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Jornal Folha Regional

Cidade que ‘encolheu’ quase 20% no Sul de Minas atribui perda de moradores à mecanização do café

Cidade que ‘encolheu’ quase 20% no Sul de Minas atribui perda de moradores à mecanização do café – Foto: reprodução

Cabo Verde (MG) foi a cidade que teve a maior queda no número de habitantes no Sul de Minas. Segundo levantamento do Censo do IBGE, nos últimos 12 anos a cidade perdeu 2.413 moradores. Uma das causas apontadas pela prefeitura para essa queda é a mecanização da cafeicultura.

A redução chegou a 17,46%. A cidade foi a que mais encolheu na região desde o último censo, tanto em números percentuais quanto em números absolutos.

O principal reflexo dessa redução, segundo a prefeitura, será no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo o prefeito, a cidade pode deixar de receber até R$ 300 mil por mês com os repasses do FPM.

“Nós vamos ter essa queda da arrecadação e nós vamos ter que aprender ao longo dos próximos anos, administrar o município de acordo com aquilo que vai receber. Teve um trabalho fundamental da Confederação Nacional dos Municípios, onde já está aprovado, organizado, vai ser diluído ao longo dos próximos 10 anos esse desconto, então todo ano nós vamos ter que, o índice multiplicador que o TCU vai publicar, nós vamos ver ano a ano o que é que vai cair, mas se você hoje, nós iríamos perder em torno de R$ 300 mil por mês de arrecadação”, disse o prefeito de Cabo Verde, Cláudio Antônio Palma (MDB).

Uma das explicações para essa queda está nas lavouras de café. Até 10 anos atrás, Cabo Verde recebia até 8 mil apanhadores de café e muitos desses trabalhadores ficavam no município. Agora, com a mecanização nas plantações, a realidade é outra.

Também influencia a saída de jovens, que buscam melhores oportunidades em outras regiões, seja para estudar ou trabalhar.

“Quando a colheita era feita manualmente, a gente importava muita mão de obra de outras regiões do país, Norte de Minas, Paraná, até da Bahia, Maranhão, Alagoas e aí com a mecanização acabou não vindo e esse pessoal que vinha, muitos ficavam e hoje quase não vem e quem vem sempre retornam para a sua cidade de origem”

“Eu falo que a cidade nossa está envelhecendo, sem aposentar, porque a juventude está saindo da zona rural, indo para os grandes centros, à procura de educação, de estudar e acaba não retornando para o nosso município”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cabo Verde, Reginaldo Roberto da Silva.

Cidade que ‘encolheu’ quase 20% no Sul de Minas atribui perda de moradores à mecanização do café – Foto: reprodução

Um exemplo é a Jéssica Cruz, que morava com os pais na zona rural de Cabo Verde. Em 2010, ela se mudou para Poços de Caldas para cursar fisioterapia. Desde então, não se mudou mais para a cidade natal.

“Aqui eu encontrei meu espaço de trabalho, de moradia, hoje eu tenho laços de amizade, a cidade é super acolhedora e durante o fim de semana a gente vai a Cabo Verde, a minha família, pais, marido, está tudo ali”, disse a fisioterapeuta.

Hoje ela tem uma clínica de estética em Poços de Caldas. E quem trabalha com ela é a Letícia, que também é de Cabo Verde.

“Meu esposo já trabalhava aqui, já tinha um serviço fixo, aí vim pra cá, comecei a estudar, serviço aqui também, consegui com mais facilidade na área que eu estudei”, disse a esteticista Letícia Viana.

Para tentar mudar esse cenário e quem sabe atrair mais moradores, o prefeito de Cabo Verde diz que vai investir na qualificação dos jovens.

“No ano passado nós promovemos aqui quase 60 cursos profissionalizantes, fizemos uma oficina da prefeitura para ensinar as pessoas, cursos, nós pagamos aluguel para as empresas se instalarem aqui, então tem uma série de benefícios que a gente está fazendo, procurando alternativas para que a gente possa diversificar um pouco e não faltar emprego, evitar esse êxodo”, completou o prefeito.

Postos não conseguem comprar gasolina e dizem que pode faltar combustível em MG

Postos não conseguem comprar gasolina e dizem que pode faltar combustível em MG – Foto: reprodução

Os postos de Minas Gerais estão com dificuldade para comprar combustíveis das distribuidoras, segundo nota divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro).

O Minaspetro diz que “os revendedores alegam que as empresas estão adotando essa prática comercial por causa do aumento do preço dos combustíveis, previsto para semana que vem, devido à volta da incidência total dos impostos federais na gasolina e etanol”.

A partir de 1º de julho, o litro da gasolina deve ter um reajuste de R$ 0,22 por causa do retorno integral do PIS/Cofins e da Cide. No ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas dos tributos federais sobre a gasolina, etanol, diesel, biodiesel, gás natural e gás de cozinha, numa tentativa de forçar a redução dos preços pouco antes do período eleitoral. A medida tinha validade até 31 de dezembro de 2022.

Mas, no início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu prorrogar por dois meses a desoneração dos impostos, mas prevendo a volta parcial da cobrança a partir de março para a gasolina e para o etanol e o retorno integral para os dois combustíveis a partir de 1º de julho.

Antes da desoneração, os tributos federais representavam R$ 0,69 por litro de gasolina. Em março, quando eles voltaram a incidir parcialmente sobre o combustível, a gasolina teve um aumento de R$ 0,47. Os outros R$ 0,22 só serão cobrados com o retorno integral dos tributos, no próximo mês.

Segundo o Minaspetro, essa prática das distribuidoras tem sido recorrente. “Como virou costume em vésperas de mudança de regramento tributário e reajustes da Petrobras, os postos de Minas Gerais têm identificado dificuldade na aquisição de produtos junto às companhias distribuidoras, principalmente na gasolina”.

O sindicato que representa os postos diz ainda que “caso a suspeita se confirme, o Minaspetro lamenta esse modelo de operação das distribuidoras, que pode gerar uma antecipação do aumento previsto e alerta que a prática pode ferir cláusulas de contratos das companhias com os postos, além de ocasionar desabastecimento em algumas regiões”.

A reportagem de O Tempo procurou dois órgãos que representam as distribuidoras em busca de um posicionamento do outro lado: o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Até o momento, não houve resposta. Assim que eles divulgarem um posicionamento, esta matéria será atualizada.

Confira a nota do Minaspetro na íntegra

“Como virou costume em vésperas de mudança de regramento tributário e reajustes da Petrobras, os postos de Minas Gerais têm identificado dificuldade na aquisição de produtos junto às companhias distribuidoras, principalmente na gasolina. Os revendedores alegam que as empresas estão adotando essa prática comercial por causa do aumento do preço dos combustíveis, previsto para semana que vem, devido à volta da incidência total dos impostos federais na gasolina e etanol.

Caso a suspeita se confirme, o Minaspetro lamenta esse modelo de operação das distribuidoras, que pode gerar uma antecipação do aumento previsto e alerta que a prática pode ferir cláusulas de contratos das companhias com os postos, além ocasionar desabastecimento em algumas regiões”.

Minas Gerais registra duas novas mortes por febre maculosa; estado totaliza 4 óbitos em 2023

Minas Gerais registra duas novas mortes por febre maculosa; estado totaliza 4 óbitos em 2023 – Imagem: reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou duas novas mortes por febre maculosa em Conselheiro Lafaiete, na Região Central do estado. São uma mulher de 25 anos e um homem de 23 que, segundo a prefeitura, morreram nos dias 12 e 13 de junho, respectivamente.

De acordo com a SES-MG, até o momento foram registrados 11 casos em Minas Gerais em 2023, dos quais quatro evoluíram para óbito. Outras mortes, de pessoas duas pessoas do sexo masculino, de 28 e 54 anos, foram registrados em Manhuaçu, na Região da Zona da Mata.

Ainda segundo a pasta, os casos de febre maculosa são registrados em todas as regiões do estado, com destaque para as Macrorregiões de Saúde Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul.

De 2018 a 2022, foram registrados 190 casos e 62 mortes pela doença em Minas Gerais.

A Secretaria estadual salienta que, embora os casos possam acontecer o ano todo, trata-se de uma doença sazonal – ou seja, aparece com maior frequência em determinadas épocas do ano.

O que é a febre maculosa e os sintomas

Segundo a SES-MG, a febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves, com elevada taxa de letalidade.

É transmitida por um carrapato infectado, principalmente a espécie carrapato-estrela, que pode se hospedar em capivaras.

A doença pode demorar até duas semanas para se manifestar após o contato inicial. Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são:

  • Febre
  • Dor de cabeça intensa
  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia e dor abdominal
  • Dor muscular constante
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés
  • Gangrena nos dedos e orelhas
  • Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando paragem respiratória

Como prevenir a doença?

A pessoa pode seguir algumas orientações para evitar o contato com o carrapato quando estiver em um local de contágio, como fazer o uso de calças compridas.

“De preferência passar um elástico na calça para que o carrapato não entre. Usar roupa clara porque, se ele começar a subir em você, você identifica rápido. Depois que passou por aquela área, fazer a procura em você. Se tem carrapato, tirar ele logo. Quanto mais rápido tirar, menores são as chances da doença”, alertou o infectologista Marco Aurélio Cunha de Freitas.

Motoristas de Minas Gerais ganham nova opção para efetuar o pagamento de tributos de veículos

App Zul+, da Estapar, permite a consulta e o pagamento de IPVA e licenciamento para carros e motos registrados no estado

Os motoristas de Minas Gerais já têm uma nova forma de consultar e efetuar o pagamento dos tributos relacionados ao veículo, o IPVA e o licenciamento. É o aplicativo Zul+, da Estapar, a maior plataforma de soluções para quem dirige. O app permite que os proprietários de automóveis e motos paguem os impostos via Pix ou em até 12 vezes no cartão de crédito, tudo de maneira rápida e segura.

Com a implementação do pagamento de tributos no estado, o Zul+ fica mais completo para os condutores da região. O aplicativo já estava disponível em Minas Gerais com serviços como a tag de pedágio sem mensalidade, emissão do CRLV digital, pagamento de combustível com Shell Box, localização de concessionárias, estacionamentos da rede Estapar e eletropostos da Zletric, cotação de seguros, entre outras funcionalidades. Além dessas, o app já estava presente nas cidades de Belo Horizonte e Juiz de Fora, com o estacionamento rotativo.

“Com esta nova ferramenta, o aplicativo fica ainda mais completo para os motoristas de Minas Gerais. Sempre buscamos facilitar a vida dos condutores e a adição desta função no app resolve uma das principais dores de quem tem carro ou moto, que é saber quais são os débitos e poder pagá-los com Pix ou parcelado”, afirma André Brunetta, Diretor de Inovação e Digital da Estapar. “Estamos sempre evoluindo, seja ampliando nossa presença no Brasil, seja lançando novas ferramentas para resolver as dores de quem tem um automóvel”, finaliza Brunetta.

Pagar o IPVA ou licenciamento pelo Zul+ é muito simples. Primeiro, basta baixar o app, disponível gratuitamente nos sistemas Android e IOS, e efetuar um cadastro. Na sequência, selecionar a opção “IPVA, Multas e Licenciamento”, informar o Renavam do veículo e, após consultar o valor, selecionar a forma de pagamento (Pix ou em até 12 vezes no cartão de crédito).

Além de Minas Gerais, o pagamento de tributos via Zul+ está disponível nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás. Nestas localidades, ainda é possível consultar e pagar as multas de trânsito. A função deve chegar em breve também a Minas Gerais.

Sobre o Zul+

O Zul+ é uma plataforma criada para facilitar a vida de quem dirige. Lançado em 2017, o aplicativo faz parte do grupo Estapar desde 2022 e está disponível em todo o território brasileiro. Dentre as principais funções do app, estão a seção de tributos para pagamento e parcelamento de multas, IPVA ou licenciamento, estacionamento rotativo, tag de pedágio sem mensalidade (que permite viajar sem pegar filas) e cálculo do valor a ser pago durante a viagem, seguros, pagamento de estacionamento de shopping e abastecimento via Shell Box. Além dessas facilidades, Zul+ apresenta informações do valor de mercado para compra ou venda de veículos, registro de manutenção, busca por concessionárias e postos de combustível próximos e alerta sobre o rodízio de veículos.

Sobre a Estapar

A maior rede de estacionamentos do Brasil está presente em 77 cidades situadas em 15 Estados brasileiros, além do Distrito Federal. A Estapar administra ao todo mais de 400 mil vagas em aproximadamente 700 estacionamentos. Na área de estacionamento rotativo, incluindo a cidade de São Paulo, a Estapar administra 12 operações de Zona Azul Digital no País em quatro Estados (SP e MG), serviço que vem sendo implantado pela empresa desde a década de 90. Aos usuários de Zona Azul em outras cidades ou de serviços da Estapar para mensalistas, reserva de Vagas e pagamento de tíquete, a empresa mantém o aplicativo Vaga Inteligente que também está disponível gratuitamente nas versões Android e iOS.

Jovem de Conceição Aparecida morre em Nova York e familiares buscam ajuda para trazer o corpo de volta ao Brasil

Glaucio Freire faleceu vítima de infarto fulminante – Foto: Redes Sociais

O brasileiro Glaucio Freire morreu aos 36 anos, na madrugada deste sábado (10), em Nova York. Ele estava residindo há trabalho desde 2018 e sofreu um infarto fulminante. Seus amigos e familiares tentam arrecadar dinheiro para conseguir trazer o corpo de volta ao Brasil.

Glaucio é natural de Conceição Aparecida (MG), conhecida também como Barro Preto. A família luta para que ele tenha uma despedida digna junto aos filhos, familiares e amigos.

Os gastos com serviços funerários, traslado do corpo e trâmites burocráticos são estimados em torno de R$ 75.000,00. Seu irmão Gustavo Freire Bueno criou uma vaquinha virtual para arrecadar o valor.

Links para doações:

https://www.vakinha.com.br/3798068

https://gofund.me/002f7878

Ou no pix do irmão de Glaucio:
[email protected]

Maiores informações (35) 99807-7820 tel/whats e falar com Joyce Santos – prima de Glaucio.

Fiéis relatam ver Nossa Senhora chorando em igreja de Minas; veja o vídeo

Moradores da cidade de Cruzeiro da Fortaleza, no interior de Minas Gerais, filmaram um imagem de Nossa Senhora das Dores chorando, durante uma celebração religiosa na última quarta-feira (5). Segundo testemunhas, o momento aconteceu em uma casa com mães que perderam filhos de maneira trágica e depois de novo na igreja da cidade.

O caso ocorreu durante a celebração da separação dos santos, onde mulheres levam uma imagem de uma Nossa Senhora das Dores para uma casa e os homens levam uma imagem de Nosso Senhor dos Passos para outra. No dia seguinte, as imagens são levadas para a igreja onde é feito um encontro.

Na terça-feira (4), a santa foi levada para a casa de uma mãe que recentemente perdeu o filho de forma trágica. As testemunhas relatam que, quando a imagem chegou, a dona da casa chorou bastante.

Correio conversou com Adriana Pereira, uma das testemunhas do caso e a responsável pelo o áudio que viralizou na cidade. Ela conta que ficou do lado de fora da casa esperando que o local esvaziasse um pouco, quando viu uma segunda mãe, que perdeu dois filhos em um acidente de carro, e a questionou se ela estava “agoniada”.

A mulher relatou então que viu a santa chorando e que chegou a passar a mão no rosto da imagem para comprovar que ela estava chorando mesmo. “Escorreu no nariz, escorreu na boca”, relata.

Ao Correio, ela confirmou que viu a santa chorar. “Todo mundo chorou vendo a cena. A dona da casa gritava ‘Nossa Senhora conhece a minha dor’, ‘quero enxugar as lágrimas de Nossa Senhora'”, disse Adriana.

No dia seguinte, a imagem de Nossa Senhora das Dores foi levada de volta para a igreja da cidade, que estava lotada por fiéis. E mais uma vez a santa chorou antes e depois da missa.

“Ela (a santa) chegou na Igreja e na hora que colocaram ela (no altar), eles viram que ela estava chorando e o povo se juntou para ver”, relata outra testemunha.

Os relatos terminam dizendo que o ocorrido foi um milagre não só para a dona da casa onde a santa chorou, mas “para todas as mães da comunidade”. No entanto, alguns moradores da cidade temem que o ocorrido seja um presságio de algo ruim que pode acontecer.

Estupros e importunações sexuais disparam em Minas, com média de 19 crimes por dia

Dezenove mulheres, adolescentes e até crianças são vítimas de abusos sexuais por dia em Minas. A média leva em conta os estupros e importunações registrados apenas em janeiro, que terminou com 598 crimes. Quase metade é cometida contra vulneráveis: menores de 14 anos ou pessoas que não puderam oferecer resistência, como em situações de embriaguez.

O mesmo levantamento da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) mostra que os crimes sexuais aumentaram mais de 20% no primeiro mês deste ano, em relação ao mesmo período de 2022.

Um dos motivos para o salto nas ocorrências é a disposição das mulheres em romper o silêncio, denunciando os agressores. No entanto, especialistas destacam que a disparada de atos covardes reforça a cultura do machismo, além de alertar para a necessidade de mais ações no combater à violência sexual.

“Temos no Brasil uma enorme cultura da masculinidade, que vem desde a colonização. Essa coisa de que o homem é o proprietário da mulher. Isso é replicado até de maneira ingênua nas escolas e pelas famílias, como a história da Bela Adormecida. Vemos, ano após ano, que os casos continuam acontecendo porque continuamos reproduzindo, seguimos ensinando as crianças”, explica a professora de sociologia da UFMG, Ludmila Ribeiro.

A professora da UFMG acrescenta que não “existe uma fórmula mágica” para enfrentar a situação. As ações precisam ser tomadas na infância. “Só vamos resolver o problema mudando o jeito que educamos meninos e meninas. Isso pode ser até repensar o conteúdo pedagógico que é ensinado. É essencial que a gente tenha uma mudança no modelo educacional e também no de assistência social que ajude mais no acolhimento.

Grito por socorro

Enquanto a mudança não chega, casos cada vez mais chocantes são registrados. No dia 31 de janeiro, um homem de 39 anos foi preso em BH suspeito de estuprar ao menos três mulheres, sendo uma menor e uma grávida. No mesmo dia, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, mais um foi detido também por estuprar uma adolescente, de 14 anos, após uma festa.

Em todos os casos, as vítimas procuram a polícia para pedir socorro. A denúncia é peça-chave para punir os agressores, destaca a delegada Cristiana Angelini, da Delegacia da Mulher de Belo Horizonte.

“Apesar de ter uma legislação de suporte às vitimas, algumas ainda não denunciam. Entre os motivos podem ser o medo de ser julgada pela sociedade, de sofrer represálias do agressor e até o sentimento de vergonha e pressão social”, aponta a policial, que também falou sobre a falta de informação.

Na capital existe a Casa da Mulher Mineira (na avenida Augusto de Lima, 1845 – Centro), especializada em atendimento e acolhimento das vítimas de violência sexual.

“A vítima é acolhida, conta o que aconteceu e faz o boletim de ocorrência. A depender do caso, ela vai ser levada para o hospital. Em caso de estupro, recebe remédios e faz r exames. Depois nós vamos ouvi-la e iniciar as investigações”, disse a delegada.

Medidas protetivas

Para tentar frear a violência contra a mulher, a Polícia Civil lançou uma cartilha que mostra a importância das medidas protetivas. Nela, a vítima pode entender como e quando acionar uma medida protetiva e, também, as delegacias especializadas para o atendimento.

Via: Hoje em Dia

Ibama apreende mais de 600 animais em cativeiro ilegal em MG

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Belo Horizonte e Lavras apreenderam 46 animais exóticos95 silvestres e 467 domésticos, nesta quarta-feira (22), em um criador amador de São Lourenço, cidade da Região Sul do estado.

Essa foi a maior apreensão deste ano em Minas Gerais por uma operação de busca e apreensão do Ibama, que contou também com a participação da Polícia Federal. Além dos 608 animais apreendidos, a ação gerou multas de quase R$ 550 mil.

No local, foram encontradas espécies de “pássaro do amor”, periquito do dorso vermelho, canário-belga, calopsita, periquito australiano e jabuti.

Os fiscais verificaram que o registro do criador estava cancelado pelo Ibama há vários anos e que ele já havia sido autuado por maus tratos e por manter animais em cativeiro sem autorização.

Segundo o Instituto, as espécies domésticas serão doadas. Já as nativas e exóticas serão transferidas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Belo Horizonte.

Minas Gerais se prepara para período sazonal de doenças respiratórias

A proximidade do outono e do inverno marcam não só a chegada oficial do frio, mas também o período propício ao agravamento de doenças respiratórias. Atenta a esse cenário, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já adotou uma série de medidas para preparar a rede assistencial do estado.

O aumento no investimento nas Unidades de Pronto Atendimento é uma dessas medidas. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, ainda em novembro de 2022, o valor dos repasses para as UPAs de todo o estado foi quadruplicado, passando de R$ 4.844.500,00 para R$ 19.378.000,00 mensais. “Por ano, totaliza R$ 232.536.000,00, que é até quatro vezes o valor historicamente enviado pelo estado para o custeio dessas unidades”, detalha Bacheretti.

Atualmente, há 67 UPAs com funcionamento 24 horas em Minas Gerais. Todas elas recebem incentivo financeiro do estado. A gestão dessas unidades prevê financiamento compartilhado com recursos dos governos federal, estaduais e municipais.

“De parte da Saúde estadual, o recurso para custeio das UPAs, que começou a ser repassado aos municípios já em novembro, é liberado quadrimestralmente e pode ser destinado, por exemplo, à contratação de pediatras e médicos clínicos”, explica o secretário de Saúde.

 Mais CTIs

O secretário também destaca as qualificações feitas nos hospitais João Paulo II e João XXIII, em Belo Horizonte. “Prevendo essa possibilidade de aumento na demanda por atendimentos, o Hospital Infantil João Paulo II já tem a escala completa de pediatras. E o Hospital João XXIII está estruturado para abrir dez novos leitos de CTI, caso seja necessário”, adianta.

O diretor geral do Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência do João XXIII, Fabrício Giarola Oliveira, reforça que a intenção, com esses novos leitos, é ampliar a cobertura assistencial no momento em que crescerem os casos de maior gravidade e os leitos existentes estarão ocupados. “Com esses novos leitos, conseguiremos atender aos pacientes pediátricos com síndromes respiratórias graves causadas por vírus na sazonalidade, como a covid-19, com maior tranquilidade”, explica o diretor.

Vacinação contra covid

Fábio Baccheretti aproveita para lembrar que a covid-19 faz parte do grupo de doenças respiratórias e, embora a vacina siga disponível para as crianças e demais públicos elegíveis, as coberturas vacinais registradas no público infantil ainda estão abaixo do esperado. Segundo o vacinômetro pediátrico da SES-MG, em 11/3/2023, para a primeira dose (D1), a cobertura estava em 51,24% e, para a segunda dose (D2), está em 37,47%.

As crianças são, naturalmente, um dos grupos mais afetados por doenças respiratórias. Os números do Sistema de Informações Hospitalares dos SUS apontam que, somente em 2022, 13.319 menores de 1 ano e 19.793 crianças de 1 a 4 anos foram internadas no estado devido a doenças do aparelho respiratório. “Por isso reforçamos para que pais, mães e responsáveis levem suas crianças ao posto de saúde, para garantir a proteção desse grupo e evitar possíveis agravamentos, especialmente durante esse período sazonal que durará cerca de três ou quatro meses”, afirma Fábio Baccheretti.

Vacina Bivalente

Outra parcela da população que merece especial atenção no período sazonal são os idosos. Minas Gerais iniciou em 27/2 a vacinação bivalente para pessoas acima de 70 anos. Também estão recebendo vacinas nessa fase da campanha pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILP), a partir de 12 anos; trabalhadores dessas instituições, a partir de 12 anos de idade; imunocomprometidos, a partir de 12 anos; pessoas das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, a partir de 12 anos.

“A previsão é de que a fase 2 da campanha já contemple pessoas entre 60 e 69 anos de idade. Além disso, outros grupos, como gestantes e puérperas, por exemplo, serão contemplados nas demais fases da campanha, de acordo com a orientação do Ministério da Saúde”, declara Fábio Baccheretti.

Importante destacar que a divisão das ações de vacinação por fases se deve ao cronograma de distribuições de vacinas, mas os municípios podem avançar as fases subsequentes conforme a disponibilidade de vacina. Além disso, diante da abertura de frasco multidose para evitar o desperdício de doses, poderão ser vacinadas pessoas que estão nos grupos prioritários e que não estejam na fase atual de atendimento.

Minas Gerais terá 16 novos pedágios em 2023; saiba onde

As estradas de Minas Gerais terão 16 novos pedágios em 2023. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) autorizou a concessão de mais de 1 mil km de rodovias para empresas privadas. As praças serão construídas no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas.

No Triângulo, serão investidos R$ 3,2 bilhões em duplicações, terceiras faixas, acostamentos, adequações de pontes e viadutos. Além dessa quantia, R$ 2,6 bilhões serão destinados a serviços aos usuários. Ao todo 627,4km das estradas da região estão sob responsabilidade da concessionária Rodovias do Triângulo.

Já no Sul de Minas, um aporte de R$ 2 bilhões será feito para melhorias nas vias, seguindo o mesmo caminho do que acontecerá no Triângulo. No total, 453,3 km das rodovias ao sul serão comandadas pela concessionária Rodovias do Sul de Minas.

Os contratos das concessões têm duração de 30 anos. A cobrança aos motoristas deve começar em nove meses, e os valores só serão divulgados com antecedência de 30 dias. Para operar as praças de pedágio, as empresas devem cumprir metas iniciais como correção de problemas nas pistas, drenagem de vias, revitalização de sinalização e limpeza de áreas laterais.

Onde serão os novos pedágios?

Triângulo Mineiro

Ao todo serão oito praças de pedágio no Triângulo, sendo:

  • Entre Uberlândia e Patrocínio (BR 365): 2 praças;
  • Entre Patrocínio e Perdizes (CMG 462): 1 praça;
  • Entre Uberlândia e Araxá (CMG 452): 2 praças;
  • Entre Iraí de Minas e Nova Ponte (MG 190): 1 praça;
  • Entre Nova Ponte e Uberaba (LMG 798): 1 praça;
  • Entre Uberaba e Conceição das Alagoas (MG 427): 1 praça

Sul de Minas

  • Entre Poços de Caldas e Andradas (MGC 146)
  • Entre Santa Rita do Sapucaí e Gonçalves (MG 173)
  • Entre Pouso Alegre e Jacutinga (MG 290)
  • Entre Bueno Brandão e Inconfidentes (MG 295)
  • Entre Santa Rita de Caldas e Andradas (MG 455)
  • Entre Poços de Caldas e Itajubá (BR 459)
  • Entre Ouro Fino e Monte Sião (MG 459)
  • Poços de Caldas (LMG 877)
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