São Sebastião do Paraíso conquista 1º lugar nacional com projeto inovador de saúde mental – Foto: divulgação
São Sebastião do Paraíso alcançou um importante reconhecimento nacional ao conquistar o 1º lugar geral na 21ª Mostra “Brasil, Aqui Tem SUS”, realizada durante o XXXIX Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre (RS). O município superou mais de 2 mil cidades participantes e cerca de 11 mil trabalhos inscritos, tornando-se referência nacional em inovação na saúde pública.
O projeto vencedor, intitulado “Plantão Crise no CAPS II: Cuidado Intensivo no Território para Manejo das Crises em Saúde Mental”, oferece atendimento especializado a pacientes em situação de crise durante a noite, finais de semana e feriados. Nesses períodos, equipes de enfermagem se deslocam até a residência dos usuários para administrar medicação, prestar acolhimento, orientar familiares e evitar internações desnecessárias.
Os resultados apresentados chamaram a atenção dos avaliadores. Entre 2023 e 2026, 16 pacientes acompanhados pelo programa haviam registrado, antes da implantação da iniciativa, 85 internações psiquiátricas. Após o início do Plantão Crise, esse número caiu para apenas cinco internações, representando uma redução superior a 90%. Além disso, 13 pacientes não precisaram mais ser reinternados, incluindo um usuário que permaneceu institucionalizado por sete anos e conseguiu retomar o cuidado em liberdade.
Idealizado pela coordenadora do CAPS II, Camila Barbosa Caetano, o projeto fortalece o atendimento territorial e humanizado previsto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o cuidado próximo à realidade dos pacientes e de suas famílias. O reconhecimento nacional fará com que a experiência de São Sebastião do Paraíso seja utilizada como referência para outros municípios brasileiros, inclusive com visita técnica do Ministério da Saúde para documentar e divulgar a iniciativa.
O prefeito Marcelo Morais comemorou a conquista e destacou que o prêmio é resultado dos investimentos realizados na rede municipal de saúde mental desde 2023, ressaltando o trabalho desenvolvido pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde e pelos profissionais do CAPS II.
A premiação consolida São Sebastião do Paraíso como um dos principais exemplos de políticas públicas inovadoras em saúde mental no país, demonstrando que estratégias de cuidado contínuo e humanizado podem transformar a vida dos pacientes e reduzir significativamente as internações psiquiátricas.
Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica – Foto: reprodução
A Câmara Municipal de São Tomé das Letras aprovou uma nova legislação que determina que autores de violência doméstica e familiar deverão ressarcir os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento prestado às vítimas. A medida já está em vigor no município desde a publicação oficial, realizada em 27 de abril.
A proposta foi apresentada pelo vereador Tomé Fernando Costa e estabelece que os custos relacionados aos atendimentos causados pela agressão poderão ser cobrados do responsável, desde que a autoria da violência seja comprovada.
Entre as despesas previstas na lei estão atendimentos médicos e hospitalares, tratamentos psicológicos, fornecimento de medicamentos e processos de reabilitação das vítimas. Os valores deverão ser calculados conforme a tabela do SUS, e os recursos arrecadados serão destinados aos cofres públicos do município.
O texto também prevê que a cobrança não poderá causar prejuízos financeiros à vítima nem aos seus dependentes. Além disso, a nova regra não substitui outras punições previstas na legislação criminal e civil.
Segundo o autor do projeto, a iniciativa busca reforçar o combate à violência doméstica e conscientizar sobre os impactos gerados à sociedade e aos serviços públicos.
“A aprovação dessa lei reafirma que a violência, em hipótese alguma, pode ser tolerada e que suas consequências também devem ser assumidas por quem comete”, afirmou o parlamentar.
O vereador também destacou que a proposta não tem apenas caráter financeiro. “Quando a gente obriga o agressor a ressarcir os custos com a saúde pública decorrentes da violência, estamos falando de justiça, responsabilidade e respeito aos recursos da população”, declarou.
Embora a lei já esteja valendo, os detalhes sobre a aplicação prática ainda serão regulamentados. Uma reunião entre representantes da prefeitura, o autor da proposta e integrantes da assistência social deve acontecer na próxima semana para definir como será feito o procedimento de cobrança.
De acordo com o vereador, a expectativa é que a medida adotada em São Tomé das Letras possa servir de referência para outros municípios brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
Iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde prevê 3,3 mil veículos em todo o país para garantir acesso a atendimentos para quem vive a mais de 50 km, com investimento superior a R$ 1,4 bilhão
Ministério da Saúde destina 314 veículos para transporte de pacientes do SUS em Minas Gerais – Foto: divulgação
O Ministério da Saúde vai garantir o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam ser atendidos longe de casa em Minas Gerais. O estado será contemplado com 314 veículos, sendo 141 vans, 118 micro-ônibus e 55 ambulâncias, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde e tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise. A ação faz parte do Novo PAC Saúde e, em âmbito nacional, prevê a entrega de 3,3 mil veículos, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. Dos 3.300 veículos adquiridos, 1.824 serão entregues diretamente às prefeituras para usos em múltiplas finalidades, enquanto os outros 1.476 vão ser direcionados ao transporte de pacientes de radioterapia e hemodiálise.
Em Minas Gerais, 143 veículos serão destinados diretamente a 137 municípios para uso em múltiplas finalidades, enquanto outros 171 atenderão ao transporte de pacientes em radioterapia e hemodiálise. A definição dos locais de destino desses últimos será pactuada entre o estado e os municípios no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa representa uma mudança concreta na vida destes brasileiros. No caso do tratamento de câncer, os pacientes do SUS em média precisam se deslocar mais de 140 km. “Muitas pessoas precisam acordar de madrugada, viajar por horas, passar o dia inteiro em tratamento e retornar apenas à noite, muitas vezes em condições precárias. Esse é o caminho do sofrimento que o governo do presidente Lula está transformando. Pelo Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde garante dignidade, segurança e qualidade no deslocamento até o atendimento”, afirma.
Transporte para garantir acesso dos pacientes a atendimento
Os veículos destinados a atender pacientes da radioterapia e hemodiálise serão distribuídos pelos estados às macrorregiões contempladas, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e tipos de transporte de acordo com a realidade de cada território.
A destinação dos veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde segue critérios técnicos que consideram as desigualdades no acesso à saúde e a organização regional do SUS. A previsão é que todas as macrorregiões de saúde do país sejam contempladas, com reforço para aquelas com maior número de casos de câncer e maior dependência do SUS.
Para o transporte de pacientes em radioterapia, a divisão leva em conta a oferta de serviços de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideram a distância até os serviços de terapia renal substitutiva. A definição do arranjo para uso dos veículos será pactuada entre o estado e seus municípios na respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Mais equipamentos e mais recursos para radioterapia no SUS
Além de garantir o transporte, o programa Agora Tem Especialistas também atua para otimizar o uso dos aceleradores lineares disponíveis no país. Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 700 tratamentos por ano, mas muitos ainda operam abaixo desse potencial.
Para garantir que esses aceleradores atuem em sua capacidade máxima, o Ministério da Saúde estabeleceu incentivos para que os serviços ampliem o atendimento, em um total de R$ 906 milhões por ano. Com isso, cada unidade pode ganhar até 30% mais, dentro de uma nova forma de financiamento que supera de vez a antiga Tabela SUS.
Além disso, neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023, reforçando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no início do tratamento. Com mais equipamentos de ponta, o Ministério da Saúde fortalece os centros regionais de tratamento de câncer, garantindo também atendimento mais perto de casa.
Com essas medidas, somadas a expansão do diagnóstico, consultas e cirurgias, o Governo do Brasil, pelo Agora Tem Especialistas, realiza o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS.
O programa visa expandir o atendimento especializado no país e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em áreas prioritárias. A iniciativa prevê também a realização de mutirões – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos; a oferta de serviços pelas Carretas das Saúde, unidades móveis que já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios; e o atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados a partir de créditos financeiros para quitar impostos com a União.
Entre os resultados o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, com um total de 14,9 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. Também registrou recorde de exames (1,3 milhão) e de internações (14 milhões).
Minas Gerais tem sete casos de mpox confirmados em 2026 – Foto: reprodução
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou que o estado contabilizou sete casos de monkeypox em 2026. As ocorrências foram registradas em três municípios mineiros, com maior concentração na capital.
Em Belo Horizonte, foram identificados cinco pacientes. Dois diagnósticos foram confirmados nos dias 7 e 29 de janeiro, outro em 24 de fevereiro e dois nesta sexta-feira (27). Já em Contagem, na Região Metropolitana, houve uma confirmação em 29 de janeiro. O município de Formiga, localizado no Centro-Oeste mineiro, registrou um caso no dia 24 de fevereiro.
De acordo com a SES-MG, todos os pacientes são homens, com idades entre 30 e 45 anos. O órgão informou ainda que todos apresentam evolução clínica satisfatória, caminhando para a cura.
Sintomas e orientação
Entre os principais sintomas da doença estão lesões cutâneas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). A recomendação é que pessoas com esses sinais procurem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica e relatem possível contato com casos suspeitos ou confirmados.
Formas de transmissão e prevenção
A transmissão da monkeypox ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para reduzir o risco de infecção, a orientação é evitar contato com pessoas que apresentem sintomas ou tenham diagnóstico confirmado.
Durante a assistência a pacientes, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença precisam permanecer em isolamento até o término do período de transmissão e evitar o compartilhamento de itens pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é considerada essencial.
Tratamento e vacinação
O tratamento da monkeypox é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações, já que não existe medicamento específico contra a doença. A maioria dos pacientes apresenta quadro leve ou moderado.
A estratégia de imunização no estado prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão — especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Também estão incluídos profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos.
Será acessível e gratuita! A polilaminina será distribuída pelo SUS, depois que for aprovada pela Anvisa, onde está na fase 1 de testes. A notícia boa foi dada pela dra. Tatiana Sampaio durante o programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite desta segunda, 23.
A bióloga da UFRJ, que criou a proteína que está devolvendo movimentos e sensibilidade no corpo de pessoas paraplégicas e tetraplégicas, afirmou que está no “combinado dela com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na produção do medicamento”, que a produção da polilaminina será disponibilizada para o Ministério da Saúde distribuir nos hospitais públicos de todo o Brasil.
E disse que o compromisso do Dr. Pacheco é fazer com que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento revolucionário, após sua aprovação. Que notícia boa!
Custo e patente da polilaminina
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a Dra. Tatiana revelou que a polilaminina não é tão cara para ser produzida. Ela explicou durante a entrevista que o custo de produção gira em torno de 100 dólares, algo em torno de 517 reais, pela cotação de hoje da moeda norte-americana.
E lembrou que apenas o laboratório Cristália está autorizado a produzir a proteína, para que pessoas evitem cair em golpes. Aliás, a doutora lembrou que não tem redes sociais e que qualquer perfil com o nome dela é fake.
A dra. Tatiana também aproveitou o programa para esclarecer que não foi o corte de verbas para pesquisas do governo federal que prejudicou o pagamento da patente internacional da polilaminina. Foi a própria URFJ que, na época, tomou a decisão por economia de custos. Sobre a patente nacional, a dra. Tatiana confirmou que pagou mil reais do bolso dela, no mesmo período, para não perder os direitos sobre a descoberta dela.
“Médicos tem que estudar”
Com toda humildade, a Dra. Tatiana esclareceu, logo no início do programa, quando o jornalista Ernesto Paglia perguntou se ela descobriu a cura para as paralisias para lesões na medula: “eu acho que descobrir a cura é muito forte, eu não diria, não. Eu acho que nós temos uma substância que tem se mostrado muito promissora, tem trazido resultados que não tinham sido observados anteriormente. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento”, lembrou.
Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando uma das jornalistas da bancada disse para a bióloga: “médicos afirmam que são necessários estudos que incluam um grupo controle (com placebo). O que você diria para eles?”.
Sem pestanejar, a dra. Tatiana respondeu na lata: “que eles precisam estudar. Acho que seria bom que eles estudassem um pouquinho antes de dar declarações. Não se usa fazer grupo controle num estudo piloto”.
E ela foi além ao falar sobre ética. A dra. questionou se a jornalista teria coragem de aplicar um placebo numa pessoa que está no hospital, com lesão medular, e tem até 48 horas para tomar o medicamento. Tatiana lembrou que durante a pesquisa fez testes de grupo de controle em camundongos e cachorros, mas em seres humanos ela se recusa a fazer.
Mudança nos protocolos da ciência
A bióloga lembrou que descobriu algo absolutamente novo e que ela mesma, no laboratório da UFRJ, teve de criar novos métodos de estudo para chegar até a polilaminina.
E disse que a ciência também vai ter que evoluir e criar protocolos novos para estudar esse caso. A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes, sendo que apenas 6 deles tomaram o medicamento durante a pesquisa dela na Universidade.
“Revoluções científicas não pedem licença, elas se consolidam com método, ética e resultados”.
Ela explicou que apenas a equipe médica treinada por ela está autorizada a aplicar a injeção na lesão medular dos pacientes e que essa equipe viaja para hospitais do Brasil inteiro, bancada pelo laboratório Cristália, para atender pessoas que conseguiram na justiça o direito de receber o medicamento.
Como os casos são distantes, nos quatro cantos do país, ela não consegue acompanhar a evolução desses pacientes para colocar na pesquisa.
Lado ruim e lado bom
A bióloga se disse surpresa com tanta divulgação da polilaminina na imprensa e nas redes sociais. E afirmou que isso tem um lado ruim e um lado bom.
O ruim é que cria uma expectativa grande nas pessoas com lesão medular e que nem todas poderão ter o resultado incrível do bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea. Na pesquisa conduzida pela Dra. Tatiana, mais de 75% apresentaram ganho motor, incluindo o Bruno.
O lado bom é que a divulgação espontânea dos pacientes nas redes sociais, que estão tendo algum resultado positivo, levou a Anvisa a agir mais rápido. Até o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, já falou nas redes sociais dele sobre a polilaminina. Isso pode atrair investimentos para a continuidade da pesquisa, que é cara, segundo a Dra. Tatiana.
Firmes na torcida
Enquanto a bióloga que ficou famosa se desdobra para atender a imprensa e dar continuidade ao trabalho dela no laboratório da UFRJ, o Brasil aguarda ansioso o resultado das fases 1, 2 e 3, dos testes da Anvisa, para avaliar a segurança, eficácia e dosagem da polilaminina em seres humanos.
Não existe prazo definido para o resultado das 3 fases e a liberação oficial do medicamento porque a Anvisa segue os trâmites dos protocolos da ciência.
E a gente segue aqui na torcida para que essa descoberta brasileira seja realmente aprovada cientificamente para que essa esperança que paira sobre a nação se transforme em realidade e esteja logo acessível, de forma gratuita, para todos os pacientes que precisam.
Um viva à Dra. Tatiana Sampaio e ao laboratório Cristália, que acreditou e investiu nesse medicamento promissor.
SUS oferece imunizante contra bronquiolite para bebês prematuros – Foto: reprodução
A partir deste mês, bebês prematuros e crianças de até dois anos com condições clínicas específicas poderão receber, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma nova forma de proteção contra a bronquiolite. O nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para a prevenção da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), passa a integrar a estratégia nacional de enfrentamento da doença, que é uma das principais causas de hospitalização infantil no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, o nirsevimabe oferece proteção imediata, diferentemente das vacinas tradicionais. Por se tratar de um anticorpo pronto, não é necessário estimular o sistema imunológico do bebê a produzir defesas próprias, o que é especialmente importante para recém-nascidos e crianças com maior vulnerabilidade clínica.
Quem pode receber o nirsevimabe no SUS?
São considerados prematuros os bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Já entre as comorbidades que garantem acesso ao medicamento para crianças de até dois anos estão condições como doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatias congênitas, anomalias congênitas das vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem congênita ou adquirida, e síndrome de Down.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 300 mil doses do medicamento já foram distribuídas para todos os estados, permitindo que a proteção chegue às regiões com maior demanda por internações pediátricas associadas ao VSR.
VSR responde pela maioria dos casos graves de bronquiolite
O VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e cerca de 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, representando 82,5% dos casos associados ao VSR.
O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento. Ainda assim, como a bronquiolite é majoritariamente causada por vírus, não há tratamento específico. O manejo clínico baseia-se em cuidados de suporte, como oxigenoterapia, hidratação e uso de broncodilatadores em situações selecionadas, reforçando a importância das estratégias preventivas para reduzir casos graves e internações.
Santa Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
A Santa Casa de Misericórdia de Passos realizou, na manhã desta quarta-feira, 17 de dezembro, a primeira cirurgia robótica ortopédica da instituição, consolidando um marco histórico para a saúde da região. O procedimento teve início às 8h e foi realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o compromisso da instituição com a inovação aliada à equidade no acesso aos serviços de alta complexidade.
A cirurgia, uma artroplastia total de joelho, foi conduzida pelo ortopedista Dr. José Antônio de Oliveira. O procedimento contou com o acompanhamento dos ortopedistas Dr. Henderson Maldi, Dr. André Schmidt e Dr. Laércio Alves, além do anestesista Dr. César Faria Nunes. Todo o procedimento foi acompanhado de perto por representantes da Stryker, empresa responsável pelo sistema robótico Mako SmartRobotics™, que prestaram apoio e suporte durante a realização da cirurgia.
O procedimento transcorreu conforme o planejado e foi considerado um sucesso pela equipe médica, marcando o início oficial do programa de cirurgia robótica ortopédica na Santa Casa de Passos. A tecnologia, de última geração, permite maior precisão cirúrgica, segurança ao paciente e melhores perspectivas de recuperação.
Para o cirurgião responsável, o momento foi emblemático. “Foi uma experiência marcante poder realizar a primeira cirurgia robótica aqui na Santa Casa. Ocorreu tudo bem, como esperávamos. Temos que agradecer à instituição, que sempre apoiou a ideia da inovação desde o começo. A Santa Casa sempre abraçou as melhorias e inovações em prol de um melhor atendimento aos pacientes da nossa região”, destacou o Dr. José Antônio de Oliveira.
A implantação do sistema robótico e a viabilização do programa de cirurgias robóticas ortopédicas só foram possíveis graças ao apoio do deputado estadual Cássio Soares, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar para a aquisição do equipamento.
Para o Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Passos, Dr. Vivaldo Soares Neto, a realização da primeira cirurgia robótica retrata um avanço histórico para a instituição e para a medicina regional. “Esta é a materialização de um projeto construído com responsabilidade, planejamento e compromisso social. A Santa Casa reafirma, com essa conquista, sua missão de oferecer uma saúde cada vez mais moderna, segura e acessível, garantindo que a inovação esteja a serviço de toda a população”, ressaltou.
A realização da primeira cirurgia robótica simboliza a concretização de um projeto construído ao longo de meses de planejamento, capacitação profissional e investimentos estratégicos. Com esse avanço, a instituição inaugura uma nova fase na assistência ortopédica regional, aliando tecnologia de ponta, equipe qualificada e compromisso social, levando o que há de mais moderno na medicina aos pacientes de Passos e de toda a região.
Santa Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de PassosSanta Casa de Passos realiza primeira cirurgia robótica ortopédica com acesso pelo SUS – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
Pioneira no país, Santa Casa de Passos será a primeira a realizar cirurgias robóticas ortopédicas com acesso aos pacientes do SUS – Foto: divulgação
A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) deu início, nesta segunda-feira, à instalação do sistema Mako SmartRobotics™, tecnologia de última geração utilizada em cirurgias ortopédicas para substituição total e parcial de joelho e total de quadril. O equipamento, considerado um dos mais avançados do mundo, marca um novo capítulo na oferta de procedimentos de alta precisão para a região, contemplando pacientes do SUS, além de atendimentos particulares e por convênios.
Conhecido por aprimorar a experiência cirúrgica, o Mako SmartRobotics™ funciona a partir de uma tomografia 3D, que permite ao cirurgião criar um plano totalmente personalizado para cada paciente antes da cirurgia. Durante o procedimento, o sistema usa uma tecnologia que estabelece limites precisos, aumentando a segurança e ajudando a preservar os tecidos ao redor. Além disso, sensores inteligentes fornecem informações em tempo real para apoiar as decisões da equipe médica. Estudos internacionais mostram que esse tipo de cirurgia pode trazer menos dor após o procedimento, recuperação mais rápida e maior precisão na colocação dos implantes em comparação com as técnicas tradicionais.
Além de ser pioneira na região, a Santa Casa de Passos também se destaca nacionalmente: será o primeiro hospital do Brasil a oferecer cirurgias com o Mako SmartRobotics™ com acesso aos pacientes do SUS, garantindo que uma tecnologia até então presente majoritariamente nos maiores centros privados do país esteja disponível à saúde pública. Trata-se de um marco histórico que reafirma o compromisso da instituição com inovação e equidade assistencial.
A implantação do programa de cirurgia robótica ortopédica é resultado de mais de um ano de planejamento e construção interna, envolvendo diretamente a equipe de ortopedistas da instituição e a coordenação do médico ortopedista Dr. Henderson Maldi. Todo esse trabalho foi viabilizado também graças ao apoio fundamental do deputado estadual Cássio Soares, que destinou, por meio de emenda parlamentar, o recurso necessário para a aquisição do equipamento.
A Santa Casa iniciou ainda o processo de capacitação de suas equipes, em parceria com especialistas da Stryker. Profissionais de diversas áreas participam de treinamentos integrados que garantirão a operação segura e eficiente da tecnologia. A expectativa é que a primeira cirurgia robótica seja realizada ainda no mês de dezembro.
Para o superintendente geral, Daniel Porto Soares, a chegada do equipamento representa um salto na qualidade assistencial. “Estamos trazendo para Passos uma tecnologia que antes estava restrita aos maiores centros médicos do país. Ser o primeiro hospital da região a oferecer o Mako SmartRobotics™ reforça nosso compromisso com inovação, excelência e cuidado centrado no paciente”, destaca.
O Provedor da Santa Casa, Dr. Vivaldo Soares Neto, também ressalta a importância do momento: “Trazer essa tecnologia para a Santa Casa é um grande avanço para toda a região. Esse equipamento representa mais segurança, mais precisão e um cuidado ainda mais qualificado para nossos pacientes. É um investimento que reforça nosso compromisso em oferecer uma saúde de excelência e em garantir que a população tenha acesso ao que há de mais moderno na medicina”, afirmou.
Com essa iniciativa inédita e construída a muitas mãos, a Santa Casa consolida sua posição como referência em alta complexidade e inaugura uma nova era para a ortopedia regional. A chegada do robô marca o futuro da medicina assistida por tecnologia, agora acessível à população de Passos e região, promovendo resultados cada vez mais seguros e eficientes.
Vacina contra Bronquiolite chega ao SUS em dezembro – Foto: reprodução
O Ministério da Saúde anunciou ontem a compra de 1,8 milhão de doses de vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), principal causador da bronquiolite. O imunizante, segundo a pasta, estará disponível em hospitais do SUS ainda em 2025.
A Vacinação pelo SUS deve ocorrer durante o mês de dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro lote de imunizantes contra o vírus causador da bronquiolite, com 673 mil doses, começará a ser distribuído aos estados e municípios brasileiros ainda nesta semana.
O Imunizante será destinado, inicialmente, a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Isso porque a imunização da mãe oferece proteção aos recém-nascidos e, segundo a pasta federal, o foco da primeira fase da campanha de vacinação é a proteção de bebês menores de 6 meses. O ministério divulgou também que a meta é vacinar pelo menos 80% do público-alvo e que, além das doses previstas para este ano, outras 4,2 milhões devem ser adquiridas até 2027.
Não há restrição de idade para gestantes. A recomendação do ministério é que se tome dose única a cada nova gestação. Segundo divulgado pela pasta, a eficácia da estratégia de imunização em dose única a partir da 28ª de gestação foi comprovada em estudos clínicos que demonstraram uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR em bebês durante os primeiros três meses de vida.
Na rede particular, a vacina contra VSR está disponível desde 2024, mas a aplicação pode custar mais de R$ 1.500. Já a oferta pelo SUS, ainda de acordo com a pasta, foi possível a partir de um acordo entre o Instituto Butantan e a Pfizer, que transferiu a tecnologia de produção do imunizante ao laboratório brasileiro. O investimento do governo federal para a aquisição dos imunizantes foi de R$ 1,17 bilhão, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
”O Ministério da Saúde fez uma grande transferência de tecnologia de uma empresa internacional para garantir a oferta dessa vacina, que será totalmente nacionalizada no SUS por meio do Instituto Butantan. A campanha de vacinação começa já em dezembro. Todas as gestantes, a partir da 28ª semana, serão chamadas para receber o imunizante, garantindo proteção ao bebê ainda durante a gravidez”, disse Alexandre Padilha, ministro da Saúde
Veja quantas doses serão distribuídas por estado e aplicadas a partir de dezembro:
Acre: 3.800
Alagoas: 12.430
Amapá: 3.460
Amazonas: 18.820
Bahia: 44.525
Ceará: 29.030
Distrito Federal: 9.465
Espírito Santo: 13.935
Goiás: 24.530
Maranhão: 25.480
Mato Grosso: 15.580
Mato Grosso do Sul: 10.755
Minas Gerais: 62.165
Pará: 33.050
Paraíba: 13.570
Paraná: 37.120
Pernambuco: 30.700
Piauí: 11.170
Rio de Janeiro: 46.720
Rio Grande do Norte: 10.340
Rio Grande do Sul: 32.330
Rondônia: 6.250
Roraima: 3.490
Santa Catarina: 25.865
São Paulo: 134.555
Sergipe: 7.680
Tocantins: 6.180
Total Brasil: 673.000
Crianças pequenas são as mais afetadas por vírus
VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos de pneumonia em crianças menores de dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações.
O Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por VSR em 2025. Desses casos, contabilizados até 15 de novembro, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos, totalizando mais de 35,5 mil (82,5%) ocorrências.
Ministério da Saúde recebe medicamento inédito para tratamento de câncer de mama no SUS – Foto: divulgação
Um medicamento inédito para o tratamento do câncer de mama foi incorporado ao SUS. O Ministério da Saúde recebeu nesta segunda-feira o primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, relacionado à maior agressividade da doença.
São cerca de 12 mil unidades, de 100 e 160 mg, do medicamento. Ao todo, serão quatro lotes do Trastuzumabe. As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026, alcançando 100% da demanda atual. Os insumos vão beneficiar 1.144 pacientes ainda este ano.
Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento foi negociado com valor 50% abaixo do preço de mercado. O investimento total foi de R$ 159 milhões.
O Trastuzumabe Entansina é indicado para mulheres que ainda apresentam sintomas da doença após a quimioterapia inicial, em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III.
O governo federal também avança na oferta de inibidores de ciclinas indicados para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo ou HER2-negativo.
A portaria que autoriza a compra descentralizada desses medicamentos será publicada ainda neste mês, quando acontece a campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
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