Jornal Folha Regional

Criminosos mais procurados de MG são presos com vida de luxo em Santa Catarina

A Polícia Militar prendeu na manhã da última segunda-feira (28) dois dos criminosos mais procurados de Minas Gerais. Françoar Correia dos Santos, de 33 anos, e Marcos Paulo dos Santos Queiroz, de 33, foram detidos em Florianópolis, capital de Santa Catarina, na região sul do país. A dupla levava uma vida de luxo, com mansões e diversos veículos, e se apresentava como empresários.

De acordo com a porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, a major Layla Brunella, a prisão ocorreu após meses de investigações que envolveram a PMMG, além da Polícia Militar e do Ministério Público de Santa Catarina. “Todas essas informações sobre a vida de luxo foram levantadas pelo serviço de inteligência. Esse suporte propiciou a prisão e o retorno desses infratores, para Minas Gerais, para que cumpram as penas que estavam condenandos”, explicou a major.

Françoar dos Santos era procurado pelos crimes de homicídio e também de tráfico de drogas. O belorizontino lidera uma organização criminosa com atuação na Vila Itaipú e no Aglomerado do Borel, na capital mineira. Já Marcos Paulo dos Santos Queiroz também possui atuação com a venda de drogas nessas mesmas regiões. Ele é conhecido ainda por diversos crimes de homicídios nestes locais. 

A lista do Procura-se reúne diversos criminosos de Minas Gerais. Para encontrá-los, a polícia conta com o apoio da população, que pode repassar informações por meio de denúncias anônimas pelo ramal do Disque Denúncia, o 181. O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e tem a parceria da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Ministério Público do Estado.

Lago de Furnas atinge 762 metros e comissão faz audiência em Brasília

Nesta semana, o Lago de Furnas atingiu 762 metros acima do nível do mar, cota considerada mínima e defendida por municípios, empresários e produtores rurais para garantir o uso múltiplo. Com o objetivo de manter o reservatório acima do nível mínimo e garantir a segurança energética e hídrica para o país, evitar alta na tarifa de energia para o consumidor e o uso múltiplo, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento do deputado Domingos Sávio e marcou para o dia 6 de dezembro uma audiência pública para debater o tema.

O requerimento do deputado, apresentado na última reunião da comissão, ressalta a importância de que sejam fixados critérios operacionais para que Furnas possa operar o reservatório garantindo os demais usos da água, o equilíbrio na tarifa de energia elétrica e a segurança energética para o país, o que só é possível com o respeito à cota mínima 762 na operação da usina.

O deputado ressalta a importância do uso múltiplo para a região de Minas Gerais em relação ao fomento e realização de atividades como o turismo, irrigação agrícola, transporte aquático, pesca, piscicultura e também a preservação do ecossistema ali situado.

Foram convidados para participar da audiência pública diversos membros dos setores público e privado, como representante do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Águas (ANA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad-MG), do Ibama, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da União dos Empreendedores dos Lagos de Furnas e Peixoto (UnelagoS).

Segundo o presidente da Unelagos, Thadeu Alencar, “a audiência pública foi marcada em um momento estratégico e muito importante para a luta em prol do Mar de Minas, pois se não forem definidas estratégias e ações a partir de agora podemos perder todo o trabalho que foi construído ao longo dos últimos anos e que possibilitou a recuperação do Lago de Furnas, bem como todas as consequências positivas disso, o que podemos vivenciar novamente após 10 anos de seca”.

O presidente da Unelagos também ressalta que será uma oportunidade importante para cobrar o fim do que chamam de “disputa pelas águas”, que pode ser resolver com uma obra que já deveria ter sido realizada desde 2015 na Hidrovia Tietê Paraná e que foi contemplada com recursos para execução no projeto de capitalização da Eletrobras.

“Não podemos nos esquecer de cobrar que seja feita a obra de derrocamento na Hidrovia Tietê Paraná, cuja não execução faz com que seja usada a água do Lago de Furnas de forma excessiva para manter a navegabilidade naquela região. A obra resolve totalmente o problema e traz novamente o equilíbrio para todo o sistema que engloba Furnas, o Rio Grande e a Hidrovia Tietê Paraná”, disse Thadeu.

A audiência está marcada para ocorrer a partir das 10h e deve ser transmitida pelos canais virtuais de comunicação da Câmara dos Deputados. (Via: Clic Folha)

Cemig vai investir R$107 milhões em subestação e rede rural em Passos

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou, nesta quarta-feira, investimento de R$107 milhões em Passos. Segundo informações da prefeitura, o anúncio foi feito nesta quarta-feira, 30, durante reunião entre a superintendente de Relacionamento com o Poder Público da empresa, Roberta Nanini Chauar Rolim, e o prefeito Diego Oliveira.

De acordo com o prefeito, a Cemig vai construir uma subestação de energia no valor de R$100 milhões. A empresa ainda está em fase de análise em relação à área onde deve ser construída a subestação.

“Outro recurso que a Cemig vai empenhar, no valor de R$7 milhões, em Passos é com o Programa Minas Trifásico que transformará milhares de quilômetros de redes elétricas rurais, que agora são monofásicas, em trifásicas”, disse o prefeito.

O Minas Trifásico leva energia com mais qualidade e quantidade para a população que vive no campo. É uma verdadeira mudança de vida, principalmente para os produtores rurais e suas famílias.

“Esse programa vai atrair e gerar mais negócios no agro que só vem crescendo. Também vai ter início em 2023 e vai contribuir para os produtores rurais que trabalham com equipamentos grandes e precisam de energia em maior quantidade e qualidade”, disse o prefeito.

De acordo com a superintendente de Relacionamento, o programa deve beneficiar todos os 774 municípios da área de concessão da Cemig, promovendo a potencialização acelerada do agronegócio local, mais desenvolvimento, emprego e renda para as regiões mineiras.

A Cemig também firmou o acordo com a prefeitura de Passos com o programa Minas Led, no qual vai substituir 1.100 novos pontos de iluminação pública na cidade. O programa tem como objetivo impulsionar a modernização do parque de iluminação pública de Minas Gerais. “O investimento por este programa é de R$900 por ponto, portanto Passos vai receber R$990 mil”, disse o prefeito. (Clic Folha)

Homem é morto no Irã após celebrar derrota para os Estados Unidos na Copa

Um iraniano foi morto a tiros por forças de segurança após comemorar a eliminação de seu país da Copa do Mundo do Catar 2022, disseram grupos de direitos humanos nessa quarta-feira (30).

A seleção do Irã foi derrotada pelos Estados Unidos na partida disputada na noite de terça-feira, gerando diferentes reações de apoiadores e críticos do regime iraniano.

Mehran Samak, de 27 anos, foi assassinado após buzinar de seu carro, em Bandar Anzali, uma cidade na costa do Mar Cáspio, ao noroeste de Teerã, relataram grupos de direitos humanos.

Samak “foi um alvo deliberado. As forças de segurança atiraram nele, na cabeça (…) após a derrota da seleção nacional contra os Estados Unidos”, denunciou o grupo Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega.

O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI, na sigla em inglês), com sede em Nova York, também informou que Samak foi morto pelas forças de segurança por comemorar a derrota.

A instituição divulgou um vídeo de seu enterro em Teerã, nesta quarta-feira, no qual podia-se ouvir gritos de “Morte ao ditador!”.

O meia da seleção do Irã Saeid Ezatolahi, que jogou contra os Estados Unidos e é da cidade onde aconteceu o assassinato, disse que conhecia Samak e publicou uma foto dos dois no mesmo time de futebol quando eram adolescentes.

“Depois da derrota amarga da noite passada, a notícia de sua morte incendiou meu coração”, escreveu Ezatolahi em uma mensagem no Instagram, na qual se referiu a Samak como um “amigo de infância”.

“Chegará o dia em que as máscaras cairão e a verdade será descoberta. Não é o que nós, jovens, merecemos. Isto não é o que a nossa nação merece”, acrescentou o jogador.

O Irã é palco de protestos deflagrados pela morte, em 16 de setembro, da jovem curdo-iraniana Mahsa Amini, três dias após ser presa. Ela foi acusada de violar o código de vestimenta do país, que exige das mulheres o uso do véu em público.

Acidente registrado na BR-146 envolve três veículos

Foto: Redes Sociais

Um acidente envolvendo três veículos foi registrado na tarde desta última terça-feira (29), na BR-146, entre Poços de Caldas e Bandeira do Sul (MG). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, uma caminhonete, com placas de Campestre (MG), capotou e simultaneamente houve uma colisão traseira envolvendo dois carros.

Segundo a PRF, o motorista da caminhonete disse que perdeu o controle da direção antes do veículo capotar. No momento do capotamento, o condutor de um dos carros freou bruscamente, atingido na traseira por outro automóvel.

Ainda conforme a PRF, chovia no momento do acidente. Não houve feridos.

Fonte: Onda Poços

85% dos turistas que visitam Minas dizem que viagem superou expectativas; Capitólio está entre os 6 destinos mais citados

Cerca de 85% dos turistas que vêm a Minas dizem que a viagem superou as expectativas e 86% afirmam que pretendem voltar ao destino visitado nos próximos dois anos. Esse é apenas um dos resultados da pesquisa de demanda turística realizada na alta estação pelo Observatório de Turismo, uma ferramenta da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) para rastrear as informações relativas ao setor no Estado.

Os dados da pesquisa foram divulgados na sexta-feira (25/11) durante o lançamento da campanha “A liberdade mora em Minas”, no Palácio da Liberdade. O novo slogan reposiciona o destino turístico Minas para os próximos anos e tem o objetivo de fomentar as viagens regionais, reforçando as tendências pós-pandemia do turismo de proximidade.

De acordo com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, Minas Gerais é o Estado da diversidade e da pluralidade e elas se manifestam na gastronomia, nas artes, na natureza, na cultura. “Queremos ecoar pelo país esse gesto de liberdade, mostrando toda a nossa hospitalidade. Liberdade de ser, existir e passear, de investir, empreender e crescer, de pensar”, definiu. A hospitalidade teve, ao lado da gastronomia, a pontuação mais alta na pesquisa de demanda turística.

A nova marca do turismo mineiro exalta a diversidade: o negro, o gordo, o magro, a criança, o homem, a mulher, o gay, o trans e o cadeirante e está acompanhada da hastag #vemparaminas. Segundo a Secult-MG, ela quer mostrar Minas como um destino que recebe bem a todos, como um Estado agregador. “O Brasil precisa, através de Minas, disseminar a cultura da paz, da inclusão”, enfatiza Oliveira, reforçando assim a ideia de que “a cultura é o único elemento que oferece experiência de verdade”.

Segundo Rafael Oliveira, superintendente de Políticas de Turismo da Secult-MG, a pesquisa teve um hiato de cinco anos — a última foi realizada em 2017. Ele destaca no levantamento o aumento de 51% do gasto médio do turista na viagem, de R$ 704 (2017) para R$ 1.066 (2022). Os gastos incluem hospedagem, alimentação, compras, passeios, atrativos e transporte interno, exatamente nessa ordem. Os dados ainda revelam que as mullheres representam 54% dos visitantes no Estado.

Outro dado interessante, segundo Rafael Oliveira, são a hospitalidade e a gastronomia serem os dois quesitos mais bem-avaliados, com nota acima de 9 pontos. Ele chama a atenção para o fato de que família e hospitalidade são imagens muito fortes em Minas, assim como a nossa culinária.

A pesquisa ainda aponta que cerca de 29% dos turistas visitam mais de uma cidade durante uma viagem, sendo as mais procuradas Ouro Preto, Tiradentes, Belo Horizonte, São João del-Rei e Mariana, por conta da proximidade. Quando é perguntado qual o destino que mais gostou de conhecer, Ouro Preto, Capitólio, Belo Horizonte, Tiradentes, Diamantina e São Tomé das Letras são os mais citados. Depois da viagem, a nota para a imagem do destino aumenta de 8.3 para 9.1.

Rafael Oliveira explica que a pesquisa baliza todo o planejamento do turismo do Estado, dos municípios e dos parceiros privados e auxilia ainda na criação de novos produtos turísticos para os públicos-alvo. “É um raio x do perfil dos viajantes para entender melhor esses turistas que viajam a Minas”, afirma. A pesquisa foi realizada em julho, a alta temporada, e foram ouvidos mais de 12 mil viajantes em cerca de 52 municípios.

Sobre a origem desses turistas, a grande maioria são brasileiros (98,8%), sendo 50% oriundos de Minas Gerais, 23% de São Paulo e 9% do Rio de Janeiro, confirmando as novas tendências do turismo de proximidade pós-pandemia. Dos turistas internacionais (1,2%), 20% são dos Estados Unidos, 15% de Portugal e 14% do Reino Unido.

Essa é a primeira vez nessa gestão que Minas está trabalhando a inteligência de informação. “Cinco anos depois a Secult-MG retomou o perfil de demanda. Temos um dos dez destinos mais acolhedores do mundo (Monte Verde) e somos o segundo Estado mais acolhedor do país. Minas é também um dos dez lugares mais acolhedores do mundo segundo a plataforma Booking”, ressalta o secretário.

Sobre o perfil do turista que visita Minas, 54% são do sexo feminino e 46%, do sexo masculino. Esses viajantes têm ainda têm faixa etária entre 25 e 48 anos (60), são casados ou solteiros em igual proporção (46%) e heterossexuais (90%) — homossexuais e bissexuais correspondem a 5% e 4%, respectivamente — ,com ensino médio completo (38%) e renda familiar acima de cinco salários mínimos (37%).

Sobre a motivação de viagem, 41% desses viajantes vêm a lazer e passeio, 34% para visitar amigos e parentes e 16% a negócios. Dos que apontam o lazer, 38% buscam conhecer patrimônios histórico-culturais, 29% a natureza, 22% a gastronomia, 16% diversão noturna, e 14% as estâncias hidrominerais. O gasto médio individual é de R$ 133 por dia.

O comportamento desse viajante revela que 65% viajam sozinhos e 35% acompanhados de família, amigos ou em excursão; 89% organizam a própria viagem e 2% optam por uma agência de viagens; 43% se hospedam em hotéis e pousadas e na casa de amigos ou parentes na mesdma proporção; 48% reservam a hospedagem direto com os estabelecimentos e 35% utilizam sites de reservas.

O maior índice da pesquisa se refere a não contratação de agência de passeio e de guia de turismo, respectivamente 94% e 96%. Dos que visitam o destino, 42% já o conheciam e 30% escolheram a partir de informações de amigos e parentes, o chamado “boca-a-boca”. Cerca de 45% utilizam transporte rodoviário (leia-se ônibus) e 38% chegam às cidades em veículo próprio. Transporte e preços, por sinal, foram os itens menos bem-avaliados entre os dez selecionados na pesquisa.

Escolas de Minas vão ganhar câmeras de segurança para ajudar a coibir violência

A escalada de violência nas escolas fez com que a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) investisse na instalação de câmeras nas escolas estaduais para tentar minimizar os crimes. A expectativa é que, até o dia 30 de dezembro deste ano, 3.444 das 3.543 instituições estejam com o sistema de monitoramento instalado, e o funcionamento deles está previsto para o início do ano que vem. As câmeras de segurança nas escolas podem ajudar a evitar furtos e roubos, mas também contribuem para identificar autores de ameaças de massacres, destruições e ajudar no controle do acesso às dependências escolares.   

Cada vez mais as ameaças de massacres ou até mesmo a concretização da violência, como o ocorrido em duas escolas Aracruz, no Espírito Santo, se espalham pelo Brasil. Nesta terça-feira (29 de novembro) duas escolas municipais de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, amanheceram destruídas e com frases fazendo referência ao nazismo. Na Escola Municipal José Silvino Diniz, as carteiras estavam quebradas, banheiros foram destruídos e várias paredes com pichações faziam referência ao nazismo.  

Os funcionários suspeitam de um aluno do nono ano, mas a escola não tem câmeras de segurança, o que deve dificultar a identificação do suspeito. Se contasse com monitoramento, toda a ação teria sido gravada. “A escola está sem câmeras neste momento. Foi feita uma requisição para a instalação de câmeras, mas ela não foi aceita, e estamos sem esse, recurso que poderia auxiliar neste caso”, disse um funcionário da instituição. 

Já a Escola Municipal Professora Maria Martins “Mariinha”, no bairro Tropical, amanheceu com os vidros quebrados. A instituição até tinha câmeras de segurança, mas elas não inibiram a ação dos criminosos, que arrancaram os equipamentos e os levaram embora. Na escola também foram escritas frases relacionadas ao nazismo. Ainda não se sabe se os dois crimes têm alguma relação. A Prefeitura de Contagem informou, por nota, que está em andamento um projeto para implantação de um sistema de videomonitoramento específico para as escolas.  

O subsecretário de Administração da Secretaria de Estado de Educação, Silas Fagundes, destaca que a instalação das novas câmeras vai funcionar como um reforço na segurança das escolas. “As câmeras podem auxiliar as forças de segurança na identificação de invasores em caso de furtos e roubos e auxiliar os gestores escolares no controle de acesso às dependências da escola. Os sensores de presença passam a sensação de segurança para professores, alunos e funcionários”, ressalta. 

Segundo ele, o projeto terá um investimento inicial de R$ 48,3 milhões e vai contemplar quase todas as escolas estaduais, exceto as das unidades prisionais, socioeducativas e Colégios Tiradentes da Polícia Militar. A definição dos locais onde as câmeras serão instaladas será feita pela empresa de segurança contratada para colocar o projeto em prática. O monitoramento das câmeras será feito 24 horas por dia, nos sete dias da semana, pela empresa contratada e pela gestão da escola.

A professora do Departamento de Educação e membro do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Publica (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Valéria Cristina enfatiza que as câmeras podem não impedir a concretização de um ataque, mas elas podem contribuir para impedir ações em que a pessoa não faria algo se soubesse que está sendo filmada e também ajudam na identificação dos suspeitos de um crime, como no caso das pichações nazistas nas instituições de educação de Contagem.  

“A instalação de câmeras pode prevenir alguns crimes contra o patrimônio e pode ajudar a esclarecer algum tipo de evento relacionado a conflitos entre estudantes ou envolvendo professores e alunos. Porém, um evento como o de Aracruz dificilmente seria evitado com a presença de câmeras, tal como não foi. Afinal de contas, a ação foi filmada em pelo menos uma das escolas. Esse tipo de resposta pode contribuir para dissuadir atos que seriam possíveis de serem dissuadidos com a presença de vigilância – aquele tipo de ação que, se alguém sabe que se está sendo filmado, ele deixaria de fazer”, destaca a especialista.  

Ainda de acordo com a professora, coibir crimes como furtos e roubos, uma das funções das câmeras de segurança, é importante para aumentar a sensação de segurança nas escolas. “Um ambiente em que se tem uma sensação de insegurança compromete as relações estabelecidas ali. Se eu tenho uma escola onde os professores e funcionários sentem que estão expostos a riscos de furtos e roubos, eles passam a ter um desinteresse de trabalhar no local. Os alunos também passam a não querer estudar naquela escola. Isso contribui indiretamente para dificultar uma boa relação de ensino e aprendizagem”, complementa a professora. 

Só as câmeras não são suficientes

Apesar de acreditar que as câmeras contribuem para ajudar na segurança das escolas, a professora da UFMG destaca que são necessárias outras medidas para conter a violência nesses espaços. “A escola e a comunidade podem contribuir para a prevenção desse tipo de evento, fazendo um acompanhamento próximo dos estudantes, observando as situações de conflito que podem se dar no espaço escolar de uma forma silenciosa, mas extremamente danosa quando escalam para situações de violência. Os casos de bullying, por exemplo, que são parte das motivações dos autores desses massacres, tendem a acontecer em espaços onde circulam professores e parte da equipe pedagógica, e nem sempre eles são entendidos por esses profissionais como algo que precisa ser prevenido, como situações para as quais é necessário realizar algum tipo de intervenção”, destaca. 

Ainda segundo ela, é importante um acompanhamento das questões psicológicas dos estudantes. “Um aluno com problemas de saúde mental também pode ser um sinal de que ele tem uma postura que lhe coloca em uma situação de cometer atos de violência com os demais colegas, se exposto a situação de violência, bullying, piadas e agressões que são entendidas como brincadeiras. É importante ampliar o apoio psicológico e pedagógico mais próximo aos estudantes para tentar identificar, antes que esses eventos aconteçam, sinais de que eles possam acontecer, sinais de que algum estudante ou alguém na comunidade escolar possa estar desenvolvendo um comportamento agressivo a ponto de atentar contra a vida de integrantes da comunidade escolar”, conclui. 

A opinião é compartilhada pelo diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte-MG), Paulo Henrique Santos Fonseca. Segundo ele, as câmeras são importantes para controlar o acesso às escolas, mas a violência nesses espaços deve ser combatida com educação. “Estamos em um momento em que o ódio vem sendo incentivado na sociedade e reflete na escola. Precisamos ter um debate com a comunidade para revertermos essa situação. Os professores precisam ter liberdade para discutir temas com os alunos. A escola tem que retomar o papel de passar informação, de contar a história sem interferência e censura”, considera. 

Além das câmeras, a Secretaria de Estado de Educação informou que a rede pública estadual de ensino desenvolve diferentes iniciativas, ações e projetos no combate à violência no ambiente escolar. Dentre as ações está a “atuação de Psicólogos e Assistentes Sociais nas escolas através do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), que atendem de forma itinerante as unidades escolares pertencentes ao seu núcleo de atuação”. “No Estado, foram criados núcleos nas 47 Superintendências Regionais de Ensino (SRE). Juntos, os profissionais desenvolvem ações que cooperam para o processo de ensino-aprendizagem, auxiliando as escolas no desenvolvimento do processo pedagógico com o objetivo de prevenir e minimizar os problemas educacionais orientando os gestores na mediação desses conflitos”, informa.  

Belo Horizonte teve 186 registros de violência nas escolas em 2022 

Nas escolas de Belo Horizonte foram 186 casos de violência registrados pela Guarda Municipal até o dia 3 de novembro deste ano. Foram 22 crimes de ameaça e 37 de agressão. Os outros registros são relacionados a furtos e roubos. O município tem 323 instituições de ensino pública e 145 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emei).  

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), “as escolas possuem sistema de alarme e concertina nos muros, além de porteiros terceirizados”. “As escolas são monitoradas, e a Smed realiza projetos pedagógicos entre alunos e professores, para a melhoria da convivência e a segurança nas instituições. Há também a Gerência do Clima Escolar e o Plano de Convivência Escolar, além de ações de abordagem preventiva e o tratamento das situações de violência”, explica.  

Além disso, o município tem também um documento chamado “Escola, Lugar de Proteção: Guia de Orientações e Encaminhamentos”, que traz orientações para casos de violência nas instituições de educação. A Guarda Municipal também atua na prevenção com a Patrulha Escolar e palestras para combater o bullying, o ciberbullying e o uso de linhas  

A maioria das instituições de ensino particulares de Minas possuem câmeras de segurança, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinep-MG), tanto para coibir atos de violência como para monitorar e garantir a segurança dos frequentadores.  

Ainda segundo o sindicato,  são também efetuadas outras medidas de prevenção como projetos objetivando autoconhecimento, autocuidado, construção de valores, relações saudáveis e construção de vínculos afetivos; acompanhamento diário dos alunos com diálogos, orientações, escuta das dificuldades que envolvem as relações sociais, a expansividade, a comunicação não violenta e a convivência saudável; e atuação de profissionais externos para combater bullying, ciberbullying e suas consequências em todas as faixas etárias, entre outras medidas.

Menina que sumiu após ir à padaria foi asfixiada e enterrada na casa de vizinho

O corpo de uma menina de 12 anos foi encontrado nessa terça-feira (29), enterrado no quintal da casa de um vizinho da família dela, no Setor Madre Germana 2, em Goiânia (GO). Luana Alves saiu na manhã de domingo (27) para comprar pão, por volta das 9h30, e não voltou mais. O suspeito, um homem de 31 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (30). Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime e levou os agentes ao local onde enterrou a vítima.

De acordo com a delegada Caroline Borges, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o homem ateou fogo no corpo antes de o enterrar. “Ontem (28) o suspeito foi ouvido pela polícia e fomos à casa dele, com o auxílio de cães farejadores, mas não achamos nada porque ele ateou fogo no corpo antes de enterrar e ainda jogou cimento e terra em cima”, contou a delegada.

De acordo com Caroline, o suspeito é conhecido da família da menina. “O homem convenceu a Luana a entrar no carro dele, dizendo que estava devendo à mãe dela e que faria o pagamento do valor. Na casa dele, ele matou a criança asfixiada”, relatou a delegada.

Em um vídeo divulgado pela polícia, ele é questionado sobre o que usou para matar a garota: “Eu não usei nada, usei só o braço”. “Ela entrou [no carro] porque ela quis, eu não forcei nada, não. Eu falei que tava devendo pros pais dela e que ia passar o dinheiro para eles. Aí eu ia levar pra casa dela. (…) Eu matei ela, enforcada”, diz o suspeito, no vídeo.

Desaparecimento 

A menina desapareceu no domingo e uma câmera de segurança a gravou voltando da padaria e o carro do suspeito passando em seguida. Ainda segundo a delegada, o homem negou que tenha abusado da vítima e disse que estava sob efeito de drogas quando cometeu o crime. “Ele já tem passagens pela polícia, e já existe a suspeita de que exista uma vítima de estupro por parte dele”, disse a delegada.

Vídeo: mulher furta picanha em mercearia de Carmo do Rio Claro

No final da tarde desta terça-feira (29), uma tentativa de furto de picanha foi registrada em uma mercearia localizado na Avenida Dr. Luis Introcaso Filho, no bairro Jardim América, em Carmo do Rio Claro (MG).

Segundo as primeiras informações, uma mulher teria saído do mercado levando pacotes de picanha sem passar pelo caixa. Ao perceberem o furto, a mulher foi pressionada a devolver o produto furtado.

Os motoristas que perceberam a situação tentaram evitar a fuga da mulher fechando o trânsito da avenida, porém, ela subiu no canteiro e conseguiu fugir antes de a Polícia ser acionada.

Um vídeo que circula na internet, mostra o momento em que a autora saí do local com um carro gol prata e sobe no canteiro, seguindo pela avenida.

A PM informou que nem um B.O foi registrado até o momento.

Via: Portal Onda Sul.

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