
A inauguração oficial do Hospital Universitário de Divinópolis, realizada nesta sexta-feira (19), transformou-se em mais um capítulo da disputa política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo).
Enquanto Lula esteve na cidade do Centro-Oeste mineiro para participar da cerimônia de entrega da unidade de saúde, Zema contestou o protagonismo do governo federal e afirmou que o hospital já havia sido entregue à população meses antes, durante sua gestão à frente do estado.
Em manifestação pública, o ex-governador destacou investimentos realizados pelo Governo de Minas para viabilizar a conclusão do empreendimento.
“Por que não falam que retomamos as obras de todos os Hospitais Regionais de Minas Gerais, que estavam paradas desde o governo do próprio PT? Inclusive, alguns deles já foram inaugurados. Agora, vão a Divinópolis inaugurar aquilo que nós já entregamos em fevereiro deste ano. Vale lembrar que investimos R$ 134 milhões para a conclusão do Hospital Regional de Divinópolis — sendo R$ 49 milhões destinados às obras e R$ 85 milhões para aquisição de equipamentos, mobiliário hospitalar e adequações necessárias para o pleno funcionamento da unidade”, afirmou Zema.
Além dos recursos destinados à estrutura e aos equipamentos, o ex-governador também ressaltou a transferência do imóvel para a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), medida que, segundo ele, foi decisiva para garantir o funcionamento da unidade.
“O ex-governador ainda diz que sua gestão doou à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) o imóvel do Hospital Regional de Divinópolis, avaliado em R$ 184 milhões, com ‘a finalidade exclusiva de garantir o funcionamento do hospital’. ‘Então, é muito fácil o presidente Lula participar de um evento tentando passar a impressão de que trabalhou pela conclusão do Hospital Regional de Divinópolis’, provoca.”
A discussão em torno da autoria da entrega do hospital não é inédita. Antes mesmo da agenda presidencial desta sexta-feira, a unidade já havia sido alvo de divergências políticas envolvendo o Governo de Minas e a deputada estadual Lohana França (PV).
Uma das principais articuladoras das ações relacionadas ao hospital, a parlamentar criticou o Executivo estadual por, segundo ela, minimizar sua participação no processo de implantação da unidade. Na ocasião da primeira cerimônia de entrega do hospital, Lohana afirmou ter sido excluída do evento e relatou que não recebeu convite para participar da solenidade.