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Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa

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Governo de Minas trabalha para arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com privatização da Copasa – Foto: reprodução

A privatização da Copasa deve render cerca de R$ 4 bilhões aos cofres públicos de Minas, de acordo com o vice-governador Mateus Simões (PSD). O formato para venda da companhia de saneamento ainda está sendo analisado, entretanto, Simões afirma que o Executivo mineiro pretende manter participação societária, com cadeira no conselho da empresa. A projeção foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (21).

Atualmente, a Copasa está avaliada em quase R$ 17 bilhões. Minas Gerais possui 51% das ações da companhia. Em meio ao processo de privatização, a empresa encerrou 2025 com um salto de 124,42% no valor das ações. Os papéis da Copasa iniciaram o ano sendo negociados por R$ 19,50, mas encerraram em 2025 ao custo de R$ 43,92.

A expectativa do governo de Minas é que o valor da privatização da companhia seja investido em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança – contrapartidas previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Eu preciso arrecadar o dinheiro para os primeiros anos de investimento. A gente tem que investir R$ 1,8 bilhão por ano. Então, o compromisso que eu fiz com os deputados era tentar arrecadar mais de R$ 4 bilhões, vender participação suficiente para que, no mínimo, R$ 4 bilhões fossem arrecadados nessa operação que nós vamos fazer”, projeta o vice-governador.

Para isso, não seria necessária a venda total das ações do estado, algo que o governo de Minas não pretende fazer para garantir o cumprimento de metas de universalização, conforme Mateus Simões.

“A privatização da Copasa só pode ser feita com a garantia de que nós não teremos impacto na tarifa. Então, para deixar todas as pessoas tranquilas, quem regula o preço do esgoto e da água não é a empresa. É a Arsae”, pontua. “Para isso, o governo vai permanecer dentro da companhia, com presença em conselho, com participação societária”, garante.

O Executivo mineiro está em fase de consulta com bancos para definir o melhor formato para venda da Copasa. A expectativa é que ela se torne uma corporação, alterando a forma societária da empresa.

“A venda que vai ser feita não é do controle da companhia, é da maior participação acionária possível para a gente levantar o maior valor para esses investimentos que os mineiros estão esperando”, reforça Simões.

Contrapartidas do Propag

Dentro das contrapartidas previstas no Propag, a área da educação é a que está mais avançada, de acordo com o vice-governador. O Estado já vinha realizando investimentos por meio do projeto Trilhas do Futuro.

Pela infraestrutura, o governo de Minas pretende usar os recursos da Copasa para adiantar obras que já estão em andamento e reduzir o tempo de entrega. Ele cita, como exemplo, a melhoria nas estradas estaduais, considerando que 25% delas estão em péssimo estado de rodagem – o parâmetro nacional está abaixo de 7%.

“Eu vou conseguir fazer essa redução em três anos com o valor da Copasa. Neste momento, os investimentos estão só esperando a venda da companhia, que deve acontecer até o final do primeiro trimestre”, prospecta.

Já na área de segurança pública, os investimentos ainda estão em discussão. Entretanto, a expectativa do vice-governador é que sejam voltados para soluções tecnológicas, considerando experiências do próprio Executivo, como o uso de inteligência artificial em câmeras para identificação facial de foragidos.

“Nos parece que ter mais câmeras e um sistema melhor, mais ágil de identificação e ação sobre os identificados, seja a prioridade com o recurso do Propag.”

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