Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Câmara aprova aumento de 25% nas diárias de viagens em Pouso Alegre; valor para Brasília sobe para R$ 1 mil

Câmara aprova aumento de 25% nas diárias de viagens em Pouso Alegre; valor para Brasília sobe para R$ 1 mil – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de Pouso Alegre aprovou uma nova regulamentação para o pagamento de diárias de vereadores e servidores durante viagens oficiais. Além do reajuste nos valores, a medida estabelece limites para a quantidade de deslocamentos com direito ao benefício, endurece as regras para concessão e prestação de contas e atualiza a indenização paga aos motoristas da Casa.

O reajuste foi de 25% para as viagens em geral, fazendo com que a diária passe de R$ 439,30 para R$ 550. Já para deslocamentos a Brasília, foi criada uma categoria específica, elevando o valor para R$ 1 mil por dia — um aumento de quase 128% em relação ao valor anteriormente praticado. As diárias internacionais permanecem fixadas em US$ 300.

Segundo a Mesa Diretora, a criação de uma diária exclusiva para a capital federal levou em consideração os custos mais elevados com hospedagem e alimentação em Brasília. O Legislativo também justificou que os valores anteriores estavam defasados e afirmou que, mesmo com a atualização, as diárias da Câmara de Pouso Alegre seguem entre as menores da região.

A resolução também passa a limitar o número de viagens oficiais custeadas por diárias. Cada vereador poderá receber o benefício em até dez deslocamentos por ano, enquanto os servidores terão direito a, no máximo, cinco viagens anuais. Caso haja necessidade de ultrapassar esse limite, será obrigatória uma autorização expressa e devidamente justificada pelo presidente da Câmara.

A restrição, porém, não se aplica ao presidente do Legislativo nem ao presidente da Escola do Legislativo — função exercida por um vereador — quando estiverem em compromissos de representação oficial da Câmara.

Outra mudança determina que vereadores e servidores com prestações de contas pendentes de viagens anteriores não poderão solicitar novas diárias até regularizar a situação. Os pedidos também deverão ser realizados, preferencialmente, por meio eletrônico e com antecedência mínima de 24 horas.

Nos deslocamentos realizados e concluídos no mesmo dia, será paga meia diária apenas quando a viagem tiver duração mínima de seis horas e o percurso total, entre ida e volta, atingir pelo menos 100 quilômetros. Se esses critérios não forem cumpridos, não haverá pagamento de diária, mas o servidor ou vereador poderá solicitar o reembolso das despesas mediante apresentação das respectivas notas fiscais.

A regulamentação ainda define regras para o ressarcimento de combustível em viagens oficiais feitas com veículos próprios ou de terceiros. Para receber o reembolso, será necessário apresentar comprovantes fiscais e documentos que comprovem a distância percorrida.

Além das alterações nas diárias, os vereadores aprovaram outro projeto que atualiza a indenização destinada à alimentação dos motoristas da Câmara. O valor passa a ser de R$ 120 para viagens com duração de até 12 horas e de R$ 200 para deslocamentos superiores a esse período.

De acordo com a Mesa Diretora, a atualização foi necessária porque os valores pagos aos motoristas permaneciam sem reajuste desde 2013.

O projeto que modifica as regras e os valores das diárias foi aprovado pela maioria dos parlamentares, mas recebeu votos contrários de pelo menos quatro vereadores.

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira (1°)

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira (1°) – Foto: reprodução

A Petrobras informou, em nota divulgada no último domingo (31), que a partir desta segunda-feira (1º) implementará um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário.

O desconto aplicado faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal e é equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda.

O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Este valor é 37,4% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação no período.

Para o consumidor final, de acordo com a Petrobras, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1º de junho.

A subvenção econômica foi autorizada pelo governo federal no sábado (30), por meio da Medida Provisória nº 1.363/2026, aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar preço e oferta, de modo a garantir o abastecimento de diesel.

Na nota, a Petrobras afirmou que está avaliando os termos da nova subvenção: “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”.

Pedágios da MG-050 ficam mais caros a partir de 13 de junho; Sul de MG tem praças em Passos e Pratápolis

Pedágios da MG-050 ficam mais caros a partir de 13 de junho; Sul de MG tem praças em Passos e Pratápolis – Foto: reprodução

Os motoristas que utilizam a MG-050 devem se preparar para pagar mais caro nas praças de pedágio a partir da meia-noite do dia 13 de junho de 2026. O reajuste foi anunciado pela concessionária Via Nascentes e vale para todo o trecho do Sistema MG-050/BR-265/BR-491, incluindo as praças localizadas em Passos e Pratápolis, no Sul de Minas.

Segundo a concessionária, a atualização das tarifas foi autorizada pela Agência Reguladora de Transportes de Minas Gerais (Artemig) e segue as condições previstas no contrato de concessão. O cálculo leva em consideração a inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de critérios de arredondamento tarifário.

Entre os principais valores atualizados estão:

  • Motocicletas: R$ 4,60
  • Carros de passeio: R$ 9,10
  • Caminhões leves e ônibus: a partir de R$ 18,20
  • Veículos com múltiplos eixos: tarifas que podem ultrapassar R$ 69,10 por eixo

A Via Nascentes afirma que o reajuste é necessário para garantir a continuidade da manutenção das rodovias, dos serviços operacionais e dos investimentos realizados ao longo da concessão.

Em nota, a empresa informou que, desde 2008, já destinou mais de R$ 2,7 bilhões para melhorias no sistema rodoviário, incluindo duplicações, construção de viadutos e obras voltadas à segurança viária.

Os pagamentos poderão ser feitos em dinheiro, cartões de débito e crédito por aproximação, além das TAGs eletrônicas.

A concessionária também reforçou o alerta aos condutores sobre a evasão de pedágio, considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 195,23 e aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Motoristas que precisarem de informações adicionais podem entrar em contato com a Via Nascentes pelo telefone 0800 282 0505, disponível 24 horas por dia.

Pedágios da MG-050 ficam mais caros a partir de 13 de junho; Sul de MG tem praças em Passos e Pratápolis – Imagem: divulgação

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio – Foto: reprodução

Cemig pode ter reajuste médio da tarifa em 6,5% a partir de 28 de maio, acima da inflação anual acumulada entre maio de 2025 e abril deste ano, que foi de 4,39% (segundo o IPCA do IBGE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por avaliar e liberar o aumento. A minuta do voto do relator do reajuste, o diretor da agência Gentil Nogueira de Sá Júnior, com as análises, datas e percentuais, está disponível desde sexta-feira (22/5) no site da Aneel. 

Segundo consta no documento, “o Reajuste Tarifário Anual – RTA da Cemig-D conduz a um efeito médio nas tarifas a ser percebido pelos consumidores de 6,50%, sendo de 9,43%, em média, para os consumidores conectados na Alta Tensão e de 5,21%, em média, para os consumidores conectados na Baixa Tensão”. O reajujste será definido e comunicado pela Aneel no próximo dia 26 de maio.

A minuta descreve que a decisão levou em consideração reajuste dos itens de custos da Cemig, inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste tarifário para recompensar nos 12 meses subsequentes (investimentos, manutenção e gastos operacionais), aumento 2,2% de encargos setoriais, dentre outros. O documento lista também alta de 5,4% nos custos de transmissão.

Consultada pela reportagem, a Cemig reforçou que o resultado do processo de reajuste tarifário anual da companhia ainda será deliberado pela Aneel na próxima terça-feira (26/5). “Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos clientes da distribuidora”, esclareceu.  A decisão do relator precisa passar pela aprovação ou não dos outros diretores da agência.  

A empresa tem aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, cujo consumo de energia elétrica representa, atualmente, segundo a Aneel, um faturamento anual da ordem de R$ 23,49 bilhões. 

Assembleia Legislativa aprova aumento salarial de 5,4% para servidores de Minas Gerais

Assembleia Legislativa aprova aumento salarial de 5,4% para servidores de Minas Gerais – Foto: divulgação/ALMG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, nesta quinta-feira (26), o reajuste salarial de 5,4% para os servidores públicos estaduais. A proposta, encaminhada pelo Governo de Minas, foi validada em segundo turno com 49 votos favoráveis e nenhuma manifestação contrária.

O texto estabelece a recomposição dos vencimentos do funcionalismo com efeito retroativo a janeiro deste ano, garantindo que os servidores recebam as diferenças acumuladas desde o início de 2026.

Durante a votação, emendas que sugeriam um aumento superior ao índice proposto foram analisadas separadamente, mas acabaram rejeitadas pelo plenário.

A matéria foi aprovada na forma de um substitutivo, incorporando uma modificação sugerida pelo Executivo estadual que altera atribuições dentro do secretariado. A mudança transfere competências da Casa Civil para a Secretaria-Geral, ampliando o campo de atuação do governador.

A inclusão desse trecho gerou críticas por parte da oposição, que classificou a medida como um “jabuti” — termo usado para designar alterações sem relação direta com o conteúdo principal do projeto. Apesar da controvérsia, a proposta avançou rapidamente, impulsionada pelo prazo legal.

Isso porque a legislação eleitoral impede a aprovação de reajustes salariais acima da inflação nos seis meses que antecedem as eleições, o que exigia a votação da matéria até o início de abril.

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis – Foto: reprodução

Na última terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica.

A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve.

Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.

No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%.

Segundo o ofício da Senacon, “a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias”.

Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio

A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril.

O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados.

Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores.

Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais.

O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras.

O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27.

A mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis.

Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores.

Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites.

Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. 

Segundo especialistas, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno.

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios – Foto: reprodução

A conta de luz pode disparar este ano, devido a diferentes fatores, com alta de até 12% na comparação com 2025. É o que apontam previsões de bancos e consultorias, conforme noticiou O Globo nesta segunda-feira (23).

No ano passado, a tarifa elétrica foi a vilã da inflação, cenário que pode se repetir. Trata-se de um fenômeno registrado nos últimos 15 anos, com o preço da conta de luz aumentando 177% no período, contra 122% da inflação, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Fatores que contribuem para o aumento

custo de acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico estão entre os fatores para a elevação da tarifa de energia em 2026, conforme a consultoria PSR. Ela prevê alta de até 7,95% neste quesito.

  • A temperatura mais alta e a maior demanda podem gerar um cenário ainda mais desfavorável, segundo a empresa;
  • No cálculo, ela também considera os reajustes anuais das distribuidoras, impostos e encargos, ressaltando que pode haver reduções pontuais em determinadas regiões;
  • Já o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, projeta alta de 5,1%, o equivalente a 1,15 ponto percentual acima da inflação estimada para este ano;
  • O especialista adverte que as condições climáticas podem piorar o cenário, principalmente pela possibilidade do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico.

Com o fenômeno, há chances de seca nas regiões Norte e Nordeste, afetando o nível dos reservatórios. Assim, a conta de luz encerraria o ano com alta de até 12% na bandeira vermelha 2 acionada em dezembro, como prevê Serrano.

A reportagem também aponta os subsídios do setor elétrico como outro aspecto para o aumento. Este ano, a previsão para o fundo é de R$ 47,8 bilhões, 17,7% a mais do que em 2025, valor custeado pelos consumidores, principalmente.

Reservatórios com níveis “satisfatórios”

Dados do Sistema Interligado Nacional (SIN) mostram que os níveis dos reservatórios estavam em 64,8% no subsistema Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul, na última semana. Os números são considerados satisfatórios.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acompanha a evolução do armazenamento, do período chuvoso e das condições hidrológicas. A bacia do Rio Paraná e a Região Sul são as áreas que exigem maior atenção.

Por outro lado, chuvas acima da média podem mudar a situação, levando a tarifas mais baratas, assim como o aumento na produção de energia renovável. Outra possibilidade de redução é a arrecadação com a renovação antecipada de concessões.

Neste último caso, a receita obtida ajudaria a reduzir os subsídios que custeiam as contas de famílias de baixa renda, moradores de áreas rurais e unidades usadas exclusivamente para irrigação.

Congresso aprova reajustes, cria folgas indenizadas de até 10 dias por mês e gera impacto de R$ 1 bilhão, com salários de até R$ 77 mil

Presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) – Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional aprovou na última terça-feira (3) projetos que reestruturam as carreiras e reajustam os salários dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As medidas ampliam gratificações, criam uma nova licença compensatória e abrem caminho para remunerações que podem ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19.

As propostas foram aprovadas em ritmo acelerado após acordo entre líderes partidários. A votação do regime de urgência e do mérito ocorreu em menos de três horas. Os dois textos tiveram como relator o deputado Alberto Fraga (PL-DF).

O projeto que trata dos servidores do Senado já segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já a proposta que altera a carreira dos servidores da Câmara ainda precisa ser analisada pelo Senado antes de entrar em vigor.

Reajustes e novos valores

Na Câmara dos Deputados, os reajustes aprovados são de:

  • 8% para secretários parlamentares;
  • 9,25% para servidores efetivos de carreira;
  • 8,63% de reajuste médio para cargos em comissão.

Com a reestruturação, o salário inicial de um analista legislativo passa a ser de R$ 14.008,22, enquanto o de técnicos começa em R$ 8.825,18.

No Senado Federal, o reajuste do vencimento básico será anual e escalonado entre 2026 e 2029. O salário inicial de Auxiliar Legislativo, por exemplo, passará de R$ 3.300 para R$ 5.863 em 2029. Já o vencimento básico de um consultor legislativo no topo da carreira sobe de R$ 13.753,64 para R$ 24.100 no mesmo período — um crescimento nominal de cerca de 76%.

Gratificações podem dobrar salários

Os projetos substituem a antiga Gratificação de Desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que poderá variar de 40% a 100% do maior vencimento básico do cargo efetivo.

Na prática, a combinação de salário-base, gratificações e benefícios acessórios — os chamados penduricalhos — pode elevar a remuneração total de servidores em cargos estratégicos para valores próximos de R$ 77 mil mensais, segundo estimativas.

Folgas indenizadas e salários acima do teto

Um dos pontos mais polêmicos das propostas é a criação da licença compensatória para servidores que exercem funções consideradas estratégicas ou acumulam atividades extraordinárias.

Na Câmara, o benefício será concedido a servidores efetivos que ocupem funções comissionadas de nível FC-4 ou superior. A cada três dias trabalhados, o servidor poderá ter direito a um dia de folga, limitado a dez dias por mês.

No Senado, a regra varia entre um dia de folga a cada dez dias trabalhados, podendo chegar a um dia a cada três, dependendo da função exercida.

Em ambos os casos, as folgas poderão ser convertidas em indenização financeira, sem incidência de imposto de renda e sem contar para a base previdenciária — o que permite pagamentos fora do teto constitucional.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a exceção ao teto atingirá cerca de 72 servidores, ocupantes de funções estratégicas, como ordenadores de despesa. Ele argumenta que o modelo já é adotado pelo Senado e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e estaria alinhado a discussões sobre reforma administrativa.

Críticas e impacto fiscal

Deputados do PSOL e do Novo criticaram a flexibilização do teto salarial e o impacto fiscal das medidas, além de tentarem retirar a possibilidade de indenização da licença compensatória. Os destaques, porém, foram derrotados em plenário.

De acordo com o relator Alberto Fraga, o impacto das mudanças na Câmara representa 0,03% da Receita Corrente Líquida, e a despesa com pessoal permaneceria abaixo do limite legal.

Ainda assim, a aprovação ocorre em um momento de maior sensibilidade fiscal, com o governo buscando sustentar o novo arcabouço e conter o crescimento da dívida pública. Embora os gastos sejam custeados pelos orçamentos próprios do Legislativo, especialistas apontam que as medidas ampliam a pressão sobre o gasto público e reforçam críticas à disparidade entre os ajustes exigidos do Executivo e a expansão de benefícios no Congresso.

Além das mudanças no Legislativo, a Câmara também aprovou projetos com impacto fiscal estimado em R$ 4,3 bilhões em 2026, incluindo criação de cargos públicos, reestruturação de carreiras no Executivo e no Ministério da Educação, e a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano.

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21)

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21) – Foto: reprodução

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina em 4,9% para distribuidoras a partir desta terça-feira (21).

Assim, o preço médio da gasolina A passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.
Essa será a segunda redução dos preços de gasolina feita pela petroleira neste ano. Com isso, diz a Petrobras, os preços já caíram 10,3% (R$ 0,31 por litro) no acumulado de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%”, informou a Petrobras em nota oficial.

A companhia também informou que deve manter os preços de venda do diesel para as distribuidoras neste momento. Nesse caso, segundo a Petrobras, foram três reduções desde março de 2025. Em janeiro, no entanto, a petroleira havia anunciado um aumento de R$ 0,22.

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam apenas cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir de amanhã, 21/10, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 4,9%.

Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste anunciado, esta é a segunda redução dos preços de gasolina em 2025. No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde março de 2025 a Petrobras realizou 3 reduções. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 35,9%.

Transparência

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Acesse: precos.petrobras.com.br

Tarifas de pedágio das rodovias administradas pela EPR Sul de Minas têm reajuste

Tarifas de pedágio das rodovias administradas pela EPR Sul de Minas têm reajuste – Foto: reprodução

A partir de 0h desta quinta-feira (9), as tarifas cobradas nas 8 praças de pedágio das rodovias administradas pela EPR Sul de Minas sofreram reajuste. O aumento é de 5,208%, em média.

Desde março de 2023, a EPR Sul de Minas é responsável por 454,3 km de estradas. Entre as rodovias administradas estão a BR-459, MG-459, MG-173, MG-455, MGC-146, MG-290, MG-295, MGC-146 e LGM-877. A malha conecta 22 municípios.

De acordo com a concessionária, a revisão tarifária está em linha com o índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses e é prevista em contrato para garantir a continuidade dos serviços de operação, obras e manutenção, assegurando segurança, conforto e qualidade para todos os usuários.

Veja como ficam os novos valores:

As novas tarifas valem para as seguintes praças de pedágio:

  • BR-459 – Caldas
  • BR-459 – Senador José Bento
  • BR-459 – Santa Rita do Sapucaí
  • CMG-146 – Poços de Caldas
  • MG-173 – Gonçalves
  • MG-290 – Borda da Mata
  • MG-290 – Ouro Fino
  • MG-459 – Monte Sião

Desconto progressivo

Motoristas de veículos leves que utilizam TAGs têm desconto progressivo nas taxas de pedágio, que podem chegar até 98% por meio do Desconto ao Usuário Frequente (DUF), aplicado automaticamente a partir da segunda passagem pelo mesmo sentido na mesma praça.

Atualmente, 49% dos motoristas elegíveis ainda não utilizam o benefício, que pode ser ativado junto às operadoras de TAG credenciadas.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.