O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou à Prefeitura de Passos que interrompa a concessão de apoio estrutural a eventos organizados por empresas e organizações sociais sem respaldo legal e sem a devida formalização. A medida foi adotada pela 7ª Promotoria de Justiça de Passos, após investigações que identificaram o uso de bens e serviços custeados com recursos públicos — como palco, som, iluminação, tendas, gradis e segurança — em benefício de eventos privados, sem contrato ou qualquer outro instrumento jurídico.
Os eventos analisados foram o Festival Eu Amo Passos, o Festival de Inverno, a 1ª Jornada da Diversidade LGBTQIAPN+ e a Feira Afro Passos. Nos dois primeiros, o apoio foi prestado diretamente a empresas privadas sem qualquer documento formal. Nos dois últimos, embora houvesse termo de parceria firmado com organizações do terceiro setor, a cessão da estrutura física e dos serviços de segurança não estava prevista nos respectivos instrumentos.
O MPMG destacou que a cessão de estruturas e serviços contratados pelo município tem conteúdo econômico e equivale a um gasto indireto de recursos públicos, sujeitando-se, portanto, às mesmas exigências legais aplicáveis a qualquer dispêndio do erário. A legislação vigente não autoriza apoio econômico informal a entes privados — sejam empresas com fins lucrativos ou organizações da sociedade civil —, ainda que rotulado como “apoio institucional”, “logístico” ou “cultural”.
Segundo o MPMG, quando houver interesse público no fomento a eventos, o apoio deve observar previsão orçamentária, formalização em instrumento jurídico próprio, procedimento isonômico de seleção, definição prévia de contrapartidas verificáveis e prestação de contas. Para eventos promovidos por empresas com fins lucrativos, a exigência é ainda mais rigorosa: é necessária lei específica autorizando o apoio.
Diante das irregularidades apuradas, a Promotoria de Justiça recomendou ao prefeito e ao controlador-geral do município que interrompam imediatamente qualquer apoio informal ainda em curso, formalizem adequadamente futuras parcerias e orientem secretarias e órgãos municipais a não repetir as práticas identificadas.
A Prefeitura tem cinco dias para informar ao MPMG se vai acatar a Recomendação, apresentando o cronograma de adequação e as providências adotadas, ou, em caso negativo, a justificativa jurídica para o não acatamento.
O MPMG esclarece que a Recomendação tem caráter preventivo, voltada a coibir novas irregularidades, sem prejuízo da continuidade das investigações para apuração de eventuais atos de improbidade administrativa.
Estação seca já multiplica incêndios e riscos à saúde em MG – Foto: reprodução
O ano começou com baixa incidência de incêndios florestais em Minas Gerais em relação a 2025, mas houve um aumento súbito em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado. E o risco de queimadas cresce, à medida em que o período de seca avança. No quarto mês de 2025, houve 340 ocorrências. Em abril deste ano, o estado somou 918 registros, o que representa uma alta de 170%. Desses, 42 foram em Belo Horizonte, contra 37 no mesmo mês do ano passado, um aumento de 13,5%. Aliados ao início da estiagem, os feriados prolongados são os principais fatores para a alta nos casos, o que preocupa o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). Depois da semana santa, Tiradentes e Dia dos Trabalhadores, há mais um feriadão à vista, o Corpus Christi, no início de junho, que pode elevar os riscos.
Baixa umidade do ar, escassez de chuvas, com o consequente ressacamento da vegetação, descuido e até ações criminosas formam o combo das queimadas. “Estamos em uma crescente. O período de estiagem, junto com essa combinação de fatores, começa a se estabelecer de maneira mais evidente a partir de abril”, lembra o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos. Desde o início da seca, e da sequência de feriados prolongados, os militares estão de prontidão para novos incêndios – sobretudo em unidades de conservação (UCs).
“Esses períodos de feriado acabam coincidindo com o aumento de ocorrências em parques, unidades de conservação (UCs), em áreas de amortecimento, porque as pessoas buscam esses locais para fazer trilhas e ecoturismo. E, infelizmente, até de maneira inadvertida, acabam deixando para trás uma fonte de ignição, um fogareiro, uma fogueira mal apagada”, explica.
Segundo Barcellos, muitos frequentadores de parques estaduais, onde há áreas protegidas, não se atentam para cuidados como apagar as fogueiras, o que pode acarretar incêndios. Outros comportamentos, como queimar lixo, limpar lotes ou gerar um incêndio à margem de rodovias próximas às UCs também preocupam a corporação.
Eventos recentes ilustram a situação, que tende a se agravar nos próximos meses. Na noite 26 de abril, um incêndio consumiu uma área de 4 mil metros quadrados de vegetaçãoem um lote vago no Bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas atingiram um bambuzal. No local, havia grande concentração de restos vegetais, favorecendo a propagação do fogo. Os militares usaram 15 mil litros de água para combater o incêndio, cujas causas são investigadas.
Estiagem
No acumulado do ano, o total de incêndios ainda é inferior ao de igual período do ano passado. Levantamento feito pelo CBMMG mostra que os incêndios em vegetação no estado diminuíram 46,55% no primeiro quadrimestre de 2026, quando houve 1.960 ocorrências, comparado com igual período do ano passado (3.667). Em Belo Horizonte, a redução foi ainda mais expressiva – de 155 queimadas nos quatro primeiros meses de 2025, o número caiu 65,16% neste ano, com 54 registros. O recuo, que ocorreu, de fato, até março, é atribuído pelo Corpo de Bombeiros ao período chuvoso, que teve um ponto crítico em Minas Gerais no início deste ano. Entretanto, o sinal se inverteu em abril. Em maio, que já começou com um feriadão, foram registrados, até ontem, 423 incêncios em Minas Gerais , sendo 44 na Região Metropolitana de Belo Horizonte e 21 apenas na capital do estado. No ano passado, as ocorrências somaram 1.185 em Minas nos 31 dias do quinto mês do ano, ainda segundo dados do Corpor de Bombeiros. E as previsões meteorológicas apontam para o aprofundamento da estiagem.
Previsão do tempo
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), as previsões meteorológicas indicam que o fenômeno El Niño deve impor seus efeitos com maior intensidade no segundo semestre. A previsão é de que haja maior frequência de ondas de calor e baixa umidade na Região Sudeste. O Cemanden não fala especificamente de Minas, mas outras previsões indicam que a situação deve piorar no estado.
Com a estação seca – que vai do outono ao fim do inverno em Minas Gerais–, a previsão é de pouca chuva até o início de outubro no estado, com possibilidade apenas de pancadas fracas e rápidas em algumas regiões, aponta o meteorologista Lizando Gemiacki, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Triângulo Mineiro e no Sul de Minas ainda pode chover um pouco mais, mas os volumes já diminuíram bastante para esta época do ano, informa.
A umidade do ar ainda não deve atingir níveis tão baixos em maio, mas pode chegar próximo dos 30% nas horas mais quentes do dia, principalmente no fim do mês, segundo o meteorologista. O cenário tende a piorar até agosto e setembro, meses considerados mais críticos, quando os índices podem atingir entre 12% e 15%. As regiões Norte e Nordeste de Minas, incluindo áreas do Vale do Jequitinhonha, costumam registrar os menores índices de umidade antes das demais regiões do estado. Em Montes Claros, por exemplo, os índices já podem se aproximar de 30% ao longo deste mês.
Ele ainda informou que uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas no Sul de Minas e deixar o clima mais ameno na Zona da Mata. No restante do estado, a tendência é de temperaturas estáveis, com predomínio de uma massa de ar quente e seca, condição considerada comum para o período. Outra massa de ar frio pode chegar no fim do mês, mas a previsão ainda depende das próximas atualizações meteorológicas.
Secura e fumaça
Além de apresentar risco às áreas de vegetação, o aumento de queimadas acende um alerta para a saúde. De acordo com a médica pneumologista Michele Andreata, a baixa umidade compromete diretamente a defesa natural das vias aéreas, pois o ar mais seco resseca a mucosa respiratória, reduz a eficácia do muco e dos cílios que funcionam como barreira contra vírus, bactérias e partículas inaladas. Quando somado ao avanço das queimadas, o risco de agravamento dos quadros respiratórios é ampliado.
“Com o aumento das queimadas, há uma elevação significativa na concentração de poluentes no ar, como material particulado fino, monóxido de carbono e substâncias tóxicas. Esse conjunto favorece a inflamação das vias respiratórias, piora doenças pré-existentes como asma, bronquite e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), e aumenta a incidência de infecções respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Além disso, o El Niño tende a intensificar períodos de seca, prolongando a exposição a esse ambiente desfavorável”, diz a especialista.
Andreata explica que as queimadas liberam grande quantidade de poluentes que, ao serem inalados, atingem diretamente o sistema respiratório. O material particulado fino, que vem dos incêndios florestais, mas também da emissão por veículos motores a diesel e gasolina, queima de lixo e combustíveis e indústrias, penetra profundamente nos pulmões. Essa substância consegue alcançar a corrente sanguínea e desencadear processos inflamatórios que podem levar a crises de asma, agravamento de doenças pulmonares crônicas e infecções respiratórias.
Os sintomas incluem tosse, ardor nos olhos, irritação na garganta, falta de ar e sensação de cansaço. A médica ressalta que quem deseja se proteger deve evitar a exposição direta à fumaça, manter ambientes internos fechados nos períodos de maior poluição, utilizar umidificadores ou bacias com água para amenizar o ressecamento do ar, manter boa hidratação e, quando necessário, utilizar máscaras com boa vedação, como as do tipo PFF2, especialmente para grupos de risco. Também é importante redobrar a atenção com a higiene nasal, que ajuda a remover partículas inaladas, além de manter o acompanhamento médico em caso de doenças respiratórias pré-existentes.
Emergência
Diante do cenário climático, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também crescem. Até a última quarta-feira (22/4), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) contabilizou 8.247 notificações e 379 mortes no estado, sendo que BH concentra a maior parte delas (98). Ainda no dia 22, a Prefeitura de BH (PBH) anunciou a abertura de novos cinco leitos pediátricos no Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, na Região Noroeste, para reforçar o combate de doenças respiratórias no período.
Os novos leitos se somam a outros cinco disponibilizados na semana anterior, reforçando a assistência das crianças no município. De acordo com a PBH, a ampliação ocorrerá gradualmente, conforme a demanda assistencial, e pode chegar a 20 leitos. O número de internações pediátricas por questões respiratórias no Odilon Behrens aumentou cerca de 53% no primeiro trimestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano passado, saindo de 175 para 268. Já em abril, até ontem, foram 193 internações, o que põe em evidência a escalada das enfermidades.
No início do mês, o Hospital Infantil João Paulo II recebeu sete novos leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 19 de enfermaria, dois consultórios médicos de pronto atendimento e oito leitos em salas de decisão clínica. A medida responde ao crescimento da demanda que costuma ocorrer entre março e maio, época em que o hospital registra aumento médio de 47% nos atendimentos de pronto-socorro e de 40% nas internações.
A capital e outros oito municípios decretaram situação de emergência em decorrência da alta de quadros de SRAG, que começou de forma antecipada no país, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Além de BH, entraram em situação de emergências: Araguari, no Triângulo Mineiro; Caratinga, no Rio Doce; Contagem, Pedro Leopoldo e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana; Diamantina, no Jequitinhonha; Montes Claros, no Norte de Minas, e Unaí, no Noroeste.
Prevenção
Para combater casos graves e internações por SRAG, o mais importante é se prevenir por meio da vacinação. Neste ano, a meta do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é alcançar 90% de cobertura vacinal do público-alvo. Nos últimos dois anos a cobertura vacinal contra a influenza no estado ficou em torno de 60%. Minas Gerais recebeu cerca de 3,2 milhões de doses do imunizante contra a gripe, que foram distribuídas para todos os municípios. A campanha de vacinação contra a gripe conta com doses disponíveis para crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, mulheres no pós-parto, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente e caminhoneiros.
Os locais de vacinação de bebês e crianças contra a bronquiolite também foi ampliado em Belo Horizonte. Além do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE), outras nove unidades de saúde passam a ser referência na vacinação. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no site da prefeitura. Desde janeiro foram aplicadas mais de 1,2 mil doses na capital. Fazem parte do grupo elegível os bebês prematuros menores de 6 meses (até 5 meses e 29 dias) que tenham recebido alta hospitalar. (Colaborou Fernanda Santiago)
Homem mata criança autista de 4 anos por causa de música alta em MG – Foto: redes sociais
Um homem de 23 anos confessou ter espancado até a morte uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pois ela “ouvia música muito alta”. A vítima foi identificada como Brenner Antony da Silva, de 4 anos. O suspeito foi preso no dia do crime, que ocorreu na noite do último domingo (10), em Frutal (MG).
Antes da agressão, o suspeito invadiu a casa onde a criança vive com a família, amarrou o cachorro da avó e o jogou em um lago. Mais tarde o animal foi encontrado pela Polícia Militar (PMMG), já sem vida.
Em seguida, a mãe da criança, de 32 anos, afirma que o invasor, que portava uma faca e uma ripa de madeira, anunciou um assalto e tentou levar a televisão da casa. A mulher disse que foi agredida e amarrada em um dos cômodos. Ela afirma ter tentado negociar com o suspeito, oferecendo fazer um Pix para que ele fosse embora sem machucar seu filho.
Devido ao episódio, a criança entrou em crise e ficou agitada, e o ladrão teria batido na cabeça dela com a ripa de madeira.
Depois do crime, ele fugiu levando o menino dentro de um saco de lixo preto e abandonou a vítima, ainda com vida, a cerca de 150 metros da casa.
Ao chegarem na casa, os militares encontraram manchas de sangue espalhadas pelos cômodos. A mãe e o menino foram socorridos e levados para o Hospital Frei Gabriel. A criança deu entrada em estado grave, com traumatismo craniano, foi intubada, mas não resistiu.
O suspeito foi localizado pouco depois, caminhando próximo a uma praça, onde moradores tentavam agredi-lo com enxadas e pedaços de madeira.
Segundo a PMMG, ele apresentava escoriações no rosto e nas pernas, resistiu à prisão e precisou ser contido com uso de gás de pimenta.
Ainda conforme a polícia, o homem confessou o crime e afirmou que cometeu o ato porque “perdeu a cabeça”. Ele teria sido motivado pelo sentimento de vingança, já que foi vizinho das vítimas e afirmou que o menino ouvia música muito alta.
A Polícia Civil fez perícia no imóvel. O suspeito foi encaminhado ao hospital e, depois de medicado, levado para a delegacia.
Homem mata criança autista de 4 anos por causa de música alta em MG – Foto: divulgação/PMMGHomem mata criança autista de 4 anos por causa de música alta em MG – Foto: redes sociais
Motorista que atropelou família integrava grupo que consumiu mais de 100 copos de chope antes de acidente em Passos – Foto: reprodução
A Polícia Civil de Passos (MG) avançou nas investigações sobre o atropelamento que deixou três pessoas feridas no último fim de semana, no bairro Penha. Segundo a corporação, o motorista investigado havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica momentos antes do acidente.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (12) pelo delegado Paulo Queiroz, em entrevista ao repórter Fernando Lima, da EPTV. De acordo com a polícia, a investigação conseguiu reconstruir o trajeto do condutor por meio do rastreador instalado no próprio veículo.
Os dados indicaram que o homem esteve em um restaurante bastante frequentado da cidade acompanhado de um grupo de amigos. Durante as diligências, a Polícia Civil recolheu imagens de segurança do estabelecimento e também a comanda da mesa utilizada pelo grupo.
Segundo o delegado, os investigadores constataram que entre sete e oito pessoas consumiram mais de 100 copos de chope antes do acidente. Ainda conforme a polícia, cerca de seis horas de gravações reforçam a conclusão de que houve ingestão excessiva de álcool.
Para os investigadores, a dinâmica do atropelamento evidencia alteração da capacidade psicomotora do motorista. A perícia apontou que o condutor perdeu o controle da direção e invadiu a área de estacionamento onde estavam as vítimas, cenário considerado compatível com embriaguez ao volante.
O acidente aconteceu na Rua da Praia. Uma mulher de 44 anos, o namorado dela, de 33, e uma criança de 3 anos foram atingidos. Após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
O veículo foi apreendido pela polícia ainda na noite de sexta-feira. Durante os trabalhos periciais, foram encontrados fios de cabelo de uma das vítimas presos ao para-brisa do automóvel, confirmando a força do impacto.
As três vítimas já receberam alta hospitalar. A mulher atingida segue em recuperação por causa de fraturas e, segundo familiares, apresenta falhas de memória relacionadas ao acidente.
O motorista se apresentou à delegacia na segunda-feira, acompanhado de defesa, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Após ser ouvido, ele foi liberado e responde, neste momento, em liberdade pelos crimes de lesão corporal culposa e omissão de socorro. O agravante de embriaguez ao volante deve ser consolidado no decorrer do inquérito policial.
Operação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita Federal
Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Militar de Minas Gerais resultou na retenção de mercadorias avaliadas em mais de R$ 1,2 milhão em Passos, no Sul de Minas, nesta terça-feira (12). A ação, denominada “Operação Atacado Central”, teve como alvo oito estabelecimentos comerciais da cidade.
Durante a fiscalização, foram apreendidos smartphones, roupas, calçados, bebidas alcoólicas, perfumes e diversos equipamentos eletrônicos. Segundo a Receita Federal, os comerciantes terão prazo para apresentar documentação que comprove a regularidade da aquisição dos produtos. Caso isso não aconteça, poderá ser decretado o perdimento das mercadorias.
Além da retenção dos itens, os responsáveis pelos estabelecimentos poderão responder por descaminho. A Receita informou que será encaminhada ao Ministério Público uma Representação Fiscal com Fins Penais. O crime prevê pena de um a quatro anos de reclusão, conforme o Código Penal.
De acordo com a Receita Federal, levantamentos realizados há mais de um ano apontaram que empresas da cidade estariam comercializando produtos falsificados e contrafeitos como se fossem originais, o que caracterizaria concorrência desleal e indução do consumidor ao erro.
A operação contou com a participação de 15 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais, analistas tributários e administrativos, além de 24 policiais militares.
Ainda segundo os órgãos envolvidos, a ação faz parte de um trabalho contínuo realizado em todo o estado de Minas Gerais para combater a comercialização de mercadorias introduzidas ilegalmente no país. Entre as irregularidades investigadas estão contrabando, descaminho e falsificação, práticas que provocam prejuízos milionários com sonegação de impostos e também podem estar relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.
A Receita Federal destacou ainda que produtos estrangeiros só podem ser comercializados no Brasil após atender exigências legais, como importação regular, certificações do Inmetro, homologação da Anatel e controle sanitário da Anvisa.
Segundo os órgãos fiscalizadores, a iniciativa também busca conscientizar comerciantes e consumidores sobre os impactos do mercado ilegal, que afeta a arrecadação de impostos, a concorrência entre empresas e até a saúde pública.
Operação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Foto: divulgação/Receita FederalOperação da Receita Federal apreende mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias em Passos – Vídeo: Pedro Henrique Machado
Secretaria de Estado de Saúde esclarece risco de hantavirose e reforça prevenção em Minas – Foto: divulgação
A investigação de possível transmissão de hantavírus entre passageiros de um navio de cruzeiro, no Atlântico Sul, acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), trouxe o assunto de volta ao debate. No Brasil, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclarece que o cenário é diferente, a hantavirose está associada ao contato direto com roedores silvestres, principalmente em áreas rurais, e a cepa identificada no país não é transmitida de pessoa para pessoa.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, não há motivo para alarme. “Muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, afirmou.
A doença tem ocorrência pontual no estado e exige vigilância contínua, especialmente em regiões rurais. Minas tem atuação reconhecida nessa área e investe na capacitação de equipes. Em 2024, foi o primeiro estado do país a sediar treinamento prático em investigação de doenças zoonóticas, com foco em hantavirose e peste.
“As ações de vigilância e prevenção são contínuas. Isso leva à consolidação de estratégias permanentes pelos municípios com apoio do Estado, incluindo atividades educativas e monitoramento epidemiológico”, comenta o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi.
Casos no estado
Até o momento, Minas tem um caso confirmado de hantavirose em 2026, notificado ainda em fevereiro deste ano. O caso evoluiu para óbito e teve diagnóstico confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) no mesmo período. O paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e tinha histórico de contato com roedores silvestres em ambiente de lavoura e paiol.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial do Governo Federal, Minas registrou seis casos confirmados da doença em 2025, com quatro óbitos. Em 2024, foram oito casos confirmados, também com quatro óbitos.
Prevenção
Mesmo sem risco de transmissão entre pessoas, a SES-MG reforça cuidados para quem vive ou trabalha em áreas rurais.
“A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possa haver fezes ou urina de roedores. O ideal é ventilar o ambiente, umedecer o piso antes da limpeza e manter alimentos e resíduos bem protegidos”, destacou Baccheretti.
As principais medidas são guardar alimentos em recipientes fechados, dar destino adequado ao lixo e entulhos, manter terrenos limpos, não deixar ração animal exposta e retirar restos de alimentos de animais domésticos.
Também é importante evitar plantações muito próximas das casas, ventilar locais fechados antes de entrar e umedecer o chão antes da limpeza. A orientação é não varrer a seco.
Sintomas
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia (dor de cabeça), dor lombar e dor abdominal. Nos casos mais graves, pode haver dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Não há vacina nem tratamento específico. Pessoas com sintomas após contato com roedores silvestres ou ambientes rurais com sinais desses animais devem procurar atendimento de saúde.
Ministério Público abre nova investigação sobre venda de camarotes do Passos Rodeio Show – Foto: Reprodução/EPTV
O Ministério Público instaurou uma nova investigação relacionada ao Passos Rodeio Show, cancelado recentemente em Passos (MG). Desta vez, o foco é a comercialização antecipada de ingressos para o camarote do evento, que estava previsto para ocorrer a partir do dia 14 de maio, no Parque de Exposições.
Segundo informações divulgadas pelos organizadores, aproximadamente 150 ingressos foram vendidos antes do cancelamento da festa. A promessa é de que todos os compradores sejam reembolsados ao longo desta semana.
O promotor de eventos Felipe Lemos de Oliveira, contratado para atuar na organização da festa, explicou que as vendas começaram antes da formalização do contrato com o Sindicato Rural. Segundo ele, o entendimento era de que a comercialização dos camarotes não envolveria recursos públicos.
Ainda conforme Felipe, os compradores que adquiriram ingressos pela internet receberão o dinheiro diretamente pela empresa responsável pela plataforma de vendas. Já aqueles que efetuaram a compra em dinheiro poderão procurar os pontos de venda físicos para solicitar a devolução dos valores.
O Passos Rodeio Show acabou cancelado após o Ministério Público abrir um inquérito para apurar a realização do evento. Entre os questionamentos levantados pelo órgão estavam a falta de clareza sobre a participação do poder público e do Sindicato Rural na organização da festa.
Outro ponto investigado envolve a possível terceirização de serviços por parte do sindicato. Na semana passada, o presidente do SinRural, Hélder Maia dos Reis, confirmou que alguns serviços haviam sido terceirizados para um promotor de eventos, mas afirmou não considerar a prática irregular.
Além disso, o Ministério Público também recomendou à Prefeitura de Passos a realização de licitação para contratação dos shows. A administração municipal informou que não haveria tempo suficiente para atender às exigências apontadas e decidiu cancelar o rodeio.
Em nota, o Sindicato Rural de Passos declarou que não autorizou a venda de camarotes nem o uso comercial do nome do Parque de Exposições para esse tipo de comercialização. A entidade informou ainda que notificou judicialmente a empresa responsável, determinando a suspensão imediata das vendas e a devolução dos valores pagos pelos consumidores.
Prefeitura entra em acordo com Fundação Gedor Silveira e assumirá estrutura física da instituição – Foto: divulgação
O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, participou, na tarde desta segunda-feira, 11 de maio, de uma reunião com servidores e membros da diretoria da Fundação Gedor Silveira para anunciar que o município irá assumir a estrutura física da instituição nos próximos dias. A reunião ainda tratou da situação financeira e administrativa da instituição, além das perspectivas futuras para o atendimento em saúde mental na região.
Durante o encontro, realizado de forma aberta e transparente com os funcionários, o prefeito explicou o contexto jurídico e financeiro enfrentado pela Fundação, destacando que os problemas tiveram início ainda em 2020, após ações e auditorias envolvendo o Ministério Público Federal e decisões relacionadas à política de desospitalização psiquiátrica no país, o que levou, recentemente, a decisões judiciais e técnicas que resultaram na ausência de pacientes no hospital.
Segundo Marcelo Morais, as mudanças na regulação de pacientes pelo Estado para cumprimento da lei de desospitalização e a redução dos encaminhamentos pelo SUS comprometeram diretamente a sustentabilidade financeira da instituição. O prefeito afirmou que, mesmo com melhorias estruturais e administrativas implementadas pela atual diretoria nos últimos anos, a Fundação passou a enfrentar dificuldades cada vez maiores para manter suas atividades.
O chefe do Executivo ressaltou ainda que a prioridade da administração municipal é garantir que a Fundação, em comum acordo com o município, possa ter liquidez no acordo para assegurar segurança aos trabalhadores da instituição, evitando que os servidores sejam prejudicados financeiramente diante do cenário atual.
“Não podemos deixar os funcionários desamparados. Tem pessoas aqui com 10, 15, 20 anos de dedicação. Nossa preocupação principal, neste momento, é garantir que todos tenham seus direitos preservados, tanto por parte da Fundação quanto efetivamente com a participação do município, do qual sou prefeito”, afirmou o prefeito durante a reunião.
Como alternativa para minimizar os impactos da crise, foi apresentada uma proposta de parceria entre a Prefeitura e a Fundação, envolvendo a utilização de patrimônios e imóveis para viabilizar recursos destinados ao pagamento de funcionários e à reorganização financeira da entidade, que passará o espaço físico ao município. A expectativa, segundo a administração municipal, é que os processos jurídicos e administrativos sejam concluídos nas próximas semanas, com apoio de vários envolvidos nessa negociação.
Por fim, Morais também destacou que o município estuda novas possibilidades de utilização da estrutura física do local para serviços públicos ligados à saúde e à assistência social, incluindo atendimentos do CAPS III, ambulatórios e projetos voltados à população idosa.
Ao final, o prefeito reforçou o compromisso da gestão municipal com a transparência e com os profissionais da instituição, reconhecendo a importância histórica da Fundação Gedor Silveira para o atendimento em saúde mental na região.
Todo o trâmite jurídico agora passa a ser finalizado para que, nesta semana, o município possa assumir o local e começar a transição da gestão de saúde no espaço.
Prefeitura entra em acordo com Fundação Gedor Silveira e assumirá estrutura física da instituição – Foto: divulgação
Homem encontrado morto em rio de Carmo do Rio Claro é identificado – Foto: redes sociais
O homem encontrado morto no último domingo (10) nas águas do rio próximo à Ponte Torta, em Carmo do Rio Claro (MG), foi identificado como Wandson Oliveira Santos, de 47 anos, natural de Montes Claros (MG).
Segundo informações, pessoas que passavam pelo local visualizaram um corpo boiando no rio e acionaram a Polícia Militar.
A perícia técnica compareceu ao local e, conforme os primeiros levantamentos, não foram constatados sinais externos de violência. Ainda de acordo com informações, a vítima possuía abraçadeiras plásticas, sendo uma presa em um dos pulsos e outra na região de um dos tornozelos, além de apresentar sangramento pelas narinas.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames de autópsia para apurar a causa da morte.
Durante as diligências, os militares localizaram nas proximidades, em uma estrada vicinal, um veículo Volkswagen Voyage aberto e com a chave na ignição. Dentro do automóvel foram encontradas peças de vestuário, cartões bancários, uma folha de papel com a frase “avisar irmã” acompanhada de um número de telefone, além de outros objetos.
Após contato da polícia com familiares, a identidade de Wandson Oliveira Santos foi confirmada.
O veículo foi removido para um pátio credenciado. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua-MG) enviou uma denúncia ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) pedindo a suspensão de todos os atos relacionados à privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O pedido leva em consideração irregularidades que teriam sido cometidas no processo de credenciamento das empresas Aegea e Sabesp para o leilão das ações da estatal.
A denúncia foi enviada ao TCE nesta segunda-feira (11/5), após a confirmação dos dois grupos como os participantes do certame. Sobre a escolha da Aegea e da Sabesp, o sindicato cita que houve falhas no processo de convocação para credenciamento. A Aegea, inclusive, é alvo de uma Comissão Processante, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que vai apurar denúncias relacionadas à qualidade da água.
Segundo a documento, o Manual de Participação na Etapa Prévia do Processo de Seleção do Investidor de Referência na B3, que foi publicado pelo governo de Minas, tinha “barreiras de acesso de extraordinária severidade”. A entidade sindical critica que o período de cadastramento, de apenas 14 dias corridos – entre 24 de abril e 8 de maio – era “manifestamente insuficiente para que potenciais compradores internacionais realizem a due diligence mínima necessária, obtenham as autorizações corporativas internas de seus respectivos conselhos de administração, estruturem consórcios e providenciem a volumosa documentação exigida”.
Conforme o sindicato, além do prazo considerado aquém, a necessidade de apresentação de carta de fiança bancária no valor de R$ 7 bilhões é um instrumento de obtenção “extraordinariamente difícil” no atual ambiente de restrição de crédito no país. Outro ponto considerado irregular é a comprovação de um histórico de investimentos em infraestrutura na casa dos R$ 6,3 bilhões, que teria de ser realizado por cinco anos consecutivos em um intervalo de 20 anos.
“Requisito que, pela concentração temporal exigida, restringe na prática a participação a um número muito reduzido de grupos no cenário nacional e internacional. A combinação desses três elementos não opera como filtro de qualidade dos participantes: opera como barreira de exclusão que, ao reduzir artificialmente o universo de concorrentes elegíveis, compromete o mecanismo de formação de preço pelo qual o Estado poderia obter o valor justo pelo seu patrimônio”, diz a denúncia.
Diante dos argumentos, o sindicato diz que o modelo escolhido para a privatização da Copasa foi estruturado em “fragilidades institucionais e financeiras” que comprometem a legitimidade do processo. A denúncia se dá horas depois de o governador Mateus Simões (PSD) ter dito, em entrevista, que a escolha da Aegea e da Sabesp traziam tranquilidade ao Executivo. Ele falou sobre o assunto na manhã desta segunda, após ser questionado pela reportagem.
“São as duas maiores operadoras de infraestrutura de saneamento do Brasil. Se somar as operações picadas, elas são maiores que a Copasa. A Sabesp está junto com a Equatorial e tem uma operação enorme. A Aegea coordena mais consumidores do que a Copasa tem, então isso nos deu muita tranquilidade”, comentou.
Outros problemas
Na petição, o sindicato ainda citou um risco aos Fundos Estadual e Municipal de Saneamento. De acordo com a denúncia, não há, até então, “salvaguardas jurídicas” que garantem a manutenção dos mecanismos. A preocupação, inclusive, se arrasta desde as discussões sobre a privatização da Copasa durante a tramitação do projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
À época, inclusive, a reportagem mostrou que prefeitos temiam perder acesso aos recursos e pediam mais diálogo com o governo do estado sobre o assunto. Na denúncia, o sindicato diz que o fundo, em alguns casos, é a única alternativa dos municípios para financiamento de obras de saneamento. Pela regra atual, mensalmente a Copasa repassa às prefeituras 4% da receita operacional líquida apurada na cidade para intervenções envolvendo abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos.
“Sem cláusula expressa nos novos contratos de concessão que obrigue a operadora privada a manter o repasse de 4% da Receita Operacional Líquida municipal ao FMS, a obrigação deixa de ter caráter vinculante e passa a depender da boa vontade do concessionário ou de litígio judicial — inversão inaceitável para uma política pública de direitos fundamentais”, critica o sindicato na petição.
O sindicato ainda alerta para um risco de “irreversibilidade” das falhas apontadas, caso a privatização avance. “A irreversibilidade da operação de desestatização, uma vez consumada, torna essas garantias condição jurídica inafastável, e não mero protocolo de boa vontade. Não há mecanismo jurídico ordinário que permita ao Estado de Minas Gerais, após a transferência do controle acionário, impor retroativamente ao adquirente privado obrigações que não foram pactuadas como condição do processo”, diz trecho da denúncia.
O que dizem TCE e Copasa?
A reportagem pediu esclarecimentos sobre os pontos apresentados pelo Sindágua-MG à Copasa. A companhia reafirmou compromisso com a legalidade, transparência e governança e disse estar à disposição de órgãos de controle para prestar os esclarecimentos necessários.
“Ressaltamos que a Copasa não comenta rumores de mercado sobre potenciais interessados no processo de desestatização. Ressaltamos que todas as informações oficiais sobre o cronograma da oferta e as etapas relacionadas ao Tribunal de Contas (TCE) são divulgadas tempestivamente por meio dos canais oficiais de Relações com Investidores e comunicados ao mercado, em estrita observância às normas da CVM e às regras de governança aplicáveis”, diz posicionamento enviado à reportagem.
Em nota, o Tribunal de Contas do Estado informou que recebeu o pedido. A admissibilidade da denúncia está sendo analisada pela presidência do órgão.
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