
Seguindo o movimento que vem ocorrendo em todo o Estado de São Paulo, escolas estaduais de Passos (MG) iniciaram nesta semana assembleias com pais e responsáveis para discutir a possível adesão ao modelo cívico-militar de ensino.
As primeiras consultas aconteceram nas escolas Dulce Ferreira de Souza (conhecida como Polivalente) e Professora Júlia Kubitschek. Até o fechamento desta reportagem, o resultado das votações ainda não havia sido divulgado pelas instituições.
A próxima escola a realizar a assembleia será a Escola Estadual São José, com consulta prevista para o dia 14 de julho.
Vale destacar que Passos já conta com uma instituição que adota o modelo cívico-militar: o Colégio Tiradentes. Em apoio à expansão do modelo, o Governo de Minas Gerais elaborou uma cartilha com orientações sobre o funcionamento da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e as escolas que optarem pela mudança.
O que são escolas cívico-militares?
O modelo de escola cívico-militar foi implementado nacionalmente em 2019 por meio do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), coordenado pelos ministérios da Educação e da Defesa. A proposta prevê a atuação de militares da reserva nas áreas de gestão administrativa, disciplina e apoio à organização escolar, enquanto professores civis continuam responsáveis pelo conteúdo pedagógico.
Entre os principais objetivos do modelo estão a melhoria do ambiente escolar, a redução de casos de violência e evasão, e o fortalecimento de valores como respeito, responsabilidade e civismo. De acordo com dados do governo federal, o programa chegou a contemplar mais de 200 escolas em todo o país até 2022.
Com a extinção do programa federal em 2023, vários estados — incluindo Minas Gerais — optaram por manter ou expandir o modelo por meio de iniciativas próprias. Em estados como Paraná e São Paulo, centenas de escolas passaram a funcionar com base em programas estaduais de gestão cívico-militar.
Apesar de contar com o apoio de parte da comunidade escolar, o modelo também é alvo de críticas por suposta militarização da educação e por questionamentos sobre sua real eficácia no desempenho acadêmico dos alunos.
Com informações de Verboaria