Um vídeo que viralizou nas redes sociais no último domingo (21) reacendeu o debate sobre a infraestrutura viária no Sudeste. As imagens mostram uma estrada de Minas Gerais esburacada, sem pintura visível e com trechos perigosos para motoristas e pedestres. Do outro, uma rodovia do Espírito Santo em perfeito estado: pista bem sinalizada e asfalto liso. O contraste chamou atenção de internautas e especialistas em mobilidade.
A gravação, que rapidamente se espalhou pelas redes, reúne dois trechos distintos em um único vídeo: de um lado, uma estrada capixaba com asfalto impecável e sinalização em dia; de outro, uma rodovia mineira tomada por buracos, desníveis e acostamentos precários. A montagem evidenciou o contraste gritante entre os estados e gerou indignação entre motoristas, especialmente os mineiros, que convivem diariamente com pistas deterioradas e perigosas.
Minas Gerais, que possui a maior malha rodoviária do país, enfrenta um problema crônico de conservação. Muitas estradas estaduais e federais estão desgastadas, resultado de anos de investimentos insuficientes e manutenção precária. Em algumas regiões, caminhoneiros e produtores rurais relatam prejuízos constantes por danos a veículos e atrasos no escoamento de cargas.
Especialistas em infraestrutura destacam que, enquanto o Espírito Santo tem investido em parcerias público-privadas e projetos de revitalização, Minas Gerais ainda sofre com atrasos em obras e orçamentos contingenciados. O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) afirma que realiza reparos emergenciais e planeja novas licitações, mas motoristas consideram as ações insuficientes.
O vídeo viral expôs não apenas um contraste visual, mas um retrato das prioridades de gestão e planejamento. A situação das rodovias mineiras, além de comprometer a segurança, impacta o turismo e o desenvolvimento econômico regional. A indignação nas redes funciona como alerta: sem investimento consistente e fiscalização efetiva, Minas Gerais continuará a ser lembrada não por sua tradição hospitaleira, mas por estradas que colocam em risco quem depende delas.
Pois é, mas pra instalar pracas de pedágio com preços de 1° mundo, Minas é imbatível.