
Todos os dias temos que tomar decisões, grandes ou pequenas. Desde obedecer ao
despertador e acordar no horário planejado, ou permitir-se dormir um pouco mais para
aproveitar o friozinho do inverno. Contudo, será preciso lidar com o atraso e a puxada de
orelha do chefe por chegar na reunião atrasada.
Escolhemos entre comer salada e carne magra no almoço ou um delicioso torresmo com
mandioca fritos, com direito a um sorvete de chocolate, encorpado com guloseimas, de
sobremesa após o almoço. Mas o prazer da segunda opção pode ser seguido de uns
quilinhos a mais e muita consciência pesada.
Às vezes, as escolhas são mais complexas, como optar por uma mudança de trabalho, que
possivelmente traria maior realização, mas ser uma mãe, esposa e filha ausente, tendo que
lidar com tudo que isso implica.
Na realidade, entre essas opções, temos que escolher sentir alegria, gerada por um
aumento de dopamina, ligada à recompensa e ao prazer, ou lidar com o sentimento de
culpa, com regulação realizada pela serotonina, redução de dopamina e aumento de
cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
Isto porque, o tempo todo, temos que caminhar entre o prazer e a culpa. Ora dando
prioridade para um, ora para outro, ou até no esforço para encontrar uma terceira via, na
tentativa de conciliar os dois lados. Isso acontece quando a gente se permite comer a
sobremesa, após almoçar a salada, ou renuncia ao tão sonhado novo emprego e tenta um
terceiro trabalho que não seja tão penoso para aqueles ao nosso redor, mesmo tão
desejado, mas que traga alguma satisfação.
Mas nosso inconsciente é trapaceiro e não se cala tão facilmente. Ele irá nos lembrar
daquele tão desejado bolinho frito em sonhos numa noite inusitada. Então, mais uma vez,
teremos que revisar nossa escolha e optar por continuar no mesmo caminho ou fazer uma
reviravolta, mesmo tendo que lidar com a culpa que aquilo irá gerar.
Inquestionavelmente, é necessário compreender que a escolha sempre prescinde da
perda de algo. Se a opção é a carreira dos sonhos, isto vai exigir esforço, energia e tempo
despendido para as conquistas. Mas as refeições compartilhadas com a família, as
apresentações no dia das mães, as brincadeiras demoradas na cama, nas manhãs de
sábado com as crianças, serão sacrificadas. Afinal, não somos onipresentes e ainda não
foi inventada uma tecnologia que nos permite estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.
Viche que dúvida.
É assim mesmo, todo mundo tem vontade melhorar
Num pode é esquecer que a vida é muito curta pra viver mal.
Lazer e descanso também é investimento.
Parabéns pelo trabalho
De uma forma coesa, objetiva, gentil e carinhosa, Elisa nos leva a refletir que o melhor caminho seria o equilíbrio, entretanto, se ele está ao nosso alcance já não sabemos. De toda forma seguimos assim mesmo, as vezes perdendo e as vezes encontrando, seja “optando pelo mesmo caminho ou escolhendo as reviravoltas”.
Algumas escolhas temos reforçar todos os dias, tipo a maternidade, o casamento, enfim sao escolhas.