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Jornal Folha Regional

Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1

Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1 – Foto: reprodução

Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. A pesquisa foi feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu nesta quinta-feira (12) à Agência Brasil que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1.

“A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski.

Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

Marcelo Tokarski avalia que a grande discussão no Congresso vai tratar da redução da jornada, com ou sem diminuição da remuneração dos trabalhadores. Para ele, o que a pesquisa mostra muito claramente é que quase todo mundo é favorável que tem que ter uma folga a mais. “Não dá para trabalhar seis dias e folgar um só”, disse.

“Essa é a grande questão, porque as empresas defendem que a jornada não seja reduzida mas, se houver redução, é com diminuição do salário. E os trabalhadores, de maneira geral, não topam uma redução de jornada com redução de salário”, explica.

Menos dinheiro

De acordo com Marcelo Tokarski, o problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, de trabalho mais precarizado, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir.

“Acho que é um pouco essa leitura que a pesquisa nos traz e que joga luz sobre essa discussão”, disse.

Perguntadas se o trabalhador deveria ter pelo menos duas folgas obrigatórias, desconsiderando possíveis alterações salariais, 84% das pessoas acreditam que sim. “É quase um viés de desejo. Quem não quer ter folga a mais? Todo mundo quer. Agora, quando a gente coloca que você vai trabalhar um dia menos, mas vai ganhar menos, o cara não quer porque tem conta para pagar. Acho que é um pouco isso que o dado evidencia ali para a gente”.

Lula

O projeto de acabar com a jornada 6×1 tem mais aprovação por quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Era uma promessa, uma bandeira defendida pelo governo também. É natural que quem votou no Lula tende a apoiar mais”, disse Marcelo Tokarski.

A pesquisa revela que 71% dos entrevistados que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022 são a favor do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. Outros 15% são contra, enquanto 15% não opinaram. Já entre quem votou em Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais, 53% são a favor do fim das 44 horas de trabalho semanais, 32% são contrários e 15% não opinaram.

PEC

A PEC 148/2015 foi aprovada no dia 10 de dezembro do ano passado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara, com voto favorável de, pelo menos, 49 senadores e 308 deputados.

Se aprovada, o fim da escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No primeiro ano, serão mantidas as regras atuais. No ano seguinte, o número de descansos semanais subirá de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal de trabalho é de 44 horas mas, a partir de 2027, poderá cair para 40 horas. O teto final será de 36 horas por semana de 2031 em diante. Anteriormente, o que se previa era que os empregadores não poderiam reduzir a remuneração dos trabalhadores para compensar o novo tempo de descanso. Esse ponto deverá ser votado pelo Congresso Nacional.

A pesquisa indagou dos entrevistados se acham que a proposta será aprovada pelo Congresso, e 52% disseram que sim, contra 35% que responderam que não. Outros 13% não opinaram. E apenas 12% afirmaram entender bem a PEC.

Carreta com mais de 125 multas é apreendida pela Polícia Militar em MG

Carreta com mais de 125 multas é apreendida pela Polícia Militar em MG – Foto: divulgação

Uma fiscalização da Polícia Militar de Minas Gerais terminou com a retirada de circulação de um conjunto de carga que acumulava uma extensa lista de irregularidades. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (11), durante patrulhamento no Km 614 da rodovia MGC-146, em Poços de Caldas (MG).

A princípio, os policiais constataram que o veículo trafegava com o licenciamento em atraso. No entanto, ao aprofundar a verificação nos sistemas, foi identificado que tanto o cavalo mecânico quanto o semirreboque possuíam restrições judiciais ativas e circulavam com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) vencido.

O levantamento das pendências revelou um cenário ainda mais preocupante: mais de 125 multas estavam registradas para o conjunto. Desse total, 82 autuações eram por excesso de velocidade, evidenciando reincidência nesse tipo de infração. As demais multas correspondiam a diferentes violações das normas de trânsito, demonstrando descumprimento frequente das regras nas rodovias.

Diante das irregularidades constatadas, o conjunto foi retirado de circulação durante a ação policial.

Secretário de Itumbiara mata os dois filhos e tira a própria vida após suporta traição da esposa

Secretário de Itumbiara mata os dois filhos e tira a própria vida após suporta traição da esposa – Foto: redes sociais

O secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, no sul de Goiás, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, matou os dois filhos e tirou a própria vida na noite da última quarta-feira (11). Thales era genro do prefeito do município, Dione Araújo.

O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. Já o caçula, Benício Araújo Machado, de 8 anos, foi submetido a uma cirurgia e internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara. No entanto, ele morreu nesta quinta-feira (12), conforme informado pelo portal Metrópoles.

A mãe das crianças e esposa de Thales estava viajando no momento do crime.

Horas antes do ocorrido, o secretário publicou nas redes sociais um vídeo ao lado dos filhos, declarando amor aos meninos. Em outra postagem, posteriormente apagada, ele afirmou estar no “limite do improvável” e indicou que o relacionamento conjugal teria chegado ao fim, mencionando uma suposta traição da esposa.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada, realizou o isolamento da área e preservou o local até a chegada da perícia. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do caso e, até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas.

Em nota oficial, a Prefeitura decretou luto de três dias pelo falecimento do secretário e informou a suspensão dos atendimentos ao público nos órgãos da administração direta e indireta durante o período. A rede municipal de ensino encerrou as aulas às 9h30, com retorno previsto para sexta-feira (13).

O governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado também se manifestaram, afirmando estar profundamente consternados com a tragédia. Segundo eles, episódios de violência dentro do lar — especialmente quando envolvem crianças — provocam dor na família e impactam toda a sociedade.

Secretário de Itumbiara mata os dois filhos e tira a própria vida após suporta traição da esposa – Imagem: reprodução/Instagram

Morre menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviados por empresários

Morre menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviados por empresários — Foto: Arquivo RPC

Aos 12 anos, Yasmin Amorim morreu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná, após uma longa luta contra um câncer agressivo, o neuroblastoma. A história da menina comoveu o país não apenas pela gravidade da doença, mas também porque R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento foram desviados por empresários, atraso que marcou de forma decisiva os últimos anos de sua batalha pela vida.

A morte foi confirmada pela família. Yasmin estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel, onde o estado de saúde se agravou durante a madrugada. Nas redes sociais, a mãe, Daniele Aparecida Campos, chegou a informar que uma corrente de oração seria realizada em frente à unidade hospitalar, mas a menina não resistiu antes do horário marcado.

Diagnosticada em 2018, quando tinha apenas cinco anos, Yasmin enfrentou um tumor no pescoço e no tórax. Após o primeiro tratamento com quimioterapia, entrou em remissão. Em 2020, a doença voltou, exigindo um novo ciclo de quimioterapia associado a um transplante de medula óssea, que novamente levou à remissão e permitiu que a criança retomasse uma rotina próxima do normal.

Mesmo após cirurgias, sessões de fisioterapia e procedimentos complexos, o câncer retornou de forma agressiva. Diante do avanço da doença, em 2024, a família recorreu à Justiça para garantir o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em R$ 2,5 milhões. A Justiça determinou que o Governo do Paraná arcasse com a compra do medicamento Danyelza.

Após a apresentação de três orçamentos, a empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli foi escolhida para fornecer os remédios. No entanto, a empresa subcontratou outra importadora, que não entregou a medicação conforme o contratado. O hospital recebeu apenas uma ampola do Danyelza, quando o tratamento exigia seis. Outro medicamento essencial, o Leukine, também chegou de forma incompleta: das 60 caixas previstas, apenas 10 foram entregues, além de versões genéricas.

As irregularidades levaram a Polícia Civil a pedir o bloqueio das contas das empresas envolvidas. As investigações apontaram que os valores estavam praticamente esgotados e que os responsáveis já tinham antecedentes por estelionato.

Enquanto a Justiça tentava recuperar o dinheiro desviado, o Governo do Paraná autorizou uma nova compra emergencial da medicação. Yasmin conseguiu concluir a primeira fase do tratamento no fim de 2024, mas sem resposta significativa. Em 2025, iniciou a segunda fase do protocolo, que não conseguiu finalizar, permitindo o avanço da doença.

Os empresários Lisandro Henrique Hermes e Polion Gomes Reinaux, responsáveis pela compra da medicação, foram condenados por estelionato. As penas somam quatro anos, nove meses e cinco dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Eles estão presos desde agosto do ano passado. Um terceiro denunciado foi absolvido.

Na sentença, a juíza destacou que os réus utilizaram a reputação de suas empresas para conquistar a confiança das vítimas e se aproveitaram da estrutura pública para obter vantagem indevida. A magistrada ressaltou que as consequências do crime foram graves, já que o atraso no tratamento fez com que Yasmin precisasse receber morfina a cada hora para suportar as dores enquanto aguardava os medicamentos.

O assistente de acusação, Allan Lincoln, afirmou que a condenação é relevante, mas pode ser ampliada. “Apesar de a sentença ser importante ao condenar os réus por estelionato, entendemos que ela ainda pode ser reformada para incluir crimes mais graves, diante da dimensão do caso”, disse.

A defesa de Lisandro Henrique Hermes informou que vai recorrer da decisão e nega a participação dele em qualquer ação criminosa. A defesa de Polion Gomes Reinaux não se manifestou até a última atualização.

Em meio à dor, a mãe de Yasmin resume o sentimento deixado por uma espera que nunca deveria ter acontecido.

“Sinto alívio, mas também revolta. A gente revive toda a angústia daquela espera”, desabafou Daniele.

A história de Yasmin Amorim escancara não apenas a luta de uma criança contra o câncer, mas também as consequências humanas de crimes cometidos em meio a tratamentos que não admitem atraso.

Karina Campos amplia atuação em lipedema após imersão com especialista nacional

Karina Campos amplia atuação em lipedema após imersão com especialista nacional – Foto: divulgação

A esteticista Karina Campos participou recentemente de uma imersão especializada sobre Lipedema, realizada na cidade de Varginha (MG), ao lado de Ynaia Piedade, uma das principais referências nacionais no estudo e tratamento da condição.

A imersão reuniu profissionais da área da saúde e estética com foco no aprofundamento teórico e prático do lipedema. Durante a formação, Karina Campos teve contato direto com pacientes, participou de vivências clínicas supervisionadas e acompanhou a aplicação de protocolos que integram terapias manuais e tecnologias estéticas, estratégias fundamentais no manejo da doença.

O evento proporcionou atualização científica, troca de experiências entre profissionais e discussão de abordagens baseadas em evidências, reforçando a importância de um atendimento individualizado, humanizado e seguro para pacientes com lipedema.

Com a participação na imersão, Karina Campos amplia sua qualificação profissional e reforça seu compromisso com a atualização constante e a oferta de tratamentos cada vez mais especializados.

A partir dessa capacitação, Passos e região passam a contar com uma profissional qualificada para o atendimento de pacientes com lipedema, contribuindo para o acesso a cuidados mais adequados e atualizados na área.

Influenciador Henrique Maderite morre aos 50 anos em Minas Gerais

O influenciador Henrique Maderite morreu aos 50 anos nesta sexta-feira (6), no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, uma viatura foi acionada por meio da rede de vizinhos protegida e encontrou Henrique Maderite já sem vida no local, na Estrada do Maracujá, onde funciona o Haras Henrique Maderite.

De forma preliminar, segundo informações, os policiais relataram a presença de sangramento no ouvido, um corte na região da nuca e uma marca roxa no pescoço da vítima.

A perícia foi acionada para apurar as circunstâncias da morte.

A prefeitura de Belo Horizonte informou que Maderite teve um infarto fulminante. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do óbito.

Influenciador Henrique Maderite morre aos 50 anos em Minas Gerais – Foto: redes sociais

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros

Novas regras para preços podem deixar medicamentos mais caros – Foto: reprodução

A partir de abril, o Brasil terá novas regras para definir o valor de venda de novos medicamentos. A Resolução Normativa nº 3/2025, publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no final do ano passado, substitui normas que estavam em vigor há mais de duas décadas. A mudança impacta diretamente o chamado “preço de entrada”, o valor máximo autorizado pelo governo para que um produto comece a ser comercializado no país.

A regulação de preços é um pilar fundamental para o sistema de saúde brasileiro. Antes de um remédio chegar às prateleiras, o governo estabelece tetos para a indústria, para as vendas ao governo e para o consumidor final. Se esse valor inicial é fixado em um patamar elevado, os reajustes anuais tendem a encarecer o produto. 

No entanto, conforme o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), a atualização ficou aquém do que deveria, já que não resolve problemas centrais que existem atualmente. Além disso, o instituto acredita que, na prática, os medicamentos podem continuar ficando mais caros para os consumidores ao longo do tempo.

Como funciona o controle de preços?

A CMED regula o setor estabelecendo três indicadores principais:

  • Preço Fábrica (PF): o teto para a indústria vender o produto.
  • Preço Máximo ao Consumidor (PMC): o limite do que pode ser cobrado de você nas farmácias.
  • Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG): o valor limite para compras públicas que abastecem o SUS.

O que muda com a nova norma?

A nova regra altera a forma como a indústria farmacêutica deve justificar o preço de um lançamento. Entre as principais mudanças estão novas classificações para os medicamentos, incluindo a chamada “inovação incremental”, quando o remédio não é totalmente novo, mas passou por mudanças na fórmula ou no modo de uso.

Apesar da atualização ser vista como necessária, entidades de defesa do consumidor, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), demonstram preocupação. 

“A norma que regula os preços de medicamentos novos realmente precisava ser atualizada. Mas o resultado da atualização não supera problemas atuais, como a pressão nas compras feitas pelo SUS e, por consequência, o acesso da população a esses medicamentos. Além disso, por enquanto, não há previsão da atualização das regras sobre o preço de venda ao consumidor, que são as regras que estabelecem os reajustes dos medicamentos que já são vendidos nas farmácias,” enfatiza Marina Paullelli, porta-voz do instituto. 

Desafios para o acesso à saúde

Um dos avanços apontados pela nova norma é o fim da exigência de patente para que um remédio seja enquadrado em categorias de preços mais altos, o que evita aumentos artificiais. No entanto, o modelo brasileiro ainda utiliza uma lista de países de referência (como Japão e Estados Unidos) para comparar valores. Para o Idec, comparar a realidade brasileira com a desses países pode pressionar os preços para patamares incompatíveis com o bolso da população.

Outro ponto criticado pelo instituto é a falta de transparência. A nova resolução prevê sigilo em informações sobre acordos de preços feitos em outros países. Segundo o Idec, essa confidencialidade dificulta a fiscalização pela sociedade civil e enfraquece o controle social.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde afirmou que a CMED definiu novas regras para a precificação de medicamentos no Brasil “com o objetivo de corrigir defasagens de mais de 20 anos, estimular a incorporação de tecnologias inovadoras e ampliar o acesso à saúde. Por exemplo, a padronização dos preços máximos de medicamentos biossimilares derivados de um mesmo medicamento originador promove mais competividade no mercado e redução de custos para a população. Da mesma forma, a categoria de medicamentos de inovação incremental estimula o desenvolvimento de produtos com benefícios clínicos adicionais”. 

A pasta disse ainda que “promove outras iniciativas para reduzir o custo de medicamentos e ampliar o acesso à saúde, como a proposta de precificação para Produtos de Terapias Avançadas (PTA) e uma consulta pública sobre preços-teto para aquisição de medicamentos relacionados a demandas judiciais”.

Ponte entre MG e SP é totalmente interditada após vistoria apontar risco estrutural

Ponte entre MG e SP é totalmente interditada após vistoria apontar risco estrutural – Foto: divulgação/DER-MG

O tráfego na ponte sobre o Rio Grande, que liga as rodovias AMG-2540 e SP-413, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no Triângulo Mineiro, será totalmente interditado para qualquer tipo de veículo a partir das 18h desta quinta-feira (5/2). A medida substitui a decisão anterior, que autorizava apenas a circulação de veículos com peso máximo de 4 toneladas.

A interdição total foi definida após uma segunda vistoria técnica realizada por especialistas em estruturas de pontes e viadutos do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Durante a inspeção, foram identificadas trincas em um dos pilares da estrutura com dimensões que comprometem a segurança dos usuários.

O DER-MG mantém diálogo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo para viabilizar as ações necessárias à recuperação da estrutura e, assim, permitir a retomada segura da circulação de veículos no local.

Com 540 metros de extensão e 7,84 metros de largura, a ponte foi construída em 1974 por uma usina da região e representa um importante elo de ligação entre a MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a diversos municípios paulistas, como a cidade de Barretos.

O DER-MG orienta os motoristas a respeitarem rigorosamente a interdição e a sinalização instalada no local, uma vez que o descumprimento pode colocar em risco a vida dos usuários da via. Serão instaladas sinalização específica de impedimento de tráfego e de orientação para os desvios, garantindo que os condutores sejam informados com antecedência sobre as rotas alternativas.

Ponte entre MG e SP é totalmente interditada após vistoria apontar risco estrutural – Foto: divulgação/DER-MG

Desvios

Há duas opções de desvio para atravessar de Minas até São Paulo, pela MG-427, por Planura ou Uberaba.

Quem seguir por Planura, deve depois acessar a BR-364 que, ao mudar de estado, passa a se chamar SP-326 e chega até Barretos. De lá, os motoristas podem acessar a rodovia SP-425 até Guaíra.

A rota por Uberaba depois leva à rodovia BR-050, até Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis.

Plano de contingência da Cemig reforça atendimento durante tempestades em Minas Gerais

Operação reforçada garante resposta rápida da companhia durante tempestades e eventos climáticos extremos

Plano de contingência da Cemig reforça atendimento durante tempestades em Minas Gerais – Foto: divulgação

Durante o verão, quando tempestades, ventos fortes e descargas atmosféricas impactam diretamente o fornecimento de energia, os centros de Operação da Distribuição (COD) e de Serviços Integrados (CSI) da Cemig, que são o cérebro da operação do sistema elétrico da companhia, atuam diretamente no restabelecimento da energia elétrica em toda a área de concessão em Minas. E para dar conta de toda essa dinâmica intensa, a Cemig possui um plano de contingência preparado para reforçar o número de engenheiros e técnicos em situações extremas. 

Os profissionais monitoram e atuam, em tempo real, na maior rede de distribuição da América do Sul, composta por quase 600 subestações, 19,2 mil quilômetros de linhas de alta tensão e cerca de 550 mil quilômetros de redes que atendem cidades, comunidades rurais e regiões remotas de Minas Gerais. Só para se ter uma ideia do tamanho da rede da Cemig, ela equivale a cerca de 14 voltas ao redor do planeta terra! 

Em um dia típico, o COD e o CSI contam com cerca de 130 profissionais dedicados à operação e ao atendimento. Durante o período chuvoso, quando o volume de ocorrências aumenta significativamente, esse número pode subir para quase 170 profissionais. Em cenários extremos, como tempestades severas, ventos acima de quase 100 km/h ou eventos climáticos intensos, a força operacional pode ser ampliada em até 83%, podendo ser mobilizados cerca de 250 profissionais, entre engenheiros e técnicos diretamente dentro do centro de controle. 

Os dois centros funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, integrando informações que chegam de sistemas automatizados espalhados pelo estado, imagens de satélite, previsão meteorológica, sensores de diversas naturezas e registros das equipes de campo. Qualquer oscilação de tensão, abertura automática de religadores, falha em equipamentos ou interrupção de energia é visualizada instantaneamente pelos operadores. 

Escala da equipe em campo é reforçada em todo o estado durante eventos climáticos 

A retaguarda operacional fora dos centros de operações também cresce intensamente no verão. Em sua área de concessão, a Cemig possui 606 bases descentralizadas que permitem resposta rápida em qualquer região. Em dias normais, a companhia conta com aproximadamente 2.850 colaboradores em campo e na retaguarda. 

Durante o período de chuvas, esse número passa para mais de 3.300 profissionais. Em condições climáticas extremas, como tempestades severas, ondas de calor com sobrecarga da rede ou eventos de grande impacto, a Cemig pode mobilizar mais de 8.500 colaboradores, um aumento superior a 290%. 

“Esse reforço garante que equipes estejam distribuídas estrategicamente em todo o estado, prontas para executar manutenções emergenciais, recompor rede danificada, operar equipamentos automatizados e restabelecer o fornecimento com rapidez e segurança”, destaca o engenheiro do CSI, Guilherme Gonçalves Maia.

Verão é ponto de máxima atenção para a Cemig 

O período chuvoso é o maior desafio para a operação do sistema elétrico. Por isso, o COD e o CSI reúnem especialistas em meteorologia aplicada, engenheiros de operação e de proteção, analistas de automação, operadores de rede e profissionais de atendimento, todos trabalhando de maneira integrada. 

Com uso de modelos meteorológicos, mapas de risco, histórico de falhas e dados de inteligência operacional, a equipe antecipa regiões com maior probabilidade de impacto, realoca equipes antes que as tempestades cheguem e prioriza o restabelecimento em áreas sensíveis, como hospitais, empresas de saneamento e regiões de grande densidade populacional. 

“O resultado é um modelo de operação que combina tecnologia, experiência e resposta rápida, garantindo que a Cemig mantenha a confiabilidade do sistema mesmo diante dos eventos climáticos mais críticos do ano”, afirma Guilherme Gonçalves Maia. 

VÍDEO | Motociclista cai ao parar para observar acidente em MG

Uma motociclista caiu após reduzir a velocidade para observar um acidente na avenida JK, em Governador Valadares, na manhã desta quarta-feira (4). Ela passava pelo local onde uma ciclista havia acabado de se ferir quando perdeu o equilíbrio e tombou sobre as pessoas que prestavam os primeiros socorros.

O vídeo mostra a ciclista caída no chão, cercada por moradores que tentavam ajudá-la. O trânsito seguia normalmente quando a motociclista diminuiu a velocidade, virou o corpo para olhar a cena e acabou caindo, derrubando parte do grupo que estava ao redor da vítima.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima é uma mulher de 68 anos, ciclista, encontrada caída no solo com “estado de desorientação”, sangramento no rosto e ferimentos na cabeça. O relatório também registra lesões na face e escoriações no membro inferior esquerdo.

Quando os militares chegaram, o automóvel envolvido no acidente não estava mais no local. O condutor, segundo o documento, já havia deixado a área antes da chegada da equipe, mas testemunhas prestaram informações à Polícia Militar.

Após os trabalhos de estabilização, a ciclista foi encaminhada em estado grave ao Hospital Municipal. Não foi possível atualizar o estado de saúde dela até o fechamento desta reportagem.

A motociclista que caiu ao reduzir a velocidade não sofreu ferimentos.

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