Jornal Folha Regional

Propostas de Zema para privatizar empresas de MG começam a tramitar no Legislativo

Propostas de Zema para privatizar empresas de MG começam a tramitar no Legislativo – Foto: Clarissa Barçante/ ALMG

Com a autorização da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), começou a tramitar, na última terça-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à obrigatoriedade do governo de consultar a população para vender empresas públicas consideradas estratégicas, como a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).

Se aprovada, a medida ainda reduz a quantidade de votos exigidos para privatizar as estatais. Em vez de maioria qualificada, quando 48 dos 77 parlamentares precisam votar a favor, seria necessária a maioria simples, ou seja, metade dos deputados mais um.

No mesmo dia, a presidência da ALMG também deu o aval para que os deputados comecem a debater sobre o projeto de lei (PL) que trata sobre a adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

As duas propostas são de autoria da gestão do governador Romeu Zema (Novo) e extremamente criticadas por movimentos populares e entidades sindicais. Agora, os textos vão passar pela Comissão de Constituição e Justiça.

População mineira é contra as privatizações

Desde que o governo enviou o texto da PEC para a ALMG, em agosto deste ano, e recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para implementar o RRF, já aconteceram na capital mineira, e em municípios do interior do estado, uma série de atividades e mobilizações de denúncia às propostas.

No dia 29 de agosto, por exemplo, uma paralisação e uma manifestação de rua, convocadas por entidades representativas do funcionalismo público, reuniram milhares de trabalhadores em Belo Horizonte. Os manifestantes protestaram contra a retirada do direito da população de decidir sobre a venda das estatais e contra a adesão do estado ao RRF, que, segundo eles, precariza os serviços públicos e retira a autonomia do Estado.

Em 23 de setembro, um encontro estadual reuniu mais de 120 lideranças de todas as regiões de Minas Gerais para articular a luta contra a privatização das empresas estatais. A atividade foi organizada pelo Comitê Fora Zema, que enfatiza que os principais impactados pela venda da Cemig e da Copasa serão os mais pobres, que dependem dos serviços especiais oferecidos por elas, como a tarifa social.

Do encontro estadual, os participantes saíram com o compromisso de construir um Plebiscito Popular em defesa das estatais para zelar pelo direito da população de opinar sobre o patrimônio público. (Brasil de Fato)

Romeu Zema propõe congelamento de salários por nove anos

Zema propõe congelamento de salários por nove anos – Foto: reprodução

Esta semana será marcada pelo conhecimento das propostas mais duras já adotadas na história do governo mineiro. Entre elas, o congelamento de salários dos servidores públicos pelo mesmo período de adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

O governador Romeu Zema (foto) (Novo) reivindica nove anos ou, se for autorizado, 12 anos. Junto dessa medida, benefícios trabalhistas poderão ser alvo de eventual reforma administrativa, além da privatização de empresas estatais. Essas medidas já foram encaminhadas por Zema ao Tesouro Nacional, no dia 31 de maio passado, como plano de recuperação fiscal para favorecer a homologação da adesão.

O RRF é um programa federal destinado a estados quebrados, como o de Minas. As empresas que Zema quer vender são patrimônios públicos de mais de 60 anos, como a Cemig (criada há 71 anos pelo então governador JK), Copasa e a poderosa estatal do nióbio, a Codeminas.

Contra essas medidas, por exemplo, o deputado Professor Cleiton (PV), propõe a federalização dessas empresas, de modo a continuarem sob interesse público. As entidades associativas, defensoras das carreiras de estado e de seus direitos, estão apreensivas com o pacote antisservidor e antiestado. O congelamento do reajuste salarial já foi aplicado no Rio de Janeiro, que aderiu, por duas vezes, sem sucesso, ao regime de recuperação fiscal. Um dos precursores dessas medidas é o ex-secretário da Fazenda do Rio Gustavo Barbosa, hoje secretário da Fazenda de Minas.

Faltou combinar

O plano de recuperação fiscal de Zema foi feito à luz da legislação vigente, ainda do governo passado de Bolsonaro. O atual governo prometeu mudanças, migrando para um regime menos duro, mas até agora não as formalizou junto ao Congresso Nacional.

Duas questões ainda pairam sobre o futuro do RRF de Minas. A primeira é a aprovação da adesão de Minas, de acordo com o plano de aperto fiscal preparado pelos deputados estaduais mineiros. A segunda é a avaliação que fará dele o próprio governo federal, avesso, em tese, a privatizações e ao sacrifício dos servidores públicos em nome do ajuste das contas públicas.

Reposição de 3%

O plano de Zema poderá apresentar também uma compensação de 3% no vencimento dos servidores, como reposição inflacionária dos últimos doze meses. A medida buscaria atenuar o impacto de impedimento de reajustes por nove anos.

RRF passa; referendo, não

Se os argumentos de déficit público e contas no vermelho favorecem a aprovação da adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal, por outro lado, é menos garantido o aval ao fim do referendo. O governo Zema não tem maioria dos votos para questões complexas e impopulares. O referendo é uma consulta popular sobre decisões de estado que Zema receia ser reprovado, como as privatizações dos patrimônios públicos (empresas estatais). Zema que tirar isso do texto da Constituição Estadual.

Está lá, consagrado por maioria parlamentar, a consulta popular sobre venda de empresas estatais. Em termos de democracia, a retirada do dispositivo é um retrocesso, já que retira um direito constitucional de participação popular. Quem é contra sabe que o que pretende não seria aprovado pela maioria. Ignorar a sabedoria popular também é um risco solitário, além de antidemocrático.

Empresas e ditadura militar

Repressão a movimentos grevistas, ameaças a trabalhadores, policiais infiltrados em fábricas: essas são algumas práticas de grandes empresas que colaboraram com a ditadura militar. O resultado de pesquisas que investigam a atuação de três grandes empresas, entre 1964 e 1985, foi apresentado na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia. Em comum, segundo essas pesquisas, a Fiat, Mannesmann (atual Vallourec) e a Belgo-Mineira (incorporada pela ArcelorMittal) teriam colaborado com os governos militares. A intenção era reprimir movimentos grevistas e perseguir trabalhadores filiados a sindicatos. “A repressão à classe trabalhadora não tem outro objetivo senão reprimir qualquer tentativa de modificar o status quo”, afirmou a pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora, Tayara Lemos.

Arapongas da Usiminas

Antes mesmo de a ditadura ser instalada, a Usiminas (Vale do Aço) havia recorrido, entre os anos de 60 a 70, a arapongas que vasculharam a vida de trabalhadores da empresa e produziram um relatório minucioso de como era o mundo do trabalho na região no período.

Zema e Bolsonaro se encontraram em BH neste sábado: ‘Racha não existe de jeito nenhum

O ex-líder do Planalto chegou em uma padaria, localizada na Pampulha, onde se encontrou com Zema por volta das 7h58 deste sábado

Zema e Bolsonaro se encontraram em BH neste sábado – Foto: Instagram/Romeu Zema

Apesar dos rumores de desentendimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador Romeu Zema (Novo) compartilharam um café na manhã deste sábado(7).

O ex-líder do Planalto chegou ao Hangar dos Pães, localizado na Pampulha, onde se encontrou com Zema por volta das 7h58.

Questionado, o governador negou qualquer desentendimento com o ex-presidente. “Expectativa ótima para o encontro. Racha não existe de jeito nenhum.”

O deputado federal Nicolas Ferreira também participou do encontro – Foto: Instagram/Romeu Zema

Bolsonaro está em Belo Horizonte para cumprir uma agenda com o partido. Ele chegou na sexta-feira (6), e já se reuniu com importantes figuras políticas, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG).

Suposta desavença entre Zema e Bolsonaro teria surgido quando o governador percebeu que, atualmente, não seria prudente manter uma proximidade com o ex-presidente.

Zema e Bolsonaro se encontraram em BH neste sábado – Foto: Instagram/Romeu Zema

Zema assina acordo com fabricante de chocolates Kinder para construção de parque em MG

Zema assina acordo com fabricante de chocolates Kinder para construção de parque educacional em MG – Foto: Aluísio Eduardo / Imprensa MG

O governador Romeu Zema (Novo) e a empresa italiana de chocolates Ferrero assinaram nesta terça-feira (12) um protocolo de intenções para a construção de um parque de atividades esportivas e educacionais, em Poços de Caldas (MG), cidade sul-mineira que abriga uma fábrica da empresa no Brasil.

O termo foi assinado em reunião com executivos na sede da empresa, em Alba, na Itália. O espaço lúdico será inspirado em um parque já instalado na cidade italiana, o Kinder Joy of Moving Park, também criado com os objetivos de desenvolvimento educacional.

A instalação do parque no Sul de Minas acontecerá por meio da iniciativa público-privada. O documento também afirma o desenvolvimento das atividades do programa educacional com o qual o estado já mantém parceria.

Além de sediar o futuro novo parque, Poços de Caldas foi o primeiro município do país a receber o projeto Kinder Joy of Moving em 2018. Desde então, o programa já formou mais de 1,7 mil profissionais da educação das redes municipal e estadual.

Zema assina acordo com fabricante de chocolates Kinder para construção de parque educacional em MG – Foto: Aluísio Eduardo / Imprensa MG

O programa inspira crianças e jovens a se movimentarem por meio de jogos e brincadeiras, além de desenvolver habilidades-chave. Os conteúdos e as atividades do programa estão alinhados à Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

Além das atividades presenciais, os educadores contam com uma biblioteca de jogos em vídeo ofertada exclusivamente aos professores inscritos no programa por meio de uma plataforma global.

Vídeo: Governador Zema se encontra com Papa Francisco e entrega ‘lembrança’ mineira

Governador Zema se encontra com Papa Francisco e entrega ‘lembrança’ mineira – Vídeo: Redes sociais / Romeu Zema

O governador Romeu Zema se encontrou, nesta quarta-feira (13), com o Papa Francisco, na Praça São Pedro, na Cidade do Vaticano. Na ocasião, o chefe do Executivo entregou ao religioso presentes que remetem à mineiridade: uma palma barroca, artesanato produzido na cidade de Sabará, na Região Metropolitano, e um café da cidade de Campos Altos, no Alto Paranaíba.

“Tive a satisfação de encontrar com o Papa, aqui no Vaticano, e considero um encontro extremamente emocionante, pois foi a primeira vez. Pedi a ele que reze por Minas e que abençoe nossa bandeira e os mais de 20 milhões de mineiros (…) Foi um encontro rápido, mas muito emocionante. E, a partir de agora, nós mineiros temos a benção do Papa ao nosso lado”, disse o governador.

Durante a conversa, o Papa destacou o papel dos mineiros na busca pela paz e pela liberdade, dizendo já ter ouvido histórias “de que os mineiros lutam para não fazer a guerra, nunca. Mas, quando estão na guerra, lutam para poder terminá-la, porque não a querem”, disse o líder religioso.

O que são as palmas barrocas, entregues ao Papa

Considerada Patrimônio Histórico de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, a palma barroca é composta por um vaso em pedra sabão e por folhas moldadas em cobre e banhadas a ouro. As peças entregues ao líder da Igreja Católica são assinadas pelo artista George Helt. 

Tradicionalmente, as palmas barrocas são usadas para ornamentar altares e oratórios. Trazidas ao Brasil, por Dom João VI, tornaram-se elemento comum nas celebrações católicas. Em Sabará, a confecção das peças se transformou em tradição, principalmente entre as mulheres, que transmitiram o conhecimento sobre a elaboração das peças de geração em geração. 

As peças entregues por Zema ao papa Francisco foram confeccionadas pelas mãos de Helt, que usou ferramentas do século XVII para dar os contornos das folhas de metal. 

Missão pela Europa

O governador Romeu Zema está desde a última terça-feira (5) na Europa, onde cumpre agendas oficiais na Itália e na Áustria. A comitiva, composta também pelos secretários de Casa Civil, Marcelo Aro, e de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, está em uma série de compromissos que têm o objetivo de atrair investimentos estrangeiros para o estado. Enquanto Zema está fora do país, quem está interinamente à frente do Executivo é o vice dele, Mateus Simões.

Concessão de trechos de oito rodovias no Sul de Minas completa 6 meses; Romeu Zema diz pedir ‘agilidade’

Concessão de trechos de oito rodovias no Sul de Minas completa 6 meses; Romeu Zema diz pedir ‘agilidade’ – Foto: reprodução

A concessionária que administra trechos de oito rodovias na região, chegou a seis meses de atuação. Segundo a empresa, durante esses primeiros seis meses foram concluídos a operação tapa buracos, limpeza de vegetação e a correção de pavimentos nos trechos da rodovia.

Durante visita nesta terça-feira (5) à nova fábrica da farmacêutica Cimed, em Pouso Alegre (MG), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que o governo tem cobrado das empresas vencedoras dos leilões agilidade na recuperação das vias.

“Nós temos acompanhando todas as concessões feitas, temos cobrado das empresas agilidade, qualidade no serviço e quando se trata de concessão, a empresa tem todo o interesse em fazer com qualidade, porque ela vai ficar com essa rodovia durante 30 anos. É uma preocupação nossa fazer com que as empresas cumpram com tudo que foi pactuado e temos também cobrado muito do governo federal melhorias, a reconcessão de várias rodovias”, disse o governador.

A EPR Sul de Minas, empresa formada pelo Consórcio Infraestrutura MG, que venceu a concessão do 1º lote da região, completou seis meses de administração de oito trechos de rodovias. A empresa também foi a vencedora do lote Furnas-Varginha, cuja concessão ainda não foi assinada

Segundo a empresa, durante esses primeiros seis meses, foram concluídos a operação tapa buracos e a limpeza de vegetação nos 454,3 km contemplados e mais de 216 quilômetros de correção dos pavimentos.

Ainda conforme a empresa, também foram gerados mais de 780 postos de trabalho diretos e indiretos e há 140 vagas em processo de contratação.

O governador Romeu Zema também disse que o estado tem feito um esforço junto ao governo federal para que outras rodovias que não entraram no programa de concessões possam ser recuperadas.

“Nós temos o caso da 040, que está em uma situação complicadíssima, temos o caso da 381, da 262, rodovias federais que não têm recebido a devida atenção do governo federal. Temos feito todo o trabalho de recuperação das MGs, hoje nós temos 52 frentes de obras em todo o estado. A cada mês que passa o percentual de rodovias ruins têm diminuído, então tende a zerar com o tempo. Não é um trabalho de 1 ano, 1 ano e meio, é um trabalho de 2, 3 anos, porque durante mais de 10 anos a única operação que nós tivemos em Minas Gerais em relação a rodovias, o único investimento foi operação tapa-buracos”, concluiu o governador.

Bebidas, cigarro, ração: Zema propõe imposto extra sobre produtos considerados supérfluos pelo governo

Bebidas, cigarro, ração: Zema propõe imposto extra sobre produtos considerados supérfluos pelo governo – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais que torna fixa a cobrança adicional de 2% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre produtos considerados supérfluos, como bebidas alcóolicas e cigarros (veja a lista completa abaixo).

O texto deve começar a tramitar nesta quinta-feira (31).

A cobrança de adicionais no ICMS sobre supérfluos é prevista pela Constituição para financiamento de combate a pobreza. Em Minas Gerais, a ideia é seguir bancando o Fundo de Erradicação da Miséria (FEM), em especial o pagamento integral do Piso Mineiro de Assistência Social.

Essa arrecadação extra para bancar o FEM começou no estado em 2011, ainda no governo de Antonio Anastasia (PSDB, na época), e foi renovada por Fernando Pimentel (PT) em 2015.

Romeu Zema (Novo) também renovou em 2019, mas com prazo final para cobrança em dezembro de 2022. Por isso, desde o início deste ano, a cobrança extra está suspensa.

Agora, o governo quer que essa cobrança se torne fixa, sem prazo de validade, diferente de como foi feito até 2022 e também como estavam propondo os deputados para essa nova renovação.

O texto quer mudar a legislação tributária no estado, estabelecendo a cobrança do adicional em operações voltadas para o consumidor final.

Imposto de até 27%

Caso o projeto seja aprovado, a incidência do ICMS sobre alguns produtos pode chegar a até 27% — como é o caso de cigarros, armas e bebidas alcóolicas que não cerveja, aguardentes de cana ou de melaço. A alíquota sobre esses itens atualmente está em 25%.

No caso da cerveja, a expectativa com a aprovação é que a alíquota, atualmente fixada em 23%, chegue a 25%.

A Presidência da Assembleia Legislativa informou que o projeto será encaminhado nesta quinta-feira (31) para análise das Comissões de Constituição e Justiça e Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Lista de produtos considerados supérfluos

A lei que estava em vigor até dezembro de 2022 a respeito da cobrança adicional de impostos considerava supérfluos os seguintes produtos:

  • cervejas sem álcool e bebidas alcoólicas, exceto aguardentes de cana ou de melaço;
  • cigarros, exceto os embalados em maço, e produtos de tabacaria;
  • armas;
  • refrigerantes, bebidas isotônicas e bebidas energéticas;
  • rações tipo pet;
  • perfumes, águas-de-colônia, cosméticos e produtos de toucador, exceto xampus, preparados antissolares e sabões de toucador de uso pessoal;
  • alimentos para atletas (suplementos);
  • telefones celulares e smartphones;
  • câmeras fotográficas ou de filmagem e suas partes ou acessórios;
  • equipamentos para pesca esportiva, exceto os de segurança;
  • equipamentos de som ou de vídeo para uso automotivo, inclusive alto-falantes, amplificadores e transformadores.

Governo Zema encaminha proposta de emenda constitucional para acelerar privatizações da Cemig e Copasa

Proposta enviada à Assembleia Legislativa do Estado de Minas desobriga de se fazer referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig

Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais – Foto: Silvia Zamboni/Valor

O governo de Minas Gerais encaminhou no dia 21 de agosto à Assembleia Legislativa do Estado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para simplificar e dar mais agilidade aos processos de privatização de estatais.

O projeto prevê a necessidade de maioria simples (39 de 77 votos) para aprovação de lei que autoriza mudança na estrutura societária ou cisão de empresas estatais ou de capital misto. Atualmente, é necessário aprovação das alterações por três quintos dos deputados (46).

A proposta também desobriga o Estado de fazer um referendo, para saber se a população aprova ou não a privatização de estatais como Copasa e Cemig.

A PEC será analisada pelo Legislativo. O governo informou que vai encaminhar as propostas de desestatização nos próximos meses, de acordo com o avanço dos estudos de viabilidade.

A intenção do governo é concluir as privatizações até 2026. Na lista de prioridades estão a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), afirmou que a tramitação da PEC não será feita às pressas. “Minas Gerais precisa avançar, se modernizar e se tornar ainda mais competitiva, mas nada será feito às pressas. Os mineiros merecem que esta decisão seja tomada com muito diálogo, responsabilidade e cuidado com o que é patrimônio da população”, afirmou em seu perfil na rede social X (ex-Twitter).

O governo Zema pretende usar os recursos das privatizações para investir em infraestrutura de Minas Gerais. Também considera que as empresas privadas terão menos amarras burocráticas para se modernizarem.

“Hoje, para se fazer uma obra de melhoria dos serviços de atendimento aos mineiros, tanto Cemig quanto Copasa precisam passar por um longo e burocrático processo de licitação, que nem sempre seleciona as melhores empresas e soluções para o projeto contratado e, na grande maioria das vezes, fica mais caro. Com uma gestão privada, essas companhias ganham agilidade e melhor capacidade de melhorar sua atuação”, afirmou, em nota, o governador Romeu Zema (Novo).

Zema fala em ‘pedágio em conta’ sobre o valor de R$ 13,17 que será cobrado em trechos do Sul de MG

Romeu Zema (Novo) em visita realizada em Alfenas (MG) — Foto: Reprodução

O valor de R$ 13,17 que será cobrado em pedágios de trechos de seis rodovias do Sul de Minas é considerado “em conta” por Romeu Zema (Novo). Em visita a Alfenas (MG), nesta quinta-feira (10), Zema foi questionado sobre o preço que será cobrado pela concessionária vencedora da licitação do Lote 3 – Varginha/Furnas (veja os trechos mais abaixo).

De acordo com o governador, o modelo de concessão foi escolhido para que as rodovias passassem por melhorias. Caso contrário, segundo ele, elas ficariam sucateadas.

“Nós fizemos uma modelagem para que o mineiro pague um pedágio em conta. Agora, é lógico que todo mundo preferiria ficar sem pedágio. Mas, infelizmente, o estado tem que optar: ou vai pedagiar a rodovia ou as rodovias vão ficar sucateadas”, disse o governador.

“Minas Gerais é o estado que tem a maior malha viária do Brasil. É um estado que ainda enfrenta dificuldades financeiras enormes e que não tem condição de dar manutenção adequada em suas rodovias. Nos últimos anos, excluindo o ano de 2022, nós não tivemos nada de investimento em rodovias além de operação tapa buracos”.

Romeu Zema comparou os valores com os que são cobrados em rodovias de São Paulo. Segundo ele, o preço do pedágio “que está sendo elaborado em Minas é inferior ao do estado de São Paulo”.

“Eu, que sempre viajei muito e todos aqui sabem, porque estamos próximos à divisa com São Paulo, que as estradas paulistas são muito melhores do que as mineiras. Para nós melhorarmos as estadas de Minas, darmos mais conforto, mais segurança, menos avarias nos veículos, nós dependemos de concessões. Hoje, todo pedágio que está sendo elaborado em Minas, em termos de quilômetros por centavo, é inferior ao do estado de São Paulo”, falou.

Pedágios a R$ 13,17

O preço de R$ 13,17966 foi estipulado pela Consórcio Infraestrutura MG. A empresa venceu, em maio, o leilão do Lote 3 e vai explorar um total de 432,8 quilômetros de trechos de seis rodovias do Sul de Minas pelos próximos 30 anos.

O Consórcio Infraestrutura MG também já havia vencido em agosto do ano passado o leilão do primeiro lote de rodovias do Sul de Minas, que inclui trechos de sete rodovias. A empresa assumiu a concessão no dia 3 de março deste ano e desde então iniciou as obras de recuperação dessas rodovias.

O projeto de concessão no Lote 3 inclui a duplicação de trecho de aproximadamente oito quilômetros da MGC-491, entre Varginha e Três Corações, a implantação de cerca de 30 quilômetros de faixas adicionais e de 236 quilômetros de acostamentos, além da execução de diversos dispositivos nas interseções rodoviárias.

Veja os trechos que fazem parte do edital de concessão:

  • MG-167 – Entre Santana da Vargem e Varginha
  • BR-265 – Entre Lavras e Boa Esperança
  • LMG-863 – Em Boa Esperança
  • CMG-491 – Entre São Sebastião do Paraíso e Guaxupé e entre Muzambinho e Três Corações
  • BR-146 – Entre Guaxupé e Muzambinho
  • CMG-369 – Entre Boa Esperança e Alfenas

A expectativa é que a concessão possa movimentar R$ 2,6 bilhões em receitas durante o prazo de concessão. A empresa terá que fazer investimentos obrigatórios de R$ 269 milhões durante o prazo de concessão.

O edital também prevê a instalação de seis praças de pedágio nas seguintes rodovias:

  • BR-265 – Nepomuceno
  • BR-265 – Boa Esperança
  • BR-146 – Muzambinho
  • CMG-491 – Monte Santo de Minas
  • CMG-491 – Alfenas
  • CMG-491 – Três Corações

Prefeito Filipe Carielo anuncia visita do Governador Zema a Carmo do Rio Claro

Prefeito Filipe Carielo anuncia visita do Governador Zema a Carmo do Rio Claro – Foto: Romeu Zema/redes sociais

O prefeito de Carmo do Rio Claro (MG), Filipe Carielo, anunciou, que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema realizará uma visita a cidade, na tarde da próxima quinta-feira (10).

A visita de Zema a Carmo foi anunciada durante uma live na última quinta-feira (3), transmitida por Carielo.

Segundo o prefeito, a visita é ”uma oportunidade para fortalecer os laços entre o governo estadual e o governo municipal. Isso pode se traduzir em possíveis benefícios para a cidade em termos de mais recursos e parcerias para projetos futuros. Tendo em vista que esta será a primeira visita oficial do governador à cidade desde que assumiu o cargo em 2019, é esperado que a ocasião tenha ampla cobertura da mídia local e possivelmente também da mídia estadual”.

A menção de que o governador deve visitar obras financiadas pelo governo estadual, como a UBS Bela Vista 2, sugere que parte da agenda de Romeu Zema em Carmo do Rio Claro será dedicada a avaliar o progresso e impacto de projetos financiados pelo Estado na cidade. Isso pode ser uma oportunidade para o município mostrar que está utilizando eficazmente os recursos e, possivelmente, fazer novos pedidos ou discutir novos projetos.

Os cidadãos de Carmo do Rio Claro provavelmente estarão atentos à visita e ao que ela pode representar em termos de benefícios e oportunidades para a cidade.

Com informações de Portal Onda Sul.

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