Dia Mundial do Turismo: Minas é o terceiro Estado com mais gastos no segmento – Foto: reprodução
Nesta quarta-feira (27), é comemorado o Dia Mundial do Turismo e Minas segue bem quando o assunto são gastos relacionados a viagens nacionais. Com 12% das transações realizadas com cartão de crédito em 2022, o Estado apareceu em terceiro no ranking do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, empatados com 17%. Os dados são de um levantamento do Itaú Unibanco.
Segundo a pesquisa, o turismo nacional cresceu 27% nos primeiros oito meses de 2023, na comparação com o ano anterior. No mesmo intervalo, o número de transações realizadas com cartões de crédito cresceu 10%, com um ticket médio de R$ 1.126.
Veja ranking dos Estados com mais gastos em turismo nacional:
1° – São Paulo /Rio de Janeiro: 17%
2° – Minas Gerais: 12%
3° – Paraná/Bahia: 7%
4°- Santa Catarina/Rio Grande do Sul e Pernambuco: 5%
5° – Goiás: 4%
6°- Ceará: 3%
Os hotéis estão entre os segmentos que mais se destacaram entre os gastos, representando 43% das transações, seguidos pelas companhias aéreas com 31% do total e agências de turismo com 22%. Entre os segmentos que tiveram maior alta na quantidade de transações, em relação à 2022, estão os Duty Free (34%), o aluguel de automóveis (315) e as agências de turismo (22%). Os resorts, por sua vez, tiveram queda de 14%.
A geração X, que nasceu entre 1965 e 1980, é a que mais investe nas férias dentro do Brasil, com 42% dos gastos, seguidos pelos consumidores nascidos entre 1981 e 1996 (geração Y). Veja o ranking:
Gastos no turismo nacional por geração:
Geração X (1965 a 1980): 42%
Geração Y (1981 a 1996): 34%
Baby boomers (1946 a 1964): 22%
Geração Z (1997 a 2010): 2%
Moisés Nascimento, diretor de dados do Itaú Unibanco, ressalta que, apesar da Geração X liderar os gastos, os consumidores nascidos entre 1981 e 1996 estão no topo do ranking quando o assunto é a quantidade de transações, com 41% contra 38%. Os zennials, microgeração nascida entre a Y e a Z (1992 a 1998) são ainda as que mais crescem, com avanço de 61% nos gastos no setor.
No Dia Nacional da Doação de Órgãos, MG anuncia a volta do transplante de pulmão – Foto: reprodução
No Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado nesta quarta-feira (27), Minas Gerais anuncia a retomada do serviço de transplante de pulmão após oito anos de serviço suspenso. A data ainda marca ações de conscientização por parte de hospitais junto à população. Aumentar o número de doadores se faz necessário, visto que mais de 6,4 mil pessoas estão na fila à espera de órgãos e tecidos no Estado e a taxa de recusa [de doações] alcança a marca de 45%, quase o dobro do que antes da pandemia de Covid-19. Quem conseguiu o transplante comemora a nova chance de vida e até mesmo por poder voltar, por exemplo, a tomar um copo de água (veja abaixo).
Em 2014, o transplante de pulmão deixou de ser realizado no Estado, conforme explica Omar Lopes Cançado, diretor do MG Transplantes, por dificuldades enfrentadas pelo Hospital das Clínicas, na capital mineira. A retomada do serviço é comemorada pelo gestor, visto que os pacientes mineiros são transferidos para outros Estados.
“Temos poucos centros que fazem transplante de pulmão no Brasil. A grande parte está concentrada na região Sudeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, além do Rio Grande do Sul. Então, quando algum paciente necessita de fazer esse procedimento, ele tem que mudar de Estado. É muito desgastante, pois estamos falando de um paciente que se encontra em estado grave e necessita de acompanhantes”, afirma.
Os detalhes da retomada dos serviços vão ser anunciados em cerimônia no Auditório do Hospital João XXIII a ser realizada na manhã desta quarta. “É como se fosse o lançamento da ‘pedra fundamental’, pois para que os transplantes voltem a acontecer ainda vai demorar, pois é necessário que tenha o credenciamento junto ao Ministério da Saúde”, adiantou Cançado.
Conscientização é pra já
Para que aconteça o transplante de pulmão e de outros órgãos e tecidos, a conscientização é fundamental. “Falar da doação de órgãos é essencial e precisa acontecer a todo instante. Diariamente temos pessoas entrando na fila precisando da doação para que possam voltar a vida normal. Estamos falando de pessoas que precisam de uma chance para continuar a vida”, diz o coordenador de Transplante de Fígado da Santa Casa BH, Agnaldo Soares de Lima.
Visando orientar a população sobre o nobre gesto, hospitais e o poder público realizam campanhas educativas com a entrega de informes para a população. O objetivo é conscientizar sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e reduzir a recusa das famílias, pois um único doador pode beneficiar oito ou mais pessoas que aguardam um transplante.
“A pandemia de Covid-19 fez com que tivéssemos uma queda acentuada no número de doações e, consequentemente, de transplantes. Chegamos a ter 35% a menos de procedimentos. Neste ano de 2023 e no ano passado, temos retomado as doações, mas ainda está aquém do que tínhamos antes do período pandêmico”, destaca o diretor do MG Transplante.
Minas Gerais tem 6.404 pessoas na fila de espera por transplantes e outro dado que preocupa as autoridades de saúde é a taxa de recusa para doar órgãos. “Atualmente a taxa está em 45%, quase o dobro do que era antes da pandemia (25%). Apesar de conseguirmos aumentar os doadores, a recusa também acompanhou essa estatística. Alguns tabus ajudam a explicar isso. Um deles é que as famílias pararam de conversar sobre o desejo de serem doadoras, pois conversar sobre a morte ainda é muito evitado. Não adianta deixar nada por escrito, o fundamental é falar”, pondera Cançado.
O Brasil acompanhou recentemente o transplante de coração realizado por Fausto Silva. Diante da agilidade do procedimento, muitas notícias falsas relacionadas à doação de órgãos circularam nas redes sociais – compra de órgãos e até uma possível ‘fura fila’ por parte do apresentador.
“O caso do Faustão trouxe à tona algo que sempre debatemos: as pessoas que esperam pelo transplante têm urgência para receber o órgão. Todos os pacientes precisam do transplante para continuar a vida. Nesta semana, na Santa Casa, um rapaz de 27 anos, com hepatite fulminante, fez um transplante de fígado. Ele estava na fila há três dias. A prioridade do sistema nacional de transplantes é salvar vidas, seja o paciente uma pessoa famosa ou não”, esclarece o médico Agnaldo Soares.
Gratidão pela vida
“Quando acordei do transplante era como se tivesse nascido novamente”. O relato é de Geraldo Fernandes de Araújo, de 70 anos, o transplantado de coração mais longevo do Brasil. O procedimento realizado em 1988 é comemorado pelo aposentado que, agora, vive a expectativa do nascimento do primeiro bisneto.
“O meu caso era dado como desacreditado pelos médicos. Até que fiz o transplante de coração. Eu nasci de novo. Fiquei três meses internado no Hospital Felício Rocho e depois de receber o novo coração fiquei hospitalizado por mais 60 dias. Voltei à minha rotina e pude trabalhar na roça: tirar leite e ir para a lavoura de café”, afirma.
O sucesso do procedimento faz com que Araújo seja grato até os dias atuais. “A minha vontade é de dar um abraço na família que doou o coração. Ganhei 35 anos de vida e, se Deus quiser, vou viver ainda mais. Sou grato a Deus tanto pela família doadora, quanto pelos médicos que me atenderam”.
A expectativa de voltar à rotina se faz presente na vida do pescador Gildemar Santana dos Santos, de 42 anos. Há 45 dias ele recebeu o tão aguardado rim. Foram oitos anos na fila, e 14 fazendo hemodiálise três vezes por semana. Ele deixou a Bahia e veio para Belo Horizonte realizar o procedimento que tanto esperou.
“Digo que tive mais uma chance de viver. O tratamento de hemodiálise não é fácil. Tinha que viajar 250 km para fazer os procedimentos. Deixei as minhas atividades de pescador e agente de turismo para dedicar à minha saúde. Para ter ideia, sequer podia tomar água”, comenta.
Agora, o desejo é fazer tudo aquilo que ficou privado nos últimos anos. “Só de poder voltar a beber um copo de água já me deixa feliz, mas não vejo a hora de poder voltar a pescar e comer aquele peixe de água salgada. Por ele ter muito potássio, tive que suspender o consumo”.
O chamado para que mais pessoas se tornem doadoras de órgãos e tecidos é feito por Livia Vasques, médica da unidade de transplante renal do Hospital Universitário Ciências Médicas. “A vida pode continuar [após a morte], mas para isso temos que deixar claro para os nossos entes. Doar órgãos é salvar vidas. Procure tirar as dúvidas sobre o assunto, converse com a família. O procedimento é totalmente seguro”.
Transplantes realizados em Minas Gerais de janeiro a agosto de 2023
Confira os números de transplantes de órgãos e tecidos no Estado:
Córneas – 584
Rim – 480
Medula óssea – 195
Fígado – 115
Coração – 50
Escleras – 44
Rim/Pâncreas – 11
Fígado/Rim – 5
Pâncreas – 5
Total – 1489
Saiba mais sobre a doação de órgãos
Para ser doador, não é necessário deixar nada escrito. Basta avisar sua família. A doação de órgãos e tecidos só ocorre após a autorização dos entes documentada.
Os órgãos e tecidos doados são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da central de transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado.
A retirada de órgãos e tecidos em falecidos segue todas as normas da cirurgia moderna. Todo doador pode ser velado de caixão aberto, sem apresentar deformidades.
Há dois tipos de doadores:
Doador vivo – pessoa saudável que concorda com a doação de rim ou medula óssea, parte do fígado ou pulmão para um de seus familiares
Doador falecido – pode doar rins, coração. pulmões fígado, pâncreas e também tecidos, como córneas, pele e ossos, sempre após autorização dos familiares.
Acesso secundário a Capitólio será bloqueado por 90 dias – Foto: divulgação
O acesso secundário a Capitólio na rodovia MG-050 será bloqueado por 90 dias, a partir da próxima quinta-feira, 28. Segundo informações da AB Nascentes das Gerais, o bloqueio será realizado devido a obras de novo dispositivo de acesso à cidade.
“Devido ao movimento de máquinas e demais equipamentos, o bloqueio de acesso se faz necessário para segurança dos usuários que trafegam pela rodovia MG-050 no trecho e, por isso, o acesso ficará fechado durante 90 dias”, informa a concessionária.
De acordo com a empresa, as obras consistem na implantação do novo acesso ao município, no km 286 da MG-050, com a construção de uma interseção alongada em nível no local. A finalização das obras está prevista para meados de dezembro.
Ainda segundo a AB Nascentes, as obras devem gerar maior conforto e segurança aos usuários da rodovia e munícipes que trafegam pela região, ampliando a capacidade da rodovia no local. O investimento neste trecho é de R$ 9,3 milhões e deve beneficiar cerca de 6 mil usuários que passam pela região diariamente.
A concessionária recomenda que os motoristas fiquem atentos à sinalização e respeitem o limite de velocidade nos trechos em obras, de 40 km/h, pois haverá máquinas e homens trabalhando na pista. (Clic Folha)
Acidente com soda cáustica no trabalho deixa jovem cego por nove dias em MG: ‘Eu renasci’ – Foto: arquivo pessoal
Ruan Galvão, um jovem de 24 anos de Conceiçãodo Pará (MG), pode afirmar que viveu um verdadeiro milagre: ele recuperou a visão após um grave acidente envolvendo soda cáustica, que o deixou cego por nove longos dias.
O acidente ocorreu enquanto Ruan limpava recipientes de requeijão durante o encerramento do expediente na fábrica de laticínios onde trabalhava.
No dia 9 de agosto, por volta das 17h30, ele executava a tarefa rotineira de higienizar os recipientes com soda cáustica, uma prática comum para evitar a contaminação dos produtos.
De outro cômodo, Ruan pediu a uma auxiliar que acionasse o vapor para aquecer a água misturada com soda cáustica, geralmente a uma temperatura máxima de 80 graus Celsius.
No entanto, quando percebeu que estava suficientemente quente, pediu à auxiliar que desligasse o vapor. Infelizmente, a auxiliar não fechou completamente a válvula, e a temperatura subiu para 103,5 graus Celsius.
O resultado foi uma visão comprometida e uma das pálpebras queimadas. Um alarme de segurança foi ativado imediatamente, mas, ao tentar sair correndo para desligá-lo, a tampa do compartimento explodiu, e o produto superaquecido atingiu Ruan no braço, abdômen, costas e, principalmente, nos olhos.
Acidente com soda cáustica no trabalho deixa jovem cego por nove dias em MG: ‘Eu renasci’ – Foto: arquivo pessoal
Bombeiros se prepararam para possíveis incêndios e afogamentos – Foto: reprodução
Minas está entre os estados afetados pelas fortes temperaturas provenientes de uma onda de calor que já está atuando em boa parte do país. Os alertas emitidos pelo Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge) indicam que os termômetros poderão chegar a 39ºC em algumas regiões do estado.
O Governo de Minas, por meio do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), preparou uma série de ações para a prevenção de acidentes e mitigação de catástrofes neste período. Dois cenários entram no ponto focal de atuação da corporação: as ocorrências de incêndios em vegetação; e os afogamentos.
Incêndios em vegetação
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais segue acompanhando as mudanças no cenário climático e ambiental em Minas e no mundo, visando sempre aprimorar as técnicas e oferecer práticas eficientes e condizentes com contexto da realidade mineira.
O CBMMG se preparou para o período de estiagem, durante todo o primeiro semestre, com ações de prevenção para minimizar os efeitos das queimadas. Uma das ações mais emblemáticas neste sentido é a Operação Alerta Verde, criada há dois anos, com o objetivo de reduzir os focos de incêndio por meio da fiscalização em lotes vagos.
Em 2023, o Corpo de Bombeiros Militar ampliou a ação de vistorias, implementando a segunda fase da operação Alerta Verde, finalizada em agosto, o que permitiu a realização de 18.325 vistorias em todo o estado somente nos meses de referência da operação. Considerando os esforços desde o início do ano, as fiscalizações já ultrapassam 29 mil. Ou seja, a instituição investiu na disseminação da cultura de prevenção, orientando os proprietários para a devida limpeza dos terrenos, reduzindo riscos potenciais para o período mais intenso da estiagem.
O programa Minas Contra o Fogo de treinamento de brigadas municipais, implementado pelo Governo de Minas em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, tem sido primordial para otimizar a primeira resposta, reduzindo a possibilidade de propagação dos pequenos focos, atenuando os incêndios até a chegada do apoio do Estado. Por outro lado, o treinamento prevê um melhor emprego dos recursos, equipamentos e assegura mais proteção aos brigadistas.
Paralelamente a estas ações, o CBMMG investe na inteligência do planejamento que permite uma melhor gestão dos recursos para o período de fortes temperaturas:
Reforço operacional com o treinamento e emprego do efetivo da administração;
Emprego de 17 Núcleos de Incêndios Florestais com equipes habilitadas para o combate em todas as regiões do estado;
Locação de caminhonete e utilização de aeronaves, incluindo a nova aquisição da corporação, o avião modelo Air Tractor, que tem capacidade para espargir três mil litros de água de forma fracionada ou apenas em um ponto específico, facilitando o combate em locais de difícil acesso.
Rápida mobilização e resposta de acordo com os níveis de alerta.
Dicas para evitar incêndios
Bombeiros se prepararam para possíveis incêndios e afogamentos – Foto: reprodução
Ao realizar a limpeza de seu lote ou terreno, dê preferência sempre pela capina, nunca utilize o fogo para esse fim;
Não solte fogos de artifício próximo a áreas de vegetação;
Quando for acampar, confeccione o fogo em uma área limpa (longe da vegetação), e ao deixar a área de acampamento, tenha certeza de ter apagado o fogo, de preferência, com abundância de água e terra.
Minas registra 500 mortes por afogamento desde 2022
Os anos de 2022 e 2023 já somam quase 500 mortes por afogamento atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar em Minas. Para reduzir estes números e oferecer um atendimento mais personalizado, o CBMMG, com utilização de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), monitora os afogamentos no estado adotando medidas preventivas, utilizando como base o perfil sociodemográfico das vítimas.
O setor técnico da corporação calcula a taxa de mortes por afogamento de cada município e de cada área de atuação das unidades operacionais. A partir desses dados, a unidade consegue atuar preventivamente iniciando o atendimento pelo local mais crítico.
Ao localizar o município com maior taxa de afogamento, a unidade operacional consegue entender o perfil das vítimas daquela localidade realizando atuações preventivas conforme o maior público vitimado. Os gráficos a seguir apresentam o perfil das vítimas do estado como um todo, sendo 28.25% turistas:
Observando-se um município como Felixlândia, que é banhado pela represa de Três Marias, o perfil é completamente diferente (81,25% de turistas ou residência não identificada):
Já a partir da análise dos dados de Belo Horizonte, por exemplo, é possível perceber alta incidência de crianças como vítimas (43,75% turistas ou residência não identificada):
Planejamento
Com base nesse perfil de afogamento, a corporação monta o planejamento do atendimento respeitando as particularidades de cada região do estado. Além disso, trabalha ações de prevenção contínuas como os projetos Prodinata, Golfinho e Primeiros Socorros, todos voltados para treinar as comunidades.
Dicas para evitar afogamentos
Com a chegada da onda de calor, as pessoas buscam balneários e piscinas para se refrescarem, e com isso, aumentam os números de afogamentos no estado. Então, fique atento as nossas dicas de prevenção:
Observe a placa de sinalização e evite nadar em locais desconhecidos;
Nunca salte de locais elevados para dentro da água, sobretudo em piscinas nas quais não é possível ver a profundidade real;
Não deixe as crianças nadarem sozinhas, seja qual for o local;
Não tente, sem o devido treinamento, salvar pessoas que estejam se afogando;
Evite nadar se tiver feito uso de bebida alcoólica;
Atividade turística de Minas Gerais cresce 103% acima da média nacional – Foto: reprodução
Minas Gerais registrou crescimento da atividade turística em 103% a mais do que a média nacional nos últimos 12 meses. Em julho, o estado alcançou o 1º lugar na variação acumulada nesse intervalo, registrando 23,9% de aumento contra 11,8% da variação brasileira. Esses são os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que mostram a constância na ascensão do turismo de Minas Gerais e o papel de liderança do estado nesse setor no cenário nacional.
Essa expansão também é observada no comparativo do mês. Em julho, Minas superou em 106,4% o crescimento nacional, que ficou em 7,8%. O aumento de 16,1% no volume das atividades é 71% maior do que o registrado em São Paulo, que, no ano passado, foi o estado mais procurado por turistas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD Contínua, do IBGE.
O desenvolvimento do turismo em solo mineiro se reflete diretamente na geração de emprego e renda. Somente no mercado formal, o segmento emprega atualmente 387.320 pessoas. O grande destaque é o setor de entretenimento, que teve aumento de 489% na criação de postos de trabalho em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
“Esse é um exemplo de como o trabalho voltado para o investimento, o planejamento, a capacitação e a promoção da atividade turística geram emprego e renda. O Governo de Minas, atuando em conjunto com o trade turístico e os municípios, tem conseguido manter o estado na posição de liderança em nível nacional. Vale ressaltar também as ações para a internacionalização do destino, a fim de que o turismo seja cada vez mais reconhecido como uma base sólida para o desenvolvimento econômico, social e humano de Minas Gerais”, declara o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
O agronegócio é um dos motores da economia mineira com recordes na safra de grãos, que atingiu 16,8 milhões de toneladas em 2022, e também nas exportações, com US$ 15,3 bilhões de dólares embarcados no mesmo período. A força do setor se reflete na geração de empregos. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em julho deste ano, as atividades agropecuárias geraram 1.981 empregos com carteira assinada, a grande maioria do segmento das lavouras temporárias, com destaque para o alho.
Setor agropecuário mineiro gera mais de 1,9 mil empregos com carteira em julho – Foto: Sirley Alves / Crédito: André Cruz
Quem ocupa postos gerados pela expansão da agricultura, comemora as oportunidades. Trabalhadora rural há 21 anos, Sirley Alves da Silva saiu de Arapuá, com o marido, irmã e amigos, por falta de emprego. Nas lavouras de alho e cenoura, em São Gotardo, encontrou emprego no setor de toaletagem, ou seja, a limpeza do alho. A mudança de vida compensou. “Para mim, só melhorou. A gente quer trabalhar, formar um filho e pagar as contas em dia”, afirma Sirley.
Minas Gerais é o maior produtor de alho do país e vem registrando aumento na safra desde 2018. A produção mineira alcançou 80 mil toneladas, em 2022, com crescimento de 8,3% em relação à safra anterior, de acordo com dados preliminares do IBGE. A área também registrou crescimento de 7,7%, chegando a 5,2 mil hectares.
O município de São Gotardo, na região do Alto Paranaíba, é um dos principais polos produtores de alho do estado e recebe mão de obra de todo o país. “A cada hectare de alho plantado, a gente tem de três a quatro pessoas trabalhando. O plantio e a colheita são feitos manualmente um a um, tem também o processo de limpeza e isso requer muita mão de obra”, afirma a produtora rural Juliana Lisboa Ribeiro.
Evolução em números
No acumulado janeiro a julho deste ano, foram gerados 29.554 empregos no setor agropecuário, com crescimento de 2% comparado ao mesmo período de 2022. Atualmente, o total de empregos do setor agropecuário mineiro é de 309. 607 postos de trabalho.
Setor agropecuário mineiro gera mais de 1,9 mil empregos com carteira em julho – Foto: Eduardo Sekita / Crédito: André Cruz
Outro dado que sinaliza a continuidade deste bom momento da atividade na promoção do emprego e renda é o crescimento dos recursos do crédito rural. De acordo com os levantamentos da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), na safra 2022/2023, foram destinados R$ 656,5 milhões para o custeio das lavouras de alho, com crescimento de 33,7% em relação à safra anterior.
Novas tecnologias
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, lembrou que o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura e suas vinculadas, Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), está presente no campo, ao lado do produtor, levando tecnologias, desenvolvendo pesquisas e garantindo a vigilância sanitária dos produtos mineiros. “O Sistema Estadual da Agricultura trabalha para garantir o crescimento sustentável do agro mineiro, com o aumento da produtividade e a conquista de novos mercados”, afirmou. O setor agropecuário respondeu em julho por 16% do saldo total de 12.353 empregos gerados no estado.
Comércio Aquecido
Além de gerar emprego e renda no campo, o bom desempenho das atividades agropecuárias influencia a criação de novos postos de trabalho nos centros urbanos das cidades e no comércio. “Contando todas as culturas que temos na região de São Gotardo, alho, cenoura, beterraba e repolho, são mais de 10 mil empregos gerados. Isso implica em crescimento de consumo que, por sua vez, movimenta o comércio. A região não tem indústria, é o agronegócio que movimenta toda a tenda no comércio”, relata o engenheiro agrônomo e diretor executivo da Sekita Agronegócios, Eduardo Sekita de Oliveira.
Onda de calor em MG que deve superar os 40°C pode aumentar o risco de incêndios florestais no estado – Foto: Semad / Divulgação
A onda de calor que chega ao Brasil esta semana provocará elevação da temperatura de todas as regiões de Minas Gerais, podendo superar os 40°C no Norte e Triângulo Mineiro. A previsão é do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge), que indica possibilidade de os termômetros estarem 6°C acima da média nas regiões do Triângulo e Norte de Minas, por até cinco dias consecutivos. Além do impacto para a saúde humana, o fenômeno representa um aumento do risco de incêndios florestais no estado.
De acordo o Simge, entre os dias 18 e 22/9, há uma forte massa de ar seco e quente ganhando força sobre Minas Gerais, com máximas superando os 31°C em todas as regiões do estado. As temperaturas podem chegar a 38°C, em períodos da tarde, em áreas do Noroeste, Central Mineira, Oeste, Sul e Alto Paranaíba. Pode variar de 31°C e 34°C, à tarde, em áreas da Zona da Mata, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri e Jequitinhonha.
Já no Norte de Minas e Triângulo, onde há um fluxo de vento que está advectando (transferência de calor ou matéria pelo fluxo de um fluido, especialmente na atmosfera ou no mar) ar quente para o Sul do país, deverá, a partir da quarta-feira (20), elevar as temperaturas no setor oeste do Triângulo Mineiro, região que também faz divisa com os estados de Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As máximas neste setor deverão ser em torno dos 39°C.
“A onda de calor é um período prolongado de tempo excessivamente quente e desconfortável, em que as temperaturas ficam acima de um valor normal esperado para aquela região em determinado período do ano. Geralmente, é adotado um período mínimo de três dias com temperaturas 5°C acima dos valores máximos médios”, explica a diretora de Operações e Eventos Críticos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Wanderlene Nacif.
Incêndios florestais
O calor extremo cria condições propícias para o surgimento de incêndios florestais, representando uma ameaça aos ecossistemas e à fauna que neles habita. De acordo com o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Rodrigo Bueno Belo, as altas temperaturas representam um risco elevado para a propagação das chamas nas Unidades de Conservação (UCs).
“Como não há uma previsão de chuva, esse cenário se torna ainda mais crítico. Estamos alertando nossas equipes e mobilizando mais aviões para fazermos o combate das chamas”, comenta Rodrigo Belo. Atualmente, o Estado conta com duas aeronaves para esse trabalho e tem intensificado as ações por meio do programa Minas Contra o Fogo, desenvolvido em parceria com 36 municípios do estado.
Por meio dessa iniciativa, são feitos, ao longo do ano, capacitações de brigadistas, auxílio na elaboração e execução de planos de contingência para a prevenção e combate em áreas públicas e privadas, além de orientação às prefeituras para decretação de emergência, em caso de necessidade.
Pomovido pelo IEF, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Cedec e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o Minas Contra o Fogo integra os municípios mineiros que apresentaram, entre 2013 e 2021, focos de incêndios em UCs dentro de seus limites territoriais. Segundo estimativa do IEF, cerca de 97% das queimadas são decorrentes de ação humana.
Mudanças Climáticas
A onda de calor está intrinsecamente ligada às mudanças climáticas. Conforme as concentrações de Gases de Efeito Estufa (GEE) que continuam a aumentar na atmosfera, é esperado que as ondas se tornem mais frequentes, intensas e prejudiciais em todo o mundo.
O Governo de Minas vem atuando e se destacando internacionalmente nas ações de mitigação desses impactos. O estado é o primeiro da América Latina e Caribe a firmar compromisso na campanha global Race To Zero, para reduzir os GEE até 2050. Para alcançar essa meta, o Governo tem investido em ações como a definição da trajetória de descarbonização, com metas provisórias definidas para os anos de 2025, 2030 e 2035, estabelecido no Plano de Ação Climática de Minas Gerais (Plac).
“Essas ações levaram Minas a ser o único estado da América do Sul a participar da Cúpula da Ambição Climática, das Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, que está acontecendo nesta semana. O nosso compromisso é com o desenvolvimento de um futuro mais sustentável, pautado em uma transição justa em direção a uma economia global mais verde, com mais saúde e qualidade de vida para todos”, comenta a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo.
Cuidados
De acordo com documento do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e da Defesa Civil do Brasil, em caso de calor extremo deve-se evitar a exposição ao sol durante os horários de maior calor; beber água a cada duas horas; usar roupas leves; consumir alimentos leves, como frutas e verduras; entre outras. As pessoas com maior risco de sofrer complicações ou morte durante uma onda de calor são crianças, idosos e pessoas com condições crônicas que requerem medicação diária.
Em relação aos incêndios florestais, moradores de áreas vulneráveis devem evitar atividades que possam causar faíscas, como queimadas não autorizadas, e denunciar qualquer comportamento suspeito às autoridades.
Estaleiro de Capitólio expõe no SP Boat Show – Foto: divulgação
Com 150 barcos em exposição, mais de 50 lançamentos e uma série de produtos e serviços náuticos, de esportes, de luxo e de lazer, além de sorteio de lancha aos visitantes, de 21 a 26 de setembro será realizado o maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show, na capital paulista, nos pavilhões do São Paulo Expo.
A expectativa é que nos seis dias de feira mais de 36 mil pessoas visitem o evento, o que deve resultar em R$ 500 milhões em negócios gerados. Entre os expositores da edição deste ano, destaque para duas empresas de Minas Gerais, o estaleiro Ventura, de Capitólio, que vai apresentar lanchas de lazer, pontoon e motos elétricas e a empresa Manta 5 Brasil, de Varginha, com uma bicicleta aquática, produto inovador no mercado.
“O São Paulo Boat Show é a grande vitrine do mercado náutico nacional e temos muito orgulho em ter entre nossos expositores marcas tão relevantes para o setor e reunir opções por terra, água e ar. A edição deste ano é a maior pós-pandemia e conseguimos reunir uma ampla gama de produtos e muitos lançamentos que vão desde embarcações de entrada até modelos de luxo, passando por bicicleta aquática, carro-barco, casa flutuante, compra compartilhada, tecnologia embarcada, entre outras novidades”, comenta a diretora-geral da Boat Show, Thalita Vicentini.
O produto inusitado apresentado pela empresa Manta 5 Brasil é uma bicicleta aquática elétrica com hidrofólio (tecnologia que eleva as embarcações para planarem sobre as águas e contribui no desempenho). Segundo o fabricante, a bicicleta Manta 5 Hydrofoil atende variados tipos de condicionamento físico e, além de divertida, tem autonomia para 4 horas de duração, atinge 21 km/h e pesa 31 quilos montada. Tem motor elétrico, bateria destacável e conectividade Bluetooth, além de controle digital por meio de aplicativo.
Outro destaque do evento é o Pontoon 250, da fabricante Ventura. A embarcação comporta 16 pessoas e oferece uma ampla área de convés, proporcionando mais espaço para momentos de lazer com família e amigos. Com estofados premium que, além do conforto e estilo, proporcionam fácil limpeza e alta durabilidade, um dos principais benefícios do pontoon é que ele oferece um ambiente espaçoso com o opcional de desfrutar refeições em uma área gourmet aconchegante, ou simplesmente relaxar enquanto admira a vista panorâmica.
A feira São Paulo Boat Show será realizada de 21 a 26 de setembro de 2023 na São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900). Horário: Dia 21 das 15h às 22h e de 22 a 26 de setembro das 13h às 22h (no último dia, o evento encerrará às 21h). (Clic Folha)
Onda de calor pode causar temperaturas acima de 40º C em MG nos próximos dias – Foto: reprodução
Se o calor dos últimos dias já assustou muita gente em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais, a população pode se preparar para dias ainda mais quentes nesta semana. É que, segundo o MetSul, empresa de meteorologia do Sul do Brasil, uma onda de calor deverá atingir a maior parte do país nos próximos dias, causando temperaturas de 40º a 45º C e gerando, inclusive, risco à vida. Entre as regiões que deverão ser afetadas, está grande parte de Minas Gerais, inclusive a capital Belo Horizonte.
De acordo com a MetSul Meteorologia, uma massa de ar extremamente quente cobrirá o país, aumentando as temperaturas já no começo desta semana nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A partir da segunda metade da semana, ainda conforme a entidade, a massa de ar deverá se reforçar ainda mais e causar “temperaturas atipicamente elevadas”.
“Trata-se de uma situação de elevado perigo pela severidade do calor esperado e que demandará atenção das autoridades. Serão vários estados em que o calor será muito intenso a extremo. A massa de ar quente vai afetar com força e marcas perto ou acima de 40ºC, por exemplo, o Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão”, alertou o MetSul.
Ainda de acordo com os meteorologistas, em Minas as regiões que deverão ser as mais afetadas pelo calor extremo, com temperaturas máximas superando os 40º C, serão o Triângulo e o Noroeste do Estado. “O pico do calor em intensidade deve se dar entre o final desta semana e o começo da semana que vem”, completa.
Bolha de calor
A empresa de meteorologia explicou ainda que uma bolha de calor será a causa do problema, fenômeno que também é conhecido como “domo” ou “cúpula de calor”. Ele ocorre com áreas de alta pressão que atuam como cúpulas de calor, e têm ar descendente (subsidência).
“Isso comprime o ar no solo e, através da compressão, aquece a coluna de ar. Em suma, uma cúpula de calor é criada quando uma área de alta pressão permanece sobre a mesma área por dias ou até semanas, prendendo ar muito quente por baixo assim como uma tampa em uma panela. Esta bolha de calor de agora vai estar com seu centro entre o Paraguai e o Centro-Oeste do Brasil”, completou o MetSul.
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