Estudantes mineiros criam queijo nas cores da bandeira do Brasil para celebrar a Copa do Mundo – Foto: Marcelo Ribeiro/ILCT
Uma combinação de criatividade, tradição mineira e clima de Copa do Mundo resultou em um produto inusitado criado por estudantes do curso superior de Tecnologia em Laticínios do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig-ILCT), em Juiz de Fora. Os alunos desenvolveram um queijo com camadas nas cores verde, amarelo e azul, remetendo à bandeira brasileira.
Além do visual diferenciado, o projeto chama atenção pelos ingredientes utilizados para obter as tonalidades de forma natural. A camada amarela foi produzida com maracujá, a verde com molho pesto e a azul a partir do pó da flor clitória, sem a utilização de corantes artificiais.
A iniciativa surgiu durante as atividades acadêmicas do semestre, quando os estudantes foram incentivados a criar um produto inovador.
“Todo início do semestre eu estimulo os alunos a terem ideias, a tentar fazer um queijo diferente. Nesse semestre a gente teve duas coisas: a Copa do Mundo e a exposição do Minas Láctea”, explicou a professora Denise Sobral.
O Minas Láctea, realizado a cada dois anos em Juiz de Fora, é considerado um dos principais eventos do setor de laticínios do país e serviu como inspiração para o desenvolvimento do projeto.
Segundo Denise, a criação passou por diversas etapas até alcançar o resultado esperado.
“A gente fez testes e descobriu que essa combinação de cores e sabores dava um queijo muito bom. Então construímos nossa proposta. No primeiro dia, as camadas não ficaram muito bonitas e fizemos vários testes para chegar nesse queijo bonito. As pessoas que tiveram a oportunidade de prová-lo se surpreenderam, porque a combinação de sabores ficou muito boa”, disse Denise.
Produto segue em maturação
Embora já apresente a aparência final, o queijo ainda não está pronto para consumo em sua versão definitiva. O produto continua em processo de maturação e deverá atingir o ponto ideal justamente durante a semana da final da Copa do Mundo.
“Apesar dele já está com esse formato, com essa cara de queijo, ele ainda não está com sabor apurado, porque ele vai adquirindo sabor e formando casca ao longo da maturação”.
A expectativa é que o queijo esteja pronto durante a realização do Minas Láctea, programado para os dias 14, 15 e 16 de julho.
“O Minas Láctea acontece nos dias 14, 15 e 16 de julho, que vai coincidir com esse período de final de Copa. A gente está torcendo para o Brasil ganhar. Se ganhar, vamos comemorar como os mineiros gostam, que é com muito queijo. Então vai ser uma comemoração com a cara do nosso estado”.
Apesar da repercussão, o produto não será colocado à venda. De acordo com a professora, a criação tem caráter experimental e foi desenvolvida como atividade acadêmica.
“Para comercializar a gente precisa ter rótulo e uma série de exigências legais. Foi só uma brincadeira que a gente fez na aula que vai ficar disponível para degustação”.
Quem visitar o Minas Láctea poderá experimentar o queijo durante o evento, quando o resultado final da maturação será apresentado ao público.
Estudantes mineiros criam queijo nas cores da bandeira do Brasil para celebrar a Copa do Mundo – Foto: Marcelo Ribeiro/ILCTEstudantes mineiros criam queijo nas cores da bandeira do Brasil para celebrar a Copa do Mundo – Foto: Marcelo Ribeiro/ILCT
Piumhi vai reunir café, queijo, gastronomia e música em grande festival gratuito – Foto: reprodução
O aroma do café fresco, o sabor marcante dos queijos artesanais e a tradição da culinária mineira prometem transformar Piumhi em um verdadeiro polo gastronômico nos dias 5 e 6 de junho. O Parque de Exposições Tonico Gabriel receberá o 2º Festival do Café da Canastra, evento que acontecerá junto ao Festival Gastronômico Cozinha da Canastra e ao Concurso Municipal de Queijos.
A programação foi preparada para valorizar os sabores e tradições da região, reunindo cafés especiais, queijos premiados, cozinha show, fogo de chão, experiências gastronômicas e atrações culturais para o público. A proposta é unir produtores, chefs, cozinheiros e visitantes em um ambiente voltado à cultura alimentar mineira e aos produtos típicos da Serra da Canastra.
Entre as novidades desta edição está o Concurso dos Pratos das Donas de Casa, que promete movimentar o festival com receitas criativas tendo o tradicional Café da Canastra como ingrediente principal. A iniciativa busca destacar receitas afetivas e incentivar a valorização da culinária regional feita dentro de casa.
Além da gastronomia, a música também será um dos atrativos do evento. A primeira atração confirmada é a banda LS Jack, conhecida nacionalmente por sucessos que marcaram os anos 2000.
Com entrada gratuita, o festival promete reunir moradores e visitantes em dois dias dedicados aos sabores, à cultura e à música, fortalecendo ainda mais a identidade gastronômica da região da Canastra.
Serra da Canastra será destaque no Festival do Queijo Artesanal de Minas em BH – Foto: reprodução
A tradição do queijo artesanal da Serra da Canastra estará entre os principais destaques da 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, que será realizada entre os dias 4 e 6 de junho, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento terá entrada gratuita mediante credenciamento e reunirá produtores de diferentes regiões mineiras em uma grande celebração da cultura gastronômica do estado.
Reconhecida nacionalmente pela qualidade e pela tradição centenária na produção de queijo artesanal, a Serra da Canastra integra a lista das regiões que representarão Minas Gerais durante o festival. A proposta do evento é aproximar produtores e consumidores, além de fortalecer a valorização do queijo mineiro como patrimônio cultural e econômico.
Organizado pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas, com participação do Sicoob, o festival deve reunir milhares de visitantes ao longo dos três dias de programação. Nas últimas edições, o público médio foi de aproximadamente 21 mil pessoas, consolidando o evento como um dos principais encontros do setor no estado.
Além da Serra da Canastra, outras regiões tradicionais também estarão representadas, como Serro, Cerrado, Araxá, Campo das Vertentes e Triângulo Mineiro. A edição deste ano também dará visibilidade a regiões emergentes da produção artesanal, incluindo o Vale do Suaçuí e o Vale do Jequitinhonha, que contará com um espaço dedicado ao queijo cabacinha.
O festival também reforça a importância econômica da cadeia produtiva do queijo artesanal em Minas Gerais. Dados do Sistema Faemg Senar apontam que, entre 2019 e 2026, produtores acompanhados pelos programas técnicos movimentaram cerca de R$ 243 milhões com a comercialização do produto. No mesmo período, o valor médio do queijo artesanal passou de aproximadamente R$ 16,01 para R$ 25,61, indicando crescimento e valorização do mercado.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o festival funciona como uma vitrine para ampliar oportunidades de comercialização e fortalecer a presença do queijo artesanal mineiro no mercado.
Já o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou que o queijo artesanal representa uma das expressões mais autênticas da produção rural mineira e que o evento ajuda a aproximar produtores do mercado, incentivando a profissionalização do setor.
Entre as atividades programadas está o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, marcado para o dia 5 de junho. O encontro reunirá produtores, especialistas e técnicos para discutir temas ligados à qualificação e ao desenvolvimento da cadeia produtiva.
Outro ponto em destaque nesta edição será a relação entre o queijo artesanal e o turismo rural, especialmente em regiões já consolidadas nesse segmento, como a Serra da Canastra e o Serro, conhecidas por suas rotas gastronômicas e culturais.
A 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas é realizada pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas, com correalização do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), apoio do Governo de Minas e da Associação Mineira de Queijo Artesanal (Amiqueijo).
Por meio do Guia, os produtores de queijo e entidades que atuam no setor de laticínios, podem se informar sobre regras dos mercados internacionais, o perfil de consumo de cada país, além de outras informações para facilitar na exportação dos produtos.
O Superintendente de Atração de Investimentos e Estímulo à Exportação, Gustavo Costa de Souza da Sede-MG, e a diretora de Promoção de Exportações e Comércio Exterior, Laís Ione Araújo Fagundes, participaram do lançamento do guia.
Vendas internacionais de queijo no estado
As exportações de queijos de Minas Gerais, em 2024, totalizaram US$ 7,9 milhões e o estado foi o principal exportador nacional do produto. O produto alcançou 10 mercados, com destaque para os Estados Unidos, Taiwan e Chile.
Ao todo, 13 municípios mineiros realizaram exportações de queijos, sendo Pará de Minas o principal exportador, seguido de Arapuá, São Vicente de Minas, Moema e Vazante.
Documento alinhado às ações do estado
O guia está ligado à Política de Promoção de Exportações e Comércio Exterior de Minas Gerais, cuja frente de atuação trabalha com a inserção internacional dos setores produtivos mineiros, a identificação de oportunidades de mercado e o apoio qualificado às exportações.
Neste sentido, o documento é importante para expandir a presença do queijo mineiro em novos mercados, dessa forma, aumentando a competitividade mineira em outros países, por meio da valorização global de marcas associadas a regiões específicas no estado, também chamado de regional branding.
Dia Nacional e Mundial do Queijo: entenda como as pesquisas interferem na caracterização das iguarias – Foto: reprodução
Nesta segunda-feira (20/1), é celebrado o Dia Nacional e Mundial do Queijo. E se tem uma coisa que a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) entende, é de queijo. Além de atuar na caracterização dos produtos e mais uma diversidade de pesquisas relacionadas ao queijo, a empresa também oferece curso superior de Tecnologia de Laticínios, no Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora, Zona da Mata Mineira.
Entre as pesquisas destacam-se as que têm objetivo de caracterização. Em dezembro de 2023, pesquisadores do ILCT concluíram o projeto “Caracterização do Queijo Minas Artesanal da Região Serras da Ibitipoca”.
A pesquisa agregou valor ao produto e estimulou a atividade na região que é reconhecida como produtora de Queijo Minas Artesanal (QMA). Ela avaliou a maturação do produto em dois períodos distintos, verão, caracterizado por chuva e umidade, e inverno, quando predomina o tempo seco.
Segundo o pesquisador e professor do ILCT, Junio de Paula, a Epamig é fundamental na caracterização do QMA em Minas Gerais, contribuindo com pesquisas que identificam suas características sensoriais, físico-químicas, microbiológicas e tecnológicas.
“A instituição também valoriza os territórios produtores, relacionando as especificidades do queijo ao terroir de cada região, e auxilia na garantia de segurança do produto, preservando a tradição artesanal”, explica o pesquisador.
Durante e após o processo de caracterização dos produtos, a Epamig oferece suporte técnico aos produtores com pesquisas de monitoramento de qualidade, promove a capacitação de produtores e incentiva melhorias nos processos produtivos.
Essas ações fortalecem a cadeia produtiva e promovem o QMA como patrimônio cultural.
No ano de 2023, os queijos artesanais mineiros conquistaram dez medalhas de ouro na 6ª edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers (Mundial de Queijos e Laticínios), na França.
O concurso, que é realizado a cada dois anos, consagrou, ao todo, 17 queijos brasileiros com medalha de ouro e mais 67, sendo 23 de prata e 44 de bronze.
Junio destaca ainda o papel fundamental da tecnologia para o destaque do Queijo Minas Artesanal em concursos nacionais e internacionais, pois permite o controle rigoroso da qualidade, garantindo padrões consistentes nas análises.
“A tecnologia aplicada aprimora processos de produção, como maturação e armazenamento, sem comprometer a identidade artesanal. Ferramentas tecnológicas também asseguram a rastreabilidade e o cumprimento de normas sanitárias, além de valorizar o terroir ao evidenciar como fatores regionais influenciam as características do queijo”, reforça Junio.
“Ela também contribui para melhorar a apresentação e a credibilidade do produto, facilitando seu reconhecimento e competitividade em premiações”, conclui o pesquisador.
Reconhecimento pela Unesco
Em 4/12/2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão fez com que o Brasil tenha o primeiro produto da cultura alimentar incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, colocando Minas Gerais em evidência mundial.
Governo de Minas simplifica acesso ao registro de queijarias artesanais – Foto: reprodução
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) está em processo de revisão da legislação que trata do registro de queijarias artesanais no estado de Minas Gerais. A medida visa modernizar as normas existentes, abrangendo todos os queijos artesanais de Minas Gerais, e não apenas o Queijo Minas Artesanal. A revisão de atos antigos leva em consideração o fomento à regularização da produção e a unificação de diversos regulamentos em um único documento.
Ou seja, não será uma nova legislação, mas uma única portaria que reúne, de forma clara e consolidada, todas as normas referentes ao tema. Agora, o IMA lança uma consulta pública para coletar sugestões sobre o documento que estabelece os requisitos para produção e comercialização de queijos artesanais no estado. A minuta da legislação e o formulário para participação estão disponíveis no site do IMA até o dia 12/1.
O texto simplifica o acesso à informação para toda a cadeia produtiva, além de revogar duas normas obsoletas – as Portarias do IMA nº 517, de 14/6/2002 e nº 523, de 3/7/2002. A iniciativa do instituto faz parte das diretrizes do Governo do Estado de desburocratizar processos, buscando a eficiência do serviço público. Além de promover condições sanitárias adequadas respeitando as tradições mineiras, o documento também apresenta requisitos específicos de produção para queijos artesanais de Minas Gerais em entrepostos de laticínios – estabelecimentos voltados para o recebimento, maturação, afinação e acondicionamento de queijos artesanais.
A minuta da nova portaria prevê, entre outros pontos, que o leite deve ser armazenado e manipulado em instalações específicas, com equipamentos devidamente higienizados para evitar contaminações. Além disso, no controle da qualidade da água, incluem-se tratamentos cientificamente validados, como cloração ou métodos alternativos comprovados. O IMA também solicita análises laboratoriais periódicas dos produtos registrados para identificar contaminantes.
O documento também prevê que as queijarias devem manter ambientes adequados à produção, com ventilação, iluminação e barreiras sanitárias que atendam aos padrões higiênico-sanitários estabelecidos. O transporte dos queijos também segue normas rigorosas, exigindo o uso de caixas isotérmicas ou veículos com carroceria refrigerada, assegurando que não ocorra deformação ou contaminação dos produtos.
A consulta pública é um mecanismo de participação social que permite à toda a cadeia produtiva e à sociedade contribuírem para a definição de políticas públicas, assegurando que as normas atendam às reais necessidades do setor. Além disso, é fundamental para alinhar as demandas do mercado e promover a regularização e o fortalecimento da tradição mineira.
Reconhecimento internacional valoriza o Queijo Minas Artesanal
A abertura da consulta pública do IMA acontece em um momento de celebração para Minas Gerais. Em 2024, no início de dezembro, o “Modo de Fazer o Queijo Minas Artesanal” foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, em decisão anunciada em Assunção, no Paraguai.
Esse reconhecimento coroa uma trajetória iniciada em setembro de 2022 e reforça a relevância histórica e cultural do queijo para o estado. Mais do que um alimento, ele simboliza a tradição e o saber-fazer transmitidos de geração em geração.
Governo de Minas promove espetáculo com drones para celebrar o Queijo Minas Artesanal – Foto: Cristiano Martins
Marco histórico para Minas Gerais e para o Brasil, o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco é motivo de grande celebração.
Por isso, o Governo de Minas Gerais promove um espetáculo de drones com imagens de queijos, montanhas e dizeres que festejavam o título obtido junto à Unesco, e vão colorir o céu num show de tecnologia e mineiridade.
Até 14/12, espetáculos de drones vão iluminar o céu e projetar imagens de queijos e símbolos da cultura mineira em dez cidades pertencentes às dez regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal.
Nessa sexta (6/12), São Roque de Minas e Diamantina se emocionaram com o show. Veja o calendário.
Governo de Minas, em parceria com o Sebrae, lança as rotas do Queijo da Canastra e do Serro no Festuris – Foto: divulgação
A promoção do Queijo Minas Artesanal está no centro das ações realizadas pelo Governo de Minas durante a 36ª do Festuris, a maior feira de negócios de turismo da América Latina, sediada em Gramado, no Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira (8/11), em parceria com o Sebrae, foram lançadas as rotas do Queijo da Canastra e do Serro, que visam potencializar e fomentar o turismo de experiência associado à produção e a valorização do produto.
A iniciativa integra a campanha pela candidatura dos Modos de Fazer O Queijo Minas Artesanal a Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que será avaliada durante a 19ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Unesco, prevista para o início de dezembro, em Assunção, no Paraguai.
Além de colocar em evidência os lugares de fabricação do queijo, as rotas vão ressaltar os atrativos naturais e culturais, ampliando as possibilidades de experiência para o visitante, além de estimular o fortalecimento da atividade turística nessas regiões queijeiras.
“Esse projeto vem em consonância do que acontecerá no final do ano que será o reconhecimento dos Modos de Fazer O Queijo Minas Artesanal como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Ao lançarmos essas rotas do queijo nós queremos mostrar também a cidade, os produtores, a experiência, a natureza, o ecoturismo, porque essa é uma ação extremamente sustentável e está também no âmbito do turismo verde”, pontua o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, também destaca que as rotas representam uma conquista para o turismo de Minas Gerais. “Com o apoio do Governo do Estado, esses novos destinos não apenas contribuirão para atrair investimentos, mas também valorizarão a identidade de origem das regiões, estimulando a geração de emprego e renda”, reforça.
Rota do Queijo Canastra
A Rota do Queijo Canastra vai unir a tradição dos queijos, do café e das paisagens naturais que compõem a Serra da Canastra, abrangendo cachoeiras, grutas, trilhas e rica biodiversidade. Um dos destaques é o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco, e local favorável para práticas de ecoturismo e esportes de aventura.
Contemplará especialmente os municípios onde o queijo é produzido: São Roque de Minas, Medeiros, Tapiraí, Bambuí, Piumhi, Vargem Bonita e Delfinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Anualmente, mais de 6 mil toneladas são feitas por cerca 800 produtores.
Com dois séculos de tradição, o Queijo Canastra teve seu registro de Indicação de Procedência concedido em 2012 pela Associação dos Produtores do Queijo Canastra. Feito a partir de leite cru, o queijo maduro entre 21 e 40 dias, podendo ser encontrado em texturas semiduras ou mais macias. Seu sabor é levemente ácido e picante, agradando a uma ampla variedade de paladares.
A região da Canastra também obteve a Indicação Geográfica do café no ano passado, na modalidade Denominação de Origem. A região é responsável por uma produção de 750 mil sacas de 60 quilos por ano. A atividade ocupa uma área de 33 mil hectares plantados.
Rota do Queijo do Serro
O modo de fazer o queijo artesanal do Serro foi o primeiro bem cultural a ser reconhecido como patrimônio imaterial no Brasil, em 2002, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). Seis anos depois, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também o reconheceu como patrimônio cultural do Brasil.
A região produtora do queijo do Serro abrange os municípios de Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro. No total, reúne cerca de 800 pequenos produtores e agricultores familiares que mantêm viva uma tradição de mais de 300 anos.
Governo de Minas, em parceria com o Sebrae, lança as rotas do Queijo da Canastra e do Serro no Festuris – Foto: divulgaçãoGoverno de Minas, em parceria com o Sebrae, lança as rotas do Queijo da Canastra e do Serro no Festuris – Foto: divulgaçãoGoverno de Minas, em parceria com o Sebrae, lança as rotas do Queijo da Canastra e do Serro no Festuris – Foto: divulgaçãoGoverno de Minas, em parceria com o Sebrae, lança as rotas do Queijo da Canastra e do Serro no Festuris – Foto: divulgação
Exibição de documentários, palestras para estudantes do ensino público edegustação de queijos estão entre as ações.
Projeto sobre o queijo artesanal de Minas leva eventos para BH,Serra da Canastra e Araxá – Foto: divulgação
O projeto “Queijo Artesanal: Sabores e Saberes Mineiros”, que tem como objetivo identificar, pesquisar e valorizar os saberes e modos de fazer tradicionais que envolvem a produção do queijo artesanal de leite cru, apresentará seus resultados para os mineiros. Exibição de documentários, encontro para troca de experiências, degustações e um seminário estão entre as ações, todas gratuitas e abertas ao público. O projeto é realizado pelo Instituto Periférico, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa MG), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio técnico da Emater.
As atividades serão realizadas, inicialmente, nas microrregiões da Canastra e de Araxá, onde a equipe de pesquisa esteve para elaboração de inventários e diálogo com produtores e comerciantes. Depois, as ações chegam a Belo Horizonte com um seminário para a cadeia produtiva da cozinha mineira e para o trade turístico, além de um encontro com comerciantes de queijo do Mercado Central da capital.
As atividades terão início em São Roque de Minas, em 30 de agosto, quando haverá a apresentação do projeto e do documentário produzido sobre a microrregião da Canastra para estudantes do ensino público. No dia seguinte, 31 de agosto, será realizada uma devolutiva para produtores e sociedade civil, com a exibição do documentário, uma mostra expositiva e uma degustação de queijos na Praça da Matriz.
A mesma programação será levada para Araxá, em 13 e 14 de setembro, com destaque para o documentário que contempla a produção de queijo nessa microrregião e para a mostra expositiva com imagens registradas durante o processo de pesquisa. Na noite de sábado, é na Fundação Calmon Barreto que estarão reunidos produtores, comerciantes, parceiros e demais interessados pela temática para, além de degustarem queijos produzidos também pelos municípios vizinhos, acompanharem os resultados do projeto.
Comércio e turismo em pauta em Belo Horizonte
Na capital mineira, o Mercado Central sediará, em 18 de setembro, um diálogo com comerciantes sobre o projeto e seu impacto na economia local. E, para encerrar o ciclo de ações, no Centro de Referência do Queijo Artesanal será realizado um seminário com o trade turístico, abordando as possibilidades de atuação e fortalecimento de rotas, além das perspectivas com relação à declaração da Unesco sobre os modos de fazer o queijo Minas artesanal como Patrimônio Cultural da Humanidade. O encontro será em 19 de setembro, das 14h às 18h, também com entrada gratuita e mediante inscrição pelo site institutoperiferico.org/queijominas.
A presidente do Instituto Periférico, Gabriela Santoro, destaca a relevância das próximas entregas: “Este projeto não apenas ressalta a riqueza do nosso patrimônio cultural, mas também promove a valorização do queijo como um símbolo da identidade mineira. Ao reconhecer e apoiar os saberes e sabores que compõem essa tradição, estamos investindo na nossa história e no futuro dos nossos produtores, garantindo que o queijo artesanal de Minas Gerais continue sendo uma fonte de orgulho e sustento para nossas comunidades”.
Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Praxedes, “os modos de fazer o queijo artesanal integram a cultura alimentar mineira, que é internacionalmente conhecida e valorizada. O queijo possui um protagonismo na nossa história e, também, na nossa economia. São milhares de famílias que se dedicam à produção artesanal do queijo em diversas regiões do estado, perpetuando saberes tradicionais e preservando a nossa identidade”.
Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) indicam que a comercialização dos queijos artesanais de Minas Gerais gerou uma receita superior a R$ 6 bilhões em 2022, número que deve ser ampliado caso a Unesco declare os modos de fazer o Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade. Inscrito na Lista Representativa do órgão, o bem cultural pode obter esse título em dezembro de 2024, durante a XIX reunião do Comitê do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.
Seguindo a expectativa de crescimento da comercialização dos queijos artesanais, o número de queijarias legalizadas em Minas Gerais cresceu de 20 para 155 estabelecimentos nos últimos cinco anos. Os dados, da Agência Minas, indicam uma expansão de 675% no período.
Essas ações do projeto “Queijo Artesanal: Sabores e Saberes Mineiros” possuem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Associação dos Produtores de Queijo da Canastra (Aprocan), Associação Regional Produtores Queijo Minas Artesanal Araxá (Aqmara), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Centro de Referência do Queijo Artesanal e Mercado Central de Belo Horizonte.
Em 2002, o Iepha-MG registrou o Modo de Fazer o Queijo Artesanal da Região do Serro (MG) como Patrimônio Cultural Imaterial do estado, sendo o primeiro registro de bem relacionado à cultura alimentar do país. Dez anos depois, foi realizada novamente pelo Iepha-MG a revalidação do bem cultural atendendo ao disposto no Decreto Estadual 42.505 de 2002. Nesse mesmo ano, além da revalidação referente ao Serro, foram incluídos outros municípios: Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas.
A proteção federal veio em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que reconheceu o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e Salitre/Alto Paranaíba como patrimônio nacional, inscrito no Livro de Registro dos Saberes. Recentemente, a proteção federal foi ampliada para oito regiões produtoras com base nos relatórios de caracterização produzidos pela Emater (Serro, Serra da Canastra, Araxá, Cerrado, Campo das Vertentes, Serras de Ibitipoca, Serra do Salitre e Triângulo Mineiro, bem como aquelas que venham a ser identificadas) e houve a alteração do título para “Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal”. A partir da também ampliação da caracterização feita pela Emater, a proteção do Iphan já alcança dez microrregiões.
Atualmente, são 15 regiões identificadas pela Emater e reconhecidas como produtoras de queijos artesanais no território mineiro, sendo dez regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal (QMA) – Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serro, Triângulo Mineiro, Serras de Ibitipoca – e cinco produtoras de outros tipos de queijos artesanais mineiros – Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Vale do Suaçuí.
Serviços:
Projeto “Queijo Artesanal: Sabores e Saberes Mineiros”
São Roque de Minas:
30/8: Apresentação do projeto e do documentário produzido sobre a microrregião da Canastra para alunos do ensino público.
31/8: Devolutiva para produtores e sociedade civil, exibição do documentário, mostra expositiva e degustação de queijos (Praça da Matriz, a partir das 18h).
Araxá:
13/9: Apresentação do projeto e do documentário produzido sobre a microrregião de Araxá para alunos do ensino público.
14/9: Devolutiva para produtores e sociedade civil, exibição do documentário, mostra expositiva e degustação de queijos (a partir das 18h, na Fundação Calmon Barreto – Praça Artur Bernardes, 10 – Centro).
Belo Horizonte – Mercado Central:
18/9: Encontro com comerciantes no miniauditório do Mercado Central, das 16h às 18h (Av. Augusto de Lima, 744 – Centro).
Belo Horizonte – Centro de Referência do Queijo Artesanal:19/9: Seminário com o trade turístico e cadeia produtiva do queijo, abordando as possibilidades de atuação das Instâncias de Governanças Regionais (IGRs) e o fortalecimento de rotas e perspectivas com a declaração pela Unesco dos modos de fazer o queijo Minas artesanal como patrimônio cultural da humanidade.
Produtores de Piumhi conquistam 16 medalhas no 7º Prêmio Queijo Brasil – Imagem: divulgação
Os produtores de queijo de Piumhi brilharam no 7º Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau, Santa Catarina.
Com um total de 16 medalhas, eles se destacaram pela excelência e qualidade de seus produtos, elevando o sabor de Minas Gerais a novos patamares nacionais.
A classificação dos premiados foi:
BARÃO DA CANASTRA:
Bronze na categoria Queijo Minas Artesanal
Prata na categoria Capa Florida
QUEIJOS DIVINO:
Ouro na categoria Parmesão (2 medalhas)
Prata na categoria Parmesão Defumado
Bronze na categoria Parmesão 90 dias
Ouro na categoria Requeijão
Prata na categoria Requeijão com aspas
Prata na categoria Queijo Minas Padrão
Ouro na categoria Manteiga de Leite
QUEIJO DO SERJÃO:
Prata e bronze na categoria queijo Minas Artesanal
FAZ O BEM ORGÂNICOS:
Duas pratas na categoria queijo Minas Artesanal
Bronze na categoria Queijo Tardezinha
FAZENDA ÁGUA LIMPA:
Bronze na categoria Queijo Minas Artesanal
O sucesso dos produtores de Piumhi no ”Prêmio Queijo Brasil” é uma prova da dedicação e talento dos queijeiros da região. A diversidade de categorias nas quais os queijos foram premiados demonstra a versatilidade e a capacidade de inovar dos produtores locais. Desde o tradicional parmesão até o requeijão e a manteiga de leite, a qualidade e o sabor dos produtos foram reconhecidos por especialistas do setor.
ELEVAÇÃO DO SABOR DE MINAS
O reconhecimento nacional é um marco importante para os produtores de Piumhi, consolidando a cidade como um polo de excelência na produção de queijos artesanais. Este destaque também impulsiona a reputação de Minas Gerais como um todo, reforçando a tradição e a inovação presentes na cultura queijeira do estado.
O FUTURO PROMISSOR
A conquista de 16 medalhas é um indicativo de que os produtores de Piumhi estão no caminho certo. A qualidade excepcional de seus produtos é resultado de técnicas tradicionais aliadas a inovações e ao cuidado meticuloso em cada etapa da produção. Este reconhecimento nacional abre portas para novas oportunidades e mercados, incentivando os produtores a continuarem aprimorando seus métodos e expandindo suas operações. (104 FM)
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?