
Uma combinação de criatividade, tradição mineira e clima de Copa do Mundo resultou em um produto inusitado criado por estudantes do curso superior de Tecnologia em Laticínios do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig-ILCT), em Juiz de Fora. Os alunos desenvolveram um queijo com camadas nas cores verde, amarelo e azul, remetendo à bandeira brasileira.
Além do visual diferenciado, o projeto chama atenção pelos ingredientes utilizados para obter as tonalidades de forma natural. A camada amarela foi produzida com maracujá, a verde com molho pesto e a azul a partir do pó da flor clitória, sem a utilização de corantes artificiais.
A iniciativa surgiu durante as atividades acadêmicas do semestre, quando os estudantes foram incentivados a criar um produto inovador.
“Todo início do semestre eu estimulo os alunos a terem ideias, a tentar fazer um queijo diferente. Nesse semestre a gente teve duas coisas: a Copa do Mundo e a exposição do Minas Láctea”, explicou a professora Denise Sobral.
O Minas Láctea, realizado a cada dois anos em Juiz de Fora, é considerado um dos principais eventos do setor de laticínios do país e serviu como inspiração para o desenvolvimento do projeto.
Segundo Denise, a criação passou por diversas etapas até alcançar o resultado esperado.
“A gente fez testes e descobriu que essa combinação de cores e sabores dava um queijo muito bom. Então construímos nossa proposta. No primeiro dia, as camadas não ficaram muito bonitas e fizemos vários testes para chegar nesse queijo bonito. As pessoas que tiveram a oportunidade de prová-lo se surpreenderam, porque a combinação de sabores ficou muito boa”, disse Denise.
Produto segue em maturação
Embora já apresente a aparência final, o queijo ainda não está pronto para consumo em sua versão definitiva. O produto continua em processo de maturação e deverá atingir o ponto ideal justamente durante a semana da final da Copa do Mundo.
“Apesar dele já está com esse formato, com essa cara de queijo, ele ainda não está com sabor apurado, porque ele vai adquirindo sabor e formando casca ao longo da maturação”.
A expectativa é que o queijo esteja pronto durante a realização do Minas Láctea, programado para os dias 14, 15 e 16 de julho.
“O Minas Láctea acontece nos dias 14, 15 e 16 de julho, que vai coincidir com esse período de final de Copa. A gente está torcendo para o Brasil ganhar. Se ganhar, vamos comemorar como os mineiros gostam, que é com muito queijo. Então vai ser uma comemoração com a cara do nosso estado”.
Apesar da repercussão, o produto não será colocado à venda. De acordo com a professora, a criação tem caráter experimental e foi desenvolvida como atividade acadêmica.
“Para comercializar a gente precisa ter rótulo e uma série de exigências legais. Foi só uma brincadeira que a gente fez na aula que vai ficar disponível para degustação”.
Quem visitar o Minas Láctea poderá experimentar o queijo durante o evento, quando o resultado final da maturação será apresentado ao público.

