Bombeiros combatem incêndio de grande proporção entre duas cidades do Sul de Minas – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, combate um grande incêndio na zona rural de Pouso Alto, na mesma região, que está em seu terceiro dia. O fogo atinge áreas de pastagens e mata fechada.
O incêndio apresenta diversos focos ativos, exigindo ações contínuas desde o dia 4 de outubro, segundo informações dos bombeiros. Nesta segunda-feira (6), as guarnições contaram com o apoio da brigada do Templo Budista de Mato Dentro, da cidade de Soledade, e da brigada de Pouso Alto. A equipe de reforço atuou de forma integrada com os bombeiros no combate às chamas.
A prioridade dos bombeiros foi proteger as residências próximas ao incêndio e não permitir que as chamas avançassem em direção ao perímetro urbano de São Lourenço. No entanto, o fogo segue em propagação no sentido de Pouso Alto.
O combate às chamas precisou ser interrompido ontem ao anoitecer, devido às condições do terreno, que é acidentado, e também por causa do risco elevado aos combatentes.
Nesta terça-feira (7/10), um trabalho é retomado durante atuação conjunto entre o Corpo de Bombeiros e brigadistas voluntários das regiões afetadas.
Bombeiros combatem incêndio de grande proporção entre duas cidades do Sul de Minas – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
Bombeiros combatem incêndio de grande proporção entre duas cidades do Sul de Minas – Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros
Mulher é agredida pelo ex-marido após cobrar pensão alimentícia em Arcos – Imagem: reprodução/Agência Inova
Uma discussão motivada pela cobrança de pensão alimentícia terminou em agressão na noite do último sábado (4), em Arcos (MG). Segundo a Polícia Militar, uma mulher de 35 anos foi atacada com socos na cabeça pelo ex-marido, de 37 anos, por volta das 20h.
A vítima relatou que procurou o homem para cobrar o pagamento da pensão dos dois filhos do casal, de 1 e 2 anos, quando foi surpreendida pelas agressões. Durante a briga, o suspeito ainda arremessou uma pedra contra um amigo da mulher, atingindo-o no olho, e empurrou uma idosa de 63 anos que tentou intervir. A senhora sofreu escoriações leves.
Após o tumulto, o agressor fugiu e ainda não foi localizado. Ele foi identificado no boletim de ocorrência e o caso será apurado pela Polícia Civil, que poderá pedir a prisão do suspeito.
Polícia apreende mais de 100 garrafas de bebidas falsificadas em supermercado de Bom Jesus da Penha – Foto: Divulgação/Polícia Civil
Uma ação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para apurar denúncia de venda de bebidas adulteradas resultou na apreensão de mais de cem garrafas em um estabelecimento comercial de Bom Jesus da Penha (MG). A fiscalização foi realizada na tarde da última segunda-feira (6), e os produtos recolhidos passarão por perícia.
Os trabalhos foram realizados pela equipe da Delegacia de Polícia Civil no município. No endereço denunciado, os policiais apreenderam produtos que apresentavam indícios de falsificação. Os proprietários do comércio foram apresentados na unidade policial e prestaram esclarecimentos.
Segundo o delegado Manoel Nora, responsável pela apuração, a atuação da Polícia Civil representa o compromisso com a defesa da saúde pública e a segurança do consumidor. “Esse tipo de produto falsificado pode representar sérios riscos à vida, e nosso trabalho visa justamente impedir que chegue às prateleiras e às mesas da população”, pontua.
Além da análise da mercadoria apreendida, as investigações prosseguem para identificar a origem das bebidas e eventuais envolvidos na produção e distribuição dos produtos.
Polícia Civil apura desvio de R$ 1,5 milhão e notas fiscais falsas em cerealista de Passos – Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta terça-feira (7), mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma investigação que apura desvio de recursos e uso de notas fiscais falsas em uma empresa cerealista de Passos (MG).
A ação integra a operação Contrafactual, instaurada para investigar indícios de apropriação indevida de valores superiores a R$ 1,5 milhão, além da utilização de documentos fiscais sem respaldo em operações reais de compra e venda.
Conforme apurado pela PCMG, o esquema envolvia a emissão de notas fiscais “frias” para justificar movimentações financeiras e manipulação de balanços, possibilitando o uso irregular de cheques e depósitos bancários. As investigações também apontam o envolvimento de um funcionário de um sindicato na cidade, cuja atuação foi considerada essencial para a emissão dos documentos falsos.
Como resultado das medidas cautelares, o referido funcionário foi afastado de suas funções.
O nome da operação, Contrafactual, faz referência à estratégia dos investigados de criar uma realidade paralela — sustentada por notas fiscais e registros contábeis fictícios — para ocultar a inexistência de produção agrícola e justificar movimentações financeiras que, na prática, não correspondiam a negócios efetivos.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e outros materiais que subsidiarão o prosseguimento das investigações.
“A investigação busca descontinuar um sistema que simulava operações rurais inexistentes para gerar lastro contábil falso e movimentar recursos de origem ilícita”, esclarece o delegado responsável pelo caso, Felipe Capute. “Nosso objetivo é garantir que práticas fraudulentas como essa sejam identificadas e interrompidas, protegendo a competitividade do mercado e a sociedade”, destacou.
Um homem utilizando um colete de uma central de mototáxi foi flagrado por câmeras de segurança furtando uma farmácia em Passos (MG). O vídeo do crime circula nas redes sociais e tem chamado atenção justamente por causa do uniforme usado pelo suspeito.
A equipe de reportagem entrou em contato com a central de mototáxi identificada no colete. A direção informou que o indivíduo nunca fez parte do quadro de motociclistas e não possui qualquer vínculo com a empresa, esclarecendo que o uso do uniforme foi indevido.
A Polícia Militar iniciou rastreamentos para tentar localizar o autor do furto. Quem tiver informações que possam ajudar na identificação do suspeito pode entrar em contato pelos telefones de emergência 190 ou 181 (Disque Denúncia Anônima).
UAI Cássia passa a oferecer atendimento da Junta de Serviço Militar no município – Foto: reprodução
A partir desta segunda-feira (6/10), a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) de Cássia incorpora o serviço da Junta de Serviço Militar no município. A medida amplia a capacidade de atendimento à população e garante mais comodidade ao cidadão, que já conta com outros diversos serviços prestados na unidade.
A Junta é responsável por processos como alistamento, dispensa e incorporação de jovens em idade de apresentação obrigatória ao serviço militar residentes no município. Serão disponibilizados seis atendimentos por dia na UAI, totalizando 120 atendimentos mensais.
“Com a integração da Junta Militar à UAI Cássia, ampliamos ainda mais a gama de serviços oferecidos em um só lugar. O objetivo das UAIs é justamente facilitar a vida do cidadão, garantindo agilidade, flexibilidade e qualidade no atendimento”, destaca a diretora da Central de Gestão das Unidades de Atendimento Integrado da Seplag-MG, Marina Kleinhappel Andrade.
Além da Junta Militar, a UAI Cássia oferece serviços como emissão e entrega da Carteira de Identidade Nacional (CIN), recadastramento de inativos, emissão e entrega da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), recuperação de conta Gov.br, prova eletrônica de legislação, reciclagem e exames especiais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A UAI Cássia está localizada na Praça Juscelino Kubitschek de Cambuí, 108, no Centro. O agendamento de atendimentos é feito nos canais digitais do Governo de Minas – MG App, Portal MG e totens de autoatendimento disponíveis na unidade.
Homem é preso ao arremessar panela de pressão em enteada de 7 anos, diagnosticada com autismo, em Pouso Alegre – Foto: reprodução
Um homem de 35 anos foi preso em Pouso Alegre, no Sul de Minas, por lesão corporal contra a enteada de 7 anos. O crime ocorreu no bairro São Geraldo durante um surto de agressividade do suspeito no último sábado (4), mas o caso foi divulgado nesta terça-feira (7) pela Polícia Militar.
Conforme a corporação, o homem arremessou uma panela de pressão contra a criança diagnosticada com transtorno do espectro autista e TDAH. A mãe da criança, de 28 anos, acionou a polícia e relatou que a criança sofreu hematoma no antebraço direito devido à agressão e que houve danos no imóvel.
De acordo com o relato da vítima, o suspeito, companheiro dela, chegou à residência procurando por outra mulher. Como não a encontrou, ele iniciou um surto de violência, quebrando a geladeira e a porta da cozinha. Na sequência, o homem pegou uma panela de pressão e a arremessou na direção da enteada. A menina foi atingida e sofreu hematoma no antebraço direito.
O suspeito foi rapidamente localizado nas proximidades do imóvel. No momento em que os militares o conduziam para a viatura, vizinhos tentaram espancar o homem e, por isso, a polícia precisou usar granadas e bala de borracha.
O homem negou as agressões e os danos, mas foi preso em flagrante pelos crimes. Ele e a criança receberam atendimento médico na UPA Central antes de serem encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as demais providências.
Mais de 3 mil famílias em Passos serão beneficiadas com botijão gratuito do programa Gás do Povo – Foto: reprodução
Cerca de 3,4 mil famílias em Passos (MG) serão contempladas com a entrega gratuita de botijões de gás por meio do novo programa federal “Gás do Povo”, lançado recentemente pelo governo. A medida foi oficializada na última sexta-feira (3), com a publicação das regras que definem quem poderá receber o benefício.
De acordo com o programa, terão direito ao auxílio as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) cuja renda mensal não ultrapasse meio salário mínimo por pessoa — o equivalente a R$ 759. A prioridade será dada aos beneficiários do Bolsa Família com renda de até R$ 218 por integrante do núcleo familiar.
Para garantir o acesso ao benefício, o cadastro deve estar atualizado há no máximo 24 meses. Em Passos, a estimativa é que 3.440 famílias atendam aos critérios e sejam beneficiadas pela iniciativa.
O que é o programa “Gás do Povo”
O Gás do Povo é uma nova política social do governo federal destinada a garantir, de forma direta e gratuita, o acesso ao botijão de gás de cozinha (GLP) para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Em contraste com o modelo anterior — o Auxílio Gás, que repassava valores em dinheiro para as famílias adquirirem o botijão por conta própria — o Gás do Povo permite que os beneficiários retirarem o botijão gratuitamente em revendas credenciadas ao programa, mediante autorização eletrônica ou vale, sem pagamento direto no ato da retirada.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DE PASSOS – APAE Passos – Foto: reprodução
EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
A ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DE PASSOS – APAE Passos, inscrita no CNPJ sob nº 17.921.537/0001-97, nos termos de seu Estatuto Social, convoca seus associados quites com suas obrigações financeiras para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 06 de novembro de 2025, em sua sede, situada à Rua da Imprensa, nº 195, Bairro Belo Horizonte, Passos/MG, em:
1ª convocação às 19h00, com a presença mínima de 1/3 (um terço) dos associados;
2ª convocação às 19h30, com qualquer número de associados presentes.
A assembleia terá como ordem do dia:
Leitura do edital de convocação;
Deliberação acerca da permuta e participação em empreendimento de loteamento fechado pertencente à APAE PASSOS, referente ao imóvel matriculado sob o nº 50.666, consistente em terreno rural com área de 10.127,33 m², neste município de Passos/MG, ao lado da MG-050.
Âmbito Jurídico comenta sobre a gravidade de conversas e cobranças em grupos de WhatsApp; seu nome foi exposto? Procure seus direitos – Foto: reprodução
De acordo com o Âmbito Jurídico, é possível processar alguém que te caluniou no WhatsApp. As mensagens ofensivas, mesmo em ambiente virtual, podem configurar crimes contra a honra, como injúria, difamação ou calúnia, além de ensejar indenização por danos morais. A Justiça brasileira reconhece plenamente a validade jurídica das mensagens trocadas por aplicativos como o WhatsApp, inclusive para fins de processo judicial.
A seguir, explicamos todos os aspectos legais, as medidas cabíveis e como proceder passo a passo para buscar reparação legal diante de ofensas recebidas pelo WhatsApp.
Como a lei trata os xingamentos no WhatsApp
As acusações e suposições por WhatsApp são analisados à luz do Código Penal Brasileiro, principalmente no capítulo que trata dos crimes contra a honra. Ainda que ocorram em ambiente privado, como uma conversa entre duas pessoas ou em grupo no aplicativo, esses atos são passíveis de punição e responsabilização cível.
A legislação brasileira não faz distinção entre ofensas proferidas pessoalmente ou por meio de dispositivos eletrônicos. Portanto, palavras ofensivas enviadas pelo WhatsApp possuem a mesma validade que aquelas ditas presencialmente.
O que são crimes contra a honra
Os crimes contra a honra são três: injúria, calúnia e difamação. Cada um deles possui elementos próprios e é necessário entender as diferenças para saber qual tipo se aplica ao seu caso.
Injúria
A injúria ocorre quando alguém ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa. Exemplos comuns de injúria no WhatsApp incluem xingamentos como “idiota”, “vagabundo”, “burro”, “canalha” ou expressões depreciativas que atingem diretamente a pessoa.
A injúria é um crime de menor potencial ofensivo, mas pode gerar processo criminal e, eventualmente, um pedido de indenização por danos morais.
Difamação
Já a difamação acontece quando alguém atribui a outra pessoa um fato ofensivo à sua reputação. A diferença aqui é que não basta apenas xingar, é preciso relatar um fato, verdadeiro ou falso, com o intuito de manchar a imagem do outro.
Exemplo: “Você roubou dinheiro da empresa”, “Todo mundo sabe que você traiu seu marido”. Mesmo que essas afirmações sejam feitas em uma conversa privada, elas podem configurar difamação.
Calúnia
A calúnia é ainda mais grave: ocorre quando alguém imputa falsamente a outra pessoa a prática de um crime. É o caso de alguém dizer, por WhatsApp: “Você é traficante”, “Você matou aquela pessoa”, “Você roubou meu celular” — sem que isso seja verdade. Nesse caso, além do crime de calúnia, pode haver ação cível por danos morais.
Quando o xingamento pode gerar processo
A simples discordância ou discussão em uma conversa por WhatsApp não necessariamente caracteriza crime. Mas, quando o conteúdo da mensagem ultrapassa o limite da crítica e parte para ofensas pessoais, há espaço para responsabilização judicial.
Para que você possa processar alguém por xingamento no WhatsApp, é necessário observar:
Se a ofensa foi direta e pessoal (injúria) ou se expôs fatos ofensivos (difamação ou calúnia);
Se há prova concreta, como o print da conversa ou outro registro;
Se houve dano moral ou constrangimento real;
Se o autor da ofensa pode ser identificado.
Mesmo que a conversa tenha ocorrido em um grupo ou de forma privada, a Justiça pode acolher a ação com base na mensagem registrada.
O que é necessário para processar alguém por xingamento no WhatsApp
Antes de entrar com um processo, é fundamental reunir provas e entender qual o melhor caminho legal a seguir. Veja o que você precisa:
Prints das mensagens
A principal prova é o print da conversa onde ocorreu o xingamento. Os tribunais aceitam esse tipo de prova, especialmente se for possível verificar:
Nome do autor da mensagem;
Data e horário;
Trecho da conversa para contextualizar;
Se possível, número do telefone ou foto do perfil.
É sempre recomendável que o print seja validado por uma ata notarial em cartório, o que confere autenticidade ao conteúdo apresentado.
Ata notarial
A ata notarial é um documento lavrado por um tabelião de notas que atesta o conteúdo de uma conversa, imagem ou site. Ao apresentar uma ata notarial da conversa do WhatsApp, o juiz tem mais segurança sobre a veracidade do que está sendo alegado.
Testemunhas
Em alguns casos, principalmente em grupos de WhatsApp, é possível arrolar testemunhas que presenciaram a ofensa e podem confirmar o ocorrido.
Relatórios psicológicos ou médicos
Se a ofensa causou sofrimento emocional, crises de ansiedade ou outro tipo de abalo psicológico, é válido apresentar laudos de psicólogos ou médicos que atestem o impacto sofrido.
Onde denunciar e como iniciar o processo
A depender do objetivo do ofendido (reparação financeira, punição criminal ou ambas), o processo pode seguir por diferentes caminhos. Veja abaixo os principais:
Boletim de ocorrência
A primeira providência recomendada é registrar um boletim de ocorrência na delegacia, relatando o ocorrido e anexando os prints da conversa. Em algumas cidades é possível fazer o registro online, em delegacias eletrônicas.
Se o caso for de injúria, calúnia ou difamação, é importante lembrar que esses são crimes de ação penal privada, ou seja, a vítima precisa apresentar queixa-crime no prazo de até seis meses, a contar da data em que soube quem foi o autor da ofensa.
Queixa-crime
A queixa-crime é uma petição elaborada por um advogado e apresentada ao Juizado Especial Criminal (JECRIM), narrando os fatos e pedindo a responsabilização penal do autor da ofensa. É nesse momento que o processo criminal tem início.
Ação por danos morais
Mesmo que o ofensor não seja condenado criminalmente, é possível ajuizar uma ação cível com pedido de indenização por danos morais. Isso porque a ofensa pode ter causado constrangimento, sofrimento ou dano à reputação da vítima.
Essa ação pode ser movida no Juizado Especial Cível, se o valor da indenização não ultrapassar 40 salários mínimos. Para causas de até 20 salários mínimos, não é obrigatório ter advogado.
Qual o valor da indenização por xingamento no WhatsApp
O valor da indenização por danos morais varia conforme o caso, a intensidade da ofensa, o contexto e os danos provocados. Não há uma tabela fixa. No entanto, decisões judiciais costumam fixar valores entre R$ 2.000,00 a R$ 15.000,00, a depender da gravidade.
Ofensas com conotação discriminatória, racial, sexual ou que envolvam exposição pública tendem a ter valores maiores. Por outro lado, brigas pontuais com xingamentos mais leves e sem repercussão social podem ter indenizações mais baixas.
O que acontece com quem ofende no WhatsApp
A pessoa que ofende alguém pelo WhatsApp pode enfrentar diferentes consequências:
Processo criminal por crime contra a honra;
Condenação a pagar indenização por danos morais;
Multas e acordos judiciais, nos casos julgados em juizados especiais;
Em alguns casos, pode ser firmada transação penal com prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cesta básica.
Se a ofensa for grave, reiterada ou envolver outros crimes como ameaça ou perseguição, as consequências podem ser ainda mais severas, como medidas protetivas, restrição de contato e eventual prisão.
O papel da retratação
Em casos de crimes contra a honra, o autor da ofensa pode se retratar, ou seja, reconhecer o erro e pedir desculpas de forma espontânea. Essa retratação pode ser aceita pela Justiça como uma forma de atenuar ou até excluir a pena, especialmente em casos de calúnia e difamação.
No entanto, mesmo com a retratação, a vítima ainda pode buscar a reparação cível, se entender que sofreu danos emocionais ou morais com a ofensa.
Discussões em grupos de WhatsApp
É muito comum que xingamentos e brigas ocorram em grupos de WhatsApp, como grupos de condomínio, trabalho, família ou colegas. Nessas situações, a exposição da vítima é maior, o que pode agravar a ofensa e aumentar o valor da indenização por danos morais.
Além disso, o administrador do grupo não é responsabilizado juridicamente pelas ofensas cometidas por terceiros, mas tem a possibilidade de remover o ofensor para evitar novas agressões.
Ofensas com conotação discriminatória
Xingamentos que envolvem racismo, homofobia, machismo, capacitismo ou qualquer tipo de preconceito são tratados de forma mais rigorosa pela Justiça. Nesses casos, pode haver a aplicação da Lei do Racismo (Lei 7.716/89), que prevê punições mais severas, inclusive com prisão.
A Justiça brasileira tem entendido que ofensas com conotação discriminatória, mesmo em conversas privadas, são inaceitáveis e devem ser punidas de forma exemplar.
Seção de perguntas e respostas
Posso processar alguém que me chamou de burro no WhatsApp? Sim. Essa ofensa pode configurar injúria, especialmente se for em tom depreciativo e sem justificativa. Se causar dano emocional, também é possível pedir indenização por danos morais.
Preciso de advogado para processar alguém que me xingou? Para entrar com queixa-crime ou ação cível com pedido de indenização superior a 20 salários mínimos, sim. Mas ações no Juizado Especial Cível até esse limite podem ser movidas sem advogado.
Prints de WhatsApp servem como prova? Sim, especialmente se forem autenticados por ata notarial. O print sozinho pode ser suficiente, mas autenticá-lo reforça a validade diante do juiz.
O que fazer se me xingarem em grupo de WhatsApp? Salve os prints com contexto, denuncie o agressor ao administrador do grupo e registre boletim de ocorrência. Em seguida, procure orientação jurídica.
Qual o prazo para processar por injúria no WhatsApp? Se for via ação penal privada (crime contra a honra), o prazo é de seis meses a partir do conhecimento da autoria. Para ação cível, o prazo geral é de três anos.
Quem me xingou se arrependeu. Ainda posso processar? Sim. O arrependimento não impede o processo, embora possa influenciar na dosimetria da pena ou no valor da indenização.
Xingamento por áudio no WhatsApp também é válido como prova? Sim. Gravações de áudio podem ser usadas como prova desde que sejam apresentadas na íntegra e não editadas. É importante que você seja o destinatário legítimo da mensagem.
É possível conseguir medida protetiva por xingamentos? Sim, especialmente se os xingamentos forem acompanhados de ameaças, perseguição ou configurarem violência psicológica. A medida protetiva pode proibir o agressor de fazer contato.
Conclusão
Processar alguém por xingamento no WhatsApp é totalmente possível e amparado pela legislação brasileira. As mensagens trocadas no aplicativo têm valor jurídico e podem servir de base tanto para ações criminais quanto para pedidos de indenização por danos morais.
O importante é agir com responsabilidade, reunir provas consistentes e não tolerar atitudes que ultrapassem os limites do respeito. O ambiente virtual não é uma terra sem lei, e todos têm o direito de se expressar sem serem agredidos verbalmente.
Se você foi ofendido, saiba que a Justiça está ao seu lado. Procure orientação jurídica, registre o ocorrido e defenda seus direitos com base na legalidade, na ética e na proteção da sua dignidade.
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