Jornal Folha Regional

Deslizamento na BR-376 arrasta 15 carros e 6 caminhões no Paraná

Deslizamento em rodovia em Guaratuba arrastou dez carros e cinco caminhões. Ao menos uma pessoa morreu.

Bombeiros realizaram buscas por desaparecidos na manhã desta terça-feira (29) após 10 carros e 5 caminhões serem arrastados por um deslizamento na BR-376 em Guaratuba (PR) na noite de segunda (28).

O governo do Paraná não informou quantas pessoas estão desaparecidas. Um corpo foi encontrado por volta das 22h30 de segunda (28), segundo a polícia.

Senegal vence Equador e se classifica às oitavas de final

Equador 1 x 2 Senegal: gols, vitória e senegaleses nas oitavas de final da  Copa do Mundo | Goal.com Brasil

Senegal avançou às oitavas de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira (29), ao superar o Equador por 2 a 1, e garantiu o segundo lugar do Grupo A, atrás da líder Holanda. Do lado de Senegal, Ismaila Sarr, de pênalti, e Koulibaly fizeram os gols. Já Moisés Caicedo marcou para os equatorianos.

No primeiro tempo, o Equador não criou muitas chances de gol, enquanto Senegal dominou e atacou pelos dois lados. Sendo assim, aos 43 minutos, Sarr abre o placar em cobrança de pênalti, após ser derrubado na área por Hincapié.

Já na segunda etapa, foi a vez da seleção em desvantagem deixar tudo igual aos 22 minutos em um escanteio, com Moisés Caicedo.

Mas a alegria dos sul-americanos durou pouco. Senegal prontamente reagiu, e com apenas 2 minutos e meio do tento adversário, o zagueiro Koulibaly se transformou em um centroavante e virou o jogo, que rendeu a classificação às oitavas.

Ainda sem Sadio Mané, que se recupera de lesão, Senegal aguarda pela definição do Grupo B para conhecer seu adversário entre Inglaterra, Irã, País de Gales e Estados Unidos.

Holanda vence Catar e avança para as oitavas de final da Copa do Mundo

HOLANDA OITAVAS DE FINAL COPA DO MUNDO 2022: quanto foi o jogo entre Holanda  x Catar? Veja Placar e Classificação

Acabou a Copa do Mundo para os anfitriões. O Catar saiu do Mundial sem vencer uma disputa sequer e marcando apenas um gol. Foi a pior campanha de um anfitrião em Copas. Por outro lado, a Holanda fez o que era esperado e conseguiu a classificação em primeiro lugar da chave.

O adversário será definido às 16h, durante as partidas entre Inglaterra x País de Gales e Irã x Estados Unidos. O Grupo B está enrolado e há chances de qualquer uma das seleções ficar em segundo lugar, dependendo de combinações de resultados.

O JOGO

Memphis e Gakpo deram trabalho para a defesa do Catar. Com 30 segundos de jogo, Van Dijk lançou para Memphis. A bola chegou com muita força e o atacante não conseguiu alcançar. 

Os catarianos preferiram não arriscar e pouco se lançaram ao ataque. Ficaram se defendendo o tempo todo em uma linha de cinco e outra de quatro. Pouco arriscaram sair jogando e quando tentavam, logo perdiam a bola e voltavam para armar a defesa rapidamente.

Aos 25 minutos, Gakpo recebeu na intermediária, tabelou com Klassen e, quando a bola voltou, o atacante bateu de primeira no lado direito do goleiro Barsham, estufando a rede. Foi o terceiro gol do camisa 8 na Copa do Mundo.

O Catar chegou a incomodar um pouco os holandeses, que recuaram para segurar as infiltrações dos meias rivais na parte final da primeira etapa.

Na volta do intervalo, os holandeses precisaram de apenas três minutos para marcar o segundo gol. Memphis recebeu lançamento dentro da área, chutou em direção ao gol e viu o goleiro Barsham defender o forte chute. De Jong aproveitou o rebote para se jogar na bola e empurrar para o fundo do gol. 

Aos 22, Berghuis marcou o que seria o terceiro gol holandês, mas foi anulado por conta de um toque de mão de Gakpo

Os holandeses ficaram administrando o resultado e os cataris não conseguiram assustar o goleiro Noppert. A partida terminou em 2×0 e garantiu a classificação da Holanda para as oitavas de final. 

O próximo duelo da Holanda será no sábado (03), às 12h (horário de Brasília), no Khalifa Stadium. O adversário sai dos confrontos entre Irã x Estados Unidos ou País de Gales x Inglaterra.

Doutor em Psicanálise é homenageado em formatura socieducacional em Piumhi

Dr. Willian tem se destacado pelas consultorias empresariais e voluntariado em prol das crianças vulneráveis

Dr. Willian Antônio Borges

Na noite da sexta-feira (25), com a casa cheia, aconteceu na Câmara Municipal de Piumhi (MG), a formatura da primeira turma do Programa Socioeducional Judiciário e Juventude parceiros na Guarda dos Direitos da Sociedade Piumhiense.

Formandos – Reprodução

A escolhida para ser parafinfa do programa foi a Drª Ana Luisa, Juiza de Direito da Comarca da Infância e Juventude de Piumhi.

Esteve presente ao evento a Secretaria Municipal de Educação Srª Vanilda, as diretoras, educadoras, presidente da Câmara de Vereadores Reinaldo, predidente do Rotary Luis Henrique, vereadores, empresarios, pais e formandos.

Formatura – Reprodução

Os alunos iniciaram o curso em 25 de agosto e trabalharam temas como ética e cidadania, prevenção às drogas, educação ambiental e segurança no trânsito. Eles receberam certificados e troféus de conclusão de curso e os primeiros colocados troféus de honra ao Mérito.

Na ocasião o programa fez homenagens a personalidades que atuam nas causas de defesa ao público infantil.

Para o Major da Reserva Nelson Valério Barbosa mais uma missão foi cumprida com a participação maciça dos pais e educadoras.

A primeira formatura do programa é mais uma forma do Poder Judiciário em Piumhi contribuir para a boa e sadia formação do público juvenil.

Quem é Dr. Willian

Dr. Willian Antônio Borges, é Doutor em teologia pelo ITG, licenciado em filosofia pelo IESMIG, graduado em pedagogia pela INTERVALE, psicanalista clínico formado pela ABRAPPSI e pela FATEB, mestre em psicanálise com ênfase em saúde mental pela SAPDH, doutor em psicanálise pela UNIFF – University of Informatic sand Faith Flórida, licenciando em letras pela IESMIG, licenciando em educação física pela UNIFATECIE, especialista em inteligência emocional pela IntelectusCoach, analista comportamental Método DISC pela LV Coach, Hipnólogo Clínico e Master, especialista em tratamento dos transtornos de ansiedade e síndrome do pânico pela FACEMINAS, especialista em aconselhamento em dependência química, pós-graduado em neuropsicopedagogia pela INTERVALE, pós-graduado em psicopedagogia clínica e institucional, INTERVALE, pós-graduado em Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico, FAMART, pós-graduado em Educação Especial Inclusiva com ênfase em Deficiência Intelectual e Múltipla pela INTERVALE, pós-graduado em marketing digital pela FACEMINAS, escritor, palestrante, autor do Método I D.

Formandos – Reprodução

Delegacia da Marinha do Brasil é denunciada por abuso e sobrecarga de trabalho

De acordo com e-mail direcionado para o Jornal Folha Regional com cópia para diversos setores da Marinha, o Imediato é responsável pelo caos

Delegacia da Marinha do Brasil em São José da Barra

Na última segunda-feira (28), às 11h52, a redação Jornal Folha Regional recebeu um e-mail, no qual é exposto o péssimo clima de trabalho na DelFurnas.

Já é a segunda vez que a Delegacia Fluvial de Furnas em São José da Barra (MG), envolve em problemas, sendo o primeiro em relação ao caixa dois envolvendo dois servidores, que teve apuração, mas sem nenhuma informação sobre a decisão final para a imprensa.

No e-mail, a pessoa que se identifica como militar da Instituição, denuncia alguns casos fatídicos que está acontecendo na Delegacia Fluvial de Furnas. Segundo ele, os militares desse quartel estão quase todos sofrendo por problemas psicológicos e sobrecarga de trabalho.

“Já teve militar que tentou suicídio, mas por milagre divino ficou vivo. O clima na delegacia é tão horrível que acarreta em problemas dentro dos lares, o que já causou destruição de alguns casamentos. O clima também é ruim para os oficiais, tem esposa de oficial que já não aguenta mais o tempo que o esposo passa no trabalho, tendo que ir as 22h atrás do marido na Delegacia, existe oficial de carreira sendo afastado temporariamente por estresse, ansiedade e depressão”, escreveu no e-mail.

O denunciante afirma que o responsável pelos ocorridos na DelFurnas é o Imediato.

“O causador de tudo isso é o Imediato do quartel, pois, ele se gaba, e acha normal toda essa situação, sendo alertado diversas vezes pelo médico do quartel (que também faz tratamento psicológico), que militares trabalhando mais de 12h por dia, ficando semanas sem folgas, geram transtornos irreversíveis. É surreal o que está acontecendo naquele lugar”, continuou escrevendo.

Ainda de acordo com o e-mail, o autor do mesmo afirma que teve militar com casamento destruído e não aguentou o “inferno” e simplesmente foi embora para o Rio de Janeiro e não voltou mais.

“O militar teve que ir em busca de ajuda na Unidade Integrada de Saúde Mental da Marinha, pois, aqui nem apoio de um psiquiatra e nem um psicológico os militares e seus familiares tem, o jeito é ir em busca do SUS, o que é dificílimo conseguir. Hoje, todos os militares subordinados diretamente ao imediato fazem uso de medicamentos psiquiátricos. Teve recruta que sofreu acidente ao cair do mastro às 18h, pois, já estava exausto de trabalhar o dia todo, o mesmo era obrigado a trabalhar como cozinheiro do Delgado e do ajudante mesmo aquele quartel não possuindo rancho, sofrendo diversos assédios moral e abuso de autoridade da parte dos mesmos. Eu venho pedir uma súplica para que alguma medida seja tomada antes de um suicídio (ou assassinato, tendo em vista que agora toda a força está ciente da situação e não moveu um dedo pra ajudar os mesmos). POR FAVOR NÃO DEIXEM MAIS UM MILITAR MORRER POR DESCASO DAS AUTORIDADES”, finalizou o e-mail.

A Marinha do Brasil emitou uma nota para a redação do Jornal Folha Regional.

“A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1° Distrito Naval, informa que o conteúdo da denúncia será devidamente apurado e esclarecido por meio de procedimento administrativo, instaurado pela Capitania Fluvial de Minas Gerais (CFMG). Cabe ressaltar que a Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), Organização Militar citada na matéria, desde a sua ativação, em janeiro de 2020, vem envidando esforços para promover o bem-estar e o conforto de seus militares e respectivos familiares, com especial atenção à moradia, apoio à saúde e parcerias com instituições de ensino. Por oportuno, a MB reitera seu firme repúdio contra condutas e práticas que atentem contra os valores e os princípios militares”, finaliza nota.

1.400 soldados vão reforçar policiamento durante Operação Natalina em Minas Gerais

Com a temporada de compras para as festividades do final de ano e o 13° salário no bolso de muitos cidadãos, o comércio fica aquecido. Porém, um dos vilões dessa época, são os furtos e roubos. Diante disso, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deu início nesta segunda-feira, 28 de novembro, a Operação Natalina, que vai durar até o dia 31 de dezembro.

Cerca de 1.400 soldados da PM recém-formados vão reforçar o policiamento em todo Estado. Desse efetivo, 600 serão destinados a região Metropolitana de Belo Horizonte.

O comandante-geral da Policia Militar, coronel Rodrigo Rodrigues, sinalizou que a operação, que ocorre todos os anos, tem por objetivo atuar de uma forma preventiva nas áreas de comércio e centros de compra.

“Estamos fortalecendo todo mundo na rua para deixar o povo tranquilo e feliz para fazer as suas compras e, com essa segurança, trazer maior tranquilidade no dia a dia”.

O policiamento será a pé e próximo às áreas comerciais. E atuação dos militares nessas localidades vai ocorrer uma hora antes do comércio abrir e até duas horas após o fechamento das lojas.

O vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH), Fausto Isaac, afirmou durante o lançamento da Operação Natalina, que o reforço do policiamento traz mais segurança para os clientes, comerciantes e pedestres.

“Esse é um instrumento muito importante porque nosso objetivo é trazer mais segurança para todos os compradores e colaboradores. A ideia é trazer mais vendas e conforto para todo o comércio”.

A entidade produziu uma cartilha com uma série de recomendações de segurança que serão distribuídas tanto pelos PMs, quanto pelos lojistas aos consumidores.

A CDL-BH também doou quatro caixas de som para o 1º Batalhão, que faz o policiamento na área da avenida do Contorno.  A ideia é que elas sejam instaladas nas viaturas que vão rodar nos pontos comerciais, dando dicas de segurança.

Única chapa poderá ser candidata para a Mesa Diretora da Câmara de Alpinópolis

Os vereadores Denilson Lima e Tião Neto colocaram seus nomes para apreciação e decidiram compor uma única chapa

Em breve a Câmara de Vereadores de Alpinópolis (MG), receberá o protocolo das chapas para a disputa da presidência e composição da Mesa Diretora para 2023/2024.

Denilson Lima e Tião Neto se colocaram à disposição para compor a presidência da chapa para administrar o Poder Legislativo nos próximos dois anos. 

Segundo o vereador Denilson, atualmente os vereadores Tião Neto, André Leonel, Cleusa da Geclepaufer e Ditinho Nisécio, têm se reunido para decidir sobre a composição da chapa.

“Somos cinco vereadores da situação ao prefeito, mas a decisão dos nomes para compor a chapa surgiu dos próprios vereadores, o executivo não tem preferência de nomes. Essa semana definiremos quem será vice e secretário”, frisou Denilson.

O futuro presidente ainda afirmou que não sabe se a oposição vai montar uma chapa.

O presidente da Câmara, Alex Cavalcante, que poderia se candidatar à reeleição, acredita que não terá outra chapa inscrita e cita que não decidiu se apoiará a situação ou oposição nos próximos anos.

“Quero me reunir com o prefeito e assim fazer o que for melhor para a cidade. Minha gestão é focada em estar do lado daqueles que lutam em prol dos munícipes. Irei me pronunciar em breve”, informou Alex.

Homem perde os três filhos para o câncer por causa de síndrome hereditária

'Os meus filhos diziam que eu fui tão vítima quanto eles', diz Régis Mota.  — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Em 2009, o economista Régis Feitosa Mota ficou abalado ao descobrir que a filha mais velha dele, Anna Carolina, na época com 12 anos, estava com leucemia linfoide aguda, o tipo de câncer mais comum entre as crianças.

Foram quase três anos até a jovem encerrar o tratamento com radioterapia e quimioterapia contra a doença. “Depois disso, ela ficou muito bem”, diz Régis, de 52 anos, à BBC News Brasil.

Mas ali era apenas o começo de uma história que marcaria para sempre aquela família de Fortaleza (CE). Em pouco mais de uma década, foram 11 diagnósticos de câncer entre Régis e os três filhos.

No último dia 19, Anna Carolina morreu em decorrência de um tumor no cérebro. Foi o terceiro filho que Régis perdeu em razão do câncer. “Em quatro anos e meio, perdi todos os meus filhos”, lamenta.

Ele perdeu a filha caçula, Beatriz, em 2018, em virtude de uma leucemia linfoide aguda. Dois anos depois, outro filho dele, Pedro, morreu em decorrência de um câncer no cérebro — anteriormente, ele já havia tratado outros tumores.

Enquanto chorava pelas mortes dos filhos, Régis ainda teve que lidar com os próprios tratamentos de saúde. Desde 2016, ele trata uma leucemia linfoide crônica. Já em 2021, ele descobriu um linfoma não Hodgkin, câncer que surge no sistema linfático (rede de pequenos vasos e gânglios que é parte dos sistemas imunológico e circulatório).

Em 2016, o economista foi diagnosticado com leucemia linfoide crônica, e em 2021, com um linfoma não Hodgkin.  — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Os casos na família do economista foram relacionados a um problema que ele descobriu em 2016: uma síndrome hereditária chamada Li-Fraumeni (LFS), causada por uma mutação genética que aumenta significativamente o risco de câncer (saiba mais abaixo).

‘Os casos não poderiam ser coincidência’

Anna Carolina, Beatriz e Pedro durante a infância.  — Foto: Arquivo Pessoal via BBC

Antes do primeiro diagnóstico de câncer em 2009, Régis afirma que ele e os três filhos eram saudáveis e a família não tinha histórico de problemas de saúde.

Depois que Anna Carolina encerrou o tratamento contra a leucemia, passaram-se alguns anos até que o câncer voltasse a preocupar.

“O segundo diagnóstico (na família) foi em 2016, quando descobri uma leucemia linfoide crônica, após apresentar sintomas como febre, inchaço no pescoço e fraqueza”, detalha o economista.

A equipe médica informou a Régis que a doença dele costumava ter uma evolução lenta e ele poderia conviver com ela por anos. Ainda em 2016, ele começou o tratamento com quimioterapia oral.

'Em quatro anos e meio, perdi todos os meus filhos', diz Régis, lamentado a perda de Anna Carolina, Beatriz e Pedro.  — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Também em 2016, o filho dele, Pedro, então com 17 anos, foi diagnosticado com osteossarcoma, câncer que se desenvolve no osso, na região da perna esquerda.

Os diagnósticos dele e do filho, além daquele que Anna Carolina recebera anos atrás, chamaram a atenção do economista. “Nesse momento, a gente passou a acreditar que esses três casos não poderiam ser coincidência. Nesse período decidimos que seria melhor investigar”, diz Régis.

Ele e os três filhos — Anna Carolina e Pedro eram filhos do primeiro casamento e Beatriz, do segundo — passaram por exames genéticos em São Paulo.

“Os resultados mostraram que eu tinha uma alteração genética que, lamentavelmente, passou também para os meus filhos, e que potencializa o surgimento de câncer”, conta o pai.

Segundo o economista, nenhum outro parente próximo dele ou as mães de seus filhos têm essa síndrome. “Não sabemos a origem dessa minha alteração genética, até porque meus pais não têm. O meu pai atualmente tem 85 anos e a minha mãe tem 78. São saudáveis”, explica Régis.

Para entender a alteração ao qual o economista se refere, primeiro é preciso compreender o gene TP53. A partir dele é produzida a proteína p53, que impede o crescimento de tumores. Essa proteína executa diversas funções no ciclo celular e tenta impedir a proliferação das células que têm erros — que dão origem aos tumores.

Mas para aqueles que carregam essa mutação nesse gene, há uma produção inadequada ou uma falta de produção da p53.

“Com isso, o risco para o desenvolvimento do câncer é muito maior. O risco (entre quem possui essa alteração) vai chegar a quase 20% até os 10 anos de idade e, no adulto ao longo da vida, vai chegar a quase 90%”, explica a médica geneticista Maria Isabel Achatz, que pesquisa o tema há mais de duas décadas e já publicou estudos sobre ele em revistas científicas internacionais como Frontiers in Oncology e Lancet Regional Health Americas.

Essa alteração no gene TP53 é chamada de síndrome de Li-Fraumeni, ou LFSOs estudos apontam que ela tem 50% de chance de ser passada de pai ou mãe para filho.

Segundo a especialista, o risco entre essas pessoas é aumentado para quase todos os tipos de câncer — alguns dos mais frequentes para os portadores da síndrome são os sarcomas e o câncer de mama.

Um portador dessa mutação genética pode ter somente um tumor, diversos tumores independentes ou mesmo nunca desenvolver a doença. Mas, em geral, é comum que tenham um histórico de diversos familiares que morreram de câncer.

Os casos no Brasil

Achatz e outros especialistas têm acompanhado de perto quadros de Li-Fraumeni no Brasil, já que as regiões Sul e Sudeste têm revelado uma presença maior da alteração genética do que outras partes do país e do mundo. Existe uma “variante brasileira” da síndrome, caracterizada por um tipo de mutação específica no gene TP53, a R337H.

Como mostrou a BBC News Brasil em 2018, uma hipótese de Achatz é que parte desses casos da alteração genética no Brasil tenha sido transmitida por um tropeiro no século 18.

Pedro, Anna Carolina e Régis; depois da perda da caçula, economista e seus filhos mais velhos continuaram lutando contra o câncer.  — Foto: Arquivo pessoal via BBC

Estudos já estimaram que a incidência de pessoas carregando uma alteração no gene em todo o mundo varia entre 1 a cada 5 mil pessoas a 1 a cada 20 mil. No Sul e Sudeste brasileiro, a frequência da mutação R337H é muito maior, estimada em 1 a cada 300 pessoas.

Por outro lado, pessoas com a mutação R337H têm um risco um pouco menor de desenvolver câncer ao longo da vida, de 50 a 60%, segundo um estudo publicado em agosto por Achatz e colegas. Enquanto pacientes com o tipo clássico da Li-Fraumeni têm 50% de chance de desenvolver câncer até os 30 anos, naqueles com a variante R337H, o risco é menor, de 15 a 20%.

“A gente tem todos os indícios de que essa seja uma síndrome mais moderada do que a síndrome mundial. Por que a gente tem tanta gente no Brasil (com a síndrome)? Porque ela mata menos aqui”, explica Achatz, doutora em oncologia pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da unidade de oncogenética do Hospital Sírio-Libanês.

A médica alerta que, uma vez descoberto que uma pessoa tem a síndrome, outros familiares devem busca uma consulta médica para investigar se também têm a condição — o que é feito, entre outros procedimentos, através de exames e do sequenciamento (análise) do gene TP53.

Apesar da síndrome não poder ser curada, o diagnóstico permite que a saúde do paciente seja acompanhada mais de perto e traz oportunidades para que possíveis tumores sejam detectados mais precocemente. Achatz explica que o tratamento para câncer em pessoas que têm a síndrome não muda na comparação com aquelas que não têm Li-Fraumeni.

Anna Carolina, Pedro, Régis e Beatriz em hospital; família teve ao todo 11 diagnósticos de câncer.  — Foto: Arquivo pessoal via BBC

“Também é possível buscar orientação sobre como investigar a possível síndrome por meio da Rede Nacional de Câncer Hereditário (REBRACH) ou na Associação da Síndrome de Li-Fraumeni (cujo site tem uma versão em português)”, diz a médica.

No caso de Régis, os exames apontaram que ele, assim como os filhos, têm a síndrome clássica, que não é a mais comum no país e é considerada mais severa que a variante encontrada no Brasil.

As mortes dos três filhos em menos de cinco anos

Após a descoberta da síndrome, Régis e os três filhos passaram a fazer acompanhamento médico constante. Em 2017, o economista comemorava a sua recuperação e o bom resultado do tratamento de Pedro quando a filha caçula foi diagnosticada com leucemia, a mesma que Anna havia tido no passado.

Bia, como a garota era chamada, tinha 9 anos quando começou o tratamento contra a doença em São Paulo. Ela passou por um transplante de medula, no qual a mãe dela, Camila Barbosa, foi a doadora.

Em 2018, exames feitos meses após a garota encerrar o primeiro tratamento apontaram que a doença havia voltado.

“A gente achava que ela iria superar e ficar curada, como a irmã ficou quando mais nova. Mas a doença voltou muito rápido, ela não tinha mais força para outro transplante naquele momento e morreu em junho de 2018”, conta Régis.

Além da perda da caçula, o economista também acompanhava a luta do filho contra o câncer. Ao longo dos últimos anos de vida, após o primeiro tratamento, Pedro teve metástase (quando a doença se espalha para outras partes do corpo) no pulmão, na coluna torácica e na coluna lombar.

“Foram vários anos de quimioterapia. Ele foi considerado curado nessas quatro vezes. Entre um tratamento e outro, tinha uma vida normal, porque todos eram bem-sucedidos”, diz Régis. “Ele, assim como as irmãs, sempre foi muito positivo e tinha expectativas de que se curaria”, conta.

Pedro sonhava em se formar em engenharia elétrica. Ele chegou a cursar cerca de dois meses, mas logo parou em razão do tratamento de saúde.

Em 2019, Pedro descobriu um câncer no cérebro, “Dessa vez, infelizmente, ele não conseguiu se recuperar”, conta o pai. O jovem morreu em novembro de 2020, aos 22 anos.

“Ele era um rapaz com uma alma bastante evoluída. Todos eles eram muito evoluídos, totalmente tranquilos e gostavam de viver de forma alegre. Não havia tristeza ou trauma por conta do tratamento”, diz Régis.

A última perda do economista ocorreu há menos de duas semanas, quando Anna Carolina morreu após um duro tratamento contra um câncer no cérebro. A doença foi descoberta no ano passado, em um dos períodos mais felizes da vida dela: a conclusão do curso de Medicina.

“Ela queria ser médica desde criança, por causa do tempo em que ficou no hospital tratando a leucemia e também por causa do padrasto (já falecido), que também era médico”, comenta Régis.

Segundo ele, a filha não teve nenhum outro diagnóstico entre 2012 e 2021 — intervalo entre o fim do tratamento contra a leucemia e o diagnóstico no cérebro.

“Foi bastante dramático quando ela descobriu o câncer no cérebro, porque ela estava formada, cheia de sonhos e expectativas”, diz o pai.

“Ela estava noiva, queria se casar em 2022 e se especializar em dermatologia”, detalha Régis.

Ele conta que a filha acreditava na cura da doença, mas passou a aceitar que não tinha mais jeito quando a situação agravou.

“A partir daí, ela passou a dizer que já tinha cumprido a sua missão, ela passou a encarar assim, dizia que tinha se realizado como pessoa e que conquistou o seu objetivo de ser médica”, conta.

‘Nunca me culparam’

Para Régis, as perdas dos filhos podem ser definidas como situações traumáticas e dolorosas.

“É a inversão da ordem natural da vida.”

O economista afirma que nunca se sentiu culpado por ter a síndrome ou por ter passado para os filhos. “Os meus filhos diziam que eu fui tão vítima quanto eles”, diz.

Após enfrentar os diversos problemas de saúde na família, ele diz que mudou completamente a forma como enxerga a vida. “Hoje a minha visão é de que a gente tem que viver intensamente, com a máxima alegria. O meu filho dizia uma frase muito coerente: ninguém consegue medir a dor do outro. Não acredito que exista problema maior ou menor, o fato é que a gente não consegue medir a dor do outro.”

Régis segue em tratamento contra a leucemia crônica e contra o linfoma não Hodgkin. “Esses tratamentos não têm prazo para terminar. Por enquanto não estou curado, só estabilizado por causa dos medicamentos diários e monitoramento mensal com exames.”

O economista conta que usou todo o dinheiro que havia guardado ao longo da vida nos tratamentos de saúde dos filhos em São Paulo e que agora precisa do apoio financeiro dos pais. Régis diz que um de seus objetivos para o futuro é começar a dar palestras para contar sobre a sua história e também falar sobre superação.

Há alguns anos, ele compartilha a sua vida nas redes sociais. No Instagram, atualmente ele acumula mais de 185 mil seguidores em seu perfil (@regisfeitosamota).

“Comecei usando as redes como forma de me comunicar com os amigos e familiares, para que acompanhassem a gente, mas isso acabou crescendo muito. Hoje recebo muitas mensagens de pessoas dizendo que foram impactadas positivamente pela nossa história”, diz.

Ele também quer que a sua história possa dar mais visibilidade à síndrome Li-Fraumeni, para que outras pessoas conheçam mais sobre o tema e até façam acompanhamento necessário, caso tenham o mesmo problema ou desconfiem que possam ter.

Sobre o futuro, Régis diz que o seu objetivo principal é viver um dia de cada vez.

“Como a minha filha dizia, quero buscar a alegria em cada dia e tentar olhar para a vida de forma que eu veja luz e felicidade.”

“O meu filho Pedro dizia que a felicidade é apenas questão de ponto de vista”, acrescenta.

Golpistas internam idosa à força para vender casa avaliada em R$ 1,2 milhão

Uma idosa de 75 anos teve a própria residência invadida por suspeitos que se passaram por enfermeiros para interná-la à força em uma clínica de Santa Isabel, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a polícia, pelo menos quatro homens armaram a internação para tentar vender a casa em que a vítima vive no bairro da Lapa, na zona oeste da capital paulista. Eles foram presos no endereço da residência no sábado (26).

Os suspeitos invadiram a casa da mulher, avaliada em R$ 1,2 milhão, afirmando que tinham um mandado judicial para levá-la para fazer exames. Ela entrou em uma ambulância e foi levada para uma clínica no município de Santa Isabel.

O caso foi descoberto após um investigador da Polícia Civil, que é vizinho da vítima, desconfiar da movimentação dos suspeitos na residência.

Eles teriam se identificado como novos proprietários da casa, contratando até mesmo uma caçamba para retirar os objetos pessoais da vítima do local.

“O policial desconfiou da situação porque o imóvel pertencia a uma senhora, falecida em 2019. Desde então, sua cuidadora estaria residindo no local. Porém, a mulher não estava por lá”, afirma trecho do boletim de ocorrência.

À polícia, após ser liberada, a vítima informou que foi levada à clínica porque se recusou a assinar papéis dados pelos suspeitos quando eles invadiram a casa dela.

Em entrevista, um membro da clínica afirmou que pessoas se passando por representantes da vítima informaram que ela tinha problemas de saúde mental e ficaria no local por três meses enquanto a casa dela era limpa.

Ao longo do período de internação, porém, eles desconfiaram que ela não tinha qualquer problema.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, os homens foram detidos por apropriação indébita, sequestro e cárcere privado. Eles não tiveram a identidade revelada.

O caso é investigado pelo 91º Distrito Policial (Ceasa).

Passos recebe a caravana da Coca Cola no próximo dia 7

Foto: Redes sociais

A tradicional Caravana de Natal da Coca-Cola, promovida pela Coca-Cola Andina Ribeirão Preto, prepara sua passagem pelas cidades da região levando a magia do Natal da marca, com a mensagem da união e do encontro das famílias. Este ano a carreata passará em 18 cidades, e em Passos (MG), será no dia 07/12 (quarta-feira), abrindo o roteiro.

São três caminhões, um trio elétrico e uma caminhonete que levarão o encantamento do Natal para a cidade no início da noite envolvendo as pessoas nos trajetos. Os veículos estarão equipados com mais de mil e quinhentos metros de mangueiras iluminadas com cerca de 40 mil lâmpadas.

Foto: Redes Sociais

Ainda não existe a confirmação do percurso e horário. Entretanto , quanto ao horário é possível destacar que sempre teve início por volta das 19 horas em Passos.

Reprodução / Coca-Cola

Via, Danilo Soares

Jornal Folha Regional
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