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Jornal Folha Regional

Governo define valor para o salário mínimo em 2024; confira

Governo define valor para o salário mínimo em 2024; confira – Foto: reprodução

O novo valor para o salário mínimo para o ano de 2024 já está definido: R$ 1.412,00. A decisão do Governo Federal aconteceu após a aprovação, na quinta-feira (21), do relatório sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2024. O reajuste entrará em vigor a partir de janeiro do próximo ano, com o pagamento inicial em fevereiro.  A definição do novo valor aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve acontecer até o último dia de 2023.

O acréscimo de R$ 92 representa 6,97% sobre o valor atual, que é de R$ 1.320,00. O novo salário ficará abaixo dos R$ 1.421,00 previstos inicialmente na proposta de orçamento sugerida pelo governo. O Congresso aprovou a correção que segue o cálculo que inclui o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mediu a inflação dos últimos 12 meses, somado à variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos dois anos.

Segundo o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o governo está otimista com a geração de empregos no país no próximo ano. “Tenho certeza que o ano que vem será um ano melhor ainda do ponto de vista do mercado de trabalho, ancorado na obras retomadas e nas próximas obras de novos projetos como Minha Casa, Minha vida e de infraestrutura”, disse.

Desemprego em 7,7% em novembro

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 7,7% no terceiro trimestre deste ano. No segundo trimestre, o índice era 8% e, no terceiro trimestre do ano passado, 8,7%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua foram divulgados no dia 31 novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o menor nível de desemprego desde o último trimestre de 2014 (6,6%). A população desempregada ficou em 8,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, 3,8% abaixo do trimestre anterior e 12,1% a menos do que o terceiro trimestre de 2022.

STF julga nesta sexta aumento de 300% nos salários de Zema, vice e secretários

STF julga nesta sexta aumento de 300% nos salários de Zema, vice e secretários — Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
STF julga nesta sexta aumento de 300% nos salários de Zema, vice e secretários — Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai começar a julgar nesta sexta-feira (8), no plenário virtual, a constitucionalidade da lei sancionada pelo governador de Minas Gerais (Novo), Romeu Zema (Novo), que reajustou em quase 300% o seu próprio salário, do vice-governador e do secretariado do Estado, o que inclui secretários-adjuntos (veja a lista completa abaixo).

Com a canetada do governador, a remuneração dele passou de R$ 10,5 mil para R$ 37,5 mil. E, a previsão, é a de chegar a R$ 41,8 mil até 2025. A elevação anual dos salários seria, conforme explicou Zema à época, para “resolver o problema” da falta de reajuste, que não ocorre desde 2007. E, assim, segundo ele, a remuneração passaria a ser “compatível com o cargo”. (veja abaixo como fica o salário

A Confederação das Carreiras Típicas de Estado (Conacate) foi quem questionou esse aumento no Supremo por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). O relator do caso no Supremo, ministro Cristiano Zanin, levou o tema ao plenário. Ele não adiantou como irá se posicionar nesse caso.

O julgamento começa às 00h desta sexta-feira, com a disponibilização do parecer de Zanin, e se encerra no dia 18 de dezembro. Durante esse período, os ministros votam eletronicamente. É necessário apoio da maioria dos membros da Corte para o reajuste ser considerado inconstitucional.

Às vésperas do julgamento, na última terça-feira (6), o relator recebeu a argumentação do governador a favor da medida. A sustentação oral foi feita por Daniel Cabaleiro Saldanha, procurador de Minas Gerais, e repassada ao Supremo por meio de um arquivo de vídeo.

Antes de levar o processo para votação, Zanin também havia recebido a manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR), assinado pela procuradora interina Elizeta Ramos, se colocando favorável ao reajuste do governador. Segundo ela, a remuneração foi aprovada pelo Legislativo e, mesmo depois do aumento, ainda está abaixo do teto para o funcionalismo público do Estado. 

Veja como ficam os salários do alto escalão do governo de Minas


Salário do governador 

  • R$ 37.589,96 a partir de 1º de abril de 2023;
  • R$ 39.717,69 a partir de 1º de fevereiro de 2024;
  • R$ 41.845,49 a partir de 1º de fevereiro de 2025.

Salário do vice-governador 

  • R$ 33.830,96 a partir de 1º de abril de 2023; 
  • R$ 35.745,92 a partir de 1º de fevereiro de 2024;
  • R$ 37.660,94 a partir de 1º de fevereiro de 2025.

Salário de Secretários de Estado

  • R$ 31.238,19 a partir de 1º de abril de 2023;
  • R$ 33.006,39 a partir de 1º de fevereiro de 2024; 
  • R$ 34.774,64 a partir de 1º de fevereiro de 2025.

Salário de Secretários Adjuntos de Estado 

  • R$ 28.114,37 a partir de 1º de abril de 2023;
  • R$ 29.705,75 a partir de 1º de fevereiro de 2024; 
  • R$31.297,18 a partir de 1º de fevereiro de 2025.

Deputada mineira pede revogação de aumento salarial que Zema deu a si mesmo

Deputada mineira pede revogação de aumento salarial que Zema deu a si mesmo – Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) enviou, nesta segunda-feira (23), um ofício a Romeu Zema (Novo) questionando a proposta de reajuste salarial aos servidores prevista no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e pedindo que o governador revogue o aumento nos próprios vencimentos.

O projeto enviado pelo Executivo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no início deste mês prevê duas recomposições de 3% ao funcionalismo público estadual para os próximos nove anos, o que não seria suficiente para recompor as perdas inflacionárias, de acordo com a parlamentar.

Caso aprovado pela Assembleia com o texto atual, o Regime de Recuperação Fiscal determina uma série de regras de austeridade econômica para viabilizar o pagamento da dívida do estado com a União, que gira em torno dos R$ 150 bilhões. Neste cenário, os servidores públicos teriam dois reajustes de 3% previstos para os nove anos de vigência do projeto, um em 2024 e outro em 2028.

Dandara cita que dados do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas Gerais (Sindifisco-MG) apontam para uma inflação de 5,8% no ano passado e caminha para 5% neste ano. A deputada argumenta que os reajustes de 3%, portanto, seriam insuficientes para cobrir as perdas inflacionárias.

Além de solicitar uma explicação para a proposta de reajuste, a parlamentar argumenta que os valores recebidos pelo estado via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) seriam suficientes para proporcionar um reajuste de 27,46% aos professores do estado. Com este aumento, a classe teria seus vencimentos adequados ao piso salarial nacional.

As requisições por informações do Executivo Estadual são acompanhadas pelo pedido de revogação do Projeto de Lei (PL) 415/2023, aprovado na Assembleia em abril deste ano, e que aumenta em quase 300% os salários de Zema e seus secretários. O aumento autoconcedido pelo governador é motivo de críticas da oposição, que relaciona as propostas de austeridade para o funcionalismo público enquanto aprova medidas que aumentam os próprios vencimentos. Em justificativa ao Supremo Tribunal Federal (STF), Zema diz que o reajuste foi feito para “corrigir uma inconstitucionalidade”.

“Requer-se, em tempo, tendo em vista o que o funcionalismo público sofrerá com o Regime de Recuperação Fiscal proposto, que Vossa Excelência encaminhe à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais um Projeto de Lei para revogar a Lei Estadual sob nº. 24.314/23, que elevou os vossos subsídios/salários em cerca de 357,99%”, pede a deputada via ofício.

A reportagem solicitou um posicionamento oficial do governo do estado acerca do ofício. Até a última atualização desta matéria, não houve resposta.

Zema pede à Assembleia aumento de 258% em seu próprio salário

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pediu à Assembleia Legislativa de Minas Gerais que o seu salário e também os do vice-governador, secretários e secretários-adjuntos de estado sejam aumentados em até 258% a partir do próximo dia 1º.

Um projeto de lei prevendo os reajustes foi apresentado pela Mesa Diretora da Casa a pedido do governador na semana passada. O texto prevê ainda outros aumentos em 2024 e 2025.

Na sexta (24), o governador foi às redes sociais afirmar que fez o pedido ao comando da Assembleia e também agradecer pelo fato de ter sido atendido.

“Pra Minas continuar avançando é preciso atrair e manter os mais competentes nos quadros técnicos. São mais de 15 anos de congelamento dos salários dos secretários estaduais, situação incompatível com o cargo. Agradeço a Almg que apresentou, a meu pedido, PL (projeto de lei) que resolve o problema”, disse Zema na ocasião.

Caso o projeto seja aprovado, o salário do governador é o que terá maior reajuste, passando de R$ 10.500 para R$ 37.589,96, elevação de 258%. Os vencimentos do vice-governador sairão de R$ 10.250 para R$ 33.830,96, reajuste de 230%.

Secretários passarão de R$ 10 mil ara R$ 31.238,19 e secretários-adjuntos de R$ 9.000 para 28.114,37, alta de, em ambos os casos, aproximadamente 212%.

O texto prevê outros dois aumentos a partir do ano que vem. No caso do contracheque do governador, se o projeto seja aprovado, o valor passará de R$ 37.589,96 para R$ 39.717,69 em fevereiro de 2024 e para R$ 41.845,49 em fevereiro de 2025.

O vice-governador, secretários e secretários-adjuntos também terão aumentos nos próximos dois anos, caso a medida se concretize.

Na justificativa para apresentação do projeto, o texto afirma que o objetivo é adequar as remunerações do governador, vice, secretários e secretários-adjuntos.

“É preciso destacar que o projeto é deflagrado nesta Casa em decorrência do comando previsto na Constituição do Estado, em seu artigo 61, parágrafo 21, segundo o qual compete à Assembleia Legislativa dispor, com a sanção do governador, sobre a fixação dos subsídios do governador, vice-governador e dos secretários de estado.”

A justificativa diz ainda que a apresentação de texto dessa natureza é atribuição da Mesa Diretora. O projeto afirma que a proposta visa recomposição das perdas decorrentes da inflação acumulada no período, “considerando-se o fato de que os valores atualmente pagos estão em vigor desde janeiro de 2007”.

A inflação acumulada pelo IPCA no período é de cerca de 150%.

DOAÇÃO

Empresário, o governador Zema, na sua primeira campanha pelo governo de Minas, em 2018, afirmou que não receberia o salário previsto para seu cargo. Ao assumir, anunciou que doaria o valor para instituições de apoio social.

A reportagem perguntou à assessoria do governador se a decisão será mantida caso o novo valor seja aprovado pela Assembleia, mas não houve resposta até a publicação deste texto.

A oposição criticou a decisão do governador de tentar aumentar o seu salário e o de auxiliares.

“O governador fala que o estado está em crise e quer aumentar o seu salário? Será que ele quer aumentar para doar? Não seria melhor fazer políticas sociais?”, questionou o líder da minoria na Assembleia, deputado Doutor Jean Freire (PT).

O líder do bloco Minas em Frente, Cássio Soares (PSD), da base do governador na Casa, afirmou que os salários do governador e auxiliares já passaram da hora de serem reajustados. “O percentual não é alto. A defasagem é que é alta”, declarou.

Disse ainda que não haverá problemas na aprovação do texto pela Casa. “Existe um bom senso muito grande para aprovar esse projeto”, afirmou.

O projeto deverá ser encaminhado às comissões do Legislativo nos próximos dias.

Senador reclama de salário de R$ 33,7 mil e mostra conta bancária negativa

Roque de Sá/Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) fez uma publicação nas redes sociais na noite da última sexta-feira (25) em que reclama do salário que recebe como parlamentar, no valor bruto de R$ 33.763,00. De acordo com o portal da transparência do Senado, cai na conta de do Val, mensalmente, R$ 24.851,23 após o desconto de tributos. O senador também faz uso de imóvel funcional, ou seja, tem a moradia em Brasília (DF) custeada pelos cofres públicos.

Do Val dedicou o post para “os que pensam” que ele tem “regalias e salários milionários” e mostrou uma imagem de sua conta bancária negativa. De acordo com a imagem mostrada, ele usava R$ 1.326,82 do cheque especial e tinha R$ 28.336,07 em débitos programados para os próximos dias.

Ainda na publicação, o senador afirmou que o salário mensal que recebe como parlamentar é equivalente ao valor que recebia em dois dias de trabalho em sua profissão anterior. Em sua biografia, do Val se diz militar, instrutor, consultor e palestrante, além de político. Ele afirma ter sido instrutor nas unidades da SWAT (Special Weapons And Tactics), o grupo de elite da polícia norte americana.

“Na minha carreira anterior, eu recebia a cada 2 dias o que eu recebo hoje por mês como Senador. E ainda tendo que ouvir ataques, ofensas e ingratidão. Como jamais me corromperia, porque os meus valores NÃO tem preço, vejo que uma parte dos brasileiros não merece os esforços que estou fazendo, e chegando a penalizar a minha família, para poder ajudar o Brasil”, disse.

“Já ia esquecendo, tive que mudar da casa onde morava, mudar de bairro e vender tudo que tinha conquistado na minha profissão anterior.
O que me deixava motivado para enfrentar todas as adversidades tanto no senado como na minha vida privada, já não existe mais. Seguirei os meus últimos 4 anos de mandato me dedicando ao máximo para continuar ajudando os capixabas e os Brasileiros, em especial, aqueles que assim como eu, saíram da fila dos que só reclamam e vieram para a fila dos que lutam por esse nosso Brasil!”, acrescentou. 

Salário mínimo deve aumentar R$ 90 para o próximo ano

Encaminhada na última quarta-feira (31), ao Congresso proposta de salário mínimo de R$ 1.302 para o próximo ano, R$ 90 a mais que o atual. O último reajuste, que é definido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), registrado acima da inflação ocorreu em 2019.

A Constituição proíbe que o reajuste seja menor que a inflação do ano anterior.

Se o acumulado do INPC neste ano for diferente da atual estimativa, o Ministério da Economia terá que fazer reajuste no valor. (Da Redação)

Salário mínimo será de R$ 1.212 a partir desse mês

O salário mínimo será de R$ 1.212,00 mensais em 2022, conforme estabelecido pela Medida Provisória nº 1,091/2021, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (31). O novo valor atende ao estabelecido na Constituição Federal, que determina a preservação do poder aquisitivo do salário mínimo.

Para este fim, utilizou-se a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) prevista para todo o ano de 2021, que totalizou 10,02%. Neste percentual, foram considerados os valores realizados do INPC para os meses de janeiro a novembro e as projeções do governo para o mês de dezembro. Para asremunerações vinculadas ao salário mínimo, os valores de referência diário e por hora serão de R$ 40,40 e R$ 5,51, respectivamente.

Para preservar o poder de compra efetivo do salário mínimo, o valor de 2022 já inclui a diferença entre a variação do INPC ocorrida em dezembro de 2020 e a estimativa dessa variação considerada quando da fixação do salário mínimo no final do ano passado (resíduo).

Segundo estimativas do governo, para cada aumento de R$ 1,00 no salário mínimo, as despesas com Benefícios da Previdência, Abono e Seguro Desemprego e Benefícios de Prestação Continuada da Lei Orgânica de Assistência Social e da Renda Mensal Vitalícia – LOAS/RMV elevam-se em aproximadamente R$ 364,8 milhões no ano de 2022.

Relator sobe para R$ 1.210 previsão para o salário mínimo em 2022

Relator do Orçamento de 2022, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) subiu o salário mínimo dos atuais R$ 1.100 para R$ 1.210 no próximo ano. O novo valor é R$ 41,44 maior do que os R$ 1.169 estimados pelo governo quando da divulgação da proposta de Orçamento para 2022, em agosto. 

O reajuste, que consta no relatório apresentado por Leal nesta segunda-feira (20), decorre da disparada da inflação nos últimos meses. A previsão de alta do INPC, que serve de base para a correção anual do mínimo, passou de 8,4%, em agosto, para 10,04%.

O índice exato da correção do salário mínimo, porém, só será conhecido no início de janeiro, quando for divulgada a alta do INPC no ano fechado de 2021. O Orçamento precisa ser aprovado pela Comissão Mista (CMO) e pelo plenário do Congresso Nacional. As votações estão previstas para esta segunda.

13º salário pode injetar até R$ 215 bilhões na economia

O pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar até R$ 215 bilhões na economia brasileira neste final de ano. Segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário extra beneficiará cerca de 80 milhões de trabalhadores e representará aproximadamente 2,7% do nosso PIB (Produto Interno Bruto).

Com média de R$ 2.458 neste ano, o 13º salário terá como foco principal os trabalhadores do mercado formal. As projeções do Dieese indicam que eles somarão 48 milhões, representando 60% dos beneficiados. Nesta conta estão também os empregados domésticos que têm carteira assinada, somando 1,4 milhão de pessoas.

No acumulado do ano — mas com foco nos últimos meses de 2020 —, esse grupo receberá aproximadamente R$ 141 bilhões, ou 65,5% do total.

Já os aposentados e pensionistas do INSS que terão a renda extra são 30,8 milhões, representando 38,4% do total de beneficiados. Eles receberão cerca de R$ 74,4 bilhões, totalizando 34,5% do montante a ser pago pelo 13º salário.

Para realizar as estimativas, o Dieese considerou dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos fornecidos pelo Ministério da Economia. A instituição também considerou dados da PnadC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e da Previdência Social…. – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/11/11/13-salario-pode-injetar-ate-r-215-bilhoes-na-economia-diz-dieese.htm?cmpid=copiaecola

Governo da Espanha proíbe salários diferentes para homens e mulheres

O governo da Espanha aprovou um decreto que proíbe oficialmente a desigualdade salarial por gênero. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 13, e aprovada pelo conselho de ministros do governo.

“A partir de hoje, um homem e uma mulher não podem mais receber remuneração diferente”, afirmou a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, após reunião com os demais ministros. Díaz afirmou ainda que a disparidade salarial é uma “aberração judicial e democrática”.

As empresas terão seis meses para se adaptar à regra. Para garantir que estão cumprindo a igualdade, as companhias terão de manter registros dos salários e funções dos funcionários e divulgar os documentos, explicando o porquê de eventualmente terem pagamentos diferentes para pessoas exercendo a mesma função. A multa no caso de descumprimento pode chegar a 187.000 euros.

De acordo com o governo, o objetivo é dar transparência aos pagamentos e ajudar os próprios sindicatos, funcionários e empresas a identificar as desigualdades. A nova lei foi acordada com os sindicatos, mas não com todos os representantes das empresas, segundo a imprensa espanhola.

Sem levar em conta o cargo ocupado, o salário médio das mulheres é 22% menor que o dos homens na Espanha, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O salário médio das mulheres também foi menor em todas os setores profissionais pesquisados pelo instituto nos últimos anos. As mulheres ganham menos na média mesmo quando ocupam as mesmas funções do que seus pares homens, segundo os dados.

A diferença salarial por gênero também é maior entre as mulheres mais velhas, acima de 59 anos. Isso indica que mulheres estão sendo menos promovidas às posições do topo da carreira. Em média, mulheres mais velhas ganham 8.000 euros anuais a menos do que homens (mais de 4.000 reais a menos por mês ou 52.000 reais por ano), ainda segundo o INE.

Ao falar sobre a nova lei, a ministra do Trabalho disse ainda que as funções exercidas por mulheres — como os serviços de cuidado médico — foram essenciais durante a pandemia. “As mulheres estiveram nos postos de trabalho essenciais, mas eram os postos menos valorizados no conjunto da sociedade”, diz Díaz.

Uma lei sobre o tema da disparidade salarial por gênero já havia sido aprovada neste ano, e o decreto desta semana vem para regulamentá-la. O governo espanhol é liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, do PSOE, partido de centro-esquerda.

Desigualdade salarial no Brasil

No Brasil, a diferença entre os ganhos de homens e mulheres foi de 47% em 2019, segundo dados do Quero Bolsa compilados com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Parte da explicação para a renda média menor é o fato de que mulheres estão em posições mais baixas em empresas, sendo menos promovidas, e setores com salários piores, como serviços.

Muito do trabalho realizado pelas mulheres no Brasil também não é remunerado, o que ajuda a reduzir a média salarial. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) sobre Outras Formas de Trabalho 2019, divulgada em julho deste ano, apontou que a mulher concentra boa parte do trabalho doméstico e não remunerado.

As mulheres se dedicam cerca de 21 horas semanais a esse tipo de atividade considerada “invisível” pelo estudo, como cuidar da casa e dos filhos. São 10 horas a menos do que o tempo gasto pelos homens com as mesmas funções.

A saída das mulheres do mercado de trabalho em meio à pandemia é também um dos fatores mais preocupantes em meio à crise do coronavírus, e a divisão desigual das tarefas pode também impactar a presença das mulheres no mercado de trabalho formal.

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