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Prefeitos do Sul de Minas se reúnem com a Copasa após privatização da empresa

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Prefeitos do Sul de Minas se reúnem com a Copasa após privatização da empresa – Foto: reprodução

A privatização da Copasa deu início a uma nova etapa de negociações entre a companhia e os municípios atendidos pela concessionária. Nesta terça-feira (21), representantes da empresa começaram uma série de reuniões com prefeitos, secretários municipais e procuradores de cidades do Sul de Minas para tratar dos contratos de concessão de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O primeiro encontro foi realizado pela manhã, na sede do Cisamesp, em Pouso Alegre. Já no período da tarde, uma nova reunião está prevista para acontecer em Varginha.

Em Pouso Alegre, as discussões estão voltadas para a repactuação do contrato firmado em 1996. A administração municipal analisa a possibilidade de prorrogar o acordo com a companhia, agora sob controle privado.

A relação entre a prefeitura e a Copasa já enfrentou impasses nos últimos anos. Em 2019, o município questionou a cobrança da tarifa de esgoto e a eficiência do tratamento dos efluentes despejados no Rio Mandu. Após a retomada das negociações e o anúncio de investimentos em saneamento em 2024, o diálogo foi restabelecido.

Para o prefeito Coronel Dimas (Republicanos), a privatização da companhia muda a forma como o contrato deve ser avaliado.

“A gente tinha a Copasa, no entendimento de todos, como uma estatal, porque o Estado tinha 51% da empresa. Agora a Copasa é uma empresa privatizada. Essas condições mudam o conceito. Há uma extensão para a assinatura desse contrato, salvo engano, até 2073, e nós estamos analisando”, explica o prefeito.

Durante a reunião, a administração municipal também apresentou uma série de reivindicações relacionadas à qualidade dos serviços prestados pela concessionária, incluindo a recomposição do asfalto após intervenções realizadas nas vias da cidade.

“Nós colocamos vários pontos negativos sobre a empresa, como a prestação de serviço, a recomposição asfáltica e outros serviços prestados pela Copasa. Agora que ela está sendo privatizada, acreditamos que a empresa vai tomar providências nesse sentido”, relata.

Outro tema considerado prioritário pela prefeitura é a obra de drenagem da Lagoa da Banana, orçada em aproximadamente R$ 97 milhões. Embora reconheça que a Copasa tenha investido cerca de R$ 71 milhões recentemente em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, a administração pretende buscar novos investimentos durante as negociações para a renovação do contrato.

Segundo o prefeito, ainda não há uma definição sobre quando a repactuação será concluída. A prefeitura informou que a proposta será analisada com cautela, com o objetivo de garantir que um eventual novo contrato resulte em melhorias na prestação dos serviços oferecidos à população.

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