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Jornal Folha Regional

Passos terá 1º Desfile Pet beneficente em prol de cães de rua

Passos terá 1º Desfile Pet beneficente em prol de cães de rua – Imagem: divulgação

Os apaixonados por animais já têm compromisso marcado em Passos. No próximo dia 23 de maio, a cidade receberá o 1º Desfile Pet Dog, um evento beneficente que promete reunir diversão, criatividade e solidariedade em prol dos cães de rua.

A programação acontece das 9h às 12h, na Praça do Cristo, no bairro Jardim Planalto, e é promovida pelo grupo Anjos de Patinhas em parceria com colaboradores da causa animal.

A expectativa é de uma manhã repleta de alegria, com pets desfilando em fantasias criativas e encantando o público. Além do desfile, o evento contará com várias barraquinhas e atrações para toda a família.

Um dos momentos mais aguardados será a participação especial de Snoopy e Rubi, os famosos poodles gigantes de Passos, que devem chamar a atenção dos visitantes e amantes dos animais.

Os organizadores também prepararam premiação para incentivar a criatividade dos participantes. O primeiro colocado no desfile receberá um prêmio de R$ 200.

Quem quiser participar com seu pet ainda pode realizar a inscrição pelo WhatsApp, no número (35) 99960-5554. A taxa de participação é de R$ 15, valor que ajudará nas ações voltadas aos animais em situação de rua.

Segundo os organizadores, o principal objetivo do evento é unir entretenimento e conscientização, incentivando o cuidado e a proteção aos animais abandonados.

A entrada para o público será gratuita, e todos estão convidados a prestigiar os pets e suas fantasias em uma manhã que promete muita diversão e amor pelos animais.

Passos terá 1º Desfile Pet beneficente em prol de cães de rua – Imagem: divulgação

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de São Tomé das Letras aprovou uma nova legislação que determina que autores de violência doméstica e familiar deverão ressarcir os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento prestado às vítimas. A medida já está em vigor no município desde a publicação oficial, realizada em 27 de abril.

A proposta foi apresentada pelo vereador Tomé Fernando Costa e estabelece que os custos relacionados aos atendimentos causados pela agressão poderão ser cobrados do responsável, desde que a autoria da violência seja comprovada.

Entre as despesas previstas na lei estão atendimentos médicos e hospitalares, tratamentos psicológicos, fornecimento de medicamentos e processos de reabilitação das vítimas. Os valores deverão ser calculados conforme a tabela do SUS, e os recursos arrecadados serão destinados aos cofres públicos do município.

O texto também prevê que a cobrança não poderá causar prejuízos financeiros à vítima nem aos seus dependentes. Além disso, a nova regra não substitui outras punições previstas na legislação criminal e civil.

Segundo o autor do projeto, a iniciativa busca reforçar o combate à violência doméstica e conscientizar sobre os impactos gerados à sociedade e aos serviços públicos.

“A aprovação dessa lei reafirma que a violência, em hipótese alguma, pode ser tolerada e que suas consequências também devem ser assumidas por quem comete”, afirmou o parlamentar.

O vereador também destacou que a proposta não tem apenas caráter financeiro. “Quando a gente obriga o agressor a ressarcir os custos com a saúde pública decorrentes da violência, estamos falando de justiça, responsabilidade e respeito aos recursos da população”, declarou.

Embora a lei já esteja valendo, os detalhes sobre a aplicação prática ainda serão regulamentados. Uma reunião entre representantes da prefeitura, o autor da proposta e integrantes da assistência social deve acontecer na próxima semana para definir como será feito o procedimento de cobrança.

De acordo com o vereador, a expectativa é que a medida adotada em São Tomé das Letras possa servir de referência para outros municípios brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Governador anuncia estudo para reconhecer o ‘mineirês’ como patrimônio cultural de Minas Gerais

Governador anuncia estudo para reconhecer o ‘mineirês’ como patrimônio cultural de Minas Gerais – Foto: reprodução

Governo de Minas vai enviar um despacho ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) para iniciar o processo que vai estudar a proteção do dialeto característico falado em Minas Gerais, conhecido popularmente como ‘mineirês’, como patrimônio cultural imaterial do estado.

O governador Mateus Simões fez o anúncio, nesta terça-feira (5/5), durante a abertura do 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) e que deve reunir 10 mil participantes, entre autoridades, agentes municipais e líderes políticos no Expominas, em Belo Horizonte, durante dois dias. 

A partir de agora, o Iepha-MG fará uma análise técnica, com pesquisas, escutas, registros e elaboração de um dossiê. Ao final, o dossiê deve ser encaminhado ao Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), responsável por deliberar pelo reconhecimento em votação.

“Minas Gerais tem uma cultura reconhecida em todo o Brasil e no mundo. O nosso jeito de falar é parte desta identidade. Valorizar o mineirês é valorizar a história, as tradições e a criatividade do povo mineiro. A nossa forma de falar precisa ser respeitada”, analisou Mateus Simões.

“Essa iniciativa mostra que o patrimônio de Minas está nas nossas cidades históricas, na nossa gastronomia, nas nossas festas, no nosso artesanato e também na maneira única como os mineiros se expressam”, acrescentou o governador.

A proposta trata o mineirês como uma das formas mais conhecidas e queridas da identidade mineira. O estudo deverá olhar para expressões, modos de falar, cadências, causos, formas de tratamento, jeitos de acolher e maneiras de conversar que fazem parte da vida cotidiana em Minas.

Além disso, o estudo deverá considerar que os mineiros não se expressam de uma só maneira. O jeito de falar do Norte de Minas não é o mesmo do Sul; o Jequitinhonha, o Triângulo, a Zona da Mata, o Cerrado, a Região Central e tantos outros territórios têm ritmos, expressões e histórias próprias.

Além da palavra

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Leônidas Oliveira, o mineirês é uma forma de expressão que vai além das palavras mais conhecidas. “O mineirês não é apenas pronúncia. É uma ética da conversa. É a inteligência da pausa, a delicadeza da indireção, a hospitalidade do ‘cafézim’, o mundo inteiro dentro da palavra ‘trem'”.

“Levar o mineirês a sério é também combater o preconceito linguístico e reconhecer que Minas tem patrimônio também no ar, naquilo que se diz e permanece em quem ouviu”, assinalou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas.

Entre os pontos que serão estudados estão a história dos falares mineiros, a diversidade regional, os riscos de caricatura, o preconceito linguístico e a presença do mineirês nas famílias, nas comunidades, nas escolas, nas festas, nas artes, no turismo e nas redes sociais.

A eventual proteção do mineirês deverá ocorrer por meio do Registro de Bem Cultural de Natureza Imaterial, instrumento usado para reconhecer práticas, saberes, celebrações, lugares e formas de expressão que são transmitidos entre gerações e fazem parte da identidade de uma comunidade.

Polícia Civil prende homem suspeito de tentar matar o próprio irmão em Nova Resende

Polícia Civil prende homem suspeito de tentar matar o próprio irmão em Nova Resende – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta terça-feira (5), um homem de 40 anos suspeito de tentar matar o próprio irmão, de 49, em Nova Resende, no Sul de Minas. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por conflitos familiares envolvendo a divisão de uma herança após a morte do pai dos dois.

O caso aconteceu no dia 13 de abril, em uma área de pastagem localizada no bairro rural Córrego do Cavalo, na divisa das propriedades pertencentes à família. Segundo as apurações, os irmãos discutiam quando o suspeito teria atacado a vítima com um canivete, causando um ferimento na região do queixo.

Após a agressão, o investigado fugiu do local. Já o homem ferido conseguiu procurar ajuda com familiares e recebeu atendimento.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Nova Resende. Durante os trabalhos, os policiais tentaram localizar o suspeito para prestar depoimento, mas ele não foi encontrado. Diante disso, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça.

Além do cumprimento do mandado de prisão, os investigadores realizaram nesta terça-feira a reprodução simulada dos fatos. A medida busca confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos e auxiliar no esclarecimento da dinâmica do crime.

Após ser preso, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Polícia Militar salva bebê de 3 meses engasgado durante patrulhamento em Ilicínea

Uma ação rápida e decisiva da Polícia Militar salvou a vida de um bebê de apenas 3 meses nesta semana, em Ilicínea, no Sul de Minas.

Durante uma operação preventiva, militares que realizavam patrulhamento pela Avenida XV de Novembro foram surpreendidos por um veículo que solicitava ajuda com urgência. No interior do carro, estava a criança, vítima de engasgamento.

Diante da situação crítica, a equipe agiu imediatamente. O soldado Morais iniciou a manobra de Heimlich, técnica utilizada para desobstrução das vias aéreas, enquanto o soldado Vaneli conduzia o deslocamento emergencial até o Pronto Atendimento Municipal.

Durante todo o trajeto, os policiais mantiveram os procedimentos de socorro, conseguindo reverter o quadro ainda antes da chegada à unidade de saúde. O bebê já apresentava sinais de recuperação quando foi entregue aos cuidados da equipe médica, sendo encaminhado estabilizado.

A atuação rápida, técnica e coordenada dos militares foi fundamental para o desfecho positivo da ocorrência, evidenciando o preparo e o comprometimento da Polícia Militar em situações de emergência.

Polícia Militar salva bebê de 3 meses engasgado durante patrulhamento em Ilicínea – Foto: divulgação/Polícia Militar

Ministério da Saúde destina 314 veículos para transporte de pacientes do SUS em Minas Gerais

Iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde prevê 3,3 mil veículos em todo o país para garantir acesso a atendimentos para quem vive a mais de 50 km, com investimento superior a R$ 1,4 bilhão

Ministério da Saúde destina 314 veículos para transporte de pacientes do SUS em Minas Gerais – Foto: divulgação

O Ministério da Saúde vai garantir o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam ser atendidos longe de casa em Minas Gerais. O estado será contemplado com 314 veículos, sendo 141 vans, 118 micro-ônibus e 55 ambulâncias, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde e tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise. A ação faz parte do Novo PAC Saúde e, em âmbito nacional, prevê a entrega de 3,3 mil veículos, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. Dos 3.300 veículos adquiridos, 1.824 serão entregues diretamente às prefeituras para usos em múltiplas finalidades, enquanto os outros 1.476 vão ser direcionados ao transporte de pacientes de radioterapia e hemodiálise.

Em Minas Gerais, 143 veículos serão destinados diretamente a 137 municípios para uso em múltiplas finalidades, enquanto outros 171 atenderão ao transporte de pacientes em radioterapia e hemodiálise. A definição dos locais de destino desses últimos será pactuada entre o estado e os municípios no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa representa uma mudança concreta na vida destes brasileiros. No caso do tratamento de câncer, os pacientes do SUS em média precisam se deslocar mais de 140 km. “Muitas pessoas precisam acordar de madrugada, viajar por horas, passar o dia inteiro em tratamento e retornar apenas à noite, muitas vezes em condições precárias. Esse é o caminho do sofrimento que o governo do presidente Lula está transformando. Pelo Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde garante dignidade, segurança e qualidade no deslocamento até o atendimento”, afirma.

Confira a lista dos municípios beneficiados

Transporte para garantir acesso dos pacientes a atendimento

Os veículos destinados a atender pacientes da radioterapia e hemodiálise serão distribuídos pelos estados às macrorregiões contempladas, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e tipos de transporte de acordo com a realidade de cada território.

A destinação dos veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde segue critérios técnicos que consideram as desigualdades no acesso à saúde e a organização regional do SUS. A previsão é que todas as macrorregiões de saúde do país sejam contempladas, com reforço para aquelas com maior número de casos de câncer e maior dependência do SUS.

Para o transporte de pacientes em radioterapia, a divisão leva em conta a oferta de serviços de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideram a distância até os serviços de terapia renal substitutiva. A definição do arranjo para uso dos veículos será pactuada entre o estado e seus municípios na respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Mais equipamentos e mais recursos para radioterapia no SUS

Além de garantir o transporte, o programa Agora Tem Especialistas também atua para otimizar o uso dos aceleradores lineares disponíveis no país. Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 700 tratamentos por ano, mas muitos ainda operam abaixo desse potencial. 

Para garantir que esses aceleradores atuem em sua capacidade máxima, o Ministério da Saúde estabeleceu incentivos para que os serviços ampliem o atendimento, em um total de R$ 906 milhões por ano. Com isso, cada unidade pode ganhar até 30% mais, dentro de uma nova forma de financiamento que supera de vez a antiga Tabela SUS.

Além disso, neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023, reforçando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no início do tratamento. Com mais equipamentos de ponta, o Ministério da Saúde fortalece os centros regionais de tratamento de câncer, garantindo também atendimento mais perto de casa.

Com essas medidas, somadas a expansão do diagnóstico, consultas e cirurgias, o Governo do Brasil, pelo Agora Tem Especialistas, realiza o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS.

O programa visa expandir o atendimento especializado no país e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em áreas prioritárias. A iniciativa prevê também a realização de mutirões – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos; a oferta de serviços pelas Carretas das Saúde, unidades móveis que já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios; e o atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados a partir de créditos financeiros para quitar impostos com a União.

Entre os resultados o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, com um total de 14,9 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. Também registrou recorde de exames (1,3 milhão) e de internações (14 milhões).

Projeto desenvolvido por estudante da UNIFAL-MG destaca memória indígena e museu no Sul de Minas

Machadinhas são alguns dos objetos encontrados que fazem parte do acervo no Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite – Foto: Arquivo/Júlia Mendonça

A valorização da memória indígena no Sul de Minas é o foco de um projeto desenvolvido por uma estudante do curso de Letras – Língua Portuguesa (Bacharelado) da UNIFAL-MG, que busca dar visibilidade ao Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite (MUARI), em Carmo do Rio Claro (MG).

Idealizada por Júlia Vitória Mendonça, a proposta foi desenvolvida como trabalho de seminário da disciplina “Estudos de Literatura e Cinema”, ministrada pelo professor Ítalo Oscar Riccardi León, e se insere na interface entre literatura, cinema documental e memória coletiva.

A partir da análise do documentário Histórias de Quando a Água Chegou, produção vinculada a um projeto de extensão da Universidade e de materiais relacionados, a estudante buscou compreender como narrativas orais e audiovisuais contribuem para preservar histórias locais, especialmente aquelas impactadas pela construção da Usina de Furnas.

Júlia Vitória Mendonça – estudante do curso de Letras – Língua Portuguesa (Bacharelado) e autora do projeto – Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Júlia Mendonça, o trabalho nasce de um vínculo direto com o território e com as memórias da comunidade. “A escolha deste tema partiu de um interesse pessoal e afetivo, pois trata-se de um projeto que pretendo continuar desenvolvendo, ligado diretamente à história das minhas terras e às memórias de pessoas da região. Registrar e analisar essas narrativas é uma forma de valorizar as vozes locais que muitas vezes são esquecidas ou silenciadas”, explica.

Para desenvolver o projeto, Júlia Mendonça coletou depoimentos, investigou a memória indígena na região e analisou o papel de espaços culturais, como o museu, na preservação dessas histórias.

Memória indígena e vestígios do território

Antônio Adauto e sua filha, Suzana de Araújo Leite Hervas, durante a exibição do documentário no auditório Leão de Faria e homenagem que ele recebeu na sede da UNIFAL-MG, em dezembro de 2016 – Foto: Arquivo/Dicom

Ao longo da pesquisa, a estudante se debruçou sobre a trajetória de Antônio Adauto Leite, responsável por reunir o acervo que deu origem ao museu. Considerado um guardião da memória local, ele dedicou mais de cinco décadas à coleta de vestígios arqueológicos encontrados, principalmente, nas margens da represa de Furnas.

“O acervo do museu foca na cultura dos índios Catu-auá/Cataguases e Tupi-guaranis da região, tendo sua origem diretamente ligada à trajetória de vida de seu fundador, Antônio Adauto Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória indígena regional”, relata Júlia Mendonça na descrição do trabalho.

Entre as 3 mil peças que podem ser conferidas no museu estão potes cerâmicos, utensílios, ferramentas e outros objetos que evidenciam a presença de povos indígenas na região muito antes das transformações provocadas pela construção da usina.

Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite (MUARI) em Carmo do Rio Claro-MG – Foto: Arquivol/Júlia Mendonça

Esses vestígios, segundo a análise do trabalho, funcionam como testemunhos materiais de comunidades que tiveram parte de sua história apagada pela inundação.

Além de informações históricas sobre o museu, Júlia Mendonça fez registros fotográficos do acervo e coletou depoimentos, como o de Suzana Araújo Leite Hervas, filha de Antônio Adauto Leite, responsável pela formação do espaço histórico.

“O legado do meu pai é de um valor imensurável”, afirma Suzana Leite. “Guardar memórias é ter conhecimento da nossa história, da nossa evolução. É algo essencial”, ressalta. 

Ítalo Oscar Riccardi León – professor do curso de Letras, responsável pela disciplina que originou o projeto – Foto: Arquivo Pessoal

Para o professor Ítalo León, responsável pela disciplina que originou o projeto e coordenador do documentário de 2015, o trabalho de Júlia Mendonça se destaca por ir além da proposta acadêmica e se transformar em um reencontro com suas próprias raízes.

“Com espírito sensível, emotivo e de pesquisadora, a Júlia elaborou uma proposta de investigação que busca não apenas ressignificar o vídeo/documentário, mas também abordar questões relacionadas à memória e à sua preservação”, relata.

“O trabalho dá continuidade e amplia as narrativas originadas pela inundação da barragem de Furnas, incluindo aspectos ligados à presença indígena na região, muitas vezes pouco estudada ou até esquecida, e ao papel do Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite (MUARI) como espaço de resgate”, completa.

Acesse o material do projeto em Tributo e memória: O Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite (MUARI), localizado no Sul de Minas Gerais

Via: Jornal UNIFAL-MG

Carlos Quirino, de São Pedro da União, é campeão em torneio válido para ranking nacional em Franca

Carlos Quirino, de São Pedro da União, é campeão em torneio válido para ranking nacional em Franca – Foto: arquivo pessoal

O enxadrismo de São Pedro da União segue em ascensão no cenário competitivo brasileiro. No último dia 1º de maio, o jovem talento Carlos Quirino conquistou o título da tradicional Liga do Enxadrista, considerada a maior liga de xadrez rápido do país, em evento realizado na cidade de Franca.

A competição reuniu representantes de 15 cidades, diversos clubes de xadrez e contou com a participação de mais de 150 enxadristas, consolidando-se como um torneio de alto nível técnico e grande relevância, inclusive por ser válido para o ranking nacional. Em meio a adversários experientes e disputas acirradas, Carlos demonstrou excelente preparo, regularidade e maturidade sobre o tabuleiro para garantir o lugar mais alto do pódio.

A conquista reforça o crescimento do xadrez em São Pedro da União, que vem se destacando cada vez mais no cenário regional. Esse avanço está diretamente ligado ao trabalho desenvolvido pelo projeto de xadrez da Prefeitura Municipal, que tem incentivado a prática do esporte entre jovens talentos da cidade.

Outro fator determinante para esse sucesso é o trabalho do professor Alan Marques, técnico reconhecido pela formação de diversos jogadores competitivos, incluindo campeões e mestres. Sua atuação contínua no treinamento e desenvolvimento dos enxadristas locais tem sido fundamental para elevar o nível técnico dos atletas.

Com mais essa conquista, Carlos Quirino não apenas leva o nome de São Pedro da União ao topo, mas também simboliza o resultado de um trabalho consistente, que une incentivo público, dedicação individual e orientação técnica de qualidade.

Queijos de cidades da Serra da Canastra são premiados em evento mundial

Queijos de cidades da Serra da Canastra são premiados em evento mundial – Foto: divulgação

A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil confirmou o crescimento e a relevância do setor lácteo artesanal ao reunir números expressivos e ampla participação internacional. O evento foi realizado entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, no Teatro B32, na cidade de São Paulo.

Organizado pela SerTãoBras em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, o encontro colocou o Brasil no centro das atenções da cultura queijeira mundial. Nesta edição, foram inscritos mais de 2.700 queijos e produtos lácteos para avaliação técnica — número superior à expectativa inicial de 2 mil itens.

O concurso contou com a participação de representantes de mais de 30 países, incluindo potências tradicionais como França e Suíça. Ao todo, cerca de 350 jurados, entre brasileiros e estrangeiros, analisaram critérios como textura, aroma e equilíbrio de sabores.

Além da competição, o evento também teve grande adesão do público: aproximadamente 60 mil visitantes passaram pelo local, que contou ainda com a presença direta de mais de 100 produtores brasileiros em uma feira gratuita.

Minas Gerais lidera premiações

Os produtores de Minas Gerais tiveram desempenho de destaque, conquistando 172 medalhas — cerca de 30% das 567 premiações distribuídas no evento. O resultado reforça a posição do estado como referência nacional na produção de queijos e derivados lácteos.

As medalhas mineiras foram distribuídas da seguinte forma:

  • 23 medalhas Super Ouro
  • 42 medalhas de Ouro
  • 52 medalhas de Prata
  • 55 medalhas de Bronze

Além dos queijos artesanais, Minas também foi premiado em categorias como doce de leite, iogurte e manteiga.

Serra da Canastra em evidência

A região da Serra da Canastra voltou a se destacar no cenário nacional. Entre os municípios com premiações confirmadas estão:

  • Piumhi: 7 medalhas (3 de prata e 4 de bronze)
  • São Roque de Minas: 1 Super Ouro, 3 de prata e 3 de bronze
  • Delfinópolis: 1 medalha de bronze

Um dos principais destaques foi a Fazenda Santiago, em São Roque de Minas, que conquistou medalha Super Ouro com um queijo Canastra de produção familiar. A tradição da propriedade ultrapassa 200 anos e atualmente está na sétima geração da família. O trabalho envolve Luís Fernando, responsável pelo manejo e ordenha do rebanho, sua mãe Raquel, que atua na fabricação, e o patriarca José Antônio de Faria, que coordena as atividades da fazenda.

Produtores premiados

Entre os produtores da região que conquistaram medalhas estão:

  • Adalton Soares da Costa — Bronze (Queijo do Tino, 45 dias)
  • Jadir da Costa Pereira — Prata (Canastra Real, 150 dias)
  • Jadir da Costa Pereira — Prata (Queijo J&C, 240 dias)
  • Vinícius Silva Pereira — Bronze (Pingo do Mula)
  • Vinícius Silva Pereira — Prata (Pingo do Mula)
  • José Antônio de Faria — Super Ouro (Queijo Canastra, 15 dias)

Reconhecimento e expansão do setor

O desempenho mineiro contou com o apoio de instituições como a Emater-MG e das prefeituras locais. Segundo os envolvidos, as premiações funcionam como importantes selos de qualidade, contribuindo para a abertura de novos mercados e o fortalecimento da produção artesanal.

O evento reforça o papel do Brasil no cenário internacional e evidencia o potencial do setor para crescer aliado à valorização da tradição e da identidade regional.

Mulher morre afogada quando pescava em represa de Capetinga

Solange Aparecida Pimenta morreu afogada em represa de São Lourenço — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Uma mulher de 61 anos morreu após se afogar em uma represa na zona rural de Capetinga, na tarde de sexta-feira (1º).

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima, identificada como Solange Aparecida Pimenta, havia ido ao local para pescar após o almoço. Por volta das 15h, uma criança notou o corpo da mulher boiando na água e avisou o marido dela.

Solange foi encontrada a cerca de quatro metros da margem. Após ser retirada da represa, equipes realizaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu.

A principal suspeita é de que a mulher tenha entrado na água para tentar recuperar algum objeto de pesca. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, que deve apurar as circunstâncias do caso.

Jornal Folha Regional
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