Um caso de maus-tratos a animais gerou revolta em Extrema, no Sul de Minas Gerais, na manhã da última segunda-feira (02). Um homem abandonou quatro filhotes de cachorro na calçada em frente ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e, ao deixar o local, atropelou e matou um dos animais.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o motorista estaciona uma caminhonete, retira os filhotes da carroceria e os deixa soltos na rua. Em seguida, ele retorna ao veículo e arranca. Pessoas que passavam pelo local tentaram alertá-lo sobre um dos cães que estava à frente do veículo, mas o condutor acelerou e passou por cima do filhote com uma das rodas dianteiras, fugindo sem prestar socorro.
Funcionários do CCZ ainda tentaram salvar o animal atropelado, mas ele não resistiu. Os outros três filhotes foram recolhidos e permanecem sob cuidados no Centro de Controle de Zoonoses, aguardando adoção. A expectativa é que ao menos dois deles ganhem novos lares ainda nesta semana.
O homem foi identificado e denunciado à Polícia Militar de Minas Gerais pelo crime de maus-tratos, mas até o momento não foi localizado. Segundo informações extraoficiais, ele teria deixado a cidade após a repercussão do caso.
A Polícia Civil de Minas Gerais acompanha a ocorrência e segue com as investigações.
Possíveis crimes e cobrança por punição
O caso pode envolver dois crimes previstos em lei: abandono e maus-tratos a animais, sendo que, quando há morte, a pena pode chegar a até cinco anos de prisão.
Diante da gravidade dos fatos, o vereador Eddy Caetano, conhecido por sua atuação na defesa da causa animal, cobrou providências imediatas das autoridades. Segundo ele, a Polícia Militar realizou diligências para localizar os responsáveis, enquanto a Polícia Civil conduz as investigações.
O parlamentar informou ainda que solicitou o apoio da advogada Iolanda para acompanhar testemunhas até o 59º BPM, garantindo o devido registro da ocorrência e a responsabilização criminal dos envolvidos.
Em publicação nas redes sociais, o vereador pediu o apoio da população para compartilhar as imagens e reforçar a mobilização por justiça.
O caso segue sob investigação.