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Jornal Folha Regional

Europa vai testar novo tratamento contra câncer desenvolvido por brasileiros

O teste de novo tratamento contra câncer de intestino, feito por pesquisadores brasileiros Matheus Henrique Dias e Marcelo Santos da Silva, começa este ano na Europa. - Foto: Fapesp
O teste de novo tratamento contra câncer de intestino, feito por pesquisadores brasileiros Matheus Henrique Dias e Marcelo Santos da Silva, começa este ano na Europa. – Foto: Fapesp

A Europa anunciou que vai testar um novo tratamento de combate ao câncer desenvolvido por dois pesquisadores brasileiros. E isso será até o fim do ano. A pesquisa inova ao superestimular e estressar células tumorais, obrigando que se comportem como células saudáveis. Ela usa um combinado de drogas mais eficiente no “ataque” à doença e teve efeitos positivos.

O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros Matheus Henrique Dias, pós-doutorando sênior no Instituto do Câncer dos Países Baixos (NKI), e Marcelo Santos da Silva, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP). Eles testaram o tratamento em células humanas transferidas para camundongos.

“É como se quiséssemos parar um carro em alta velocidade, mas, em vez de tentar freá-lo, acelerássemos ainda mais até que o motor ficasse superaquecido. E, quando o motor estivesse muito quente, desativaríamos o sistema de resfriamento”, comparou Matheus Henrique Dias.

Testes já feitos

Os testes em pacientes com câncer no intestino serão realizados nos Países Baixos, na Europa.

Os brasileiros combinaram duas drogas que suprimem os tumores. Em vez de inibir a divisão das células tumorais, como nos tratamentos convencionais, o tratamento leva à fragilização delas. Paralelamente, uma outra droga ataca essas células que estão sob estresse.

Antes dessa etapa na Europa, os testes foram feitos em tumores colorretais retirados de biópsias de humanos e implantados em camundongos.

O tratamento com a combinação de drogas inibiu o crescimento dos tumores no intestino dos animais.

Os pesquisadores testaram a combinação em linhagens de adenocarcinoma de pâncreas e colangiocarcinoma (dos tubos que levam a bile pelo fígado), formas mais raras e agressivas de câncer e sem muitas opções de tratamento. Os resultados também foram promissores.

“Nos próximos anos, algumas devem estar no mercado entre as opções de tratamento oncológico, esperamos que uma seja a nossa”, afirmou Matheus.

Ataque certeiro

Os pesquisadores brasileiros publicaram o estudo na revista Cancer Discovery, publicação internacional com muita repercussão na Europa e nos Estados Unidos. Estudos preliminares foram publicados, no passado, na revista Molecular Oncology.

“Descobrimos naquela ocasião que o chamado fator de crescimento de fibroblastos 2 [FGF2], um gene que deveria estimular a proliferação das células, fazia o contrário quando as células eram tumorais: inibia a multiplicação. Era uma observação curiosa, porque era o oposto do que deveria acontecer”, disse Matheus.

No estudo atual, os cientistas mostram que a proliferação das células cancerígenas pode ser impedida, se houver o uso de droga específica para superativá-las a tal ponto que fiquem “estressadas” e fragilizadas, portanto mais sensíveis, o que facilita o “ataque” certeiro.

Duplo ataque

Para Marcelo Silva, o estudo é importante também porque mostra os danos que células cancerígenas podem causar no DNA.

“Quando superativadas, as células tumorais replicam o DNA ainda mais rápido do que o normal. Como não estão preparadas para lidar com essa velocidade de replicação, acabam gerando danos no DNA, o chamado estresse replicativo”, disse Marcelo.

Para atacar as células estressadas pela ação do medicamento específico, os pesquisadores apostaram em inibidores da proteína WEE1, responsável justamente por corrigir danos de DNA nos tumores.

Sem esse mecanismo funcionando, as células tumorais entram em divisão celular antes de terminarem a replicação do DNA. Com isso, morrem no processo.

“O mais interessante é que, para sobreviverem a essa abordagem, as células cancerígenas desativam as vias oncogênicas, passando a se comportar como células saudáveis”, afirmou Matheus.

Anvisa proíbe venda e uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde ou estético

Anvisa proíbe venda e uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde ou estético – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

No início deste mês, um jovem de 27 anos morreu em São Paulo após complicações geradas por um peeling de fenol. O rapaz fez o procedimento em uma clínica estética. A dona do local não tinha especialidade ou autorização para fazer esse tipo de peeling. A polícia investiga o caso como homicídio. A clínica foi interditada e multada.

Em nota, a Anvisa informou que a proibição tem como objetivo zelar pela saúde e pela integridade física da população, “uma vez que, até a presente data, não foram apresentados à agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos”.

“A determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química, que vem sendo utilizada em diversos procedimentos invasivos”, completou a Anvisa.

Entenda

O peeling de fenol é um procedimento autorizado no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é indicado para tratar envelhecimento facial severo, caracterizado por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida.

A técnica – executada de forma correta e seguindo as orientações – traz resultados na produção de colágeno e redução significativa de rugas e manchas. A entidade, entretanto, considera o procedimento invasivo e agressivo e diz que a realização em toda a face demanda extrema cautela.

“É importante ressaltar que o procedimento apresenta riscos e tempo de recuperação prolongado, exigindo afastamento das atividades habituais por um período estendido”, explicou a Anvisa.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que procedimentos estéticos invasivos, como o peeling de fenol, sejam feitos apenas por médicos, preferencialmente com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, de forma a garantir ao paciente atendimento com competência técnica e segurança.

O CFM reitera ainda que, mesmo realizado por médicos, todo procedimento estético invasivo deve ser realizado em ambiente preparado, com obediência às normas sanitárias e com estrutura para imediata intervenção de suporte à vida em caso de intercorrências.

A entidade chegou a cobrar providências, por parte de outros órgãos de controle, para coibir abusos e irregularidades na área.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio das vigilâncias estaduais e municipais, deve reforçar a fiscalização aos estabelecimentos e profissionais que prestam esse tipo de serviço sem atenderem aos critérios definidos em lei e pelos órgãos de controle”.

Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres

Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres - Foto: reprodução
Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres – Foto: reprodução

Uma injeção a cada seis meses de um novo medicamento antiviral ofereceu proteção total contra o vírus do HIV a mulheres jovens em um ensaio clínico realizado no continente africano. É a primeira vez que um medicamento candidato à profilaxia pré-exposição (PrEP) é 100% eficaz na prevenção do HIV.

Ensaios clínicos feitos na Uganda e na África do Sul mostraram que as injeções de lenacapavir ofereceram melhor proteção contra a infecção por HIV do que outros dois medicamentos de PrEP disponíveis.

O resultado do estudo foi anunciado pela farmacêutica Gilead Sciences, na última quinta-feira (20). Os dados ainda não foram submetidos a revisão por pares.

“Depois de todos os nossos anos de tristeza, especialmente com vacinas, isso é realmente surreal”, afirmou a pesquisadora Linda-Gail Bekker, em entrevista ao jornal The New York Times.

As injeções são uma alternativa aos medicamentos disponíveis hoje, em forma de comprimidos diários, que podem ser esquecidos pelos usuários. A adesão a eles ainda é baixa na África, especialmente entre jovens mulheres, grupo com maiores taxas de novas infecções.

“Para uma jovem que não pode ir a uma consulta em uma clínica na cidade, uma jovem que não pode guardar comprimidos sem enfrentar estigma ou violência, uma injeção apenas duas vezes por ano é a opção que poderia mantê-la livre do HIV”, considera Lillian Mworeko, líder do Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV na África Oriental, ao NTY.

Estudo com antiviral injetável contra HIV

O estudo Purpose 1 foi realizado com cerca de 5,3 mil mulheres com idades entre 16 e 25 anos. Os resultados mostram que nenhuma das 2.134 voluntárias que receberam o lenacapavir contraiu HIV. Por outro lado, 16 das 1.068 mulheres (1,5%) que tomaram um comprimido diário de Truvada acabaram contraindo a infecção, assim como 39 das 2.136 mulheres (1,8%) que receberam um comprimido diário de Descovy, o fármaco mais recente.

Com base nos resultados positivos, um comitê independente recomendou que a farmacêutica disponibilizasse o lenacapavir a todos os participantes do estudo – incluindo as do grupo placebo –, encerrando a fase de testes cegos.

Testes com outros grupos

Outro braço do estudo, feito em seis países, testa a eficácia do lenacapavir em uma população mais diversa, incluindo homens que fazem sexo com homens, em pessoas transgêneros e indivíduos que usam drogas injetáveis. De acordo com a Gilead Sciences, os resultados serão divulgados até o final de 2024.

Gordura no fígado afeta 3 a cada 10 pessoas no mundo

A esteatose hepática é silenciosa e pode evoluir negativamente para casos de cirrose e até câncer no órgão; na data de conscientização da doença confira 10 dicas de prevenção

Gordura no fígado afeta 3 a cada 10 pessoas no mundo - Foto: reprodução
Gordura no fígado afeta 3 a cada 10 pessoas no mundo – Foto: reprodução

Apesar do nome difícil, a esteatose hepática metabólica está presente na vida de cerca de 30% da população mundial e se caracteriza pela presença de mais de 5% de gordura no fígado.

O órgão desempenha diversas funções importantes no organismo, como a filtragem do sangue e eliminação de toxinas, além da produção de proteínas, metabolismo de medicamentos e de gordura, regulação da coagulação sanguínea, entre outros. 

Popularmente conhecida como “gordura no fígado”, a esteatose hepática é silenciosa e, se não tratada, pode evoluir desfavoravelmente. Em casos avançados e crônicos, os pacientes podem apresentar sintomas como dor no lado direito da barriga, cansaço, amarelo nos olhos e aumento do volume abdominal.

“Dados apontam que cerca de 25% dos pacientes evoluem para uma hepatite por gordura (esteato-hepatite) e a partir daí, para formação de fibrose/cirrose. Há ainda um risco aumentado de aparecimento de carcinoma hepatocelular (câncer de fígado). Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos a doença já é uma das principais indicações para transplante de fígado”, enfatiza Bianca Della Guardia, hepatologista e Coordenadora Clínica do Transplante de Fígado da Rede D’Or.

O alerta em relação à doença ganha força agora em junho, mês em que a comunidade internacional destaca uma data, o Global Fatty Liver Day, neste ano em 13/6, para discutir e disseminar informações entre a classe médica, profissionais de saúde, políticos e a população em geral.

De acordo com a especialista, muitas vezes a esteatose hepática é subdiagnosticada e subvalorizada. “Devido à falta de sintomas e impacto direto na qualidade de vida, o paciente muitas vezes não dá importância. No entanto, hoje sabemos que em estágio crônico, a doença pode levar a morte por complicações cardiovasculares relacionadas, neoplasia (câncer) e doenças de fígado. É uma epidemia silenciosa e precisamos agir agora para disseminar conhecimento e evitar a progressão dessa doença e suas complicações”, destaca.

Os principais grupos de risco da esteatose hepática metabólica são pacientes com a presença de diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica. “Mas atenção, pacientes magros com fatores de risco genético também podem apresentar a doença”, complementa Bianca.

Outro alerta é que, em decorrência da piora do estilo de vida, a doença vem atingindo pessoas cada vez mais jovens. Pesquisa da American Association for the Study of Liver Diseases (Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado), apontou que a América do Sul foi o continente que registrou o maior aumento relativo de adolescentes com a doença, 39,2% em 29 anos.

Apesar de assintomática na sua fase inicial, a presença da gordura no fígado pode ser detectada por meio de exame de ultrassom de abdome ou de sangue, que avalia a presença de alterações de enzimas hepáticas.

“São exames que podem ser facilmente inseridos em check-ups anuais, principalmente para pacientes mais susceptíveis. Ao notar qualquer alteração nos resultados, é importante checar com o médico ou pedir um encaminhamento para especialista”, explica a hepatologista da Rede D’Or São Luiz, que conta com uma linha de cuidado completo para doenças hepáticas, com especialistas, equipe multiprofissional, exames diagnósticos e tratamento, indo até a fase final de transplante de fígado.

Em casos mais complexos ou avançados, pode-se fazer uso das elastografias hepáticas para medir a quantidade de fibrose, e, eventualmente, biópsia hepática.

O tratamento tem como pilares fundamentais a adoção de um estilo de vida mais saudável, com melhora da dieta, prática diária de atividade física e evitar o consumo de álcool, além do controle dos fatores metabólicos associados.

“Para pacientes com diabetes ou sobrepeso, a principal indicação é perder peso, pois estudos demonstram que a perda de mais de 10% do peso pode contribuir para a regressão da inflamação e fibrose hepática”, enfatiza Dr. Marcio Dias de Almeida, Coordenador Clínico do Transplante de Fígado da Rede D’Or.

Os medicamentos prescritos geralmente têm como base o tratamento de doenças associadas, como diabetes, obesidade e pressão alta. Recentemente o Food and Drug Administration (FDA), agência americana, aprovou a primeira droga para tratamento da esteatose hepática metabólica nos pacientes com doença mais avançada, em associação com dieta e atividade física.

“Muitas outras classes de drogas estão em estudo e em um futuro próximo acredita-se que estarão disponíveis. Mas, o que podemos fazer agora é dar a devida atenção para essa condição quando diagnosticada, além de adotar uma postura preventiva e hábitos de vida mais saudáveis”, orienta Marcio Dias de Almeida.

Confira abaixo algumas dicas para prevenção da esteatose hepática:

  • Leia os rótulos nutricionais para encontrar gordura, açúcar e sódio ocultos;
  • Tenha uma meta para adicionar frutas e legumes no seu dia a dia;
  • Coma alimentos ricos em fibras, incluindo grãos integrais;
  • Use azeite extravirgem com baixa acidez como principal gordura adicionada;
  • Consuma peixe de 2 a 3 vezes por semana;
  • Evite alimentos industrializados e ultraprocessados, prefira os naturais;
  • Troque bebidas açucaradas e refrigerantes por água ou bebidas com poucas calorias;
  • Afaste-se de fast-food e frituras;
  • Evite o consumo de álcool;
  • Pratique em média 60 minutos de exercícios físicos por dia.

MPMG oferece denúncia contra sete pessoas envolvidas em esquema de desvio de verbas da saúde pública em Alfenas

MPMG oferece denúncia contra sete pessoas envolvidas em esquema de desvio de verbas da saúde pública em Alfenas - Foto: reprodução
MPMG oferece denúncia contra sete pessoas envolvidas em esquema de desvio de verbas da saúde pública em Alfenas – Foto: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra sete pessoas envolvidas em esquema de desvio de verbas da saúde pública em Alfenas (MG). Os denunciados são acusados dos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. A denúncia é um desdobramento da operação Resgate, deflagrada em maio.  

Segundo apurado, em março de 2018, a organização da sociedade civil (OSC) Projeto Esperança em Cristo Jesus (Proesc) firmou termo de colaboração com o município de Alfenas, passando a receber repasses mensais do Fundo Municipal de Saúde, que, entre 2018 e 2023, somaram R$ 17.302.195,66. Em meados de 2023, a Prefeitura de Alfenas firmou termo de colaboração semelhante com a OSC Centro Terapêutico Nova Esperança, gerenciada pela esposa do diretor do Proesc. A OSC Centro Terapêutico Nova Esperança recebeu, entre abril de 2023 e março de 2024, o valor de R$ 4.716.224,07.  

Segundo a denúncia, apesar dos elevados valores repassados às OSCs, os serviços prestados continham uma série de irregularidades, como instalações precárias, disponibilização de água e alimentação impróprias aos internos e ausência de equipe com capacitação adequada.  

A denúncia aponta o casal que dirigia as duas OSCs como os líderes da organização criminosa, que tinha por objetivo desviar recursos públicos em benefício próprio e de terceiros. Outra denunciada, mãe da presidente do Centro Terapêutico Nova Esperança, exercia cargos relacionados à gestão financeira nas duas OSCs, e, além de facilitar os desvios, promovia a disponibilização de sua conta bancária e de sua empresa de fachada, uma locadora de veículos, constituída apenas para viabilizar o recebimento e a lavagem do dinheiro desviado, através da compra e venda de automóveis.  

Outros dois denunciados, também parentes dos dirigentes das OSCs, contribuíam com operações financeiras e imobiliárias, bem como com duas empresas de turismo sediadas na cidade de Ubatuba/SP, por meio das quais eram adquiridas embarcações, tudo para ocultar bens e dissimular os valores provenientes do crime. Um outro denunciado, secretário do Proesc, também auxiliava no processo de lavagem de capitais, figurando, ainda, como “pagador” de títulos bancários relativos a veículos adquiridos, mas não registrados em nome de seus reais proprietários.  

O sétimo denunciado ocupava o cargo de secretário executivo de saúde do município de Alfenas à época dos fatos. Segundo apurado, ele recebeu indevidamente quase R$ 73 mil, por meio de 13 operações bancárias realizadas em 2018. O primeiro pagamento foi efetuado um dia após a lavratura do edital de chamamento público, e um mês após a última transferência, o então servidor público solicitou, sem justificativa, um aditivo contratual ao termo de colaboração firmado com o Proesc. Segundo a denúncia, o referido servidor público comissionado exerceu cargo público na Prefeitura de Limeira/SP, local de residência dos dirigentes da organização criminosa, tendo viabilizado a implantação do Proesc em Alfenas.

Além de requerer a condenação dos acusados pelos crimes cometidos, o MPMG pede a fixação de indenização mínima pelos danos morais e materiais causados, nos seguintes termos: dano material resultante do crime de peculato de R$ 8.719.795,06 e dano moral coletivo a ser fixado também em R$ 8.719.795,06, além do perdimento dos bens provenientes da lavagem de capitais.

A denúncia foi oferecida pelos promotores de Justiça Gisele Stela Martins Araújo, da 6ª Promotoria de Justiça de Alfenas, e Nilo Virgílio dos Guimarães Alvim, coordenador estadual de Rastreamento de Ativos e de Combate à Lavagem de Dinheiro do MPMG.  

As investigações relacionadas a outros supostos envolvidos no esquema criminoso e a valores desviados continuam em andamento.

Desequilíbrio na tireoide pode afetar olhos, músculos e até a memória

Desequilíbrio na tireoide pode afetar olhos, músculos e até a memória - Foto: reprodução
Desequilíbrio na tireoide pode afetar olhos, músculos e até a memória – Foto: reprodução

Pedidos de socorro da tireoide, órgão em forma de ‘H’ que envolve a região anterior do pescoço, perto da traqueia, ocorrem por todo o corpo e impactam o cotidiano do paciente. Os sintomas são variados e podem aparecer nos olhos, genitais, músculos, cabelos, humor e até mesmo na memória.

Isso acontece pois a tireoide é uma glândula endócrina, ou seja, atua na produção e liberação dos hormônios T3 e T4 (triiodotironina e tiroxina), de intensa ação no metabolismo humano.

“Ela é fundamental para o controle da dinâmica do organismo. Doenças que a atingem podem ser funcionais ou nodulares. As primeiras estão relacionadas à produção excessiva ou insuficiente desses hormônios, chamadas de hipertireoidismo/hipotireoidismo, e ocasionam fortes alterações na saúde, manifestando-se habitualmente em pessoas com histórico genético/familiar”, explica Sérgio Uchôa, coordenador do serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital São Luiz Jabaquara, da Rede D’Or.

No hipertireoidismo, há uma aceleração na atividade metabólica, acarretando sintomas como exoftalmia (olhos saltados e aumentados), insônia, palpitações, tremores, sudorese, emagrecimento e instabilidade emocional. Outra condição pouco conhecida é a orbitopatia ou oftalmopatia de Graves, condição na qual uma inflamação na parte traseira da cavidade ocular, relacionada ao hipertireoidismo, empurra os olhos para frente provocando a exoftalmia.

Já o hipotireoidismo aparece como diminuição metabólica, gerando sonolência, ganho de peso, queda de cabelo, unhas frágeis, pele seca, constipação intestinal, impotência sexual e raciocínio lento. Combinadas, essas disfunções afetam de 5 a 15% de indivíduos no mundo, na maior parte mulheres e pessoas acima dos 45 anos de idade.

“O risco do surgimento de deficiências na tireoide estava também atrelado à carência de iodo na alimentação. No Brasil, a suplementação regular desse nutriente no sal resolveu essa variável. Mas ainda não é o bastante para que a sociedade negligencie o problema como um todo”, analisa o médico. 

Os casos das doenças nodulares, chamados bócio nodular, consistem no aumento benigno do volume glandular. Em seu enfrentamento, é crucial que o paciente busque um endocrinologista ou cirurgião de cabeça e pescoço assim que notar quaisquer mudanças no seu bem-estar.

De trato mais complexo, eles se dividem em sólidos ou císticos, sendo volumosos e desconfortáveis, inchando o pescoço e dando a sensação de estrangulamento e limitação da deglutição. Diagnósticos malignos também podem trazer alterações na voz e respiração. Estima-se que entre 30 e 50% da população global pode apresentar nódulos nessa glândula, a maioria benigno. 

“Em geral os cânceres de tireoide são lentos e indolores, possibilitando altas taxas de cura quando combatidos precoce e adequadamente. Nesse sentido, ao menor sinal de manifestação, inclusive de hiper e hipotireoidismo, uma consulta médica deve ser feita para investigar, detectar e sanar a questão”, destaca o profissional.

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Tireoide (25/5), o médico alerta sobre a importância da adoção de hábitos e alimentação saudáveis.

“Pratique exercícios, evite comidas inflamatórias, mantenha a hidratação e faça atividades para diminuir o estresse. São atitudes relativamente simples que podem controlar e até mesmo evitar a evolução de doenças da tireoide”, ressalta. Realizar consultas e exames de rotina também são essenciais para a detecção precoce das doenças.

Atualmente as melhores práticas de tratamento apontam as terapias cada vez mais conservadoras, preservando a glândula e evitando sua extração completa. Técnicas sutis e menos invasivas, como ablação térmica dos nódulos e alcoolização guiadas por ultrassom são exemplos de medidas de recuperação rápida e sem deixar cicatrizes da retirada do tumor.

Há casos raros, já avançados, em que infelizmente é necessário tirar toda a tireoide, o que leva à perda da produção hormonal e obriga o paciente a realizar a reposição por meio de comprimidos diários.

“É possível viver bem com a reposição. No entanto é mais natural quando o órgão prevalece. Por isso, quanto mais cedo for a detecção, maior a chance de mantê-lo ao menos parcialmente, proporcionando mais qualidade de vida e autonomia à pessoa”, complementa Uchoa.

Famosos com comorbidades endocrinológicas são uma constante. Atores como Leandro Hassum, Paolla Oliveira e Camila Pitanga, além de apresentadores, músicos e atletas como Xuxa Meneghel, Fausto Silva, Preta Gil, Anitta, Ronaldo Fenômeno e Neymar proveem notoriedade ao seu combate.

“Figuras públicas têm grande responsabilidade e influência. O fato de haver algumas com patologias do gênero desperta interesse e desmistifica o tema. Entretanto temos de lembrar que cada caso é único, então só um especialista pode prescrever o tratamento”, finaliza o médico do São Luiz Jabaquara.

A unidade, localizada na zona Sul da capital paulista, conta com uma equipe qualificada de especialistas em cirurgia de cabeça e pescoço e endocrinologistas, bem como um parque tecnológico diversificado e ultraequipado para a realização de consultas, exames, cirurgias e tratamento de doenças relacionadas à tireoide.

Por Agência VFR/Samara Meni

Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas

Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas - Foto: reprodução
Rodrigo Pacheco disponibiliza R$ 300 mil para custear a saúde pública de Itaú de Minas – Foto: reprodução

 O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destinou R$ 300 mil, obtidos junto ao governo federal, para custear a saúde pública de Itaú de Minas (MG). O recurso, liberado na terça-feira (21), poderá ser utilizado pela prefeitura em ações voltadas para a atenção primária na saúde para os moradores.

As iniciativas abrangem serviços que integram a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), como consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos prestados aos moradores.

Rodrigo Pacheco ressaltou ser fundamental auxiliar as prefeituras para que possam atender às reais necessidades da população. “Quando fortalecemos os municípios, preservamos o direito do cidadão para se beneficiar de serviços públicos de qualidade e acessíveis. As pessoas vivem nas cidades. Por isso, é essencial investirmos em saúde, educação, infraestrutura e outros importantes serviços públicos dos municípios”, enfatizou.

Especialista alerta sobre a importância de ações em atenção ao Dia da Hipertensão para pacientes diabéticos

Professor de Endocrinologia do Centro Universitário São Camilo informa que hipertensão é uma condição comum em pacientes diabéticos.

Especialista alerta sobre a importância de ações em atenção ao Dia da Hipertensão para pacientes diabéticos´- Foto: reprodução
Especialista alerta sobre a importância de ações em atenção ao Dia da Hipertensão para pacientes diabéticos´- Foto: reprodução

No 26 de abril acontece o Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Uma data que procura conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença que acomete cerca de 36 milhões de pessoas adultas no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Segundo o professor de Endocrinologia do Centro Universitário São Camilo, Leonardo Alvares, pessoas com Diabete Mellitus devem ter atenção redobrada à pressão alta, uma vez que “a associação dessas duas doenças é especialmente preocupante devido ao aumento do risco de complicações vasculares ateroscleróticas como o infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, e complicações microvasculares com consequente alterações renais e oftalmológicas, alertou.”

A hipertensão é uma condição comum entre pacientes diabéticos, e sua prevalência varia de acordo com diversos fatores, como duração do diabetes, idade, sexo, etnia, índice de massa corporal (IMC). Estudos demonstraram que o controle da pressão arterial reduz significativamente o risco de eventos cardiovasculares e complicações microvasculares em pacientes com diabetes.

“A avaliação da pressão arterial deve ser uma prática rotineira em todas as consultas clínicas, com confirmação da hipertensão através de múltiplas leituras, incluindo medições em diferentes dias. A individualização das metas de tratamento é fundamental, considerando fatores como riscos de eventos cardiovasculares, idade e comorbidades para otimizar os resultados clínicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e hipertensão”, disse o professor Leonardo Alvares.

De acordo com o professor, a intervenção no estilo de vida desempenha papel crucial no manejo da pressão arterial elevada. Estratégias como perda de peso, adoção de dieta balanceada, redução do consumo de sódio, aumento da atividade física e cessação do tabagismo são fundamentais para controlar a pressão arterial e melhorar a saúde metabólica e vascular. A promoção de mudanças sustentáveis no estilo de vida deve ser parte integrante do tratamento do diabetes e da hipertensão. “Considerando a importância deste tema e alinhando-se ao Dia da Hipertensão, a comunidade médica está intensificando seus esforços para promover a conscientização e oferecer orientações atualizadas sobre o manejo da pressão arterial elevada em pacientes com diabetes’, finalizou o médico.

Para 22% da população, saúde é o problema mais grave de Minas Gerais

Para 22% da população, saúde é o problema mais grave de Minas Gerais – Foto: reprodução

A saúde é o problema mais grave enfrentado pelo Estado de Minas Gerais. A avaliação é feita por 21,8% dos entrevistados pela pesquisa DATATEMPO entre os dias 23 de outubro e 21 de novembro. Em nove das 12 regiões de Minas, a saúde ou a falta de serviços dela foram apontadas como o principal gargalo, à frente de, por exemplo, desemprego, segurança pública, educação e economia.    

As piores avaliações são dos moradores do Campo das Vertentes, do Rio Doce e do Triângulo e Alto Paranaíba, onde as referências à saúde como o principal problema estão, considerada a margem de erro, acima da média de 21,8%. No Campo das Vertentes e no Rio Doce, a insatisfação, que é de, respectivamente, 32% e 31,2%, chega a ultrapassar em dez pontos percentuais a média. Já no Triângulo e no Paranaíba, 26,2% consideram a saúde o mais urgente.

Conforme a reportagem mostrou no último mês de novembro, a Justiça é acionada contra o Sistema Único de Saúde (SUS) a cada 20 minutos em Minas, o que já provocou custos de R$ 2,4 bilhões ao governo. Entre 2020 e 2023, a média diária de processos em saúde cresceu 64%. Se há três anos a média era de 44 por dia, neste ano, ao menos até 10 de outubro, ela foi 73. 

A mesma série ainda apontou que a falta de acesso a um atendimento ou a um tratamento matou cerca de cinco vezes mais em Minas Gerais do que a pandemia de Covid-19, que teve como vítimas quase 66 mil pessoas em três anos e oito meses desde o primeiro óbito no Estado. Em dez anos, Minas teve aproximadamente 900 mil mortes classificadas como “evitáveis”, ou seja, perdas que não poderiam ocorrer. 

Apenas no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Vale do Mucuri, a saúde ou a falta de serviços dela não são apontadas como o problema mais grave enfrentado pelo Estado. No Norte, por exemplo, 18,5% dos entrevistados consideram a saúde o mais urgente. No Jequitinhonha e no Mucuri, as classificações são de, respectivamente, 14,8% e 14,1%, menos da metade da avaliação do Campo das Vertentes e do Rio Doce.

O nível de confiança da pesquisa DATATEMPO é de 95% e a margem de erro é 1,41 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto sondou 4.804 pessoas em entrevistas domiciliares nas 12 mesorregiões de Minas Gerais.

Desemprego é o segundo problema mais grave

Para os moradores do Norte, do Jequitinhonha e do Mucuri, o problema mais grave enfrentado por Minas é o desemprego ou a falta de emprego, que, com 15,9%, é considerado pelos entrevistados como o segundo tema mais urgente do Estado, onde a taxa de desemprego, conforme dados do IBGE correspondentes ao terceiro trimestre de 2023, é de 6%.

A insatisfação chega a 25,3% no Mucuri, 22% no Norte e 20,3% no Vale do Jequitinhonha, as três acima da média de Minas. O Vale do Mucuri é percentualmente a terceira região com o maior número de pessoas que não são economicamente ativas em Minas, com 29,9%. Em seguida, vem o Jequitinhonha na quarta colocação, com 28,6% de pessoas que não são economicamente ativas. 

As únicas regiões onde as referências ao desemprego como o problema mais grave de Minas estão abaixo da média de 15,9% são o Noroeste e o Triângulo e o Alto Paranaíba. Enquanto a insatisfação é de apenas 10,2% para os entrevistados no Noroeste, no Triângulo e no Alto Paranaíba é de 10,8%. Ambas são onde a população tem menos medo de perder o emprego, com 67,8% e 60%, respectivamente. 

Novos serviços devem ajudar no atendimento de saúde mental em São Sebastião do Paraíso; entenda como vão funcionar

Novos serviços devem ajudar no atendimento de saúde mental em São Sebastião do Paraíso; entenda como vão funcionar – Foto: reprodução

São Sebastião do Paraíso (MG) inaugurou nesta segunda-feira (20) quatro novos serviços públicos de Saúde. As unidades devem facilitar o atendimento de saúde mental para pacientes da região, inclusive em relação ao Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira – que corre risco de fechar e deve ser redirecionado para uma “nova vocação”, conforme Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

As inaugurações foram da Unidade de Saúde da Família do bairro Rosentina, a Residência Terapêutica, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) AD III e Laboratório Municipal. Uma dessas obras chegou a ficar parada por cerca de 8 anos, causando transtornos a moradores da região.

A cerimônia de inauguração aconteceu no Teatro Municipal Sebastião Furlan, na Praça dos Imigrantes com a presença do Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti.

“Essa nova UBS ela realmente muda toda essa comunidade. […] Esse Caps III, que é uma referência para toda essa região, vai ter esse atendimento ambulatorial com psiquiatras, psicólogos, uma equipe treinada e também podendo ter até internações em 24 horas, caso necessário. As residências terapêuticas para conseguir desinstitucionalizar pessoas que desde a sua infância, às vezes, foram jogadas em hospitais psiquiátricos e precisam, sim, ter a oportunidade de conviver. E um novo laboratório que vai poder dar um tempo de diagnóstico mais rápido para os pacientes da região”, afirma Baccheretti.

Conforme o secretário, os novos centros de atenção psicossocial e a residência terapêutica podem desempenhar um papel crucial na reorganização do cuidado em saúde mental na região. Ele enfatizou a importância de uma abordagem mais ampla, priorizando a reintegração de pessoas com doença mental ao convívio social.

“A gente acredita na promoção de saúde como a melhor estratégia para evitar a gente parar de correr atrás apenas de doença. […] A gente acredita muito que a melhor forma de tratar alguém com doença mental é tratá-lo perto da sua família, do seu vínculo social”, afirma.

Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira

Diante do risco de fechamento do Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira, em São Sebastião do Paraíso, Baccheretti afirmou que o Estado está empenhado em buscar soluções viáveis para manter o hospital aberto. O déficit mensal chega a R$ 300 mil por mês.

Os problemas na Fundação Gedor Silveira se arrastam há mais de 1 ano. Manter a instituição em funcionamento tem sido um desafio para a administração. Mesmo com a possibilidade de fechar as portas por estar com as contas no vermelho, a unidade continuava recebendo pacientes para internação.

O objetivo é garantir uma sobrevida a instituição enquanto se implementa uma rede robusta que possa absorver a maior parte dos pacientes, reservando os leitos de saúde mental para casos mais graves.

Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira pode fechar as portas por falta de dinheiro em São Sebastião do Paraíso — Foto: Reprodução EPTV
Hospital Psiquiátrico Gedor Silveira pode fechar as portas por falta de dinheiro em São Sebastião do Paraíso — Foto: Reprodução

“Fizemos reuniões junto com o provedor do Gedor [Silveira], que é vinculado à Santa Casa, com os municípios aqui da região. Amanhã teremos, em Belo Horizonte, um acordo com o Ministério Público para dar sobrevida. […] Então, uma organização e planejamento que está sendo feito para que a gente consiga ter, dentro do Gedor, um novo revocacionamento, um hospital mais sustentável, com a sua expertise também em saúde mental, mas vinculado às novas políticas existentes, tanto nacional e estadual, pela luta anti-manicomial”, afirmou.

Conforme o secretário, tem se tornado necessário “encontrar uma nova vocação para o hospital”, alinhada às demandas crescentes da região.

“A saída viável é manter este hospital aberto, esse esforço dos municípios inicialmente, mas achar uma nova vocação, porque a Santa Casa, onde é vinculada o Gedor, está crescendo no leito de queimados, crescendo na neurocirurgia, ele vai precisar de novos leitos clínicos como transição de cuidado. E a nossa expectativa junto com o Ministério Público é que o Gedor continue tendo alguns leitos de saúde mental utilizados para aqueles pacientes que precisam, ou seja, não vão precisar de tantos leitos, e o restante dos leitos sejam revocacionados para tratamento de cuidados de transição, pós-AVC, pós-cirurgias e pacientes clínicos, para que a gente consiga dar sustentabilidade para o hospital. Porque hoje os hospitais sempre psiquiátricos, não tem sustentabilidade dentro do SUS”.

Jornal Folha Regional
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