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Jornal Folha Regional

Minas confirma caso de gripe aviária e governo decreta emergência sanitária

Minas confirma caso de gripe aviária e governo decreta emergência sanitária - Foto: reprodução
Minas confirma caso de gripe aviária e governo decreta emergência sanitária – Foto: reprodução

Minas Gerais confirmou, nesta terça-feira (27), um foco de gripe aviária. A identificação ocorreu em três aves ornamentais, em um sítio de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em função da identificação, o governador Romeu Zema (Novo) decretou emergência sanitária, em edição especial do Diário Oficial. 

“As medidas de monitoramento, as ações preventivas e a análise de riscos da IAAP serão realizadas em cooperação com o setor privado e o poder público, observados os princípios e as diretrizes estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como os protocolos sanitários estabelecidos na legislação vigente”, diz o texto publicado pelo chefe do Executivo. O decreto tem validade de 180 dias. 

De acordo com o painel de monitoramento de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o foco se deu em uma espécie de cisne negro. Em vídeo enviado à imprensa, o vice-governador, Mateus Simões (Novo), disse que o contágio aconteceu pela passagem de aves migratórias.

“É um risco que infelizmente acontece. E repito, todas as providências estão sendo tomadas. Todos os recursos físicos, estruturais e financeiros estão já à disposição das nossas autoridades sanitárias e não há qualquer risco no consumo de carne ou de ovos”, detalhou Simões. 

À reportagem, o prefeito de Mateus Leme, Renílton Coelho (Republicanos), informou que o vírus foi identificado além do cisne negro, em dois gansos. As suspeitas surgiram no dia 16 de maio, quando os animais foram encontrados mortos e recolhidos para exames laboratoriais. O Executivo municipal monitora, agora, os humanos que vivem no sítio e que podem ter tido algum contato com os animais infectados. 

Esse monitoramento será feito por dez dias, para observar se houve manifestação de sintomas. “Todas as medidas sanitárias já estão sendo tomadas, quero tranquilizar a população que não existe risco comunitário”, disse Coelho. O prefeito reforçou que não há risco às granjas do município e que, do ponto de vista econômico, não há impactos à cidade. “É uma atividade que não tem muita relevância econômica aqui”, completou. 

Medidas sanitárias

O caso não é o primeiro registrado em Minas. Em 2023, houve uma confirmação em um pato de vida livre, também diagnosticado com Influenza Viária de Baixa Patogenicidade (H9N2). Desta vez, trata-se de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). 

Em nota, o Executivo informou que as medidas integram o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), firmado entre União, Estados e setor produtivo. O documento foi editado em 2022, quando surgiu o primeiro foco da doença na América do Sul. 

“Até o momento, não há qualquer comprometimento da produção avícola do estado”, frisou o governo. Conforme o Executivo, as ações de monitoramento e prevenção incluem medidas de biosseguridade das granjas comerciais, políticas de educação sanitária e vigilância nas propriedades classificadas como risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência, além de ações sanitárias em eventuais áreas de foco da doença.

“A transmissão das aves para os humanos não é comum, mas pode ocorrer em pessoas expostas a uma grande carga viral ou que estejam com baixa imunidade. A Influenza Aviária não é transmitida pelos alimentos, desde que esses sejam bem cozidos”, completou o governo mineiro. 

Economia

A reportagem procurou a Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) para comentar sobre a identificação do foco da doença no Estado. A entidade, no entanto, afirmou que os posicionamentos serão esclarecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e por comunicados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

“Essa decisão visa garantir que as informações sejam repassadas de forma mais precisa e oficial, já que esses órgãos estão diretamente à frente da situação”, disse o diretor técnico da Avimig, Gustavo Ribeiro. A ABPA, por sua vez, em comunicado publicado na semana passada, reforçou que não há risco de contaminação pelo consumo de carne de frango e ovos.

“O preparo correto é o principal fator de segurança alimentar para qualquer situação sobre os alimentos”, diz a ABPA, que também orienta a população a seguir medidas no preparo e manejo, como cozinhar completamente carnes e ovos, evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos e higienizar as mãos e utensílios após o preparo dos alimentos.

“Com base em evidências científicas e nas recomendações das autoridades sanitárias nacionais e internacionais, o consumo de carne de frango e ovos no Brasil é, sempre foi e permanecerá seguro”, assegurou a entidade. 

Um estudo da Fundação João Pinheiro (FJP) calculou que Minas Gerais pode perder quase R$ 1 bilhão em receitas com a queda nas exportações de carnes de frango em função do foco de gripe aviária identificado no Rio Grande do Sul na semana passada.

A pesquisa projetou uma queda entre 8,7% a 27% nas comercializações ao exterior dos pacotes de carnes de frango produzidos no estado. O estudo foi feito considerando a manutenção do cenário por um ano e sem levar em consideração o caso em Minas.

A doença 

A gripe aviária voltou ao foco no Brasil nas últimas semanas, com a confirmação de um foco da doença em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O estado gaúcho ainda tem outro foco confirmado em um zoológico de Sapucaia do Sul. 

Com as confirmações, o Brasil sofreu embargos comerciais de mais de 60 países, como China e integrantes da União Europeia, que suspenderam as exportações brasileiras de carnes de frango. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que finalizou, na semana passada, a desinfecção da granja comercial de Montenegro onde o primeiro foco foi identificado. 

Após esse processo, a União pode declarar o país como área livre da gripe aviária em 28 dias, desde que não haja novos focos da doença.

Mercado

O Brasil é o maior exportador de carnes de frango do mundo. A China é o principal destino das exportações do Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do total de 5,16 milhões de toneladas de carnes de frango enviadas a outros países em 2024, mais de 562 mil toneladas, 17,65% do total, desembarcaram na China.

Em seguida, no segundo lugar no ranking de compradores, estão os Emirados Árabes Unidos, que adquiriram mais de 455 mil toneladas. A União Europeia, que aplicou embargo à carne de frango brasileira, é a sétima maior compradora, com 231.890 toneladas. As transações brasileiras ao exterior no ano passado somaram US$ 9,93 bilhões, segundo a ABPA. 

Minas Junina 2025 amplia circuito cultural com participação de mais de 400 municípios e 3 milhões de turistas 

Terceira edição do programa foca na descentralização da promoção, apoio via ICMS Cultural e integração com o turismo 

Minas Junina 2025 amplia circuito cultural com participação de mais de 400 municípios e 3 milhões de turistas  - Foto: divulgação
Minas Junina 2025 amplia circuito cultural com participação de mais de 400 municípios e 3 milhões de turistas  – Foto: divulgação

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), lançou, nesta segunda-feira (26/5), o Minas Junina 2025 como uma política pública estruturante que celebra, valoriza e promove a cultura popular e tradicional em todas as regiões do estado.

Integrado ao Descentra Cultura, programa inédito no Brasil, o projeto assegura uma descentralização efetiva da promoção cultural e fortalece a transversalidade entre cultura e turismo, articulando os municípios, artistas e comunidades no maior circuito junino já realizado no estado.

Mais de 400 municípios mineiros participarão das celebrações em 2025 com apoio do Governo do Estado, seja por meio do fomento direto via editais regionais, da valorização dos patrimônios imateriais ou através de recursos do ICMS Cultural. Incentivos que garantem autonomia e protagonismo às cidades na preservação e ativação de seus bens culturais e festejos tradicionais.

O Minas Junina é também uma política de desenvolvimento. Em 2024, segundo dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secult-MG, a captação via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) chegou a R$ 159 milhões, mobilizando centenas de projetos em festas populares, quadrilhas, reinados, congados, folias e as mais diversas áreas e expressões artísticas. Essa força econômica traduz-se em empregos, turismo local, valorização da identidade mineira e dinamização das cadeias produtivas da cultura.

Programação diversa

Na capital, o Arraiá da Liberdade, promovido pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) e instalado nos jardins do Palácio da Liberdade, será, nos dias 27, 28 e 29/6, o palco simbólico dessa integração entre capital e interior.

Dezenas de grupos de quadrilha, congos, catopês e outras expressões vindas de todas as regiões do estado ocuparão o espaço, celebrando o ciclo junino como momento de encontro, fé, arte e mineiridade.

O Minas Junina 2025 reforça ainda o reconhecimento das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, título conquistado em 2024. Em 2025, o Estado amplia os investimentos nas tradições afro-mineiras com editais exclusivos e apoio técnico por meio do Programa de Proteção da Cultura Afro e do Descentra Cultura.

“O Descentra Cultura é mais que uma política de fomento: é uma política integral, que vai da base, com o apoio técnico e os editais, até a promoção, comunicação e valorização da cultura nos palcos da capital e do interior. É uma engrenagem viva que movimenta todo o sistema de cultura e turismo de Minas Gerais, unindo planejamento, diversidade, protagonismo territorial e mineiridade”, afirma o secretário da Secult-MG, Leônidas de Oliveira.

Com a destinação inédita de 30% dos recursos públicos para a cultura popular e tradicional, Minas Gerais se afirma como referência nacional em políticas culturais democráticas, inclusivas e territorializadas.

Protagonismo do interior

É no interior que o Minas Junina revela seu poder de transformação social e cultural. Em Pavão, no Vale do Mucuri, o Forró do Regaço movimenta moradores e visitantes com shows, danças e comidas típicas.

Piranguinho, no Sul de Minas, orgulhosamente realiza a 18ª Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo, celebração reconhecida como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais.

O Festival Junino de Paraopeba, na Região Central, já se consolidou como evento de grande apelo regional, enquanto o 1º Juninão na Praça, em Rio Paranaíba, estreia com expectativa de se tornar referência no Alto Paranaíba.

Municípios como Itinga, Janaúba, Jequitinhonha, Lagoa da Prata, São João Nepomuceno, Pedra Azul, Monte Azul e tantos outros mostram a força das manifestações culturais locais, com festas que unem fé, música, dança e identidade.

Minas Gerais reduz em 25% o desmatamento na Mata Atlântica

Minas Gerais reduz em 25% o desmatamento na Mata Atlântica - Foto: reprodução
Minas Gerais reduz em 25% o desmatamento na Mata Atlântica – Foto: reprodução

Em celebração ao Dia da Mata Atlântica, comemorado em 27/5, Minas Gerais apresenta uma notícia positiva: o desmatamento no bioma voltou a cair. De acordo com levantamento do Instituto Estadual de Florestas (IEF), entre 2023 e 2024, a área desmatada foi reduzida de 10.030 para 7.451 hectares — queda de 25%. Deste total, apenas 420 hectares tinham autorização para supressão.

Os dados foram obtidos por meio de imagens da constelação de satélites Planet, com resolução espacial de 3,7 metros, capazes de detectar alterações em áreas menores que um hectare. O monitoramento da cobertura vegetal em Minas é realizado desde 2009 pelo IEF e, em 2023, foi aprimorado com a integração da Plataforma Brasil MAIS — iniciativa do Ministério da Justiça e da Polícia Federal que utiliza imagens de alta resolução para gerar alertas de desmatamento. Com isso, o tempo médio de detecção de supressões caiu para apenas 30 dias.

A Fundação SOS Mata Atlântica, que faz monitoramento do bioma, também registrou redução no desmatamento em Minas. Segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), a diminuição entre 2023 e 2024 foi de 24,2%, acima da média nacional, que foi de 14%.

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), tem intensificado o enfrentamento ao desmatamento ilegal com o uso de tecnologias avançadas e ações integradas de fiscalização. O monitoramento contínuo permite identificar áreas sob maior pressão e orientar políticas públicas mais eficazes para a conservação ambiental.

A cooperação entre órgãos ambientais e de segurança pública tem sido essencial. Exemplo disso é a Operação Mata Atlântica em Pé – edição 2024, realizada em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ibama e a própria Semad.

Paralelamente à fiscalização, o Estado também investe em restauração ambiental. Um dos principais marcos é o Tratado da Mata Atlântica, assinado em outubro de 2023 no âmbito do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que prevê o plantio de sete milhões de árvores nativas em áreas degradadas até 2026.

Reconhecida como um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do mundo, a Mata Atlântica conta com aproximadamente 11,1 milhões de hectares remanescentes em Minas Gerais, estado que possui a legislação mais rigorosa do país para sua proteção.

A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, destaca a importância da atuação conjunta. “A expressiva redução do desmatamento na Mata Atlântica é resultado de um esforço coletivo entre o Estado, os municípios e instituições parceiras. Investimos na modernização do monitoramento, ampliamos a presença em campo com ações rigorosas de fiscalização e fomentamos iniciativas de restauração florestal e cooperação local, reforçando o envolvimento da sociedade nesse compromisso”.

A queda de 25% nos índices de desmatamento confirma os resultados positivos dessa união de esforços em prol da preservação de um dos mais importantes patrimônios naturais do país.

Com alta no preço do café, ladrões miram lavouras e furtam grãos diretamente das plantações no interior de Minas Gerais

Com alta no preço do café, ladrões miram lavouras e furtam grãos diretamente das plantações no interior de Minas Gerais

Com o preço da saca de café atingindo níveis históricos em 2025, os produtores do Sul de Minas têm sofrido com uma ameaça às lavouras: os furtos diretamente das plantações.

Casos como o do homem preso em Campestre (MG) ao ser flagrado com sacos de café recém-colhidos e o de um suspeito que foi espancado e morto ao ser pego furtando café no pé em uma propriedade rural em Ibiraci (MG) são exemplos recentes dessas ações criminosas.

Isso tem mobilizado agricultores e associações rurais a investirem em alternativas que proporcionem mais segurança às lavouras, como câmeras de monitoramento e vigilantes particulares.

A percepção é unânime entre os produtores: o campo virou alvo, e a sensação de vulnerabilidade nunca foi tão alta.

A reportagem pediu à polícia dados recentes de registros desse tipo de crime, mas não tinha recebido até a última atualização desta reportagem. A Polícia Militar informou que vem realizando várias operações na tentativa de coibir a onda de furtos de café na região.

Alta nos preços, insegurança e prejuízos financeiros

A cafeicultora de Ilicínea, Alessandra Peloso, já foi furtada três vezes. Além do café, ela teve outros itens levados.

“Uma vez levaram duas trinchas (máquinas) e roubaram 20 sacas. Dessa última vez roubaram 163 ou 167, não lembro a quantidade certinha. Roubaram pneus, produtos agrícolas, roubaram bastante coisa”, contou a produtora.

Os prejuízos recorrentes desanimaram Alessandra com a produção, mas, apesar da frustração, ela mantém confiança no trabalho da polícia para resolver o último furto.

“Eu estou muito desanimada em mexer com a fazenda, não confio em mais ninguém. Está super complicado, a gente só vai levando prejuízo. (…) Dessa vez a polícia está em cima, eu acho que eles vão conseguir pegar, porque está bem adiantada a investigação”.

Segundo Ricardo Schneider, presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG), essa onda de furtos está relacionada à alta dos valores da saca de café. Para se ter uma dimensão, a inflação acumulada do café moído é a maior em 12 meses desde maio de 1995, quando o índice foi de 85,5%.

“Esse risco é aumentado na medida que o preço do café é maior. Então quanto mais caro ele fica, mais atrativo é para os ladrões interessados nisso, principalmente onde o café está mais vulnerável, que é nas propriedades, na própria lavoura”.

O presidente ainda explicou que essa variação dos preços é influenciada pelas condições climáticas e consequentemente pela oferta e demanda do produto.

“Atualmente, o mercado global de café registra preços historicamente elevados, impulsionados pela combinação de oferta restrita e demanda firme. Além dos problemas climáticos no Brasil e na Colômbia, a seca severa no Vietnã, maior produtor da espécie robusta, reduziu significativamente a produção, agravando a escassez global e pressionando os preços”.

Produtores clamam por mais segurança

Recentemente, um grupo de cafeicultores realizou uma manifestação na cidade de Campestre, reivindicando mais segurança no campo, devido ao aumento dos furtos de maquinários e de café registrados.

Em entrevista, eles expressaram o medo de serem vítimas e a indignação por perderem um trabalho feito com tanto sacrifício. “A gente está ‘na fila’, qualquer hora pode ser qualquer um de nós”, disse Luiz Fernando Muniz.

“Vale a pena continuar? Vale a pena a gente amanhecer cinco horas da manhã? Tem três anos que eu ‘tô’ aqui, mas esse pessoal aqui é a vida inteira, debaixo do sol, com a mão calejada. Qual é a segurança que a gente tem?” questionou o também produtor Giovanni Salomão.

Reforço na segurança

Em entrevista, a Tenente-coronel Bianca Grossi, comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais, detalhou que a PM está realizando várias operações na tentativa de coibir a onda de furtos de café que vem acontecendo na região.

“Uma das medidas é a realização da Operação Agro-gerais Seguro. Nessa operação a gente cumpriu mandados de busca e apreensão, realizou diversas apreensões de armas de fogo, prisões de pessoas, e ela vem sendo executada algumas vezes, mais ou menos uma vez por mês a gente está fazendo essa operação”.

Ainda conforme a tenente-coronel, o contato com os produtores, sindicatos e associações de cafeicultores, é de extrema importância nesse processo, pois nesse contato são passadas orientações importantes de segurança.

“Nessas reuniões a gente tem dado orientações em relação à segurança. Inclusive, uma das coisas que tem dado muito resultado é o aumento na instalação de câmeras de segurança ou câmeras com a tecnologia que fazem a leitura de placas de veículos. Esses dados são colocados dentro de um sistema que a Polícia Militar já possui, e que tem ajudado muito na prevenção e repressão de crimes, sejam eles furtos ou roubos”.

Além das ações citadas, a PM também atua através da patrulha rural, onde dois militares são direcionados especificamente ao policiamento rural e tem contato direto com os produtores, mantendo uma lista de cadastro das propriedades monitoradas.

Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas Gerais, explicou que os produtores estão buscando mais opções para assegurar a proteção das propriedades. “Algumas associações estão se mobilizando internamente devido ao tamanho do território de cada município, contratando empresas particulares para fazerem esse monitoramento”, disse.

O presidente ainda ressaltou que a comunicação entre os produtores e as forças de segurança é de extrema importância para o combate aos furtos.

“Para o safrista que vem de outras regiões, a orientação que está sendo passada é entrar em contato, principalmente com a polícia, para poder identificar se esses safristas que estão vindo já têm passagem pela polícia, para que pelo menos sejam monitorados. (…) Comunicação é o melhor mecanismo para poder pelo menos frear ou até mesmo inibir”.

Sobre as investigações das ocorrências, a Polícia Civil de Minas Gerais respondeu que tem atuado de forma contínua na apuração e resolução dos crimes ocorridos em áreas rurais, e que foram criadas Delegacias Especializadas nessas investigações em todas as unidades regionais pertencentes ao 18º Departamento de Polícia de Poços de Caldas.

Via: G1

Minas Gerais vive ‘boom’ na hotelaria e se destaca em novo ciclo de crescimento no Brasil

Minas Beach Park - Foto: Divulgação
Minas Beach Park – Foto: Divulgação

O setor hoteleiro brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, e Minas Gerais desponta como um dos protagonistas desse movimento. Segundo o Panorama da Hotelaria Brasileira 2025, elaborado pela Hotel Invest, o estado é o segundo do país com maior número de hotéis em desenvolvimento, somando 21 projetos, atrás apenas de São Paulo (37).

Minas Gerais supera destinos turísticos consolidados como Rio de Janeiro (8) e Bahia (7), afirmando-se como um dos principais polos de atração de investimentos hoteleiros do Brasil.

A tendência nacional aponta para uma concentração no Sudeste, que abriga 50% de todos os novos empreendimentos hoteleiros, com destaque para a interiorização das ofertas: 73% dos projetos estão fora das capitais.

Minas Gerais alinha-se a esse movimento, com investimentos em todas as regiões do estado, do Sul ao Norte, do Mar de Minas à Cordilheira do Espinhaço.

Entre os principais empreendimentos de alto padrão em território mineiro, destacam-se:

  • Vila Galé Collection Ouro Preto – Primeiro hotel da rede portuguesa em Minas Gerais, internacionalizando o turismo cultural da cidade histórica. 
  • Eko Resort Canastra – Nova referência do turismo de natureza e de experiências no Brasil. 
  • Minas Beach Resort, em Raul Soares – Expansão de um dos maiores complexos aquáticos da Zona da Mata. 
  • Rede Fasano, na região de Tiradentes – Projeto ligado ao turismo de luxo e à valorização do patrimônio histórico.


​Além dos empreendimentos, o Governo de Minas direcionou diversos investimentos para regiões do Mar de Minas, do Circuito Liberdade, Serra do Cipó, Brumadinho, Caxambu e Poços de Caldas, consolidando o turismo sustentável e regionalizado.

“Minas se preparou para crescer. Hoje, temos segurança jurídica, um ambiente favorável para o investimento e um planejamento estratégico que integra infraestrutura, cultura e turismo. A confiança dos investidores é o maior sinal de que estamos no caminho certo”, destaca o governador Romeu Zema.

Com empreendimentos que combinam sofisticação, hospitalidade e autenticidade, Minas Gerais vive um boom hoteleiro inédito, conectado ao avanço da infraestrutura, à valorização da cultura e à força da gastronomia mineira.

“Minas Gerais vive hoje o seu maior ciclo de prosperidade no turismo. A chegada de grandes redes, nacionais e internacionais, mostra que a economia da criatividade e da hospitalidade se tornou central na nova matriz de desenvolvimento do estado. Estamos transformando o turismo em política de Estado, com impacto direto em emprego, renda e imagem internacional”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Em 2025, o setor hoteleiro brasileiro deve investir R$ 10,6 bilhões em novos projetos, representando um crescimento de 7,8% em relação a 2024. O levantamento mostra ainda que apenas 24% dos projetos estão em capitais, e que o interior tornou-se o novo centro dinâmico da hotelaria brasileira.

Com essa nova fase, Minas Gerais consolida-se como destino estratégico da nova hotelaria brasileira, voltada para a experiência, a sustentabilidade e a valorização do território. 

Prefeitos de São José da Barra e Capitólio são destaques na reunião dos municípios da ALAGO em Brasília

Prefeitos de São José da Barra e Capitólio são destaques na reunião dos municípios da ALAGO em Brasília - Foto: divulgação
Prefeitos de São José da Barra e Capitólio são destaques na reunião dos municípios da ALAGO em Brasília – Foto: divulgação

Na última terça-feira (20), prefeitos das cidades banhadas pelo Lago de Furnas e associadas da ALAGO — Associação dos Municípios do Lago de Furnas — , se reuniram com o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o Diretor da Eletrobrás, Bruno Eustáquio, onde levaram diversas demandas do Lago de Furnas

De acordo com o presidente da Alago, prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, os eventos foram fundamentais para evidenciar a força da união entre os prefeitos.

“Foi muito importante porque os prefeitos compareceram em massa, mostrando a força da união e cooperação em torno da defesa das pautas prioritárias do Lago de Furnas”, destacou.

Entre os temas debatidos estão questões cruciais como a Cota 762, o uso múltiplo das águas do Lago, a regularização do uso do solo nas margens do Lago, e a utilização dos recursos provenientes da privatização da Eletrobrás, especificamente com a liberação de uma etapa anunciada pelo ministro Alexandre Silveira. Além disso, os prefeitos discutiram melhorias nas balsas que fazem o transporte entre os municípios da região.

Outro momento importante ocorreu no Ministério de Minas e Energia, onde os prefeitos foram recebidos em uma reunião especial organizada para discutir as necessidades do Lago de Furnas. O ministro Alexandre Silveira detalhou a liberação de recursos da privatização da Eletrobrás e ouviu as demandas dos gestores locais. Em sua fala, Silveira reforçou o papel das prefeituras como elos essenciais entre a população e o Estado, e destacou a importância da continuidade da colaboração entre os diferentes níveis de governo para atender às realidades locais.

Cristiano Silva, ao final das discussões, enfatizou a força da união entre os prefeitos da Alago e o impacto positivo dessa cooperação. “O trabalho coletivo que realizamos em Brasília é a chave para alcançarmos os resultados que tanto almejamos para os nossos municípios e para o Lago de Furnas. A união dos prefeitos é uma demonstração clara de que, juntos, podemos conquistar avanços significativos para a nossa região”, concluiu.

O prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, solicitou diversas áreas para a Eletrobrás, assim como investimentos de R$ 15 milhões no saneamento básico da cidade.

Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional

Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional - Foto: divulgação
Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional – Foto: divulgação

Minas Gerais foi o estado brasileiro que, proporcionalmente, mais aplicou doses da vacina contra a influenza no dia D da campanha nacional, realizado em 10/5. Em apenas um dia, foram administradas 338 mil doses, o que representa 21,23% do total aplicado no país. A mobilização contou com a participação expressiva dos municípios mineiros e refletiu o esforço coletivo para ampliar a cobertura vacinal.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Eduardo Prosdocimi, ressaltou o impacto da ação conjunta entre Estado e municípios.

“Esse resultado é fruto de um trabalho intenso de articulação, investimento e planejamento. Mobilizamos profissionais de saúde, equipes de vacinação e a própria população para alcançar um número tão expressivo em apenas 24 horas”, afirmou.

Prosdocimi destacou ainda que a adesão dos municípios foi essencial para o sucesso da campanha.

“Mais de 85% das cidades mineiras participaram ativamente do dia D, com ações dentro das unidades de saúde e o uso de estratégias como os vacimóveis. Todas as 28 regionais de saúde estiveram engajadas. Essa capilaridade foi fundamental para levar a vacina a quem mais precisa”, completou.

Campanha 2025

Desde o início da campanha, em 7/4, até 19/5, Minas Gerais já aplicou 3.524.452 doses da vacina contra a gripe. Ao todo, a SES-MG recebeu 5,7 milhões de doses, que foram distribuídas aos municípios. Minas foi o primeiro estado brasileiro a ampliar a imunização para toda a população acima de seis meses de idade, antecipando a recomendação do Ministério da Saúde.

Neste ano, a vacina contra a influenza passou a integrar o calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), estando disponível durante todo o ano nas unidades de saúde. A dose de 2025 protege contra os vírus influenza A H1N1, H3N2 e influenza B, e pode ser administrada juntamente com outras vacinas previstas no calendário nacional.

A vacinação é essencial para reduzir casos graves e mortes causadas pela gripe, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades. A doença, embora comum, pode evoluir para complicações graves como pneumonia e levar à internação hospitalar.

Panorama da influenza em Minas

De acordo com dados do SUSFácil, sistema estadual de regulação, já foram registradas 1.022 internações por complicações da gripe em 2025. O Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) também contabilizou 21 óbitos no estado no mesmo período. Os números reforçam a importância da imunização como ferramenta de proteção coletiva.

Cemig é condenada a depositar quase R$ 1 bi por rombo em fundo de previdência

Cemig é condenada a depositar quase R$ 1 bi por rombo em fundo de previdência - Foto: reprodução
Cemig é condenada a depositar quase R$ 1 bi por rombo em fundo de previdência – Foto: reprodução

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e suas subsidiárias terão 15 dias para depositar R$ 912 milhões para ajudar a cobrir um déficit técnico bilionário em um plano de previdência, que administra a aposentadoria complementar de empregados e ex-empregados da estatal.

O juiz Ricardo Sávio de Oliveira, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, acolheu pedido de tutela de urgência após ação movida pela Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz). Segundo a entidade, o valor exigido corresponde a 50% do rombo de R$ 2,2 bilhões, que foi identificado em 2022 no Plano A, um dos mais antigos da fundação.

Criado em 1997, o fundo é fruto de uma reestruturação no modelo de previdência dos empregados da Cemig. Na ocasião, de acordo com a Forluz, ficou estabelecido contratualmente que eventuais déficits seriam integralmente arcados pelas patrocinadoras, que, no caso, são a Cemig e suas subsidiárias Cemig GT (Geração e Transmissão) e Cemig D (Distribuição).

No processo, a fundação alegou que, apesar da vigência e da eficácia do acordo por mais de duas décadas, as empresas deixaram de cumprir com sua obrigação ao não aportarem os valores necessários para recuperar o equilíbrio financeiro do fundo, que garante a complementação de aposentadorias dos trabalhadores.

Por outro lado, a Cemig contestou a validade do Artigo 57 do regulamento do Plano A, que impõe à empresa o dever exclusivo de cobrir déficits. A estatal argumenta que a cláusula nunca foi aprovada formalmente pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e que a Constituição exige “paridade contributiva entre empresa e participantes”, o que a impediria de arcar totalmente com o déficit “sem infringir regras legais e orientações do Tribunal de Contas da União”.

Ainda assim, a própria companhia reconheceu que, caso fique comprovada sua obrigação, ela deveria se limitar a 50% do déficit, valor considerado incontroverso pelas partes e que motivou a decisão liminar.

Juiz vê risco de colapso

Na decisão, o magistrado afirma que os documentos apresentados pela Forluz demonstram a urgência da medida, diante do risco de comprometimento da capacidade do fundo previdenciário em cobrir suas obrigações financeiras.

“O inadimplemento das rés (Cemig e subsidiárias) quanto ao aporte de recursos decorrentes do déficit técnico apurado compromete a estabilidade atuarial do Plano A, podendo afetar a solvência do fundo de previdência complementar”, escreveu o juiz.

Ricardo Sávio de Oliveira também avaliou que a decisão é reversível, já que, caso a Cemig vença o processo, ainda poderá ser ressarcida ou compensada em aportes futuros ao fundo de pensão.

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência Cibernética e se torna Estado pioneiro na estrutura de combate a ataques em escolas

Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência Cibernética e se torna Estado pioneiro na estrutura de combate a ataques em escolas - Foto: divulgação
Governo de Minas inaugura Centro de Inteligência Cibernética e se torna Estado pioneiro na estrutura de combate a ataques em escolas – Foto: divulgação

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, inaugurou, nesta terça-feira (20/5), o Centro Integrado de Inteligência Cibernética (Ciberint). O novo equipamento coloca Minas Gerais como estado pioneiro na criação de um espaço voltado à atuação na prevenção, neutralização e repressão a atos criminosos relacionados a discursos extremistas e à violência em escolas.

O Ciberint funcionará na sede da Agência Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), no Prédio Alterosas, na Cidade Administrativa, sede o Governo de Minas, em Belo Horizonte.

O local foi equipado com computadores modernos, dotados de tecnologia avançada, permitindo que representantes de diferentes instituições atuem de forma integrada no monitoramento de redes sociais, jogos on-line, fontes abertas, deep web e dark web, identificando ameaças de ataques em escolas, bem como no combate a demais crimes virtuais.

“Esse projeto foi apresentado ao Ministério da Justiça para a captação de recursos, concorreu com mais de 700 outros e foi selecionado em primeiro lugar. Recebeu R$ 3 milhões, que foram aplicados na estruturação do laboratório localizado no 1º andar do Prédio Alterosas. Nós temos, nesse laboratório, o trabalho integrado de todas as nossas forças, coordenadas pela Sejusp, com o objetivo de monitoramento do espaço digital, deep web e dark web”, destacou o vice-governador Mateus Simões.

Centro de pesquisa

O investimento em tecnologia e conhecimento cibernético para navegar em ambientes comumente utilizados pelos jovens na internet permitirá prevenir e neutralizar tais ataques.

O Ciberint também será um centro de pesquisa, recebimento, tratamento e difusão de denúncias entre todas as instituições com atuação na temática.

Em Minas, a atuação para prevenir a violência nas escolas e garantir um ambiente saudável aos profissionais e estudantes ocorre desde 2023.  A complexidade de atuar no sentido de evitar o uso da internet na organização de crimes nas escolas, no entanto, exigia recursos cada vez mais modernos para viabilizar um ágil compartilhamento de informações entre as forças de segurança e instituições parceiras, como o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O Ciberint veio para preencher essa lacuna.

Crimes resolvidos

O vice-governador explica que a estrutura também pode ser usada nas investigações depois que crimes são cometidos. “Será utilizado para isso, mas o nosso principal objetivo é identificar aqueles jovens que estejam em situação que demande a atuação da família, da justiça, das estruturas médicas. Nós já temos vários casos que foram resolvidos a partir do nosso esforço digital. Até o momento, 43 casos já foram solucionados e ataques impedidos pela atuação das nossas polícias”, informou.

“Nós temos certeza que, com essa nova estrutura, esse número vai crescer exponencialmente. É importante que as famílias entendam que a situação que conseguimos monitorar daqui é motivo de grande preocupação para todos nós”, alertou o vice-governador.

Protocolo de atuação

O trabalho integrado será coordenado pela Agência Central de Inteligência da Sejusp, respeitando a autonomia das instituições, com base em um protocolo de atuação que está sendo construído de forma também conjunta.

O objetivo é fortalecer, assim, o diálogo entre os órgãos de segurança pública e de persecução penal e os diferentes atores da comunidade escolar, promovendo uma atuação ininterrupta e sistêmica.

A atuação conjunta realizada pelo Grupo Estadual de Inteligência para prevenção e repressão à violência escolar, no âmbito do Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública de Minas Gerais (Seisp/MG) e da parceria com o Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento da Violência Extrema nas Escolas no Estado de Minas Gerais (GIE Escolas), do MPMG, ocorre desde 2023.

Padre do interior de MG viraliza ao negar batizados de bebês reborn

Padre do interior de MG viraliza ao negar batizados de bebês reborn - Foto: redes sociais
Padre do interior de MG viraliza ao negar batizados de bebês reborn – Foto: redes sociais

O padre Chrystian Shankar, de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, conhecido por sua comunicação espirituosa e com mais de 3,7 milhões de seguidores nas redes sociais, viralizou ao publicar uma nota de esclarecimento bem-humorada. O religioso ironizou possíveis pedidos inusitados de fiéis para realizar rituais religiosos com bebês reborn — bonecas hiper-realistas que imitam recém-nascidos e podem custar até R$ 9.500.

“Não estou realizando batizados para bonecas reborn recém-nascidas. Nem atendendo mães de boneca reborn que buscam por catequese. Nem celebrando missa de primeira comunhão para crianças reborn. Nem oração de libertação para bebê possuído por um espírito reborn”, escreveu o padre, em tom satírico. Ele ainda completou: “Também não celebro missa de sétimo dia para reborn que arriou a bateria”.

A postagem repercutiu rapidamente e, até esta segunda-feira (19/5), já acumulava 374 mil curtidas, 75,4 mil compartilhamentos e 31,4 mil comentários — muitos deles interações bem-humoradas e de apoio ao tom adotado pelo religioso.

Nos comentários, internautas aproveitaram a deixa para também brincar com a situação. “Vão te acusar de ‘rebornfobia’”, ironizou uma seguidora. Na sequência, outra comentou: “Estou sem acreditar que tem gente indo procurar padre para batizar boneca”. Já um terceiro brincou: “A que ponto chegamos? Chamem o Darwin para desfazer a sua teoria da evolução”.

Com leveza e ironia, Shankar fez um alerta importante: “situações como essa devem ser encaminhadas ao psicólogo, psiquiatras ou, em último caso, ao fabricante da boneca”.

Conhecido por abordar temas delicados de forma acessível e carismática, o padre arrancou risos, aplausos, mas também deixou seguidores incrédulos com a possibilidade de pedidos de batizados. Ainda no tom irônico, alguns chegaram a dizer que ele seria denunciado ao “Conselho Tutelar dos Reborns”.

Bebês reborn

Os brinquedos, que chamam atenção por detalhes como pele macia, veias aparentes, rugas, olhos expressivos e até cabelos implantados fio a fio, ganharam popularidade nas redes sociais nas últimas semanas, mas sua origem é bem mais antiga.

A ideia das bonecas reborn surgiu durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), período marcado pela escassez de recursos na Europa. Diante da dificuldade de encontrar brinquedos, mães e artesãs passaram a modificar bonecas comuns, com o objetivo de deixá-las mais realistas e expressivas para as crianças da época.

Jornal Folha Regional
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