Santa Casa de Passos lança Guia Prático sobre Diversidade, Equidade e Inclusão – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) deu mais um passo importante na consolidação de uma cultura institucional inclusiva com o lançamento oficial do Guia Prático sobre Diversidade, Equidade e Inclusão, desenvolvido pelo Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão da instituição. A apresentação do material ocorreu durante o 3º Simpósio de Diversidade, Equidade e Inclusão e o 8º Simpósio de Pessoas com Deficiência e Reabilitados, realizados no dia 15 de dezembro, no auditório da Faculdade Santa Casa de Passos.
O guia, elaborado ao longo dos últimos meses, reúne orientações, conceitos essenciais e diretrizes de conduta que reforçam o compromisso da Santa Casa com o respeito, o acolhimento e a valorização das diferenças em todos os ambientes da instituição. Além de um documento informativo, o material foi pensado como uma ferramenta prática para apoiar colaboradores, lideranças e equipes em ações cotidianas que promovam relações de trabalho mais justas e humanizadas.
Durante o evento, o lançamento marcou um dos momentos centrais da programação, reforçando o papel estratégico do programa na construção de ambientes mais acessíveis e equitativos. Ao apresentar o guia ao público, a equipe responsável destacou que a iniciativa nasce do entendimento de que instituições de saúde têm um papel fundamental na promoção de práticas inclusivas, tanto internamente quanto no atendimento à comunidade.
Como reflexo desse compromisso na prática, a Santa Casa de Passos também realizou a atualização e instalação de novas placas de atendimento preferencial prioritário, adequadas às novas normas de atendimento prioritário vigentes no Brasil. A iniciativa contribui para garantir mais clareza, acessibilidade e respeito aos direitos de pessoas com deficiência, idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo, entre outros públicos assegurados por lei.
O material também dialoga com temas amplamente discutidos no simpósio, que trouxe reflexões sobre o fortalecimento de uma cultura inclusiva e contou com a palestra “Você tem um potencial infinito”, ministrada por Éder Flávio Barbosa. A integração entre conteúdo técnico, inspirações pessoais e iniciativas institucionais reforçou a necessidade de ações contínuas para ampliar a equidade e a representatividade no ambiente hospitalar.
Com o novo guia, a Santa Casa de Passos consolida mais uma entrega relevante de seu Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão, reforçando o propósito de orientar práticas responsáveis, garantir ambientes seguros e assegurar que cada pessoa, colaborador, paciente ou visitante, seja acolhida com dignidade e respeito.
A publicação já está disponível para colaboradores e também para a população no site oficial da Santa Casa de Passos, e será incorporada às ações formativas e de conscientização promovidas pela instituição, fortalecendo um compromisso que vai além do discurso: o de construir, diariamente, uma Santa Casa mais diversa, humana e plural.
Santa Casa de Passos lança Guia Prático sobre Diversidade, Equidade e Inclusão – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos lança Guia Prático sobre Diversidade, Equidade e Inclusão – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos lança Guia Prático sobre Diversidade, Equidade e Inclusão – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
Caso de gripe K é identificado no Brasil; vírus é variante do influenza A – Foto: reprodução
O Ministério da Saúde confirmou a identificação, no Brasil, do subclado K da Influenza A (H3N2) — popularmente chamado de “gripe K” — em amostras analisadas no estado do Pará. A informação consta do Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado em 12 de dezembro.
De acordo com o documento, também foi identificado o subclado J.2.4 do mesmo vírus. Ambos os subclados já estavam em circulação em regiões da América do Norte, Europa e Ásia antes de serem detectados no país. O ministério ressalta que o aumento da circulação da Influenza A (H3N2) no Brasil ocorreu antes da identificação desses subclados específicos.
Entenda o subclado k do vírus da influenza em 5 pontos
Origem: a gripe é causada pelo vírus influenza; o tipo A é o mais associado a surtos e casos graves.
Subclado K: é uma variação genética do influenza A (H3N2); não é um vírus novo.
No Brasil: o subclado foi identificado em amostras do Pará, segundo o Ministério da Saúde.
Sintomas: febre, dor no corpo, tosse e cansaço; atenção a piora rápida e falta de ar. Os sintomas são os já tradicionais nos casos de gripe.
Prevenção: vacinação segue sendo a principal forma de evitar casos graves e mortes.
Circulação: OMS alerta que, por causa do subclado K, alguns países registraram início mais precoce da temporada de gripe e níveis de atividade acima do padrão histórico para esta época do ano.
Status da Influenza no Brasil
O informe aponta que, nas últimas semanas analisadas, há sinal de crescimento ou manutenção das hospitalizações por Influenza A em estados das regiões Norte (Amazonas, Pará e Tocantins), Nordeste (Bahia, Piauí e Ceará) e no Sul, em Santa Catarina. No Sudeste, a tendência é de redução gradual das internações associadas ao vírus.
Apesar da identificação do subclado K, o Ministério da Saúde afirma que não há evidências, até o momento, de que essas variantes estejam associadas a quadros mais graves da doença. O padrão observado segue o comportamento esperado da Influenza A sazonal, especialmente do subtipo H3N2, já conhecido por causar surtos periódicos.
No documento, a pasta reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades, como principal medida para reduzir casos graves, internações e óbitos por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante o período de maior circulação viral.
Alerta da Opas e da OMS sobre a gripe K
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus influenza.
O alerta está baseado em dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam crescimento da atividade global de influenza nos últimos meses, com predominância do vírus influenza A (H3N2).
Embora, em termos gerais, a circulação ainda esteja dentro do esperado para uma temporada sazonal, alguns países registraram início mais precoce da gripe e níveis de atividade acima do padrão histórico para esta época do ano.
Diante desse cenário, a Opas e a OMS emitiram notas técnicas e alertas epidemiológicos recomendando o reforço da vigilância, a preparação dos sistemas de saúde e o aumento da cobertura vacinal, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Por que a Opas emitiu o alerta
O principal fator que motivou o alerta foi a antecipação da circulação da gripe no Hemisfério Norte, onde a atividade começou antes do inverno e vem sendo impulsionada pelo influenza A (H3N2).
Desde agosto de 2025, a vigilância genômica global identificou um crescimento rápido de um subclado específico desse vírus, conhecido como J.2.4.1, também chamado de subclado K, já detectado em dezenas de países.
Até o momento, não há indicação de aumento relevante da gravidade clínica, como maior número de internações em unidades de terapia intensiva ou óbitos.
Ainda assim, a Opas ressalta que temporadas dominadas pelo H3N2 costumam ter maior impacto entre idosos, o que justifica a adoção de medidas preventivas com antecedência.
O vírus mudou? É uma nova cepa?
O influenza é um vírus que sofre mudanças genéticas constantes, processo conhecido como deriva genética. No caso do influenza A, os subtipos que infectam humanos com mais frequência são o H1N1 e o H3N2, ambos capazes de gerar epidemias anuais.
“O influenza é um vírus que se reinventa o tempo todo. Mesmo quem teve gripe recentemente continua sob risco”, explica o pediatra e infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Segundo ele, entre 15% e 20% da população mundial é infectada pelo vírus todos os anos.
O subclado K do H3N2 não representa o surgimento de um vírus completamente novo, mas sim uma evolução genética que pode favorecer maior transmissão.
Até agora, esse subclado ainda não foi detectado de forma sustentada na América do Sul, mas a própria OMS considera provável que cepas em circulação no Hemisfério Norte cheguem a outras regiões nos próximos meses.
Por que o Brasil está no radar
A experiência de anos anteriores mostra que o comportamento do influenza tende a ser global. Em um cenário marcado por viagens internacionais e migrações constantes, cepas que circulam primeiro no Hemisfério Norte costumam chegar ao Sul meses depois.
Por isso, a Opas recomenda que os países da Região das Américas se preparem para a possibilidade de uma temporada de gripe mais precoce ou com maior impacto em 2026, o que inclui o Brasil.
“Não se trata de criar alarme, mas de antecipar a resposta”, afirma Kfouri. “Quando a temporada começa cedo, o impacto sobre os serviços de saúde tende a ser maior.”
Vacinação segue sendo a principal estratégia
A composição da vacina contra a gripe é atualizada anualmente com base em um sistema global de vigilância coordenado pela OMS. No Hemisfério Sul, a formulação é definida meses antes do inverno para permitir produção e distribuição das doses a tempo da campanha.
Dados preliminares indicam que, mesmo com diferenças genéticas entre os vírus circulantes e os incluídos na vacina, a imunização continua protegendo contra formas graves da doença.
Estimativas iniciais apontam proteção de cerca de 70% a 75% contra hospitalizações em crianças e de 30% a 40% em adultos
“Mesmo quando o pareamento não é perfeito, a vacina reduz de forma importante o risco de complicações e mortes”, diz Kfouri. “Pessoas vacinadas tendem a ter quadros mais leves.”
Quem corre mais risco
Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunocomprometidos concentram historicamente a maior parte das hospitalizações e mortes por influenza. Esses grupos concentram cerca de 70% a 80% dos óbitos por influenza todos os anos, segundo a SBIm.
Por isso, a Opas e a OMS reforçam que a vacinação desses grupos deve ser prioridade, assim como a vigilância contínua e o tratamento oportuno dos casos .
“A gripe não é uma infecção banal”, resume Kfouri. “A melhor resposta continua sendo vigilância, vacinação e preparação.”
Após 7 meses de debates acalorados, privatização da Copasa será definida – Foto: Alex de Jesus
Após sete meses de longos e acalorados debates sobre o uso de estatais para pagar dívidas com a União, o projeto que autoriza a privatização da Copasa será votado nesta quarta-feira (17) de forma definitiva no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os líderes da base governista evitam adotar um discurso de vitória antes da hora, mas a expectativa geral é a de êxito do governo Romeu Zema (Novo), que já planeja a realização do leilão nos primeiros meses do próximo ano.
O deputado Gustavo Valadares (PSD), que atua como um dos principais interlocutores nesse processo, defende que a desestatização da companhia é o grande passo para resolver os problemas de saneamento no estado. “Não há mais espaço para uma gestão estatal que enterra, que atrasa, que traz burocracia e, enfim, que não deixa chegar maior qualidade de vida na porta do cidadão mineiro”, disse.
A proposta do governo para privatizar a Copasa retomou a tramitação em maio, junto com os demais projetos do chamado “Pacote Propag”, defendidos pelo governo como forma de adesão ao programa de renegociação das dívidas do estado com a União, que hoje está próximo de R$ 180 bilhões. Em setembro, após pressões de parlamentares, a administração estadual apresentou um novo projeto com adequações exigidas pela Assembleia; é este texto que será votado amanhã.A oposição já trabalha com o cenário de derrota em plenário, mas faz o discurso deixando claro que “a luta ainda não terminou”. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) destaca que a votação em plenário é apenas mais uma etapa e que a judicialização do tema já foi feita com ações para que a Justiça se manifeste sobre o processo.
“Esse projeto tem uma insegurança jurídica tremenda. Temos vários questionamentos ao Judiciário, que estão lá no STF, a fiscalização do próprio Tribunal de Contas do Estado, com todos os problemas que já foram apontados. É preciso frisar algo que a gente destacou muito na tramitação: esse projeto continua sem um estudo técnico”, ressaltou a parlamentar. “Não há segurança jurídica nessa privatização, mesmo que a Assembleia aprove esse projeto”.
Mas, no que depender da vontade do governador, os processos devem ser breves. “No primeiro trimestre (de 2026), esse processo deve estar bem agilizado e, talvez, em março ou abril já tenha condições de ter o leilão”, disse Zema em entrevista a jornalistas na semana passada.
Sem sustos
Uma grande mobilização de parlamentares foi realizada para evitar sustos entre os deputados governistas, que têm maioria na Assembleia, mas precisam de um quórum alto para aprovar o texto.
A amostra de envolvimento dos parlamentares foi dada ontem, quando o projeto entrou em pauta para discussões. Mesmo estando nos últimos dias antes do início do recesso parlamentar, marcado para 20 de dezembro, e sem outros projetos polêmicos na pauta, a Assembleia registrou 70 deputados presentes. A expectativa é a de que o cenário se repita nesta quarta-feira.
São necessários 48 votos a favor para aprovar o texto. Na votação em primeiro turno, no final de outubro, o governo conseguiu 50 votos favoráveis à privatização, num plenário com 68 presentes. A expectativa para hoje é a de que o governo possa alcançar até 52 votos favoráveis.
Último lance
A aposta final da oposição para tentar “virar votos” são as manifestações recentes vindas do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, que tem alertado para o risco que os pequenos municípios correm com a privatização da empresa. Na avaliação da entidade existe o risco de “abandono” dos pequenos municípios que dão prejuízo à empresa.
O problema, de acordo com a vice-presidente da Assembleia, deputada Leninha (PT), é que esse posicionamento chegou tarde demais. “Se tivesse entrado antes, a gente imagina que o resultado teria sido outro”, diz a parlamentar. “A movimentação dos prefeitos e das prefeitas pode colocar em risco também esse plano do Zema e os seus investidores de comprarem a Copasa”, avalia.
Criança de 3 anos e mãe são atacadas por pitbull adotado há um mês em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
Uma criança de três anos e a mãe dela ficaram feridas após um ataque de um cão da raça pitbull registrado na noite da última terça-feira (16), no bairro Morumbi, em São Sebastião do Paraíso.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi atendida por volta das 19h30. A menina estava no quintal da própria residência quando foi atacada pelo animal, um pitbull adulto que havia sido adotado pela família cerca de um mês antes. Ao perceber a situação e tentar proteger a filha, a mãe, de 30 anos, acabou sendo mordida pelo cachorro.
Quando a equipe de resgate chegou ao local, a mulher estava consciente e abrigada na casa de uma vizinha, apresentando ferimentos nas pernas provocados pelas mordidas. A criança, que sofreu uma laceração em uma das pernas, já havia sido socorrida por uma tia e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Os bombeiros prestaram os primeiros atendimentos à mãe no local e, posteriormente, a levaram também para a UPA para avaliação médica. Após o socorro às vítimas, a equipe retornou à residência, realizou a captura do pitbull e informou que o animal será encaminhado ao Canil Municipal.
Pesquisa da Unifal aponta Passos entre as cidades com menor dívida por habitante no Sul de Minas – Foto: reprodução
Mesmo figurando entre os dez municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) do Sul de Minas, Passos apresenta um dos menores níveis de endividamento público por habitante da região. O dado faz parte de um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que analisou a situação financeira das principais economias municipais do Sul do estado.
A pesquisa avaliou os municípios de Extrema, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Varginha, Alfenas, Itajubá, Passos, Três Corações, Lavras e Guaxupé, comparando o tamanho da economia local com o volume da dívida pública dividido pelo número de moradores. No caso de Passos, o levantamento aponta que o município se mantém entre aqueles com valores mais baixos de dívida per capita, ao lado de cidades como Pouso Alegre, Lavras, Guaxupé, Três Corações, Varginha e Extrema.
O contraste mais expressivo aparece em Poços de Caldas, que, apesar de estar entre os três maiores PIBs da região, lidera o ranking de endividamento por habitante, com uma média de R$ 2.707 por morador. Já Extrema, dona do maior PIB do Sul de Minas — estimado em cerca de R$ 13 bilhões —, registra o menor nível de dívida per capita entre os municípios analisados.
Outros exemplos citados no estudo reforçam que um PIB elevado não significa, necessariamente, baixo endividamento. Alfenas aparece com pouco mais de R$ 1.400 de dívida por habitante, enquanto Itajubá registra cerca de R$ 1.000. Varginha, com aproximadamente R$ 8 bilhões de PIB, apresenta quase R$ 900 de dívida per capita, e Pouso Alegre, segundo maior PIB da região, se destaca pelo baixo endividamento, com pouco mais de R$ 400 por morador.
Para o professor de Finanças Públicas da Unifal e um dos coordenadores do estudo, Cláudio Caríssimo, a análise da dívida municipal precisa ir além dos números absolutos. Segundo ele, nem todo endividamento representa um problema.
“O município ter uma dívida alta não necessariamente é uma condição desfavorável, porque a dívida pode decorrer também de investimentos. É o que chamamos de ‘dívida boa’, quando os recursos são usados para construir pontes, hospitais e outras estruturas que trazem benefícios diretos para a população”, explica.
Por outro lado, o professor alerta para a chamada “dívida ruim”, caracterizada pelo uso de recursos para custear despesas correntes, sem gerar retorno estrutural ou melhoria permanente nos serviços públicos.
O levantamento foi realizado por estudantes dos cursos de Administração Pública, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, do campus da Unifal em Varginha, com base em dados do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, tendo como referência o ano-base 2024.
Além de mapear o endividamento, a pesquisa busca ampliar a transparência fiscal, ao transformar dados brutos em indicadores que facilitam a comparação entre municípios. A proposta é permitir que gestores públicos, eleitores e a população em geral compreendam melhor como as finanças municipais estão sendo conduzidas.
Segundo a Unifal, o estudo será encaminhado às prefeituras, incluindo a de Passos, e poderá servir como instrumento de apoio ao planejamento e à tomada de decisões das administrações municipais.
Escola do Sul de Minas conquista 39 medalhas na Olimpíada de Educação Financeira e tem 15 estudantes entre os melhores do Brasil – Foto: divulgação
A Escola Estadual Ruth Martins de Almeida, localizada em Caxambu, no Sul de Minas, alcançou um marco inédito na educação pública da região ao conquistar 39 medalhas na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) 2025. O desempenho inclui 17 medalhas de ouro, dez de prata e 12 de bronze, colocando a instituição entre as mais premiadas do país.
O destaque expressivo veio com a classificação de 15 estudantes da escola entre os 10 mil melhores do Brasil na Olitef 2025. Todos foram premiados com R$ 400 em títulos do Tesouro Nacional. Nenhuma outra escola de Caxambu ou da região obteve desempenho semelhante.
De acordo com o professor de Matemática Lucas de Oliveira, líder do projeto de educação financeira, os resultados são fruto de um trabalho iniciado em 2021 e aperfeiçoado ao longo dos anos. Ele destaca que a clareza metodológica, o uso de ferramentas digitais e o protagonismo estudantil foram determinantes para o sucesso. “O aprendizado se tornou um movimento dentro da escola. Trabalhamos com simulações reais de orçamento familiar e endividamento, conectando a Matemática ao cotidiano dos estudantes e desenvolvendo habilidades como planejamento, autocontrole e pensamento crítico”, explica.
Para o professor, o fato de 15 estudantes da unidade estarem entre os melhores do país comprova o nível de excelência alcançado pela escola. “É a demonstração de que a educação pública de Caxambu tem condições de formar estudantes com domínio financeiro capaz de superar o desempenho de toda a cidade e da região”, afirma.
O impacto do projeto já ultrapassa os muros da escola, com repercussão regional e estadual. A iniciativa também ganhou destaque nacional, com reconhecimento de nomes importantes do mercado financeiro e a vitória no Concurso Cultural Carretel.
Lucas ressalta que a continuidade dos resultados depende do engajamento de toda a comunidade escolar. “É fundamental que as famílias participem, discutindo orçamento em casa e valorizando o protagonismo dos alunos. A manutenção da estrutura do projeto garante que novas turmas também tenham suas vidas transformadas.”
Estudante do 9º ano do ensino fundamental, Raphael Silva Souza celebrou a conquista da medalha de prata com orgulho. “Foi um privilégio receber esse certificado e saber que a nossa escola conquistou 39 medalhas. É uma honra fazer parte disso. A experiência foi muito boa e serve como incentivo para melhorar cada vez mais. Essa conquista também me dá a perspectiva de um futuro próspero”, destaca.
Sobre a olimpíada
A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) é uma iniciativa nacional e gratuita voltada para estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Realizada em parceria entre o Tesouro Nacional e a B3, com apoio do Ministério da Educação (MEC), a olimpíada busca promover a educação financeira desde cedo, aproximando os alunos de temas como finanças pessoais, economia e investimentos.
Concurso da Polícia Penal de MG abre inscrições com salário acima de 5 mil – Foto: reprodução
Em tempos de forte concorrência no mercado de trabalho, concursos públicos continuam sendo uma das alternativas mais seguras e desejadas para quem busca estabilidade, remuneração atrativa e possibilidade de crescimento profissional. Para os mineiros, um dos processos seletivos mais aguardados do ano acaba de abrir inscrições: o Concurso Público da Polícia Penal de Minas Gerais.
Com mais de 1.178 vagas, salário inicial acima de R$ 5 mil e chances de atuação em todo o estado, o concurso representa uma oportunidade expressiva tanto para jovens em busca do primeiro cargo público quanto para profissionais que desejam uma transição de carreira.
Requisitos para participar e valores da remuneração Organizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) e executado pelo Instituto AOCP, o concurso oferece vagas para o cargo de Policial Penal, destinado a candidatos de ambos os sexos com ensino médio completo.
A remuneração inicial é de R$ 5.332,64, além de benefícios previstos em lei. O edital também reserva mais de 110 vagas para Pessoas com Deficiência (PCDs). Para os candidatos aprovados exclusivamente nessa condição, após perícia médica preliminar, serão designadas atividades compatíveis, de baixo risco e sem porte de arma.
Inscrições: prazos, taxa e emissão do boleto
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto AOCP, até 14h do dia 22 de dezembro de 2025. O valor da taxa é R$ 48,90 e a segunda via do boleto poderá ser emitida até 17h da mesma data. Além disso, o cartão de informação do candidato, com horário e local de prova, vai estar disponível a partir de 19 de janeiro no mesmo site.
Como será a prova e em quais cidades ela será aplicada
A prova, marcada para o dia 26 de janeiro de 2026, é composta por 60 questões objetivas que abrangem língua portuguesa, informática básica, noções de direito, Direitos Humanos, legislação especial e raciocínio lógico. Além disso, o exame inclui uma redação valendo 100 pontos.
As avaliações serão realizadas em 18 cidades mineiras, sendo elas:
Barbacena;
Belo Horizonte;
Contagem;
Curvelo;
Divinópolis;
Governador Valadares;
Ipatinga;
Juiz de Fora;
Lavras;
Montes Claros;
Patos de Minas;
Poços de Caldas;
Pouso Alegre;
Sete Lagoas
Teófilo Otoni;
Uberaba;
Uberlândia e Unaí.
Os participantes devem acompanhar regularmente o portal oficial do Instituto AOCP e suas redes sociais, onde serão publicados comunicados, atualizações e eventuais ajustes no cronograma.
Ação da GCM leva à prisão de foragido no Centro de Passos – Foto: reprodução
Uma ação de rotina da Guarda Civil Municipal de Passos (MG) resultou no cumprimento de um mandado de prisão na tarde da última quinta-feira (11), na região central da cidade. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento preventivo realizado pela equipe de patrulhamento a pé da GCMP, na Praça do Rosário.
Durante a ronda, os agentes observaram um homem em atitude considerada suspeita e realizaram a abordagem. Após a verificação dos dados nos sistemas policiais, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra o indivíduo.
Diante da confirmação, o homem foi informado sobre a ordem judicial e recebeu voz de prisão. A Guarda Civil Municipal informou que todos os direitos constitucionais do detido foram assegurados durante a ação.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra quatro pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa voltada à prática de crimes envolvendo caminhonetes e veículos de luxo no Sul de Minas. A ação é resultado da terceira fase da Operação Vicário, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Passos, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado do município.
De acordo com a investigação, o grupo atuava de forma estruturada no furto, receptação e clonagem de veículos, especialmente caminhonetes e automóveis de alto valor. A denúncia descreve a prática de furto qualificado, receptação qualificada, uso de documento público falsificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Conforme apurado pelo MPMG, ao menos dois veículos de luxo foram furtados e tiveram sua subtração revertida em benefício financeiro direto para a organização criminosa, caracterizando o proveito econômico obtido com as ações ilegais.
Na ação judicial, o Ministério Público solicita a condenação dos denunciados pelas infrações apontadas, além da destinação dos bens e valores apreendidos às vítimas dos crimes. O órgão também pede que os acusados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos materiais, correspondente ao valor de mercado dos dois veículos furtados, e por danos morais coletivos, fixados em, no mínimo, R$ 480 mil.
Passos tem leve queda na violência contra a mulher, mas mantém números elevados em 2025 – Foto: reprodução
Os registros de violência contra a mulher seguem elevados no Sul de Minas em 2025 e, embora algumas cidades apresentem queda, o cenário regional ainda inspira atenção. Em Passos, dados oficiais apontam 900 ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres entre janeiro e outubro deste ano. O número representa uma redução de 16 casos em comparação com o mesmo período de 2024, mas ainda mantém o município entre aqueles com maior volume absoluto de registros na região.
Em Passos, os crimes mais frequentes continuam sendo agressão física, lesão corporal, ameaça e violência psicológica. Para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, os dados indicam que, apesar da leve queda, a violência permanece como um problema estrutural que exige resposta contínua do poder público e da sociedade.
A delegada da Delegacia da Mulher de Passos, Mariana Floravante, reforça que a denúncia é fundamental para interromper o ciclo de agressões. Segundo ela, qualquer tipo de violência, mesmo ameaças ou injúrias, deve ser encarada como situação de risco. “A mulher precisa procurar ajuda o mais rápido possível. Não deve esperar a agressividade aumentar. É essencial buscar a polícia e as instituições de apoio e denunciar”, orienta.
No contexto regional, os 164 municípios do Sul de Minas somaram 18.276 casos de violência contra mulheres nos primeiros dez meses de 2025. O total representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,2% na comparação com 2023. As ocorrências mais registradas foram agressões físicas, ameaças e descumprimento de medidas protetivas.
Entre as maiores cidades da região, Poços de Caldas contabilizou 1.319 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres no período analisado, superando em 31 registros o total de todo o ano de 2024. A média no município chega a cerca de quatro casos por dia. Já Varginha apresentou o maior crescimento percentual: foram 1.142 ocorrências entre janeiro e outubro, um aumento de 17,5% em relação ao ano passado, com predominância de violência psicológica, seguida por ameaça, lesão corporal e agressão física.
Na contramão da tendência regional, além de Passos, Pouso Alegre também registrou redução. O município contabilizou 1.123 casos nos dez primeiros meses do ano, 25 a menos que em 2024. As principais ocorrências foram lesão corporal, ameaça, violência psicológica e perseguição.
Especialistas avaliam que parte do aumento regional está relacionada à ampliação da rede de acolhimento e ao maior preparo das instituições para receber as vítimas. Para a socióloga e advogada Maria Cláudia da Arcadia, as mulheres estão mais conscientes sobre a violência e mais encorajadas a denunciar. “Há uma rede de apoio maior e estruturas públicas mais preparadas, o que contribui para esse panorama de maior consciência sobre a violência”, explica.
Ela ressalta, no entanto, que os números exigem mais do que registro estatístico. “Já temos dados e conhecemos o ciclo da violência. Agora é preciso transformar isso em políticas de prevenção. A mudança só virá com um projeto multidisciplinar, que envolva escolas, saúde primária e todas as áreas da política pública. Os homens também precisam participar dessa luta, porque as vítimas são as mulheres, mas os autores, em sua maioria, são homens”, conclui.
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