Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos 24hs no Ar
Diversos veículos de comunicação e portais de notícias tem recebido reclamações sobre a falta de coleta de lixo em diferentes bairros de Passos (MG). Moradores do Itália, Canadá, São Francisco, Penha, Santa Luzia, entre outros, relatam que os resíduos estão se acumulando nas esquinas e causando mau cheiro.
De acordo com os moradores, a situação já dura três dias em algumas localidades. O acúmulo de sacos e a ausência do serviço têm gerado indignação. Um deles afirmou que não aguenta mais o descaso com a população e que, se o problema persistir, os próprios moradores podem levar o lixo até a Prefeitura, já que nas ruas não há mais espaço.
Outro morador relatou que não vê providências sendo tomadas, apesar das reclamações. Segundo ele, a população já expôs a situação às autoridades, mas nenhuma solução foi apresentada até agora.
No bairro Jardim Ipê, a porta da Escola Municipal Emília Leal de Melo, escola referência na educação infantil em Passos, também está com acúmulo de lixo a pelo menos 4 dias.
Enquanto isso, o lixo segue acumulado e os moradores aguardam uma resposta efetiva do poder público.
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos 24hs no Ar
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos Online
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos Online
Emater e Cecafé firmam parceria para promover a sustentabilidade na cafeicultura – Foto: reprodução
No Dia Internacional do Café, celebrado em 1 de outubro, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) anunciam uma nova parceria em prol da sustentabilidade da cafeicultura mineira. A união das instituições irá fortalecer o programa Construindo Solos Saudáveis, criado pela Emater-MG.
A iniciativa está alinhada ao tema definido pela Organização Internacional do Café (OIC) para a data em 2025: “Abraçando a colaboração mais do que nunca”. O lema ressalta o valor da cooperação em toda a cadeia produtiva do café para garantir meios de vida sustentáveis e resiliência ambiental — princípios que estão na base do acordo entre Cecafé e Emater-MG.
O programa Construindo Solos Saudáveis se baseia no uso de plantas de cobertura cultivadas em consórcio com lavouras comerciais, como café. Essas plantas, entre elas crotalárias, milheto, nabo forrageiro e feijão-guandu, contribuem para a fertilidade da terra, reduzem a erosão, aumentam a infiltração de água e melhoram a estrutura do solo. Após roçadas, as plantas de cobertura permanecem sobre o terreno como palhada, formando uma camada protetora que ajuda a preservar a umidade e a matéria orgânica, além de diminuir a temperatura do solo.
O sistema também traz outros resultados ambientais expressivos. O estudo Balanço de Carbono na Cafeicultura de Minas Gerais, conduzido pelo Imaflora e pela Esalq/USP, a pedido do Cecafé, mostrou que a manutenção do solo coberto, combinada a práticas conservacionistas, pode gerar um balanço de carbono negativo de 10,5 toneladas de CO₂ equivalente por hectare de café arábica ao ano. Esse dado reforça o papel da cafeicultura regenerativa na mitigação das mudanças climáticas.
Na prática, a parceria entre Emater-MG e Cecafé prevê, nesta primeira etapa, a instalação de Unidades Demonstrativas (UDs) em propriedades do Sul de Minas e do Cerrado Mineiro, onde serão avaliados os benefícios das plantas de cobertura para o café.
“Nessas unidades, serão avaliados os benefícios da utilização de culturas de cobertura na entrelinha do café, contribuindo para a melhoria da saúde do solo, aumento da produtividade e maior resiliência às mudanças climáticas”, afirma a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, Silvia Pizzol, para quem a cooperação entre as duas instituições representa um marco.
Os técnicos da Emater-MG e cafeicultores poderão observar de perto os efeitos das práticas no solo e na produtividade, além de compartilhar experiências em dias de campo. Estão incluídas ainda ações como assistência técnica especializada, análises de solo, avaliação de biomassa e mobilização de produtores com o apoio dos exportadores vinculados ao Cecafé.
Coordenador técnico de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu destaca que a união de esforços é fundamental para promover a sustentabilidade na atividade. “Ao unir conhecimento, engajamento dos exportadores, produtores, técnicos da Emater e apoio institucional, a parceria representa um passo concreto rumo à cafeicultura regenerativa, que valoriza o solo como base para uma produção mais equilibrada e duradoura. Além disso, estamos respondendo aos anseios do mercado consumidor por produtos ambientalmente responsáveis”, declara.
Muzambinho sanciona lei que proíbe sacolas plásticas às segundas-feiras – Foto: reprodução
A cidade de Muzambinho (MG) passou a adotar oficialmente a chamada “segunda-feira sustentável”. Uma lei municipal, já sancionada e publicada, proíbe o fornecimento de sacolas plásticas em todos os estabelecimentos comerciais do município nesse dia da semana.
A iniciativa começou há cerca de três meses em uma rede de supermercados, que testou a medida em uma de suas maiores lojas. Aos poucos, a prática foi ampliada para as seis unidades do grupo e, diante da aceitação dos clientes, acabou transformada em lei. O gerente da rede, Gabriel Isaías de Carvalho, explicou que no início houve resistência dos consumidores, mas, com ações de conscientização e informativos, a população se adaptou. Atualmente, muitos clientes continuam utilizando alternativas ao plástico mesmo fora da segunda-feira. Nesses dias, apenas caixas de papelão são disponibilizadas, embora durante a semana o comércio ainda ofereça as sacolas plásticas.
A população, no entanto, se dividiu quanto à mudança. Para o aposentado Ismael Donizetti Nadalete, a substituição do plástico é positiva, especialmente por causa dos impactos ambientais. Ele acredita que as caixas de papelão são até mais práticas para uso no dia a dia. Já o morador Cleiton Fernandes de Souza considera que a restrição prejudica os consumidores, já que muitos reutilizam as sacolas para descartar lixo ou guardar objetos.
A Lei nº 3.788, de autoria do vereador Baiano (PTB), determina que comerciantes incentivem o uso de sacolas retornáveis, caixas de papelão ou sacos de papel. O parlamentar afirma que a intenção é, com o tempo, eliminar totalmente as sacolas plásticas, reduzindo custos para os comerciantes e impactos ao meio ambiente.
O descumprimento da regra pode gerar multa de R$ 670,89 (equivalente a três unidades fiscais do município). Em caso de reincidência, o valor dobra e o estabelecimento pode até ser interditado.
Especialistas destacam a relevância da iniciativa. O professor de gestão ambiental Claudiomir Silva Santos lembra que o plástico leva séculos para se decompor, provoca danos ao solo, à água e à saúde pública e que cada brasileiro gera, em média, 60 quilos de lixo plástico por ano, colocando o país como o quarto maior produtor desse tipo de resíduo no mundo. Para ele, a legislação aprovada em Muzambinho se destaca por ser uma das poucas no país com esse tipo de restrição.
A Associação Comercial e Industrial de Muzambinho informou, em nota, que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre a lei e que está se inteirando do assunto para posteriores esclarecimentos.
Governo abre consulta sobre fim da exigência de autoescola para CNH; veja detalhes da proposta – Foto: reprodução
O Ministério dos Transportes abre, nesta quinta-feira (2/10), uma consulta pública que pretende modificar as regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, segundo a pasta, prevê que o candidato possa escolher diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios, como condição para a emissão da CNH.
A ideia é retirar a obrigatoriedade de contratação de autoescolas por parte dos candidatos, que poderão escolher contratar instrutores autônomos credenciados. “Hoje, os altos custos e a burocracia impedem milhões de pessoas de ter a habilitação. 20 milhões de brasileiros dirigem sem carteira, porque o modelo atual é excludente, caro e demorado demais”, afirmou o ministro do Transportes, Renan Filho, em uma postagem nas redes sociais para divulgar a iniciativa.
“Com a nova proposta, o cidadão terá mais liberdade para escolher como se preparar para as provas do Detran, de forma mais personalizada e acessível. O objetivo do governo é democratizar o acesso à CNH, ampliar a inclusão e tornar o trânsito mais seguro no país”, acrescentou.
A expectativa do governo é que a flexibilização na formação de novos motoristas reduza o custo da CNH, que atualmente pode ultrapassar R$ 3,2 mil, segundo o Ministério dos Transportes.
A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, e depois seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Durante esse período, qualquer cidadão poderá enviar sugestões e contribuições.
Mudanças
Entre as mudanças propostas, está justamente o fim da exigência de carga horária mínima de 20 horas-aula práticas. O candidato poderá escolher como fará sua preparação, contratando um centro de formação de condutores ou um instrutor autônomo.
Os instrutores deverão ser credenciados pelos Departamentos de Trânsito (Detrans) dos estados. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) permitirá a formação desses profissionais por cursos digitais.
A projeção do governo federal é que o custo para obtenção da CNH poderá cair em até 80%, resultado da ampliação das formas de oferta da formação teórica, inclusive contando com formatos digitais, e a dispensa da carga horária mínima nas aulas práticas.
Entenda, ponto a ponto, os detalhes da proposta:
Como obter a CNH?
A abertura do processo será feita diretamente pelo site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou por meio da Carteira Digital de Trânsito (CDT).
Será obrigatório frequentar os Centros de Formação de Condutores (CFCs) para as aulas?
Não. O conteúdo teórico poderá ser estudado de forma presencial nos CFCs, por ensino a distância (EAD) em empresas credenciadas ou, em formato digital, oferecido pela própria Senatran.
O novo modelo aumenta a segurança no trânsito?
Sim. A expectativa é ampliar o número de condutores habilitados e reduzir a condução sem formação adequada. A formalização do processo contribui para diminuir a informalidade e fortalecer a fiscalização. Vale lembrar que, assim como no modelo atual, as habilidades para dirigir em vias públicas continuarão sendo avaliadas por exames teóricos e práticos obrigatórios. As aulas, por si só, não garantem que o candidato esteja apto; é a prova que atesta se ele realmente possui as competências necessárias para dirigir com segurança.
O aluno terá que cumprir um número mínimo de aulas práticas?
Não. O novo modelo retira a exigência de carga horária mínima de 20 horas-aula práticas. O candidato poderá escolher como fará sua preparação: contratando um centro de formação de condutores ou um instrutor autônomo credenciado pelos Detrans. Isso permite adaptar a formação às necessidades de cada pessoa e reduzir custos, mantendo a obrigatoriedade de ser aprovado nos exames teórico e prático para obter a CNH.
E como ficam as categorias C, D e E?
A proposta também prevê a facilitação dos processos de obtenção da CNH para as categorias C (veículos de carga, como caminhões), D (transporte de passageiros, como ônibus) e E (carretas e veículos articulados) permitindo que os serviços sejam realizados pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) ou por outras entidades, com o objetivo de tornar o processo mais ágil e menos burocrático.
Como o novo modelo irá baratear o custo da CNH?
O custo para obtenção da CNH poderá cair em até 80%, resultado da ampliação das formas de oferta da formação teórica, inclusive contando com formatos digitais, e a dispensa da carga horária mínima nas aulas práticas. A maior liberdade de escolha para o candidato torna o processo mais flexível, amplia o acesso e estimula a concorrência, o que deve reduzir os preços para obter a primeira habilitação.
O projeto diminui a importância dos CFCs?
Não. Os CFCs continuarão oferecendo aulas, mas a exigência legal de carga horária mínima para aulas práticas será dispensada. Além disso, os centros de formação poderão ofertar seus cursos também na modalidade EAD. Dessa forma, os centros de formação de condutores seguirão oferecendo serviços complementares e personalizados, com foco em qualidade e acessibilidade.
Quem irá se beneficiar com a proposta?
Todos os brasileiros, especialmente aqueles com menor renda. Atualmente, cerca de 161 milhões de brasileiros estão em idade legal para dirigir, mas muitos ainda não possuem habilitação, em grande parte devido ao alto custo do processo atual.
Como será o procedimento para credenciar instrutores autônomos?
Os instrutores deverão ser credenciados pelos Detrans. A Senatran permitirá a formação desses profissionais por cursos digitais. Os cursos para instrutores poderão ser feitos à distância, mas seguirão critérios rigorosos definidos pelos Detrans e pela Senatran, com conteúdos padronizados, avaliação final obrigatória e controle digital, garantindo a qualidade da formação. Nenhum profissional poderá atuar sem credenciamento oficial: todos passarão por avaliação, deverão cumprir requisitos legais e serão identificados digitalmente na Carteira Digital de Trânsito (CDT).
O processo será menos burocrático?
Sim. O projeto prevê o uso de soluções tecnológicas, como plataformas que conectem candidatos e instrutores, semelhantes a aplicativos de mobilidade. Essas ferramentas poderão oferecer agendamento, geolocalização e pagamentos digitais.
Existem outros países que já adotam essa medida?
Sim. A proposta se inspira em práticas de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde os modelos de formação são mais flexíveis e centrados na autonomia do cidadão.
Câmara de Varginha aprova projeto de lei que proíbe condenados por racismo de ocupar cargos públicos – Foto: reprodução
A Câmara de Vereadores de Varginha (MG) aprovou por unanimidade, nesta semana, o projeto de lei conhecido como Ficha Limpa Antirracismo. A proposta estabelece que pessoas condenadas por crimes de racismo ou discriminação não poderão ocupar cargos públicos no município.
A medida vale para toda a administração pública municipal, direta e indireta, incluindo cargos efetivos, de livre nomeação e de exoneração. Conforme o texto, ficam proibidas as nomeações de indivíduos que possuam condenação definitiva por crimes relacionados à cor, etnia, religião ou origem nacional – o que inclui práticas de xenofobia.
O autor do projeto é o vereador Alexandre Prado (Avante), que ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa. Para ele, a aprovação representa um marco no combate à intolerância:
“Pessoas que cometem crimes de racismo não podem ocupar cargos públicos. Essa é uma ação concreta e prática que valoriza a dignidade da pessoa humana e fortalece a confiança da sociedade nos agentes públicos”, afirmou.
Segundo Prado, após a sanção, caberá ao Executivo regulamentar a lei por meio de decreto, definindo como será feita a aplicação prática. A Prefeitura, por meio da área de recursos humanos, ficará responsável por verificar se candidatos a cargos públicos têm condenações que impeçam suas nomeações.
A fiscalização, em caso de descumprimento, será de responsabilidade dos órgãos competentes e também da própria Câmara Municipal, que acompanhará convocações de concursos e nomeações.
Em nota, a Prefeitura informou que o texto ainda não chegou ao Executivo para análise. O município destacou que seguirá os trâmites legais antes do encaminhamento à sanção ou veto do prefeito.
Monte Sião, no Sul de Minas, registra ataque cibernético e tem prejuízo de mais de R$ 5 milhões em contas municipais – Foto: reprodução
A Prefeitura de Monte Sião (MG) foi alvo de um ataque cibernético que desviou mais de R$ 5 milhões de contas bancárias do município. O caso foi confirmado após reunião com a Caixa Econômica Federal e registro de boletim de ocorrência na Polícia Federal, em Varginha.
Segundo a administração municipal, os primeiros indícios surgiram na segunda-feira (29), quando o gerente da Caixa entrou em contato questionando sobre transações suspeitas. Ainda naquele dia, foram identificadas movimentações indevidas em duas contas, que totalizaram um desvio de R$ 2,9 milhões.
Na terça-feira (30), novas verificações apontaram que ao todo 12 contas do município foram acessadas de forma irregular. O levantamento mostrou um desvio de R$ 5.502.298,54, feito por meio de 54 transferências eletrônicas (TEDs), seis movimentações internas na própria instituição financeira e o pagamento de um boleto.
A Prefeitura informou que abriu uma sindicância interna para investigar possível participação ou falha de servidores. Também foi instaurada uma notícia-crime na Polícia Federal, além da decisão de mover uma ação judicial contra a Caixa Econômica Federal para reaver o dinheiro.
“Todas as medidas jurídicas, administrativas e criminais estão sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos e tentar recuperar o dinheiro”, informou o prefeito Juninho Zucato (UNIÃO) em pronunciamento divulgado nas redes sociais.
Jovem de Nova Resende morre durante moto romaria com destino a Aparecida; vítima foi atingida por uma caixa d’água – Foto: redes sociais
Morreu na última quarta-feira (1º) o jovem João Vitor Teixeira, de 19 anos, que havia sido atingido por uma caixa d’água durante uma moto romaria na rodovia MG-179, em São João da Mata (MG). O acidente aconteceu no último sábado (27).
Segundo informações, a vítima participava de uma romaria de motociclistas que saiu de Nova Resende (MG) com destino a Aparecida (SP), quando uma caixa d’água de 5 mil litros caiu da carroceria de um caminhão e o atingiu. Outros participantes do grupo conseguiram desviar do objeto.
João Vitor sofreu um grave traumatismo cranioencefálico, precisou ser entubado e foi socorrido pelo Samu até o Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), onde permaneceu internado desde então. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu.
Jovem de Nova Resende morre durante moto romaria com destino a Aparecida; vítima foi atingida por uma caixa d’água – Foto: redes sociais
Casal é preso com quase meio quilo de crack durante operação na MG-050, em Capitólio – Foto: divulgação/Polícia Militar
Na manhã da última terça-feira (30), uma operação da Polícia Militar de Piumhi resultou na apreensão de drogas e diversos materiais ligados ao tráfico na rodovia MG-050, em Capitólio (MG).
De acordo com a corporação, os militares receberam a informação de que um casal de Piumhi havia se deslocado armado até Passos para comprar entorpecentes e reabastecer o comércio ilegal em Piumhi.
O cerco policial foi montado nas proximidades do Posto Beira Rio, onde os suspeitos, que seguiam em uma motocicleta Honda CB 300 preta, foram abordados. Com a passageira, os militares localizaram uma mochila contendo grande quantidade de drogas.
Materiais apreendidos:
477 gramas de crack
16 gramas de cocaína
R$ 95 em dinheiro
5 celulares
2 tablets
1 balança de precisão
Os dois foram detidos em flagrante e levados à delegacia, onde deverão prestar depoimento.
Segundo a Polícia Militar, a ação integra o conjunto de operações permanentes de combate ao tráfico de drogas na região.
Um vídeo de circuito de segurança mostra o momento em que um carro e uma viatura da Polícia Militar parecem “voar” durante uma perseguição no bairro Cardoso, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. O caso aconteceu na noite de sábado (27) para domingo (28), após o furto do carro branco no bairro Padre Eustáquio.
Segundo a PM, dois homens chegaram ao local do crime em outro veículo de mesmo modelo, de cor cinza. Um deles arrombou e conseguiu ligar o carro estacionado, fugindo em seguida com apoio do comparsa.
A vítima acionou a polícia, que iniciou rastreamento com apoio de uma empresa de monitoramento veicular.
Durante as buscas, os militares encontraram o veículo branco abandonado em uma rua. Pouco depois, os suspeitos voltaram em direção ao carro, momento em que um deles assumiu novamente a direção do veículo furtado e fugiu.
Na perseguição, o motorista do carro cinza, identificado como Guilherme, desobedeceu à ordem de parada e tentou escapar em alta velocidade, avançando sinais vermelhos e dirigindo de forma perigosa.
Na Avenida Barão de Monte Alto, ele perdeu o controle da direção, colidiu contra o meio-fio e invadiu a calçada.
O suspeito foi preso em flagrante. Com ele, a polícia apreendeu uma chave de fenda, um módulo eletrônico usado para furtar veículos e um celular danificado.
Aos militares, o homem confessou ter destruído o aparelho para apagar mensagens ligadas às atividades criminosas, mas não informou detalhes sobre o comparsa.
Os dois carros envolvidos foram apreendidos e levados para um pátio credenciado. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
Mais de 100 menores que abandonaram escola para jornadas exaustivas em fábricas de calçados são resgatados em MG – Foto: Auditoria Fiscal do Trabalho/Divulgação
Uma operação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT) revelou um cenário alarmante em fábricas de calçados de Nova Serrana e Perdigão, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Entre 22 e 26 de setembro, fiscais constataram que 65 dos 68 estabelecimentos vistoriados utilizavam mão de obra infantil em condições ilegais e insalubres. Ao todo, 107 menores foram afastados das atividades.
Entre os casos identificados, chamou a atenção o de um garoto de 16 anos, que trabalhava das 7h às 17h após ter deixado os estudos há três anos. Também foi encontrada uma adolescente de 15 anos que, há dois anos fora da escola, operava uma prensa pneumática.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 23% dos adolescentes resgatados não frequentavam a escola, enquanto 12% se recusaram a informar a situação educacional. Os fiscais destacaram que a maioria apresentava defasagem escolar ou havia abandonado os estudos.
Além da evasão, o trabalho nas fábricas expunha os menores a riscos severos: vapores tóxicos de cola, contato com produtos químicos, ruídos acima do permitido e atividades repetitivas. “A cena revelava mais do que uma infração trabalhista; mostrava uma infância interrompida, em que o tempo que deveria ser dedicado ao estudo e ao lazer foi tomado pelo odor tóxico da cola e pelo trabalho repetitivo”, descreveu a auditora Ísis Freitas Oliveira.
A legislação brasileira é clara: o trabalho é proibido para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz entre 14 e 15 anos, com vínculo garantido à escola e à capacitação profissional. Já para adolescentes de 16 e 17 anos, a lei permite o emprego apenas em funções que não ofereçam riscos à saúde e à segurança — o que não se verificava nos locais fiscalizados.
Com a operação, uma criança de 11 anos e todos os adolescentes com menos de 16 anos foram retirados imediatamente das atividades. Já os jovens de 16 e 17 anos foram remanejados para funções permitidas. Todos deverão receber as verbas rescisórias, e as empresas flagradas — que não tiveram os nomes divulgados — serão autuadas pelo MTE.
Para evitar novas ocorrências, os adolescentes serão encaminhados à rede de proteção social e a programas de aprendizagem. O MTE também propôs que empresas da região firmem Termo de Compromisso para a abertura de vagas no Senai destinadas a jovens em situação de vulnerabilidade.
Mais de 100 menores que abandonaram escola para jornadas exaustivas em fábricas de calçados são resgatados em MG – Foto: Auditoria Fiscal do Trabalho/Divulgação
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?