Jornal Folha Regional

VÍDEO | Arara viraliza ao brincar com eletricista em poste em cidade de MG

Um vídeo incrível, de uma arara brincalhona interagindo com um eletricista, enquanto ele trabalhava no alto de um poste, está encantando internautas nas redes sociais.

Nas imagens, a arara-canindé aparece primeiro em fio, bem ao lado do trabalhador e vai se exibindo para ele. Em seguida, ela resolve se engraçar e fica pendurada no fio para chamar a atenção.

Não satisfeita, a ave pula no ombro do homem e fica bicando para tirar o capacete dele durante a manutenção. Ele só se diverte com a nova amiga e não faz nada. Apenas da risada da insistência dela, pedindo carinho.

O vídeo, que está viralizando nas redes, foi gravado em Minas Gerais. O eletricista, chamado André Souza Santana, trabalha para uma empresa de internet chamada MSolNet.

A gravação foi postada ele no TikTok na última quarta (23), e está ganhando o mundo. Um dos vídeos dele com a arara já teve mais de 9 milhões de visualizações.

Se a arara brincalhona está à vontade, o eletricista mais ainda. Enquanto a ave pula, grasna e se mostra, o homem continua fazendo o serviço dele, aparentemente sem acreditar no que estava vivendo lá no alto do poste. Até que ele estende o braço e a arara começa a brincar com o dedo do homem.

Percebendo que se tratava de uma boa pessoa, a arara vai além. Ela pula no ombro do eletricista e fica lá brincando, enquanto ele continua mexendo nos fios.

Conexão com a natureza

Esta conexão do homem com a ave, símbolo da fauna brasileira, em plena área urbana, mostra que é preciso valorizar essa convivência harmoniosa.

E a atitude do André Souza, que interagiu com todo carinho e respeito com a arara, enquanto trabalhava, fala muito sobre ele. Um ser incrível que recebeu o carinho dos seguidores nas redes.

Vítima de câncer, rainha de rodeio Camila Trevisol morre aos 22 anos

Vítima de câncer, rainha de rodeio Camila Trevisol morre aos 22 anos – Foto: redes sociais

Rainha Inspiração da Festa do Peão de Americana 2025, Camila Trevisol morreu na última quarta (23), aos 22 anos, após uma longa batalha contra o câncer. A informação foi confirmada pela família em suas redes sociais, onde a jovem compartilhava em detalhes sua luta contra a doença.

Ela já havia sido homenageada com o mesmo cargo no Jaguariúna Rodeo Festival, uma das etapas do Circuito Sertanejo, em 2024. Figura querida no meio, a jovem costumava compartilhar ainda em seu Instagram alguns de seus encontros com estrelas do sertanejo, como Ana Castela, Lauana Prado, Murilo Huff, Zezé di Camargo e Gustavo Mioto, entre muitos outros.

Camila passou anos em tratamento contra o câncer. Tudo começou em 2016, ainda na adolescência, quando ela descobriu um tumor no fêmur, um câncer nos ossos. Apesar de ter alcançado a remissão, ela recebeu um segundo diagnóstico de câncer em 2023, desta vez um sarcoma de Ewing, um tipo raro e agressivo da doença que também ataca o tecido ósseo.

O velório de Camila Trevisol aconteceu nesta quarta-feira (23), das 13h às 16h, no Cemitério Parque Gramado de Americana. A família avisou que a jovem havia pedido para que os que comparecessem não viessem de roupas pretas.

A rainha de rodeios deixou uma carta para ser publicada em seu Instagram após sua morte. Leia na íntegra:

“Sei que não é um momento fácil, mas escrevi isso e pedi pra postarem. Todos que passaram pela minha vida deixaram um momento que vou levar pra sempre comigo, então sou muito grata a todos que tiraram um tempo da vida de vocês por aproveitarem comigo, me acompanharem no Insta, por orarem, conversarem e tudo mais.

Eu já cumpri meu papel aqui na terra e sei que meu papel foi inspirar e influenciar vocês sobre a vida , que tem que aproveitar todos os momentos independente do que vocês estiverem passando. A vida é uma só e o tempo é precioso demais pra não se apreciar cada momento, então vivem e jamais desistam, jamais pensem negativo, jamais se entreguem.

Meu perfil vai ficar aqui pra vocês poderem sempre entrar e lembrar de como eu era e tudo que vivi. Eu amo todos vocês e muito obrigado por estarem comigo nessa vida e por todos que me visitaram.

Quero que saibam que eu estou indo em paz e meu sofrimento acabou, mas não pensem que foi por não ter força e coragem de lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer. Deus me quis com ele e sei que meu legado sempre será lembrado… até a próxima vida. Amo vocês.”

Vítima de câncer, rainha de rodeio Camila Trevisol morre aos 22 anos – Foto: redes sociais
Vítima de câncer, rainha de rodeio Camila Trevisol morre aos 22 anos – Foto: redes sociais

Na contramão do país, mortes violentas intencionais crescem em Minas

Na contramão do país, mortes violentas intencionais crescem em Minas – Foto: reprodução

Minas Gerais registrou aumento de mortes violentas em 2024, quando comparado a 2023. Segundo o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24/7), houve alta de 5% em um ano. O índice vai na contramão da tendência observada no país, que registrou queda de 5,4% no período.

Ao todo, 3.214 pessoas foram vítimas de mortes violentas intencionais no ano passado em Minas. O número é maior do que o registrado em 2023, quando 3.050 perderam a vida em ações violentas e intencionais. Esse é o segundo ano consecutivo que o Estado registra alta no índice. Em 2023, Minas já havia anotado alta de 3,7% em relação a 2022.

Os dados fazem parte da 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice de mortes violentas intencionais (MVI) inclui vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, tanto em serviço quanto fora dele.

Brasil

Na contramão dos dados de Minas, o Brasil registrou, em 2024, uma redução de 5,4% nas mortes violentas intencionais, na comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 44.127 casos, com uma taxa de 20,8 por 100 mil habitantes. Considerando o período entre 2012 e 2024, a redução acumulada chega a 25%, com quedas registradas em todas as regiões do país.

Aplicativo desenvolvido no Sul de Minas facilita a doação de sangue e conecta pacientes a doadores

Aplicativo desenvolvido no Sul de Minas facilita a doação de sangue e conecta pacientes a doadores – Foto: reprodução

Um aplicativo criado no Sul de Minas tem ajudado a salvar vidas. O “SangueApp” conecta quem precisa de sangue a doadores voluntários.

Com um ano de existência, o aplicativo foi criado pelo desenvolvedor Thales Terra Liberto, morador de Guaxupé (MG) e tem mais de 21 usuários cadastrados de todas as regiões do país.

A plataforma gratuita funciona como uma rede social, na qual os doadores podem compartilhar suas doações e quem necessita de sangue pode fazer pedidos de doações.

Qualquer usuário pode fazer um pedido de doação, com informações como local e tipo sanguíneo. A solicitação é exibida imediatamente para todos os doadores registrados na plataforma que podem entrar em contato direto com quem está precisando.

No app há espaço para o doador manter o seu histórico de doação, guardar sua carteirinha de doador. O aplicativo também mostra quantas vidas foram salvas com as doações.

Liberto conta que a ideia surgiu da vontade de facilitar o processo de doação e agilizar a busca por doadores compatíveis, principalmente em situações de urgência.

Como a doação de sangue pode salvar uma vida

Uma doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos
Uma doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

De acordo com o Ministério da Saúde, a doação de sangue é essencial para os atendimentos de sangramentos agudos em casos de urgências e emergências, para a realização de cirurgias de grande porte e tratamento de doenças crônicas que frequentemente demandam transfusões sanguíneas, como anemias graves.

Não há um substituto para o sangue e sua disponibilidade é essencial em diversas situações, desde para atender vítimas de acidentes de trânsito, até uso ambulatorial, em paciente em diálise ou com doença hematológica, como câncer, leucemia, anemia falciforme, entre outras doenças.

Quais os requisitos para doar?

🩸ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis); no caso de maiores de 60 anos, é necessário já ter doado em outro momento da vida;
🩸pesar ao menos 50 quilos;
🩸estar em boas condições de saúde;
🩸estar descansado e bem alimentado;
🩸não ter fumado duas horas antes da doação;
🩸apresentar documento de identidade com foto.

Quem não pode doar?

🩸pessoas com gripe, resfriado ou outras infecções com febre;
🩸pessoas com sífilis, malária ou doença de chagas;
🩸alcoolistas crônicos ou que tenham ingerido álcool 12 horas antes;
🩸pessoas com história atual ou pregressa de uso de drogas injetáveis ilícitas;
🩸quem tiver sido exposto a situações de risco para doenças sexualmente transmissíveis;
🩸quem contraiu hepatite após os 11 anos de idade;
🩸quem tenha realizado endoscopia há menos de seis meses;
🩸grávidas, mulheres que deram luz à menos de três meses e lactantes.

‘Pequena heroína’, de 10 anos, aplica manobra de Heimlich e salva criança engasgada com paçoca em MG

‘Pequena heroína’, de 10 anos, aplica manobra de Heimlich e salva criança engasgada com paçoca em MG – Foto: divulgação

Luana Soares Peixoto, de 10 anos, passou a ser conhecida como “pequena heroína” em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais, depois de salvar a vida de uma vizinha, uma criança de três anos. Ela aplicou a manobra de Heimlich na pequena, que havia se engasgado com uma paçoca. “Vi que ela ficou vermelhinha e sem respirar”, conta. Na segunda-feira (21/7), o Corpo de Bombeiros fez uma visita especial à Luana.

A menina relatou que percebeu que os adultos, sua mãe e a mãe da amiguinha Alice Valentina, estavam realizando o procedimento de forma incorreta, dando tapas nas costas da criança. “Eu disse que estava errado. Daí eu fui atrás dela (da Alice), agachei e fiz a manobra que o sargento Fabrício me ensinou na escola, e consegui desengasgar ela”, contou, satisfeita.

De fato, segundo o Corpo de Bombeiros, Luana aprendeu a manobra de Heimlich — técnica reconhecida mundialmente para desobstrução das vias aéreas em casos de engasgo — na escola. Ela participou do projeto institucional Bombeiro nas Escolas, que oferece oficinas a crianças do 4º ano do Ensino Fundamental, com idades entre 9 e 10 anos.

As atividades ensinam sobre prevenção e primeiros socorros em casos de acidentes domésticos, incêndios e outras situações de risco. O sargento Fabrício, que ministrou a oficina para Luana, a parabenizou pessoalmente nesta segunda-feira (21/7).

“Ver uma estudante tão jovem aplicar o que aprendeu de forma tão rápida e eficaz é motivo de orgulho. Isso mostra que o projeto está alcançando seu objetivo de formar cidadãos mais conscientes e preparados para ajudar o próximo. É muito gratificante para nós, militares do Corpo de Bombeiros, ver o resultado de um treinamento se transformar em mais uma vida salva”, afirmou.

Na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, cerca de 172 crianças já participaram do projeto Bombeiro nas Escolas em 2025.

Câmara analisa pedido de CPI para apurar denúncias de remoção forçada de pessoas em situação de rua em Pouso Alegre

Câmara analisa pedido de CPI para apurar denúncias de remoção forçada de pessoas em situação de rua em Pouso Alegre – Foto: reprodução

A Câmara de Vereadores de Pouso Alegre (MG) analisa um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de remoção forçada e do tratamento dado a pessoas em situação de rua na cidade. O pedido foi protocolado na segunda-feira (21) por um grupo de cinco vereadores.

Assinam o requerimento Leandro Moraes (União Brasil), Frederico Coutinho (Republicanos), Lívia Macedo (PCB), Renato Gavião (PSDB) e Israel Russo (União Brasil). O documento foi lido em plenário na sessão de terça-feira (22).

De acordo com os vereadores, a proposta é investigar supostos casos de violência, ameaças e uso de recursos públicos em ações de remoção de pessoas em situação de rua entre os meses de junho e setembro de 2024. As denúncias também estão sendo apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que deflagraram no mês passado a chamada “Operação Invisíveis”.

O presidente da Câmara, Edson Donizetti Ramos de Oliveira (Republicanos), explicou os próximos passos da tramitação do pedido. Segundo ele, a suspeita já vinha sendo levantada por parlamentares antes mesmo da atuação dos órgãos de investigação.

“Um grupo de vereadores já vinha fazendo essa investigação sobre maus-tratos contra a população de rua. Com a deflagração da operação pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, esse fato ganhou mais evidência. Por isso, resolveram entrar com o pedido de instauração da CPI”, afirmou o presidente.

A CPI pretende apurar a possível participação de servidores públicos municipais nas ações de remoção e se houve prática de “higienização social”.

“Essa CPI busca investigar se houve envolvimento de servidores públicos municipais e qual foi a participação de cada um deles”, completou Edson Donizetti.

O pedido, por ter o número mínimo de assinaturas exigido, já segue para análise do setor jurídico da Câmara. Segundo o presidente, o parecer jurídico deve ser apresentado ainda nesta semana. A partir da análise técnica, a presidência tem até cinco dias para convocar os líderes partidários e pedir a indicação dos nomes dos membros da comissão.

“Cumpridos os requisitos legais, a presidência deve instaurar a CPI, por meio de resolução. A comissão então passa a tramitar de acordo com o Regimento Interno da Câmara e da legislação vigente” explicou.

A CPI terá poder para ouvir testemunhas, convocar autoridades e requisitar documentos. Segundo Edson Donizetti, o grupo poderá atuar com poder de polícia durante a apuração.

“Uma vez constituída a comissão, ela pode ouvir secretários, servidores e pessoas envolvidas. Se um secretário citar outro nome, por exemplo, essa pessoa também pode ser convocada. A CPI tem poder de polícia para garantir o comparecimento e a realização dos depoimentos”, concluiu.

Câmara analisa pedido de CPI para apurar denúncias de remoção forçada de pessoas em situação de rua em Pouso Alegre – Foto: divulgação

Via: G1

INSS altera regras de aposentadoria e demais benefícios; entenda

INSS altera regras de aposentadoria e demais benefícios; entenda – Foto: reprodução

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alterou ao menos sete regras de acesso à aposentadoria e demais benefícios. Dentre as mudanças estão a facilidade em contar o tempo de trabalho na infância, mesmo em períodos em que a atividade profissional exercida por menor de idade era proibida por lei.

As alterações constam da instrução normativa 188 e incluem ainda o fim da carência – número mínimo de pagamentos que dá acesso a benefícios- para a concessão do salário-maternidade de autônomas e a inclusão do período de serviço militar obrigatório no tempo mínimo de contagem para a aposentadoria.

O instituto facilitou também a aposentadoria híbrida, quando há comprovação de atividade rural para compor o tempo total de contribuições dos segurados que exercem trabalhos urbanos – e vice-versa – , e incluiu quilombolas, seringueiros, extrativistas e pequenos produtores de áreas próximas a cidades como segurados especiais com direito à aposentadoria rural.

Neste caso, o segurado pode se aposentar com idade mínima menor do que os demais trabalhadores – 60 anos para homens e 55 anos para mulheres- , ao comprovar ao menos 15 anos de atividades rurais. Após a reforma da Previdência, a idade mínima de aposentadoria é de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) no caso de novos segurados.

Quem já estava no mercado antes de 13 de novembro de 2019, quando as mudanças no INSS passaram a valer, tem regra de transição que pode garantir a aposentadoria com idade menor.

TRABALHO NA INFÂNCIA

O INSS passa a considerar o trabalho na infância para a contagem do tempo de contribuição dos segurados independentemente da época em que a atividade era realizada. A mudança ocorre após ação civil pública iniciada no Rio Grande do Sul em 2013.

A nova regra vale a partir de 19 de outubro de 2018, quando o Ministério Público Federal obteve vitória na Justiça obrigando o instituto a reconhecer o direito. Na época, o INSS ignorou a determinação e só implantou a norma em 2019.

Pela lei, o instituto reconhecia, até 2019, o trabalho exercido na infância apenas para trabalhos exercidos a partir dos 16 anos ou dos 14 anos, caso se tratasse de atividade como menor aprendiz.

“Se uma criança trabalhou com nove anos de idade e conseguir comprovar esse tempo, vai ser contado como tempo de contribuição. Isso se conseguia só na Justiça, por causa da ação civil pública. No INSS, eles dificultavam”, afirma o advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários).

Para ele, essa alteração é uma das mais justas, porque o trabalhador acaba sendo punido duas vezes: ao ter que trabalhar e ao ver seu benefício negado pois o tempo não conta para a aposentadoria. “A lei ela não pode vir para me prejudicar duas vezes, primeiro porque fui obrigado a trabalhar e segundo porque não vou ter nenhuma direito trabalhista e previdenciário?”, questiona.

Para que o período seja reconhecido, o trabalhador deve apresentar provas da atividade, como recibos de pagamento ou fotografias da época.

Outra mudança que beneficia quem vai pedir a aposentadoria é a possibilidade de complementar o valor das contribuições que foram feitas em valor menor do que salário mínimo sem que seja necessário cumprir as exigências anteriores, determinadas pela instrução normativa 128, de março de 2022.

VEJA AS 7 MUDANÇAS NAS APOSENTADORIAS DO INSS

1 – TRABALHO NA INFÂNCIA

Os trabalhos exercidos na infância devem ser contados como tempo de contribuição independentemente da idade legal autorizada para o período. Para isso, o trabalhador precisa ter provas de que exercia atividade profissional.

A mudança ocorre para se adequar ao que a Justiça determinou em 2018, quando mandou o INSS reconhecer os períodos de trabalho na infância como tempo de contribuição para a aposentadoria, independentemente das permissões legais.

A nova norma só foi implementada pelo instituto em 2019, o que pode ter prejudicado parte dos trabalhadores que pediam o benefício. Agora, a instrução normativa traz a regra a partir da data de definição da Justiça, que foi em outubro de 2018.

O trabalho infantil era reconhecido pelo INSS conforme o período. De 1998 até 2019, o reconhecimento só vinha para atividades exercidas a partir dos 16 anos ou 14 anos, no caso de menor aprendiz.

Como era:

  • Período do trabalho na infância – Idade em que a contribuição era aceita
  • Até 14 de março de 1967 – A partir dos 14 anos
  • De 15 de março de 1967 a 4 de outubro de 1998 – A partir dos 12 anos
  • De 5 de outubro de 1998 a 15 de dezembro 1998 – A partir dos 14 anos, para trabalho comum, e dos 12 anos, para o menor aprendiz
  • De 16 de dezembro de 1998 até o momento atual – a partir dos 16 anos para trabalho comum, e dos 14 anos para menor aprendiz.

2 – APOSENTADORIA RURAL

A instrução normativa amplia o rol de contribuintes que podem ser enquadrados como segurado especial e ter direito à aposentadoria rural por exercer atividade rural.

Neste caso, conseguem se aposentar com idade menor do que a dos demais trabalhadores – 60 anos para os homens e 55 para as mulheres –  desde que comprovem 15 anos de trabalho. Não é preciso ter contribuições efetivas.

Passam a ser enquadrados como segurados especiais produtores rurais donos de terra ou que tenham usufruto, posseiros, assentados, parceiros, meeiros, arrendatários, quilombolas e pessoas que já viveram em quilombos, seringueiros, extrativistas vegetal e segurado que reside em imóvel rural ou aglomerado urbano, desde que desenvolva atividade agrícola, pastoril ou hortifrutigranjeira de forma individual ou em regime de economia familiar.

3 – APOSENTADORIA HÍBRIDA

A nova instrução normativa facilita o pedido da aposentadoria híbrida para segurados que já exerceram atividade rural e que, agora, são trabalhadores urbanos, ou vice-versa. Eles terão direito de se aposentar por idade, mas a idade mínima é maior do que quando a aposentadoria é só rural. São necessário 65 anos de idade para homens e 62 anos para as mulheres, além do pagamento de ao menos 180 contribuições ao INSS.

É preciso, ainda ter qualidade de segurado, que é quando o cidadão tem direito a benefícios previdenciários por estar pagando contribuições ao INSS. A vantagem dessa aposentadoria é que o segurado pode somar o tempo de trabalho no campo, mesmo sem ter contribuído efetivamente com a Previdência, para conseguir se aposentar.

4 – SALÁRIO-MATERNIDADE DA AUTÔNOMA

As trabalhadoras autônomas passam a ter direito ao salário-maternidade do INSS com o pagamento de apenas uma contribuição à Previdência Social, conforme ocorre para as trabalhadoras que têm contrato pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A mudança foi imposta na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.110, em março de 2024, que considerou inconstitucional haver regras diferentes para autônomas e celetistas. A alteração deverá custar aos cofres públicos entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,7 bilhões apenas neste ano, já considerando ações de revisão para quem teve o benefício negado no período.

Segundo a nova regra, a partir de 5 de abril de 2024, mulheres que pedem a licença-maternidade à Previdência Social estão isentas de carência – número mínimo de pagamentos para ter um benefício. Antes, a carência variava entre cinco e dez contribuições, conforme a data do pedido.

5 – CONTAGEM DE CARÊNCIA PARA QUEM CUMPRIU SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO

O tempo de serviço militar obrigatório exercido após a reforma da Previdência de 2019, ou seja, a partir de 13 de novembro daquele ano, quando a emenda constitucional 103 passou a valer, será contabilizado como carência, ou seja, período mínimo de pagamentos para ter um benefício.

Para isso, é preciso ser certificado pelo respectivo ente federativo, por meio da CTSM (Certidão de Tempo de Serviço Militar), que deverá ser apresentada pelo segurado ao pedir o benefício previdenciário.

6 – COMPLEMENTAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO

Os segurados que têm contribuições pagas em valores menores do que o salário mínimo poderão complementá-las para se aposentar. Essa complementação poderá ser feita no ato da aposentadoria, e não anteriormente, mês a mês, como previa instrução normativa anterior, de março de 2022. Se complementadas, elas serão contadas como contribuição para ter o benefício.

7 – FACILIDADE DE LIBERAÇÃO DO PPP PARA MÉDICOS E TRABALHADORES DE COOPERATIVAS

Trabalhadores ligados a cooperativas poderão ter o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), que garante o tempo especial para ter benefício do INSS, liberados pela cooperativa de trabalho.

O documento deve ser emitido com base nos laudos técnicos de condições ambientais do trabalho, contendo assinatura dos responsáveis.

Casal que nasceu no mesmo dia morre na data do aniversário durante acidente de moto

Casal que nasceu no mesmo dia morre na data do aniversário durante acidente de moto – Foto: redes sociais

Um casal que nasceu no mesmo dia morreu aos 27 anos na data do aniversário em São José, na Grande Florianópolis. Eles estavam em uma motocicleta que tombou na BR-101.

Nicolly Morais de Melo e Gregory Mayllon haviam se conhecido há cerca de seis meses, de acordo com uma prima dele, mas começaram a namorar há duas semanas. O acidente de moto ocorreu no domingo (20), informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A motocicleta era pilotada por Gregory e tombou por volta das 22h30 de domingo no km 209. O veículo tinha placas de São José. Não se sabe as causas do acidente.

De acordo com Thaynara Lorrany, prima de Gregory, o casal havia comemorado o aniversário em conjunto com um churrasco na casa de um amigo.

Sobre o primo, ela disse que “ele era uma pessoa muito brincalhona. Onde chegava, sempre levava alegria para a família e amigos. Amava skate”. Segundo ela, Gregory era motorista de aplicativo para motos.

Casal que nasceu no mesmo dia morre na data do aniversário durante acidente de moto – Foto: redes sociais

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas – Foto: divulgação

Governo de Minas Gerais deu mais um passo importante para o fortalecimento das unidades do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Nesta segunda-feira (21/7), foi inaugurado o anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, com 306 vagas.

Mais de R$ 16 milhões foram investidos nas obras realizadas por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).

A nova estrutura foi construída com recursos provenientes do Estado e do Governo Federal. A capacidade total do presídio passou de 196 para 502 vagas, um aumento de quase 160%.

O espaço, destinado a detentos do sexo masculino, conta com duas alas, 37 celas equipadas com beliches, duas celas destinadas para pessoas com deficiência física, além de ala para encontro íntimo, pátio para banho de sol, pátio para visitação e salas multiuso. A unidade conta com um acesso que permite aos policiais fazer a liberação dos detentos para o trânsito interno sem a necessidade do contato físico.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o novo modelo de construção foi projetado não apenas para facilitar a logística da unidade prisional, indo além disso, em vários aspectos.

“Estamos inaugurando um anexo que reafirma claramente o propósito do Governo do Estado, à medida que não apenas vai garantir ainda mais dignidade no cumprimento da pena, mas também irá ampliar a segurança para servidores e visitantes”, destacou.

O diretor-geral do Presídio de Alfenas, Marco Aurélio Bispo Silva, destacou que a entrega representa um importante avanço para o sistema prisional, evidenciando o compromisso de Minas com a segurança da sociedade e dos servidores que atuam dentro das unidades prisionais e, ainda, oferece mais dignidade no cumprimento da pena.

Governo de Minas entrega novo anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas – Foto: divulgação

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos – Foto: divulgação

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), inaugurou na tarde dessa segunda-feira (21/7), no Presídio de Varginha, no Sul de Minas, o segundo endereço da Escola Estadual Professora Aracy Miranda, construído dentro da unidade prisional. O local tem capacidade para atender 80 presos e recebeu um investimento de R$ 87,5 mil, oriundo de verbas pecuniárias do Tribunal de Justiça.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, a disponibilidade de estudo dentro das unidades prisionais é um dos principais eixos da ressocialização em Minas Gerais. “Hoje, estamos deixando aberto aqui mais um caminho para a mudança de rumos e gerando novas perspectivas de vida para os detentos”, destacou.

O apoio obtido por parte de diversas instituições, como o Poder Judiciário, a Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Sul de Minas (Aprosep), a Prefeitura de Varginha e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), também foram lembrados pelo secretário Greco.

A estrutura do anexo da escola conta com quatro salas de aula, além de uma sala de professores, todas equipadas com banheiros. As instalações foram construídas de forma a oferecer um ambiente digno, seguro e adequado ao processo de aprendizagem. Serão dois turnos de aula, com vagas nos ensinos fundamental e médio, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para o diretor-geral do Presídio de Varginha, Luis Felipi Barreiro Maciel, a implantação da escola é um importante marco na história da unidade, pois representa uma oportunidade real de transformação. Ele conta que as obras ocorreram sob administração do Depen-MG e contaram com a participação de seis detentos da própria unidade prisional. 

Presídio de Varginha inaugura extensão da escola estadual para detentos – Foto: divulgação
Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.