Operação na MG-290 apreende 152 barras de maconha em Pouso Alegre – Foto: divulgação
Uma operação integrada realizada na semana passada na MG-290, altura do km 12, em Pouso Alegre, resultou na apreensão de uma grande quantidade de drogas. A ação envolveu equipes da 4ª e da 5ª Companhias do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Durante as fiscalizações, os militares abordaram um Fiat Argo branco que seguia pela rodovia com dois ocupantes. Ao vistoriarem o veículo, os policiais encontraram 152 barras de maconha distribuídas em sacos de estopa, tanto no banco traseiro quanto no porta-malas.
Os detidos informaram que haviam adquirido a carga na cidade de Campinas (SP) pelo valor de R$ 200 mil. Após a constatação do crime, uma mulher recebeu voz de prisão e um menor foi apreendido. Ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, assim como todo o material recolhido pela operação.
Veículo cai em barranco após sair da pista na rodovia que liga Bom Jesus da Penha a Jacuí – Foto: redes sociais
Na madrugada do último domingo (23), um veículo saiu da pista e caiu em um barranco no final do trecho asfaltado da rodovia que liga Bom Jesus da Penha a Jacuí, no Sudoeste de Minas. O acidente ocorreu na BR-265, também chamada de Rodovia Francisco Domingos Ribeiro, importante conexão entre municípios da região.
Segundo as primeiras informações, o motorista perdeu o controle da direção, o que fez o carro sair da pista e despencar em um barranco às margens da estrada. Apesar do susto e dos danos materiais, ninguém ficou ferido.
A Polícia Militar e órgãos responsáveis pela rodovia acompanharam a ocorrência e seguem apurando as circunstâncias do acidente.
Minas Gerais investe R$ 38 milhões para ampliar fiscalização e combate a incêndios florestais – Foto: divulgação
Minas Gerais deu um passo importante no fortalecimento da estrutura ambiental. Na última semana, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) anunciou R$ 38 milhões em investimentos voltados ao reforço das ações de fiscalização e combate a incêndios florestais. Os recursos permitirão ampliar a presença do Estado em regiões remotas, modernizar equipamentos estratégicos e dar mais agilidade às operações ambientais.
O pacote inclui a aquisição de um novo helicóptero modelo Esquilo, preparado para operações aéreas de monitoramento e combate a incêndios, além de um caminhão de abastecimento e equipamentos que reforçam o trabalho das equipes ambientais. Também foi anunciado o repasse de R$ 2 milhões ao Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (Comaf), unidade especializada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), para a compra de viaturas e equipamentos que ampliam o suporte às operações em áreas de difícil acesso.
Os investimentos são provenientes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Estado, que reúne multas e compensações ambientais revertidas diretamente para ações de proteção dos biomas mineiros.
Capacidade de atuação ampliada
A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, destacou que o investimento atende às necessidades de um estado extenso e com desafios de fiscalização em áreas remotas.
“É um investimento de R$ 38 milhões que permitirá entregar resultados ainda mais efetivos na fiscalização. Minas tem 853 municípios, e chegar a lugares remotos, onde o ilícito pode ocorrer, só é possível com o apoio do Comave e dos nossos equipamentos aéreos”, afirmou.
O secretário-adjunto de Estado da Semad-MG, Leonardo Rodrigues, ressaltou que a modernização da frota é essencial para manter o ritmo das operações.
“Os recursos destinados por meio do TAC, seja para equipamentos, para o caminhão ou especialmente para a troca do helicóptero, são fundamentais para acompanhar operações e rotinas diárias. Isso nos permite verificar o território, entender o que está acontecendo e atuar com mais precisão”, explicou.
Modernização da frota aérea
O subsecretário de Fiscalização Ambiental, coronel Alexandre, enfatizou que o novo helicóptero trará ganhos operacionais significativos.
“A nova aeronave substituirá um equipamento com mais de 28 anos de uso. Virá com tecnologia de última geração, incluindo sistema para combate a incêndios, além do caminhão de abastecimento. Somam-se a isso os R$ 2 milhões destinados ao Comaf, que permitirão adquirir viaturas e equipamentos essenciais para aprimorar as ações de proteção ambiental e operações especiais”, destacou.
Proteção para os biomas mineiros
Ao direcionar multas e compensações ambientais para investimentos diretos em fiscalização, o Governo de Minas fortalece a estratégia de transformar sanções em benefícios concretos para a sociedade. A integração entre novas tecnologias, equipamentos e atuação conjunta das equipes ambientais e de segurança amplia a capacidade do Estado de identificar ilícitos, prevenir danos e responder a emergências.
Governo inclui tilápia em lista de espécies invasoras; setor teme impacto econômico – Foto: reprodução
A inclusão da tilápia na Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras tem gerado preocupação entre produtores brasileiros, que temem restrições à criação do peixe, uma das atividades mais importantes da aquicultura nacional. A decisão foi tomada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio).
Segundo o portal G1, a tilápia tem sido encontrada em rios e lagos fora das áreas de produção, o que indica desequilíbrios ambientais em alguns ecossistemas. A espécie, originária da bacia do Rio Nilo, é considerada exótica por não ser nativa do Brasil.
Apesar da inclusão na lista, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) afirmou que a medida não deve afetar o cultivo comercial da tilápia, atividade que segue autorizada pelo Ibama e tem grande importância econômica para o país.
“Não há, portanto, qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, disse o ministério em nota.
Preocupação entre produtores com possíveis impactos econômicos
A decisão de incluir a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras causou apreensão entre criadores e associações do setor aquícola. Produtores temem que a medida abra caminho para futuras restrições ou aumento da burocracia na concessão de licenças ambientais, o que poderia afetar diretamente a produção e o comércio do peixe. A tilápia é atualmente a espécie mais cultivada no Brasil, responsável por mais de 60% da produção de peixes de cultivo no país, segundo dados da Embrapa.
Representantes do setor afirmam que o peixe é essencial para a segurança alimentar e para a economia de diversas regiões, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste, onde gera milhares de empregos diretos e indiretos. A preocupação é de que a classificação como espécie invasora seja interpretada de forma equivocada por órgãos estaduais ou municipais e leve à suspensão de novos empreendimentos.
Entidades ligadas à aquicultura defendem que, em vez de restringir a atividade, o governo deve investir em programas de manejo sustentável e fiscalização adequada para evitar o escape dos peixes para rios e lagos. Para os produtores, a inclusão na lista deve servir como incentivo para aprimorar as práticas ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico do setor.
A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou no último dia 30 um convite à ministra Marina Silva para esclarecer a entrada da tilápia na lista.
O que muda com a inclusão da tilápia na lista
Segundo o MMA, a inclusão da tilápia tem caráter técnico e preventivo. A classificação serve como referência para políticas públicas e ações de controle ambiental, sem impor restrições diretas à produção.
“O reconhecimento de espécies exóticas com potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa serve como referência técnica para políticas públicas e ações de prevenção e controle”, explicou o ministério.
A Conabio informou que o objetivo é evitar o escape de peixes de criadouros para rios e reservatórios naturais, onde podem competir com espécies nativas.
Entre as práticas de controle estão a reversão sexual dos peixes — processo que transforma fêmeas em machos por meio de hormônios, impedindo a reprodução em caso de fuga — e o uso de gaiolas em reservatórios ou tanques escavados no solo com barreiras físicas.
A comissão também deve discutir ações de detecção precoce e um plano de resposta nacional para casos de novas invasões biológicas.
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) é formada por onze ministérios, além de representantes do setor produtivo, órgãos ambientais estaduais e municipais e membros da sociedade civil. O colegiado é responsável por formular estratégias de proteção à biodiversidade e uso sustentável dos recursos naturais.
Caça de javali e javaporco para controle da população é aprovada em Minas Gerais – Foto: reprodução
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o projeto de lei que autoriza o controle populacional do javali-europeu (Sus scrofa) e seus cruzamentos, como o javaporco, em todo o estado. O texto foi votado pelos deputados no último dia 12 de novembro e agora aguarda sanção do governador Romeu Zema para entrar em vigor.
O javali-europeu está na lista das 100 piores espécies invasoras do mundo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Introduzido no Brasil nos anos 1960 para consumo de carne, o animal se espalhou sem controle, causando prejuízos à agricultura, pecuária e ao meio ambiente.
A proposta autoriza a caça e o uso de armadilhas para reduzir a população de javalis em qualquer época do ano, sem limite de quantidade. Outros métodos para o abate poderão ser usados, desde que aprovados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O objetivo é proteger a biodiversidade, a saúde pública e a segurança agropecuária.
A norma ainda estabelece que a caça em propriedades privadas só poderá ocorrer com autorização do dono ou responsável pelo imóvel. Em áreas públicas, será necessária permissão do órgão estadual.
Por que a caça foi aprovada?
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) autoriza a caça de javalis desde 2013 para controle da espécie. Os caçadores precisam ser registrados como CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) e atuar com autorização específica. No entanto, Minas ainda não contava com uma política estadual para regulamentar o abate.
O projeto estava em análise na ALMG desde 2023. Segundo a Comissão de Agropecuária e Agroindústria, os javalis ameaçam a biodiversidade, destroem lavouras, contaminam nascentes e podem transmitir doenças como febre aftosa e raiva.
Até 2020, 198 cidades mineiras já havia registrado a presença do animal. Dessas, 64 têm áreas com flora e fauna sensíveis e espécies ameaçadas de extinção, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
A maioria das áreas com superpopulação de javalis fica no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, principalmente em João Pinheiro e Paracatu. O tema chegou a ser debatido em audiência pública na ALMG neste ano. Produtores relataram prejuízos e lavouras destruídas, pressionando a aprovação do projeto.
O deputado Leonídio Bouças (PSDB) afirmou na época que o objetivo do debate era mostrar que o descontrole dos javalis afeta não só produtores, mas toda a população rural, além de representar risco à saúde pública.
O deputado Raul Belém (Cidadania), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, defendeu que o descontrole dos javalis era um problema para Minas e quase todo o país.
“A caça é apenas uma parte desse controle”, disse ele à época, defendendo a necessidade de Minas ter uma política de Estado para o enfrentamento do problema.
O que são javalis?
Os javalis são animais de grande porte, capazes de percorrer até 300 km em um dia e chegar a 300 quilos, a depender da linhagem e cruzamento.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o javali-europeu (Sus scrofa) pertence à família Suidae. É um porco selvagem originário da Europa, norte da África e Ásia. Chegou ao Brasil há mais de 100 anos para consumo, mas muitos escaparam e cruzaram com porcos domésticos, dando origem ao javaporco, que é um híbrido maior e mais resistente.
Sem predadores naturais, os javalis se reproduzem rapidamente e são considerados pragas.
“Esse animal começou uma reprodução mais rápida, obviamente, e foram sendo soltos na natureza. E aí, que é o maior problema desses animais exóticos, eles são invasores. Uma outra espécie que ele encontra muito próximo, que era o porco, os suínos, conseguem fazer a cruza, gerando esse material que hoje a gente chama de javaporco”, explicou o coordenador do setor de animais silvestres do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), Márcio Bandarra.
Além de destruir plantações, esses animais causam impactos ambientais e prejuízos a pequenos agricultores. Hoje, há registros desses animais em 15 estados brasileiros, segundo o Ibama, incluindo Minas Gerais e Goiás.
Representante do Brasil no Miss Universo, a piauiense Maria Gabriela Lacerda, de 22 anos, desfilou pela passarela de trajes típicos nacionais na última quarta-feira (19), com um figurino em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
No Instagram, ela justificou a escolha do vestuário. “Neste palco, eu não visto apenas um traje: eu visto a história, a fé e a identidade de um povo. Cada detalhe deste traje típico homenageia Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, cuja luz atravessa gerações e simboliza resistência”, disse.
Maria também afirmou carregar a força das mulheres brasileiras, a devoção que molda a cultura e o orgulho de presentar um país que aprende, se renova e continua acreditando “mesmo diante dos maiores desafios”. “Hoje, enquanto caminho sob as luzes do Miss Universe, é o Brasil que caminha comigo. É a fé que me sustenta, é a minha essência que se revela”, acrescentou.
A piauiense foi eliminada do concurso antes de chegar ao top 12, mas foi escolhida entre as 30 finalistas. Entre as 122 concorrentes, a competição se organiza em TOP 30, TOP 12 e TOP 5, antes de anunciar a grande campeã: Fátima Bosch, do México.
Miss Universo 2025: brasileira usa traje de Nossa Senhora Aparecida – Foto: reprodução/redes sociais
Governo vê com satisfação queda parcial do tarifaço e seguirá negociando revogação total – Foto: reprodução
O governo brasileiro recebeu na última quinta-feira (20), com satisfação, a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil.
Estarão isentos de tarifa vários tipos de carne, café e várias frutas (como, por exemplo, manga, coco, açaí, abacaxi).
O enunciado da Ordem Executiva que implementa a medida faz menção à conversa telefônica do Presidente Lula com o Presidente Trump em 6 de outubro, quando decidiram iniciar as negociações sobre as tarifas.
Acrescenta que o Presidente Trump recebeu recomendações de altos funcionários do seu governo de que certas importações agrícolas do Brasil não deveriam estar mais sujeitas à tarifa de 40% em função do “avanço inicial das negociações” com o governo brasileiro.
A medida é retroativa a 13 de novembro, data que coincide com o dia da última reunião entre o Ministro Mauro Vieira e o Secretário de Estado Marco Rubio em Washington, na qual se discutiram meios de avançar nas tratativas bilaterais para a redução das tarifas sobre os produtos brasileiros.
O governo brasileiro reitera sua disposição para continuar o diálogo como meio de solucionar questões entre os dois países, em linha com a tradição de 201 anos de excelentes relações diplomáticas.
O Brasil seguirá mantendo negociações com os EUA com vistas à retirada das tarifas adicionais sobre o restante da pauta de comércio bilateral.
Lula indica Jorge Messias para a vaga de ministro do STF no lugar de Barroso – Foto: reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira, 20 de novembro, o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oficialização da indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, Jorge Messias é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília – UnB (2018) e doutor pela mesma universidade (2023), onde lecionou como professor visitante.
Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e Consultor Jurídico do Ministério da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
A partir da indicação, o nome de Jorge Messias deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e aprovação pelo Plenário do Senado Federal.
Iniciativa visa ampliar e estruturar experiências turísticas voltada para café, mel e charcutaria em 10 cidades
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
O Sebrae Minas realizou, entre os dias 12 e 15 de novembro, em parceria com a Associação dos Cafeicultores da Canastra (ACANASTRA), uma série de visitas avaliativas do programa Check In Minas, iniciativa voltada à criação e ao aperfeiçoamento de experiências turísticas em fazendas de café, cafeterias, apiários, casas de mel e charcutarias da Serra da Canastra. O trabalho busca qualificar pequenos negócios, promover inovação e ampliar a competitividade de atividades ligadas ao turismo, gastronomia, economia criativa e agronegócio.
Ao todo, 10 empreendedores de micro e pequenas empresas de Capitólio, Delfinópolis, Piumhi, São Roque de Minas e Vargem Bonita participam do programa. Na primeira etapa, os consultores mapearam as potencialidades de cada território e identificaram elementos capazes de construir experiências autênticas, conectadas às histórias, saberes e identidade local.
Em seguida, os consultores credenciados promoveram o mapeamento de stakeholders, estudo de tendências, sensibilização do trade turístico, precificação dos produtos, experiências e estruturação de narrativas, além de consultorias e atividades presenciais e online, entre maio e dezembro de 2025.
Em Capitólio, a Cafeteria Bourbon recebeu consultores e convidados no evento-teste e apresentou uma experiência imersiva que contou a história do café Gameleira, com degustações e explicações sobre métodos de preparo, reforçando aspectos sensoriais e a relação do produto com o território. A barista e sócio-proprietária, Talita Soares, destaca que o programa trouxe maior segurança para estruturar a entrega ao visitante. “Nós havíamos realizado esse tipo de experiência no passado, mas não sabíamos exatamente o que apresentar ao turista. O programa nos ajuda a entender o que ele quer saber e como conduzir essa vivência”, afirma.
Ainda em Capitólio, o grupo visitou a Charcutaria Sal do Engenho, onde acompanhou processos de defumação, cura e fermentação e conheceu a trajetória do idealizador de uma das primeiras charcutarias autorais da Casnastra, Wagner Morais. Os visitantes participaram de uma degustação guiada de picanha suína maturada, copa lombo, panceta defumada e pastrame, além de aprenderem sobre combinações com geleias artesanais de mostarda, abacaxi e goiaba. A proposta mostrou como a charcutaria artesanal pode se transformar em um produto turístico de alto valor agregado, assim como o queijo, reconhecido pela qualidade no mundo inteiro.
Durante o evento teste, a consultora de experiências turísticas, Vanessa Leal, avaliou critérios como interação com o visitante, ambientação, acessibilidade, sustentabilidade e autenticidade da vivência. Para ela, o programa ajuda o empreendedor a entender o novo perfil do consumidor. “A primeira chave que temos que virar é a de que o turista não busca apenas um serviço, mas uma experiência autêntica. Quando oferecemos isso com produtos da Serra da Canastra, ele entende a diferença do terroir e do microclima da região”, explica.
A analista do Sebrae Minas Carolina Alvim reforça que o Check In Minas foi pensado para gerar resultados consistentes e duradouros. “O programa aproxima os pequenos negócios das tendências de mercado e mostra que experiências bem estruturadas são mais rentáveis. Nosso objetivo é ajudar a criar produtos que valorizem a identidade local e mantenham a Serra da Canastra como referência em turismo de alta qualidade”, destaca.
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
Sebrae Minas e ACANASTRA realizam Check In Minas na Serra da Canastra – Foto: divulgação
INSS inicia processo de devolução de descontos indevidos para herdeiros e pensionistas – Foto: reprodução
Começa nesta quarta-feira, 19 de novembro, o processo para que herdeiros e pensionistas de beneficiários já falecidos solicitem a devolução dos valores descontados indevidamente por entidades. A medida abrange as cobranças realizadas entre março de 2020 e março de 2025. De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 800 mil pessoas sofreram descontos de entidades associativas em seus benefícios nesse período.
>>> Veja como solicitar a devolução dos descontos indevidos:
1. Para Pensionistas (quem já recebe Pensão por Morte)
O pedido de devolução pode ser realizado pelo titular da Pensão por Morte pelo Meu INSS, Central 135, PrevBarco ou em uma agência dos Correios.
O valor será dividido entre todos os titulares da Pensão por Morte.
2. Herdeiros (Quem não recebe Pensão por Morte)
1º Passo: É necessário comprovar a condição de herdeiro:
Acesse o Meu INSS
Procure por “Consultar Descontos de Entidades Associativas”
Selecione a opção “Consultar Descontos – Benefício de Pessoa Falecida – para o Sucessor ou Herdeiro”
Siga para “Pedir Análise”.
Junte a documentação que comprova a condição de sucessor/herdeiro: Escritura Pública ou Alvará Judicial, com a autorização expressa para a contestação no processo de ressarcimento em nome dos sucessores. Documento de identificação e comprovante de endereço do solicitante.
Se precisar de ajuda, ligue para o telefone 135.
2º Passo: Após o reconhecimento da condição de herdeiro, é possível solicitar a devolução dos descontos indevidos pelo Meu INSS, Central 135, em agências dos Correios ou PrevBarco.
No Meu INSS:
Vá em “Consultar Pedidos”
Localize o pedido “Cadastrar Sucessor/Herdeiro – Descontos de Entidades Associativas”
Siga para o botão “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.
Confira os descontos e marque se foram autorizados ou não.
Preencha todos os dados e selecione “Enviar Declaração”.
O valor será dividido entre todos os sucessores/herdeiros.
PRAZO PRORROGADO — Para os demais aposentados e pensionistas, o Governo do Brasil prorrogou por mais três meses o prazo de contestação dos descontos indevidos nos benefícios do INSS. A data limite, que antes se encerraria em 14 de novembro, foi estendida até 14 de fevereiro de 2026. Quem ainda não contestou os descontos terá agora até fevereiro para fazê-lo pelo aplicativo Meu INSS ou nos Correios.
Mais de 6 milhões de contestações foram registradas por beneficiários que não reconheceram os descontos feitos pelas entidades associativas. Mais de 3,7 milhões de pessoas aderiram ao acordo e R$ 2,54 bilhões já foram devolvidos.
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