Jornal Folha Regional

Verba para a saúde é insuficiente para 83% dos municípios de Minas

Verba para a saúde é insuficiente para 83% dos municípios de Minas – Foto: reprodução

Oito em cada dez municípios de Minas Gerais revelam enfrentar insuficiência de recursos para a execução das políticas públicas de saúde, aponta uma pesquisa inédita divulgada pelo Instituto DATATEMPO e pela agência Brasil Comunicação. Para 83,1% dos secretários responsáveis pela gestão do serviço nas cidades, embora prevista na Constituição Federal, a aplicação mínima de 15% da arrecadação de impostos no setor tem resultado em subfinanciamento para o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o que eleva a pressão sobre os cofres municipais.

O levantamento exclusivo, que faz um raio-x da saúde em Minas Gerais sob a ótica das administrações municipais, será apresentado hoje, a partir das 8h, a prefeitos, vice-prefeitos, secretários, gestores hospitalares e profissionais da área durante a 2ª Jornada Mineira da Saúde. O evento, promovido pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) e sediado na Prefeitura de Belo Horizonte, terá como tema central a “Transformação digital no SUS e o papel das prefeituras”.

A avaliação da maioria dos secretários de saúde ouvidos pela pesquisa DATATEMPO é que a destinação mínima de 15% dos impostos arrecadados para a área não supre as necessidades básicas dos municípios, que atuam como porta de entrada para a atenção primária do sistema de saúde em todo o país.

Presidente da Frente Mineira de Prefeitos, a chefe do Executivo de Lavras (Sul de Minas), Jussara Menicucci (PSD), confirma o problema. “Hoje as prefeituras não conseguem trabalhar com esse percentual. O constitucional é (aplicar) 15% em saúde, mas a gente gasta mais de 30% e, mesmo assim, temos filas para cirurgia, fila para exames. Não podemos mais conviver com isso”, alerta.

A avaliação da prefeita corrobora com a análise feita por um dos secretários entrevistados pela DATATEMPO. Em depoimento à pesquisa, o gestor, que não teve o nome divulgado, destaca a dificuldade das prefeituras em equilibrar finanças e acolhimento adequado aos pacientes do SUS. “Os municípios cumprem porque não podem deixar de atender: investem muito além do mínimo constitucional, absorvem a judicialização e compensam falhas federais e estaduais que o modelo atual não equilibra”, ressalta.

Diante do gargalo financeiro, 76,5% dos secretários municipais de saúde reivindicam a ampliação do percentual mínimo previsto na Constituição Federal. “A posição favorável à desvinculação é minoritária (9,1% no total), indicando que o diagnóstico predominante entre os secretários entrevistados não é de questionamento da vinculação, mas de subfinanciamento e pressão fiscal estrutural sobre os municípios”, ressalta a cientista política Mariela Rocha, analista de pesquisas sênior do Instituto DATATEMPO.

Diagnóstico sobre a saúde em Minas será levado aos candidatos

O diagnóstico sobre a saúde nos municípios traçado pela pesquisa DATATEMPO servirá como base para a elaboração de um documento com reivindicações para a área que será entregue pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) a candidatos que disputarão as eleições para o governo de Minas e para a Presidência da República em 2026.

A pesquisa DATATEMPO mostra, por exemplo, que mais da metade (55,9%) dos secretários municipais de saúde de Minas considera o financiamento federal insuficiente ou muito insuficiente para manter a rede municipal de saúde funcionando adequadamente. Para a prefeita de Lavras e presidente da FMP, Jussara Menicucci (PSD), o ano eleitoral cria ambiente propício para que municípios pleiteiem a ampliação dos repasses para a saúde e exija “compromisso dos candidatos com as prefeituras”.

Estrategista político, o CEO da agência Brasil Comunicação, Zuza Nacif, considera que as evidências apontadas por esse tipo de pesquisa podem colaborar para “soluções mais eficazes, decisões mais seguras e referências capazes de orientar políticas públicas com impacto direto na vida do cidadão”.

VÍDEO | Quatro pessoas são presas por tráfico e crimes virtuais em Carmo do Rio Claro

Uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais realizada nesta quarta-feira (25) terminou com a prisão de quatro pessoas em Carmo do Rio Claro (MG). Os detidos — três homens e uma mulher — são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, associação ao tráfico e receptação de produtos ilícitos.

De acordo com a corporação, a ação integra o trabalho de combate ao crime organizado no município. Um dos presos também é investigado por possível participação em diversos estelionatos e golpes eletrônicos que teriam feito milhares de vítimas.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito é conhecido como “hacker” e seria apontado como responsável por coordenar um grupo ligado ao tráfico de drogas. Ele também pode ter causado prejuízos por meio de golpes via Pix, fraudes bancárias e outros crimes virtuais.

As suspeitas envolvem ocorrências registradas em Carmo do Rio Claro e também em outros estados do país. No entanto, as investigações ainda seguem em andamento para a confirmação dos fatos.

Durante a operação, os militares apreenderam entorpecentes, produtos eletrônicos, celulares e computadores de alto desempenho. A suspeita é de que os equipamentos fossem utilizados para práticas ilícitas, mas a perícia técnica deverá confirmar a finalidade do material.

A ocorrência, os suspeitos e todos os materiais recolhidos foram encaminhados à Polícia Civil de Minas Gerais, que dará continuidade às investigações e adotará as providências legais cabíveis.

Polícia apura suposto caso de racismo contra adolescente durante partida de futebol em Passos

O adolescente deixou o campo chorando após relatar ter sido alvo de ofensa racial durante a partida – Foto: Rafael Marinho – Reprodução Instagram

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma denúncia de racismo registrada após um jogo amistoso realizado no último domingo (22), no Estádio Abrahão Caram, em Passos.

A partida reuniu atletas do time sub-17 do Passospel e do sub-20 do Caram Sport Clube. Segundo o boletim de ocorrência, um adolescente de 16 anos teria sido chamado de “macaco” por um jogador de 33 anos da equipe adversária. A ofensa, conforme relato, teria sido repetida três vezes ao longo do confronto.

De acordo com a mãe do jovem, Juliana Aparecida Jerônimo, o filho voltou para casa emocionalmente abalado. Ela contou que uma das ofensas foi presenciada por um colega de time. Ainda segundo o relato, o adolescente teria sido advertido para “calar a boca” antes de ouvir a expressão ofensiva. O jogador teria repetido o termo mesmo após questionamento de outro atleta em campo.

A vítima chegou a procurar o árbitro para relatar o ocorrido, mas, segundo a família, o jogo teve continuidade naquele momento. Posteriormente, o adolescente deixou o campo chorando, o que levou à interrupção e, depois, à suspensão definitiva da partida.

A família tentou registrar a ocorrência ainda na noite de domingo, mas encontrou as delegacias fechadas. A formalização do boletim foi realizada posteriormente. A mãe afirmou que, por se tratar de um adulto, decidiu buscar providências legais.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Passospel informou que está acompanhando o caso e que tomará as medidas cabíveis. O clube ressaltou que o Caram demonstrou apoio às providências e reforçou que o esporte deve ser um ambiente de respeito e igualdade.

O jogador apontado como autor das ofensas declarou que houve um mal-entendido. Segundo ele, estaria chamando pelo diretor do Caram, que teria o apelido de “macaco”, e o adolescente teria interpretado de forma equivocada.

O Caram Sport Clube informou que o atleta foi banido das atividades da equipe. O clube também explicou que havia sido acordado entre as equipes que o amistoso contaria com atletas de diferentes faixas etárias, mesclando jogadores abaixo e acima dos 20 anos. Em nota de repúdio, a diretoria afirmou não compactuar com qualquer tipo de discriminação.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil.

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoal

O talento da cozinha mineira ultrapassou fronteiras e ganhou reconhecimento internacional. O chef de cozinha Takay Sousa, natural de Passos (MG), brilhou durante o evento “Best Gastronomia”, realizado entre os dias 7 e 14 de fevereiro na França, e conquistou a medalha de ouro com um prato típico da culinária de Minas Gerais.

Representando o Brasil e levando no cardápio os sabores, aromas e tradições mineiras, o chef encantou o público e os jurados com uma proposta que uniu técnica, identidade cultural e afeto — características marcantes da gastronomia do interior de Minas.

Além das apresentações na França, o evento também envolveu atividades realizadas em empresas na Alemanha e na Suíça, ampliando ainda mais o alcance da culinária brasileira no cenário europeu. Ao final da programação, Takay voltou para casa com a medalha de ouro na bagagem e o orgulho de ter representado sua cidade e seu país.

Mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero durante a estadia na Europa, o chef mostrou que o calor da cozinha mineira é capaz de aquecer qualquer ambiente. Entre compromissos profissionais, ele ainda encontrou tempo para viver a experiência do inverno europeu — literalmente “entrando numa gelada”.

A conquista reforça o potencial da gastronomia regional como instrumento de valorização cultural e projeção internacional. Para Passos, fica o orgulho de ver um talento da terra levando o nome da cidade para o mundo, com dedicação, comprometimento e amor pela profissão.

Polícia Militar prende suspeito por tráfico de drogas em São José da Barra

Polícia Militar prende suspeito por tráfico de drogas em São José da Barra – Foto: divulgação/PMMG

A Polícia Militar de São José da Barra prendeu, na noite da última terça-feira (24), um homem suspeito de tráfico de drogas no município. A ocorrência foi registrada por volta das 21h, durante patrulhamento preventivo realizado pelos militares.

Segundo informações da corporação, os policiais visualizaram o suspeito realizando a comercialização de substâncias entorpecentes em via pública. Ao perceber a aproximação da viatura, ele teria fugido para o interior de um imóvel nas proximidades.

Diante da situação de flagrante, os militares realizaram a perseguição e conseguiram capturar o suspeito. Durante as buscas no imóvel, com apoio de equipes de Alpinópolis, foram localizadas 26 pedras fracionadas de substância análoga ao crack, três papelotes de cocaína, três papelotes de haxixe e três comprimidos de ecstasy.

Também foram apreendidos dois rádios comunicadores, um aparelho celular, um simulacro de arma de fogo e R$ 390,45 em dinheiro, distribuídos em diversas cédulas.

Diante do crime permanente de tráfico de drogas, foi dada voz de prisão ao autor, que foi conduzido à autoridade de Polícia Judiciária na cidade de Passos, juntamente com todo o material apreendido.

VÍDEO | Pessoas recolhem refrigerantes caídos na pista e devolvem a motorista no ES

Os bons são maioria — e uma cena registrada no último sábado (21), prova isso de forma emocionante. Um vídeo gravado por Ester Martins já ultrapassa 7,8 milhões de visualizações no TikTok ao mostrar um gesto coletivo de solidariedade que arrancou aplausos nas redes.

Ela estava em um Uber quando viu uma caminhonete carregada tombar e espalhar dezenas de garrafas de refrigerante pela pista. O que poderia virar cenário de prejuízo e oportunismo se transformou em uma corrente espontânea de empatia.

Imediatamente, homens, mulheres, jovens e idosos que passavam pela avenida se abaixaram e começaram a recolher, uma a uma, as garrafas derramadas. Em seguida, levaram tudo de volta ao motorista, que havia parado poucos metros adiante.

A cena aconteceu na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, na Enseada do Suá, em Vitória (ES). O transportador, que não foi identificado, contou com a ajuda de desconhecidos que decidiram agir com honestidade em vez de se aproveitar da situação.

Enquanto filmava com o celular, visivelmente emocionada, Ester reagiu: “Ô meu Deus, que lindo”. Na legenda do vídeo, ela destacou que até o motorista do Uber desceu do carro para ajudar.

A repercussão foi imediata. Até a manhã desta segunda-feira, 23, o vídeo já somava mais de 7,8 milhões de visualizações no TikTok.

Nos comentários, internautas celebraram o gesto. “Sensacional. Ensinamento sobre empatia e solidariedade no meio da rua”, escreveu um seguidor.

“Esse tipo de atitude nos dá esperança na humanidade”, afirmou outro. “Honestidade e gentileza. Pessoas educadas e conscientes (não roubam e muito menos coca-cola)”, comentou mais uma usuária.

Em meio a tantas notícias difíceis, a atitude simples de ajudar o próximo transformou um acidente em um momento coletivo de esperança.

Nova vacina brasileira que combate a dependência de cocaína e crack entra na fase de testes em humanos

Nova vacina brasileira que combate a dependência de cocaína e crack entra na fase de testes em humanos – Foto: reprodução

O Brasil está prestes a dar um passo histórico na luta contra a dependência química. A vacina Calixcoca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, avança para a fase de testes clínicos em humanos, um marco inédito no país e no mundo no combate à dependência de substâncias como cocaína e crack.

Imunidade contra a droga

A Calixcoca é uma vacina terapêutica que utiliza o sistema imunológico para neutralizar os efeitos da cocaína e do crack no organismo. O princípio é simples e inovador: ao ser aplicada, ela estimula o corpo a produzir anticorpos que se ligam às moléculas da droga presentes no sangue. Essa ligação transforma a substância em algo maior que não consegue atravessar a barreira hematoencefálica — a estrutura que regula o acesso de substâncias ao cérebro — impedindo, assim, que a cocaína produza seus efeitos psicoativos.

Essa abordagem imunológica não bloqueia diretamente o desejo de uso, mas pode reduzir significativamente a sensação de euforia que alimenta o ciclo de dependência. O pesquisador responsável pelo projeto, professor Frederico Duarte Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, explica que o objetivo é dar espaço para que tratamentos comportamentais e de reinserção social sejam mais eficazes, ao cortar o “reforço” químico que torna tão difícil quebrar o vício.

Evolução científica e reconhecimento

O desenvolvimento da Calixcoca começou há vários anos e já passou pelas etapas pré-clínicas de pesquisa. Em estudos com animais, sobretudo camundongos, a vacina gerou produção consistente de anticorpos capazes de bloquear os efeitos da cocaína, sem sinais de toxicidade significativa. Esses resultados promissores impulsionaram o projeto e atraíram atenção internacional.

Em 2023, o imunizante recebeu destaque internacional ao vencer o Prêmio Euro Inovação na Saúde, uma premiação latino-americana que reconhece iniciativas com potencial de impacto significativo na medicina e na saúde pública. A pesquisa guiada por Garcia conquistou 500 mil euros, reforçando seu potencial transformador e a relevância da ciência brasileira em temas globais.

Além disso, a Calixcoca conta com patentes concedidas tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo os Estados Unidos, uma etapa estratégica que favorece investimentos e parcerias futuras. O projeto recebeu aportes importantes, incluindo apoio financeiro do Governo de Minas Gerais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, com investimentos que ultrapassam dezenas de milhões de reais para viabilizar a transição para testes em humanos.

Preparação para ensaios clínicos em humanos

Segundo anúncio recente feito pelo ministro da Educação Camilo Santana, a Calixcoca entrou na etapa final de preparação documental para iniciar os ensaios clínicos com voluntários humanos, algo que pode ocorrer em breve. Esses testes são essenciais para avaliar a segurança, a resposta imunológica e a eficácia da vacina no contexto real de usuários ou ex-usuários de drogas.

Ainda não há um cronograma público detalhado com datas de início e número de participantes, o que é comum nessa fase inicial — que depende de aprovações de comitês de ética e órgãos reguladores como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil. A seleção de voluntários, protocolos de dosagem e critérios de inclusão serão divulgados conforme os ensaios forem oficialmente autorizados.

Um panorama global de necessidade

Especialistas em saúde pública ressaltam que a dependência de drogas estimulantes como cocaína e crack é um desafio persistente no Brasil. O país é apontado como um dos maiores consumidores dessas substâncias no mundo, segundo estimativas de órgãos internacionais de saúde — um fator que torna ainda mais urgente a busca por tratamentos eficazes. Embora a Calixcoca não seja uma “cura” isolada, ela representa uma ferramenta potencialmente revolucionária dentro de um arsenal terapêutico mais amplo que inclui apoio psicossocial e acompanhamento clínico.

Desafios e expectativas

Apesar da empolgação, pesquisadores e médicos alertam que muitos desafios permanecem antes que a vacina possa ser considerada um recurso terapêutico disponível em larga escala. Ensaios clínicos em humanos são longos, custosos e complexos, exigindo atenção cuidadosa à segurança e à eficácia. Além disso, uma vacina como a Calixcoca deve ser vista como complemento ao tratamento — e não substituto — de estratégias psicossociais e programas de recuperação integrados.

Ainda assim, a perspectiva de ter um imunizante capaz de neutralizar os efeitos de drogas tão associadas a danos médicos, sociais e familiares é motivo de otimismo para pesquisadores, profissionais de saúde e familiares de dependentes. A Calixcoca simboliza não apenas um avanço científico, mas também uma esperança renovada na luta contra um dos problemas mais complexos da saúde pública moderna.

Polilaminina, substância que pode devolver movimentos e sensibilidade a paraplégicos e tetraplégicos, será distribuída pelo SUS após aval da Anvisa, afirma Dra. Tatiana Sampaio

Dra. Tatiana Sampaio – Foto: redes sociais

Será acessível e gratuita! A polilaminina será distribuída pelo SUS, depois que for aprovada pela Anvisa, onde está na fase 1 de testes. A notícia boa foi dada pela dra. Tatiana Sampaio durante o programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite desta segunda, 23.

A bióloga da UFRJ, que criou a proteína que está devolvendo movimentos e sensibilidade no corpo de pessoas paraplégicas e tetraplégicas, afirmou que está no “combinado dela com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na produção do medicamento”, que a produção da polilaminina será disponibilizada para o Ministério da Saúde distribuir nos hospitais públicos de todo o Brasil.

E disse que o compromisso do Dr. Pacheco é fazer com que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento revolucionário, após sua aprovação. Que notícia boa!

Custo e patente da polilaminina

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a Dra. Tatiana revelou que a polilaminina não é tão cara para ser produzida. Ela explicou durante a entrevista que o custo de produção gira em torno de 100 dólares, algo em torno de 517 reais, pela cotação de hoje da moeda norte-americana.

E lembrou que apenas o laboratório Cristália está autorizado a produzir a proteína, para que pessoas evitem cair em golpes. Aliás, a doutora lembrou que não tem redes sociais e que qualquer perfil com o nome dela é fake.

A dra. Tatiana também aproveitou o programa para esclarecer que não foi o corte de verbas para pesquisas do governo federal que prejudicou o pagamento da patente internacional da polilaminina. Foi a própria URFJ que, na época, tomou a decisão por economia de custos. Sobre a patente nacional, a dra. Tatiana confirmou que pagou mil reais do bolso dela, no mesmo período, para não perder os direitos sobre a descoberta dela.

“Médicos tem que estudar”

Com toda humildade, a Dra. Tatiana esclareceu, logo no início do programa, quando o jornalista Ernesto Paglia perguntou se ela descobriu a cura para as paralisias para lesões na medula: “eu acho que descobrir a cura é muito forte, eu não diria, não. Eu acho que nós temos uma substância que tem se mostrado muito promissora, tem trazido resultados que não tinham sido observados anteriormente. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento”, lembrou.

Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando uma das jornalistas da bancada disse para a bióloga: “médicos afirmam que são necessários estudos que incluam um grupo controle (com placebo). O que você diria para eles?”.

Sem pestanejar, a dra. Tatiana respondeu na lata: “que eles precisam estudar. Acho que seria bom que eles estudassem um pouquinho antes de dar declarações. Não se usa fazer grupo controle num estudo piloto”.

E ela foi além ao falar sobre ética. A dra. questionou se a jornalista teria coragem de aplicar um placebo numa pessoa que está no hospital, com lesão medular, e tem até 48 horas para tomar o medicamento. Tatiana lembrou que durante a pesquisa fez testes de grupo de controle em camundongos e cachorros, mas em seres humanos ela se recusa a fazer.

Mudança nos protocolos da ciência

A bióloga lembrou que descobriu algo absolutamente novo e que ela mesma, no laboratório da UFRJ, teve de criar novos métodos de estudo para chegar até a polilaminina.

E disse que a ciência também vai ter que evoluir e criar protocolos novos para estudar esse caso. A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes, sendo que apenas 6 deles tomaram o medicamento durante a pesquisa dela na Universidade.

“Revoluções científicas não pedem licença, elas se consolidam com método, ética e resultados”.

Ela explicou que apenas a equipe médica treinada por ela está autorizada a aplicar a injeção na lesão medular dos pacientes e que essa equipe viaja para hospitais do Brasil inteiro, bancada pelo laboratório Cristália, para atender pessoas que conseguiram na justiça o direito de receber o medicamento.

Como os casos são distantes, nos quatro cantos do país, ela não consegue acompanhar a evolução desses pacientes para colocar na pesquisa.

Lado ruim e lado bom

A bióloga se disse surpresa com tanta divulgação da polilaminina na imprensa e nas redes sociais. E afirmou que isso tem um lado ruim e um lado bom.

O ruim é que cria uma expectativa grande nas pessoas com lesão medular e que nem todas poderão ter o resultado incrível do bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea. Na pesquisa conduzida pela Dra. Tatiana, mais de 75% apresentaram ganho motor, incluindo o Bruno.

O lado bom é que a divulgação espontânea dos pacientes nas redes sociais, que estão tendo algum resultado positivo, levou a Anvisa a agir mais rápido. Até o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, já falou nas redes sociais dele sobre a polilaminina. Isso pode atrair investimentos para a continuidade da pesquisa, que é cara, segundo a Dra. Tatiana.

Firmes na torcida

Enquanto a bióloga que ficou famosa se desdobra para atender a imprensa e dar continuidade ao trabalho dela no laboratório da UFRJ, o Brasil aguarda ansioso o resultado das fases 1, 2 e 3, dos testes da Anvisa, para avaliar a segurança, eficácia e dosagem da polilaminina em seres humanos.

Não existe prazo definido para o resultado das 3 fases e a liberação oficial do medicamento porque a Anvisa segue os trâmites dos protocolos da ciência.

E a gente segue aqui na torcida para que essa descoberta brasileira seja realmente aprovada cientificamente para que essa esperança que paira sobre a nação se transforme em realidade e esteja logo acessível, de forma gratuita, para todos os pacientes que precisam.

Um viva à Dra. Tatiana Sampaio e ao laboratório Cristália, que acreditou e investiu nesse medicamento promissor.

GCM de Passos recupera veículo furtado abandonado em canavial

GCM de Passos recupera veículo furtado abandonado em canavial – Foto: divulgação/GCM

Uma ação da Guarda Civil Municipal de Passos resultou na recuperação de um veículo furtado/roubado na região da Linha São Domingos. A ocorrência foi registrada na última quinta-feira, por volta das 15h15.

A GCM recebeu uma denúncia informando sobre um automóvel em situação suspeita, aparentemente abandonado em meio a um canavial. Diante das informações, as equipes se deslocaram até o local para averiguação.

A operação foi coordenada pela Supervisão da corporação e contou com apoio da Moto Patrulha e da Patrulha de Trânsito (PATRAN), com acompanhamento do Comando e Subcomando da instituição.

Durante a varredura na área, os agentes localizaram o veículo e, após consulta ao sistema informatizado, constataram que havia registro de furto e roubo. A autoridade policial foi imediatamente comunicada, e o proprietário foi informado sobre a recuperação.

O automóvel foi retirado do local por meio do guincho de plantão.

Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa

Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa – Foto: reprodução

A Operação Sem Remorso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o crime de peculato envolvendo o desvio de recursos da Caixa Federal.

As investigações indicam que o suspeito teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca na residência do investigado no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, onde foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um carro de luxo.

A PF informou que, com o material apreendido, “dará continuidade às investigações para esclarecer completamente os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes”.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.