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Jornal Folha Regional

Neblina aumenta número de acidentes em Minas

Neblina aumenta número de acidentes em Minas - Foto: reprodução
Neblina aumenta número de acidentes em Minas – Foto: reprodução

Durante o período de outono e inverno, que vai de de março a setembro, é comum em Minas Gerais a formação de neblina. O fenômeno, que decorre da condensação do vapor d’água presente no ar, representa perigo a motoristas. De acordo com o Boletim de Trânsito da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de 2024, seis das dez principais causas de acidentes no país estão relacionadas à baixa visibilidade.

Praticamente junto com a chegada do outono, no dia 8 de maio, o governo de Minas Gerais lançou da campanha Maio Amarelo 2025, com o tema “Mobilidade humana, responsabilidade humana”, com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a necessidade do cumprimento às leis de trânsito e, consequentemente, propiciar uma redução de acidentes.

Cabe destacar que o Brasil é o terceiro país com maior número de acidentes rodoviários, atrás apenas da China e da Índia. Em 2023, o país registrou 34.881 mortes no trânsito, o que representa um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) destaca que 90% dos acidentes no Brasil são causados por falha humana.

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Diante disso, motoristas e motociclistas precisam redobrar os cuidados ao transitar por vias encobertas por neblina. Sob nevoeiro, o condutor deve reduzir a visibilidade, mas não é aconselhável parar no acostamento ou em outros locais próximos à faixa de rolamento: o ideal, nesses casos é procurar um posto de combustíveis ou outro lugar seguro.

É essencial manter os faróis acesos, mas sempre nos fachos baixos: a luz alta reflete nas gotículas de água e piora ainda mais a visibilidade do motorista. Se a serração estiver muito densa, o motorista deve se guiar pela pintura das faixas da pista. O acionamento de faróis ou lanternas de neblina, caso o veículo for equipado com esses itens, ajuda a visualizar essas referências. 

Outros fatores de risco

No período noturno, a visibilidade fica ainda mais prejudicada. Ainda segundo a Abramet, ao anoitecer, os motoristas perdem até 50% da percepção visual da estrada. Embora seja mais rara em Minas Gerais  durante o período de outono e inverno, a chuva também é um fator de risco. 

Um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo revela que, em dias de chuva, o número de acidentes com vítimas aumenta cerca de 70%. Já a Abramet destaca que 90% dos acidentes no Brasil são causados por falha humana.

Além de dirigir de maneira prudente e dentro da lei, é essencial manter o veículo em bom estado. “Verificar alguns itens de segurança, como faróis, e trocar as palhetas regularmente, são coisas simples e acessíveis, e um passo importante para evitar acidentes”, afirma Leonardo Salomé, CEO da Autoimpact, empresa especializada em palhetas automotivas. Os pneus, únicos pontos de contato entre o veículo e o solo, também devem estar em perfeitas condições. 

Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos

Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos - Foto: divulgação
Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos – Foto: divulgação

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) já realizou mais de 300 ações no ano passado para redução do risco de acidentes de trânsito em Minas Gerais. Essas iniciativas foram implementadas a partir de estudo da corporação em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), que traçou o retrato das estradas mineiras e criou o primeiro banco de dados unificado do país sobre acidentes de trânsito no estado mineiro.

O levantamento reuniu mais de 2 milhões de registros de acidentes de trânsito entre 2019 e 2025 e será fundamental para a adoção de novas políticas públicas de forma a nortear o atendimento do CBMMG e reduzir o tempo de resposta nas ocorrências de trânsito.

Entre o ano passado e este ano já foram instaladas também três novas unidades do Corpo de Bombeiros Militar nas cidades Itaobim, Campo Belo e João Monlevade, além de duas Brigadas de Incêndio, treinadas pelo CBMMG, nas cidades de Paraisópolis e Carandaí. A chegada de mais uma viatura especializada para o atendimento de emergências envolvendo substâncias químicas perigosas também reflete a preparação para o alto índice de acidentes dessa natureza, constatadas pelo estudo.

O levantamento apontou nas denominadas “áreas quentes”,  trechos de rodovias ou regiões que concentram maior número de acidentes, nos últimos três anos. O Corpo de Bombeiros Militar registrou mais de 70 mil atendimentos envolvendo acidentes de trânsito em todo o estado, sendo a região Norte a de maior índice de letalidade. Outra constatação já esperada mostrou que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentra o maior volume dos atendimentos. 

Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos - Foto: divulgação
Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos – Foto: divulgação

“O banco de dados unificado orienta de forma estratégica o direcionamento de políticas públicas de prevenção, bem como o investimento do Estado na proteção à vida no trânsito”, detalhou o vice-governador Mateus Simões.

O Acordo de Cooperação Técnico-Científico firmado pelo CBMMG e a SES permitiu a criação do primeiro banco unificado do país que reúne dados dos principais órgãos atrelados aos acidentes de trânsito: CBMMG, SES, Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“O conhecimento científico tem sido nosso aliado; e os resultados deste estudo nos permitiu direcionar, com precisão, os recursos disponíveis para otimizar o nosso atendimento em algumas regiões de Minas, como é o caso de João Monlevade, onde foi instalado um Pelotão de Bombeiros, reduzindo pela metade o tempo resposta”, explicou a comandante-geral do CBMMG, coronel Jordana Filgueiras. 

Investimento em pesquisas

Mas os investimentos na área científica não param por aí. Recentemente, o CBMMG, assinou um Termo de Cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trará resultados diretos para o serviço operacional.

A parceria  possibilitará novos trabalhos nos campos das geociências, ciência de dados, modelagem, sensoriamento remoto, dentre outras áreas. Uma das futuras ações envolverá automatização de tarefas e a utilização de inteligência artificial em prol de atendimentos mais precisos e eficientes.

Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos - Foto: divulgação
Bombeiros em Minas intensificam ações para reduzir riscos de acidentes no trânsito e agilizar atendimentos – Foto: divulgação

Minas Gerais expande rede hoteleira e consolida turismo como força econômica inovadora

Minas Gerais expande rede hoteleira e consolida turismo como força econômica inovadora - Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG – Evandro Rodney / Semad
Minas Gerais expande rede hoteleira e consolida turismo como força econômica inovadora – Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG – Evandro Rodney / Semad

Minas Gerais vive um ciclo virtuoso de crescimento econômico ancorado no turismo, na hospitalidade e na cultura. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Observatório do Turismo de Minas Gerais, o estado superou a marca de 32 milhões de turistas em 2024, com crescimento de 11,8% na atividade turística, mais do que o dobro da média nacional.

O setor já é responsável por milhares de novos empregos e por atrair investimentos estruturantes em todas as regiões mineiras. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), adota um estratégia articulada de promoção, incentivos e fomento à originalidade das experiências, o que torna Minas o principal destino de investimentos hoteleiros no país.

“Estamos assistindo à formação de uma nova potência econômica baseada na cultura, na hospitalidade e na identidade mineira. Minas acolhe, preserva e ao mesmo tempo inova. Esse é o futuro que já está em curso, com trabalho sério, visão estratégica e amor pelo que somos”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

Um estado que se reinventa pela hospitalidade

A chegada de empreendimentos internacionais, a revitalização de patrimônios simbólicos e a consolidação de uma rede variada de pousadas, resorts e hospedagens de charme mostram como Minas Gerais transformou sua vocação em política pública e desenvolvimento real.

Um destaque é o DoubleTree by Hilton Serra da Canastra, que será inaugurado em 2028 em São João Batista do Glória, no Sudoeste de Minas, com investimento de R$ 200 milhões. Com 201 quartos, spa, centro de convenções e acesso exclusivo ao Lago de Furnas, o projeto é considerado um dos mais emblemáticos da nova fase do turismo mineiro.

Outro marco é a abertura do hotel Vila Galé Collection Ouro Preto, no histórico Colégio Dom Bosco, em Cachoeira do Campo. O resort, com 311 quartos, vinhedo, haras e centro de convenções, será inaugurado no dia 24/5 e reafirma o modelo mineiro de integrar cultura, natureza e hospitalidade.

Em Belo Horizonte, o Hotel Trinta e Um é outro empreendimento que deverá ser inaugurado em breve, no bairro de Lourdes, com foco na experiência mineira de luxo e um restaurante autoral, chamado Trintaeum, que será o primeiro inteiramente dedicado à cozinha mineira contemporânea da alta gastronomia, tornando-se vitrine da culinária reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Minas também se destaca na revalorização do patrimônio hoteleiro. O Palace Hotel, em Poços de Caldas, no sul do estado, passou por um amplo processo de restauração, devolvendo à cidade um ícone da era das águas termais.

Ao lado dele, empreendimentos como o Clara Resort, junto ao Inhotim em Brumadinho, e o projeto Ibity, na Zona da Mata, apontam para o crescimento do turismo de experiência e base comunitária na Serra da Mantiqueira.

Uma hotelaria em rede e expansão permanente

A Accor Hotels, uma das maiores redes globais, consolidou Minas Gerais como seu segundo maior mercado no Brasil. Já opera 30 unidades em cidades como Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora, e planeja outros dez novos empreendimentos até 2028, entre eles o Tribe BH e novos Ibis Styles em Varginha, Araxá, Uberaba, Passos, Patrocínio e Montes Claros.

Em paralelo, pousadas de charme, hotéis-fazenda e hospedagens em plataformas como Airbnb expandem-se por Lavras Novas, Serra do Cipó, Carrancas, Vale do Jequitinhonha e Mantiqueira de Minas. O turismo rural ganha corpo como alternativa econômica e modo de vida sustentável.

Minas é exemplo para o Brasil

O turismo em Minas é, hoje, uma das maiores fontes de crescimento sustentável, com políticas de descentralização como o ICMS Turismo, que em 2024 repassou mais de R$ 81 milhões a 513 municípios. O estado lidera também a geração de empregos formais no setor, com mais de 50 mil postos criados em 2024.

Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas

Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas - Foto: reprodução
Morte de idosos por gripe dispara e aumenta 375% em Minas – Foto: reprodução

No Brasil, o inverno começa oficialmente em 20 de junho, mas as baixas temperaturas que atingem diversas cidades de Minas Gerais desde o fim de abril já acendem o alerta para as síndromes respiratórias. Neste ano, até 7 de maio, o Estado contabilizou 29.723 internações causadas por enfermidades como pneumonia, gripe, sinusite, Covid, entre outras, o que levou o governador Romeu Zema (Novo) a decretar situação de emergência em saúde pública, válida por 180 dias.

Publicada em edição extra do jornal “Minas Gerais” no último dia 2, a deliberação reconhece que a capacidade de assistência da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) tem atingido o limite em diversas cidades. A situação levou Belo Horizonte e ao menos três cidades da região metropolitana (Betim, Contagem e Santa Luzia) a também declarar a emergência.

A ampliação da campanha de vacinação contra a gripe para toda a população foi outra medida adotada para combater o crítico cenário epidemiológico nas cidades, à exceção de Santa Luzia.

A situação é grave, já que a doença pode evoluir para óbitos, principalmente entre os idosos. Em Minas, no ano passado, dos 370 hospitalizados com mais de 60 anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – causada pelo influenza, o vírus da gripe –, 76 morreram, quase um a cada cinco casos (confira a situação do Estado abaixo).

Outro dado alarmante sobre a doença especialmente nessa faixa etária é que o número de mortes por gripe cresceu muito de 2023 para 2024: em BH, a alta foi de 450%. Houve elevação também no Estado, de 375%; e no Brasil, de 179%.

Motivações. Esse cenário é reflexo da adesão aquém do necessário da população à Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, segundo o infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Essa baixa procura ocorre muito por conta dos ‘negacionistas de plantão’, que disseminam falsas notícias (sobre a segurança e eficácia da vacina)”, disse.

A chegada de cepas mais agressivas do vírus ajuda a piorar a situação, acrescentou a médica Maria Rita Rassi, mestre em saúde pública e professora da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh). Para combater esse aumento, ela propõe a realização de “campanhas de vacinação mais eficazes”, com o combate à desinformação; e a ampliação da cobertura vacinal, com acesso mais facilitado aos imunizantes.

Questionado pelo Super Notícia sobre a possibilidade de a imunização ser feita também em escolas, medida defendida por especialistas para elevar a cobertura vacinal, o Estado não havia retornado até o fechamento da edição (veja dicas de prevenção aqui).

Imunização segue abaixo da meta 

Em BH, a quantidade de mortes de idosos que se internaram por gripe subiu 450% – de quatro, em 2023, para 22, no ano seguinte. A letalidade (número de mortes em relação a quantidade de doentes) subiu de 23,1%, em 2023, para 24,1%, em 2024.

“Podemos associar esse aumento, realmente significativo, às coberturas vacinais. Ou seja, a gente precisa reforçar que a população se vacine, pois a gripe é uma doença prevenível e tem vacina”, afirma Hoberdan Oliveira Pereira, gerente de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Belo Horizonte.

De fato, há baixa adesão à vacina (a taxa de imunização estava em 35,9% no último dia 12, após mobilização do dia D de vacinação), enquanto a meta é chegar a 90%. Pereira cita outro fator como explicação para o aumento dos números: “As condições do clima, temperatura, tudo isso pode impactar, de um ano para o outro, as internações”.

Família perdeu a matriarca

“A gente vai lamentar isto para sempre. Deveríamos ter pegado na mão dela e a levado ao posto para receber a vacina”. Cheia de pesar e saudade, a declaração é de Alexandra Aguiar, de 49 anos, filha de Efigênia, que faleceu aos 68, em abril do ano passado, por complicações da gripe.

Viúva e aposentada, a matriarca da família tinha boa saúde e gostava de cuidar da horta e da própria casa, em Itaguara, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde morava com Alexandra, uma das cinco filhas. A idosa costumava ir ao posto de saúde perto de casa para tomar as vacinas e se consultar quando precisava. No entanto, por descuido, a idosa não foi buscar o imunizante contra a doença causada pelo vírus influenza e estava com a vacinação atrasada.

Em março de 2024, Efigênia acabou gripando, mas a enfermidade não foi bem curada, e a idosa teve pneumonia. “Mãe era forte, não reclamava de dor de nada. Mesmo com sintomas de gripe, não reclamava. A gente deveria ter insistido mais. Ela ficou gripada, não curou, (a doença) virou pneumonia, e ela não resistiu“, contou Alexandra, que é atendente de padaria.

‘Surto’. O governador Romeu Zema (Novo) reconheceu que o Estado está passando por um surto. Em momento de alta repentina dos casos e sobrecarga do sistema de saúde, a região metropolitana de BH registrou, nos últimos dias, a morte de uma menina de 1 ano que aguardava a liberação de um leito em um hospital.

‘Louvor canino’: cães que uivam com música de igreja em Minas viralizam na internet

Um grupo de cachorros do Centro-Oeste de Minas tem encantado internautas nas redes sociais. É que um vídeo publicado pela Associação de Proteção aos Animais de Candeias (Apacan), em 10 de abril, viralizou ao mostrar a matilha “professando sua fé” durante a execução de uma música religiosa. Segundo os especialistas, a reação é mais comum do que se imagina.

As imagens gravadas por Elison José, morador da cidade, mostram um grupo de cães deitados na praça Monsenhor Joaquim de Castro, no Centro de Candeias. O sossego é interrompido quando os sinos da Igreja Matriz Nossa Senhora das Candeias começam a tocar, acompanhados por um louvor à Nossa Senhora Aparecida. Imediatamente, os animais se dirigem até a capela e começam a uivar.

Lilian Bonaccorsi, líder da Apacan, explica que o ‘louvor canino’ ocorre diariamente. “Muitos desses cães moram na rua. Como a gente cuida, põe água e ração na praça, eles se concentram por ali. Aí, na hora da Ave Maria, às seis da tarde, eles vão pra porta da igreja. É bem bonito e emocionante”, diz.

Segundo ela, o “mais devoto” do grupo é o cachorro Floquinho, que marca presença em todas os cultos religiosos. “Ele sabe todas as músicas, vai em todas as missas, até de madrugada. Esse é ‘rezador’ mesmo”, brinca Lilian. Floquinho também é conhecido por ser um cachorro estudioso. “Além da Apacan, eu trabalho numa escola de Candeias, e ele sempre aparece por aqui”, ri.

Explicações

Embora inusitado, o fenômeno de cães ‘rezadores’ tem explicação científica. Segundo Angélica da Silva Vasconcellos, professora adjunta da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e pesquisadora na área de comportamento e bem-estar animal, a mobilização dos cachorros pode ter dois motivos: a busca por recompensas ou a manifestação de ligeiro incômodo.

“Uma das possibilidades é o condicionamento. Provavelmente, quando toca o sino, as pessoas se aproximam da igreja. Nisso, os cães são recompensados com carinho, com algum alimento, e ficam condicionados, isto é, se acostumam a repetir a ação sempre que ouvem aquele som. Eu diria que essa é a explicação mais provável”, aponta a professora.

“A outra, tem a ver com o fato deles uivarem. Os cães têm uma audição muito mais apurada do que a nossa, então, um barulho alto pode incomodar. Nesse caso, uivar é uma forma de manifestar esse incômodo, um tentativa de eliminar aquilo”, apresenta Angélica. Segundo ela, entretanto, o som não é nocivo para a saúde dos animais. “Se fosse insuportável, em vez de se aproximarem, eles se afastariam”, afirma.

Ajude!

Apesar de ser considerado fofo, o registro compartilhado pela Apacan escancara o problema dos animais abandonados em Candeias. De acordo com Lilian, a Associação não é capaz de ajudar a todos.

“Nós temos um galpão e fazemos o resgate de alguns animais. Tentamos cuidar dos doentes, dos filhotes abandonados, dos idosos, aqueles que não têm condições de sobreviver sozinhos, mas ainda sobram muitos. Nosso esforço vai na medida do possível”, diz.

O coletivo conta ajuda financeira da Prefeitura de Candeias, que paga o aluguel do espaço utilizado e o salário de uma funcionária, mas, ainda assim, depende de doações. “A gente precisa comprar remédio, ração e várias outras coisas, né? O vídeo dos cachorros viralizou, porém, não conseguimos monetizar com ele”, conta.

A Apacan aceita doações de quaisquer valores. Doe pelo CNPJ 34.376.531/0001-03.

Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população

Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população - Foto: reprodução
Mortes por afogamento aumentam 30% em Minas; bombeiros fazem alerta à população – Foto: reprodução

A procura por rios, cachoeiras, lagos e piscinas deve diminuir com a chegada do frio em Minas, mesmo assim, a movimentação de pessoas e a previsão de chuva reforçam o alerta para os riscos nos cursos d’água. Neste ano, o número de mortes por afogamentos aumentou 30%. Bombeiros pedem que a população não cometa abusos que podem transformar a diversão em tragédia.

De janeiro a março deste ano, 99 pessoas perderam a vida. No mesmo período de 2024 foram 76 óbitos por afogamentos. O aumento nas ocorrências é preocupante, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos.

O militar afirma que mais pessoas foram às cachoeiras neste ano por conta das altas temperaturas registradas em janeiro e também pela maior quantidade de feriados prolongados.

“Temos percebido esse aumento, alguns fatores contribuíram para isso. Tivemos temperaturas mais altas em janeiro, além do Carnaval e da Semana Santa. Nesses períodos, as pessoas planejam mais viagens para trilhas, cachoeiras e mais casos acabam ocorrendo”, afirmou.

Há menos de 15 dias, um casal de Santa Luzia, na Grande BH, morreu na Cachoeira Bocaina, na Serra do Intendente, após ser arrastado por uma cabeça d’água – enxurrada súbita e intensa provocada por chuvas fortes nas áreas mais altas da bacia hidrográfica.

Segundo o tenente Barcellos, muitas vezes as pessoas que estão na cachoeira não conseguem identificar a possibilidade de uma cabeça d’água. 

“Elas não veem que está chovendo, pois a chuva pode ocorrer em áreas acima daquela região. O fluxo de água aumenta naturalmente, gera uma enxurrada na cachoeira e rio abaixo, impedindo que as pessoas consigam sair dali a tempo”, destaca. 

Dicas de segurança 

Quem vai curtir uma cachoeira neste feriado deve ficar atento. Segundo o tenente Barcellos, é essencial checar a previsão do tempo, não só do local de banho, mas em todo o curso da cachoeira. Em caso de possibilidade de chuva, a recomendação é evitar esses locais, mesmo se o dia estiver ensolarado. 

“Se já estiver na cachoeira, é bom ficar atento com o aumento do fluxo de água. Ficar ‘de olho’ se a água estiver com uma coloração amarronzada, com pedaços de árvore boiando, o que é uma iminência da cabeça d’água. Caso veja esse cenário, saia da água imediatamente, busque um lugar seguro e ligue para o 193 (Bombeiros)”.

Ao avistar uma pessoa se afogando, o mais correto é buscar ajuda de um serviço de emergência. Caso a pessoa não tenha capacitação para realizar um salvamento, a orientação é que jamais o faça. No máximo ofereça um objeto flutuante para que a vítima possa se apoiar.

Sem “caldos”

Outras dicas importantes são: nunca nade sozinho; crianças só devem nadar sob supervisão de um adulto; não entre na água após ingerir bebida alcoólica; não entre na água após refeições pesadas por causa do risco de cãibras; não entre na água em local desconhecido sem antes verificar a profundidade e a força da correnteza; não salte de locais elevados nem mergulhe de cabeça e evite brincadeiras de mau gosto, como “caldos”.

MG tem mais de 200 cidades sob alerta para chuvas intensas; confira as 24 em zona de ‘perigo’

MG tem mais de 200 cidades sob alerta para chuvas intensas; confira as 24 em zona de 'perigo' - Foto: reprodução
MG tem mais de 200 cidades sob alerta para chuvas intensas; confira as 24 em zona de ‘perigo’ – Foto: reprodução

Minas Gerais tem 214 municípios sob alerta de chuvas intensas com ventos de até 60 km/h, conforme emitiu o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta terça-feira (29 de abril). Nas regiões do Jequitinhonha e Vale do Mucuri, as precipitações tendem a ser mais intensas, com sinalização de perigo.

A previsão indica possibilidade de pancadas entre 20 e 30 mm/h ou 50 mm/dia de volume de água, o que é considerado intenso e classificado como “perigo potencial” para a maioria das cidades, localizadas no Rio Doce, Central e Norte de Minas Gerais. 

O Inmet emitiu chance de ventos de 40-60 km/h até às 10h desta quarta-feira (30). “Baixo risco de queda de árvores, alagamentos e estragos em plantações”, informou.  

Chuva “engrossa” em parte do Estado, com chance de alagamentos

A situação é mais crítica nas regiões do Vale do Mucuri e Jequitinhonha. São 24 municípios sob alerta de “perigo”, segundo o Inmet. A previsão indica chuvas de 30 e 60 mm/h ou até 100 mm/dia, isto é, muito intensas. 

Os ventos também podem chegar a até 100 km/h. “Risco de corte de energia elétrica, alagamentos e de descargas elétricas”, alertou o Instituto.

Instruções durante a chuva, segundo o Inmet: 

  • Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas;
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Evite enfrentar o mau tempo;
  • Observe alteração nas encostas;
  • Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia;
  • Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos;
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Veja lista de cidades de MG em risco de “perigo” para temporal nesta terça-feira (29 de abril), segundo o Inmet:

  • Almenara
  • Bandeira
  • Bertópolis
  • Carlos Chagas
  • Divisópolis
  • Felisburgo
  • Fronteira dos Vales
  • Jacinto
  • Jequitinhonha
  • Joaíma
  • Jordânia
  • Machacalis
  • Mata Verde
  • Nanuque
  • Palmópolis
  • Pedra Azul
  • Rio do Prado
  • Rubim
  • Salto da Divisa
  • Santa Helena de Minas
  • Santa Maria do Salto
  • Santo Antônio do Jacinto
  • Serra dos Aimorés
  • Umburatiba

Veja lista de cidades de MG em risco de “perigo potencial” para temporal nesta terça-feira (29 de abril), segundo o Inmet:

  • Água Boa
  • Águas Formosas
  • Águas Vermelhas
  • Aimorés
  • Almenara
  • Alpercata
  • Alvarenga
  • Angelândia
  • Araçuaí
  • Aricanduva
  • Arinos
  • Ataléia
  • Bandeira
  • Berilo
  • Berizal
  • Bertópolis
  • Bocaiúva
  • Bonfinópolis de Minas
  • Bonito de Minas
  • Botumirim
  • Brasília de Minas
  • Buritis
  • Buritizeiro
  • Cabeceira Grande
  • Cachoeira de Pajeú
  • Campanário
  • Campo Azul
  • Capelinha
  • Capitão Andrade
  • Capitão Enéas
  • Caraí
  • Carbonita
  • Carlos Chagas
  • Catuji
  • Catuti
  • Central de Minas
  • Chapada do Norte
  • Chapada Gaúcha
  • Claro dos Poções
  • Coluna
  • Comercinho
  • Cônego Marinho
  • Conselheiro Pena
  • Coração de Jesus
  • Coroaci
  • Coronel Murta
  • Crisólita
  • Cristália
  • Cuparaque
  • Curral de Dentro
  • Diamantina
  • Divino das Laranjeiras
  • Divisa Alegre
  • Divisópolis
  • Engenheiro Caldas
  • Engenheiro Navarro
  • Espinosa
  • Felisburgo
  • Fernandes Tourinho
  • Formoso
  • Francisco Badaró
  • Francisco Dumont
  • Franciscópolis
  • Francisco Sá
  • Frei Gaspar
  • Frei Inocêncio
  • Frei Lagonegro
  • Fronteira dos Vales
  • Fruta de Leite
  • Galiléia
  • Gameleiras
  • Glaucilândia
  • Goiabeira
  • Governador Valadares
  • Grão Mogol
  • Guaraciama
  • Ibiaí
  • Ibiracatu
  • Icaraí de Minas
  • Indaiabira
  • Itabirinha
  • Itacambira
  • Itacarambi
  • Itaipé
  • Itamarandiba
  • Itambacuri
  • Itanhomi
  • Itaobim
  • Itinga
  • Itueta
  • Jacinto
  • Jaíba
  • Jampruca
  • Janaúba
  • Januária
  • Japonvar
  • Jenipapo de Minas
  • Jequitaí
  • Jequitinhonha
  • Joaíma
  • Joaquim Felício
  • Jordânia
  • José Gonçalves de Minas
  • Josenópolis
  • José Raydan
  • Juramento
  • Juvenília
  • Ladainha
  • Lagoa dos Patos
  • Leme do Prado
  • Lontra
  • Luislândia
  • Machacalis
  • Malacacheta
  • Mamonas
  • Manga
  • Mantena
  • Marilac
  • Mata Verde
  • Mathias Lobato
  • Matias Cardoso
  • Mato Verde
  • Medina
  • Mendes Pimentel
  • Minas Novas
  • Mirabela
  • Miravânia
  • Montalvânia
  • Monte Azul
  • Monte Formoso
  • Montes Claros
  • Montezuma
  • Nacip Raydan
  • Nanuque
  • Ninheira
  • Nova Belém
  • Nova Módica
  • Nova Porteirinha
  • Novo Cruzeiro
  • Novo Oriente de Minas
  • Novorizonte
  • Olhos-d’Água
  • Ouro Verde de Minas
  • Padre Carvalho
  • Padre Paraíso
  • Pai Pedro
  • Palmópolis
  • Patis
  • Pavão
  • Peçanha
  • Pedra Azul
  • Pedras de Maria da Cruz
  • Pescador
  • Pintópolis
  • Pocrane
  • Ponto Chique
  • Ponto dos Volantes
  • Porteirinha
  • Poté
  • Resplendor
  • Riachinho
  • Riacho dos Machados
  • Rio do Prado
  • Rio Pardo de Minas
  • Rubelita
  • Rubim
  • Salinas
  • Salto da Divisa
  • Santa Cruz de Salinas
  • Santa Fé de Minas
  • Santa Helena de Minas
  • Santa Maria do Salto
  • Santa Maria do Suaçuí
  • Santa Rita do Itueto
  • Santo Antônio do Jacinto
  • Santo Antônio do Retiro
  • São Félix de Minas
  • São Francisco
  • São Geraldo da Piedade
  • São Geraldo do Baixio
  • São João da Lagoa
  • São João da Ponte
  • São João das Missões
  • São João do Manteninha
  • São João do Pacuí
  • São João do Paraíso
  • São José da Safira
  • São José do Divino
  • São José do Jacuri
  • São Pedro do Suaçuí
  • São Romão
  • São Sebastião do Maranhão
  • Sardoá
  • Senador Modestino Gonçalves
  • Serra dos Aimorés
  • Serranópolis de Minas
  • Setubinha
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MG lidera lista suja do trabalho escravo no Brasil com 21% dos empregadores

MG lidera lista suja do trabalho escravo no Brasil com 21% dos empregadores - Foto: reprodução
MG lidera lista suja do trabalho escravo no Brasil com 21% dos empregadores – Foto: reprodução

Minas Gerais segue como o Estado com mais empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Conforme a “Lista Suja”, levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e divulgado nesta quarta-feira (9), 159 dos 745 nomes divulgados em todo o país estão no Estado, o que corresponde a 21% do total. No último balanço, divulgado em outubro de 2024, Minas também liderava o ranking com 165 dos 725 — ou seja, 22%.

“Considero que esses números refletem o trabalho que temos feito no Estado. Não acredito, por exemplo, que Minas tem mais empregadores que mantém os trabalhadores em condições análogas à escravidão que os estados do Amazonas, Bahia e Pará. Porém, mesmo com a eficiência do trabalho, os números mostram um cenário preocupante”, afirma o superintendente do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans. Conforme o levantamento, 1.479 trabalhadores foram resgatados no Estado nos últimos meses.

A atualização é feita a cada seis meses e, segundo o MTE, tem o objetivo de “dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo realizadas por auditores-fiscais do Trabalho”. Nesta nova atualização, 155 empregadores, entre pessoas físicas (patrões) e jurídicas (empresas), foram incluídos no cadastro em todo o país. Deste total, 15 em razão da comprovação de trabalho análogo à escravidão em atividades domésticas.

As atividades com maior número de inclusões nesta edição foram criação de bovinos (21), cultivo de café (20), trabalho doméstico (18), produção de carvão vegetal (10) e extração de minerais diversos (7). “Em Minas Gerais, 80% dos casos são na agricultura. Trabalhadores que estão em fazendas e sítios sem acesso à água, em condições degradantes, dormindo no chão e com jornadas exaustivas”, acrescenta o superintendente.

A Lista Suja

O Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores à condição análoga à de escravo, popularmente conhecido como “Lista Suja”, existe desde 2003. Segundo o MTE, depois que o nome do empregador é incluído no Cadastro, ele permanece publicado por dois anos, conforme portaria que regula a lista.
  
“A inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores só acontece após a conclusão do processo administrativo que analisou o auto de infração por trabalho análogo ao de escravo. Para que o nome seja incluído, é necessário que a autuação tenha sido considerada válida em decisão final, sem possibilidade de recurso”, disse o MTE.

Ainda segundo o MTE, 120 nomes que haviam completado o prazo de dois anos deixaram a lista no dia 4 de abril deste ano.

Como denunciar

As denúncias de trabalho escravo podem ser feitas no Sistema Ipê, plataforma lançada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho, do MTE, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2020. Os relatos podem ser feitos de forma remota e sigilosa.

Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda

Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda - Foto: reprodução
Nova lei impõe multa acima de R$ 5 mil para quem mantiver animal acorrentado em MG; entenda – Foto: reprodução

Manter animais acorrentados de forma rotineira ou permanente passou a ser considerado maus-tratos em Minas Gerais.

A nova Lei 25.20 entrou em vigor nesta quarta-feira (9) após ser sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo) e acrescenta inciso ao artigo 1º da Lei 22.231, que trata de maus-tratos de animais. Se a prática resultar em morte, a multa para o infrator pode ultrapassar R$ 5 mil.

A lei é oriunda do Projeto de Lei 2.189/20, proposto pelo deputado Noraldino Júnior (PSB), e que foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último 12 de março.

Segundo o texto original do projeto, animais submetidos a acorrentamento sofrem violações de, pelo menos, uma de cinco liberdades: deixam de ser livres; passam fome e sede; tem desconforto, dor, ferimentos e têm outras ameaças à sua saúde; e não podem expressar seu comportamento natural e de medo e estresse.

A advogada e ativista pela causa animal, Val Consoloção, comemorou a sanção da lei.

“Infelizmente, em Minas Gerais, a prática de acorrentamento é comum. Animais chegam a ficar a vida inteira dessa maneira, e muitas vezes sem acesso a comida, água e mobilidade. O ativismo animal está feliz com a nova lei e vamos cobrar para que seja cumprida. Todo mundo precisa saber que agora é possível denunciar quando situações do tipo forem flagradas” , disse a advogada.

Crime de maus-tratos

Em 2024, 356 pessoas foram encaminhadas à delegacia sob suspeita de maus-tratos a animais, o que representa uma redução de 23% em relação ao ano anterior, quando 464 indivíduos foram detidos. Apenas no mês de janeiro deste ano, 37 pessoas foram registradas por essa prática em Minas Gerais.

As informações são do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

Abril Laranja

Com o objetivo de prevenir a crueldade contra animais, a campanha Abril Laranja da Polícia Civil de Minas Gerais distribui material informativo para conscientizar sobre as práticas de são consideradas maus-tratos e são passíveis de prisão, multa e proibição da guarda.

A polícia pode ser acionada por qualquer pessoa que presenciar uma situação em que o animal está sofrendo:

  • Atos de abuso (excesso de carga e de atividades, ou abuso sexual)
  • Alimentação deficiente
  • Abandono
  • Envenenamento
  • Má higienização
  • Ausência dos cuidados veterinários necessários
  • Ausência de local adequado e boas condições para que possa viver
  • Agressão física e ferimentos
  • Mutilação, tais como o corte de orelhas e/ou de rabo para fins estéticos

Faça a adoção consciente e certifique-se de que você tem condições de oferecer:

  • Disposição para cuidar da saúde do seu animal.
  • Tempo necessário para dar carinho e atenção (isso inclui passeios e brincadeiras).
  • Conhecimento sobre o animal, sua espécie e especificidades, para que possa fornecer os cuidados adequados.
  • Um ambiente preparado, arejado, coberto e seguro.

Canais para denunciar crimes de maus-tratos:

  • Disque-Denúncia (181).
  • Pessoalmente em qualquer Delegacia da Polícia Civil.
  • Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Fauna (Rua Bernardo Guimarães, 1.571, 2º andar, Lourdes, Belo Horizonte).

Via: G1

Suspeito de envolvimento em ‘Novo Cangaço’ de Guaxupé é preso com R$ 42 mil e tenta subornar PM de SP com fuzil

A Polícia Militar prendeu na madrugada desta quarta-feira (9), em Ribeirão Preto (SP), um homem em uma agência bancária da cidade. Ele estava com cerca de R$ 42,7 mil em espécie. Ao ser perguntado se ele tinha participado do ataque do “Novo Cangaço” em Guaxupé na madrugada de terça-feira (8), ele apresentou nervosismo e tentou subornar os policiais paulistas com um fuzil. Na noite dessa terça, a PM paulista já tinha identificado e prendido um homem que teria participado da ação criminosa.

Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), a corporação recebeu a denúncia que suspeitos estariam dentro da agência bancária do Banco do Bradesco na marginal da avenida Presidente Castelo Branco sacando muito dinheiro dos caixas eletrônicos do local. A equipe policial conseguiu abordar dois indivíduos no banco com grande quantidade de dinheiro em espécie, além de diversos comprovantes de depósitos bancários.

Do lado de fora da agência, outro homem foi abordado em um VW T-Cross, que estaria dando cobertura para a dupla. Segundo a PMESP, em entrevista a um dos abordados, foi perguntado se ele participou do ataque em Guaxupé, momento em que ele demonstrou ”grande desconforto e nervosismo com a pergunta” e passou a tentar subornar os policiais em troca de sua liberdade.

O homem ofereceu aos policiais a quantia em dinheiro que estava portando, e também sugeriu apontar a localização de um fuzil, em troca de ser liberado ainda no local. Os militares foram até uma estrada em Jardinópolis, onde encontraram um fuzil cal. 556 equipado com luneta, bipé e lanterna.

O suspeito foi levado para a delegacia. A Polícia Civil vai investigar a participação do homem no ataque do Novo Cangaço em Guaxupé.

Jornal Folha Regional
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