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Jornal Folha Regional

Idosa teve 4 paradas cardíacas e morreu após 10 injeções de desinfetante na veia

Idosa teve 4 paradas cardíacas e morreu após 10 injeções de desinfetante na veia – Foto: arquivo familiar

A professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, uma das três vítimas da ação de técnicos de enfermagem em um hospital particular do Distrito Federal, morreu após sofrer quatro paradas cardíacas e receber ao menos dez injeções de desinfetante na veia, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a investigação, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, foi até o leito da paciente após preparar de forma irregular seringas contendo um medicamento controlado obtido por meio de receita falsificada. Cada aplicação provocava uma parada cardíaca quase imediata, cerca de 10 a 15 segundos depois.

A equipe médica conseguiu reverter todas as quatro paradas cardíacas sofridas por Miranilde. Mesmo diante das reanimações bem-sucedidas, o autor não interrompeu a conduta, segundo a polícia. Quando o medicamento acabou, segundo a polícia, ele foi até a pia do próprio leito, pegou um desinfetante hospitalar e passou a injetar a substância diretamente na veia da paciente.

Foram mais de dez aplicações, até que Miranilde não resistiu e morreu. “O interrogatório todo [o Marcos Vinícius estava] extremamente frio, contando as coisas como se tivesse sido algo trivial. Choca também a frieza que ele demonstrou no interrogatório”, disse o delegado Mauricio Iacozzilli.

A frieza do técnico chamou a atenção dos investigadores. Conforme o relato policial, sempre que o monitor indicava uma parada cardíaca, Marcos Vinícius permanecia inerte. As manobras de ressuscitação só eram iniciadas quando outra pessoa entrava no quarto, o que, segundo a apuração, funcionava como um disfarce para evitar suspeitas sobre sua atuação.

Inicialmente, o autor negou qualquer irregularidade. A versão mudou após ele ser confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital.

”Inicialmente, ele tentou negar os fatos, dizendo que apenas estava aplicando medicações que haviam sido passadas pelos médicos. Contudo, depois nós confrontamos ele com os vídeos que o hospital nos forneceu, que mostram desde ele falsificando a receita no computador do médico até pegar o medicamento e, ao final, aplicar nas vítimas. Quando ele vê os vídeos, ele acaba confirmando que o fez”, informou Mauricio Iacozzilli, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal.

“Aí indagamos a motivação de ele ter agido daquela forma. Ele começou a titubear. Inicialmente, disse que o plantão estava muito pesado, que não sabe dizer porque fez aquilo. Depois, ele disse que quis aliviar o sofrimento das vítimas, só que a primeira vítima estava bem, estava consciente, estava apenas com uma constipação intestinal, ou seja, também não faz sentido essa justificativa dele. A motivação dos crimes ainda está sob investigação”, acrescentou Iacozzilli.

Outras vítimas

Segundo a polícia, outras vítimas do técnico de enfermagem foram João Clemente Pereira, 63 anos, supervisor de manutenção da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal); e Marcos Moreira, 33, carteiro.

Os crimes, ainda conforme a investigação, ocorreram com a participação de duas técnicas de enfermagem — Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 —, que foram presas e indiciadas por homicídio doloso e qualificado. Em ao menos duas mortes investigadas, uma delas teria vigiado a porta e bloqueado a visão de terceiros enquanto Marcos Vinícius aplicava as substâncias.

Quadrilha é presa com mais de R$ 16 mil em dinheiro falso em Formiga

Quadrilha é presa com mais de R$ 16 mil em dinheiro falso em Formiga – Foto: divulgação/PMMG

Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema de golpes contra comerciantes, utilizando notas falsas de R$ 200. As prisões ocorreram na última sexta-feira (15), em Formiga, mas o caso foi divulgado pela PM nesta segunda-feira (19).

Foram detidos três homens, com idades de 42, 44 e 49 anos, além de uma mulher, de 38. Com o grupo, os policiais apreenderam R$ 16,3 mil em cédulas falsificadas, além de drogas e outros materiais ilícitos.

As investigações tiveram início após comerciantes de Tapiraí denunciarem fraudes praticadas em uma padaria e em um supermercado. Segundo os relatos, um homem trajando camisa rosa e chapéu realizava compras de baixo valor e pagava com notas falsas de R$ 200, recebendo o troco em dinheiro verdadeiro. A polícia também identificou registros de ações semelhantes no município de Luz.

A partir das informações e da análise de imagens de câmeras de segurança, os militares localizaram um veículo suspeito e realizaram a abordagem na rodovia MG-050, já no município de Formiga. No carro estavam um homem de 44 anos e uma mulher de 38, que acabaram confessando envolvimento no esquema e indicando uma fazenda onde o restante do material estaria escondido.

No endereço indicado, os policiais abordaram os outros dois suspeitos. Durante buscas em um cômodo utilizado para armazenamento de medicamentos veterinários, foram encontradas cédulas falsas, sete pedras grandes de crack, um pino de cocaína e dois aparelhos celulares.

Os quatro envolvidos foram presos em flagrante e levados para a Delegacia de Polícia Civil. Eles irão responder pelos crimes de moeda falsa e tráfico de drogas. O veículo utilizado na prática criminosa foi apreendido e encaminhado para um pátio credenciado.

Homem é morto com golpe de faca no pescoço na Vila Agreny, em Piumhi

Homem é morto com golpe de faca no pescoço na Vila Agreny, em Piumhi – Foto: reprodução

Um homem de 39 anos morreu após ser vítima de um ataque com arma branca na noite desta sexta-feira (16), na Vila Agreny, em Piumhi (MG). O crime ocorreu em via pública e mobilizou equipes policiais e de emergência.

Segundo informações levantadas no local, a vítima foi atingida por um golpe de faca na região do pescoço. O ferimento foi fatal, e a morte foi constatada ainda no local do ocorrido.

As apurações iniciais indicam que o suspeito teria se aproximado de um casal ao interpretar, de forma equivocada, que a mulher estaria sendo agredida pelo companheiro. A partir dessa suposição, o homem interveio e atacou a vítima.

No entanto, a companheira do homem morto negou qualquer tipo de desentendimento ou agressão. Ela afirmou às autoridades que o casal apenas conversava no momento em que o autor se aproximou e, sem aviso, desferiu o golpe contra seu marido.

Após o crime, o suspeito fugiu e ainda não foi localizado. Ele é natural de Águas Formosas e possui passagens pela polícia. As forças de segurança seguem em rastreamento na tentativa de encontrá-lo.

O caso foi registrado e será apurado pelas autoridades competentes, que seguem investigando as circunstâncias e a motivação do homicídio.

Polícia Civil finaliza inquérito sobre latrocínio que matou comerciante em Passos

Polícia Civil finaliza inquérito sobre latrocínio que matou comerciante em Passos – Foto: Helder Almeida

A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou o inquérito que apurou o latrocínio registrado no dia 5 de dezembro de 2025, em Passos (MG). O crime vitimou Paulo Roberto Dias, de 41 anos, residente em Guaxupé, que não resistiu aos ferimentos após ser baleado. Uma segunda vítima, que também estava no local, conseguiu sobreviver.

De acordo com as investigações, o ataque ocorreu logo após as vítimas saírem de uma propriedade rural. Durante o deslocamento, o veículo em que estavam foi interceptado por suspeitos armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A ação criminosa tinha como finalidade o roubo de uma carga de cobre, material que Paulo Roberto Dias negociava comercialmente na região.

Com base em diligências técnicas e levantamentos investigativos, a Polícia Civil conseguiu identificar cinco pessoas envolvidas no crime. Três homens, com idades de 22, 22 e 23 anos, foram apontados como os responsáveis diretos pela execução do latrocínio. Além deles, duas mulheres, de 19 e 21 anos, teriam atuado no suporte logístico e na comunicação entre os envolvidos.

As apurações indicaram ainda que o crime foi resultado de um planejamento prévio, afastando a hipótese de uma ação ocasional. Segundo a Polícia Civil, houve organização anterior, definição de funções e preparação para a abordagem armada, o que reforça o caráter premeditado do latrocínio.

Governo de Minas anuncia investimento de R$ 4,3 mi à Polícia Civil

Governo de Minas anuncia investimento de R$ 4,3 mi à Polícia Civil – Foto: divulgação

O Governo de Minas vai destinar mais de R$ 4,3 milhões à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para serem aplicados em melhorias nas estruturas da instituição. O anúncio do repasse do investimento foi realizado, nesta segunda-feira (12/1), pelo governador Romeu Zema e pelo vice-governador Mateus Simões, durante a abertura oficial do 6º Curso de Operações Especiais (COP) da Polícia Civil.

A iniciativa integra a agenda comemorativa dos 100 anos da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol), em 2026. O chefe do Executivo mineiro enalteceu o trabalho de formação realizado pela PCMG e a importância desses investimentos para aperfeiçoar as condições para a instituição.

“Estamos comemorando um marco extremamente relevante da nossa academia de polícia, que é referência nacional e recebe profissionais da área de segurança pública de todo o Brasil. Queremos uma Acadepol cada vez mais estruturada, então estamos fazendo este aporte para dar continuidade ao trabalho de melhorar a infraestrutura da PCMG”, afirmou o governador.

 “Na nossa gestão, já reformamos ou inauguramos mais de 200 unidades da Polícia Civil em todo o estado, trocamos os armamentos, que hoje são mais modernos, entregamos mais de 1,5 mil novas viaturas. Isso tem contribuído muito para que Minas Gerais seja considerado um dos estados mais seguros do Brasil”, observou Romeu Zema.     

Modernização da Acadepol

Os recursos serão destinados para a melhorar a estrutura da unidade, com revitalização da fachada, reestruturação dos prédios, climatização das áreas de ensino e reforma do ginásio. Também estão previstas a implantação de energia fotovoltaica no Centro de Treinamento Avançado (CTA), em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e a estruturação física da Escola Estadual Ordem e Progresso, na capital mineira.

O investimento reúne recursos de diferentes fontes: o Acordo de Brumadinho, o Fundo Nacional de Segurança Pública, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e repasse da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG).

Formação

Fundada em 1926, a Acadepol é o principal centro de formação, capacitação e aperfeiçoamento do efetivo policial civil mineiro, responsável pela formação inicial e continuada dos servidores em investigação criminal, técnicas policiais e gestão da segurança pública, além de promover cursos presenciais e à distância em diversas áreas da atividade policial.

O COP visa formar operadores táticos para atuarem na Coordenação de Recursos Especiais (Core), sendo pré-requisito para que o policial civil de Minas Gerais seja inserido nesse grupo tático. Vinte e seis alunos participam das atividades, entre policiais civis e agentes de outras Forças de Segurança.

 “A construção da melhor polícia judiciária do Brasil passa pela formação deles aqui. Tenho orgulho de ter conhecido vários diretores-gerais da Acadepol e saber que, ao longo da história, a academia vem dando exemplo, aqui e fora de Minas Gerais, de como conduzir a formação inicial e também esses cursos especiais”, pontuou o vice-governador Mateus Simões.     

Iniciado na última quinta-feira (8/1), o COP envolve treinamentos intensivos voltados ao preparo para missões críticas e de alta complexidade, como operações em ambientes confinados, ações em altura, combate corpo a corpo, tiro tático, atendimento pré-hospitalar de combate, patrulhamento em áreas de risco e planejamento operacional, além de outras atividades de caráter eliminatório.

Com duração aproximada de 30 dias, o curso é realizado nas dependências da Acadepol, na capital, no CTA de Sabará e na sede da Core, em Nova Lima, também na RMBH. “Nós temos hoje o primeiro curso presencial do ano, que é o de operações policiais, que prepara os nossos policiais civis para ingressarem na coordenação de recursos especiais da Polícia Civil”, disse a delegada-geral Leticia Gamboge, chefe da PCMG.

“Esses investimentos anunciados serão significativos para que nós tenhamos policiais cada vez mais preparados para o combate à criminalidade do nosso estado, especialmente no combate ao crime organizado”, explicou Letícia Gamboge.     

Desde 2019, a atuação da Core resultou na realização de mais de 500 operações em Minas Gerais, reforçando o papel estratégico da unidade no enfrentamento ao crime organizado. Ao longo das cinco edições já realizadas do COP, a PCMG formou 58 policiais preparados para atuar na Core.

Homem é preso com anabolizantes e medicamentos ilegais avaliados em R$ 60 mil em São Sebastião do Paraíso

Homem é preso com anabolizantes e medicamentos ilegais avaliados em R$ 60 mil em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite da última terça-feira (13), um homem de 31 anos suspeito de envolvimento no transporte e na comercialização irregular de anabolizantes e medicamentos para emagrecimento em São Sebastião do Paraíso (MG).

A ação foi desencadeada após a corporação receber denúncias sobre a atividade criminosa. Com base nas informações, investigadores passaram a monitorar o suspeito até que, por volta das 21h, ele foi abordado enquanto dirigia um veículo em uma rodovia da região.

Durante a fiscalização, os policiais localizaram diversos anabolizantes e medicamentos ocultos dentro de embalagens de shampoo e condicionador, estratégia usada para tentar despistar a fiscalização. Além dos produtos, aparelhos celulares e cosméticos também foram apreendidos.

Na sequência, a equipe se deslocou até a residência do investigado, onde encontrou uma quantidade ainda maior de medicamentos e substâncias de origem duvidosa, reforçando a suspeita de que o material seria destinado à comercialização e distribuição ilegal.

Em depoimento, o homem afirmou que os produtos teriam sido adquiridos no Paraguai e transportados até Foz do Iguaçu (PR), de onde seguiram para Minas Gerais sem qualquer autorização dos órgãos competentes. O prejuízo estimado com a apreensão gira em torno de R$ 60 mil.

O suspeito foi autuado por crime contra a saúde pública, infração cuja pena pode chegar a até 15 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento e devem apurar a possível configuração de crime federal, em razão da origem estrangeira dos medicamentos apreendidos.

Ex-candidata a vereadora que teve dois votos é indiciada por suspeita de desvio de recursos do fundo eleitoral em São Sebastião do Paraíso

Ex-candidata a vereadora que teve dois votos é indiciada por suspeita de desvio de recursos do fundo eleitoral em São Sebastião do Paraíso – Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o indiciamento de uma candidata a vereadora nas eleições municipais de 2024, investigada por suspeita de apropriação indevida de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A apuração foi conduzida pela Delegacia Regional de São Sebastião do Paraíso (MG).

À época dos fatos, além de disputar uma vaga no Legislativo municipal, a investigada exercia a presidência do diretório local do partido pelo qual concorreu. Conforme apurado, ela recebeu aproximadamente R$ 8 mil provenientes do fundo eleitoral e repassou a totalidade do valor a uma única pessoa, registrada oficialmente na prestação de contas como coordenador geral da campanha.

No entanto, segundo a Polícia Civil, o beneficiário do repasse não apresentaria condições técnicas ou educacionais compatíveis com a função declarada, aparentando ser analfabeto. Essa circunstância levantou dúvidas sobre a efetiva prestação de serviços e sobre a destinação real dos recursos públicos.

As irregularidades foram inicialmente detectadas durante a análise das contas eleitorais pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Eleitoral, o que levou ao aprofundamento das investigações pela Polícia Civil. O suposto coordenador de campanha também foi indiciado, sob suspeita de ter atuado como intermediário fictício, conhecido como “laranja”.

Outro fator que pesou no inquérito foi o desempenho eleitoral da candidata, que obteve apenas dois votos no pleito de 2024. Para a Polícia Civil, esse resultado reforça a hipótese de que a candidatura teria sido registrada apenas formalmente, sem intenção real de disputa, com o objetivo de viabilizar o acesso aos recursos do fundo eleitoral — prática popularmente chamada de “candidatura fantasma”.

Tanto a candidata quanto o suposto coordenador foram indiciados pelo crime de apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral, tipificado no Código Eleitoral, cuja pena pode alcançar até seis anos de reclusão, além da aplicação de multa.

Durante a investigação, a Polícia Civil também representou judicialmente pela quebra do sigilo bancário dos envolvidos. Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado à Justiça Eleitoral, onde o Ministério Público Eleitoral analisará a eventual responsabilização criminal dos investigados.

Jovem é preso suspeito de agredir idoso com deficiência, que morreu após uma semana internado Piumhi

Jovem é preso suspeito de agredir idoso com deficiência, que morreu após uma semana internado Piumhi – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, na última segunda-feira (12), um mandado de prisão preventiva contra um jovem de 23 anos, em Piumhi (MG). Ele é investigado pela agressão contra um idoso de 71 anos, que tinha deficiência e morreu dias depois de dar entrada no hospital.

De acordo com a corporação, o caso passou a ser apurado após a irmã da vítima procurar a polícia para relatar que o idoso havia sido violentamente atacado pelo próprio vizinho. Segundo o relato, a agressão ocorreu dias antes da morte e levou o homem a ser internado na Santa Casa de Misericórdia do município, onde permaneceu hospitalizado por cerca de uma semana, até não resistir aos ferimentos.

As autoridades ainda não divulgaram a data exata em que a agressão teria ocorrido. No entanto, as investigações apontam que o suspeito teria se aproveitado da condição física da vítima, considerada mais vulnerável, utilizando sua superioridade corporal para cometer o crime. As motivações da agressão ainda são desconhecidas.

Durante o andamento das apurações, a Polícia Civil também apurou que o investigado teria admitido informalmente a autoria da agressão a terceiros, que não presenciaram os fatos. Além disso, ele passou a ser investigado por ameaçar de morte uma testemunha que presenciou parte das agressões.

Com base nos elementos reunidos ao longo da investigação, o delegado responsável solicitou a prisão preventiva do suspeito. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público de Minas Gerais e foi posteriormente autorizado pelo Poder Judiciário.

O mandado foi cumprido enquanto o jovem já estava sob monitoramento policial. Após a prisão, ele foi encaminhado ao hospital de Piumhi para a realização de exames médicos de praxe e, em seguida, levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O inquérito segue em andamento e está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Piumhi.

Polícia Civil prende em Passos foragido investigado por homicídio em São José da Barra

Polícia Civil prende em Passos foragido investigado por homicídio em São José da Barra – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Polícia de Alpinópolis (MG), prendeu nesta terça-feira (13), um homem de 37 anos investigado por um homicídio ocorrido em abril de 2025, no município de São José da Barra (MG).

O suspeito estava foragido da Justiça desde maio do ano passado. Após intensas diligências, a equipe policial conseguiu localizá-lo escondido em uma residência na cidade de Passos. As investigações apontam que, durante o período em que esteve foragido, ele chegou a permanecer por um tempo no Estado de São Paulo, na tentativa de despistar as autoridades.

De acordo com as apurações, o crime ocorreu quando a vítima, um homem de 33 anos, teria ido até a casa do investigado. Após uma discussão entre os dois, o suspeito teria efetuado disparos de arma de fogo, atingindo a vítima no tórax, o que provocou sua morte no local.

Com o cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O inquérito policial será concluído pela Delegacia de Polícia de Alpinópolis e encaminhado ao Poder Judiciário. A operação contou com o apoio da Delegacia Regional de Passos.

Polícia conclui que desvio de café em cooperativa de Ibiraci configura apropriação indébita e gestão temerária

Polícia conclui que desvio de café em cooperativa de Ibiraci configura apropriação indébita e gestão temerária – Foto: redes sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu na última segunda-feira (12) o inquérito que apurou o desaparecimento de mais de 22 mil sacas de café pertencentes a produtores rurais que utilizavam os serviços da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). Segundo a investigação, os grãos foram desviados, resultando em um prejuízo estimado em pouco mais de R$ 52 milhões, atingindo cafeicultores do Sul de Minas e do interior do estado de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, o presidente da cooperativa, Elvis Vilhena Faleiros, foi formalmente indiciado e teve a prisão decretada pela Justiça, mas segue foragido. O inquérito também identificou a participação de outros dois diretores da Cocapil, porém o Judiciário entendeu que, neste momento, apenas a prisão do presidente seria necessária.

O delegado responsável pelo caso, Estevan Ferreira, informou que a apuração foi encerrada com a constatação da prática dos crimes de apropriação indébita e gestão temerária de cooperativa. Conforme apontado no inquérito, Elvis Vilhena Faleiros, na condição de depositário dos cafés pertencentes aos produtores, teria se apropriado das sacas de forma não autorizada, com o conhecimento dos demais diretores envolvidos.

As irregularidades começaram a ser descobertas em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a cooperativa para retirar os cafés armazenados e perceberam que os grãos já não estavam mais nos galpões. A partir disso, dezenas de cafeicultores registraram boletins de ocorrência, dando início às investigações.

Entre os produtores prejudicados está Éder Valdomiro de Carvalho, que relata a perda de 260 sacas de café, o que representa um prejuízo aproximado de R$ 1,2 milhão. Segundo ele, o impacto financeiro foi significativo, especialmente diante da situação de saúde do pai, que sofreu um AVC há cerca de dois anos e necessita de cuidados médicos constantes. O produtor destacou ainda a frustração pela confiança depositada na cooperativa.

Outro cafeicultor afetado, Evaldo Luis Vilhena Carvalho, afirmou que utilizava os serviços da Cocapil havia aproximadamente 15 anos e nunca havia enfrentado problemas anteriormente. Ele contou que tomou conhecimento da situação apenas quando tentou receber valores e retirar o café depositado, sendo inicialmente informado de que se tratava apenas de boatos. Posteriormente, foi comunicado de que a cooperativa estava encerrando as atividades e que o café armazenado havia sido vendido sem autorização dos produtores.

Ao todo, 30 produtores foram ouvidos durante a investigação. As vítimas são dos municípios de Ibiraci, Cássia, Capetinga e Claraval, no Sul de Minas, além de cafeicultores de Franca e Cristais Paulista, no interior de São Paulo.

Durante as apurações, a defesa da cooperativa alegou que parte do problema teria origem em operações de trava de preços realizadas desde 2021, nas quais algumas pessoas não teriam cumprido os compromissos assumidos, o que teria contribuído para o agravamento da situação financeira.

O advogado da Cocapil, Márcio Cunha, informou que Elvis Vilhena Faleiros não se apresentou à Justiça porque estaria buscando meios particulares para quitar todos os débitos. Segundo a defesa, cerca de 170 cooperados e produtores devem ser ressarcidos.

Ainda conforme o advogado, os barracões da Cocapil, localizados em uma fazenda no município de Claraval, já estão em negociação. A avaliação desses imóveis foi apresentada na última sexta-feira ao Ministério Público e à Polícia Civil, e, segundo a defesa, os bens seriam suficientes para cobrir os prejuízos causados aos produtores.

Apesar da crise, a cooperativa segue formalmente em funcionamento, mas deverá ser extinta após a venda dos prédios e barracões. Uma nova assembleia está marcada para o dia 24 deste mês, quando será definido o cronograma de pagamentos. A proposta, segundo a defesa, é priorizar inicialmente os produtores com menor quantidade de sacas, avançando de forma escalonada até aqueles com maiores volumes armazenados.

Produtores e cooperados que tenham dúvidas sobre o processo podem entrar em contato com a Cocapil pelo telefone (35) 3544-5100.

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