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Jornal Folha Regional

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região – Foto: Reprodução/EPTV

O Lago de Furnas, um dos principais reservatórios de Minas Gerais e fonte vital para turismo, piscicultura, geração de energia e diversas atividades econômicas, enfrenta impactos significativos da estiagem prolongada. Em setembro de 2025, o volume útil do lago chega a 48,03%, conforme dados oficiais. Embora o índice seja superior ao registrado em 2024, quando o nível estava em 42%, ele permanece distante dos melhores resultados dos últimos anos: 88,18% em 2023 e 62% em 2022.

Em várias áreas do entorno, locais que deveriam estar cobertos por água agora exibem extensões de pastagem seca. O nível do lago encontra-se abaixo da cota de 762 metros, considerada mínima para garantir o funcionamento adequado das atividades turísticas e econômicas da região.

De acordo com Fausto Costa, secretário-executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), a situação gera preocupações econômicas, sociais e ambientais. Ele aponta que o turismo, responsável por movimentar mais de 50 atividades e impulsionar a economia regional, é um dos setores mais prejudicados. A piscicultura também sofre impactos severos: a oscilação do nível da água deteriora plantações submersas, reduz o oxigênio disponível e compromete o pescado, afetando tanto pescadores profissionais quanto artesanais.

Costa ressalta que o problema não se limita às chuvas, envolvendo também a necessidade de políticas públicas e estratégias de gestão eficientes. Segundo ele, há mais de duas décadas os municípios articulam com órgãos governamentais a adoção de um uso mais racional da água do lago. Embora o reservatório abasteça outras hidrelétricas, ele defende que sejam consideradas alternativas de geração de energia para reduzir a dependência hidrelétrica e garantir níveis seguros para a manutenção da economia regional.

A análise jurídica e as discussões em andamento reforçam a urgência de medidas estruturais que assegurem o equilíbrio entre abastecimento energético e preservação das atividades ligadas ao Lago de Furnas.

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação – Foto: reprodução

Com mais de R$ 20 milhões investidos em ações de prevenção e resposta para o combate aos incêndios em vegetação em todo o estado, o Governo de Minas estima redução em até 57% de área queimada em Unidades de Conservação (UCs), mostram os resultados parciais de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2024, levantados e ainda sob consolidação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O balanço parcial do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais aponta também uma queda de 29% no total de incêndios em vegetação, com destaque para a menor incidência em UCs, em comparação com  2024. Em Minas, os incêndios florestais atingem, principalmente, o Cerrado e áreas de transição com a Mata Atlântica, concentrando-se no período mais seco, de maior vulnerabilidade ambiental.

Dados já consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) reforçam o cenário de redução e indicam que Minas Gerais registrou queda de 40% no número de focos de calor até agosto de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado.

As condições climáticas mais favoráveis em 2025 se juntam aos investimentos em prevenção, monitoramento e presença descentralizada das equipes em campo para atingir as reduções mensuradas. Os dados auditados pelo CBMMG, em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), confirmam o êxito na otimização do atendimento e a ampliação da proteção do patrimônio ambiental mineiro, resultado de um esforço integrado de brigadistas e bombeiros.

As reduções registradas não alteram o estado de atenção do CBMMG para o período crítico, que permanece mobilizado. O esforço reúne 220 militares distribuídos em todo o estado, composto de equipes específicas para combate a incêndios, além de 280 brigadistas contratados e capacitados, com R$ 5,5 milhões contidos no investimento de 2025.

“Os dados reforçam uma gestão eficiente da força-tarefa Previncêndio, mas precisamos permanecer alertas para eventuais mudanças climáticas”, ressalta o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

A iniciativa integra as ações da força-tarefa Previncêndio e conta com o apoio do IEF e de outras instituições parceiras, fortalecendo a capacidade de prevenção e a cooperação entre diferentes órgãos, o que se reflete diretamente na proteção da biodiversidade e na segurança das comunidades que vivem no entorno das Unidades de Conservação.

Bases Operacionais e tecnologias geram eficiência

Com mais de R$ 20 milhões aplicados, Minas Gerais reduz focos de incêndio em até 57% nas Unidades de Conservação – Foto: reprodução

Sob a coordenação do CBMMG, as UCs foram contempladas com a instalação de seis Bases Operacionais Avançadas em pontos estratégicos, garantindo maior agilidade na resposta e ampliando as ações de prevenção. A corporação também acompanha a resolução dos incêndios em até 24 horas, índice que alcança a marca de 79% até agosto de 2025.

“A redução nos índices é fruto de um trabalho integrado entre parceiros que compõem a força-tarefa Previncêndio e também de investimentos em tecnologias que geram monitoramento assertivo; além da descentralização dos recursos que aproximam nossas equipes das áreas mais críticas”, destaca o coronel Duarte, comandante Especializado de Bombeiros.

Nova espécie de inseto é descoberta em território mineiro

Nova espécie de inseto é descoberta em território mineiro – Foto: Frederico Falcão

A biodiversidade de Minas Gerais acaba de ganhar mais um capítulo importante com a descoberta de uma nova espécie de inseto no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, na Zona da Mata. Batizada de Guaranyperla puri, a nova espécie pertence à família Gripopterygidae e foi nomeada em homenagem ao povo indígena Puri, tradicional habitante da região onde foi encontrada.

A identificação da nova espécie é resultado de análises morfológicas detalhadas de exemplares coletados no parque, com destaque para os padrões de coloração, a estrutura das asas e, também, a terminália do adulto — o sistema reprodutivo —, que a diferencia de outras espécies conhecidas. O adulto da Guaranyperla puri mede cerca de 12 milímetros, enquanto a ninfa (o estágio imaturo) possui aproximadamente 8 milímetros de comprimento.

Trata-se de um inseto com ciclo de vida peculiar: na fase imatura, a ninfa vive dentro da água, passando por transformações até o momento da muda, quando desenvolve asas, sistema reprodutivo e migra para o ambiente terrestre, iniciando então sua fase adulta. Esse tipo de metamorfose ressalta a complexidade dos ecossistemas aquáticos e terrestres presentes na Serra do Brigadeiro.

A descrição científica da espécie seguiu os critérios da nomenclatura zoológica internacional, consolidando a descoberta como uma importante contribuição para o conhecimento da fauna brasileira.

Para a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Melo, a descoberta da nova espécie reforça o papel das unidades de conservação: trazer o desenvolvimento científico a favor da política pública, da preservação ambiental e do entendimento da biodiversidade ampla que temos no estado.

“Continuaremos investindo em pesquisa nas nossas unidades para que isso gere conhecimento em prol do desenvolvimento sustentável e da conservação ambiental em Minas Gerais”, destaca Marília Melo.

O gerente do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Luís Henrique de Mattos Lopes reforça que a descoberta de novas espécies em áreas protegidas, como o Parque da Serra do Brigadeiro, é essencial para o entendimento dos ecossistemas e suas interações. “Isso pode influenciar diretamente estratégias de conservação, priorizando habitats ameaçados, além de abrir caminhos para inovações na ciência, agricultura e medicina”, afirma.

Guaranyperla puri foi identificada em estudos de doutorado conduzidos pela pesquisadora Mellis Layra Soares Rippel, no Programa de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), com pesquisas realizadas pelo Laboratório do Museu de Entomologia da instituição. Mellis é uma das autoras do artigo científico sobre a espécie e relembra o momento da descoberta com entusiasmo.

“Quando analisamos os exemplares, tanto do ponto de vista morfológico quanto molecular, percebemos que estávamos diante de uma espécie nova. Isso indica que o parque ainda mantém um grau elevado de preservação ambiental e reforça sua importância científica”, relata Mellis Rippel.

O artigo pode ser acessado clicando aqui.

Refúgio da biodiversidade

Parque Estadual da Serra do Brigadeiro é uma das principais Unidades de Conservação de Minas Gerais. Situado na região da Serra da Mantiqueira, entre os vales do Carangola, Glória e Rio Doce, o parque abriga um mosaico de ecossistemas, incluindo Florestas Atlânticas de encosta e Campos de Altitude.

A área é estratégica para a preservação de nascentes que alimentam duas das maiores bacias hidrográficas do estado: a do Rio Doce e a do Paraíba do Sul.

A Serra é reconhecida por sua riqueza botânica e pela presença de espécies raras, muitas das quais ainda não foram descritas pela ciência.

Nova espécie de inseto é descoberta em território mineiro – Foto: Frederico Falcão
Nova espécie de inseto é descoberta em território mineiro – Foto: Frederico Falcão

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais – Foto: divulgação

O Governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (15) que a nova secretária de Estado de Cultura e Turismo (Secult) será Bárbara Botega, que atualmente ocupa o cargo de secretária-adjunta de Comunicação Social (Secom).

Bárbara ingressou no Poder Executivo estadual em 2021. Foi superintendente de atração de investimentos e estímulo à exportação na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), quando atuou já com a promoção do estado entre parceiros nacionais e internacionais.

Também cuidou da assessoria estratégica para atração de investimento em turismo, sendo responsável por captar mais de R$ 2 bilhões, mantendo uma relação bem-sucedida e contínua com o trade de turismo.

Já na Secom, continuou em uma parceria frutífera junto à Secult e com os setores vinculados, promovendo o estado de Minas Gerais, inclusive, por meio de ações de comunicação que deram visibilidade e retorno ao estado.

Entre seus feitos, está a articulação para a cooperação com as demais esferas para a retomada do Carnaval em Minas Gerais, após os anos de pandemia.

Bárbara explica que vai “dar continuidade a um trabalho que já transformou profundamente a forma como a cultura e o turismo são compreendidos e valorizados em nosso estado”. “O secretário Leônidas deixa um legado que é, ao mesmo tempo, inspiração e desafio. Vamos manter o compromisso do Governo de Minas com o posicionamento do estado como referência nacional e internacional em cultura e turismo”, declara.

Informações sobre a nomeação e posse da nova secretária serão divulgadas posteriormente.

NOTA

Bárbara Botega assume comando da Cultura e Turismo em Minas Gerais – Foto: redes sociais

É com profundo senso de responsabilidade e honra que assumo a função de Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Recebo esta missão com a consciência de que não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de dar continuidade a um trabalho que já transformou profundamente a forma como a cultura e o turismo são compreendidos e valorizados em nosso estado. O secretário @leonidas_oliveira_ deixa um legado que é, ao mesmo tempo, inspiração e desafio: ele mostrou que é possível aliar visão estratégica, respeito à nossa identidade mineira e ousadia na execução de políticas públicas que geram impacto real na vida das pessoas.

A mim, cabe agora a árdua tarefa de honrar esse legado e fazer com que ele siga vivo, pulsante e em movimento. Mais do que preservar o que foi construído, é meu compromisso fortalecer as pontes criadas, ampliar os horizontes e continuar posicionando Minas Gerais como referência nacional e internacional em cultura e turismo.

Nosso estado é terra de tradições, mas também de inovação. É palco da mineiridade que emociona, acolhe e transforma. Cada cidade, cada comunidade, cada manifestação cultural e cada destino turístico são expressões da potência que temos — e é essa potência que seguiremos cuidando e expandindo, sempre de mãos dadas com artistas, produtores, empreendedores, gestores, comunidades e todos que acreditam na força transformadora da cultura e do turismo.

Assumo com a firme convicção de que nada supera o trabalho sério e ético.

E é com essa postura que seguirei dedicada a honrar Minas Gerais, o povo mineiro e a confiança do Governador @romeuzemaoficial e do Vice Governador @mateus.simoesmg.

Seguiremos juntos. Continuaremos avançando. Porque Minas é patrimônio vivo, é destino inesquecível e é orgulho para todos nós.

Crônica: Meu desejo ou minha culpa? | Por Elisa Silva Borges

Crônica: Meu desejo ou minha culpa? | Por Elisa Silva Borges – Imagem: Agência Inova

Todos os dias temos que tomar decisões, grandes ou pequenas. Desde obedecer ao
despertador e acordar no horário planejado, ou permitir-se dormir um pouco mais para
aproveitar o friozinho do inverno. Contudo, será preciso lidar com o atraso e a puxada de
orelha do chefe por chegar na reunião atrasada.

Escolhemos entre comer salada e carne magra no almoço ou um delicioso torresmo com
mandioca fritos, com direito a um sorvete de chocolate, encorpado com guloseimas, de
sobremesa após o almoço. Mas o prazer da segunda opção pode ser seguido de uns
quilinhos a mais e muita consciência pesada.

Às vezes, as escolhas são mais complexas, como optar por uma mudança de trabalho, que
possivelmente traria maior realização, mas ser uma mãe, esposa e filha ausente, tendo que
lidar com tudo que isso implica.

Na realidade, entre essas opções, temos que escolher sentir alegria, gerada por um
aumento de dopamina, ligada à recompensa e ao prazer, ou lidar com o sentimento de
culpa, com regulação realizada pela serotonina, redução de dopamina e aumento de
cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Isto porque, o tempo todo, temos que caminhar entre o prazer e a culpa. Ora dando
prioridade para um, ora para outro, ou até no esforço para encontrar uma terceira via, na
tentativa de conciliar os dois lados. Isso acontece quando a gente se permite comer a
sobremesa, após almoçar a salada, ou renuncia ao tão sonhado novo emprego e tenta um
terceiro trabalho que não seja tão penoso para aqueles ao nosso redor, mesmo tão
desejado, mas que traga alguma satisfação.

Mas nosso inconsciente é trapaceiro e não se cala tão facilmente. Ele irá nos lembrar
daquele tão desejado bolinho frito em sonhos numa noite inusitada. Então, mais uma vez,
teremos que revisar nossa escolha e optar por continuar no mesmo caminho ou fazer uma
reviravolta, mesmo tendo que lidar com a culpa que aquilo irá gerar.

Inquestionavelmente, é necessário compreender que a escolha sempre prescinde da
perda de algo. Se a opção é a carreira dos sonhos, isto vai exigir esforço, energia e tempo
despendido para as conquistas. Mas as refeições compartilhadas com a família, as
apresentações no dia das mães, as brincadeiras demoradas na cama, nas manhãs de
sábado com as crianças, serão sacrificadas. Afinal, não somos onipresentes e ainda não
foi inventada uma tecnologia que nos permite estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais – Foto: reprodução

A escassez de engenheiros em Minas e no Brasil preocupa o setor da construção civil e já acende sinais de alerta para um possível apagão de mão de obra especializada. Estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta déficit de 75 mil engenheiros no País em 2025, com maior demanda em infraestrutura, energia, indústria, mineração e tecnologia.

Nesse cenário, dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas reforçam o problema: 39% dos empregadores da construção civil declararam ter “muita dificuldade” em contratar trabalhadores qualificados.

As razões vão da falta de incentivo à formação profissional à migração de trabalhadores para outras áreas. Embora ainda não comprometa o andamento imediato das obras, as empresas estão em alerta, antecipando-se com planejamento e novas estratégias para driblar a escassez.

Muitas construtoras têm adotado soluções tecnológicas e o uso de materiais não convencionais, como estruturas de concreto reforçado com fibras e armaduras não metálicas, que reduzem a necessidade de mão de obra e encurtam o ciclo das obras.

Para o vice-presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), José Cláudio Vieira, a situação é preocupante e exige medidas emergenciais. “Minas precisa de muitas obras. Temos a maior malha rodoviária do País. Com as novas concessões do Estado, precisamos de equipes de engenheiros de projetos, de topografia, de acompanhamento e de execução de obras. O Estado pode ter grande dificuldade no futuro para abraçar novos investimentos”, ressalta.

Segundo ele, as escolas de engenharia estão formando menos alunos, tanto na graduação quanto nos cursos de mestrado e doutorado. “Com a baixa demanda nas faculdades, teremos menos pessoas especializadas para tocar os projetos e os estudos de viabilidade necessários para o desenvolvimento”, afirma.

Vieira defende a união entre governo federal, Estado, sindicatos e associações. “As instituições ligadas ao setor da construção civil precisam trabalhar em prol de uma melhor educação em engenharia em Minas e no Brasil. Além disso, é preciso convencer os jovens de que a carreira é promissora e essencial para construir um novo País”, reforça.

Custos em alta

Além da escassez de profissionais, o setor convive com juros elevados e custos crescentes. Projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam 2025 como um ano de atenção. Desde setembro de 2024, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 10,5% ao ano para 14,75%, maior patamar em quase 20 anos.

Os principais problemas enfrentados pelas empresas são justamente a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados, segundo a Sondagem Indústria da Construção, da CNI.

Para atender à demanda de Minas Gerais nos próximos três anos, será necessário qualificar 1,6 milhão de profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número inclui a formação de 257,3 mil novos trabalhadores e a requalificação de 1,3 milhão que já estão no mercado. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), da CNI.

Formação técnica como saída

A formação técnica surge como alternativa rápida, acessível e de qualidade, com alto índice de empregabilidade e impacto direto na produtividade das obras. Um exemplo é o Plano Nacional de Capacitação para a Construção Civil 2025, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com a CBIC, que está qualificando trabalhadores diretamente nos canteiros de obras, com resultados imediatos tanto para os profissionais quanto para o setor produtivo.

Carta de JK: Mulher que recebeu mensagem encontrada em livro em MG foi governanta do ex-presidente

Carta de JK: Mulher que recebeu mensagem encontrada em livro em MG foi governanta do ex-presidente – Foto: reprodução/TV Poços

A carta do ex-presidente Juscelino Kubitschek encontrada em um livro no Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas (MG) foi enviada a uma funcionária pública natural da cidade que serviu ao político como governanta.

Em 1958, Tereza Bonifácio se afastou do serviço público e se mudou para Brasília para trabalhar para a família Kubitschek, ainda durante a construção da nova capital federal.

“Todos eram muito simples, muito mineiros”, disse a servidora sobre JK e outros políticos que trabalhavam com ele em uma entrevista concedida em 2004 à TV Poços.

Na entrevista, Tereza também lembrou do tempo em que acompanhou a construção de Brasília.

“Quando eu fico vendo o que Brasília é hoje, eu penso: ‘Meu Deus isso aqui era mato, aqui não existia. Eu participei desde a fundação, desde a saída de Brasília do chão.”
Após se aposentar, em 1975, Tereza voltou para Poços de Caldas, onde viveu até morrer.

Carta e dedicatória

Tereza Bonifácio foi governanta de Juscelino Kubitschek quando ele era presidente do Brasil e recebeu mensagem dele em caderno de memórias — Foto: Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas
Tereza Bonifácio foi governanta de Juscelino Kubitschek quando ele era presidente do Brasil e recebeu mensagem dele em caderno de memórias — Foto: Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas

O museu apurou que a carta foi enviada a várias pessoas no final do governo de JK e que o ex-presidente utilizou técnicas de reprodução modernas da época, o que possibilitou que ele a enviasse para inúmeros pessoas.

Na publicação em que estava a carta, chamado “Livro de Ouro” havia uma dedicatória de próprio punho a Tereza.

“A Tereza Bonifácio, que durante tanto tempo nos acompanhou nessa dura luta da presidência, trabalhando conosco no Palácio da Alvorada, a homenagem, o apreço e a amizade de Juscelino Kubitschek – Brasília, 25-1-1961”

Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961 — Foto: Arquivo público/DF
Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961 — Foto: Arquivo público/DF

A encadernação que é uma espécie de mensagens tem ainda as assinaturas da esposa de JK, Sarah, e de suas filhas Márcia e Maria Estela. Além de outras de embaixadores, de presidentes de outros países e até da Miss Brasil de 1959, Vera Regina Ribeiro.

Segundo a historiadora Jussara Soares, que encontrou a carta, além do “Livro de Ouro”, Tereza doou outros itens de importância histórica ao museu.

Agora, o museu está fazendo uma pesquisa sobre a trajetória de Tereza e analisa como vai deixar expostos à carta e o livro.

Via: G1

Projeto de lei quer obrigar diária de hotéis a ter 24 horas em Minas; setor diz que aumentará preços

Projeto de lei quer obrigar diária de hotéis a ter 24 horas em Minas; setor diz que aumentará preços – Foto: reprodução

Um projeto de lei (PL) que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) planeja obrigar todos os hotéis do estado a oferecer diárias de 24 horas, diferentemente do que é praticado hoje, em que muitas diárias começam à tarde e terminam de manhã. A deputada que propôs a medida justifica que a norma protege o direito dos consumidores. Por outro lado, o setor hoteleiro afirma que ela é inconstitucional e, em vez de favorecer os hóspedes, pode penalizá-los com preços mais altos.

O PL 3.788/2025 foi proposto pela deputada estadual Carol Caram (Avante). Ele estabelece que a diária dos hotéis deve somar obrigatoriamente 24 horas a partir do registro do hóspede na recepção, e o horário de check-out não pode ser fixado antes de meio-dia. O projeto também prevê que os hotéis reservem duas horas para limpeza do quarto após o check-out antes de entregá-lo aos hóspedes seguintes.

“Atualmente, muitos estabelecimentos de hospedagem adotam práticas em que o check-in é limitado ao período da tarde e o check-out é exigido na manhã seguinte, o que resulta em um período efetivo de utilização da diária inferior a vinte e quatro horas. Em muitos casos, o consumidor paga por um serviço de 24 horas, mas usufrui de menos de vinte horas, o que causa insatisfação e contraria os princípios da transparência (art. 6º, inciso III) e da boa-fé objetiva (art. 4º, inciso III), ambos previstos no Código de Defesa do Consumidor”, justifica o texto.

Já a hotelaria critica a proposta. O diretor de comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIHMG), Diego Pires Gomes, afirma que a medida inviabilizaria o trabalho dos hotéis. “Em Minas Gerais, 90% dos hotéis trabalham com regime médio de entrada a partir de 13h, 14h e check-out meio-dia. No mundo todo, o check-out e o check-in precisam de uma janela para os hotéis adequarem a limpeza. Criar um projeto de lei em que os hóspedes teriam direito a 24 horas de hospedagem é inviabilizar o setor. Isso aumentaria o preço das diárias”, diz ele.

A ABIHMG e a Associação Mineira de Hotéis de Lazer (Amihla) argumentam, ainda, que o projeto é inconstitucional, pois já existe uma legislação nacional para o setor, a Lei Geral do Turismo. Ela define a diária como um período de 24 horas, incluídos os serviços do hotel, como a limpeza. O PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da ALMG, mas a aposta do presidente da Amihla, Alexandre Santos, é que seja barrado em instâncias nacionais caso continue a avançar na Casa.

Ele argumenta que a diária obrigatória de 24 horas causaria uma disrupção logística nos hotéis, especialmente na mão de obra — hoje, já difícil de ser encontrada, de acordo com os empresários do setor. Como o projeto propõe que o check-out seja realizado 24 horas depois da entrada do hóspede, independentemente de quando ela ocorra, na prática a equipe de limpeza precisaria estar a postos o dia inteiro para organizar os quartos, avalia Santos. “Seria necessário ter camareiras trabalhando 24 horas, passaria a ter adicional noturno, e a mão de obra já é escassa hoje. O natural seria bloquear até o dia seguinte o quarto que foi desocupado em um horário sem funcionários, e aí o custo aumenta”, diz Santos.

Na segunda-feira (8/9), representantes das duas entidades e outros membros do setor se encontrarão com porta-vozes do governo de Minas para discutir o tema. Na própria ALMG, não há audiência pública programada sobre o assunto.

Cozinheira é esfaqueada pelo patrão após se recusar a enviar fotos íntimas em MG

Cozinheira é esfaqueada pelo patrão após se recusar a enviar fotos íntimas em MG – Foto: reprodução

Um homem de 47 anos, proprietário de um restaurante, é suspeito de esfaquear uma auxiliar de cozinha, de 33, e assediá-la sexualmente em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata. A Polícia Militar foi acionada no início da tarde desta terça-feira (2/9) para comparecer ao estabelecimento localizado no Bairro Santa Cruz, na Zona Norte da cidade. O dono do restaurante fugiu de carro pela BR-040 e não havia sido localizado até o fechamento desta publicação.

Os militares encontraram a vítima consciente e caída na cozinha do restaurante recebendo atendimento de uma equipe de uma unidade básica de saúde do bairro. Ela apresentava sangramento na altura do tórax. Os militares a levaram dentro da viatura até a UPA Norte. A vítima contou que trabalhava há cerca de 20 dias no local.

Conforme registrado pela Polícia Militar no boletim de ocorrência, a vítima relatou que vinha sofrendo assédios sexuais constantes. Nesse sentido, em uma das ocasiões, o homem teria solicitado via WhatsApp que a funcionária enviasse a ele fotos nua. O marido da auxiliar de cozinha confirmou essa informação.

Uma testemunha, cozinheira do restaurante, informou que, pela manhã, por volta das 10h, a esposa do suspeito chegou ao local. Segundo ela, a auxiliar de cozinha contou à mulher sobre as investidas sexuais do marido dela. O casal, então, discutiu no local, e a esposa deixou o estabelecimento pouco depois. 

Ainda conforme apurado pela polícia, o dono do restaurante, irritado, “passou a realizar movimentos com uma faca sobre uma mesa”. “Ela desgraçou a minha vida”, teria dito o comerciante, segundo a cozinheira. Essa testemunha disse também que, em seguida, o patrão avançou sobre a colega de trabalho com socos e chutes e, por fim, a esfaqueou no peito. Na sequência, ele fugiu.

Questionada na UPA Norte, a vítima confirmou as informações passadas pela colega de trabalho. Depois do primeiro atendimento na unidade, a auxiliar de cozinha foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS). O quadro de saúde dela é estável e não há risco de morte.

CRLV começa a ser exigido em MG a partir de hoje; veja cronograma

CRLV começa a ser exigido em MG a partir de hoje; veja cronograma – Foto: reprodução

A partir desta segunda-feira (1/9), blitzes podem exigir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) de 2025 para automóveis com finais de placa 1, 2 e 3 em Minas Gerais.

De acordo com o governo estadual, os veículos com finais de placa 4, 5 e 6 devem ser licenciados até 30/9. Já os carros com finais 7, 8, 9 e 0 têm até 31/10 para renovar o documento. “A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), orienta os proprietários a ficarem atentos aos prazos”, reforça o Executivo. 

O que é o CRLV e como acessar?

O CRLV é o documento que comprova que o veículo está regular e pode circular conforme as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele pode ser apresentado impresso ou digitalmente, junto com a CNH, Permissão para Dirigir (PPD) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Circular sem o CRLV válido é infração gravíssima e pode gerar: 

  • Multa de R$ 293,47;
  • Sete pontos na CNH;
  • Recolhimento do veículo para um pátio credenciado. 

Como acessar o CRLV?

O documento pode ser acessado digitalmente através de: 

  • Aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT);
  • MG App;
  • Portal da Senatran;
  • Site da CET-MG.
  • No site da CET-MG, o proprietário deve ir até a aba “veículos”, clicar em “emitir o CRLV” e preencher o formulário. O documento pode ser impresso quantas vezes forem necessárias. 

Tanto o CDT quanto o MG App estão disponíveis para Android e iOS. Para utilizá-los, é necessário ter conta no gov.br e adicionar o CRLV na área de veículos. Antes de emitir o documento, o proprietário deve: 

  • Quitar o IPVA;
  • Pagar a Taxa de Licenciamento Anual (TRLAV);
  • Estar sem multas vencidas;
  • Não ter restrições judiciais ou administrativas no veículo. 

Como verificar pendências?

Para evitar problemas, a CET-MG recomenda que os motoristas consultem a situação do veículo antes de sair de casa. Isso pode ser feito no site do órgão, na opção “consultar a situação do veículo”. Em caso de pendências, o sistema gera as guias para pagamento. 

Durante fiscalizações, a Lei Estadual 25.070/2024 permite que o condutor resolva as pendências no momento da abordagem — desde que consiga quitar os débitos na hora. No entanto, débitos oriundos de outros estados ou da dívida ativa podem exigir procedimentos adicionais, e nem sempre será possível regularizar o veículo de imediato. 

Com o objetivo de facilitar o processo para os cidadãos, a CET-MG suspendeu, por 60 dias, trechos da Portaria 123/2025, que exigiam comprovações específicas durante as abordagens. Durante esse período, os agentes poderão aceitar outros meios de comprovação da regularização, mesmo que os sistemas da CET-MG ainda não tenham atualizado as informações bancárias. 

A suspensão pode ser prorrogada até que os sistemas da coordenadoria estejam aptos a exibir instantaneamente os comprovantes de pagamento.

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