
A tradição mineira na produção de cachaça voltou a ganhar reconhecimento nacional em 2026. Quatro rótulos produzidos em Minas Gerais apareceram entre os dez melhores do país no Ranking da Cúpula da Cachaça, divulgado nesta semana, reforçando a força do estado em um dos setores mais valorizados da produção artesanal brasileira.
O principal destaque mineiro foi a Mineiriana Carvalho, produzida em Itabira, que alcançou a segunda colocação geral ao receber 89,57 pontos. A marca ainda voltou a aparecer no Top 10 com a Mineiriana Amburana, que ficou em décimo lugar, consolidando a presença da cidade entre os principais polos de qualidade do setor.
A diversidade das regiões produtoras mineiras também chamou atenção no ranking. No Sul de Minas, a Tiê Prata, fabricada em Aiuruoca, garantiu a quinta posição e se destacou entre as melhores cachaças brancas do concurso, categoria composta por bebidas não envelhecidas.
Já no Norte do estado, a tradicional Canarinha, produzida em Salinas, manteve sua reputação nacional ao conquistar a oitava colocação geral.
O ranking de 2026 foi liderado pela Bylaardt Extra Premium, de Luiz Alves, que alcançou 91 pontos. Além de Minas Gerais, o Top 10 reuniu rótulos da Paraíba, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro.
Confira a classificação completa:
1º — Bylaardt Extra Premium — Luiz Alves (SC) — 91,00 pontos
2º — Mineiriana Carvalho — Itabira (MG) — 89,57 pontos
3º — Baraúna Premium Carvalho — Alhandra (PB) — 88,43 pontos
4º — Princesa Isabel Prata — Linhares (ES) — 85,71 pontos
5º — Tiê Prata — Aiuruoca (MG) — 85,29 pontos
6º — Volúpia Premium — Alagoa Grande (PB) — 84,86 pontos
7º — Campanari Amendoim — Monte Alegre do Sul (SP) — 84,15 pontos
8º — Canarinha — Salinas (MG) — 84,14 pontos
9º — Magnífica Reserva Soleira — Vassouras (RJ) — 84,14 pontos
10º — Mineiriana Amburana — Itabira (MG) — 83,57 pontos
Considerado um dos processos de avaliação mais rigorosos do segmento, o Ranking da Cúpula da Cachaça é realizado em três etapas: votação popular, análise técnica de especialistas e degustação às cegas das 50 finalistas.
Na fase decisiva, os jurados avaliam as bebidas sem acesso às marcas ou à origem dos produtos, levando em consideração apenas critérios sensoriais, como aroma, cor e sabor.
Para representantes do setor, o desempenho mineiro em 2026 demonstra a importância da combinação entre métodos artesanais tradicionais e investimentos em tecnologia de envelhecimento, fatores que têm garantido competitividade às cachaças do estado em um mercado cada vez mais profissionalizado.