Jornal Folha Regional

Menina de 11 anos desparece ao ir para a igreja, é estuprada e morta em MG

Uma menina de 11 anos, identificada como Suzana Rocha Silva, foi encontrada morta no último domingo (18), após ter sido vista pela última vez no fim da tarde do dia anterior, na igreja em Cachoeira do Pajeú (MG). O crime deixou os pouco mais de 9 mil habitantes da pequena cidade em choque. Um adolescente de 16 anos confessou ter estuprado e depois enforcado a garota, segundo a polícia.

A Polícia Militar foi acionada no dia 18, por volta das 14h, quando familiares contaram que Suzana tinha saído para ir à igreja no sábado (17), onde encontraria uma tia, mas o encontro não aconteceu. As buscas realizadas pela PM, junto com familiares e amigos, terminaram no fim da tarde de domingo, quando a menina de 11 anos foi achada morta, em matagal próximo a uma estrada vicinal da Fazenda Maravilha na zona rural de Cachoeira do Pajeú.

Conforme a PM, a criança estava sem vida, com as roupas próximas ao corpo, sinais de violência sexual, escoriações nas costas, inchaços nos pés, deitada no lado esquerdo, com indícios de esganadura. Após denúncia anônima, a PM isolou o local e chamou a perícia, que removeu o corpo da menina e a encaminhou para a cidade de Almenara, onde foram feitos os trabalhos periciais.

Desde então, policiais civis e militares começaram as investigações para tentar descobrir a autoria do crime. A PM informou que o pai da vítima contou que obteve informações de pessoas conhecidas que relataram ter visto o suspeito conversando com sua filha em uma rua no centro da cidade. Ela teria entrado em um veículo azul escuro, modelo Celta ou Palio, que seguiu no sentido da Rua Goiás. A menina foi com o suposto autor do crime até a casa dele, conforme contaram.

Após o relato do pai da menina, o suspeito disse que teria apenas conversado com Suzana nesse mesmo local, mas que ela não saiu de lá com ele. O pai contou que a filha tinha um celular que era monitorado por ele, mas disse ter descoberto após o crime que havia um outro telefone dado à menina pelo suspeito, pelo qual eles se comunicavam, e que no celular havia fotos dos dois juntos.

Ainda de acordo com a PM, durante as investigações, o adolescente suspeito do crime teria dito que realmente havia marcado um encontro com Suzana, em uma escola, mas que ela não apareceu. Com isso, ele foi de moto à casa de parentes da menina.

Antes de confessar o crime, o adolescente contou outra versão. Disse que teria trabalhado com o tio em uma oficina o dia inteiro na data em que a menina desapareceu e que, após o fim do expediente, às 18h, teria ido para casa e ainda jogado futebol com o pai no fim do dia. Finalizou o dia, disse, em um bar do tio onde foi buscar umas coisas a pedido da mãe.

Ao confessar o crime, o jovem contou que encontrou com Suzana, às 20h de sábado, próximo ao cemitério. Disse que manteve relações sexuais com o consentimento dela, sem preservativo, e que “do nada” a esganou e a deixou no local quando percebeu que ela não respirava mais. Ainda que ele tenha relatado ser com o consentimento, por se tratar de uma menor de idade, o caso é considerado crime de estupro.

O adolescente usou o carro de um tio para cometer o crime. O veículo foi vendido logo após o assassinato. Quando o rapaz foi apreendido, estava com o celular da vítima. O adolescente foi conduzido e ouvido na Delegacia de Plantão em Pedra Azul. Ele segue sendo investigado pela prática de estupro de vulnerável e homicídio.

Paralisação dos enfermeiros prevê manifestação em Passos

Profissionais da enfermagem devem fazer uma paralisação de 24 horas. A previsão é que o movimento seja realizado das 7h desta quarta-feira, 21, até as 7h de amanhã em protesto contra a suspensão do piso da categoria, definida pelo Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira, 16. A lei que estabeleceu o piso prevê mínimo de R$4.750 para enfermeiros, 70% desse valor para técnicos e 50% para auxiliares e parteiras.

Em Passos, segundo informações do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (Seemg), está previsto um ato em defesa do piso nacional, a partir das 9h, em frente ao Paço Municipal. Após a concentração, os manifestantes devem fazer uma caminhada em direção à Santa Casa. Na Parte da tarde, também está marcada uma mobilização em frente ao hospital, às 14h.

“Nos setores gerais, como hospitais, clínicas e demais estabelecimentos com menos complexidade, terá uma paralisação de 70% e haverá apenas 30% de funcionamento. Também estamos orientando aos postos de saúde e prontos-socorros a trabalharem com esse percentual. Nos setores críticos, como blocos cirúrgicos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), UTI neonatal e demais unidades do tipo, estamos orientando a trabalharem em 40% e, em alguns casos, com avaliação dos profissionais, até 45%, mas orientamos, no geral, para que 40% dos profissionais estejam no ambiente de trabalho”, afirmou o presidente do Seemg, Anderson Rodrigues.

Segundo Rodrigues, o mesmo percentual vale para o período de trabalho noturno e, em relação ao restante dos profissionais, devem participar da paralisação.

“É uma luta que esses profissionais vêm fazendo há anos por esse piso salarial. Então a gente espera que o ato cause um efeito muito bom e que se torne um marco da primeira paralisação para que as próximas possam vir. Estamos pensando realmente que as próximas serão por mais dias e que haverá uma boa adesão de todo o estado, uma vez que várias cidades já estão aderindo, sendo o interior de Minas Gerais, o norte, leste, região Zona da Mata Mineira e o centro-oeste também está apoiando, ou seja, várias cidades estão realmente se mobilizando”, disse Rodrigues.

Ele afirma que será necessário verificar como vai acontecer a paralisação para definir os próximos passos do movimento. Rodrigues disse acreditar que outras manifestações e paralisações devem ocorrer no país.

“A gente explicou todo o processo, então acredito que é bom dar um aviso, explicar para toda a população para que ninguém fique prejudicado também. Precisamos ainda de um ministro do STF para dar um próximo passo e há outros trâmites. Por isso, acho interessante esse aviso antes de realizar outros movimentos”, disse.

Na última quinta-feira, 15, foi realizada uma assembleia online, com a participação de enfermeiros convocados por edital, na qual foi aprovado o estado de greve e a paralisação nacional de 24 horas. (Clic Folha)

Botijão de gás fica mais caro após corte de preço na refinaria

A Petrobras cortou em 4,7% o preço do gás de cozinha vendido por suas refinarias na última segunda-feira (12), mas o preço do botijão nas revendas subiu durante a semana, de acordo com a pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). A alta foi de 1,2%, com o botijão de 13 quilos, mais usado por residências, passando de R$ 111,91 para R$ 113,25, na média nacional. Foi a terceira semana consecutiva de alta, embora os percentuais tenham sido bem menores nas semanas anteriores.

A evolução na semana passada contradiz previsão da Petrobras, que calculava uma redução média de R$ 2,60 por botijão. Os revendedores do produto alegam que precisaram iniciar os repasses do reajuste salarial de seus trabalhadores. As empresas e os sindicatos ainda negociam o percentual de reajuste, mas a Abragás, entidade que reúne sindicatos de revendedores, diz que o repasse já foi feito porque a data-base da categoria é o dia 1º de setembro.

O presidente da entidade, José Luiz Rocha, alega que os valores devem ser pagos de forma retroativa quando as negociações não se concluem no mês do dissídio e, por isso, os revendedores já estão incluindo o aumento de custo em seus preços. Os trabalhadores pedem reposição da inflação pelo INPC mais 2,3% por perdas anteriores em salários de empregados que recebem acima do piso. Na última reunião, as empresas distribuidoras apresentaram proposta de reajuste de 8,83%, que reflete a variação de 12 meses do INPC.

Logo após o anúncio do corte nas refinarias, a Abragás divulgou nota dizendo que “possivelmente os consumidores não perceberão redução nos preços, devido ao aumento repassado pelas distribuidoras referente ao dissídio e custo outros custos operacionais do segmento”.

Já o Sindigás, sindicato que representa o segmento de distribuição, diz apenas que os preços “são livres em todos os elos da cadeia e suscetíveis às variações do mercado”. “É recomendado aos consumidores que façam sempre uma pesquisa antes de efetuar a compra, de forma a buscar a melhor combinação de oferta de serviço e preço sempre tendo em conta sua relação de confiança com sua marca e revenda de preferência”, afirma.

A alta no preço do botijão frustra expectativas do governo, que vem usando a queda dos preços dos combustíveis como um trunfo na campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Diferentemente de gasolina, etanol e, em menor intensidade, o diesel, o gás de cozinha não teve grande redução de preço após ofensiva do governo para cortar impostos sobre os combustíveis, já que os tributos federais sobre o produto foram zerados em 2020.

Desde os picos atingidos na última semana de junho, gasolina e diesel já ficaram 32,1% e 9,6% mais baratos, respectivamente. O preço médio do etanol hidratado caiu 29,5% no mesmo período. Já o preço do botijão de 13 quilos ficou oscilando em torno dos R$ 112. No fim de 2021, o governo aprovou um programa de subsídio a consumidores de baixa renda, batizado de Auxílio-Gás, mas a queda nas vendas de botijões sinaliza que o benefício não vinha sendo utilizado apenas para a compra de botijões.

No primeiro semestre, as vendas de botijões de 13 quilos registraram queda de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume vendido é menor do que o registrado em 2019, antes da pandemia. Em agosto, o governo ampliou o valor do subsídio, de 50% para 100% do preço de um botijão. O valor é pago a cada dois meses a cerca de 5,7 milhões de famílias.

Conta de luz pode ficar até 4,7% mais cara em Minas com MP que tramita no Senado

A conta de luz dos mineiros pode encarecer entre 3% a 4%, caso o Senado Federal aprove a Medida Provisória (MP) 1118/2022, em trâmite no Congresso, sem a retirada de algumas propostas que foram incorporadas na Câmara dos Deputados. Em todo o Brasil, o encarecimento nos débitos pode chegar a R$ 10 bilhões, conforme cálculos da Frente Nacional de Consumidores de Energia e pelo Movimento União Pela Energia.

Os percentuais referentes ao possível reajuste em Minas Gerais foram apurados pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace). Para os clientes que são atendidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pelo abastecimento de grande maioria dos municípios mineiros, o índice apurado foi de 4,27%. Já para quem é cliente da Energisa, o aumento deve ser de 3,71%, conforme os cálculos da Abrace.

A expectativa é de que o texto seja votado ainda nesta semana no Senado Federal, já que a proposta pode caducar em 27 de setembro. Em nota, divulgada no início do mês, a Abrace afirmou que o principal problema após a tramitação da MP na Câmara foi a concessão de um prazo, de dois anos, para que usinas de fontes renováveis entrem em operação no país. Neste período, no entanto, as operadoras das usinas mantém o direito de receber subsídios nas tarifas de transmissão e distribuição.

A extensão do prazo, entretanto, vai depender de garantias adicionais à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Mais um impacto que surge sem qualquer diálogo ou discussão técnica envolvendo aqueles que acabam assumindo o custo das decisões que favorecem setores econômicos sem a devida discussão esvaziando o papel do governo na formulação da política energética nacional e da Aneel na sua regulação”, afirma texto da Abrace endereçado ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

Já em carta enviada à mesa diretora do Senado Federal, o presidente da Frente Nacional de Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, pediu que as emendas que tratam dos benefícios às usinas sejam retiradas. “Não podemos fechar os olhos para a crise energética mundial que vem pressionando o setor. As contas de energia já suportam encargos, impostos e subsídios que as colocam entre as mais caras do mundo. As contas de energia já consomem ¼ do orçamento doméstico dos brasileiros mais humildes”, disse no texto.

Ainda segundo movimento, o subsídio garantido na MP concede um incentivo às classes de consumidores e produtores que, conforme Barata, não necessitam do benefício. “E o que é pior, sendo pago por todos os demais consumidores de todas as classes, o que, a exemplo dos subsídios concedidos a outros segmentos, deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional”, acrescenta.

O Movimento União pela Energia, também em nota, criticou a aprovação da MP na Câmara e cobra do Senado uma revogação dos subsídios. O grupo ainda afirma que o peso na conta de luz não chegará apenas diretamente nos boletos mensais que cada consumidor paga. “Mas indiretamente com o encarecimento de todos os produtos fabricados no país”, reforça.

Tramitação

A MP chegou para análise no Senado no final de agosto. A proposta perde a validade na semana que vem, o que dá ao projeto um caráter de urgência. O texto retira da Lei Complementar 192/ 2022, que reduziu tributos sobre combustíveis no Brasil, a possibilidade de concessão de benefícios tributários na aquisição de diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

Em meio às críticas, o governo federal afirma que a MP “não causa impacto fiscal”, pois apenas põe fim a uma insegurança jurídica causada pela redação original da lei complementar. O Executivo alegou que a redação do artigo 9º estaria levando à judicialização da questão dos créditos, ao dar a possibilidade de interpretação de que o comprador final do combustível poderia tomar créditos dos tributos mesmo com os produtos vendidos com alíquotas zero.

Parte de teto de padaria cai em cima de pai e filha de nove meses em Passos

Uma criança de nove meses e o pai dela ficaram feridos após parte do teto de uma padaria cair em cima deles em Passos (MG), na última segunda-feira (19).

Pai e filha tiveram ferimentos leves, receberam atendimento médico e passam bem.

As câmeras de segurança registraram o momento em que a mãe da criança levou a filha para ver o pai na padaria em que ele é proprietário, no Centro da cidade.

A criança ficou com o homem, e quando eles chegaram perto do balcão, parte do teto caiu sobre eles.

As atendentes do local ficaram surpresas e desesperadas para ajudar. Mas, segundos depois, conforme registrado nas câmeras de segurança, o homem se levanta com a filha nos braços.

Após o acidente, ele mesmo pegou o carro e levou a criança para a Santa Casa do município. Eles foram atendidos pelo médico de plantão e foram liberados logo depois. (G1)

Mulher é morta estrangulada e esfaqueada pelo companheiro em MG

Uma mulher de 37 anos foi morta pelo companheiro na tarde desta segunda-feira (19) em Alfenas (MG). Segundo a Polícia Militar, Denise Lais da Silva foi agredida, estrangulada e esfaqueada pelo suspeito dentro da casa onde morava.

A PM informou que a motivação do crime seria ciúmes. A vítima teria ido em uma festa de peão que aconteceu em Campos Gerais no domingo (18). O suspeito inclusive teria ameaçado a vida da mulher para os familiares.

Os militares informaram que foram acionados por volta de 18h20 na Rua Avelino Batista de Andrade, no Bairro Jardim Alvorada. Uma testemunha teria visto uma movimentação diferente na casa e acionou o socorro após encontrar a mulher caída no chão.

Segundo a PM, o casal tinha histórico de violência doméstica, registrada em 2020. O suspeito fugiu após o crime. A PM faz buscas para encontrar o homem de 46 anos.

Denise deixa dois filhos. (G1)

Debate inédito entre candidatos a deputado estadual é realizado pelo Jornal Folha Regional

Imagem: Jornal Folha Regional.

O Jornal Folha Regional realizou na noite da última segunda-feira (19), em São José da Barra (MG), o ‘Encontro com candidatos a deputados estaduais’ da região. Todo o evento foi transmitido ao vivo pela fanpage e youtube do Folha Regional e por meio de um pool reunindo diversos veículos de comunicação.

Treze candidatos foram convidados para participarem do encontro, destes, dois não confirmaram presença, são eles: Dalmo Ribeiro, do PSDB, e Ricardo do Itapiché, do PMN. Apesar de ter confirmado presença, o candidato à reeleição, Cássio Soares, do PSD, não compareceu, porém enviou um ofício à equipe.

‘’Gostaria muito de estar presente e participar deste evento importante para a democracia, pois sou a favor do diálogo e do bom debate em busca de resultados concretos. É dessa forma que conduzo o meu trabalho desde que assumi o meu primeiro mandato, há quase

12 anos. No entanto, não consegui sair de Belo Horizonte a tempo, já que havia assumido

compromissos parlamentares inadiáveis. Permanecerei pronto para quaisquer manifestações posteriores, caso seja de interesse deste veículo de comunicação’’, informou o candidato através do documento.

Estiveram presentes os candidatos: André Patti (União Brasil), Antonio Carlos Arantes (PL), Belinha (PL), Elaine Maia (NOVO), Dr. Luiz Henrique Delfrano (Republicanos), Juarez (PT), Pedrinho Minasacontece (União Brasil), Rodrigo Maia (PP), Weberson Estevão (Democracia Cristã) e Abner Faria (PL).

A comissão convidada foi composta por: Bruna Bernardino, presidente da Associação dos Empresários do Turismo de São José da Barra (ASETUR), Dionatan Silva de Moura, advogado e presidente da Câmara de São Pedro da União, Guilherme Romero, ceo da Sky Empreendimentos e Construções, Júnia Flávia Bueno da Silva, advogada, Luciene Garcia, jornalista do Estado de Minas, Portal UAI e colunista da Folha da Manhã e Observo e Zé Renato, jornalista da TV Ok.

Em seu primeiro discurso de abertura, o candidato Abner Faria, apoiador do presidente Bolsonaro, declarou em tom de protesto, que não participaria do encontro e se retirou do local.

‘’Muitos candidatos aqui presentes me chamaram para desistir da minha candidatura e apoia-los, porque eu e não eles? Jamais abriria mão dos meus valores e princípios. Agradeço ao Folha Regional pelo convite, mas em respeito aos meus valores e princípios não continuarei neste encontro, pois não compactuo com esses candidatos, não generalizando, oportunistas’’, disse Abner.

Em seguida, o candidato Pedrinho Minasacontece, que também apoia o atual presidente, respondeu a declaração.

‘’O candidato tem que estar preparado, quando chega aqui, está com ‘colinha’, começa tremedeira, começa a chamar os outros de oportunistas, quero saber onde estava esse pessoal que está vestindo camiseta verde e amarelo em 2018, porque aqui sim está o suplente deputado federal do Bolsonaro no Sul de Minas’’.

Durante uma resposta do candidato Rodrigo Maia (PP), a uma pergunta realizada pelo candidato Juarez (PT), o candidato Weberson (Democracia Cristã) chamou Rodrigo de mentiroso, o qual pediu direito de resposta e foi concedido. Em seguida, o candidato do PP escolheu o da Democracia Cristã para fazer a pergunta. Weberson foi indagado sobre seus projetos para o esporte em Minas Gerais e disse que atualmente existem diversas quadras inacabadas em escolas, o que dificulta a realização de práticas esportivas.

O candidato informou que um de seus projetos é construir uma pista de skate em Passos (MG) e disse que quando Rodrigo Maia foi vereador não construiu o espaço. Rodrigo respondeu que ‘’vereador não constrói nada’’. Weberson disse que Rodrigo, na ocasião, ‘’era um tipo de vereador que andava junto com o legislativo’’ e novamente afirmou que o candidato é mentiroso, pois ‘’precisa de muito mais votos do que está falando e não apenas de 25 mil’’.

Diversas pautas relevantes para a sociedade foram abordadas durante o encontro, como turismo, violência doméstica, educação, saúde e infra estrutura. 

Nesta terça-feira (20), acontece o encontro entre candidatos a deputado federal, às 20h. Como de praxe, o evento será transmitido pela fanpage no Facebook e canal no Youtube do Jornal Folha Regional e demais veículos de comunicação.

Preço médio da gasolina nos postos volta a ficar abaixo de R$ 5, diz ANP

O preço médio da gasolina comum nas bombas caiu mais 1,4% nesta semana, informou nesta sexta-feira, 16, a Agência Nacional de Petróleo Biocombustíveis e Gás Natural (ANP). O levantamento oficial diz respeito ao período entre os dias 11 e 17 de setembro, quando combustível é comercializado a R$ 4,97 por litro, ante R$ 5,04 aferido na semana anterior.

Com isso, o preço médio da gasolina nos postos voltou a ficar abaixo de R$ 5,00 pela 1ª vez desde o início do ano passado. A última vez que aconteceu, informa a ANP, foi em 20 de fevereiro de 2021, quando o litro da gasolina custava, em média, R$ 4,91.

Trata-se da 12ª semana consecutiva de queda no preço desse combustível ao consumidor desde o pico histórico de R$ 7,39, registrado na penúltima semana de junho. Desde então, em pouco mais de dois meses e meio, o preço da gasolina já recuou 32,7% nos postos.

Antes desse preço começar a cair, porém, a gasolina acumulava alta de 70,6% nos postos desde janeiro de 2019, início do governo Jair Bolsonaro. Então, a gasolina era comercializada no país a um preço médio de R$ 4,33 por litro segundo a ANP. Na prática, portanto, os esforços do governo ainda não compensaram a escalada de preços experimentadas nos primeiros três anos e meio de governo.

A recente trajetória de queda começou em 24 de junho, quando o governo federal sancionou a lei que limitou o ICMS incidente sobre combustíveis a 17% em todo o país. Depois, nos meses de julho, agosto e setembro, os preços seguiram caindo em função de quatro reduções seguidas nos preços praticados pela Petrobras em suas refinarias, que são aos poucos repassadas às bombas pelos varejistas.

A queda dessa semana nas bombas ainda se deve ao último reajuste da Petrobras, que reduziu em 7% o preço aos distribuidores em 2 de setembro.

A redução de impostos sobre combustíveis e a pressão do governo para a Petrobras diminuir os preços praticados nas refinarias se devem aos esforços do governo em dar uma resposta ao eleitorado e conter a inflação perto das eleições. Esse processo tem sido facilitado pelo recuo das cotações internacionais do barril de petróleo e seus derivados.

Diesel

Na semana entre 11 e 17 de setembro, informou a ANP, o preço médio do diesel S10 nos postos brasileiros teve ligeira queda para R$ 6,94 ante R$ 6,96 na semana imediatamente anterior, um recuo de 0,2%. Desde quando foi imposto o teto de 17% no ICMS, em 24 de junho, o diesel foi reajustado para baixo nas refinarias da Petrobras em duas ocasiões. Assim como a gasolina, ele também caiu por 12 semanas seguidas e acumula queda de 9,6% no preço médio do litro, que variou de R$ 7,68 no início do ciclo para os atuais R$ 6,94. (Estadão Conteúdo)

Fonte: O Tempo

Militar e suspeito de agredir a mulher ficam feridos durante fuga em Alpinópolis

Um soldado da Polícia Militar e um suspeito de agredir a mulher ficaram feridos durante uma ocorrência de Lei Maria da Penha em Alpinópolis (MG).

Segundo a Polícia Militar, o homem de 38 anos tentou fugir, mas bateu o carro no muro de uma casa. Na fuga, ele atropelou um dos militares que estavam na ocorrência.

Ainda segundo a PM, um outro policial tentou parar o suspeito, mas não conseguiu. O militar que foi atingido pelo carro atirou com uma arma de borracha e acertou o rosto do motorista.

A polícia informou que não havia ambulância disponível para fazer o transporte dos dois feridos. Eles foram levados por uma viatura até a Santa Casa de Alpinópolis.

O policial foi atendido na cidade com ferimentos em várias partes do corpo. Já o agressor foi transferido para a Santa Casa de Passos. (G1)

Nos primeiros oito meses de 2022, Amazônia Legal registra maior taxa de desmatamento em 15 anos

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) anunciou nesta sexta-feira (16) que a área de floresta desmatada da Amazônia Legal nos primeiros oito meses de 2022 foi a maior dos últimos 15 anos.

De janeiro de 2022 a agosto do mesmo ano, foram derrubados 7.943 km² de floresta, o que equivale um pouco menos que cerca de sete vezes a cidade do Rio de Janeiro.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares (entenda mais abaixo).

“Já passamos da metade do ano e o que vem acontecendo são recorrentes recordes negativos de devastação da Amazônia, com o aumento no desmatamento e na degradação florestal. E infelizmente temos visto ações insuficientes para combater esse problema”, lamenta a pesquisadora Bianca Santos, do Imazon.

Áreas de desmatamento e degradação registradas em agosto de 2022 pelo Imazon na Amazônia Legal. — Foto: Imazon/Divulgação

Ainda de acordo com os novos dados do Imazon, apenas em agosto, foram derrubados 1.415 km². Além disso, a degradação florestal causada pela extração de madeira e pelas queimadas cresceu 54 vezes.

A área degradada passou de 18 km² em agosto de 2021 para 976 km² em agosto de 2022, uma alta de 5.322%.

Desmatamento é definido pelo instituto como a remoção completa da vegetação, processo conhecido como “corte raso”, e a degradação florestal é classificada quando parte da floresta foi destruída por exploração madeireira ou incêndio. Por isso, o Imazon afirma que é comum que uma área classificada como degradada seja posteriormente desmatada.

“Em muitos casos de áreas que sofrem degradação florestal por exploração madeireira, após a retirada total das espécies de valor comercial, é feita a remoção completa das árvores para destinar aquela área a outros tipos de uso, como por exemplo a agropecuária ou até para a especulação imobiliária, no caso da grilagem”, acrescenta Bianca.

Imazon x Inpe

O sistema do Imazon detecta áreas desmatadas em imagens de satélites de toda a Amazônia Legal (região que corresponde a 59% do território brasileiro e que engloba a área de 9 estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do Maranhão) e leva em conta degradações florestais ou desmatamentos que ocorreram em áreas a partir de 1 hectare, o que equivale a aproximadamente 1 campo de futebol.

Assim como o Deter, do Inpe, o calendário de monitoramento do SAD começa em agosto de um ano e termina em julho do ano seguinte por causa da menor frequência de nuvens na Amazônia. Os sistemas também são semelhantes porque servem como um alerta, mas não representam um dado oficial de desmatamento.

A medição oficial do desmatamento é feita pelo sistema Prodes (também do Inpe) e costuma superar os alertas sinalizados tanto pelo Deter como pelo Imazon. Segundo o Inpe, o nível de precisão do Prodes é de aproximadamente 95%.

Estados no ranking do desmatamento e degradação

Ainda de acordo com os novos dados divulgados pelo Imazon, em agosto, Pará (647 km²), Amazonas (289 km²) e Acre (173 km²) foram responsáveis por 46%, 20% e 12% de todo o desmatamento na Amazônia.

No total, em agosto deste ano, 1.606 km² da Amazônia foram desmatados, 12% a menos que em agosto de 2021. No entanto, a devastação de 2022 foi a terceira pior para o mês de agosto desde 2008, quando o instituto implantou o SAD. O segundo pior ano foi 2020, quando 1.499 km² de floresta foram derrubados.

“Nesses três estados, assim como nos outros que compõem a região, estamos identificando o avanço do desmatamento nas florestas públicas não destinadas”, acrescenta a pesquisadora.

“São áreas pertencentes aos governos dos estados ou federal que ainda não tiveram um uso definido, cuja prioridade estabelecida em lei é para a criação de novas áreas protegidas, como terras indígenas ou quilombolas e unidades de conservação. Porém, por essa falta de destinação, essas terras acabam sendo as preferidas dos grileiros, que as invadem com a expectativa de obter a posse”.

Quanto às áreas degradadas da região, o estado que teve a maior área de floresta perdida em agosto foi Mato Grosso (657 km²), com 67% do total registrado em toda a Amazônia. Pará (240 km²) e Acre (28 km²) ocuparam a segunda e terceira posições, com respectivamente 25% e 3% de áreas degradadas. (G1)

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