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Jornal Folha Regional

Minas Gerais assume o terceiro lugar como maior exportador de cachaça no país

O aumento das exportações da cachaça produzida em Minas elevou o patamar do estado no ranking nacional. De janeiro a novembro de 2022, os embarques renderam ao estado US$ 2,069 milhões em divisas, alta de 135%. Com isso, Minas Gerais saltou da quinta para terceira posição, ficando atrás de São Paulo e Pernambuco.

No período, foram embarcados 378 mil litros, volume 86% superior ao registrado em igual intervalo de 2021. Os dados são do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac).

Assumindo a terceira colocação, o estado passou a responder por 11,2% do valor exportado pelo Brasil. No mesmo período de 2021, o volume direcionado ao mercado externo representou 4,4% do país e manteve o estado em quinto lugar, atrás de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.

No Brasil, mantendo-se a base comparativa com janeiro a novembro de 2021, os embarques da cachaça apresentaram crescimento de 54,74% em valor, que chegaram a US$ 18,47 milhões. Ao todo, foram 8,6 milhões de litros, ou 30,38% a mais.

“Cachaça Mineira Legal e de Qualidade”

Para manter a qualidade da bebida, considerando ampliação de mercados, melhora da produção e segurança sanitária, o Governo de Minas, por meio Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), criou projeto “Cachaça Mineira Legal e de Qualidade”.

A iniciativa envolve toda a cadeia produtiva da cachaça para os próximos cinco anos. Dentre os objetivos específicos destacam-se ações educativas estratégicas em regiões do estado onde há elevado número de estabelecimentos clandestinos.

Desde 2020, o instituto executa operações de denúncia em conjunto com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), verificando a falsificação do destilado pelo uso de álcool combustível.

A fiscalização no estabelecimento comercial ou no alambique busca garantir a oferta de bebidas no padrão da legislação de bebidas. Para isso, também são feitas análises para avaliação de conformidade dos parâmetros estabelecidos para que a cachaça seja comercializada dentro dos padrões oficiais de identidade e de qualidade.

A regularização melhora a estrutura da produção e incentiva o processo de aprimoramento contínuo, podendo ampliar vendas e conquistar novos mercados.

Artesanal

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça artesanal do país. O processo tradicional de fabricação da bebida em alambique é declarado como patrimônio cultural pela lei estadual Nº 16.688, de 11 de janeiro de 2007.

Já são mais de 1,7 mil marcas registradas em Minas Gerais, cerca de mil a mais do que São Paulo, segundo lugar no ranking. Salinas, no Norte do estado, é considerado o município com mais estabelecimentos registrados, seguido de cidades como Alto Rio Doce, Córrego Fundo, Bonfim, Rio Espera, Divinésia, Lamim e Perdões.

Motorista de ônibus se veste de Papai Noel para distribuir doces em Passos

Foto: Arquivo/FM

Matheus Domingos enfeitou a cabine do ônibus, com bolas e estrela de Natal; este ano, distribuiu 60kg de balas, fazendo a alegria de adultos e crianças

Um Papai Noel diferente que fez a alegria do Natal em Passos (MG). O motorista de transporte coletivo Matheus Domingos se fantasiou de ‘bom velhinho’ e distribuiu balas e doces entre os passageiros, crianças e adultos. Ele começou a distribuir as guloseimas na quarta-feira (21) e só terminou ontem à noite (24).

O ônibus ganhou decoração especial com estrela guia, bolas de árvores de Natal e cabine do motorista toda revestida em vermelho. Matheus conta que a ideia surgiu quando ele conversou com a família, em 2017.

No primeiro ano, ele foi vestido de Papai Noel na casa de amigos e vizinhos para distribuir doces. No ano seguinte, surgiu a ideia de sair pelas ruas da cidade distribuindo balas num carro de som com músicas natalinas. “Teve um ano que um amigo me levou de caminhão guincho”, recorda.

Quando levou a ideia para o ônibus, teve gente que aguardava a linha dele para passar só para viver a experiência. As crianças foram as que mais se alegraram, mas idosos e adultos também aproveitaram. Assim que o ônibus parava, lá vinham os doces e os votos de Feliz Natal.

Depois veio a pandemia e, por dois anos, a roupa de Papai Noel ficou guardada. “A alegria das pessoas ao entrar no ônibus e ver um Papai Noel distribuindo balas é muito grande. As crianças principalmente”, diz, satisfeito com o retorno às ruas.

“No dia a dia fui percebendo que independentemente da idade, as pessoas, crianças, adultos ou idosos, sempre davam um sorriso e o olhar brilhava, no momento que entravam no ônibus e davam de cara com o Papai Noel e músicas natalinas. Isso me trouxe muita alegria, pois consegui alcançar meu objetivo, que era levar alegria e a magia do natal para todos.”

Ele conta que este ano distribuiu cerca de 60 quilos de bala.

Para o ano que vem tem mais. Matheus promete sair de novo trabalhando e dirigindo o ônibus vestido de Papai Noel. Segundo ele, os passageiros e condutores dos outros ônibus deram apoio ao projeto.

A ação também aconteceu no presépio São Francisco, montado em uma praça, há 22 anos pelo voluntário Mozair Moraes e pela Associação Amigos do Presépio do São Francisco, com peças em tamanho natural.

Por Luciene Pimenta

Recém-nascidos e prematuros da UTI Neonatal do Hospital da Mulher e da Criança na Santa Casa de Passos já estão no clima festivo para o Natal

Foto: Ascom Santa Casa de Passos

Atualmente a UTI Neonatal integra a estrutura multidisciplinar do Hospital da Mulher e da Criança (HMC), uma estratégia da Santa Casa de Passos (MG), para oferecer um alto nível de qualidade em saúde do grupo materno-infantil, e abranger pilares como o pré-natal, aleitamento materno e, por fim, saúde da mulher e da criança.

A ação de mobilização busca chamar atenção para a questão da prematuridade, além de que esses momentos de humanização tornam o internamento mais leve, criando um vínculo afetivo e de acolhimento das mamães e seus bebês com a equipe multiprofissional.

Zema, Cleitinho e deputados são diplomados para próximo mandato

O Executivo, o senador, 53 deputados federais eleitos e 77 deputados estaduais federais foram diplomados nesta segunda-feira (19) em Minas

Foto: Reprodução

O governador Romeu Zema (Novo) e seu vice Mateus Simões (Novo) foram diplomados, nesta segunda-feira (19), em solenidade organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), na Sala Minas Gerais, região Centro Sul de BH. Na cerimônia, também foram entregues os diplomas do senador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e seus suplentes – Alex Diniz e Wander de Sousa – e dos 53 deputados federais eleitos e dos 77 deputados estaduais federais.

Os primeiros a receberem o diploma foram o governador Romeu Zema e Mateus Simões. Depois foram chamados para serem diplomados o senador Cleitinho Azevedo e os suplentes. Em discurso comedido, o chefe do Executivo defendeu a liberdade de expressão e o resultado das urnas.

Após a diplomação dos cargos majoritários, foi a vez dos deputados federais receberem o documento que marca o fim do processo eleitoral. Um a um foi chamado ao palco para receber o diploma. Alguns foram receberam manifestações mais calorosas da plateia, como o caso do deputado Nikolas Ferreira (PL), deputado mais votado do Brasil, e a deputada Duda Salabert (PDT), terceira mais votada em Minas. Ainda, Sargento Rodrigues (PL) quebrou o protocolo e apareceu com um cartaz no palco.

Diplomados os 53 parlamentares mineiros que vão compor a bancada mineira na Câmara dos Deputados em Brasília, foi a vez dos deputados estaduais receberem o diploma.

Alguns parlamentares não compareceram ao evento. Entre os federais, o segundo deputado mais votado do Estado, André Janones (Avante) faltou ao evento. Faltaram também os deputados: Aécio Neves (PSDB), Luis Tibé (Avante) e Ana Pimentel (PT), que justificou a falta por estar com suspeita de Covid-19.

Já entre os nomes que vão ocupar cadeiras na ALMG, não estavam presentes os deputados: João Vitor Xavier (Cidadania) e Mário Henrique Caixa (PV), por estarem no Catar para a cobertura da Copa do Mundo, além do deputado Gustavo Santana (PL).

Protesto contra privatização do metrô

Na porta da Sala Minas Gerais, antes do evento, o sindicato dos metroviários realizou uma manifestação contra a privatização do metrô de Belo Horizonte, que tem leilão marcado para esta quinta-feira (22).

Em um grupo pequeno, manifestantes carregavam faixas e gritavam palavras de ordem contra a privatização e o governador Romeu Zema, um dos principais defensores da entrega da CBTU Minas para o setor privado.

“A nossa greve é em defesa do nosso emprego e é também em defesa do direito da população de ter um metrô acessível com tarifa social”, pontuou o diretor do Sidimetro, Pedro Vieira.

Minas Gerais será o tema do samba-enredo da escola Unidos do Viradouro

Foto: Agência Minas

A escola de samba Unidos do Viradouro, do Grupo Especial, definiu o tema do enredo para o Carnaval 2023. Minas Gerais vai debutar na avenida Marquês de Sapucaí através da história de Rosa Maria Egipcíaca, que veio da África para o Estado no período pré-Inconfidência.

A executiva da Unidos da Viradouro, Júlia Rodrigues, esteve na última quarta-feira (14), no Palácio da Liberdade, reunida com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, para debater o tema. No enredo, terão alas dedicadas à mineiridade, à campanha A Liberdade Mora em Minas e ao sertão de Guimarães Rosa.

“Estar na Sapucaí e com a Viradouro é motivo de festa para Minas Gerais. O Carnaval do Rio é a maior celebração popular do mundo e um lugar ímpar para mostrar a cultura da mineiridade, o destino Minas de turismo e a centralidade do nosso Estado na própria história do Brasil”, afirmou o secretário.

De forma sublime, destaca Oliveira, é Rosa, Aleijadinho, barroco e contemporaneidade. “Minas negra gerada pleas mãos de dois negros criadores de arte. É Minas para o Mundo, meta do governo de Minas com a força da nossa história, nosso patrimônio histórico”, enfatizou.

Trazida para o Brasil escravizada, Rosa passa boa parte da vida em Minas Gerais, vivendo nas cidades de Vila Rica (Ouro Preto), São João del-Rei e Mariana. Sua história vai da religiosidade à santidade, com passagens em que até é exorcizada em frente da igreja de Santa Efigênia.

Rosa também foi a primeira mulher negra a escrever um livro no país e a refletir sobre importantes aspectos de sua história de escrava, meretriz, feiticeira e beata. O enredo do carnavalesco Tarcísio Zanon será inspirado no livro “Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil”, do escritor Luiz Mott. Na avenida, Rosa será encarnada pela atriz mineira Erika Januza, a rainha da bateria, que já até postou fotos como a personagem em seu perfil no Instagram.

Pesquisa em Minas

Parte dos 46 anos de vida de Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz ou Rosa Courana, nascida no Golfo do Benin, na África, em 1719, será mostrada, na Marquês de Sapucaí, pela agremiação da cidade de Niterói, com 2.500 componentes, divididos em 23 alas.

A pesquisa de elaboração do enredo, que tem como objetivo levar ao conhecimento do público a saga dessa personagem rica, marcante, e pouco conhecida, foi feita pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e pelo jornalista e escritor João Gustavo Melo, a partir do livro “Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil”, de Luiz Mott, antropólogo e historiador.

Em busca de detalhes que pudessem enriquecer o conteúdo e as referências visuais para a criação de fantasias e alegorias do desfile, Tarcísio Zanon percorreu pontos do Rio de Janeiro, onde Rosa chegou aos seis anos de idade e viveu por duas décadas. O carnavalesco, com sua equipe, também visitou as cidades históricas de Minas Gerais, para pesquisa de campo.

“Rosa esteve nas cidades mineiras, onde foi escrava de ganho e prostituta. Quando virou beata, passou a frequentar as igrejas daquela região. Nossa ida a Minas foi bastante proveitosa, não só pra pesquisa de texto, mas pra reunirmos referências em relação à parte plástica”, revela Zanon.

A Viradouro vai encerrar o espetáculo do Grupo Especial em 2023. Será a última escola do desfile de segunda-feira de Carnaval.

Sobe para 80 o número de municípios em situação de emergência pelas chuvas em Minas

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) atualizou para 80 o número de cidades em situação de emergência por conta das chuvas. De acordo com o boletim desta quarta-feira (7/12), Minas Gerais tem 1.093 pessoas desabrigadas e 3.875 desalojadas. Dois óbitos foram registrados, um na cidade de Piraúba e outro em Bom Jesus do Galho.

O aumento no número de 45 para 80 nas últimas 24 horas é devido a uma atualização do sistema que computou o reconhecimento do estado das decretações de situações de emergência ou calamidade pública municipais, desde o início do período chuvoso.

“O que houve agora foi apenas o reconhecimento do Estado diante da situação adversa que muitos municípios enfrentaram. Sendo assim, reiteramos que não houve nenhuma ocorrência nas últimas 24 horas que justificasse esse aumento, e sim, uma atualização do sistema que computou os municípios que pediram o reconhecimento”, disse o coordenador estadual adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Sandro Corrêa.

É importante que o município decrete situação de anormalidade (situação de emergência ou estado de calamidade pública) para ter acesso ao apoio do governo estadual, principalmente quanto à distribuição de ajuda humanitária e também para interlocução/intermediação do Estado junto ao governo federal para captação de recursos.

Alerta no feriado

Em decorrência da previsão de chuvas para o feriado prolongado da Imaculada Conceição em alguns municípios do estado, a Defesa Civil de Minas alerta sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno chamado cabeça d’água, que trata-se de chuvas intensas nas cabeceiras dos rios que tornam o volume das cachoeiras ainda maior e pode surpreender e arrastar banhistas. “Orientamos aqueles que vão aproveitar o feriado em regiões de cachoeiras que fiquem atentos ao volume de chuvas. Atentem também para a presença de galhos, folhas e mudança na cor da água, assim como no volume da cachoeira ou corredeira. Não montem seus acampamentos próximos as calhas dos rios, privilegiem a parte mais alta do terreno e não percam de vista crianças, adolescentes e idosos”, detalha o tenente-coronel Sandro.

“O alerta abrange todo o estado de Minas Gerais. Aproveitando a oportunidade, pedimos aos mineiros que se cadastrem no programa de alertas meteorológicos via SMS no 40199, enviando o número do CEP da localidade onde reside ou da localidade de destino”, orienta.

Doações

O Governo de Minas Gerais, por meio do Gabinete Militar do Governador (GMG) e da Cedec-MG, tem atuado em todos os municípios afetados pelas chuvas, prestando apoio humanitário e técnico para mitigar os impactos nas cidades atingidas.

Até esta quarta, o Estado distribuiu 1.883 cestas básicas, além de 474 colchões, 1.103 kits higiene (com sabonete, papel higiênico, creme dental, absorvente e escova de dente), 574 kits dormitórios (com fronha, lençol, travesseiro e cobertor), e outros 2.712 itens diversos, como água mineral, vestuário, alimentos, fraldas, lonas, kits limpeza e outros.

SOS Chuvas 2023

Em novembro, o Governo de Minas junto à Cedec, Ministério Público, Servas e Cruz Vermelha Brasileira fizeram o lançamento oficial da campanha SOS Chuvas 2023. A ação busca arrecadar donativos que serão distribuídos pela Defesa Civil em todo o estado. É possível fazer contribuições em dinheiro por meio da chave Pix: [email protected].

Capacitação e kits

Em setembro, o Governo de Minas, também por meio da Defesa Civil, realizou a capacitação, atualização e nivelamento dos agentes regionais, que estão aptos a atuar no período chuvoso no apoio aos municípios que necessitem. As Coordenadorias Municipais de Defesa Civil também foram capacitadas nesse evento para trabalharem junto ao órgão estadual.

Segundo a Cedec, o Governo fez o maior investimento em Defesa Civil da história de Minas Gerais, Ao todo, foram adquiridos 497 kits (R$ 163,4 mil cada), contendo viatura 4×4, um notebook, uma trena digital e coletes reflexivos.

O investimento é fruto do Termo de Reparação, assinado em abril de 2020, que busca reparar os danos decorrentes do rompimento das barragens da Vale S.A. em Brumadinho, que tirou a vida de 272 pessoas e gerou impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em todo o Estado de Minas Gerais.

Ação busca punir abuso sexual infanto-juvenil na internet em Minas Gerais e outros 17 estados

Operação Luz da Infância do Ministério da Justiça em Itapema, Santa Catarina

Ao menos 40 pessoas suspeitas de produzir, compartilhar ou armazenar conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes foram detidas até as 16h30 horas desta terça-feira (6) na décima edição da Operação Luz na Infância.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação simultânea conta com a participação de mais de 500 policiais civis de 18 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de |Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 

O total de presos será divulgado após o cumprimento dos 125 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, com base nos inquéritos policiais. “Cada estado instaurou seu inquérito policial. O objetivo da operação é identificar e buscar elementos informativos vinculados ao abuso e à exploração sexual infanto-juvenil; procurar a pessoa que armazena, compartilha ou, eventualmente, produz conteúdo [ilícito] envolvendo cenas de abusos contra crianças e adolescentes”, explicou o coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do ministério, Alessandro Barreto.

Além de buscas e apreensões em parte do território nacional, a investigação também busca alcançar, articulado com órgãos de outros países, suspeitos nos Estados Unidos, Argentina, Equador, e Panamá.

Segundo Barreto, os principais alvos da presente fase agem isoladamente. Contudo, o aprofundamento das investigações pode resultar em futuros desdobramentos, já que parte do material apreendido na residência dos suspeitos pode levar à identificação de outros envolvidos. Em edições anteriores, foi possível chegar a produtores de conteúdo não identificados. Houve, inclusive, casos de criminosos reincidentes flagrados em mais de uma edição da Operação Luz na Infância. 

“O trabalho de repressão aos crimes de abuso e exploração sexual infantil tem que ser contínuo, frequente. O trabalho tem que continuar e as ações tendem a permanecer, pois há muita coisa a fazer. Não há ideia do que ocorre na internet”, acrescentou Barreto, ao afirmar que as iniciativas conjuntas tendem a ser mais eficazes que ações repressivas deflagradas por um único órgão ou ente público.

Para o coordenador, o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infanto-juvenil não deve ser feito apenas pelas polícias. “Papai, mamãe, acompanhem seu filho online. Em épocas em que todo mundo está conectado, preste atenção no que seu filho está fazendo online; em quem são os amigos dele; com quem ele está mantendo contato. Há muitos predadores utilizando perfis falsos para convencer crianças e adolescentes a mandar [compartilhar] conteúdo íntimo para enganar as crianças”, aconselhou Barreto, destacando a importância da atenção familiar. “A prevenção é o melhor caminho”, afirmou.

Operação Luz na Infância

Desde outubro de 2017, quando foi deflagrada a primeira edição da Operação Luz na Infância, já foram cumpridos 1.922 mandados de busca e apreensão e efetivadas 946 prisões em flagrante.

“Muitas vezes, o criminoso está dentro de casa, explorando e abusando de crianças e adolescentes. É um dos crimes mais horrendos, mais terríveis que já presenciei, com crianças sendo submetidas a abusos que não dá nem para descrever. Motivo pelo qual precisamos atuar firmemente”, alertou Barreto.

A legislação brasileira prevê penas que podem variar de quatro a oito anos de prisão para quem produz conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Já para quem compartilha este tipo de material ilícito, o período de reclusão é de três a seis anos. Quem armazena conteúdo pornográfico infanto-juvenil pode ser condenado a penas de um a quatro anos de prisão. 

Queijo artesanal de Minas pode virar patrimônio imaterial da humanidade

Os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal podem ser considerados, em 2023, um patrimônio imaterial da humanidade. Durante seis dias, na 17ª Sessão do Comitê Intergovernamental para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, em Rabat, no Marrocos, uma comitiva composta pelo pelas secretarias de estado de Minas Gerais da Cultura e Turismo (Secult) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou do evento para defender a candidatura do produto mineiro.

No sábado, 3, último dia do encontro, a Unesco apresentou os critérios para a priorização de candidaturas, a serem analisadas no próximo ano, e o queijo artesanal de Minas se encaixa neles.

Para o superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Seapa, Gilson de Assis Sales, a oportunidade reforça o papel de vanguarda do Queijo Minas Artesanal. “A candidatura vai nos mostrar o caminho que deve ser trilhado para outros produtos de Minas Gerais e outros queijos artesanais. Uma ação como esta gera curiosidade nas pessoas, atrai novos consumidores, traz mais vendas para os produtores, rentabilidade e, em consequência, desenvolvimento para o setor”, afirma.

Já a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Milena Pedrosa, destaca a relevância da promoção das tradições mineiras. “É muito necessário que juntos possamos fortalecer nossa cultura, nossa arte e também os nossos saberes tão valiosos para Minas Gerais”, diz.

REGIÕES PRODUTORAS

Em 2021, o Iphan modificou o título do bem cultural para Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, ampliando o território de abrangência do registro para as regiões identificadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). As novas regiões agregadas foram Araxá, Campo das Vertentes, Serras do Ibitipoca, Triângulo de Minas, Diamantina e Entre Serras da Piedade e do Caraça. Até então, constavam Canastra e Serro.

A chefe de gabinete da Emater-MG, Marina Simião, ressalta os esforços da empresa para a promoção do produto tipicamente mineiro. “Na medida em que temos o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como patrimônio imaterial da humanidade, a Emater também é valorizada pelo trabalho que é feito no campo. Parte dos estudos produzidos e encaminhados vem exatamente pela caracterização que a Emater faz das regiões produtoras, detalhando o ‘terroir’ e o histórico em torno dessa produção”, relata.

DOSSIÊ

O passo seguinte após a sessão realizada no Marrocos é a conclusão, nas próximas semanas, do dossiê para a candidatura a patrimônio imaterial, pelas equipes técnicas do Governo de Minas e do governo federal. O prazo para envio se estende até março de 2023. Já a deliberação sobre a inscrição na lista representativa deve acontecer no fim de 2024.

A redação do documento é realizada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), com a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A previsão é de que ele esteja protocolado até o fim deste mês de dezembro. (Clic Folha)

Marinha do Brasil inaugura Base Aérea em São José da Barra

Base Aérea da Marinha do Brasil – Aeroporto de Furnas em São José da Barra (MG)

Na manhã deste sábado (03), a Marinha do Brasil inaugurou a Base Aérea Expedicionária da DelFurnas em aeroporto de São José da Barra (MG).

Uma parceria entre a Marinha do Brasil e Furnas Centrais Elétricas promoveu a ampliação da presença da Força na região, com o estabelecimento de um destacamento de Fuzileiros Navais no aeroporto de Furnas.

A região do Lago de Furnas se tornou um importante cenário para o teatro de Operações Ribeirinhas em virtude da localização estratégica que permite a sinergia para realizar adestramentos aéreos, terrestres e fluviais, de forma isolados e/ou em conjunto, mantendo a FFE preparada para atuar em operações de guerra naval, ações com emprego limitado da força e em atividades humanitárias.

O Aeroporto, atualmente desativado, será utilizado como Base Aérea Expedicionária da Marinha (BAE), durante as operações e treinamentos realizados na região. Sua utilização permitirá importante incremento no desenvolvimento das operações ribeirinhas e no apoio ao Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA), atualmente representado na região pela atuação da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas).

As Bases Aéreas Expedicionárias são instalações operadas temporariamente, durante a realização das operações, permitindo apoio aéreo e logístico às forças envolvidas. No caso do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), força estratégica, de pronto emprego e de caráter anfíbio e expedicionário, as BAE possuem importância fundamental, justamente por contribuírem diretamente para sua capacidade operacional e sustentação de forma autônoma em locais distantes de suas bases originais.

1.400 soldados vão reforçar policiamento durante Operação Natalina em Minas Gerais

Com a temporada de compras para as festividades do final de ano e o 13° salário no bolso de muitos cidadãos, o comércio fica aquecido. Porém, um dos vilões dessa época, são os furtos e roubos. Diante disso, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deu início nesta segunda-feira, 28 de novembro, a Operação Natalina, que vai durar até o dia 31 de dezembro.

Cerca de 1.400 soldados da PM recém-formados vão reforçar o policiamento em todo Estado. Desse efetivo, 600 serão destinados a região Metropolitana de Belo Horizonte.

O comandante-geral da Policia Militar, coronel Rodrigo Rodrigues, sinalizou que a operação, que ocorre todos os anos, tem por objetivo atuar de uma forma preventiva nas áreas de comércio e centros de compra.

“Estamos fortalecendo todo mundo na rua para deixar o povo tranquilo e feliz para fazer as suas compras e, com essa segurança, trazer maior tranquilidade no dia a dia”.

O policiamento será a pé e próximo às áreas comerciais. E atuação dos militares nessas localidades vai ocorrer uma hora antes do comércio abrir e até duas horas após o fechamento das lojas.

O vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH), Fausto Isaac, afirmou durante o lançamento da Operação Natalina, que o reforço do policiamento traz mais segurança para os clientes, comerciantes e pedestres.

“Esse é um instrumento muito importante porque nosso objetivo é trazer mais segurança para todos os compradores e colaboradores. A ideia é trazer mais vendas e conforto para todo o comércio”.

A entidade produziu uma cartilha com uma série de recomendações de segurança que serão distribuídas tanto pelos PMs, quanto pelos lojistas aos consumidores.

A CDL-BH também doou quatro caixas de som para o 1º Batalhão, que faz o policiamento na área da avenida do Contorno.  A ideia é que elas sejam instaladas nas viaturas que vão rodar nos pontos comerciais, dando dicas de segurança.

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