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Jornal Folha Regional

Senado autoriza governo a não cumprir o piso da saúde

Senado autoriza governo a não cumprir o piso da saúde – Foto: reprodução

O Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (4), um projeto de lei que permite que o governo Lula não cumpra a exigência de pagar o piso da saúde para 2023. Foram 63 votos a favor e apenas dois contrários. A proposta segue para sanção do presidente.

O dispositivo estava inserido em um projeto de lei que autoriza a compensação de receita a estados e municípios em decorrência da redução do ICMS sobre os combustíveis, que vigorou entre junho e dezembro de 2022.

A possibilidade de revogação do teto da saúde foi inserido pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR), ainda quando o projeto tramitava na Câmara dos Deputados. A proposta não estava prevista na pauta desta quarta pelo Senado, mas foi aprovada como pauta extra.

Com a possibilidade de não se cumprir o piso da saúde, o texto retirou a obrigatoriedade de destinar 15% da receita corrente líquida (RCL) para a saúde. Para a saúde, seria preciso desembolsar mais R$ 20 bilhões.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) protocolou um destaque ao projeto — para votação posterior –, com objetivo de retirar o artigo que previa o governo descumprir o teto, mas acabou sendo vencida durante a votação no plenário.

“A exclusão desse artigo é uma medida crucial para assegurar que as políticas governamentais estejam alinhadas com os princípios e compromissos legais estabelecidos pelo Congresso, promovendo a transparência, a credibilidade e a sustentabilidade das finanças públicas”, afirmou a senadora.

Dentre os votos contrários ao projeto, apenas os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Carlos Portinho (PL-RJ) se negaram a aprovar a proposta que prevê o descumprimento do teto. Outros seis parlamentares do PL foram favoráveis ao projeto. Todos os senadores do PT votaram para aprovar a proposta.

Tratativas do governo

Na semana passada, o Ministério da Fazenda enviou uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) para deixar de aplicar, em 2023, o valor mínimo constitucional de investimento em saúde e educação.

Na consulta, o ministério questiona se o piso constitucional deveria ser aplicado já em 2023. O arcabouço foi aprovado pelo Congresso em agosto. O governo quer saber se a obrigatoriedade do piso não valeria só a partir de 2024.

Também nesta quarta-feira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que é mais fácil para o governo aumentar a arrecadação por meio de novas medidas do que cortar gastos.

“É mais fácil até aumentar a arrecadação, como agora está sendo votado taxação de ‘offshores’, do que cortar gastos. Em um país tão pobre, não é uma decisão tão simples. É preciso ter coragem para fazer isso. Na pior das hipóteses, melhorar qualidade dos gastos. Tirar de quem não merece e dar para quem precisa. Se conseguirmos virar essa chave, teremos um novo Brasil”, declarou Tebet.

Governo de Minas assina Termo Aditivo que dá autonomia às prefeituras para gestão de recursos da Saúde nos municípios

Governo de Minas assina Termo Aditivo que dá autonomia às prefeituras para gestão de recursos da Saúde nos municípios – Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG

O governador Romeu Zema e o vice-governador Professor Mateus participaram, nesta terça-feira (26/9), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, da solenidade de assinatura simbólica do Termo Aditivo do Acordo do Fundo Estadual que regulamenta a transposição e transferência de saldos constantes e financeiros provenientes de repasses, parcerias e convênios firmados com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) até a data de 9 de maio de 2023.  

O Termo Aditivo do Acordo do Fundo Estadual vem para facilitar a gestão financeira dos municípios na área da Saúde, permitindo, por exemplo, o remanejamento de recursos que anteriormente eram “carimbados”, ou seja, só poderiam ser gastos com um fim específico, predeterminado.  

Agora, municípios que tenham saldo do Acordo no Fundo Municipal de Saúde – seja por eficiência nos gastos ou, por exemplo, ausência de objeto, quando um valor é destinado para algo que não é mais necessário – poderão realocar estes recursos para outras áreas da saúde municipal, conforme a demanda da própria cidade. Dessa forma, o Estado equaciona dificuldades enfrentadas pelos prefeitos para executar recursos provenientes de convênios antigos e, ainda, dá mais autonomia aos gestores municipais para as decisões relacionadas. 

De forma simbólica, assinaram o documento Governo de Minas, Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e a Associação Mineira de Municípios (AMM). Vale ressaltar que, com apoio do Governo do Estado durante todo o processo, o Termo Aditivo foi uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Flexibilização 

Ao fim da solenidade, o governador concedeu uma entrevista coletiva e ressaltou que o Governo de Minas deu mais um importante passo para melhorar a vida dos mineiros, já que os prefeitos, a partir de agora, terão a liberdade de utilizar os cerca de R$ 2 bilhões – já em caixa – que estavam travados legalmente em relação ao objeto do convênio firmado no passado. 

“Com a sanção da Lei Complementar, que trata da transferência de saldos financeiros resultantes de parcerias, convênios firmados com o Estado e de saldos constantes dos fundos de saúde dos municípios, cada prefeito, que conhece melhor a realidade do seu município, saberá onde alocar os recursos na área da Saúde”, explicou. 

O Termo Aditivo do Fundo Estadual teve origem no Projeto de Lei Complementar (PLC) 18/23, que é de autoria coletiva de 40 parlamentares e tem como primeiro signatário o deputado estadual Tadeu Martins Leite, presidente da ALMG.  

Em seu pronunciamento, Zema ainda enfatizou que já é perceptível identificar como os avanços na Saúde estão transformando a vida das pessoas. “Durante a entrega de um tomógrafo em Itaobim, escutei o relato de dois pacientes que confirmaram que não precisariam mais se deslocar para realizar os exames. Isso significa que estamos atendendo melhor e com mais conforto a população ”, comemorou. 

Transformação 

Assim como o chefe do Executivo, o vice-governador de Minas Gerais, Professor Mateus, celebrou a assinatura do acordo e também ressaltou que as mudanças já estão sendo percebidas pelos mineiros. Ele ainda aproveitou para destacar o papel das prefeituras na gestão do repasse da forma mais conveniente para cada município.  

“As entregas que estão sendo feitas são já perceptíveis e mensuráveis. As pessoas conseguem sentir na pele a mudança dos números e da realidade. A celebração desse termo aditivo, que começa a ser celebrado hoje, é o reconhecimento de que quem sabe o que deve ser feito no município é quem está lá. Aqui, de Belo Horizonte, a gente tenta desenhar soluções para os problemas que vocês, que têm o termômetro do paciente, sabem quais são e sabem como abordar”, reforçou o Professor Mateus. 

Histórico 

O presidente da ALMG, o deputado Tadeu Martins Leite, classificou a solenidade como um dia histórico para todo o estado. “O acordo que foi firmado lá atrás para que o Governo de Minas quitasse os repasses constitucionais da Saúde aos municípios se completa com a legislação aprovada pelo parlamento mineiro”, afirmou. 

O deputado ainda disse que a iniciativa reforça, cada vez mais, o Pacto Federativo, no sentido de dar mais liberdade e autonomia para quem de fato conhece, ponta a ponta, as principais necessidades. “Nós precisamos trabalhar cada vez mais para destravar e facilitar a utilização dos recursos públicos”, ponderou. 

Entregas 

Já o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, aproveitou para apresentar as entregas da pasta após o governo colocar as contas em dia. Ele destacou a inauguração de Unidades Básicas de Saúde (UBS), os recordes de cirurgias eletivas no estado, mais recursos para os Hospitais Filantrópicos, e a universalização do serviço do Samu em Minas. Baccheretti também ressaltou a importância da assinatura da Lei Complementar na autonomia das prefeituras e no repasse das verbas.  

“Com essa oportunidade da Lei Complementar, somada ao jeito diferente e inovador que o Executivo vem fazendo, aproveitando essa grande parceria, vamos conseguir que os municípios tenham total autonomia no uso do recurso. Cumprido o objeto, o saldo financeiro poderá ser transferido ou transposto, o que é custeio pode ir para investimento e vice-versa. E aqueles objetos que não fazem mais sentido, os municípios poderão executar em outro objeto na área de saúde, obviamente”, declarou o secretário. 

Acordo da Saúde 

Entre outros recursos que poderão ser destinados para outras ações da saúde estão os do repasse do Acordo da Saúde, firmado entre Governo de Minas e municípios em 2021, com participação da AMM, do Ministério Público e o Tribunal de Justiça.  

Segundo a SES-MG, o Acordo do Fundo Estadual – que rege a dívida do Estado com os municípios – é de R$ 6.765.006.390,90, dos quais já foram pagos R$ 1.607.484.217,90.  

Cabe ressaltar que o compromisso firmado nesta gestão garante o pagamento de dívidas que deveriam ter sido quitadas por governos anteriores desde 2014. A expectativa é que o repasse seja concluído em setembro de 2030.

Rodrigo Pacheco destina R$ 250 mil para saúde pública de Ilicínea

Rodrigo Pacheco destina R$ 250 mil para saúde pública de Ilicínea – Foto: Pedro Gontijo/Presidência do Senado

 O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) garantiu o repasse de R$ 250 mil para reforçar o serviço de saúde pública de Ilicínea, no sul de Minas Gerais. A verba foi assegurada por uma emenda individual e paga pelo Ministério da Saúde, na última semana, por meio do orçamento federal de 2023.

O recurso deverá ser aplicado na atenção primária, o que inclui uma série de estratégias e procedimentos de promoção e proteção à saúde, passando por ações de prevenção até atendimentos de urgência.

Rodrigo Pacheco afirmou que iniciativas que melhorem a qualidade de vida da população nas cidades mineiras, em áreas como a saúde, educação, segurança pública e infraestrutura são prioridades do seu mandato. “Reforço o meu compromisso para trabalhar, em Brasília, pelo fortalecimento da prestação de serviços de qualidade à população na saúde pública e por melhores condições de trabalho aos profissionais das cidades de Minas Gerais. A garantia do acesso aos serviços de saúde pela população é a forma mais eficiente de garantir a qualidade de vida dos mineiros”, destacou.

Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos

Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos – Foto: reprodução

A tendência de aumento de infartos na população também é vista em Minas. Outra pesquisa, que levantou dados regionalizados, mostrou que o crescimento foi de 115,4%, passando de 8.751 registros em 2008 para 18.856 em 2022, entre homens e mulheres. O levantamento é do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e foi divulgado em agosto deste ano, com base no Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde – abrange cerca de 75% dos pacientes do país.

No Brasil, o aumento de 2008 para 2022 foi de 158,3%. Esse avanço nos índices acende o alerta para a importância da prevenção.

“As pessoas estão ficando muito estressadas, estão comendo pior e fazendo menos atividade física. O diabetes, a pressão alta e a obesidade estão aumentando. Então, são muitos fatores unidos que podem levar as pessoas a infartar”, afirmou o médico responsável pelo estudo, o doutor em pesquisa clínica Bernardo Tura, do INC.

Sobrecarga

Foi justamente a rotina de trabalho do marceneiro Alexandre Maldonado, de 53 anos, que o levou a um infarto. Ele conta que há meses seguia trabalhando sem parar, incluindo sábados, domingos e feriados. 

“Eu caminhava e sentia uma queimação no peito, mas, como tive chikungunya no início do ano, achava que fosse por isso. Não dei atenção, e já era indício do infarto”, lembrou. 

No fim de julho, porém, sentiu uma dor mais forte no peito e não teve opção: procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De lá, foi transferido com urgência para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa, na capital. Ficou internado quatro dias, fez cateterismo e está em casa, em tratamento medicamentoso. “Não tenho hipertensão, diabetes, não fumo, não bebo, mas estava parado nos exercícios. Agora não posso fazer esforços excessivos e preciso melhorar a alimentação”, contou.

Ele avalia que o infarto foi uma nova chance para uma vida nova. “Tem gente que passa por isso e não sobrevive. Temos que nos preocupar com 
qualidade de vida, nos alimentar melhor, tirar um tempo para o exercício, descansar no fim de semana”, aconselha.

Socorro em até uma hora
Cerca de 50% das vítimas de infarto não sobrevivem a tempo de serem socorridas, conforme a literatura médica. No entanto, se atendidas por um médico em até uma hora, a taxa de sobrevivência das vítimas pode ultrapassar 90%, sem sequelas graves.

Arte infarto em MG
Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos – Imagem: reprodução

Pior no frio
Qualquer infecção pode desencadear um infarto. As respiratórias oferecem ainda mais riscos. Por isso, a época de frio preocupa, já que as pessoas ficam em locais sem ventilação e diminuem a atividade física. “No frio, as veias se contraem para manter calor”, disse Bernardo Tura.

Risco da obesidade abdominal
Duas vezes e meia maior é a chance que uma pessoa com obesidade abdominal tem de infartar na comparação com um indivíduo sem essa condição, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, exercício físico é tão importante.

Médico de Minas cria ‘detector de infarto’ para salvar vidas
O cardiologista mineiro Marco Túlio Castagna, PhD em fisiologia e bioquímica pela UFMG, criou o AngelUS, um equipamento que permite o automonitoramento dos pacientes, por meio de um eletrocardiograma (ECG) feito em casa e transmitido ao médico. Em caso de infarto, o próprio sistema libera a medicação e indica o hospital mais próximo.

“Em torno de 70% das pessoas infartam em casa. Muitas vezes, a pessoa não tem noção de que um sintoma pode ser de infarto. Então, o equipamento fará diagnóstico precoce”, afirmou Castagna.

O projeto foi reconhecido internacionalmente e é semifinalista do Prêmio Eurofarma de Inovação em Saúde. Ele precisa de financiamento para ser comercializado.

Rodrigo Pacheco destina R$ 500 mil para saúde pública de Guapé

Rodrigo Pacheco destina R$ 500 mil para saúde pública de Guapé – Foto: divulgação

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assegurou R$ 500 mil para a melhoria da prestação de serviços na saúde pública da cidade de Guapé (MG). A verba, reservada no orçamento da União de 2023, foi repassada à prefeitura por meio de emenda parlamentar individual do senador mineiro.

Os valores deverão ser aplicados na atenção primária no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) no município, que inclui uma série de estratégias e procedimentos de promoção e proteção da saúde, passando por ações de prevenção até atendimentos de urgência.

Rodrigo Pacheco afirmou que iniciativas que melhorem a qualidade de vida da população nas cidades mineiras, em áreas como a saúde, educação, segurança pública e infraestrutura são prioridades do seu mandato. “Reforço o meu compromisso para trabalhar pelo fortalecimento da prestação de serviços de qualidade à população na saúde pública e por melhores condições de trabalho aos profissionais. A prevenção é a forma mais eficiente de garantir a qualidade de vida dos mineiros”, destacou. (Pedro Gontijo/Presidência do Senado)

Recursos da Saúde chegarão com mais agilidade aos municípios mineiros

Recursos da Saúde chegarão com mais agilidade aos municípios mineiros – Foto: Dirceu Aurélio

O acordo já em curso do pagamento da dívida relacionada aos repasses da verba da Saúde do Governo de Minas aos municípios e instituições, no valor de R$ 6,7 bilhões, será simplificado e ampliado. O governador Romeu Zema assinou, na última terça-feira (8), decreto que regulamenta a Lei Complementar (LC) 171/2023, sobre a execução dos recursos da dívida.

Na prática, os valores que estavam parados nos caixas das prefeituras e que deveriam ser utilizados apenas para uma finalidade, como no combate à dengue, por exemplo, agora poderão ser empregados na área da saúde de acordo com a necessidade do município.

De acordo com o governador, a lei complementar equacionou a dificuldade que os prefeitos esbarravam para executar os recursos provenientes de convênios antigos. “Com essa solução, bilhões de reais poderão, a partir de agora, começar a ser utilizados”, explicou.

Já o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, afirmou que LC é de grande importância porque existem resoluções de dez anos e que não fazem mais sentido.

“Hoje, o gestor público terá a autonomia para utilizar os recursos da melhor maneira, como em cirurgias, exames ou consultas. É uma dívida que está sendo paga conforme foi acordada, e até de forma adiantada pelo Governo de Minas. Isso significa mais saúde para a população mineira”, disse.

Sobre a dívida

Os R$ 6,7 bilhões são referentes a repasses para a saúde previstos no orçamento do Governo do Estado entre 2009 e 2020, mas que não haviam sido quitados.

O pagamento vem sendo realizado em 98 parcelas: uma de R$ 400 milhões, quitada em 2021, outra também de R$ 400 milhões, quitada no primeiro semestre de 2022, e o residual, em 96 parcelas mensais e consecutivas, que vem sendo pago desde outubro de 2022.

Recursos da Saúde chegarão com mais agilidade aos municípios mineiros – Foto: Dirceu Aurélio

Repercussão

O prefeito de Ipatinga, Gustavo Morais Nunes, agradeceu o Governo de Minas, a ALMG e os demais envolvidos pela solução encontrada. “O que era complexo tornou-se fácil. A LC vai ajudar a vida do gestor público que, consequentemente, facilitará a vida da população de um modo geral”, explicou.

Nunes disse que Ipatinga tem cerca de R$ 60 milhões que deverão ser desvinculados. “Isso significará um respiro para os municípios que são referências na área da Saúde e que recebem pacientes de outras cidades”, afirmou.

Dengue: SES-MG confirma mais 2 mortes em Passos e 1 em Itaú de Minas

Dengue: SES-MG confirma mais 2 mortes em Passos e 1 em Itaú de Minas – Foto: reprodução

Subiu para 37 o número oficial de mortes confirmadas por dengue no Sul de Minas neste ano pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Os dados foram divulgados em novo boletim nesta segunda-feira (17).

Conforme a SES-MG, foram confirmadas mais duas mortes em Passos e outra em Itaú de Minas. Com isso, Passos volta a ser a cidade com mais mortes na região: 9.

A boa notícia é que o número de casos prováveis da doença seguem em queda há pelo menos quatro semanas. Em 03/07, o número de casos prováveis na região era de 44.934. Agora esse número caiu para 44.015.

Passos segue sendo a cidade com mais casos prováveis na região: +12.421. São Sebastião do Paraíso (+5.585) e Lavras (+4.058) aparecem na sequência.

Novas mortes:

  • Itaú de Minas +1
  • Passos +2

Mortes no total:

  • Alpinópolis: 2
  • Boa Esperança: 1
  • Bom Jesus da Penha: 1
  • Ijaci: 1
  • Ingaí: 1
  • Itaú de Minas: 8
  • Lavras: 3
  • Passos: 9
  • Perdões: 1
  • Pratápolis: 1
  • São Sebastião do Paraíso: 8
  • Varginha: 1

Cidades com mais casos prováveis de dengue:

  • Passos: 12.421
  • São Sebastião do Paraíso: 5.585
  • Lavras: 4.058
  • Itaú de Minas: 3.012
  • Varginha: 1.988
  • Nepomuceno: 1.244
  • Cássia: 1.180

Nova vacina contra a dengue chega a laboratórios em BH; veja quanto custa

Nova vacina contra a dengue chega a laboratórios em BH; veja quanto custa – Foto: divulgação

A nova vacina contra a dengue chegou a laboratórios privados de Belo Horizonte e está disponível para pessoas de quatro a 60 anos. A novidade do imunizante, chamado Qdenga, é que ele pode ser aplicado em pessoas que nunca tiveram dengue, diferentemente da vacina que já existia para quem teve a doença alguma vez na vida, a Dengvaxia. A Qdenga chega em um momento preocupante em Minas Gerais. O Estado registrou 139 mortes por dengue em 2023 até o final de junho, mais do que o dobro de todo 2022.

A nova vacina contra a dengue é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas, e o combo tem uma eficácia de 80,2% contra a infecção. Ela foi aprovada em março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ainda não tem data para ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O epidemiologia do Hermes Pardini, José Geraldo Ribeiro, explica o mecanismo da Qdenda: “Indivíduos residentes em áreas endêmicas podem, ao longo de suas vidas, ser infectados pelos quatros tipos de vírus. Essa nova vacina é composta por versões atenuadas desses sorotipos do vírus causador da dengue. Ou seja, nela, estão vírus vivos enfraquecidos. Depois da aplicação, o sistema imunológico identifica esses sorotipos atenuados como estranhos e começa a produção de anticorpos contra eles. Quando a pessoa for exposta ao vírus, o sistema imunológico vai reconhecê-lo e pode produzir mais anticorpos para neutralizar o agente infeccioso antes que ele cause a dengue”.

Quem teve dengue também pode receber a vacina. Ela não protege contra os vírus Zika e Chikungunya, também transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. O imunizante é contraindicado para pessoas imunossuprimidas — que vivem com HIV, por exemplo —, gestantes e quem estiver amamentando. 

Confira o preço da nova vacina contra a dengue em BH

Laboratório São Marcos

  • R$ 465 cada dose, em até sete vezes no cartão de crédito, ou R$ 900 o pacote com as duas doses.

Laboratório Lustosa

  • R$ 441 cada dose em até cinco vezes no cartão de crédito.

Laboratório Hermes Pardini

  • R$ 484,00 cada dose e R$ 890 o pacote com as duas doses, dividido em dez vezes sem juros.

Laboratório Axial

  • R$ 399 cada dose.

SES-MG confirma mais três mortes por dengue no Sul de Minas; número de óbitos pela doença sobe para 34

SES-MG confirma mais três mortes por dengue no Sul de Minas; número de óbitos pela doença sobe para 34 – Foto: reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou em boletim divulgado na última segunda-feira (3) mais três mortes provocadas pela dengue no Sul de Minas. Com isso, sobe para 34 o número de óbitos pela doença no ano.

Em contrapartida, o boletim divulgado nesta segunda-feira mostra que caiu o número de casos prováveis da doença na região. Em 18/06, eram 45.001 casos prováveis e agora são 44.934.

As novas mortes pela doença foram registradas em Bom Jesus da Penha e Ijaci, que tiveram seus primeiros óbitos. Já Itaú de Minas chegou à sétima morte confirmada pela doença.

São Sebastião do Paraíso é a cidade da região com mais mortes confirmadas por dengue em 2023: 8 no total.

Novas mortes:

  • +1 Bom Jesus da Penha
  • +1 Ijaci
  • +1 Itaú de Minas

Mortes no total:

  • Alpinópolis: 2
  • Boa Esperança: 1
  • Bom Jesus da Penha: 1
  • Ijaci: 1
  • Ingaí: 1
  • Itaú de Minas: 7
  • Lavras: 3
  • Passos: 7
  • Perdões: 1
  • Pratápolis: 1
  • São Sebastião do Paraíso: 8
  • Varginha: 1

Cidades com mais casos de dengue na região:

  • Passos: 12.367
  • São Sebastião do Paraíso: 5.837
  • Lavras: 4.040
  • Itaú de Minas: 3.011
  • Varginha: 1.936
  • Cássia: 1.318
  • Nepomuceno: 1.294

Onde mais aumentou nos últimos 15 dias:

  • +205 Cássia
  • +147 Lavras
  • +77 Passos
  • +70 Varginha
  • +69 Boa Esperança
  • +36 São Tomás de Aquino
  • +26 Três Corações

Saúde destina R$ 200 milhões para serviços de hemodiálise no SUS

Saúde destina R$ 200 milhões para serviços de hemodiálise no SUS – Imagem: reprodução

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União destina R$ 200 milhões para custear equipamentos de hemodiálise em uso no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é indicado para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica grave.

Em nota, a pasta informou que serão contemplados serviços que tenham até 29 máquinas de hemodiálise, considerando análises e discussões com gestores municipais e estaduais sobre eficiência de custo “diante das dificuldades encontradas especialmente nesses serviços”.

O recurso é calculado com base anual e será transferido mensalmente por meio do Componente do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec), devendo ser repassado aos estabelecimentos contemplados.

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