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Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda

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Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda – Foto: reprodução

São Francisco, no Norte de Minas Gerais, decretou situação de emergência em saúde pública devido a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de causa desconhecida e rápida evolução para óbito, segundo a prefeitura. A cidade investiga a morte fulminante de duas pessoas da mesma família que apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos. Um terceiro integrante recebeu alta hospitalar, enquanto o estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

O decreto considera como agravante, além dos casos em investigação pela doença misteriosa, o aumento das notificações de SRAG e a suspeita de circulação do hantavírus — infecção que provoca febre hemorrágica e pode evoluir para insuficiência respiratória grave, levando à morte. Também foi considerada a baixa cobertura vacinal da população do município.

Segundo o documento, o sistema de saúde de São Francisco corre o risco de extrapolar sua capacidade de resposta, devido à “limitação da disponibilidade de leitos hospitalares no Hospital Municipal Dr. Brício de Castro Dourado para atender a um possível aumento inesperado da demanda”. O município está se preparando, ainda, para um aumento de pressão nos serviços de urgência, principalmente pediátricos.

A medida permite à prefeitura adotar ações emergenciais para garantir o atendimento de saúde, como a contratação de profissionais, a compra de insumos e medicamentos, além da ampliação da rede SUS, com possibilidade de dispensa de licitação. A situação de emergência será monitorada pelo Comitê Municipal Gestor de Emergências em Saúde por SRAG.

Cidade quer vacinar toda a população de risco 

As mortes fulminantes foram classificadas como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP) e, até que o surto de infecções se estabilize, o Ministério da Saúde tem apoiado uma campanha de vacinação em São Francisco. De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Andressa Rodrigues, o objetivo é vacinar todo o grupo prioritário para imunização contra influenza. 

“O plano de ação é vacinar toda a população do município. Grupo de risco, as crianças, as gestantes e os idosos, procurem os postos de vacinação. Também faremos ações nas praças, escolas, asilo e em todas as unidades de saúde, para garantir essa vacinação em massa”, afirmou a secretária.

Doença misteriosa em MG: a investigação

Autoridades de saúde federais, estaduais e municipais apuram os quadros inespecíficos registrados até o momento entre os pacientes atendidos em São Francisco, cidade de 52,7 mil habitantes no Norte de Minas. As vítimas apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos.

Os primeiros pacientes foram três familiares que participaram dos mesmos eventos sociais — dois na zona rural, nos dias 23 e 24/6, e um na área urbana, em 27/6. Dois deles morreram em curto intervalo de tempo, enquanto um terceiro integrante recebeu alta hospitalar. O estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até o momento, “a investigação aponta a influenza como causa provável dos dois óbitos, ambos em pessoas que não haviam sido vacinadas”. Os exames também detectaram rinovírus (resfriado comum), parainfluenza tipo 4 (associada a resfriados, bronquite e laringite) e vírus sincicial respiratório (bronquiolite e bronquite).

Esses laudos, embora preliminares, sugerem que as mortes podem ter sido provocadas pela combinação de doenças já conhecidas pela ciência. “As análises laboratoriais continuam para identificar outras possíveis causas e descartar hipóteses diagnósticas alternativas. Medidas de vigilância e controle estão sendo intensificadas, incluindo busca ativa de casos, coleta de amostras e monitoramento de contatos”, informou a SES.

Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde. No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório.

Em nota, a Secretaria Estadual (SES-MG), em conjunto com a  Secretaria Municipal de Saúde, orienta a população “a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias”.

Orientação para a população 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço, o morador deve adotar as seguintes medidas:

• Evite sair de casa.
• Não participar de eventos ou aglomerações.
• Utilizar máscara de proteção.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal.
• Higienizar as mãos frequentemente.
• Manter os ambientes ventilados.
• Procurar atendimento médico imediato caso apresente sinais de agravamento (falta de ar, febre persistente, confusão mental ou coloração azulada nos lábios/rosto).

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