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Jornal Folha Regional

Brasil recupera certificado de país livre do sarampo depois de 5 anos

Sarampo é uma das doenças prevenidas com vacinação - Foto: Agência Brasil
Sarampo é uma das doenças prevenidas com vacinação – Foto: Agência Brasil

Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, em 2019, o Brasil voltou a receber da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o status de país livre da doença. O último registro de sarampo no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aconteceu em junho de 2022, no Amapá. A cerimônia aconteceu em Brasília nesta terça-feira (12).

Para cumprir os critérios de reverificação, o Brasil precisou demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo durante pelo menos um ano, além de ter fortalecido o seu programa de vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a casos importados. 

Em 2016, o Brasil já havia alcançado esse status, no entanto, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país. Em 2019, após um ano de franca circulação do sarampo por mais de 12 meses, o Brasil perdeu o status. Agora, com a conquista do Brasil, as Américas recuperam o status de região livre de sarampo endêmico. 

Segundo a Opas, as Américas também eliminaram a rubéola e a síndrome da rubéola congênita em 2015, uma conquista que os países da região têm mantido desde então. 

Em seu discurso, Jarbas Barbosa, diretor da Opas, lembrou que as Américas figuram, atualmente, como a região do mundo que mais recuperou a cobertura vacinal após a pandemia de covid-19. “Isso é importante porque a pandemia foi um golpe. A gente estima que 23% ou 24% das crianças deixaram de se vacinar durante a pandemia”.

Dados do ministério indicam que, entre 2018 a 2022, foram confirmados 9.329, 21.704, 8.035, 670 e 41 casos de sarampo, respectivamente. Em 2022, os estados que confirmaram casos foram: Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Amapá, sendo que o último caso confirmado foi registrado no Amapá, com data de início do exantema (erupções cutâneas) em 05 de junho.

Em 2024, o Brasil chegou a registrar dois casos confirmados, mas importados, sendo um em janeiro, no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão; e um em agosto, em Minas Gerais, proveniente da Inglaterra.

Ações

Para reverter o quadro, o governo informa que investiu em vacinação nas fronteiras e em locais de difícil acesso, também na busca ativa de casos suspeitos, realização de Dia S de combate ao sarampo, oficinas de resposta rápida a casos de sarampo e rubéola nos territórios, além de cursos online de manejo clínico de sarampo, por meio da UNASUS.

Todas as ações coordenadas por meio do Plano de Ação para reverificação do sarampo e sustentabilidade da eliminação da rubéola, republicado pelo Ministério da Saúde em 2024. 

Ainda em 2023, o financiamento do Governo Federal para manutenção da eliminação das doenças ultrapassou R$724 milhões, com investimentos em vigilância em saúde, laboratórios estaduais, imunobiológicos, além de oficinas para todos os estados brasileiros sobre microplanejamento e multivacinação, realizadas nos 5.570 municípios.

O modelo de microplanejamento adotado, recomendado pela OMS, inclui atividades direcionadas às especificidades locais e busca fortalecer o acesso da população à vacinação durante todo o ano. 

Alerta continua

Em nota, a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, comemorou a recertificação, mas alertou que a manutenção do status depende de mobilização constante, já que o vírus continua a circular. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em 2023, mais de 320 mil casos foram confirmados em todo o planeta.

“Perder o certificado seria um grande retrocesso. Estamos no caminho certo, mas precisamos estar atentos e redobrar os nossos esforços, até porque o sarampo não é a única doença com a qual devemos nos preocupar”, disse. 

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e óbitos causados pelo sarampo, adotando diversas ações para incentivar a imunização em todo o país.

Em 2023, 13 dos 16 imunizantes do calendário nacional tiveram aumento na cobertura vacinal, incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A cobertura da primeira dose passou de 80,7% em 2022 para 88,4% em 2023, e em 2024, até o momento, já chegou a 92,3%. 

A tríplice viral é recomendada em duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e em dose única para adultos de 30 a 59 anos. Essa vacina é essencial para prevenir doenças altamente contagiosas que, no passado, causaram epidemias e graves consequências à saúde pública. 

Sarampo

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças e pode causar complicações graves, como diarreias intensas, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). “A maneira mais efetiva de evitar o sarampo é por meio da vacinação”, ressaltou o ministério.

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes - Foto: divulgação
Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes – Foto: divulgação

Logo nos primeiros dias de vida, o imunizante BCG inaugurou o cartão de vacinas de Maria Clara, de 9 meses, nascida em Belo Horizonte. A mãe dela, Danielle Deodoro, mantém as doses em dia, seguindo as datas das próximas aplicações informadas pelo pediatra da filha e também sinalizadas pela enfermeira do posto de saúde, que registra tudo no cartão de vacinas.

Para garantir a atualização do cartão da Maria Clara e de todas as crianças e adolescentes mineiros menores de 15 anos, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, entre os dias 4 e 29/11, a Campanha Estadual de Multivacinação.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a campanha, que contará ainda com o dia D em 23/11, é uma estratégia fundamental para aumentar as coberturas vacinais no estado.

“Foram distribuídas mais de 1,9 milhão de doses de imunizantes indicados para o público elegível. Dessa forma, quem não tiver registrado, por qualquer motivo, as doses administradas de acordo com o calendário nacional, poderá atualizar o documento vacinal”, orienta.

Entre as vacinas disponibilizadas estão a tríplice viral, hepatite B, papilomavírus humano (HPV), hepatite A, rotavírus humano, meningocócica ACWY, meningocócica C, pneumocócica, pentavalente, febre amarela, poliomielite e covid.

Divulgação e planejamento

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes - Foto: divulgação
Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes – Foto: divulgação

Gláucia Magda Barbosa, enfermeira do Centro de Saúde Conjunto Santa Maria, no bairro São Bento, em Belo Horizonte, explica como a unidade se prepara para a Campanha Estadual de Multivacinação.

“Reforçamos a divulgação das datas e das informações relacionadas à campanha por meio dos agentes comunitários de saúde, além da comunicação interna realizada na unidade, junto aos usuários que nos visitam”, conta ela. 

“Nosso objetivo é que pais, mães e responsáveis possam se organizar para trazer suas crianças e adolescentes ao centro de saúde que já está preparado para recebê-los”, reforça a enfermeira.

Coberturas vacinais em Minas Gerais

Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), Minas Gerais vem registrando importantes avanços no alcance vacinal. 

A cobertura da meningocócica C, que estava em 97,05% em 2023, aumentou, de janeiro a setembro de 2024, para 104,15%, ultrapassando a meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde (MS). 

Já no caso da tríplice viral, o índice, que era de 90,11% para a primeira dose (D1) e 74,31% para a segunda dose (D2) em 2023, aumentou para 106,19% (D1) e 81,69% (D2), em 2024 (janeiro a setembro).

A coordenadora Estadual do Programa de Imunização, Josianne Dias Gusmão, também ressalta a importância do engajamento de todo o público elegível, para que o estado aumente as coberturas de vacinas como da febre amarela, por exemplo. 

Atualmente, esse imunizante registra o alcance de 87,51% em menores de 1 ano, índice muito abaixo da meta recomendada pelo MS, que é de  95%.

“A imunização é uma das medidas mais importantes de prevenção a doenças e a falta do documento vacinal não é impedimento para que os usuários se vacinem. É só procurar a unidade de saúde mais próxima, com o documento de identidade. Inclusive, pais e responsáveis também podem aproveitar o momento para atualizar seu próprio cartão”, esclarece a coordenadora.

Para a mãe da Maria Clara, não há razão para não imunizar a filha. “As vacinas estão disponíveis no centro de saúde e é sempre bom contar com a avaliação que o profissional faz no cartão de vacina da minha filha. Isso garante que Maria Clara esteja protegida com as doses indicadas para a idade dela”, reitera Danielle Deodoro.

Investimentos

Para aumentar as coberturas vacinais no estado, a SES-MG atua em duas frentes por meio do Programa Vacina Mais Minas. A primeira estratégia é o incentivo à vacinação extramuros. Desde 2023, foram investidos R$165 milhões para que os municípios realizem a vacinação fora das salas de vacina, como em escolas, para aumentar a cobertura vacinal.

A segunda estratégia são os vacimóveis, veículos equipados para funcionar como unidades itinerantes de vacinação. Com investimentos de mais de R$ 100 milhões do Governo de Minas, 77 municípios receberam recursos para adquirir esses veículos, e os demais municípios serão atendidos por meio de 51 Consórcios Intermunicipais de Saúde. Até o momento, 123 vacimóveis já foram entregues. 

“A SES-MG se empenhou ao máximo para garantir as doses e planejar a campanha. Agora, é a vez dos responsáveis fazerem sua parte e levarem suas crianças e adolescentes até a UBS mais próxima para se vacinarem”, convoca o subsecretário Eduardo Prosdocimi.

Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília

Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília - Foto: arquivo pessoal
Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília – Foto: arquivo pessoal

O morador de São João Batista do Glória (MG), Edivaldo Almeida dos Santos, de 31 anos, desenvolveu um projeto que visa a educação permanente, pesquisa e mobilização social com foco na importância da vacinação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, selecionada no ImunizaSUS, será apresentada durante um evento em Brasília, no mês de novembro deste ano. A notícia foi entregue pelo próprio presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG), Edivaldo Farias Da Silva Filho.

A proposta que fala sobre a vacina contra o HPV, não foi a única que o gloriense se destacou. Ele já apresentou projetos em congressos realizados em Goiânia (GO) e Florianópolis (SC), e recentemente, foi selecionado para estar presente em um congresso que aconteceria em Porto Alegre (RS), porém devido aos acontecimentos no estado, não foi possível.

Edivaldo nasceu e foi criado em São João Batista do Glória. Atualmente, ele é Diretor do Departamento de Vigilância em Saúde e sempre participa de eventos na área da saúde.

Aos 17 anos, o gloriense ingressou na área da saúde, quando fez o técnico em enfermagem. Logo depois, já cursou biomedicina na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Passos (MG). Posteriormente, se especializou na área da estética, nutrição e imunização e, hoje é acadêmico do 7º período de enfermagem.

“Para mim é gratificante compartilhar estudos, experiências com outros municípios e estados, pois como profissional da saúde, nunca encerramos os estudos, todos os dias estamos atualizando os conhecimentos, vendo algo novo e, neste período que estou trabalhando na saúde pública têm sido um grande desafio, mas de grande aprendizado”, relata Edivaldo Almeida.

Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama

Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação

Pela primeira vez, uma vacina contra o câncer de mama está em andamento e uma voluntária recebeu o imunizante. A medicação foi aplicada em uma idosa diagnosticada com a doença – carcinoma ductal in situ – em “estágio 0”, ou seja, em estágio pré-câncer.

A voluntária Maria Kitay, de 67 anos, recebeu o ciclo completo do imunizante. Agora, mais 50 voluntárias devem testar a nova vacina, comemorada pelos cientistas que se dedicam à pesquisa há mais de três décadas. O estudo inédito é desenvolvido pelo Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos (EUA).

“Hoje, mais de 30 anos de pesquisa nos levaram ao primeiro ensaio clínico de uma vacina desse tipo que pode mudar significativamente o diagnóstico de câncer de mama”, disse Elizabeth Wild, presidente do UPMC Hillman Cancer Center, em coletiva de imprensa na UPMC Magee- Hospital da Mulher.

Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação

Como funciona

A vacina depende da proteína MUC1, que pode desencadear uma resposta imune e ser útil para atingir certos tipos de câncer, descobriram as décadas de pesquisa.

“Nossa abordagem com esta vacina é ensinar o sistema imunológico a identificar as células pré-cancerígenas e atacá-las antes que elas se transformem em câncer invasivo”, disse a médica Emilia Diego, professora associada de cirurgia, vice-presidente de diversidade e inclusão e chefe de seção de cirurgia de mama na divisão de oncologia cirúrgica de mama do Departamento de Cirurgia.

A intenção é prevenir a doença, disse a pesquisadora.

“Esta é uma maneira muito inovadora de abordar um diagnóstico de câncer de mama, especialmente o diagnóstico pré-câncer, onde podemos preveni-lo com a vacina eventualmente. O objetivo de longo prazo é prevenir o câncer, e as mulheres que estão participando deste teste realmente vão nos ajudar a fazer isso de uma vez por todas”, afirmou.

A vacina e a voluntária

Inédito: primeira voluntária recebe vacina contra câncer de mama – Foto: divulgação

Maria Kitay recebeu três injeções da vacina por 10 semanas, a terceira dose foi administrada no dia 20 de junho.

Ela recebeu suas doses de vacina 12, 10 e duas semanas antes da cirurgia. A idosa prosseguirá em 15 dias com cirurgia e outros tratamentos do tipo padrão.

A pesquisa deve testar o imunizante em mais 50 voluntárias, como Kitay, para avaliar se elas desenvolvem uma resposta imunológica, combatendo um câncer futuro.

Os pesquisadores esperam que a nova vacina inicie uma resposta imune para pessoas com carcinoma ductal in situ (DCIS) em estágio 0, considerado um diagnóstico pré-câncer.

Como foi financiada

O teste da vacina foi iniciado por uma doação de US$ 100 mil da A Glimmer of Hope Foundation, sediada em Pittsburgh.

Depois, a clínica obteve mais US$ 2,1 milhões em doações da Breast Cancer Research Foundation, a maior financiadora de pesquisas sobre câncer de mama no mundo.

Isso permitiu que a equipe abrisse o teste para 50 pacientes em sua primeira fase.

As próximas voluntárias receberão três doses da vacina junto com os padrões de tratamento para o câncer de mama.

Aí, elas terão a cirurgia recomendada que qualquer outro paciente receberia mesmo após a vacina ser administrada, segundo a Universidade de Pittsburgh.

Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres

Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres - Foto: reprodução
Injeção contra HIV dá 100% de proteção às mulheres – Foto: reprodução

Uma injeção a cada seis meses de um novo medicamento antiviral ofereceu proteção total contra o vírus do HIV a mulheres jovens em um ensaio clínico realizado no continente africano. É a primeira vez que um medicamento candidato à profilaxia pré-exposição (PrEP) é 100% eficaz na prevenção do HIV.

Ensaios clínicos feitos na Uganda e na África do Sul mostraram que as injeções de lenacapavir ofereceram melhor proteção contra a infecção por HIV do que outros dois medicamentos de PrEP disponíveis.

O resultado do estudo foi anunciado pela farmacêutica Gilead Sciences, na última quinta-feira (20). Os dados ainda não foram submetidos a revisão por pares.

“Depois de todos os nossos anos de tristeza, especialmente com vacinas, isso é realmente surreal”, afirmou a pesquisadora Linda-Gail Bekker, em entrevista ao jornal The New York Times.

As injeções são uma alternativa aos medicamentos disponíveis hoje, em forma de comprimidos diários, que podem ser esquecidos pelos usuários. A adesão a eles ainda é baixa na África, especialmente entre jovens mulheres, grupo com maiores taxas de novas infecções.

“Para uma jovem que não pode ir a uma consulta em uma clínica na cidade, uma jovem que não pode guardar comprimidos sem enfrentar estigma ou violência, uma injeção apenas duas vezes por ano é a opção que poderia mantê-la livre do HIV”, considera Lillian Mworeko, líder do Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV na África Oriental, ao NTY.

Estudo com antiviral injetável contra HIV

O estudo Purpose 1 foi realizado com cerca de 5,3 mil mulheres com idades entre 16 e 25 anos. Os resultados mostram que nenhuma das 2.134 voluntárias que receberam o lenacapavir contraiu HIV. Por outro lado, 16 das 1.068 mulheres (1,5%) que tomaram um comprimido diário de Truvada acabaram contraindo a infecção, assim como 39 das 2.136 mulheres (1,8%) que receberam um comprimido diário de Descovy, o fármaco mais recente.

Com base nos resultados positivos, um comitê independente recomendou que a farmacêutica disponibilizasse o lenacapavir a todos os participantes do estudo – incluindo as do grupo placebo –, encerrando a fase de testes cegos.

Testes com outros grupos

Outro braço do estudo, feito em seis países, testa a eficácia do lenacapavir em uma população mais diversa, incluindo homens que fazem sexo com homens, em pessoas transgêneros e indivíduos que usam drogas injetáveis. De acordo com a Gilead Sciences, os resultados serão divulgados até o final de 2024.

Vacina Mais Minas: mais de 450 municípios promovem Dia D para ampliar cobertura vacinal

Vacina Mais Minas: mais de 450 municípios promovem Dia D para ampliar cobertura vacinal - Foto: divulgação
Vacina Mais Minas: mais de 450 municípios promovem Dia D para ampliar cobertura vacinal – Foto: divulgação

A vacinação no Brasil já foi motivo de orgulho nacional. Referência mundial, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) desenvolveu expertise em logística e operacionalização da vacinação em todo o território brasileiro, de dimensões continentais. Nos últimos anos, a cobertura vacinal vem preocupando especialistas, pois as metas de vacinação nem sempre têm sido alcançadas. A situação acende o alerta, pois doenças contagiosas que foram erradicadas ou controladas no país podem voltar a dar as caras. Mas no que depender do Governo de Minas, esse cenário irá mudar e a imunização no Brasil será motivo de alegria novamente.

Saúde na Escola, saúde na sociedade

Uma das estratégias para mudar esse cenário, é a estratégia Vacina Mais Minas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) – que tem o objetivo de sensibilizar a população para a importância de manter em dia o cartão de vacinação, atingindo as coberturas vacinais recomendadas pelas autoridades em Saúde. Um reforço importante para mobilizar a comunidade escolar é lançar mão do Programa Saúde na Escola, que por meio de ações intersetoriais das Secretarias de Saúde e Secretarias de Educação, estão promovendo ações de mobilização no ambiente escolar entre os dias 8 e 12/4. 

As ações que serão promovidas têm foco em ações educacionais voltadas para a abordagem da importância e da segurança da vacinação, ações de verificação da situação vacinal e a atualização da Caderneta de Vacinação, seja através de orientação aos pais para que procurem a UBS mais próxima de sua residência ou realizando a vacinação no próprio ambiente escolar de acordo com Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. 

Segundo Camila Helen, superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, “as ações de mobilização social visam alcançar o aumento de cobertura vacinal em todo o território mineiro e para isso é necessária uma forte articulação entre as secretarias municipais de Saúde e Educação”. 

Camila ressalta que o Programa Saúde na Escola é uma estratégia consolidada e importante para levar a temática Saúde para dentro do ambiente escolar. “Contamos com essa estratégia de mobilização do dia 8 ao dia 13, tendo como o Dia D o sábado, dia 13 de abril, com objetivo de alcançarmos um aumento de cobertura em todo o território de Minas Gerais”, conclui a superintendente. Mais de 1800 escolas – estaduais, municipais e particulares – estão engajadas no esforço de ampliar as coberturas vacinais em Minas.

Dia D de Vacinação, vacina mais perto da comunidade  

Para o Dia D de imunização da estratégia Vacina Mais Minas, a expectativa é que mais de 450 cidades em Minas estejam com as Unidades de Saúde abertas no sábado (13/4) ou realizem ações de vacinação em locais de grande circulação de pessoas para atualizar os cartões de vacinação da população.  

A supervisão do Dia D e das ações de mobilização nas escolas são das 28 unidades regionais de Saúde. É o caso da região Sul de Minas, onde a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Varginha vem coordenando a mobilização de 50 municípios e quase 170 escolas. 

Além das diversas ações de mobilização, a SRS está trabalhando de forma alinhada com outros órgãos e entidades. “Estamos atuando de forma intersetorial, contando com a participação integrada das vigilâncias, sobretudo a epidemiológica, junto com a atenção à saúde, em conjunto com a referência do Programa Saúde na Escola”, relata Luiz Paulo Riceputi Alcântara, superintendente da SRS Varginha. 

“Temos buscado parcerias com outros órgãos estaduais e municipais, como a Superintendência Regional de Ensino, secretarias municipais de Saúde e a secretarias municipais de Educação”, completa o superintendente.

Para reforçar a mobilização local, a SES-MG disponibiliza o material de comunicação para ser utilizado nas ações de divulgação da estratégia Vacina Mais Minas. São peças que podem ser editadas conforme informações das escolas e dos municípios. Nas escolas, o material pode ser trabalhado para incentivar os pais e responsáveis a vacinarem as crianças e adolescentes. 

O material está disponível neste link

Vacinas salvam vidas – atitude coletiva

Quem se vacina, além da proteção individual contra a doença para a qual se vacinou, também não transmite a doença a outras pessoas. Assim, quanto mais pessoas vacinadas em um bairro ou cidade, por exemplo, menos chances a doença tem de se propagar entre a população. É uma proteção individual e coletiva. Algumas doenças como poliomielite, difteria, sarampo e outras, ainda existem. Mas só estão sob controle porque a comunidade se protege por meio da vacinação coletiva. Porém, essa proteção está em risco com os números cada vez menores de cobertura vacinal – por isso a estratégia da SES-MG – de ampliar a vacinação por meio de ações de sensibilização e vacinação extramuros – é tão importante. Durante a ação Vacina Mais, Minas, todas as vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), tanto as de rotina (disponíveis o ano todo) como as de campanha (oferecidas em períodos específicos de acordo com as sazonalidades de cada doença) serão oferecidas a toda população. 

São elas:

1. BCG
2. Hepatite B
3. Penta
4. Pólio inativada
5. Pólio oral
6. Rotavírus
7. Pneumo 10
8. Meningo C
9. Febre amarela
10. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
11. Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e
varicela)
12. DTP
13. Hepatite A
14. Varicela
15. Difteria e tétano adulto (dT)
16. Meningocócica ACWY
17. HPV quadrivalente
18. dTpa
19. Influenza (ofertada durante Campanha anual)
20. Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)

Para saber mais sobre as vacinas oferecidas no PNI e o calendário rotineiro de vacinação, acesse o site www.saude.mg.gov.br/vacinamaisminas

Investimento na vacinação extramuros e Vacimóvel

O esforço do Governo de Minas para ampliar o alcance da vacinação e aumentar as coberturas vacinais no estado, se traduz em uma política pioneira no Brasil, com um dos maiores investimentos feitos por um Estado nessa área – cerca de R$ 265 milhões investidos em vacinação em Minas Gerais. 

Dentro da estratégia de vacinação extramuros, as cidades mineiras estão recebendo incentivos do Estado para a aquisição dos Vacimóveis, uma van adaptada para que seja um pequeno centro de vacinação itinerante, equipada com refrigeração, pia para higienização, cadeiras e mesas, além de armários e com toda estrutura adequada para que as equipes de vacinação realizem seu trabalho com eficiência e segurança. 

Com o Vacimóvel, os municípios podem levar as vacinas “onde o povo está”, reforçando uma das principais diretrizes da SES-MG nesta gestão, que é levar a saúde mais perto do cidadão.

Para a aquisição dos veículos adaptados, o incentivo financeiro total da SES-MG supera os R$ 100 milhões. De acordo com o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, todos os municípios acima de 50 mil habitantes receberam recurso para ter seu próprio Vacimóvel, e os demais serão contemplados por meio dos consórcios de saúde, que também receberão recurso para compra, num total de 253 veículos. 

“Temos a convicção que a vacinação extramuros é fundamental para ampliarmos a cobertura vacinal em todo o estado. Além da ação de rotina nos postos de saúde, nossa estratégia é levar a vacina para perto das pessoas, nas praças, rodoviárias e onde realmente a população circula”, destacou. 

Para o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Campos Prosdocimi, a estratégia permite “ampliar o alcance das equipes de vacinação, ao implementar ações extramuros e itinerantes, o que permite que aquela parcela da população que, por qualquer motivo, não pode se deslocar aos centros tradicionais de vacinação, possam receber sua dose de imunizante”, disse o subsecretário. 

Outra novidade é o investimento de mais de R$ 165 milhões para premiar os municípios que melhorarem a sua cobertura vacinal. A ideia é incentivar que os municípios alcancem os índices de vacinação recomendados pelas autoridades de saúde.

Alcançando resultados

Os esforços da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES – MG), para aumentar as coberturas vacinais vêm dando resultados. “No último ano de 2023 e também 2022, temos um cenário da vacinação no estado que vem apresentando melhoria significativa nos índices de vacinação”, afirma Eduardo Prosdócimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG. 

Segundo o secretário, no período pré-pandemia até o início da pandemia, Minas vinha registrando quedas nos índices vacinais. Com as diversas ações da SES-MG que buscam o aumento das coberturas vacinais, os índices vêm apresentando melhoras significativas. Segundo Prosdócimi, “isso se dá graças ao grande objetivo que a SES-MG tem de aumentar os índices de vacinação”. Para o subsecretário, o projeto estratégico Vacina Mais Minas é “um projeto inovador que faz grandes investimentos no aumento da cobertura vacinal em Minas. “Somente no ano passado, foram mais de R$ 265 milhões investidos”, finaliza Eduardo.

Para saber mais, acesse: www.saude.mg.gov.br/vacinamaisminas

Vacina da dengue começará a ser aplicada em crianças a partir de março em MG

Vacina da dengue começará a ser aplicada em crianças a partir de março em MG - Foto: reprodução
Vacina da dengue começará a ser aplicada em crianças a partir de março em MG – Foto: reprodução

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, afirmou nesta sexta-feira (16), que a vacina contra a dengue começará a ser aplicada em crianças de 10 e 11 anos, a partir de março.

“A expectativa é que em março recebamos vacinas suficientes para vacinar as crianças de 10 e 11 anos dos 22 municípios elegíveis aqui na região metropolitana de BH e no Vale do Aço. O estado recebendo as vacinas, elas serão repassadas imediatamente para os municípios”, garantiu.

Bacheretti ainda afirmou que a orientação é que os municípios apliquem a vacina dentro das escolas.

“A vacinação dentro da escola faz parte da nossa política. Obviamente, quem vai vacinar é o município. Nós [Governo de Minas] estamos junto com os municípios incentivando que essas crianças estarão na escola. Como é o público é de estudantes, é uma estratégia fundamental. Nossa orientação é exatamente essa”, explicou.

‘Pior ano da dengue da história de MG’

Também nesta sexta-feira (16), o secretário atualizou os números da dengue em Minas Gerais. Segundo ele, este é o pior ano da doença na história do estado.

Já são 194 mil casos prováveis e 67.592 casos confirmados. Além de 18 mortes comprovadas e outras 105 em investigação.

“Nunca vivenciamos uma inclinação tão forte de dengue na nossa história, e vamos ultrapassar o maior pico de dengue. Não temos dúvida que será o pior ano da dengue da nossa história. Em Belo Horizonte, devemos ter agora o maior pico de pacientes”, disse Fábio Bacheretti.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte, na quarta-feira (14), a cidade já soma 3.101 casos e cinco óbitos confirmados desde o início de 2024. Os casos prováveis chegam a 15.331.

De acordo com o secretário de estado de Saúde, estamos no pior pico da doença na capital.

“Este é o momento mais crítico da região de Belo Horizonte em número de atendimentos. Nós devemos estar vivendo o maior volume de pacientes durante este ano epidêmico. A experiência diz que isso vai durar algumas semanas, mas esse pico de atendimento tende a começar a diminuir já em meados de março”, afirmou Bacheretti .

Ao lado de Nikolas e Cleitinho, Zema diz que alunos poderão ir à escola sem tomar vacina

Ao lado de Nikolas e Cleitinho, Zema diz que alunos poderão ir à escola sem tomar vacina – Foto: reprodução

O governador Romeu Zema (Novo) utilizou as redes sociais na noite do último domingo (4) para dizer que os estudantes da rede estadual de ensino não serão obrigados a se vacinar para poder frequentar as aulas. A declaração foi feita ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

“Aqui em Minas, todo aluno, independente de ter ou não vacinado, terá acesso às escolas”, declarou Zema. Antes disso, Nikolas disse que o comunicado do governador estaria relacionado com a “liberdade” dos estudantes.

No entanto, não ficou claro na mensagem se a medida é válida para imunizantes contra a COVID-19 ou para todo o calendário básico de imunização infantil. Veja aqui a lista de imunizantes obrigatórios.

Na mesma toada, o governo de Minas já se posicionou anteriormente a favor da não obrigatoriedade de se apresentar, na volta às aulas, comprovação de vacinação contra a COVID, especificamente.

“A vacinação (contra a COVID-19) não é obrigatória, não é compulsória. O Brasil adotou vacinação como não obrigatória. Então, ela não vai ser algo impeditivo de uma coisa tão essencial que é a aula, mas a nossa insistência aos pais e responsáveis é que a vacina é uma proteção individual e da família muito importante”, declarou à época o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em janeiro de 2022.

Distribuição da vacina contra a dengue começa na próxima semana

Distribuição da vacina contra a dengue começa na próxima semana - Foto: reprodução
Distribuição da vacina contra a dengue começa na próxima semana – Foto: reprodução

A distribuição da vacina contra a dengue para os 521 municípios selecionados pelo governo federal começa na próxima semana. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1) pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em reunião tripartite na sede da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), em Brasília.

A pasta aguardava a tradução para o português da bula do imunizante Qdenga, uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao fabricante, o laboratório japonês Takeda.

Nesta quarta-feira (31), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a questão seria resolvida por meio do envio do arquivo em formato digital.

Em razão de uma quantidade limitada de doses a serem fornecidas por parte do próprio laboratório, a vacinação contra a dengue vai priorizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações depois dos idosos.

Distribuição da vacina contra a dengue começa na próxima semana - Imagem: divulgação/Ministério da Saúde
Distribuição da vacina contra a dengue começa na próxima semana – Imagem: divulgação/Ministério da Saúde

Pessoas com mais de 60 anos não têm indicação para receber a dose em razão da ausência de estudos clínicos.

A previsão do ministério é que as doses adquiridas possam imunizar cerca de 3,2 milhões de pessoas ao longo de 2024.

“São quase 40 anos enfrentando epidemias de dengue”, lembrou Nísia, ao destacar que, este ano, a explosão de casos foi agravada pelas mudanças climáticas e as altas temperaturas. “É o momento de estarmos juntos, o Brasil unido pela dengue”, disse a ministra.

Mãe que perdeu filho vítima da dengue é a 1ª pessoa a receber vacina: ‘deixou um legado’

Francislene foi a primeira pessoa a receber a vacina em Dourados (MS). — Foto: Ronie Cruz e TV Morena/Reprodução
Francislene foi a primeira pessoa a receber a vacina em Dourados (MS). — Foto: Ronie Cruz e TV Morena/Reprodução

Francisleine Costa foi a 1ª pessoa a receber a vacina contra dengue na campanha de imunização em massa que começou em Dourados (MS) na última quarta-feira (3). A mulher é mãe Júlio César Arthur da Costa Escobar, que morreu aos 14 anos vítima de dengue grave em fevereiro de 2023.

Com os olhos cheios de lágrimas e na mente lembranças do filho que morreu tão jovem, Francisleine descreveu os sentimentos que a rodeavam no momento em que recebeu a 1ª dose da vacina contra a dengue.

“Não doeu nada. Estou contente! Meu filho deixou um legado, Dourados é a primeira cidade do Brasil a receber a vacina. É uma dor de mãe, mas é uma felicidade”, compartilhou Francisleine.

Julio morreu após sofrer falência múltipla de órgãos, ocasionada por uma dengue gravíssima. O jovem era jogador de futebol do Ubiratan Esporte Clube. Conhecido como “Mbappé de MS”, Julio completaria 15 anos dois dias após a morte. Na vida profissional, o jogador tinha sido selecionado para um período de testes no Fluminense.

Entre a felicidade por receber a dose e o luto pela perda do filho, Francisleine se firma na lembrança do jovem. “Meu filho queria ser famoso. Ele deixou uma presença depois dessa vacina de forma marcante. Dourados sempre vai lembrar dele, agora vamos nos sentir mais protegidos”.

Após receber a dose de esperança, Francisleine ainda apelou para que “todos cuidem dos quintais, não deixem água parada e que, quando possível, busquem pela vacina”.

“Podemos cuidar do nosso quintal, mas e o vizinho? Mãe, não tenha medo. A dor de uma mãe é maior. Não deixem de tomar vacina, protejam seus filhos. A vacina é o único meio de proteção. Agora, sigo aliviada, meu coração está feliz”, pontuou.

Dourados é protagonista na imunização contra dengue

Dourados, a pouco mais de 200 km de Campo Grande, foi a primeira cidade do Brasil a iniciar a vacinação em massa contra a dengue. A imunização começou por volta das 10h desta quarta-feira (3), nos 35 postos de saúde espalhados pela cidade. 🦟💉

Com 243.368 mil habitantes, a estimativa do município é vacinar 150 mil moradores entre 4 e 60 anos com a vacina.

Em Dourados, a imunização é oferecida para aquelas pessoas que chegarem ao posto com o documento de identificação e comprovante de residência na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

Dourados fez uma parceria inédita com o laboratório japonês Takeda, responsável por desenvolver a vacina Qdenga. Esta cooperação possibilitou que a cidade garantisse as primeiras doses do imunizante para realizar a vacinação em massa.

Jornal Folha Regional
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