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Mulher é detida no Sul de Minas após se passar por advogada alegando ter inscrição na OAB do ‘Mato Grosso do Norte’

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Mulher tentou se passar por advogada ao se apresentar na PM de Careaçu — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma mulher foi detida após se passar por advogada em Careaçu (MG). Segundo a Polícia Militar, ela teria se apresentado como advogada de um homem em uma ação de pensão alimentícia, mesmo sem possuir inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher compareceu ao destacamento da PM e se apresentou como advogada do homem. No entanto, ao ser questionada sobre o número de sua OAB, demonstrou insegurança e informou um registro que, segundo ela, seria do “Mato Grosso do Norte”.

A guarnição verificou os dados junto ao banco de informações da OAB e constatou inconsistências nas informações. Questionada novamente, a mulher revelou sua verdadeira identidade e admitiu que não possuía registro profissional, alegando apenas trabalhar em um escritório de advocacia.

O homem que acreditava ser cliente dela contou aos policiais que a mulher vinha se apresentando como sua advogada há algum tempo e havia prometido desarquivar o processo judicial que tratava do pagamento de 35% de pensão alimentícia, comprometendo-se a pedir judicialmente a redução do valor. Segundo ele, a suspeita chegou a estipular honorários mensais de R$ 1,5 mil, mas nenhum pagamento foi efetuado.

Durante a abordagem, a mulher resistiu à prisão e precisou ser algemada por um curto período. No trajeto até a delegacia, ela afirmou estar grávida de trigêmeos e ser portadora de leucemia, sendo então encaminhada ao hospital de Careaçu para avaliação médica. A equipe médica informou que não havia laudos ou exames que comprovassem as condições relatadas.

Após o registro da ocorrência, foi constatado que a mulher já possuía passagens anteriores por estelionato. Ela foi autuada por falsa identidade, exercício ilegal da profissão e tentativa de estelionato.

Como a vítima optou por não representar criminalmente no caso de estelionato, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e a mulher assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) de São Gonçalo do Sapucaí.

Via: G1

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