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Jornal Folha Regional

Mulher mata marido a facadas após ser agredida em MG

Mulher mata marido a facadas após ser agredida em MG – Foto: redes sociais

Um homem de 29 anos foi morto pela companheira na madrugada do último domingo (24), no bairro Cidade Nova, em Campos Gerais (MG). Conforme a Polícia Civil, a suspeita foi presa e liberada.

Segundo a Polícia Militar, a mulher acionou o 190 relatando que estava sendo agredida pelo companheiro, Jeferson Vitor Gomes, de 29 anos, que teria chegado em casa sob efeito de drogas e quebrado móveis da residência.

Durante a confusão, a mulher teria sido agredida com tapas e ameaçada de morte pelo companheiro. Em seguida, na tentativa de afastá-lo, ela teria desferido uma facada na altura do ombro dele.

Quando os policiais chegaram, encontraram ela de fora da casa chorando com o filho mais velho do casal. Dentro do imóvel, os militares localizaram o homem caído no chão, já sem vida. O Samu confirmou o óbito e constatou um ferimento de faca na região do ombro.

A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada e esteve no local para coletar vestígios que vão ajudar nas investigações. O corpo foi encaminhado para ser submetido a exames.

A Polícia Civil informou que a envolvida, de 29 anos, foi conduzida e após ser ouvida por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital, foi liberada. As investigações seguem em andamento.

Histórico conturbado

A mulher contou à polícia que vivia um relacionamento de cerca de 12 anos com o homem e que eles tinham dois filhos, de 7 e 4 anos. O casal teria se separado em setembro do ano passado, mas reatado há três meses.

Segundo a Polícia Militar, a mulher afirmou que sofria agressões constantes e já tinha registrado boletins de ocorrência contra o companheiro por ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.

A PM confirmou registros desde 2013 envolvendo Jeferson, incluindo crimes de violência doméstica, ameaça e tráfico de drogas.

Imagens religiosas são furtadas de mais de 120 túmulos em cemitérios no Sul de Minas

Imagens religiosas são furtadas de mais de 120 túmulos em cemitérios no Sul de Minas – Foto: divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recuperou diversos objetos furtados de cemitérios públicos em Aiuruoca e Carvalhos, no Sul do estado. A operação, divulgada nesta segunda-feira (25/8), foi realizada na quinta-feira (21/8) e contou com a participação de forças de segurança de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Entre os materiais subtraídos estavam placas de identificação, crucifixos, imagens de santos, lápides e floreiras, confeccionados em bronze e cobre. As investigações começaram após a Delegacia em Aiuruoca ser acionada na última semana para apurar a violação de 91 túmulos no cemitério da cidade. No mesmo dia, foi informado à polícia um crime parecido na cidade de Carvalhos, onde cerca de 35 túmulos foram violados. 

Apesar da ausência de vigilância e câmeras nos cemitérios, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar de Minas Gerais realizaram levantamentos em áreas urbanas e rurais, percorrendo cerca de 80 quilômetros e reunindo informações com moradores.

Por meio desse trabalho, foi identificada a presença de um caminhão, conduzido por um homem, de aproximadamente 30 anos, que teria circulado pela região no dia 15 de agosto, sob o pretexto de adquirir sucata metálica.

Com apoio da Delegacia de Polícia em Resende, no Rio de Janeiro, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo suspeito, carregado de sucatas, foi identificado em deslocamento pela BR-040. Uma operação de cerco e bloqueio foi deflagrada, resultando na abordagem do caminhão em Guapimirim, no Rio de Janeiro, por agentes da Polícia Militar Rodoviária e da Delegacia em Cachoeiras de Macacu.

Durante a vistoria, foram localizados diversos itens furtados dos cemitérios mineiros, escondidos sob a carga de sucata. A apuração indicou que o suspeito esteve nas cidades para mapear rotas de fuga e fragilidades de segurança, antes de seguir pelas estradas rurais de Aiuruoca, Carvalhos e municípios vizinhos, até acessar a BR-040. O motorista, de 32 anos, foi autuado em flagrante, no Rio de Janeiro, por receptação qualificada.

Os materiais recuperados serão encaminhados pela Delegacia em Aiuruoca para identificação e devolução às famílias.

Cavalo morre ao ser queimado e caso gera revolta em Itaú de Minas

Um ato de crueldade contra animais chocou moradores de Itaú de Minas (MG) no último domingo (25). Um cavalo foi queimado vivo dentro de uma baia após um suposto incêndio criminoso.

De acordo com informações divulgadas pela ONG Anjos de Pata, o animal foi atacado quando uma pessoa teria invadido a propriedade e ateado fogo no local. Dentro da baia estavam um casal de cavalos: a fêmea, que estava prenha, conseguiu ser socorrida, mas perdeu a cria. Já o macho não resistiu às chamas.

Relato do proprietário

O dono das baias, conhecido como Mayquinho, contou emocionado como tudo aconteceu.

“A baia não fica na roça, é dentro da cidade. De manhã, um menino que ajuda a gente foi até lá e, quando chegou, o fogo já estava muito alto. Foi tudo de repente, não demorou nada, começou muito forte. Só deu tempo de soltar a égua, que estava em um outro espaço ao lado. Mas o cavalo já estava tomado pelas chamas. Quando me ligaram e eu cheguei, os vizinhos até tentavam apagar o fogo, mas já não adiantava. Ele já tinha sido queimado.”

O proprietário também descartou a possibilidade de acidente:

“Ali perto tem gente que fuma e joga resto de cigarro, mas em volta da baia não tinha mato próximo, só a uns quatro metros de distância. Não tinha como o fogo começar sozinho. Foi dentro da própria baia que pegou. Ou seja, alguém colocou fogo ali.”

Segundo ele, o fogo teria começado no fundo da estrutura, em área de acesso externo, o que reforça a suspeita de que o incêndio foi provocado de forma intencional.

Mobilização política e social

A vereadora e protetora dos animais Maria Elisa também se manifestou sobre o caso, ressaltando a gravidade do crime e a necessidade de denúncia:

“Faço campanha contra crimes ambientais, ajudo com conscientização nas escolas, mas cada vez nos deparamos com pessoas assim, desumanas. Precisamos que a população denuncie. Só assim conseguiremos responsabilizar os culpados e evitar que tragédias como essa se repitam.”

Importância da denúncia

Caso alguém tenha alguma posta, pode denunciar, pois o caso deve ser investigado como crime de maus-tratos, previsto na Lei Federal nº 9.605/98, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

ONGs e lideranças locais enfatizam que a denúncia da população é fundamental para que os culpados sejam identificados. Qualquer informação, mesmo anônima, pode ser decisiva para que o crime não fique impune.

Nas redes sociais, a publicação gerou comoção, centenas de comentários de revolta e a mobilização de moradores com as hashtags #Justiça, #TodosPorJustiça e #CavaloTambémÉUmaVida.

Jovens gays são espancados após defenderem amiga transexual de assédio em Passos

Jovens gays são espancados após defenderem amiga transexual de assédio em Passos – Foto: Luneta Tv

Um episódio de violência e intolerância marcou a noite do dia 14 de agosto, em Passos (MG). Durante um luau realizado no bairro Eldorado, próximo ao Bloco 5 da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), dois jovens foram espancados ao tentar defender uma amiga transexual de assédio cometido por um grupo de homens.

De acordo com informações da Luneta TV, os agressores abordaram a jovem com cantadas insistentes e chegaram a puxá-la pelo braço. Ao perceber a situação, um dos amigos interveio, o que teria irritado os assediadores. Armados com uma placa de metal, pedras e pedaços de madeira com pregos, o grupo iniciou uma série de agressões que só cessaram quando uma das vítimas se fingiu de morta para escapar.

Início do ataque

As vítimas contaram que, ao deixarem o evento, notaram um carro parado em uma rua deserta. No veículo, estavam dois homens que, segundo eles, já observavam o grupo desde a festa. A jovem recusou as investidas e demonstrou medo de revelar que era transexual aos agressores.

Irritado com a reação, um dos homens disse ser irmão do assediador, entrou em um terreno baldio e retornou armado com um pedaço de madeira. A primeira agressão ocorreu nesse momento. Um dos jovens ainda tentou usar um saco de lixo para ganhar tempo, mas não conseguiu escapar.

Violência crescente

Enquanto um era golpeado com paus, outro foi atingido por uma pedra e, em seguida, agredido com uma placa de trânsito nas costas. Mesmo machucados, os amigos tentavam ganhar tempo para fugir.

A perseguição se intensificou quando mais agressores se juntaram ao grupo, totalizando cinco homens. Um dos jovens correu em direção ao Parque Emílio Piantino, pulou a cerca e chegou a ligar para a polícia, mas foi alcançado dentro do local.

A tática para sobreviver

Durante os ataques, os criminosos gritavam que iriam matar as vítimas. Cercado e sem chances de defesa, um dos jovens decidiu se fingir de morto. Eu parei de chutar, amoleci meu corpo e joguei meu corpo pra trás [ … ] com os braços abertos e a perna meio aberta também, parecendo que eu tinha morrido mesmo. E eles continuaram batendo e nisso eu estava segurando a dor, sabe? Pra não reagir, para não me mexer’’, relatou.

O grupo só interrompeu a agressão quando acreditou que a vítima estava morta.

Resgate e medo

Após o ataque, o jovem conseguiu deixar o parque e encontrou a viatura policial, que reuniu as três vítimas e as conduziu até suas casas. Posteriormente, elas foram levadas pela família a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para atendimento médico, incluindo a aplicação de vacina antitetânica.

Apesar da gravidade da situação, as vítimas relataram receio de registrar boletim de ocorrência por medo de represálias, já que os agressores não foram identificados..

A jovem transexual, alvo inicial dos assediadores, não sofreu ferimentos físicos, mas afirmou ter vivido momentos de intenso pânico, temendo que sua identidade fosse descoberta.

Jovens gays são espancados após defenderem amiga transexual de assédio em Passos – Foto: Luneta Tv
Jovens gays são espancados após defenderem amiga transexual de assédio em Passos – Foto: Luneta Tv

Com informações de Luneta TV.

Supermercado é assaltado em plena luz do dia no Centro de Itaú de Minas

O início da tarde de quinta-feira (14) foi marcado por violência em Itaú de Minas (MG). Dois homens armados invadiram um supermercado na região central e levaram aproximadamente R$ 4 mil em dinheiro, além de celulares pertencentes a funcionárias do local.

Segundo relatos de testemunhas, a ação foi rápida e intimidatória. Um dos criminosos chegou a encostar a arma na cabeça de uma das caixas, obrigando-a a entregar o dinheiro do caixa. Toda a movimentação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Logo após o roubo, os assaltantes fugiram em uma motocicleta pela rodovia MG-050, utilizando a placa encoberta para dificultar a identificação. Um deles foi descrito como tendo barba e uma tatuagem tribal avermelhada na mão, característica que pode auxiliar nas investigações.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e realizam diligências na tentativa de localizar os responsáveis pelo crime.

Mulher com mais de 70 passagens pela polícia é presa após agredir advogada em Boa Esperança

Mulher com mais de 70 passagens pela polícia é presa após agredir advogada em Boa Esperança – Foto: reprodução

Uma confusão em plena via pública terminou com a prisão de uma mulher de 40 anos na última segunda-feira (11), em Boa Esperança (MG). Ela é acusada de agredir uma advogada, de 33 anos, utilizando uma barra de ferro.

Segundo a Polícia Militar, a vítima já vinha sofrendo ameaças junto com a família, feitas pela mesma suspeita. Assim que o ataque foi registrado, equipes policiais foram acionadas e conseguiram localizar a agressora pouco depois.

O histórico criminal da detida é extenso: são mais de 70 registros policiais, envolvendo crimes como estelionato, ameaças e agressões. Em um caso recente, ela teria realizado um trote ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mobilizando equipes sem necessidade.

A advogada foi atendida por profissionais de saúde e não corre risco de morte. Já a suspeita foi encaminhada para a delegacia e segue à disposição da Justiça. As investigações continuam para verificar se outras pessoas também foram vítimas e se há ligação com delitos anteriores atribuídos à mesma mulher.

Vereador acusado de matar ex-noivo renuncia após abertura de processo de cassação em Araújos

Vereador acusado de matar ex-noivo renuncia após abertura de processo de cassação em Araújos – Foto: redes sociais

O vereador Lucas Coelho, de 33 anos, acusado de assassinar a tiros o ex-noivo Jhonathan Simões, oficializou nesta terça-feira (12) sua renúncia ao cargo na Câmara Municipal de Araújos (MG). A decisão foi anunciada durante sessão ordinária, quando a carta assinada por sua defesa foi lida em plenário.

O documento, redigido pela advogada Isabela de Souza Damasceno, aponta questões de saúde como fator determinante para a renúncia. Segundo a defesa, Lucas é portador de transtorno bipolar, apresenta episódio depressivo grave e sofre de transtorno de personalidade dependente, condições que exigem tratamento psiquiátrico contínuo. O texto afirma ainda que o processo de cassação aberto pela Câmara agravou seu estado emocional.

Após a leitura, o presidente da Casa, Saulo Geraldo de Azevedo Santos, declarou vago o cargo e deu posse à suplente Tatyane Santos (PSD).

Lucas está em prisão domiciliar desde 18 de julho, após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido preso no início de junho e indiciado, em 13 do mesmo mês, por homicídio qualificado.

Investigações

A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que Lucas agiu de forma premeditada. Segundo o delegado Ricardo Augusto de Bessas, o crime foi cometido por motivo torpe e dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida em uma tocaia.

Ainda de acordo com o delegado, o relacionamento entre Lucas e Jhonathan era marcado por conflitos e comportamento possessivo. Em fevereiro, Jhonathan registrou boletim de ocorrência relatando agressões, danos ao carro e ameaças — entre elas: “Vou derramar seu sangue, Formiga vai chorar seu luto”.

Outro ponto destacado pela investigação é que Jhonathan teria descoberto, pouco antes do crime, que havia contraído HIV e acusava o vereador, soropositivo, de não ter informado sobre sua condição no início do relacionamento.

O crime

Jhonathan Silva Simões, conhecido como Jhony, tinha 31 anos e trabalhava como professor. Ele foi morto em 29 de maio, em Formiga (MG), ao chegar em casa após o trabalho. Câmeras de segurança registraram que o atirador aguardou a vítima por cerca de 45 minutos. Jhony foi atingido por seis disparos pelas costas, e o criminoso fugiu com o rosto coberto.

O casal manteve um relacionamento de aproximadamente um ano, encerrado em fevereiro. Familiares relatam perseguições e ameaças por parte do parlamentar. Jhony chegou a solicitar medida protetiva, mas teve o pedido negado, pois, à época, a lei não incluía casais homoafetivos. Após a alteração na legislação, que passou a garantir o direito, ele não fez nova solicitação.

Lucas se apresentou à polícia em 5 de junho, em Bom Despacho, acompanhado de advogado. No dia seguinte, a Câmara suspendeu seu mandato e salário com base no regimento interno. Em nota, o Legislativo lamentou a morte de Jhony e prestou solidariedade à família.

VÍDEO | Veja reação de suspeito de matar gari ao saber que continuará preso

Um vídeo mostra o momento em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, reage ao ser informado que permanecerá preso pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. As imagens foram registradas durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (13/8), na Central de Audiências de Custódia (CEAC), no bairro Lagoinha, região Noroeste da capital.

O crime ocorreu na última segunda-feira (11/8), no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sem prazo para expirar. A defesa tentou o relaxamento da prisão, alegando que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa, mas o pedido foi negado.

Renê Júnior foi autuado por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — e por ameaça contra a motorista do caminhão de coleta. O juiz Leonardo Damasceno destacou que o acusado já responde a processo por lesão corporal grave em São Paulo, o que indicaria “personalidade violenta e reiteração delitiva”.

Na decisão, o magistrado também citou o comportamento do suspeito no momento do crime. “Ao sacar sua pistola e apontá-la diretamente para a motorista, proferindo as palavras ‘se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara’, o autuado demonstrou total descontrole emocional e perigosa predisposição para o uso de violência letal como primeira resposta a contrariedades do cotidiano”, afirmou.

Veja o que se sabe sobre a confusão de trânsito que acabou com a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes

O crime

Na manhã de segunda-feira (11/8), por volta das 9h, houve uma confusão no trânsito no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando um carro BYD cinza, vindo na direção contrária, se aproximou. O motorista do carro — apontado como o suspeito — teria sacado uma arma e ameaçado a condutora do caminhão, dizendo que “iria atirar na cara” dela. Logo depois, ele teria atirado contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que estava trabalhando na coleta.

O gari foi atingido na região torácica, próximo às costelas, e socorrido ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu aos ferimentos. Após o disparo, o suspeito fugiu no mesmo carro BYD cinza e foi localizado pela polícia na tarde do mesmo dia, enquanto malhava em uma academia de alto padrão no bairro Estoril. Ele foi preso sem oferecer resistência. Conforme relatos das testemunhas, pouco antes de ser atingido, Laudemir teria dito: “Acertou em mim”. Testemunhas que estavam no local do crime afirmaram que o suspeito “saiu tranquilo e com semblante de bravo” após atirar na vítima.

A vítima

A vítima foi identificada como Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, gari da Localix Serviços Ambientais. Colegas e parentes o descrevem como trabalhador, pacífico e dedicado à família. Laudemir deixou esposa, uma filha de 15 anos e enteadas; segundo testemunhas e familiares, era muito querido no trabalho e em casa.

Segundo Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, Laudemir tentou apaziguar a situação durante a confusão no trânsito e acabou sendo atingido enquanto trabalhava. “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar”, afirmou Ivanildo.

Versão de Renê

Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, negou a autoria do crime durante o depoimento. Segundo ele, no dia do homicídio, saiu de casa às 8h07 e seguiu o trajeto que costuma fazer até Betim, onde trabalha. Relatou que chegou à empresa, saiu para almoçar, retornou ao trabalho, voltou para casa ao final do expediente, trocou de roupa, saiu para passear com os cães, guardou os animais e foi à academia.

A PCMG informou que as imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para confrontar a rota e os horários descritos por Renê. Segundo a corporação, “tem que ser comprovado” o trajeto narrado pelo suspeito. Até o momento, Renê não passou por exames periciais.

Como a polícia chegou até Renê e o que a PCMG sabe até o momento

De acordo com o delegado Evandro Radaelli, do DHPP, a Polícia Militar capturou e identificou o suspeito, que foi levado à unidade. “Fizemos o levantamento de informações, a identificação de testemunhas e conseguimos, em fase preliminar, confirmar elementos que levaram à ratificação da prisão. Também houve identificação de imagens, calibres de arma de fogo e representação pela prisão preventiva”, afirmou. Com base nesses elementos, houve representação pela prisão preventiva do suspeito. Os investigadores também pontuaram que, durante o depoimento, o suspeito não apresentava sinais de embriaguez ou de uso de drogas. “Ele é articulado, fala bem e não havia necessidade da realização do exame toxicológico”, informou o delegado Matheus Moraes.

O delegado informou ainda que o suspeito não possuía porte de arma. A informação ainda vai ser checada pela instituição com a Polícia Federal. A investigação identificou a placa e a propriedade do veículo supostamente envolvido e colheu depoimentos de todas as testemunhas; o inquérito inclui análise de imagens e oitivas para consolidar o conjunto probatório. “Identificaram a placa do veículo e, após isso, consequentemente, a propriedade. Com isso, chegaram às informações de que ele passou pelo local [do crime]. Por meio de oitivas de testemunhas, pudemos confirmar que era um indivíduo de porte físico reconhecível e pudemos confirmar a autoria do fato”, disse o delegado Evandro Radaelli.

O caso está sob investigação contínua da Polícia Civil. Renê foi autuado por homicídio duplamente qualificado e por ameaça contra a motorista do caminhão. Após os procedimentos no DHPP, ele foi encaminhado ao Ceresp Gameleira, onde aguardará audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (13). A esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, não sabia que o marido era suspeito de um assassinato até a prisão dele em uma academia do bairro Estoril, segundo a PCMG.

Investigação da Corregedoria e a arma

Segundo a apuração, uma pistola calibre .380 foi recolhida e entregue à Corregedoria. A delegada Ana Paula Lamego Balbino — apontada como esposa do suspeito — teve a arma pessoal entregue à Corregedoria para perícia e apuração sobre cautela e guarda do armamento. Radaelli afirmou que ainda não é possível dizer se a arma utilizada no crime pertence à delegada; essa verificação está em curso e o caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Diversos veículos noticiaram que, em depoimento, o próprio empresário afirmou que a arma pertenceria à esposa, o que motivou a instauração de procedimento pela Corregedoria para apurar eventual falha na guarda do armamento. A investigação disciplinar e o inquérito policial seguem abertos para esclarecer esse ponto.

Homenagens e velório

Familiares, amigos e colegas se reuniram na manhã de terça-feira (12/08) na Igreja Quadrangular, em Nova Contagem, para o velório de Laudemir. Em falas marcadas pela revolta e pela dor, parentes o descreveram como “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando.” 

A enteada Jessica França, 25, disse que a família está em choque e cobrou justiça. Ela informou que Laudemir é “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando. Saiu de casa cedo, era um dia que ia chegar mais tarde, mas não voltou. Todo domingo de manhã ele fazia café da manhã, cuidava da gente.” Em coro, colegas e o patrão também pediram que o caso não fique impune.

Emocionada, a esposa do gari, Liliane França, afirmou: “O Lau não voltou. Me devolveram o Lau no caixão. Não pode ficar assim, tem que haver uma mudança, tem que haver justiça.” Ela também cobrou respeito à categoria e lembrou das dificuldades e da falta de tolerância enfrentadas pelos garis.

A mãe do gari Laudemir de Souza Fernandes passou mal durante o velório do filho. Abalada, ela foi amparada por familiares e levada a um hospital após apresentar pressão muito baixa, conforme relatou a sobrinha de Laudemir. 

Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, disse: “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar.” Ele reforçou que a categoria está sensibilizada e exigiu responsabilização: “Estamos clamando por justiça. A nossa categoria é muito forte. Então não mexa com os garis.”

Quem é o suspeito

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, é o suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. Ele se apresenta no LinkedIn como alguém que “transforma empresas e acelera resultados através de liderança estratégica e inovação”. Ele é marido da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Ana Paula Balbino Nogueira.

Segundo o perfil profissional, Renê tem 27 anos de experiência executiva no setor de alimentos e bebidas e afirma possuir “histórico comprovado de gerar crescimento exponencial e liderar transformações organizacionais complexas” no mercado brasileiro e internacional.

Ele já ocupou cargos executivos em empresas como Coca-Cola, Vigor, Red Bull e Ambev. Sua experiência mais recente começou em agosto, quando assumiu a diretoria de negócios da Fictor Alimentos. Após a prisão, a empresa informou que ele havia iniciado as atividades há menos de duas semanas, repudiou a conduta atribuída ao funcionário e manifestou solidariedade à família da vítima.

Na formação acadêmica de Renê constam estudos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Fundação Getulio Vargas (FGV), Ibmec, Universidade de São Paulo (USP), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Harvard Business School. Em seu LinkedIn, há uma recomendação escrita pela esposa, na qual ela afirma que ele é um “homem de caráter irrefutável”.

Defesa do suspeito

O advogado de Renê, Henrique Viana Pereira, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o caso.

Homem é morto após dizer em bar que ‘não gostava de mineiros’

Homem é morto após dizer em bar que ‘não gostava de mineiros’ – Foto: reprodução

A Polícia Civil concluiu, nesta semana, o inquérito que apurou o homicídio de um homem, de 41 anos, ocorrido em 13 de julho deste ano, na comunidade dos Costas, zona rural de Divinópolis, região Centro-Oeste do estado. Três homens, sendo dois de 21 anos e um de 53, foram indiciados pelo crime.

Segundo o delegado Anderson Vicente, responsável pelo caso, a motivação do crime está relacionada a uma discussão entre a vítima e o investigado de 53 anos, ocorrida em um bar no dia anterior ao fato. O desentendimento teria começado após a vítima, natural da Bahia, afirmar que não gostava de mineiros. Após a briga, o investigado acionou seu filho, de 21 anos, para intervir.

“No dia seguinte, o filho, acompanhado de outro homem da mesma idade, localizou a vítima. Durante a abordagem, um deles passou a agredir a vítima fisicamente com chutes, enquanto o outro desferiu oito golpes de faca, matando o homem no local. Em seguida, ambos fugiram”, detalhou o delegado.

Os dois investigados de 21 anos foram presos pela Polícia Militar em cumprimento a mandados de prisão solicitados pela Polícia Civil. Um deles foi preso no dia 21 de julho, enquanto o outro foi detido no último dia 2. O terceiro investigado, de 53 anos, também foi indiciado. Ele ainda não foi preso.

Eles responderão por homicídio duplamente qualificado, com agravantes de motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. 

Operação conjunta resulta na prisão de homem ligado ao tráfico em Passos

Operação conjunta resulta na prisão de homem ligado ao tráfico em Passos – Foto: reprodução

Um jovem de 24 anos foi preso nesta terça-feira (12) em Passos (MG) durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Passos, o suspeito integraria uma associação criminosa voltada ao tráfico de drogas na região. A ação teve como principal objetivo interromper as atividades ilícitas ligadas ao grupo, responsável pela comercialização de entorpecentes.

A Polícia Civil destacou que a prisão reforça o compromisso da instituição em combater de forma estratégica e rigorosa o tráfico de drogas, crime que afeta diretamente a segurança e o bem-estar da comunidade. A corporação reafirmou ainda que seguirá atuando na investigação e repressão a delitos, preservando a ordem pública.

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