Campo Belo e Ribeirão Preto (SP), expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos Gerais.

Os agentes apreenderam celulares, notebooks, embalagens, medicamentos com indícios de falsificação e realizaram prisões em flagrante.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma estrutura logística compartilhada, com métodos de contrafação dispersos e múltiplas contas de comércio eletrônico registradas em nome de terceiros (“laranjas”), para ocultar a identidade dos envolvidos e o lucro obtido de forma ilícita.

Na primeira fase da operação, o MPMG identificou o controle de 40 lojas virtuais, responsáveis por mais de 10 mil vendas ou anúncios de medicamentos falsificados, com potencial de afetar milhares de animais e pessoas.

A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça e 92 policiais militares, além do apoio do GAECO Regional de Varginha, do Ministério Público de São Paulo (GAECO de Ribeirão Preto) e da 6ª BRAVE (Base Regional de Aviação do Estado de Minas Gerais) da Polícia Militar, que forneceu suporte aéreo.

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado

Supermercado precisará ter farmácia para vender remédio, decide Senado – Foto: reprodução

A CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado fez uma profunda mudança no projeto que queria liberar a venda de remédios nos supermercados.

O texto aprovado na última quarta-feira (17) autoriza a venda de medicamentos desde que haja a instalação de uma farmácia completa dentro dos supermercados.

A versão aprovada tenta alcançar um ponto intermediário entre os interesses dos supermercados – que defendiam liberação completa da venda – e as preocupações com a saúde pública levantadas pelas farmácias – que não queriam a flexibilização das regras.

A proposta inicial do texto previa a venda de medicamentos sem receita médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, diretamente nas gôndolas dos supermercados mercados. Haveria um corredor dos remédios, como há um de alimentos ou itens de limpeza.

Mas, após muito debate na comissão, o relator Humberto Costa, do PT de Pernambuco, alterou radicalmente a proposta.

O senador acatou a preocupação de especialistas e representantes do setor do varejo de medicamentos sobre os riscos à saúde, tais como a automedicação e a falta de orientação profissional.

Assim, o projeto aprovado autoriza a instalação de farmácias e drogarias completas dentro dos supermercados.

A regra prevê que elas estejam fisicamente separadas de outros setores. Ou seja, precisam ser apartadas do supermercado. Além de seguirem rigidamente as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Um dos pontos principais é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

“O relatório conseguiu contemplar os diversos posicionamentos, os diversos legítimos interesses que havia e, como tal, acredito que ele deveria se limitar ao que foi apresentado por nós como relatório”, disse o relator.

O autor do projeto, o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, afirma que o resultado é bom para todos.

“Foi bom para os supermercados, porque a regra inicial era só os medicamentos isentos de prescrição, foi bom para as farmácias, porque ganharam uma regra que preserva as suas regras sanitárias, foi bom para o consumidor que, em tese, passa a ter mais concorrência, e mais concorrência, pela lei do mercado, leva a queda de preços, porque o preço do medicamento hoje influencia na vida das pessoas, dos aposentados, é um preço alto no orçamento”, disse Efraim Filho à Agência Senado.

O texto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo. Por isso, já segue para a Câmara dos Deputados.

Anvisa proíbe comercialização de medicamentos e complemento alimentar

Anvisa proíbe comercialização de medicamentos e complemento alimentar – Foto: reprodução

Os medicamentos Colágeno + Vitamina C; L-Treonato de Magnésio; Espinheira Santa e também o Xarope da Vovó Isabel ou apenas Xarope da Vovó foram retirados da comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além desses produtos, a Agência proibiu também a venda do ingrediente alimentar Curcumyn Long e do lote L42158 do insumo farmacêutico “Dysport® (Toxina Botulínica A), 150 U”.

As resoluções de apreensão e recolhimento desses produtos são assinadas pelo gerente-geral de Inspeção e Fiscalização, Marcus Aurélio Miranda de Araújo, e publicadas no Diário Oficial da União, edição de sexta-feira, 18 de julho. 

De acordo com a Resolução 2.703 da Anvisa, os medicamentos Xarope da Vovó Isabel e Xarope da Vovó são fabricados “por empresa desconhecida” e a comprovação da propaganda e comercialização do produto não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.

Já o fabricante do Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e da Espinheira Santa – Grupo Nutra Nutri Ltda – “não possui autorização de funcionamento” da Anvisa. Os três produtos também não têm registro, notificação ou cadastro na agência.

No caso do lote L42158 do Dysport®, o problema é que a empresa fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda “não reconhece o lote como original, se tratando, portanto, de falsificação.”

Por fim, a Anvisa considerou que o suplemento alimentar Curcumyn Long “não atende às especificações referenciadas na legislação quanto à forma de obtenção”, conforme descreve Resolução 2.705.

Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31)

Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31) - Foto: reprodução
Medicamentos ficarão mais caros a partir desta segunda-feira (31) – Foto: reprodução

A partir de hoje, os preços dos medicamentos no Brasil podem ficar até 5,06% mais caros. O reajuste máximo permitido, que ocorre anualmente, foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

O que aconteceu

O indicador foi definido pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O reajuste é baseado na inflação do IPCA entre os meses de fevereiro do ano anterior e fevereiro do ano em que ocorre o reajuste. Em 2024, o aumento foi de 4,5%.

O ajuste máximo dos preços definido pela Cmed ficou em:

  • 5,06% para medicamentos do nível 1;
  • 3,83% para medicamentos do nível 2 e
  • 2,6% para medicamentos do nível 3.

Os níveis dependem da competitividade dos produtos no mercado, ou seja, com mais alternativas no mercado. Os de nível 1 são os mais competitivos, e os de nível 3, os menos. Os de nível 2 são intermediários.

Reajuste médio será de 3,48%, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). “Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os
contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, afirma Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.

Setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo submetido ao controle de preços. Somente uma vez por ano as indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os preços de seus produtos, para compensar os aumentos de custo de produção acumulados nos 12 meses anteriores.

Reajuste pode ser aplicado neste ano, a partir de hoje, em cerca de 10 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro. Ele não se aplica aos MIPs (medicamentos isentos de prescrição), que têm preços liberados e, portanto, estão fora do controle de preços.

Algumas classes de medicamentos isentos de prescrição:

  • Analgésicos e antitérmicos
  • Antigripais
  • Descongestionantes nasais
  • Antialérgicos
  • Antiácidos
  • Produtos dermatológicos e dermocosméticos
  • Produtos para dor articular e muscular

Novo preço dos medicamentos não é automático e funciona como teto que pode ser cobrado de cada remédio. Os fornecedores têm um período para adaptações e precisam respeitar os “limites legais e suas estratégias diante da concorrência”, afirma a Anvisa. No entanto, mercado pode praticar descontos em cima do valor. Por isso, o preço final pode variar, o reajuste pode ser aplicado até março de 2026. “Em 2024, por exemplo, identificamos medicamentos que tiveram variações maiores que 300% ao longo do ano. Esse é o caso da rivaroxabana, um tipo de anticoagulante, que teve seu preço variando em até 359%”, explica Lélio Souza, vice-presidente de Soluções para Prática Médica da Afya, hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil.

Anvisa tem canal de denúncia caso farmácias cobrem valor do remédio acima do estabelecido em lei. Ao fazer a solicitação (neste link), o consumidor precisará incluir documentos como a nota fiscal e a cópia da ata de preço.

”A lei prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos”, disse a Anvisa.

Veja dicas para economizar

Compre genéricos ou biossimilares. São versões mais baratas e com eficácia comprovada.

Use programas governamentais, como Farmácia Popular. Algumas UBSs também disponibilizam gratuitamente diversos medicamentos via SUS.

Compare preços das farmácias antes da compra.

Compre em maior quantidade. Algumas farmácias oferecem desconto na compra de mais de uma unidade, mas isso só vale se o medicamento tiver validade longa e for de uso contínuo.

Aproveite descontos e programas de fidelidade. Há muitos estabelecimentos que oferecem benefícios para clientes cadastrados.

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos - Foto: Prefeitura de Arcos
Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos – Foto: Prefeitura de Arcos

Cerca de 500 caixas de remédios variados foram descartadas irregularmente em uma estrada rural que liga a área urbana de Arcos (MG) à comunidade de Cristais.

Segundo a prefeitura de Arcos, os medicamentos foram encontrados na última terça-feira (25), após uma denúncia feita à Secretaria de Saúde e Meio Ambiente. Ainda não foi possível identificar o responsável pelo descarte.

De acordo com a prefeitura, os remédios não pertencem a nenhum posto de saúde e nem ao Hospital Municipal.

O material foi recolhido e será incinerado por uma empresa especializada, em Iguatama (MG).

A administração municipal disse que pretende acionar a polícia para procedimentos de praxe.

Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos - Foto: Prefeitura de Arcos
Remédios são descartados irregularmente em estrada rural de Arcos – Foto: Prefeitura de Arcos

Farmácia Popular oferece todos os medicamentos gratuitamente

Farmácia Popular oferece todos os medicamentos gratuitamente - Foto: reprodução
Farmácia Popular oferece todos os medicamentos gratuitamente – Foto: reprodução

O programa Farmácia Popular, uma iniciativa do governo brasileiro para facilitar o acesso a medicamentos essenciais, anunciou uma importante mudança: a gratuidade total de todos os 41 itens disponíveis. Essa medida, anunciada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, representa um avanço significativo na política de saúde pública do país, especialmente para a população idosa que anteriormente arcava com parte dos custos de alguns produtos.

Com a nova política, espera-se que mais de um milhão de pessoas sejam beneficiadas, ampliando o alcance do programa e promovendo uma maior inclusão social. A gratuidade total abrange itens como fraldas geriátricas e medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares, reforçando o compromisso do governo com o cuidado integral à saúde dos cidadãos.

Quais são os Benefícios da Gratuidade Total no Farmácia Popular?

Alívio financeiro

  • Eliminação da necessidade de coparticipação em medicamentos essenciais.
  • Liberação de recursos para outras necessidades básicas familiares.

Melhoria na adesão ao tratamento médico

  • Remoção de barreiras financeiras que impedem o acesso aos medicamentos.
  • Maior adesão aos tratamentos prescritos, resultando em melhores resultados de saúde.

Inclusão de fraldas geriátricas

  • Alívio financeiro para famílias com idosos que necessitam de fraldas geriátricas.
  • Maior dignidade e qualidade de vida para os idosos.

Atenção ao envelhecimento da população

  • Resposta ao envelhecimento populacional, garantindo acesso facilitado a itens essenciais para a saúde dos idosos.
  • Promoção da saúde e bem-estar da população mais velha.

Impacto social

  • Redução das desigualdades no acesso à saúde.
  • Maior acesso a medicamentos para famílias de baixa renda.
  • Melhora na qualidade de vida da população.

Como Será o Credenciamento de Novas Farmácias?

Além da gratuidade total, o programa Farmácia Popular está ampliando sua rede de atendimento através do credenciamento de novas farmácias. Esta expansão visa alcançar municípios que ainda não são atendidos pelo programa, garantindo que todos os brasileiros tenham acesso aos benefícios oferecidos. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, com 31 mil farmácias credenciadas, mas a expectativa é de que esse número cresça significativamente.

O credenciamento de novas farmácias privadas é uma estratégia para garantir que o programa cubra todo o território nacional. Essa expansão é crucial para assegurar que os medicamentos e produtos essenciais cheguem a todas as regiões, especialmente aquelas mais remotas ou com menor infraestrutura de saúde.

Qual é o Impacto Esperado da Expansão do Programa?

A expansão do programa Farmácia Popular e a gratuidade total dos itens têm um impacto direto na saúde pública do Brasil. Ao facilitar o acesso a medicamentos e produtos essenciais, o programa contribui para a prevenção e o tratamento de doenças, reduzindo a necessidade de internações hospitalares e melhorando a qualidade de vida da população.

Além disso, a medida fortalece o sistema de saúde pública, promovendo a equidade no acesso aos serviços de saúde. A inclusão de novas farmácias no programa também impulsiona a economia local, gerando empregos e estimulando o desenvolvimento das comunidades atendidas.

Em suma, a gratuidade total e a expansão do credenciamento de farmácias no programa Farmácia Popular representam um avanço significativo na política de saúde pública do Brasil, promovendo inclusão, equidade e qualidade de vida para todos os cidadãos.

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