Câmara de Piumhi aprova reajuste de 7,5% para servidores municipais – Foto: reprodução
Na sessão ordinária que aconteceu na última terça-feira (28), a Câmara Municipal de Piumhi (MG) aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 6/25, de autoria do Chefe do Poder Executivo, que concede um reajuste salarial de 7,5% aos servidores públicos municipais. O aumento entrará em vigor a partir de janeiro e beneficiará servidores ativos, inativos e pensionistas.
A proposta foi discutida em única votação e recebeu o apoio de todos os vereadores presentes. O reajuste busca corrigir a defasagem salarial e valorizar o funcionalismo público, atendendo às demandas da categoria.
Agora, o projeto segue para sanção do prefeito, que deve oficializar a medida nos próximos dias.
Preços da gasolina e diesel vão subir a partir de 1º de fevereiro; entenda os motivos – Foto: reprodução
Os motoristas terão um gasto maior, a partir do dia 1º de fevereiro, para abastecer os carros. O preço da gasolina e do diesel subirá nos postos, após uma alteração nos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre os combustíveis. O crescimento valerá para todos os estados do Brasil, e ocorre em momento de pressão sobre a política de preços da Petrobras.
A mudança em relação ao ICMS foi aprovada em novembro do ano passado, em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, a cobrança do tributo deve subir R$ 0,10, passando de R$ 1,3721 para cerca de R$ 1,47 por litro. O salto, nesse caso, será de 7,14%.
Já para diesel e biodiesel, o ICMS subirá de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro, um crescimento de 5,31%. “Esses ajustes refletem o compromisso dos Estados em promover um sistema fiscal equilibrado, estável e transparente, que responda adequadamente às variações de preços do mercado e promova justiça tributária”, argumentou o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
Pressão
O aumento do preço dos combustíveis a partir de fevereiro ocorre em um momento de pressão do mercado sobre a Petrobras. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirmou que os valores cobrados pela gasolina e diesel no Brasil estão defasados, em comparação ao mercado internacional. O percentual médio seria de R$ 0,85 para o óleo diesel e de R$ 0,37 para a gasolina, conforme os importadores.
À reportagem, o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, salientou que a defasagem tem consequências que podem afetar os consumidores caso não se tenha um reajuste da Petrobras. “Os importadores independentes podem se afastar da atividade, deixar de fazer a importação em função da maior dificuldade para comercialização do produto que está mais caro. Não temos nenhuma indicação de desabastecimento, mas, sem dúvidas, que o preço defasado afasta os importadores”, exemplificou.
A diferença em comparação ao mercado internacional tem relação com as altas do dólar, desde o final do ano passado. O diretor comercial na Valêncio Consultoria, Murilo Barco, afirmou que também há impactos gerados pela alta da cotação do barril de petróleo no mercado externo. Os cálculos feitos pela empresa, segundo ele, indicam uma defasagem menor que a observada pela Abicom.
“Essa defasagem no longo prazo, tende a fazer com que o mercado sofre dificuldades para realizar importação, principalmente de diesel, que hoje é o nosso grande problema. As tradings e distribuidoras regionais, tendem a “tirar o pé”das importações, pois fica inviável financeiramente, trazer o produto e esse custo e até mesmo repassar isso ao mercado, pois as distribuidoras regionais não têm a mesma capacidade financeira e capilaridade que as grandes distribuidoras têm”, comentou.
Murilo Barco relembrou um cenário semelhante em 2023, quando a defasagem do preço do diesel praticado no Brasil, em comparação ao mercado internacional, chegou a R$ 1,00 por litro. “Tivemos em alguns momentos intermitência de abastecimento para alguns locais do país, e na época o caminho foi a Petrobras subir o preço. É um remédio amargo, mas em determinados momentos precisa ser feito, é melhor termos o produto e fazer a roda da economia girar, do que não termos o produto e parar a economia”, complementou Murilo.
Tirar ou renovar a CNH está mais caro em Minas Gerais em 2025 – Foto: reprodução
O Governo de Minas reajustou os valores dos exames médicos e psicológicos para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Estado em 2025.
O aumento foi de 4,75% e seguiu o reajuste anual da Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerias (UFEMG), atualizado no dia 28 de novembro de 2024, conforme a Resolução da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), cujos valores entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2025.
Por exemplo, os exames psicológico e médico, que custavam R$ 211,78, agora custam R$ 221,85. Já o reexame psicológico passou de R$ 84,70 para R$ 88,72, enquanto a obtenção da segunda via de exames, de R$ 55,02 para R$ 57,02.
Veja o comunicado na íntegra:
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag-MG) informa que, a partir de 1º de janeiro de 2025, os valores referentes aos exames médicos e psicológicos nas clínicas vinculadas à Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CETMG) serão reajustados, conforme previsto no art. 61 da Portaria CET nº 808/2024.
O reajuste, de aproximadamente 4,75%, segue o ajuste anual do valor da UFEMG (Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais), atualizado em 28/11/2024 pela Resolução SEF nº 5.850/2024.
Governo apresenta MP para reajustar salários de servidores em cerca de 27% – Foto: reprodução
O Ministério da Gestão e Inovação entregou ao Congresso Nacional, na última terça-feira (31), uma medida provisória que garante o reajuste salarial para servidores públicos federais a partir deste mês. Com a publicação da medida no Diário Oficial da União, ela entra imediatamente em vigor, e os parlamentares terão um prazo de 120 dias para analisá-la e convertê-la em lei antes dela perder a validade.
A MP contempla todos os servidores ativos, aposentados e pensionistas do Governo Federal, que terão um reajuste médio de 27% a partir de 38 acordos negociados entre representantes das categorias e o Ministério da Gestão. O acordo determina que a recomposição salarial ocorrerá em duas etapas.
A primeira neste mês de janeiro e a segunda em abril de 2026. O reajuste, entretanto, depende diretamente da aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso Nacional — que adiou a votação da lei orçamentária para depois de fevereiro, quando os parlamentares retornam às atividades legislativas.
Segundo cálculos do Planalto, a primeira etapa do reajuste impactará as contas públicas em cerca de R$ 16 bilhões. A segunda parcela da reestruturação resultará em um impacto menor, de R$ 8 bilhões. Em nota publicada no último dia 31 de dezembro, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou que o aumento dos gastos com os servidores seguirá estável nos limites do arcabouço fiscal.
Essa é a primeira renegociação feita pela União em uma década. A última ocorreu ainda no Governo Dilma Rousseff (PT) em 2015, com impactos prolongados até 2019 sobre algumas carreiras.
Além de tratar da recomposição salarial, a medida provisória também apresenta mudanças no setor público com a criação de duas carreiras transversais, que podem atender a mais de um órgão da administração federal, e a transformação de cargos obsoletos em cargos mais compatíveis com as atuais necessidades, segundo pontuou o Ministério da Gestão.
As carreiras e os cargos também passarão por processos de reestruturação. A principal diferença apresentada pela medida provisória é o alongamento das carreiras — a partir de agora, 86% delas terão 20 níveis de progressão. Há, ainda, previsão de redução dos salários de entrada em alguns dos cargos e aumento dos salários do topo. “[O objetivo] é tornar as trajetórias financeiras mais atrativas ao longo do ciclo de vida laboral dos servidores”, detalhou o ministério.
Vereadores de São Paulo aprovam aumento salarial de 37% para 2025 – Foto: Richard Lourenço/REDE CÂMARA SP
A Câmara Municipal de São Paulo (SP) aprovou na terça-feira (12), o aumento do salário dos vereadores em 37% a partir de 2025. Atualmente em R$ 18.991,68, o valor será de R$ 24.754,79 em janeiro do próximo ano e, posteriormente, em fevereiro, passará a ser R$ 26.080,98.
O projeto foi aprovado em votação simbólica. Fernando Holiday (PL), Jussara Basso (PSB) e a bancada do PSOL (Silvia da Bancada Feminista, Professor Toninho Vespoli, Luana Alves, Elaine do Quilombo Periférico e Celso Giannazi), porém, declaram voto contrário. Luna Zarattini (PT) se absteve.
Sem a necessidade de ser sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a resolução foi aprovada em votação única. A matéria foi apresentada pela atual Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, da qual o vereador Milton Leite (União) é o presidente.
Até então, o último reajuste aprovado havia acontecido em dezembro de 2016. Com a crise da pandemia da covid-19, em 2020, os parlamentares optaram por não aumentar os salários.
Em nota, a Câmara Municipal de São Paulo afirmou que “o último reajuste aprovado em plenário aos vereadores de São Paulo aconteceu em dezembro de 2016. De lá para cá não houve nenhuma correção salarial. O reajuste aprovado nesta terça-feira (12/11) ficou bem abaixo da inflação acumulada de janeiro de 2017 a outubro de 2024, que é de 47,34%. Além disso, respeita o teto previsto na constituição, que é de 75% do subsídio dos deputados estaduais.”
A Concessionária que administra as rodovias BR-459, MG-290, MG-173 e MGC-146 informou que haverá reajuste das tarifas de pedágio no Sul de Minas. Os novos valores entram em vigor a partir de 0h desta quarta-feira (9).
O valor da tarifa-base para carros de passeio passará de R$ 9,20 para R$ 9,60. Segundo a EPR Sul de Minas, o reajuste da tarifa está prevista no contrato de concessão e tem o objetivo de garantir a continuidade dos serviços de operação, manutenção e investimentos nas rodovias concedidas.
O contrato prevê atualização tarifária de acordo com a evolução da inflação a cada aniversário dos serviços operacionais. Segundo a EPR, a medida visa garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a sustentabilidade da concessão.
Para os usuários frequentes que aderirem ao uso das vias automáticas, os descontos podem chegar a 98% dentro do mesmo mês. O Desconto de Usuário Frequente gera descontos automáticos para os veículos de passeio equipados com TAGs em todas as praças da EPR Sul de Minas.
Pedágio BR-459, no Sul de MG — Foto: Daniele Peixoto
Veja os novos valores das tarifas
Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas: De R$ 4,60 para R$ 4,80;
Veículos de passeio: De R$ 9,20 para R$ 9,60;
Veículos comerciais (caminhões e ônibus): Valores de acordo com o número de eixos.
Confira abaixo a localização das praças de pedágio localizadas no Sul de Minas
Usuários da MG-050 poderão pagar pedágios com cartão de débito por aproximação – Foto: reprodução
Desde a última quinta-feira (13), os usuários que trafegam pelas rodovias administradas pela Via Nascentes (MG-050/BR-265/BR-491) terão a opção de pagar a tarifa de pedágio utilizando cartões de débito por aproximação. A nova forma de pagamento entra em vigor na mesma data em que as tarifas são reajustadas.
As praças que passam a aceitar o pagamento com cartão de débito estão localizadas na rodovia MG-050 em Itaúna (km 81), São Sebastião do Oeste (km 140), Córrego Fundo (km 219), Piumhi (km 270), Passos (km 333) e em Pratápolis (km 389).
Novas tarifas
As tarifas de pedágios na MG-050 foram reajustadas desde quinta-feira (13). Segundo a concessionária Nascentes das Gerais, o reajuste anual está previsto no contrato de concessão de Parceria Público Privada (PPP) e é atualizado de acordo com a correção da inflação do período, levando em conta o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) e arredondamentos.
A tarifa mais básica, de motocicletas, motonetas e bicicletas a motor passará de R$ 4,00 para R$ 4,10. Já a tarifa de automóvel, caminhão e furgão passará de R$ 7,90 para R$ 8,20. Já Para esse grupo de usuários, aqueles que precisam passar pelo local duas vezes por dia (ida e volta), o custo semanal passará a ser de R$ 82,00 considerando apenas os dias úteis (segunda a sexta-feira). Mensalmente estes usuários terão um custo de pedágio de R$ 328,00.
De acordo com a concessionária, desde o início da concessão, em 2008, já foram investidos mais de R$ 2,7 bilhões em obras de melhorias e ampliação de capacidade no Sistema MG-050. A Via Nascentes também informou que a realização das melhorias fez com que os índices de acidentes fossem reduzidos em 40%, em comparação com 2008.
Confira a tabela completa com os novos valores do pedágio na MG-050:
Automóvel, caminhão e furgão passou de R$ 7,90 para R$ 8,20
Caminhão leve, ônibus, caminhão-trator e furgão passou de R$ 15,80 para R$ 16,40
Automóvel com semirreboque e caminhonete com semirreboque passou de R$ 11,90 para R$ 12,30
Caminhão, ônibus, caminhão-trator e caminhão-trator com semirreboque passou de R$ 23,70 para R$ 24,60
Automóvel com reboque e caminhonete com reboque passou de R$ 15,80 para R$ 16,40
Ônibus, caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque passou de R$ 31,60 para R$ 32,80
Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque passou de R$ 39,50 para R$ 41,00
Caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque passou de R$ 47,40 para R$ 49,20
Motocicleta, motoneta e bicicleta a motor passou de R$ 4,00 para R$ 4,10
Veículos especiais com mais de 6 eixos, passou de R$ 47,40 + R$7,90 x o número de eixos para R$ 49,20 + R$ 8,20 x o número de eixos > 6
Com estradas de má qualidade, pedágios da MG-050 será reajustado em 13 de junho – Foto: reprodução
Usuários pagarão mais caro para trafegar na MG-050 a partir do dia 13 de junho, quando entra em vigor o reajuste anual da tarifa, nas seis praças de pedágio. Para motocicletas o valor passará de R$ 4,00 para R$ 4,10, e carros de passeio, de R$ 7,90 para R$ 8,20, respectivamente.
Segundo a concessionária AB Nascentes das Gerais, responsável pela rodovia, o aumento autorizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (SEINFRA) está previsto no contrato de concessão de Parceria Público Privada (PPP) e é atualizado de acordo com a correção da inflação do período, levando em conta o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) e arredondamentos.
Em 2023 a empresa afirma ter investido R$ 123,8 milhões ao longo de obras na rodovia. Para 2024, a previsão é de R$ 160 milhões em investimentos, dos quais R$ 40 milhões para pavimentação.
De acordo com a concessionária, a realização das melhorias fez com que os índices de acidentes fossem reduzidos em 40%, em comparação com 2008, no início da concessão. Desde então a empresa afirma já ter investido mais de R$ 2,7 bilhões na rodovia. Além disso foram repassados às prefeituras dos municípios cortados pelo sistema MG-050 cerca de R$ 83 milhões em imposto gerado pelo pagamento do pedágio (ISSQN).
Automóvel com semirreboque e caminhonete com semirreboque – 3 eixos: R$ 12,30;
Caminhão, ônibus, caminhão-trator e caminhão-tratos com semirreboque – 3 eixos: R$ 24,60;
Motocicleta, motoneta e bicicleta a motor: R$ 4,10;
Veículos especiais – mais de 6 eixos: R$ 49,20 + [8,20 x número de eixos > 6].
Estado das rodovias
Mesmo com as ‘melhorias’ feitas nas rodovias de Minas Gerais, a qualidade ainda deixa a desejar. Não são raros os critérios que apontam as estradas de Minas Gerais entre as piores do país. Além da própria experiência de quem transita pelo estado, há diferentes indicadores que atestam a baixa qualidade das vias. Um deles é o Índice de Condição da Manutenção (ICM), feito por técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para as rodovias que estão sob a jurisdição do órgão. Na última avaliação, feita em dezembro do ano passado, Minas aparecia entre os piores estados nas classificações de “bom”, “regular”, “ruim” e “péssimo” e muito abaixo da média nacional.
As rodovias que cortam Minas Gerais ficaram de fora do patamar de qualidade máximo do ranking de rodovias do Brasil feito pela Pesquisa CNT de Rodovias 2023, divulgado no dia 29 de novembro de 2023.
A classificação da situação geral da rodovia como “ótima” ficou restrita aos Estados de Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.
O governador Romeu Zema (Novo) divulgou um vídeo na manhã desta terça-feira (4), prometendo reajuste de 4,62% aos servidores. Ao lado da secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Luísa Barreto, que é pré-candidata à Prefeitura de Belo Horizonte, Zema falou da situação financeira do Estado, do esforço para manter as contas em equilíbrio e prometeu o reajuste nesse percentual. O anúncio acontece depois da pressão dos servidores e de vários protestos, contrários ao índice de 3,62%, apresentado inicialmente.
“Recebemos as demandas dos servidores, com a interlocução sempre construtiva, do presidente da Casa, Tadeu Martins (presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais), e do nosso líder de governo, (deputado) João Magalhães. Passamos as últimas semanas reunidos, fazendo contas e ajustando economias nos gastos públicos para conseguirmos alcançar o índice de reajuste de 4,62%. Esse percentual corresponde exatamente à inflação de 2023. Desta forma, daremos uma recomposicao integral das perdas inflacionárias”, afirmou o governador de Minas.
Segundo a secretária Luísa Barreto, esse reajuste será geral, para todo o funcionalismo do Executivo estadual, retroativo a janeiro. Hoje, está prevista a votação de emendas ao projeto de recomposição, na Assembleia Legislativa. Luísa Barreto informou que o governo vai enviar uma emenda, nesta terça (4), ampliando o percentual, de 3,62% para 4,62%. “Esse índice foi alcançado graças a muito trabalho, capacidade de gestão e de planejamento. Pois a partir de uma análise dos números, fizemos remanejamentos internos e conseguimos buscar uma solução para aumentar o índice, sem comprometer o financiamento dos serviços prestados a todos mineiros. Esse reajuste será geral, para todo o funcionalismo do Executivo estadual, retroativo a janeiro”, garantiu a secretária.
Protesto
Nas últimas semanas, Romeu Zema enfrentou vários protestos de servidores de todo o Estado. Para hoje, estavam previstas novas manifestações, na abertura do congresso da Associação Mineira de Municípios (AMMM), que vai reunir os prefeitos de Minas Gerais no Expominas, na capital. Os servidores também prometeram se manifestar contra o governo, na Assembleia Legislativa, para pressionar a votação das emendas à proposta de reajuste. O vídeo foi divulgado por Zema minutos antes da abertura. O governador deve estar no Expominas, junto do vice, Mateus Simões.
Em cerca de 5 minutos de fala no vídeo, ao lado de Luísa Barreto, Zema afirma que desde que assumiu o governo, ele e o secretariado trabalharam arduamente para que Minas Gerais seja um Estado sustentável financeiramente – que gaste somente aquilo que arrecada. Ao defender que houve melhorias em indicadores de políticas públicas, o governador faz um afago aos servidores. “Essas melhorias só foram possíveis porque contamos com o trabalho dedicado dos nossos servidores que se empenham todo dia para atender bem os mineiros”, afirmou.
O governador citou ainda a dívida de Minas com a União, que já chega a cerca de R$ 170 bilhões, para justificar o aperto financeiro de Minas Gerais. “Devido a essa situação delicada, o reajuste aos servidores apresentado para 2024 foi inicialmente de 3,62%. Esse era, até então, o limite máximo que conseguíamos ofertar, sem colocar em risco o equilíbrio financeiro”, disse Zema, ao citar que o governo preza pelo diálogo. O governador reforçou que o índice de 4,62% é o máximo que o governo consegue ofertar.
Reajuste médio proposto por Zema é menor que R$ 50 para 42 mil servidores – Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG
Cerca de 42 mil servidores do Governo de Minas receberiam, em média, menos de R$ 50 de reajuste salarial, caso o Projeto de Lei 2.309/2024, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), seja aprovado nos moldes atuais. Pelo texto, aprovado em primeiro turno na última quarta-feira (29), o Executivo daria um acréscimo salarial de 3,62% para todo o funcionalismo, independentemente da faixa salarial.
O reajuste médio de apenas R$ 47,22 seria dado aos 42.468 auxiliares de serviços de educação básica, caso o texto seja sancionado nos moldes atuais. Eles recebem, em média, R$ 1.304,45, portanto abaixo do mínimo de R$ 1.412. São os homens e mulheres que limpam, servem merenda e trabalham como porteiros(as) em escolas da rede estadual. Esse aumento inferior a R$ 50 não seria suficiente para comprar dois prato-feitos em Belo Horizonte, conforme a cotação média de R$ 25,80 informada pelo Mercado Mineiro em sua última pesquisa. Pagaria nove passagens de ônibus das linhas intermediárias na capital mineira, hoje vendidas a R$ 5,25.
Ao mesmo tempo, são 29 cargos diferentes recebendo menos de R$ 100 de reajuste médio. Dessas posições, aquela com mais servidores é o assistente técnico de educação básica: 21.015 pessoas. Com vencimento médio de R$ 2.385,13, esses funcionários públicos receberiam R$ 86,34 de aumento, o suficiente para comprar três prato-feitos em BH. Também pagaria 16 passagens de ônibus das linhas intermediárias da mesma cidade.
Por outro lado, 2.129 servidores do governo de Minas receberiam mais de R$ 1 mil de reajuste médio, caso o projeto seja sancionado nos moldes atuais. São 57 coronéis (aumento médio de R$ 1.489,75), 1.304 auditores fiscais (R$ 1.309,30), 439 procuradores do estado (R$ 1.266,62), 302 tenentes-coronéis (R$ 1.212,27) e 27 advogados autárquicos (R$ 1.049,32) nessas condições. Esses cargos têm um vencimento médio entre R$ 28.986,72 e R$ 41.153,19.
Os dados consideram a folha de março do Governo de Minas, a última disponível no Portal da Transparência. Os valores apresentados consideram o salário-base, portanto não acumula os auxílios aos quais os servidores estaduais têm direito. O impacto financeiro anual com o reajuste geral será de R$ 1,72 bilhão e serão beneficiados mais de 610 mil servidores.
A revisão salarial também abrange os contratos temporários vigentes, cargos de provimento em comissão, funções gratificadas e gratificações de função. A proposta ainda prevê que a recomposição salarial seja retroativa a janeiro de 2024.
Vale lembrar que o Governo de Minas fechou o ano de 2023 com a despesa de pessoal acima do limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com os números apresentados em janeiro deste ano, 51,4% da receita corrente líquida do ano passado foi destinada ao pagamento do funcionalismo público. O limite, conforme a legislação, é de 49%. Segundo a lei, só é possível a concessão de revisão geral da remuneração com aplicação do mesmo percentual e mesma data de vigência para todas as categorias.
Abaixo da inflação
O reajuste de 3,62% é abaixo da inflação acumulada no ano passado, quando o IPCA fechou em 4,62%. O texto passou em primeiro turno com 54 votos favoráveis e nenhum contrário na ALMG, mas a Casa ainda analisa emendas ao projeto, que devem ser votadas na semana que vem.
O líder da situação, João Magalhães (MDB), pediu que o quórum fosse verificado e apenas 33 dos 77 parlamentares responderam à chamada. Com isso, a análise das possíveis alterações foi adiada. Entre elas está uma da oposição que prevê autorização para que o governo amplie o aumento para 10,67%, considerando perdas inflacionárias de 2022 e 2023.
Na prática, a movimentação realizada na Assembleia deixa a votação do PL 2309/2024 suspensa até, ao menos, a próxima semana. Neste período, servidores devem seguir planejando estratégias de protestos, e os parlamentares ganham mais tempo para negociações.
Em nota divulgada quando encaminhou o projeto à Assembleia, o governo informou que mesmo diante da “delicada situação fiscal do Estado”, o Executivo faz esforços para “garantir a revisão geral da remuneração dos servidores, dentro do possível, considerando a disponibilidade de caixa”.
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