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Jornal Folha Regional

PM de Minas terá primeira mulher no comando-geral da corporação

A coronel Cleide Santos, nova comandante-geral da PMMG – Foto: Câmara dos Deputados

A coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues foi escolhida pelo governador Mateus Simões para assumir o comando-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Aos 48 anos, ela será a primeira mulher a ocupar o cargo nos 251 anos de história da corporação.

A mudança no comando foi anunciada oficialmente pelo Governo de Minas nesta terça-feira (19/5). A data da publicação oficial da troca ainda não foi divulgada.

Atualmente, Cleide Barcelos ocupa a Diretoria de Proteção Social da PMMG. A coronel também já comandou a Primeira Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica, a 228ª Companhia Tático Móvel do 49º Batalhão e atuou como subchefe do Gabinete Militar do Governador.

A nova comandante entrou na Polícia Militar em 1997 e concluiu o Curso de Formação de Oficiais em 2000, pela Academia da Polícia Militar. Bacharel em Direito, ela possui especialização em Direito Militar, Gestão Estratégica de Pessoas e Violência Doméstica.

O coronel Carlos Frederico Otoni Garcia deixa o comando da PM após um ano e oito meses no cargo. Segundo o governo estadual, a gestão registrou redução de crimes violentos entre 2024 e 2025, além do reforço do policiamento ostensivo em diferentes regiões de Minas Gerais.

De acordo com o balanço divulgado pelo Executivo, a PM realizou mais de 220 mil prisões e retirou 12 mil armas de circulação somente em 2025. O estado também ampliou a formação de militares, com 3,8 mil novos policiais incorporados à corporação no período.

Mudança histórica

A escolha de Cleide Barcelos marca a primeira vez que uma mulher assume o posto mais alto da Polícia Militar mineira. A corporação completa 251 anos no próximo dia 9 de junho e é considerada uma das maiores forças policiais do país.

Na nota oficial, o Governo de Minas agradeceu ao coronel Carlos Frederico pela condução da PMMG e destacou ações de policiamento ostensivo, operações de segurança e investimentos em viaturas, armamentos e tecnologia durante a atual gestão.

Polícia Civil prende mulher investigada por furtos contra idosos em Nova Resende

Polícia Civil prende mulher investigada por furtos contra idosos em Nova Resende – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na última quinta-feira (14), a Operação Senex em Nova Resende, com foco no combate a crimes patrimoniais praticados contra pessoas idosas. Durante a ação, uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente no bairro Vila Andressa.

De acordo com a corporação, a investigada é suspeita de envolvimento em mais de dez crimes registrados no município, tendo como principais vítimas idosos, especialmente aqueles que vivem sozinhos. A ordem de prisão foi expedida pela Justiça após representação da autoridade policial responsável pelo caso.

As investigações apontam que a mulher agia, na maioria das vezes, durante o período noturno. Segundo a Polícia Civil, ela invadia imóveis por portas ou janelas para furtar dinheiro e objetos das residências. Em algumas ocorrências, quando surpreendida pelas vítimas dentro das casas, a suspeita teria tentado constrangê-las para justificar sua presença e evitar o acionamento imediato da polícia.

A sequência de furtos vinha causando preocupação entre moradores da cidade e familiares de idosos. Conforme a Polícia Civil, a prisão preventiva busca interromper a continuidade dos crimes e trazer maior sensação de segurança à população local.

O nome da operação, “Senex”, deriva do latim e significa “idoso” ou “ancião”, em referência ao público mais vulnerável atingido pelos delitos investigados.

Responsável pelas investigações, o delegado Manoel Nora afirmou que a prisão representa uma resposta importante diante da insegurança causada pelos crimes no município.

Segundo ele, a medida ajuda a restabelecer a tranquilidade da comunidade, principalmente entre os idosos que residem sozinhos, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Após os procedimentos de praxe, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher – Foto: Sumaia Vilela

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

VÍDEO | Mulher desaparecida é encontrada morta em mata após dias de buscas no Sul de Minas

Uma mulher de 59 anos que estava desaparecida desde a última quarta-feira (18/3) foi encontrada morta em uma área de mata na zona rural entre Delfim Moreira e Itajubá, no Sul de Minas, na última quarta-feira (25).

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), as buscas começaram na segunda-feira (23), quando a corporação foi acionada para apoiar as diligências. Durante a operação, os militares realizaram varreduras em uma área de mata às margens da rodovia MG-350, onde localizaram a motocicleta da vítima.

Corpo estava em área de difícil acesso

As buscas contaram com o uso de drone e equipes em solo. No dia seguinte (24), cães farejadores foram mobilizados para ampliar a varredura. Durante os trabalhos, o celular da mulher também foi encontrado na região.

Já nesta quarta-feira (25), após informações de familiares e amigos, o corpo foi localizado em uma região de mata fechada, às margens de um riacho, em ponto distante de onde a motocicleta da vítima havia sido encontrada.

A perícia da Polícia Civil esteve no local e, em seguida, os bombeiros realizaram a remoção com uso de equipamentos específicos.

Causas serão investigadas

Conforme o CBMMG, as circunstâncias da morte ainda não foram confirmadas e serão investigadas pelas autoridades.

A ocorrência foi repassada à PCMG e à Polícia Militar (PMMG).

Passos tem leve queda na violência contra a mulher, mas mantém números elevados em 2025

Passos tem leve queda na violência contra a mulher, mas mantém números elevados em 2025 – Foto: reprodução

Os registros de violência contra a mulher seguem elevados no Sul de Minas em 2025 e, embora algumas cidades apresentem queda, o cenário regional ainda inspira atenção. Em Passos, dados oficiais apontam 900 ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres entre janeiro e outubro deste ano. O número representa uma redução de 16 casos em comparação com o mesmo período de 2024, mas ainda mantém o município entre aqueles com maior volume absoluto de registros na região.

Em Passos, os crimes mais frequentes continuam sendo agressão física, lesão corporal, ameaça e violência psicológica. Para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, os dados indicam que, apesar da leve queda, a violência permanece como um problema estrutural que exige resposta contínua do poder público e da sociedade.

A delegada da Delegacia da Mulher de Passos, Mariana Floravante, reforça que a denúncia é fundamental para interromper o ciclo de agressões. Segundo ela, qualquer tipo de violência, mesmo ameaças ou injúrias, deve ser encarada como situação de risco. “A mulher precisa procurar ajuda o mais rápido possível. Não deve esperar a agressividade aumentar. É essencial buscar a polícia e as instituições de apoio e denunciar”, orienta.

No contexto regional, os 164 municípios do Sul de Minas somaram 18.276 casos de violência contra mulheres nos primeiros dez meses de 2025. O total representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,2% na comparação com 2023. As ocorrências mais registradas foram agressões físicas, ameaças e descumprimento de medidas protetivas.

Entre as maiores cidades da região, Poços de Caldas contabilizou 1.319 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres no período analisado, superando em 31 registros o total de todo o ano de 2024. A média no município chega a cerca de quatro casos por dia. Já Varginha apresentou o maior crescimento percentual: foram 1.142 ocorrências entre janeiro e outubro, um aumento de 17,5% em relação ao ano passado, com predominância de violência psicológica, seguida por ameaça, lesão corporal e agressão física.

Na contramão da tendência regional, além de Passos, Pouso Alegre também registrou redução. O município contabilizou 1.123 casos nos dez primeiros meses do ano, 25 a menos que em 2024. As principais ocorrências foram lesão corporal, ameaça, violência psicológica e perseguição.

Especialistas avaliam que parte do aumento regional está relacionada à ampliação da rede de acolhimento e ao maior preparo das instituições para receber as vítimas. Para a socióloga e advogada Maria Cláudia da Arcadia, as mulheres estão mais conscientes sobre a violência e mais encorajadas a denunciar. “Há uma rede de apoio maior e estruturas públicas mais preparadas, o que contribui para esse panorama de maior consciência sobre a violência”, explica.

Ela ressalta, no entanto, que os números exigem mais do que registro estatístico. “Já temos dados e conhecemos o ciclo da violência. Agora é preciso transformar isso em políticas de prevenção. A mudança só virá com um projeto multidisciplinar, que envolva escolas, saúde primária e todas as áreas da política pública. Os homens também precisam participar dessa luta, porque as vítimas são as mulheres, mas os autores, em sua maioria, são homens”, conclui.

Mulher é detida no Sul de Minas após se passar por advogada alegando ter inscrição na OAB do ‘Mato Grosso do Norte’

Mulher tentou se passar por advogada ao se apresentar na PM de Careaçu — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma mulher foi detida após se passar por advogada em Careaçu (MG). Segundo a Polícia Militar, ela teria se apresentado como advogada de um homem em uma ação de pensão alimentícia, mesmo sem possuir inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher compareceu ao destacamento da PM e se apresentou como advogada do homem. No entanto, ao ser questionada sobre o número de sua OAB, demonstrou insegurança e informou um registro que, segundo ela, seria do “Mato Grosso do Norte”.

A guarnição verificou os dados junto ao banco de informações da OAB e constatou inconsistências nas informações. Questionada novamente, a mulher revelou sua verdadeira identidade e admitiu que não possuía registro profissional, alegando apenas trabalhar em um escritório de advocacia.

O homem que acreditava ser cliente dela contou aos policiais que a mulher vinha se apresentando como sua advogada há algum tempo e havia prometido desarquivar o processo judicial que tratava do pagamento de 35% de pensão alimentícia, comprometendo-se a pedir judicialmente a redução do valor. Segundo ele, a suspeita chegou a estipular honorários mensais de R$ 1,5 mil, mas nenhum pagamento foi efetuado.

Durante a abordagem, a mulher resistiu à prisão e precisou ser algemada por um curto período. No trajeto até a delegacia, ela afirmou estar grávida de trigêmeos e ser portadora de leucemia, sendo então encaminhada ao hospital de Careaçu para avaliação médica. A equipe médica informou que não havia laudos ou exames que comprovassem as condições relatadas.

Após o registro da ocorrência, foi constatado que a mulher já possuía passagens anteriores por estelionato. Ela foi autuada por falsa identidade, exercício ilegal da profissão e tentativa de estelionato.

Como a vítima optou por não representar criminalmente no caso de estelionato, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e a mulher assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) de São Gonçalo do Sapucaí.

Via: G1

Mulher morre após consumir ‘falsa couve’ em MG; idoso está em coma

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: redes sociais

A mulher que comeu a planta tóxica conhecida como “falsa couve” morreu na segunda-feira (13). Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, estava internada em Patrocínio, no Alto Paranaíba, desde 8 de outubro e o estado de saúde dela piorou no domingo (12), por causa de uma lesão grave no cérebro.

A morte foi anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio.

O velório de Claviana está marcado para as 7h desta terça-feira (14), na Funerária do Baiano, em Guimarânia, no Alto Paranaíba. O sepultamento ocorrerá às 17h no Cemitério Municipal.

Outras três pessoas foram internadas após ingerirem a Nicotiana glauca. Entre elas, um homem de 67 anos recebeu alta em 9 de outubro, um dia após a intoxicação.

Dois homens seguem internados. Confira o estado de saúde deles:

  • Homem, 60 anos: quadro grave. Está em coma induzido, dependente de aparelhos para respirar, sem condições de suspender a sedação. A equipe médica aguarda a resposta ao novo antibiótico para melhorar os parâmetros infecciosos.
  • Homem, 64 anos: foi extubado no sábado (11). Segue estável, e a equipe médica avalia a proposta de alta nos próximos dias.

Família socorrida com sintomas de envenenamento

Na quarta-feira (8), por volta das 15h, Claviana e os três homens passaram mal pouco depois do almoço em família em uma chácara na zona rural. Eles foram atendidos por equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar.

No momento do socorro, as vítimas chegaram a sofrer parada cardiorrespiratória, mas os socorristas conseguiram reverter o quadro ainda no local. Elas foram encaminhadas em estado grave para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Uma criança de 2 anos também foi hospitalizada, mas apenas para observação, já que não chegou a ingerir a planta.

Vítimas confundiram planta com couve

Mulher morre após consumir falsa couve em MG; idoso está em coma – Foto: reprodução

A “falsa couve” foi colhida no próprio terreno e servida refogada na refeição.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a chácara e acreditava que a planta era couve, devido à semelhança com o vegetal.

A Secretaria de Saúde informou que parte da “falsa couve” foi encontrada na arcada dentária da mulher e encaminhada, junto com outras folhas da planta, para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. A principal linha de apuração é envenenamento acidental.

Como diferenciar a ‘falsa couve’ da verdadeira

Nicotiana glauca, planta conhecida como “falsa couve”, tem características físicas que podem diferenciá-la da couve verdadeira. Entre elas, estão: folhas um pouco mais finas, textura aveludada e coloração verde-acinzentada.

As informações foram confirmadas pela professora Amanda Danuello, especialista em química de produtos naturais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

“Enquanto a couve que a gente consome tem a folha mais grossa e nervuras bem marcadas, a Nicotiana glauca tem um verde mais vivo. Mas, ainda assim, se você não tem uma do lado da outra, fica bastante difícil a diferenciação. A dica é não consumir nada que você não tenha certeza da procedência”, afirmou a especialista.

Ainda de acordo com a professora, a ingestão da Nicotiana glauca pode causar intoxicação grave e até levar à morte.

Preparo influencia na toxicidade da planta

Nicotiana glauca, também chamada de charuteira, tabaco-arbóreo ou popularmente como “fumo bravo”, é uma planta extremamente tóxica, comum em áreas rurais e à beira de estradas em todo o Brasil. Conforme a professora da UFU, a planta contém uma substância chamada anabazina, um alcaloide que pode causar paralisia muscular, respiratória e até levar à morte.

A especialista alerta que o modo de preparo também influencia na gravidade da intoxicação.

“Ela é bastante comum em áreas rurais, em todo o Brasil, na beira de estradas. Infelizmente, ela é bem comum e facilmente confundida com a couve. Dependendo da forma como é consumida, crua ou cozida, isso vai alterar a quantidade dessa substância tóxica que a pessoa vai consumir, podendo levar a efeitos ainda mais graves”, explicou.

Em casos de ingestão da ‘falsa couve’, não existe nenhum tipo de antídoto que possa ser administrado em casa. A indicação é procurar imediatamente atendimento médico, pois quanto mais rápido for o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves da intoxicação.

Karina Castro assume presidência do Republicanos Minas Gerais Mulher e reforça protagonismo feminino na política

Karina Castro assume presidência do Republicanos Minas Gerais Mulher e reforça protagonismo feminino na política – Foto: divulgação

A liderança política de São José da Barra (MG) ganhou ainda mais projeção estadual. Na última segunda-feira (25), Karina Castro foi oficialmente nomeada presidente do Minas Gerais Mulher, organização ligada ao Republicanos, por indicação do deputado federal e presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen.

A trajetória política de Karina começou em São José da Barra, onde preside o diretório municipal do Republicanos. Sob sua articulação, o partido conquistou a Prefeitura com a eleição de Marcelo Silva. Desde então, ela ampliou sua atuação, passando a integrar a equipe da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Reconhecida pela determinação, coragem e representatividade, Karina tem se destacado como voz ativa para as mulheres mineiras, além de exercer papel de liderança na construção de políticas públicas. Em sua nova função, participou da posse da secretária estadual do setor Mulher Agro, reforçando a presença feminina em áreas estratégicas.

Durante a cerimônia, Karina agradeceu a presença de vereadores de São José da Barra – entre eles, Adriano (presidente da Câmara), Thiaguinho do Bolão, Cabadão, Jamir, Matheusinho, Sirlei Tiririca e Deusmar – que levaram novas demandas ao senador Cleitinho e ao deputado Euclydes Pettersen, ressaltando o empenho em favor do município.

A solenidade também contou com uma caravana com cerca de 50 moradores de São José da Barra, que viajaram até Brasília para prestigiar o evento e participar de atividades sobre políticas públicas.

“Obrigada a todos amigos e família que acreditam e apoia. Juntos somos mais fortes”, destacou Karina.

Com a nova missão, Karina Castro promete seguir investindo na capacitação de mulheres, jovens e lideranças políticas, reforçando o compromisso de levar a voz da região para as grandes decisões do Estado.

Mulher é condenada a mais de 4 anos de prisão por maus-tratos a 13 cães em Formiga

Mulher é condenada a mais de 4 anos de prisão por maus-tratos a 13 cães em Formiga – Foto: reprodução

Uma moradora de Formiga, de 60 anos, foi condenada em primeira instância a quatro anos, um mês e 15 dias de prisão em regime semiaberto por maus-tratos a 13 cães. A decisão resulta de ação ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. A sentença ainda é passível de recurso.

O caso começou a ser investigado em dezembro de 2021, quando vizinhos denunciaram o estado em que os animais eram mantidos em uma casa no Bairro Vila Bom Pastor. Na primeira vistoria, a polícia encontrou o imóvel fechado, mas conseguiu observar pela abertura do portão fezes e urina acumuladas na varanda, além de cães presos dentro da residência.

Dias depois, uma nova inspeção foi realizada, desta vez acompanhada por uma veterinária e uma representante do Centro de Defesa da Vida Animal (Codevida). Embora o ambiente estivesse limpo, alguns cães continuavam trancados no interior da casa. A equipe identificou ainda um animal debilitado, sem qualquer comprovante de atendimento veterinário.

Relatos da vizinhança

Moradores afirmaram que a precariedade da higiene no local gerava mau cheiro, infestação de carrapatos que atingiam outras casas e incômodo com o barulho constante dos animais. Em fevereiro de 2022, o grupo retornou ao MPMG apresentando vídeos que comprovavam a continuidade da situação, com fezes e urina espalhadas pelo imóvel.

Defesa considerada frágil

Durante o processo, a acusada tentou justificar a condição dos animais alegando que se tratava de um problema temporário. O juiz Guilherme Luiz Brasil Silva, responsável pela sentença na Vara Criminal de Formiga, rejeitou a versão.

Segundo ele, pesaram contra a ré a ausência de comprovantes de tratamento veterinário e o histórico de acumulação de animais em outros endereços. “A versão da acusada mostra-se frágil diante do histórico de acumulação em outros imóveis e da ausência de comprovação de tratamento veterinário adequado aos animais”, destacou o magistrado.

Mulher mata marido a facadas após ser agredida em MG

Mulher mata marido a facadas após ser agredida em MG – Foto: redes sociais

Um homem de 29 anos foi morto pela companheira na madrugada do último domingo (24), no bairro Cidade Nova, em Campos Gerais (MG). Conforme a Polícia Civil, a suspeita foi presa e liberada.

Segundo a Polícia Militar, a mulher acionou o 190 relatando que estava sendo agredida pelo companheiro, Jeferson Vitor Gomes, de 29 anos, que teria chegado em casa sob efeito de drogas e quebrado móveis da residência.

Durante a confusão, a mulher teria sido agredida com tapas e ameaçada de morte pelo companheiro. Em seguida, na tentativa de afastá-lo, ela teria desferido uma facada na altura do ombro dele.

Quando os policiais chegaram, encontraram ela de fora da casa chorando com o filho mais velho do casal. Dentro do imóvel, os militares localizaram o homem caído no chão, já sem vida. O Samu confirmou o óbito e constatou um ferimento de faca na região do ombro.

A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada e esteve no local para coletar vestígios que vão ajudar nas investigações. O corpo foi encaminhado para ser submetido a exames.

A Polícia Civil informou que a envolvida, de 29 anos, foi conduzida e após ser ouvida por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital, foi liberada. As investigações seguem em andamento.

Histórico conturbado

A mulher contou à polícia que vivia um relacionamento de cerca de 12 anos com o homem e que eles tinham dois filhos, de 7 e 4 anos. O casal teria se separado em setembro do ano passado, mas reatado há três meses.

Segundo a Polícia Militar, a mulher afirmou que sofria agressões constantes e já tinha registrado boletins de ocorrência contra o companheiro por ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.

A PM confirmou registros desde 2013 envolvendo Jeferson, incluindo crimes de violência doméstica, ameaça e tráfico de drogas.

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